Donald Trump e Vladimir Putin.
Donald Trump e Vladimir Putin.Montagem fotos EPA/YURI GRIPAS / POOL e EPA/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO / POOL

Trump pede fim da guerra a Putin, que diz não ter “planos hostis” contra Europa

Presidente dos Estados Unidos expressou também interesse em que esse “progresso ocorra durante o seu mandato presidencial”, que termina em janeiro de 2029.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou esta terça-feira, 8 de setembro, ao homólogo russo, Vladimir Putin, para um fim rápido da guerra na Ucrânia, numa conversa telefónica em que este garantiu não ter “planos hostis” contra a Europa.

“Trump expressou claramente a ideia de que seria desejável um fim rápido do conflito, o que abriria imediatamente caminho para o pleno restabelecimento das relações entre os Estados Unidos e a Rússia”, disse o conselheiro político do Kremlin (presidência russa), Yuri Ushakov, numa conferência de imprensa por telefone.

O inquilino da Casa Branca (presidência norte-americana) expressou também interesse em que esse “progresso ocorra durante o seu mandato presidencial”, que termina em janeiro de 2029.

Para tal, acrescentou o conselheiro, o líder russo explicou-lhe os passos que Washington poderá “realmente” dar para “um rápido fim das hostilidades” na Ucrânia, iniciadas há quatro anos e meio com a invasão russa do país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022.

A conversa entre os dois chefes de Estado, a primeira desde 04 de julho, centrou-se nas reuniões realizadas no fim de semana em Moscovo e Kiev pelos enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

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Witkoff e Kushner chegaram a Kiev após encontro com Putin que terminou sem anúncio de avanços

Ambos consideraram “positivos” os resultados dessas consultas e concordaram que tais contactos se manterão no futuro.

Tal como fez com os mediadores norte-americanos no sábado, Putin informou Trump sobre os progressos da campanha militar russa, “as perspetivas de avanços no campo de batalha e a conquista dos objetivos estabelecidos”.

“Sobre as especulações sobre alegados planos hostis em relação a países europeus, foi sublinhado que nunca nos passaram pela cabeça planos agressivos contra a Europa”, afiançou também Ushakov.

A Alemanha acusou a Rússia de estar por detrás do incidente ocorrido em agosto com um drone com explosivos no aeroporto de Leipzig, o que Putin associou às eleições regionais naquele país, ao passo que a Hungria expulsou esta terça-feira dez diplomatas russos.

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Moscovo acusa Alemanha de iniciar uma “verdadeira guerra” contra a Rússia

O principal resultado das reuniões do fim de semana entre os mediadores norte-americanos e Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi a própria retomada dos contactos após mais de seis meses de pausa, devido à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

As conversações não deram frutos e, de facto, ambas as partes no conflito retomaram esta terça-feira os ataques às duas capitais, após uma trégua de 72 horas, embora os Estados Unidos tenham esperança de convocar em breve uma reunião trilateral, semelhante à realizada em fevereiro em Genebra, Suíça.

Os especialistas independentes consideram que o líder russo endureceu a sua posição nos últimos meses devido aos bem-sucedidos ataques ucranianos à sua retaguarda, destruindo infraestruturas logísticas, militares e energéticas.

Defendem também que as consultas com os enviados dos Estados Unidos fazem parte do esforço de guerra e que Putin não negociará a sério até ter conquistado todo o Donbass (leste ucraniano), objetivo que espera alcançar este ano, o que os especialistas pensam ser improvável.

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