Confrontos junto à Assembleia da República, caixotes a arder e três pessoas terão sido detidas

Transportes, educação e saúde deverão ser os setores mais afetados pela greve geral convocada pela CGTP contra as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo.
Confrontos junto à Assembleia da República, caixotes a arder e três pessoas terão sido detidas
FOTO: LEONARDO NEGRÃO

Caixotes a arder e três pessoas detidas

Os agentes da polícia no local deu aos manifestantes dois minutos para abandonar o local.

Algumas pessoas dispersaram nas ruas adjacentes à Assembleia da República, estando caixotes do lixo a arder. De acordo com a CNN Portugal, três pessoas foram detidas.

Confrontos entre manifestantes e polícia junto à Assembleia da República

A SIC Notícias acaba de relatar que esta tarde se registaram confrontos entre manifestantes e a polícia, em frente à Assembleia da República.

Tudo terá acontecido após os agentes de serviço no local terem aberto a rua em frente à Assembleia da República, no final da manifestação.

Nesse momento, alguns dos manifestantes não permitiam a passagem dos automóveis e atiraram algumas garrafas de plástico contra os agentes, o que levou à entrada em cena das equipas de intervenção rápida da PSP.

O dispositivo policial foi entretanto reforçado no local.

Ventura promete que Chega vai derrotar o atual pacote laboral apresentado pelo Governo

André Ventura garantiu esta tarde que a proposta do pacote laboral do Governo "será derrotada" pelo Chega, no caso de se manterem as linhas gerais que foram apresentadas.

O líder do Chega falava na Assembleia da República, onde disse que até ao momento não houve "nenhum sinal" do Governo para que sejam feitos ajustamentos para contar com o apoio do seu partido

“Uma ampla maioria do país que sabe que esta é uma má reforma laboral. Se ela continuar nestes termos não é preciso mais ruído nenhum, mais greves nenhumas, esta lei laboral será derrotada onde tem de ser derrotada, que é no parlamento”, disse Ventura, assegurando que "se houver alterações ou se houver outra lei laboral, o Parlamento cá estará para a discutir".

"Hoje ficou clara a mensagem para o país, que querem que o Parlamento resolva o problema. O Chega está empenhado e confiante em resolver este problema”, assumiu.

Imagens da manifestação junto à Assembleia da República

Montenegro: "Esta greve passou apenas por prejudicar a vida de muita gente"

O primeiro-ministro Luís Montenegro garantiu no final do Conselho de Ministros, que decorreu em São Bento, que "a esmagadora maioria dos portugueses quis trabalhar e está a trabalhar”, acrescentando que no setor privado "não houve grande perturbação", de acordo com informações dadas ao Governo por empresas e confederações empresariais.

Aliás, o governante diz mesmo que os níveis de participação são “muito, muito reduzidos”, acrescentando que “a greve não trouxe nenhuma novidade nem nenhuma solução”.

Nesse sentido, diz que "muitas famílias" foram “prejudicadas indiretamente” por causa da greve, destacando as "crianças sem escola", "portugueses que tinham consultas e cirurgias programadas" ou que pessoas que "não puderam deslocar-se”. “Estes foram verdadeiramente os prejudicados e o país deve fazer uma reflexão. As estruturas sindicais também, quanto ao propósito e também o resultado destas jornadas de luta”, sublinhou.

A consequência desta greve parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas já eram conhecidas", resumiu.

Sobre a discussão da reforma laboral no Parlamento, Montenegro mostrou-se convicto de que "o Parlamento tem agora a possibilidade e responsabilidade de poder contribuir com as suas posições para enriquecer o texto que foi remetido à Assembleia da República" e nesse sentido para ser possível "ter uma lei do trabalho que dê maior competitividade e produtividade à economia".

Neste sentido, o primeiro-ministro mostrou-se "inteiramente disponível para, no processo legislativo, poder esclarecer, interagir, aproximar posições com os grupos parlamentares". "Nós não excluímos ninguém, mas sabemos que há várias forças no Parlamento que se auto-excluíram e que estão indisponíveis para percorrer este caminho", concluiu.

