Um ataque de mísseis iranianos a uma base aérea na Arábia Saudita feriu hoje vários soldados norte-americanos e danificou aviões ali estacionados, noticiou a agência AP. Um responsável militar disse à AP sob anonimato que o ataque à Base Aérea Príncipe Sultan durante o dia envolveu um míssil iraniano e ‘drones’. Várias aeronaves de reabastecimento americanas foram danificadas, estando por apurar quantos soldados ficaram feridos e a gravidade dos ferimentos. Fontes oficiais norte-americanas e árabes disseram ao Wall Street Journal que 10 militares norte-americanos ficaram feridos, dois deles em estado grave. Anteriormente, foram publicadas em contas nas redes sociais imagens de satélite parecendo mostrar a zona de estacionamento de aeronaves da base saudita, antes e depois do ataque. Lusa.O enviado especial norte-americano Steve Witkoff insistiu hoje que estão em curso "negociações com o regime iraniano" para resolver o conflito no Médio Oriente e que ainda "esta semana" deverão ter lugar reuniões entre as partes. Na véspera de se completar um mês desde o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irão, que desencadeou uma retaliação contra vários países da região, Witkoff afirmou "esperar sinceramente" que haja reuniões esta semana."Acho que o Presidente (Donald Trump) quer um acordo de paz", afiançou o enviado especial para O Médio Oriente.Respondendo a questões durante um fórum empresarial em Miami (sul), Witkoff afirmou ainda que um "sinal muito, muito bom" de condições para resolução da crise é que "os navios estão a passar" pelo Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerão em retaliação pelos ataques, e por onde passa mais de um quinto das exportações globais de petróleo e gás.O responsável norte-americano não esclareceu quais os navios que estão a passar pelo Estreito de Ormuz, num dia em que o serviço de monitorização Marine Traffic indicou que dois cargueiros chineses que tentaram atravessá-lo acabaram por recuar por não terem garantias de passagem por parte do Irão, cujo regime é próximo de Pequim. Neste contexto, o barril de petróleo Brent para entrega em maio fechou a semana acima dos 112 dólares, o nível mais alto desde julho de 2022, indicando que o mercado não vê sinais de distensão no Golfo. O enviado norte-americano para o Médio Oriente destacou como um sinal positivo para o mercado o adiamento por Trump até 06 de abril de um eventual ataque contra as instalações petrolíferas iranianas, dando espaço para negociações. "Algumas pessoas negaram que estejamos a negociar. Penso que todos aqui sabemos que estamos a negociar. É evidente que alguns navios estão a passar. É possível que tenhamos uma definição diferente de 'negociar' da que eles têm", afirmou Witkoff.O Irão tem rejeitado a existência de negociações com Washington, embora não negue que haja contactos. Na quinta-feira, fonte iraniana citada pela agência de notícias Tasnim referiu que Teerão apresentou cinco pontos que considerou essenciais para uma eventual trégua e que incluem a "criação de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja novamente imposta à República Islâmica", o pagamento "garantido e claramente definido de indemnizações e reparações" e o reconhecimento da soberania no Estreito de Ormuz. O representante norte-americano referiu-se ao acordo de 15 pontos proposto por Washington, salientando que os iranianos "já o têm há algum tempo" e que aguarda "uma resposta da parte deles"."Isso resolveria tudo (...) Resolveria a questão do enriquecimento [de urânio], pois hoje em dia não podemos permitir que haja enriquecimento lá. Resolveria a questão do material. Têm armazenado cerca de 10.000 quilos de material enriquecido, ao qual têm de renunciar; bem como a questão do armazenamento e da supervisão. Todas estas são linhas vermelhas para nós", defendeu Witkoff. Lusa.O chanceler alemão afirmou hoje que, caso a crise energética provocada pela guerra no Irão se prolongar, a Alemanha poderá ser obrigada a manter em funcionamento as centrais elétricas a carvão por mais tempo do que previsto.“Se a crise energética continuar e se ocorrer efetivamente uma escassez, poderemos mesmo ser obrigados a manter em funcionamento as centrais a carvão existentes por mais tempo”, afirmou Friedrich Merz, referindo-se ao aumento do preço de hidrocarbonetos devido ao conflito no Médio Oriente.A Alemanha abandonou definitivamente a energia nuclear em 2023 e está previsto renunciar às centrais a carvão até 2038.“Temos de abastecer este país com eletricidade. Não estou disposto a pôr em risco o cerne da nossa indústria simplesmente porque optámos por planos de transição que se tornaram irrealistas”, precisou o chanceler.A Alemanha, cuja economia está em crise há três anos, receia, como grande parte do mundo, ser arrastada para uma situação económica ainda mais grave devido à acentuada subida dos preços dos hidrocarbonetos.Em causa está o bloqueio por Teerão do Estreito de Ormuz, uma via estratégica para o abastecimento mundial de petróleo e gás.Momentos antes, durante um fórum organizado em Frankfurt pelo jornal FAZ, Merz considerou improvável que a guerra travada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão conduzisse a uma mudança de regime em Teerão.