Os líderes da União Europeia estão reunidos em Bruxelas para uma reunião de emergência sobre a Groenlândia.O chanceler alemão Friedrich Merz disse à chegada estar grato pela mudança de posição de Donald Trump sobre à Groenlândia e frisou que "a NATO é a ligação de maior sucesso entre a UE e os EUA".A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, por sua vez, disse agradeceu todo o apoio que a Dinamarca tem recebido dos aliados europeus. "Quando estivermos unidos e quando formos claros e fortes, inclusive na nossa disposição de nos defendermos, os resultados vão aparecer", sublinhou.Esta reunião estava prevista antes de Donald Trump ter levantado a intenção de aplicar pesadas tarifas aos países que não aceitassem a vontade dos Estados Unidos anexarem a Gronelândia. .Trump cancela tarifas à Europa após conseguir de Rutte princípio de acordo para o Ártico.Já depois do duro discurso no Fórum Económico Mundial, durante o qual lançou críticas à Europa e a Trump, Volodymyr Zelensky confirmou que "as garantias de segurança estão prontas", mas acrescentou que esse documento ainda "tem de ser assinado pelas partes, pelos presidentes, e depois será enviado para os parlamentos nacionais".O presidente ucraniano esclareceu ainda que não há acordo sobre os territórios reivindicados por Moscovo no leste da Ucrânia. "Tudo gira em torno da parte oriental do nosso país. Tudo gira em torno dos territórios. Esse é o problema que ainda não resolvemos", disse ainda em Davos, onde confirmou a realização de uma reunião trilateral a partir de sexta-feira nos Emirados Árabes Unidos com negociadores de Kiev, Washington e Moscovo..A França explicou hoje que ainda não aderiu ao Conselho da Paz, formado por Donald Trump, porque a sua carta constitutiva não corresponde a uma resolução da ONU para resolver a guerra em Gaza.A posição foi transmitida por Pascal Confavreux, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, e divulgada pela Sky News, na qual acrescenta que alguns elementos que do documento da carta são contrários à carta das Nações Unidas. .Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Gronelândia, disse hoje, em Nuuk, que está "disposto a discutir muitas coisas e a negociar uma parceria melhor" com os Estados Unidos, mas deixou uma certeza: "A soberania é uma linha vermelha." "A nossa integridade, as nossas fronteiras e o direito internacional são definitivamente uma linha vermelha que não queremos que ninguém ultrapasse", referiu o governante do território autónomo da Dinamarca.Nielsen sublinhou ainda que a retórica do último ano em torno da Gronelândia é "inaceitável", esperando agora conhecer os detalhes do "acordo futuro" que o presidente dos EUA anunciou..A China reafirmou esta quinta-feira que é "completamente infundada" a ideia transmitida por Donald Trump, segundo a qual Pequim também estava interessada em adquirir a Gronelândia. "Opomo-nos à prática de usarem a China como pretexto para perseguir interesses egoístas", disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês..O secretário-geral do PS disse hoje esperar que o Governo oiça o partido antes de se pronunciar sobre a participação de Portugal no Conselho da Paz, criado por Donald Trump, e que peça a opinião do Conselho Superior de Defesa Nacional.“O que desejo é que, quaisquer que sejam as decisões que o Governo venha a tomar, que as tome depois de ouvir o PS e também que procure ouvir o Conselho Superior de Defesa Nacional, como, aliás, é dever do Governo”, disse.O secretário-geral do PS falava à frente da Comissão Europeia, em Bruxelas, onde irá participar numa reunião do Partido Socialista Europeu (PES) prévia à cimeira extraordinária do Conselho Europeu, onde deverá ser discutido o Conselho da Paz.José Luís Carneiro referiu que o PS já tem uma posição definida sobre se Portugal deve participar no Conselho da Paz, mas não tenciona torná-la pública antes de a transmitir “aos órgãos e na sede própria”, ao Governo e ao Conselho Superior de Defesa Nacional.