O primeiro-ministro mostrou-se esta terça-feira, 2 de junho, convicto de que a "esmagadora maioria dos portugueses que trabalha" vai trabalhar esta quarta-feira, dia para o qual está marcada uma greve geral.Luís Montenegro disse “não fazer ideia” de qual será a adesão. "Logo veremos, o que eu espero é que, como tenho a minha convicção, é de que a grande maioria, a esmagadora maioria dos portugueses que trabalha, vai trabalhar amanhã", afirmou, à entrada para a conferência "50 Anos do Poder Local - Democracia, Desenvolvimento e Futuro", iniciativa do Jornal de Notícias (JN), no Porto.Montenegro acrescentou que, muitas vezes, o que acontece é que uma minoria consegue condicionar o trabalho dos outros. "Eu espero que isso não aconteça, espero que se conciliem as duas coisas, que é, uns têm o direito a exercer o direito à greve e fazem-no, outros têm o direito a trabalhar e também o possam fazer", vaticinou.À chegada à conferência, Montenegro tinha à sua espera cerca de 20 manifestantes a contestar o pacote laboral, mas o líder do Governo disse serem "sempre os mesmos": "militantes acérrimos da CGTP"."O que eu posso dizer é que tenho gosto em vê-los quase todos os dias, que eles agora fazem parte do meu dia-a-dia, mas, sobretudo, dizer que temos um grande respeito pelos portugueses que querem emitir a sua discordância sobre alguns temas e querem fazer greve", prosseguiu."Aquilo que eu espero é que deixem os portugueses trabalhar, isto é, deixem os portugueses que querem exercer um direito a poder exercê-lo, o direito à greve, mas também deixem aqueles que não querem exercer esse direito, que querem trabalhar, que querem ir para a escola, que querem ir às consultas médicas, que querem fazer aquilo que são as suas tarefas diárias que o possam fazer também", aditou.A central sindical CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, depois de as negociações com o Governo terem terminado sem acordo..Greve geral. Médicos e enfermeiros esperam que só serviços mínimos funcionem.UGT “não mobiliza nem desmotiva” ninguém a aderir à “greve nacional”