O ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou o cancelamento da deslocação à Polónia e o regresso antecipado a Portugal, justificando a decisão com a declaração do estado de calamidade na sequência da intempérie e com a necessidade de acompanhar o empenhamento das Forças Armadas no apoio às populações.O governante sublinhou que a prioridade passou a ser a resposta interna, numa altura em que militares estão mobilizados em várias frentes no terreno.“Suponho que é já público que foi declarado o estado de calamidade e as Forças Armadas estão empenhadas no apoio à população civil", declarou aos jornalistas já no aeroporto, em Istambul. Segundo Nuno Melo, elementos do Exército, em particular da arma de Engenharia, e da Força Aérea encontram-se a prestar apoio operacional, incluindo em ações de assistência e alojamento de populações afetadas.“Enquanto falamos, há militares da arma de Engenharia do Exército e também da Força Aérea que estão empenhados.”“O alojamento de populações também está a ser assegurado pelas Forças Armadas"', sublinhou. O ministro referiu ainda situações concretas, incluindo o apoio que o Exército está a dar no alojamento de refugiados ucranianos, defendendo que, face à dimensão da crise, o regresso se impunha;“É aquilo que faz sentido neste momento: estar em Portugal quando, nesta situação de calamidade, as Forças Armadas estão empenhadas.”Apesar do cancelamento da etapa internacional, Nuno Melo garantiu que o plano de modernização e reequipamento das Forças Armadas e o investimento na indústria de Defesa não serão afetados.“Não invalida que este esforço, no que tem que ver com as indústrias de defesa e com a modernização e reequipamento das Forças Armadas, não prossiga mais adiante.”A decisão foi também influenciada pela instabilidade meteorológica, que pode comprometer as condições de voo e o regresso ao país: “Acresce a confirmação da situação gravosa do ponto de vista climatérico, porque o próprio regresso para amanhã não estará assegurado.”O ministro revelou ainda que a intempérie provocou danos em infraestruturas militares, em particular na Base Aérea de Monte Real, onde há equipamentos destruídos ou danificados.“Na Base de Monte Real há equipamentos militares destruídos em parte ou com danos.”Nuno Melo adiantou que, após o regresso, terá reuniões dedicadas à resposta à tempestade, sublinhando que os prejuízos são elevados e exigirão um esforço de reposição de meios.“Os danos registados são muito avultados e temos obviamente que repor aquilo que é destruído ou que está danificado", garantiu.."Temos muitos membros do Governo destacados para fazer o levantamento dos prejuízos", diz Montenegro.Inundações em Alcácer do Sal. Algumas zonas têm "um metro de água" e situação pode agravar-se com chuva e maré alta.“Estamos completamente desesperados". Autarca de Figueiró dos Vinhos pede "socorro"