“Eu tenho uma posição clara, mas não a devo exprimir publicamente antes de a exprimir nos locais próprios”, reforçou.Nestas declarações aos jornalistas, José Luís Carneiro disse ainda ser favorável a que a União Europeia (UE) emita dívida conjunta para garantir a sua autonomia estratégica, seja “em termos de defesa, energéticos ou de inovação”.“Não é possível garantir essa autonomia estratégica sem recursos financeiros e, por isso, somos favoráveis – manifestarei essa posição – somos favoráveis à emissão conjunta de dívida tendo em vista garantir recursos financeiros e plurianuais para financiar esse esforço”, disse.O secretário-geral do PS referiu que essa é uma das recomendações que constam no relatório Draghi, “que deve ser visto como um importante guião de orientação política”, e saudou os esforços feitos pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, “para garantir que a Europa fala a uma só voz”.Isso “é absolutamente decisivo na defesa do direito internacional, do multilateralismo, do acordo com o Mercosul, que é estrategicamente relevante para o futuro da UE e para a diversificação dos parceiros da UE”, defendeu.Lusa."Os documentos que visam pôr fim a esta guerra estão quase prontos", revelou o presidente ucraniano em Davos, na Suíça.Zelensky deu ainda conta que nos próximos dias, sexta-feira e sábado, haverá um encontro entre as delegações da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos, nos Emirados Árabes Unidos.“Espero que os Emirados saibam disto. Sim, às vezes temos surpresas destas vindas do lado americano", disse na sessão de perguntas e respostas, após o seu discurso no Fórum Económico de Davos. Descreveu a reunião com o presidente norte-americano como tendo sido "muito importante". "Tenho que defender os interesses do meu país, por isso o diálogo talvez não seja simples, mas hoje foi positivo", considerou..Para o presidente ucraniano, a Europa continua a ser um "caleidoscópio belo, mas fragmentado, de pequenas e médias potências"."Na Europa, existem inúmeras discussões internas e coisas não ditas que impedem a Europa de se unir e de falar com a honestidade suficiente para encontrar soluções reais. E, com demasiada frequência, os europeus voltam-se uns contra os outros, os líderes, os partidos, os movimentos e as comunidades, em vez de se unirem para travar a Rússia", considerou Zelensky em Davos.O presidente ucraniano disse também que a "Europa ainda parece mais uma geografia, uma história, uma tradição, não uma verdadeira força política, não uma grande potência".Numa referência aos ataques russos que danificaram várias infraestruturas energéticas, Zelensky diz que Moscovo “está a tentar congelar os ucranianos”, numa altura em que se registam cerca de 20 graus negativos.Lamentou ainda que a Rússia consiga encontrar formas de contornar as sanções..O presidente ucraniano apelou à necessidade de mais ação por parte da Europa para que haja um mundo sem guerra. “A Europa pode ajudar a construir um mundo melhor. A Europa deve construir um mundo melhor, e um mundo sem guerra, é claro. Mas para isso, a Europa precisa de força”, defendeu.Zelensky alertou mesmo que é importante "agir" agora para que haja um amanhã. "Não se pode construir uma nova ordem mundial apenas com palavras", disse, dirigindo-se aos líderes europeus. "As ações criam a verdadeira ordem"..