Paulo Raimundo: Greve geral “mostra que é possível derrotar o pacote laboral”

O secretário-geral do PCP considera que a greve geral desta quarta-feira “é um sinal de combate e esperança”, que “mostra que é possível derrotar o pacote laboral”. Para Paulo Raimundo o protesto constitui “uma clara rejeição do retrocesso social e do aumento da exploração que querem impor aos trabalhadores”.

Num comunicado enviado às redações pelo PCP, Paulo Raimundo diz ainda que se trata de “uma inequívoca rejeição da tentativa de agravar a insustentável situação de baixos salários, promover os despedimentos sem justa causa, generalizar e perpetuar a precariedade, desregular ainda mais os horários de trabalho, atacar os direitos dos pais e das crianças, a contratação colectiva, o direito à greve, o direito de acção e informação sindical”.

Para Raimundo a greve convocada pela CGTP situa-se “no patamar das maiores até hoje realizadas” e constitui “um sinal claro de disponibilidade para a intensificação e multiplicação da luta para a derrota do pacote laboral e pela exigência de melhores salários e pensões, condições de vida e de trabalho, de justiça, dignidade e respeito”.

O secretário-geral da PCP considera que “face a uma legislação laboral já muito desfavorável aos trabalhadores, o que se impõe é a derrota e o abandono do pacote laboral e avançar com a revogação das normas gravosas que já hoje integram a legislação laboral”.

Considerando que os trabalhadores “fizeram ouvir a sua voz”, Paulo Raimundo diz que a greve “evidenciou a necessidade da ruptura com esta política e este rumo de injustiça e desastre nacional”. O secretário-geral do PCP reafirma que o rumo passa por “aumentar salários, combater a precariedade, valorizar a contratação colectiva, defender e reforçar os serviços públicos, garantir o direito à habitação e os direitos dos pais e das crianças, promover a produção nacional e o investimento público”.

"Tempo escasseia". Diretores escolares querem saber nova data da prova de português para os alunos que não a fizeram devido à greve

De acordo com a ministra do Trabalho, "cerca de 40% dos alunos não puderam realizar" prova ModA de português do 6.º ano, pelo que se aguarda uma nova data.

"Nós temos mais cinco dias úteis, não tiro aqui as greves, os feriados, para de facto realizar esta prova. O tempo escasseia", afirmou Filinto Lima, da Associação Nacional dos Diretores das Escolas Públicas

"A manter a decisão do ministro da Educação [de realização da prova], temos de saber hoje, nós e os pais, em que dia esta prova vai ser realizada para aqueles alunos que não puderam fazer hoje", afirmou Filinto Lima em declarações à RTP.

"Grandes adesões em todos os setores", diz CGTP

Num ponto da situação sobre a adesão à greve geral, o secretário-geral da CGTP salientou "grandes adesões em todos os setores". Tiago Oliveira deu alguns exemplos no setor privado, tendo em conta os dados apurados até ao momento.

No setor da indústria destacou, por exemplo, 100% de adesão na DS Smith Leiria, na Sovena, na Bimbo, na Cerealto. Referiu ainda a Bosch, com 95% de adesão.

Na construção, cerâmica, cimentos e vidro, deu como exemplos Ciarga, Cimpor, ambas com 100% de adesão, e a Galvidro, com 88%.

Abordou também empresas onde a produção "se encontra parada", referindo, por exemplo a GNL Solution Leiria, a Faurecia em Palmela, a Aapico e Fico Cables na Maia, a Knorr em Lisboa, a Mecachrome em Évora, entre outros.

No que se refere à hospitalização privada, falou em "impactos significativos" nos Lusíadas Amadora e Lisboa, na CUF em Sintra e no Hospital Luz em Lisboa.

No setor dos transportes, referiu 100% de adesão no Metro de Lisboa, na Transdev Viseu, na empresa de transportes urbanos da Guarda, na transportes urbanos da Guarda e na da Covilhã. Oficinas Carris com 98% de adesão, Soflusa/Transtejo, com 85%. A CP e IP "apenas nos serviços mínimos", referindo ainda "forte impacto no setor aéreo".

