Donald Trump e Volodymyr Zelensky estão reunidos em Davos, de acordo com o gabinete do presidente ucraniano.Em cima da mesa está um acordo de paz para a Ucrânia, que o presidente norte-americano já disse que está "muito próximo". .O presidente russo Vladimir Putin disse esta quinta-feira que vai discutir o uso dos ativos congelados devido à guerra na Ucrânia para financiar a entrada do seu país como membro permanente do Conselho de Paz, que custa mil milhões de dólares. O líder russo diz que irá discutir este tema esta quinta-feira em Moscovo com o enviado especial dos EUA, Jared Kushner, e o genro de Trump, Jared Kushner, para mais uma ronda negocial para alcançar a paz na Ucrânia.“Estamos preparados para destinar mil milhões de dólares a essa nova estrutura, o Conselho da Paz, principalmente para apoiar o povo palestiniano”, disse antes de uma reunião com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas..Após a apresentação do seu genro, Donald Trump subiu ao palco para dizer que este plano para Gaza é um "plano mestre"."Sou apaixonado por imóveis e, para mim, tudo se resume à localização. Por isso pensei: 'Vejam só esta localização à beira-mar, esta linda propriedade e o que ela poderia representar para tantas pessoas'. Vai ser tão bom, pois estas pessoas que vivem em condições tão precárias vão passar a viver tão bem", referiu..Jared Kushner, genro de Donald Trump, que tem estado envolvido nas negociações de paz para Gaza revelou em Davos um "plano diretor" para o futuro de Gaza, apresentando um mapa e diversos slides daquilo que os EUA pretendem que venha a ser aquele território palestiniano.Segundo ele, o projeto será realizado por fases e terá habitação para trabalhadores, 100% de emprego e oportunidades para todos."As pessoas perguntam-nos qual é o nosso plano B. Não temos plano B, temos um plano. Assinamos um acordo e estamos todos empenhados em fazer com que este acordo funcione", disse Kushner durante a apresentação, na qual diz existir "um plano diretor". "Vamos implementá-lo em fases no Médio Oriente: cidades como esta são construídas para dois ou três milhões de habitantes durante três anos. Projetos como este são perfeitamente viáveis", sublinhou..Kushner diz que tem a convicção de que "a guerra acabou" e nesse sentido disse estar empenhado em "fazer o possível para tentar trabalhar em conjunto" porque "o objetivo é a paz entre Israel e o povo palestiniano"."Todos querem viver em paz, todos querem viver com dignidade. Vamos então concentrar os nossos esforços em promover aqueles que trabalham para construir essa realidade", finalizou..Mark Rutte, secretário-geral da NATO, disse esta quinta-feira que a estrutura do acordo que discutiu com o presidente Donald Trump prevê que os aliados da Aliança Atlântica aumentem as suas medidas de segurança no Ártico.“Vamos reunir-nos na NATO com os nossos comandantes seniores para definir aquilo que for necessário”, disse Rutte em declarações à agência Reuters durante o Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos. “Podemos reunir-nos muito rapidamente. Espero que ainda seja em 2026, até mesmo no início deste ano”, disse, garantindo que que o esforço pela segurança do Ártico não desviará recursos da Ucrânia.Rutte disse ainda não discutiu com Trump a questão da exploração de minerais de terras raras da Groenlândia, na reunião que resultou na desistência do presidente dos EUA da imposição de tarifas às nações europeias que se opunham às suas ambições no território dinamarquês.Rutte sublinhou já hoje que o entendimento com Trump vai "garantir que o Ártico permaneça seguro e que russos e chineses fiquem de fora". Por outro lado, o secretário-geral da NATO assumiu que a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia não foi discutida..Trump cancela tarifas à Europa após conseguir de Rutte princípio de acordo para o Ártico.Volodymyr Zelensky já se encontra em Davos, onde esta quinta-feira vai reunir-se com Donald Trump para mais uma ronda de negociações de paz para a Ucrânia.Já hoje o enviado norte-americano Steve Witkoff, que tem mantido conversações com Vladimir Putin em Moscovo, garantiu que foram feitos "muitos progressos" e que as negociações se reduziram a uma última questão, não revelando no entanto do que se trata.O presidente ucraniano não marcou presença ontem no início do Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, devido à