Há muitos anos que Alcácer do Sal não tinha inundações como esta
Há muitos anos que Alcácer do Sal não tinha inundações como estaRUI MINDERICO/LUSA

Inundações em Alcácer do Sal. Algumas zonas têm "um metro de água" e situação pode agravar-se com chuva e maré alta

“há muitos anos que não” se verificava “uma situação destas” na zona baixa da cidade, diz vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara.
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A zona baixa da cidade de Alcácer do Sal, inundada devido à subida do Rio Sado, na quarta-feira, 28 de janeiro, sem causar danos, acumula em algumas partes mais de um metro de altura de água, revelou fonte da câmara.

Em declarações à agência Lusa, António Grilo, vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, disse que o Rio Sado “acabou por galgar o muro de suporte” na frente ribeirinha e “meter alguma água na via pública”, sem “causar qualquer tipo de danos”.

Também na “avenida [dos Aviadores] continuamos com o mesmo volume de água e a expectativa é que se mantenha durante largas horas”, acrescentou.

Além da chuva que tem caído nos últimos dias e da subida da maré do Sado, “as barragens a montante continuam a libertar muita água e, neste momento, não conseguimos alterar a situação”, relatou.

As próximas horas serão dedicadas a salvaguardar o bem-estar e a perceber as necessidades dos moradores dos prédios situados na zona baixa da cidade, explicou o autarca, acrescentando que até às 10:00 de hoje “não foi necessário” retirar pessoas das suas casas.

“Há que salvaguardar as pessoas que estão dentro de casa, perceber quais são as suas necessidades, facultar-lhes alguns alimentos, alguns medicamentos [e] tentar perceber se é preciso retirar pessoas”, afirmou.

Segundo o autarca, trata-se de moradores que vivem em prédios, na sua maioria com “três andares”, junto à avenida que está submersa e que em alguns locais tem “mais de um metro de água”, que “preferiram ficar em casa” depois dos alertas emitidos, na quarta-feira, devido à subida da maré.

Durante a manhã desta quinta-feira, o município, em conjunto com os bombeiros, está a “fazer a avaliação e a ponderar a remoção das pessoas” das suas habitações, para “corresponder àquilo que são as expectativas das pessoas de forma segura”, esclareceu António Grilo, que não soube precisar o número de moradores nesta situação.

“Houve pessoas que foram para casa de familiares, ontem [quarta-feira], durante o período da tarde, quando a água começou a subir”, explicou.

Também ao final da tarde de quarta-feira, o município, de forma preventiva, solicitou à E-Redes o corte de eletricidade nesta área e evacuou o lar de idosos da associação AURPICAS e transferiu os 20 utentes, levados para uma outra estrutura da mesma instituição situada na zona alta da cidade ou para casa de familiares.

À Lusa, António Grilo realçou que, apesar de estes episódios de inundações causados pelo Rio Sado não serem um fenómeno novo para a população de Alcácer do Sal, “há muitos anos que não” se verificava “uma situação destas” na zona baixa da cidade.

“A maré do rio está a subir até perto do meio-dia e, se houver chuva, que está prevista para o período das 15:00, pode eventualmente começar a agravar a situação, com a subida da água, inclusivamente na restante frente ribeirinha, mais a jusante”, alertou.

Na sua página na rede social Facebook, o Município de Alcácer do Sal informou que, além das avenida marginal (com trânsito condicionado) e Avenida dos Aviadores, inundada e cortada ao trânsito, também a Ponte Metálica sobre o Rio Sado e a Rotunda do Forno da Cal estão entre as áreas com constrangimento e/ou inundadas, bem como diversas estradas pelo concelho.

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