“Temos um número significativo de encerramentos de diversos serviços nas autarquias, na recolha de resíduos encerrados ou a 100% [de adesão], um número elevado de escolas encerradas”, enumerou.

Secretário-geral da CGTP: "Governo completamente alheado da realidade de quem trabalha"

"Este é um Governo que, mais uma vez, revela um total alheamento da realidade". Foi assim que Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP reagiu ao ponto da situação feito pela ministra do Trabalho que disse que a "esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar nos seus locais de trabalho".

O dirigente sindical diz que se trata de "um Governo que mete a cabeça na areia e recusa ver as evidências que estão perante os seus olhos".

"O facto de a senhora ministra basear as suas declarações nas informações que pediu às confederações patronais, às grandes empresas e à banca é revelador do posicionamento deste Governo", afirmou.

Para Tiago Oliveira, esta posição da ministra "está presente na construção do pacote laboral", também ele "um instrumento ao serviço das confederações patronais, das grandes empresas e da banca", criticou.

"Estamos perante um Governo completamente alheado da realidade de quem trabalha", sublinhou.

Reforma laboral em discussão na Assembleia da República no próximo dia 18

A reforma laboral, "Trabalho XXI", proposta pelo Governo, vai estar em discussão na Assembleia da República no próximo dia 18 (uma quinta-feira), depois de não se ter chegado a acordo em sede de concertação social.

O agendamento foi feito esta quarta-feira, em pleno dia de greve geral convocada pela CGTP, contra, precisamente, as alterações à legislação laboral.

"Cerca de 40% dos alunos não puderam realizar" prova de português. Há entre 38 a 45% de escolas encerradas, diz ministra

Na Educação, a ministra do Trabalho afirmou que o Governo tem a indicação de que "cerca de 40% dos alunos não puderam realizar" prova de português.

"Em geral, há entre 38 a 45% de escolas encerradas. Como sabem as escolas encerram por insuficiências de pessoal nas várias categorias. Temos 41% de adesão de pessoal não docente e apenas 24% de adesão dos professores", afirmou.

Sobre os transportes, "a adesão é maior", reconhece. "Há um conjunto de meios de transportes que tiveram supressões, mas, em todo o caso, os serviços mínimos estão a ser assegurados, e , em alguns casos, tem havido transporte muito para além do previsto dos próprios serviços mínimos", disse.

A expressão da adesão à greve "é muitíssimo reduzida" no setor privado. "O país está a trabalhar". "No setor público já não é naturalmente assim. Mas os serviços continuam a ser assegurados (...) os serviços de urgência estão plenamente assegurados", destacou.

A ministra do Trabalho afirmou, no entanto, que uma greve geral "é sempre grave", uma vez que "impacta na vida de todas as pessoas". "Nesse sentido a greve geral é grave em si mesma, em todo o caso a greve parece ter significativamente pouca adesão", sobretudo no setor privado, considerou.

Repetiu o respeito pelo direito à greve, mas afirmou que, ao final do dia, cabe ao Governo "executar o seu programa". "O Governo mantém, como é óbvio, a sua intenção de discutir o projeto de reforma laboral 'Trabalho XXI'", que já está na Assembleia da República.

No setor público, "temos maior adesão", reconhece ministra

A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho reconhece que no setor público, "naturalmente, temos uma maior adesão" à greve geral convocada pela CGTP, tal como aconteceu na greve de dezembro.

"Em todo o caso, no setor público, os serviços estão genericamente a responder, ou em pleno ou em alguns setores com destaque para transportes e para a saúde através dos serviços mínimos que foram decretados e que estão a ser cumpridos", afirmou.

Deu como exemplo que o "Instituto de Emprego e Formação Profissional e nos seus Centros de Emprego, está a funcionar a 100%, teve uma adesão de 3% dos trabalhadores".

Em alguns locais de atendimento da Segurança Social "temos alguns encerramentos", disse, dando conta de uma adesão de "11,5%". "Há umas horas havia três Lojas do Cidadão encerradas", acrescentou, reafirmando que os dados têm de ser confirmados ao longo do dia.