“A Europa adora discutir o futuro, mas evita agir hoje, agir de forma a que o futuro que teremos seja definido", afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após uma reunião com o homólogo ucraniano, num discurso em Davos, no qual arrasou a posição da Europa.Zelensky diz que a Ucrânia está a viver o seu "groundhog day" há anos (uma referência ao filme em que o mesmo dia se repete todos os dias e cujo título em português O Feitiço do Tempo)."No ano passado, aqui em Davos, terminei o meu discurso com as palavras: a Europa precisa de saber como se defender. Passou um ano e nada mudou", lamentou. “Se [Vladimir] Putin decidir invadir a Lituânia ou atacar a Polónia, quem responderá? Atualmente, a NATO existe graças à crença de que os Estados Unidos vão agir, que não vão ficar de braços cruzados e que vão ajudar. Mas e se isso não acontecer?”, questionou.Zelensky insiste que a Europa precisa de umas forças armadas. E questiona porque é que a Europa não pode fazer como os EUA fizerem em relação à Venezuela e ao petróleo. "Maduro está a ser julgado em Nova Iorque, Putin ainda não", afirmou.Em relação ao petróleo, defende que os europeus devem apreender também os navios russos da frota fantasma, e vender o petróleo. Dessa forma tiram o dinheiro que a Rússia usa para financiar a guerra e podem usar esse dinheiro para ajudar a Ucrânia..O primeiro-ministro sueco defendeu hoje que a união da Europa forçou os Estados Unidos a recuar numa intervenção militar na Gronelândia e na ameaça de taxas aduaneiras contra países com tropas na ilha.Ulf Kristersson afirmou numa conferência de imprensa em Estocolmo que a pressão europeia obrigou Washington a optar por uma negociação no seio da NATO sobre o território autónomo da Dinamarca, depois das ameaças de anexação.“Uma Europa unida obrigou os Estados Unidos a dar um passo atrás e, em vez disso, a iniciar uma discussão com a Dinamarca sobre o aumento da presença militar”, disse.O chefe do Governo sueco considerou que qualquer diálogo deve ocorrer “sob as condições dinamarquesas”.Insistiu que as exigências do presidente norte-americano, Donald Trump, para assumir o controlo da ilha terão sido suavizadas na quarta-feira devido ao “apoio claro” da Europa à Dinamarca e à Gronelândia.Kristersson reiterou que a Suécia está disponível para contribuir para o reforço da segurança da NATO no Ártico, mas lamentou a manutenção da retórica norte-americana contra as autoridades dinamarquesas.Trump anunciou na quarta-feira um acordo com a NATO sobre a Gronelândia que descreveu como “realmente fantástico”.“Temos tudo o que queríamos”, assegurou, após conversações com o chefe da NATO, Mark Rutte, no Fórum Económico de Davos, na Suíça.Trump disse que se trata de um entendimento de “segurança nacional e internacional” a longo prazo, cujo texto final será publicado em breve.Lusa.Os Estados Unidos e a Dinamarca vão renegociar o acordo de defesa de 1951 sobre a Gronelândia, disse hoje uma fonte próxima das discussões de quarta-feira entre o Presidente norte-americano e o chefe da NATO.A segurança do Ártico será reforçada e contará com a contribuição dos países europeus da Aliança Atlântica, afirmou a mesma fonte à agência de notícias France-Presse (AFP).A fonte, que não foi identificada pela agência francesa, acrescentou que a hipótese de colocar bases norte-americanas na Gronelândia sob soberania norte-americana não foi abordada no encontro de quarta-feira entre Donald Trump e Mark Rutte em Davos.Trump e Rutte discutiram na estância suíça um pré-acordo sobre a Gronelândia que o secretário-geral da NATO disse hoje que visa impedir o acesso económico e militar da Rússia e da China aos países do Ártico.A revisão do tratado de 1951 surge num contexto de crescente interesse estratégico pela região, procurando os aliados garantir uma maior coordenação militar face aos novos desafios de segurança no Hemisfério Norte, de acordo com a AFP.O acordo de 1951 refere-se ao destacamento de tropas na Gronelândia e foi alterado pela última vez em 2004.O documento, intitulado “Defesa: Gronelândia”, estabelece atualmente no primeiro artigo que a base aérea de Thule, ou Pituffik, é a “única zona de defesa” na ilha ártica.A nova renegociação destina-se a incluir uma cláusula sobre a Cúpula Dourada, o escudo antimíssil que Trump pretende implementar, indicou a agência de notícias espanhola EFE.O projeto tem um custo estimado de 175 mil milhões de dólares (149,6 mil milhões de