crise energética no país causado pelos bombardeamentos russos, que deixaram boa parte da população ucraniana sem eletricidade quando se verificam temperaturas negativas no país.Nesse sentido, tinha dito que só viajaria se houvesse a oportunidade de assinar um acordo com Trump para acabar com a guerra que dura há quase quatro anos, que incluía garantias de segurança e financiamento para a reconstrução da Ucrânia. Pois, bem Zelensky está na Suíça, pelo que se aguarda com expectativa sobre o que irá sair da reunião, depois de Trump ter dito que o acordo está "razoavelmente próximo"..Donald Trump terminou o seu discurso e convidou os representantes do Bahrein e de Marrocos para subirem ao palco para assinarem a carta e "colocar o Conselho de Paz em pleno funcionamento".Depois disso, o presidente dos EUA convidou todos os outros estados membros para que fossem tiradas as fotos para assinalar o momento..Donald Trump procurou no seu discurso contrariar a ideia de que o Conselho da Paz não aparece para ocupar o lugar da ONU, organização que diz ter um "potencial enorme", mas que não o tem aproveitado.“Assim que este conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E vamos fazê-lo em conjunto com as Nações Unidas. Sempre disse que as Nações Unidas têm um potencial enorme. Só não o têm aproveitado”, sublinhou.Trump deixou ainda algumas críticas à ONU: “Sobre as oito guerras que acabei, nunca falei com as Nações Unidas. Eles tentaram fazê-lo, mas não se esforçaram o suficiente.”O presidente dos EUA diz que o Conselho da Paz já iniciou os seus trabalhos e "está a funcionar maravilhosamente bem". “Temos um grupo fantástico de pessoas e jovens que estão a liderar a organização”, disse."Eu gosto de cada um dos membros deste grupo. Dá para acreditar? "Normalmente, há dois ou três de quem não gosto, mas aqui não", frisou..No seu discurso antes da assinatura do acordo, Trump elogiou a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela graças ao "poder e força incomparáveis das forças armadas dos EUA", que "de longe têm o exército mais poderoso do mundo"."Estou muito feliz com isso. Estamos a ter ótimas relações com os novos líderes da Venezuela. Estamos a abrir o país para as nossas gigantescas companhias petrolíferas. Está a correr tudo muito bem, afinal já extraímos 50 milhões de barris de petróleo. A Venezuela ganhará mais dinheiro agora do que ganhou durante muitos anos", sublinhou..Trump revela que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair fará parte do Conselho Executivo do Conselho da Paz e será responsável por representar este organismo em Gaza."Obrigado, Tony, por estar aqui. Agradecemos muito", disse o presidente dos EUA, antes de dizer que "hoje o mundo é mais rico, mais seguro e muito mais pacífico do que era há apenas um ano". "Apagámos todos os incêndios que muita gente nem sabia que existiam", frisou..Donald Trump faz o primeiro discurso de constituição do Conselho da Paz revelando tratar-se de "um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado"."Todos querem fazer parte", assegurou o presidente dos EUA, embora na sala não estejam presentes os tradicionais aliados do Ocidente."Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas", acrescentou Trump, repetindo depois a ideia da concretização do fim de várias guerras no mundo. "Temos paz no Médio Oriente. Já resolvemos oito guerras e acredito que outra será resolvida em breve", numa referência à guerra da Ucrânia, que "achava que seria fácil, mas acabou por ser provavelmente a mais difícil"..Conselho de Paz para Gaza ou Nações Unidas de Trump?.Donald Trump está a liderar a cerimónia de assinatura da carta para a constituição do Conselho da Paz, por ele criado.A iniciativa decorre em Davos, na Suíça, onde também se realiza Fórum Económico Mundial, e conta com representantes de menos de 20 países, sendo que nenhum deles são aliados tradicionais dos EUA na Europa Ocidental, destacando-se a presença dos líderes de Bahrein, Marrocos, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Paraguai, Mongólia, Azerbaijão, Cazaquistão, Indonésia, Hungria e Kosovo. Para hoje o presidente dos EUA tem ainda agendado um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky..Trump convida Papa para integrar Conselho de Paz e fica a aguardar resposta do Vaticano.Candidatos a lugar permanente no Conselho da Paz de Trump devem pagar 860 milhões de euros