Governo: "No setor privado, a adesão à greve é absolutamente residual"

A ministra do Trabalho afirmou que, "no setor privado, a adesão é absolutamente residual em algumas áreas mesmo nula".

No setor industrial disse que "todas a fábricas a trabalhar nas áreas principais de produção em Portugal", referindo-se às áreas têxtil, calçado, metalomecânica. Os dados, referiu, foram fornecidos pela CIP e por algumas empresas deste sector.

Em relação ao setor dos transportes, grandes superfícies e comércio, "as portas estão abertas". "Não houve qualquer perturbação no atendimento das grandes superfícies nem na logística, portanto no transporte de bens e mercadorias também se processou normalmente", afirmou Maria do Rosário Palma Ramalho.

No turismo, os dados que chegaram ao Governo levaram a ministra a afirmar que "não há qualquer perturbação na hotelaria nem nas agências de viagens". "Por força da adesão na TAP, há efeitos indiretos, mas não na operação", disse.

No setor agrícola, "a greve não teve qualquer expressão". "Mesmo no setor das grandes empresas agrícolas o funcionamento é absolutamente normal", afirmou.

Na banca, "todas as agências estão abertas", adiantou a ministra. "Todos os serviços centrais estão a funcionar", disse.

No que se refere ao setor da construção "não houve qualquer efeito também", segundo a ministra do Trabalho.

Com dados da MEO, a governante referiu que nas telecomunicações "temos 1,2% de adesão".

"Nos hospitais privados não há perturbação", disse, tendo como base os dados da Associação Portuguesa dos Hospitais Privados. "O funcionamento é normal".

"E na prestação de serviços em outsourcing, 1,3% de adesão", acrescentou a ministra.

Referiu que todos estes dados devem ser confirmados ao longo do dia, mas que "são já expressivos". "A esmagadora maioria dos trabalhadores do setor privado está a trabalhar e nos seus locais de trabalho", reforçou.

"Esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos locais de trabalho", diz ministra do Trabalho

A ministra do Trabalho e Segurança Social afirmou que o Governo tem, "naturalmente", o "respeito total pelo direito de greve, mas também respeito pelo direito a trabalhar".

Maria do Rosário Palma Ramalho apresentou números, ainda provisórios sobre a greve, dados pelas confederações de vários setores de atividade privada e pelas entidades públicas e diretamente por grandes empresas.

"Conclui-se que a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho", referiu a ministra, adiantando que outros trabalhadores optaram pelo regime de teletrabalho.

Ligação de barco entre Lisboa e Cacilhas a 100%

A ligação de barco entre Lisboa e Cacilhas está, nesta manhã de dia 3 de junho, a funcionar a 100%, de acordo com informação da Transtejo/Soflusa.

Segundo a empresa no total a operação entre as duas margens do Tejo -- Lisboa-Barreiro; Lisboa-Seixal, Lisboa-Montijo e Lisboa-Cacilhas -- está a funcionar com 40% dos horários previstos.

A TTSL adiantou ainda ao DN que recorreu da decisão do tribunal arbitral de não terem sido decretados serviços mínimos

"100% das cirurgias programadas foram canceladas" no Hospital de São João no Porto, diz Federação Nacional dos Médicos

Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), afirmou que o Hospital de São João, no Porto, tem o "bloco central totalmente encerrado", ou seja "100% das cirurgias programadas foram canceladas e serão adiadas".

"Percebemos o transtorno que isto causa à vida das pessoas e, desde já, lamentamos, mas a verdade é que o grande responsável por isto é Luís Montenegro", afirmou a dirigente sindical à CNN Portugal.

Para Joana Bordalo e Sá, o primeiro-ministro é "o responsável por cada consulta e cada cirurgia adiada hoje". "Os médicos o que estão a dizer ao país é que não querem esta reforma laboral, que vai tornar as condições de trabalho no SNS ainda piores".

Em Braga, prosseguiu, o bloco central está a "funcionar com os serviços mínimos, que são os serviços de urgências. Apenas uma sala a funcionar em 12", afirmou.