euros, ao câmbio atual).Inspirado no sistema de defesa de Israel, o escudo deverá estar operacional até ao final do atual mandato de Trump, em 2029.O sistema visa proteger não só os Estados Unidos, mas também o Canadá, prioritariamente contra eventuais ameaças da China e da Rússia.A revisão do tratado bilateral de 1951 é um dos quatro pilares do pré-acordo alcançado em Davos sobre a Gronelândia entre Trump e Rutte, com a participação do chanceler alemão, Friedrich Merz.O entendimento, divulgado por meios de comunicação alemães como o Der Spiegel e o Die Welt, inclui a suspensão das taxas aduaneiras que Trump tinha ameaçado impor aos países europeus.A ameaça de taxas, inicialmente de 10% e depois de 25%, foi feita à Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, países-membros da UE, e ainda Noruega e Reino Unido.A UE vai discutir hoje a questão numa cimeira Europeu extraordinária em Bruxelas, em que participa o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.Os dirigentes da UE admitiram retaliações comerciais com taxas sobre importações dos Estados Unidos no valor de 93 mil milhões de euros se Trump mantivesse a ameaça.Outro ponto do entendimento NATO-EUA é o controlo de investimentos e minérios, indicou a EFE.A Administração norte-americana vai poder intervir no controlo de investimentos na Gronelândia, impedindo que potências rivais assegurem recursos estratégicos.Trump confirmou que o acordo vai garantir direitos sobre minerais de terras raras na região.O quarto ponto tem a ver com o reforço da segurança europeia no Ártico, com os Estados europeus da NATO a assumirem um compromisso mais firme com a segurança regional.Trata-se de uma exigência de Washington face à presença de navios e submarinos russos e chineses, com Trump a defender que apenas os Estados Unidos conseguem garantir a segurança da “massa de gelo” ártica.O pré-acordo não inclui, até ao momento, qualquer menção à transferência de soberania ou integridade territorial da ilha, disse a EFE, pontos em que a Dinamarca e a Gronelândia têm recusado ceder.Lusa.Depois de ter dito que a paz na Ucrânia estava "relativamente próxima", Donald Trump assume após a reunião com Zelensky que ainda há "um longo caminho a percorrer".“A guerra tem de acabar. Esperamos que isso aconteça, porque muitas pessoas estão a morre”, reafirmou, sublinhando que este "é um processo contínuo”. Questionado sobre se há alguma hipótese de ser alcançado um acordo ainda durante o dia de hoje, limitou-se a dizer: "Teremos que ver o que acontece.""Vamos reunir-nos com a Rússia amanhã e também com o presidente Putin", acrescentou..A reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, já terminou. "Tive uma reunião muito boa com o presidente Zelensky. Todos querem o fim da guerra", afirmou o presidente dos EUA, que, questionado sobre a possibilidade de um acordo, respondeu, segundo cita a Sky News: "Teremos de ver o que acontece"."Vamos reunir-nos com a Rússia amanhã e também com o presidente Putin", disse..Donald Trump e Volodymyr Zelensky estão reunidos em Davos, de acordo com o gabinete do presidente ucraniano.Em cima da mesa está um acordo de paz para a Ucrânia, que o presidente norte-americano já disse que está "razoavelmente próximo". .O presidente russo Vladimir Putin disse esta quinta-feira que vai discutir o uso dos ativos congelados devido à guerra na Ucrânia para financiar a entrada do seu país como membro permanente do Conselho de Paz, que custa mil milhões de dólares. O líder russo diz que irá discutir este tema esta quinta-feira em Moscovo com o enviado especial dos EUA, Jared Kushner, e o genro de Trump, Jared Kushner, para mais uma ronda negocial para alcançar a paz na Ucrânia.