"Temos o bloco central em Viana do Castelo totalmente encerrado e o bloco no Hospital de Santo António [Porto] a funcionar com os serviços mínimos", acrescentou.

Secretário-geral da CGTP: "Está a ser uma grande greve geral"

"Está a ser uma grande greve geral. Os dados que temos do período da noite demonstram que, de facto, há uma grande disponibilidade dos trabalhadores para assumirem o dia de hoje como um grande dia de luta", afirmou Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, a central sindical que convocou a paralisação desta quarta-feira (3 de junho).

Num ponto de situação, por volta das 09h00, afirmou: "Nós temos nos hospitais, nas unidades locais de saúde apenas a funcionarem com serviços mínimos, temos na recolha dos resíduos sólidos urbanos, na maioria dos distritos, 100% de adesão. Os portos de Setúbal e Sines estão encerrados, os transportes com uma grande adesão, no Metro de Lisboa, na Transtejo/Soflusa, na CP, no setor aéreo".

Tiago Oliveira destacou o setor da indústria, referindo que há um "grande número de empresas com adesão a 100% ou com a produção parada".

"Estamos num grande momento de luta, num grande momento de afirmação e tudo isto se vai traduzir numa grande greve geral", disse.

O secretário-geral da CGTP espera que sejam os trabalhadores, "com a sua luta, a sua entrega, força e convicção", a "derrotar o pacote laboral".

Afirmou que o Governo apresentou "um pacote laboral com o carimbo do século XXI com medidas do século XIX". "É aquilo que mais profundamente atinge os trabalhadores", afirmou Tiago Oliveira, acusando o Executivo de "arrogância" na forma como tem conduzido o processo e de "falta de perceção da realidade".

Metro de Lisboa com estações encerradas devido à greve geral
Metro de Lisboa com estações encerradas devido à greve geralFoto: Leonardo Negrão

Greve geral "vai ter um impacto significativo nas escolas", com "adesão muito grande dos professores", diz Fenprof

Num primeiro balanço, José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof, afirmou que a greve geral "vai ter um impacto significativo nas escolas, com fecho de escolas, mas também com uma percentagem significativa, muito grande, da adesão dos professores".

Em declarações à SIC, o responsável sindical indicou várias escolas que se encontram fechadas em Sintra, Coimbra, Olivais, Viseu, Castelo Branco, no Barreiro.

José Feliciano Costa lamentou que o ministro da Educação não tenha adiado as provas ModA. "Ao não adiar as provas o que ele está a dizer é que de facto as provas não interessam, podem ser feitas noutro dia qualquer causando as perturbações que costumam causar nas escolas", afirmou.

Confrontos junto à Assembleia da República, caixotes a arder e três pessoas terão sido detidas
Primeiro-ministro acredita que "esmagadora maioria" vai trabalhar na Greve Geral

O setor dos transportes poderá ser o mais afetado pela greve geral

Foto: Leonardo Negrão
Foto: Leonardo Negrão

Antes do início da greve geral já os portugueses sentiam os seus efeitos no setor dos transportes, com o Metro de Lisboa, por exemplo, que interrompeu o serviço às 23h00 de terça-feira.

A empresa informou que a a normalização do serviço irá ocorrer às 06h30 de quinta-feira (4 de junho).

"Os Sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, E.P.E. apresentaram um pré-aviso de greve para o próximo dia 3 de junho, pelo que não haverá circulação de comboios entre as 23h00 do dia 2 de junho e todo o dia 3 de junho", lê-se no comunicado da empresa, que "lamenta os inconvenientes causados".

Também a CP - Comboios de Portugal informou sobre os impactos da greve geral na circulação de comboios, tendo divulgado os serviços mínimos previstos para os comboios urbanos, regionais e de longo curso, que podem ser consultados aqui.

Já na terça-feira, a CP suprimiu 235 dos 1061 comboios previstos até às 19h00.

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CP suprimiu 235 comboios na véspera da greve geral

Greve geral contra o pacote laboral

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais impactos da greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de junho, pela CGTP. Uma ação de protesto contra as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo.

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Portugal é um dos países europeus que menos greves faz
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