“Estamos preparados para destinar mil milhões de dólares a essa nova estrutura, o Conselho da Paz, principalmente para apoiar o povo palestiniano”, disse antes de uma reunião com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas..Após a apresentação do seu genro, Donald Trump subiu ao palco para dizer que este plano para Gaza é um "plano mestre"."Sou apaixonado por imóveis e, para mim, tudo se resume à localização. Por isso pensei: 'Vejam só esta localização à beira-mar, esta linda propriedade e o que ela poderia representar para tantas pessoas'. Vai ser tão bom, pois estas pessoas que vivem em condições tão precárias vão passar a viver tão bem", referiu..Jared Kushner, genro de Donald Trump, que tem estado envolvido nas negociações de paz para Gaza revelou em Davos um "plano diretor" para o futuro de Gaza, apresentando um mapa e diversos slides daquilo que os EUA pretendem que venha a ser aquele território palestiniano.Segundo ele, o projeto será realizado por fases e terá habitação para trabalhadores, 100% de emprego e oportunidades para todos."As pessoas perguntam-nos qual é o nosso plano B. Não temos plano B, temos um plano. Assinamos um acordo e estamos todos empenhados em fazer com que este acordo funcione", disse Kushner durante a apresentação, na qual diz existir "um plano diretor". "Vamos implementá-lo em fases no Médio Oriente: cidades como esta são construídas para dois ou três milhões de habitantes durante três anos. Projetos como este são perfeitamente viáveis", sublinhou..Kushner diz que tem a convicção de que "a guerra acabou" e nesse sentido disse estar empenhado em "fazer o possível para tentar trabalhar em conjunto" porque "o objetivo é a paz entre Israel e o povo palestiniano"."Todos querem viver em paz, todos querem viver com dignidade. Vamos então concentrar os nossos esforços em promover aqueles que trabalham para construir essa realidade", finalizou..Mark Rutte, secretário-geral da NATO, disse esta quinta-feira que a estrutura do acordo que discutiu com o presidente Donald Trump prevê que os aliados da Aliança Atlântica aumentem as suas medidas de segurança no Ártico.“Vamos reunir-nos na NATO com os nossos comandantes seniores para definir aquilo que for necessário”, disse Rutte em declarações à agência Reuters durante o Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos. “Podemos reunir-nos muito rapidamente. Espero que ainda seja em 2026, até mesmo no início deste ano”, disse, garantindo que que o esforço pela segurança do Ártico não desviará recursos da Ucrânia.Rutte disse ainda não discutiu com Trump a questão da exploração de minerais de terras raras da Groenlândia, na reunião que resultou na desistência do presidente dos EUA da imposição de tarifas às nações europeias que se opunham às suas ambições no território dinamarquês.Rutte sublinhou já hoje que o entendimento com Trump vai "garantir que o Ártico permaneça seguro e que russos e chineses fiquem de fora". Por outro lado, o secretário-geral da NATO assumiu que a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia não foi discutida..Trump cancela tarifas à Europa após conseguir de Rutte princípio de acordo para o Ártico.Volodymyr Zelensky já se encontra em Davos, onde esta quinta-feira vai reunir-se com Donald Trump para mais uma ronda de negociações de paz para a Ucrânia.Já hoje o enviado norte-americano Steve Witkoff, que tem mantido conversações com Vladimir Putin em Moscovo, garantiu que foram feitos "muitos progressos" e que as negociações se reduziram a uma última questão, não revelando no entanto do que se trata.O presidente ucraniano não marcou presença ontem no início do Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, devido à crise energética no país causado pelos bombardeamentos russos, que deixaram boa parte da população ucraniana sem eletricidade quando se verificam temperaturas negativas no país.Nesse sentido, tinha dito que só viajaria se houvesse a oportunidade de assinar um acordo com Trump para acabar com a guerra que dura há quase quatro anos, que incluía garantias de segurança e financiamento para a reconstrução da Ucrânia. Pois, bem Zelensky está na Suíça, pelo que se aguarda com expectativa sobre o que irá sair da reunião, depois de Trump ter dito que o acordo está "razoavelmente próximo"..Donald Trump terminou o seu discurso e convidou os representantes do Bahrein e de Marrocos para subirem ao palco para assinarem a carta e "colocar o Conselho de Paz em pleno funcionamento".Depois disso, o presidente dos EUA convidou todos os outros estados membros para que fossem tiradas as fotos para assinalar o momento..Donald Trump procurou no seu discurso contrariar a ideia de que o Conselho da Paz não aparece para ocupar o lugar da ONU, organização que diz ter um "potencial enorme", mas que não o tem aproveitado.“Assim que este conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E vamos fazê-lo em conjunto com as Nações Unidas. Sempre disse que as Nações Unidas têm um potencial enorme. Só não o têm aproveitado”, sublinhou.Trump deixou ainda algumas críticas à ONU: “Sobre as oito guerras que acabei, nunca falei com as Nações Unidas. Eles tentaram fazê-lo, mas não se esforçaram o suficiente.”O presidente dos EUA diz que o Conselho da Paz já iniciou os seus trabalhos e "está a funcionar maravilhosamente bem". “Temos um grupo fantástico de pessoas e jovens que estão a liderar a organização”, disse."Eu gosto de cada um dos membros deste grupo. Dá para acreditar? "Normalmente, há dois ou três de quem não gosto, mas aqui não", frisou..No seu discurso antes da assinatura do acordo, Trump elogiou a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela graças ao "poder e força incomparáveis das forças armadas dos EUA", que "de longe têm o exército mais poderoso do mundo"."Estou muito feliz com isso. Estamos a ter ótimas relações com os novos líderes da Venezuela. Estamos a abrir o país para as nossas gigantescas companhias petrolíferas. Está a correr tudo muito bem, afinal já extraímos 50 milhões de barris de petróleo. A Venezuela ganhará mais dinheiro agora do que ganhou durante muitos anos", sublinhou..Trump revela que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair fará parte do Conselho Executivo do Conselho da Paz e será responsável por representar este organismo em Gaza."Obrigado, Tony, por estar aqui. Agradecemos muito", disse o presidente dos EUA, antes de dizer que "hoje o mundo é mais rico, mais seguro e muito mais pacífico do que era há apenas um ano". "Apagámos todos os incêndios que muita gente nem sabia que existiam", frisou..Donald Trump faz o primeiro discurso de constituição do Conselho da Paz revelando tratar-se de "um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado"."Todos querem fazer parte", assegurou o presidente dos EUA, embora na sala não estejam presentes os tradicionais aliados do Ocidente."Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas", acrescentou Trump, repetindo depois a ideia da concretização do fim de várias guerras no mundo. "Temos paz no Médio Oriente. Já resolvemos oito guerras e acredito que outra será resolvida em breve", numa referência à guerra da Ucrânia, que "achava que seria fácil, mas acabou por ser provavelmente a mais difícil"..Conselho de Paz para Gaza ou Nações Unidas de Trump?.Donald Trump está a liderar a cerimónia de assinatura da carta para a constituição do Conselho da Paz, por ele criado.A iniciativa decorre em Davos, na Suíça, onde também se realiza Fórum Económico Mundial, e conta com representantes de menos de 20 países, sendo que nenhum deles são aliados tradicionais dos EUA na Europa Ocidental, destacando-se a presença dos líderes de Bahrein, Marrocos, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Paraguai, Mongólia, Azerbaijão, Cazaquistão, Indonésia, Hungria e Kosovo. Para hoje o presidente dos EUA tem ainda agendado um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky..Trump convida Papa para integrar Conselho de Paz e fica a aguardar resposta do Vaticano.Candidatos a lugar permanente no Conselho da Paz de Trump devem pagar 860 milhões de euros