“Será que a mudança de regime é realmente o objetivo?”, questionou.“Se esse for o objetivo, não creio que o alcancem. Na maioria das vezes, isso acabou mal”, acrescentou, citando como exemplo a guerra no Afeganistão.O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, tinha exortado hoje Teerão a iniciar “negociações sérias” com os Estados Unidos.Lusa.Entre seis e oito mil toneladas de chá, no valor de cerca de 24 milhões de dólares (cerca de 21 milhões de euros), encontram-se retidas no porto queniano de Mombaça devido à guerra no Médio Oriente, foi hoje anunciado.De acordo com a Associação de Comércio de Chá da África Oriental (EATTA), citada pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), cerca de 65% do mercado de chá da África Oriental está afetado pela guerra desencadeada a 28 de fevereiro pelos ataques americanos e israelitas ao Irão, o que faz com que seis a oito milhões de quilos, estejam bloqueados no porto de Mombaça.O chá é vendido aos clientes, mas não pode ser transportado, nomeadamente para o Médio Oriente, que vale cerca de 20% do mercado, disse George Omuga, diretor desta associação, organizadora dos leilões desta cidade portuária queniana, um dos principais mercados de chá do mundo, que vende anualmente centenas de milhares de toneladas de chá provenientes da região.O transporte para o Paquistão, que representa 40% do mercado, também está a ser perturbado por um forte aumento dos preços de transporte, devido, nomeadamente, às alterações nas rotas marítimas e ao aumento do preço dos seguros, referiu.As vendas de chá também caíram quase 20% nas últimas semanas devido à guerra, o que representa uma perda de receitas de oito milhões de dólares (sete milhões de euros) por semana, e a carne e a horticultura quenianas também sofrem os impactos do conflito, registando perdas de milhões de dólares.Com perdas em vários setores da atividade económica, o CEO do Conselho Queniano do Setor de Exportadores de Carne e Gado (KEMLEIC), Nicholas Ngahu, afirmou que o setor exportou, durante as três primeiras semanas de março, apenas 5% das 150 a 200 toneladas diárias previstas para este mês do Ramadão, destinadas principalmente ao Médio Oriente.Esta região representa também entre 10% a 15% das exportações de flores quenianas, além de ser um importante ponto de trânsito, nomeadamente para a Europa.O Quénia depende, além disso, das importações de combustíveis, e embora os preços nos postos de abastecimento não tenham mudado em março, os comerciantes estão preocupados com as repercussões de uma possível subida, até porque já houve "falhas temporárias nalguns postos de abastecimento”, disse a operadora da Shell neste país, atribuindo-as ao aumento da procura.Lusa.O secretário de Estado norte-americano disse hoje que espera o fim do conflito com Irão “nas próximas duas semanas” e que acredita no cumprimento dos objetivos de guerra sem operações terrestres na República Islâmica."Quando terminarmos com eles, nas próximas duas semanas, estarão mais fracos do que estiveram na história recente", disse Marco Rubio aos jornalistas após uma reunião do G7 perto de Paris.O secretário de Estado indicou que Teerão enviou mensagens sobre a oferta de negociações para terminar o conflito iniciado há quase um mês pelos Estados Unidos e Israel, mas não respondeu ainda à proposta de um plano de paz.Nas declarações, Marco Rubio pediu também o envolvimento internacional no sentido de garantir que a navegação no estreito de Ormuz "é segura" e impeça o Irão de estabelecer um "sistema de portagens" nesta passagem estratégica para o transporte de bens petrolíferas, mesmo após o fim da guerra.Lusa.A guerra no Médio Oriente está a obrigar muitos países africanos, do Quénia à África do Sul ou Egipto, a tomarem medidas face à escassez de combustível e condutores a passarem horas em filas para atestarem os veículos.O Quénia é um exemplo do impacto que os ataques lançados por Israel e os Estados Unidos da América contra o Irão está a ter em África, principalmente depois da interrupção - uma retaliação de Teerão - do tráfego no Estreito de Ormuz, via de escoamento para o petróleo do Golfo Pérsico, por onde passa 20% da produção mundial e 70% do gasóleo que alimenta, por exemplo, a aviação em África."Desde a semana passada, ficámos vários dias sem gasolina e gasóleo, o que nunca nos tinha acontecido antes", disse à agência espanhola de notícias, a Efe, a gerente de um posto de abastecimento na zona industrial de Nairobi.Apesar de ter grandes países produtores de petróleo, como Nigéria ou Angola, o continente compra cerca de 70% das suas necessidades aos países do Golfo Pérsico, que aprofundaram os laços comerciais com o continente nos últimos anos, investindo em setores como a logística ou a energia, muitas vezes com acordos que implicavam a compra de petróleo a estes países.Para além da tradicional vulnerabilidade às flutuações dos preços do petróleo, com impactos a nível das finanças públicas, os países africanos enfrentam também uma forte dependência das importações de gasóleo, devido à baixa capacidade de refinação, muito abaixo das necessidades energéticas."O primeiro grande impacto nos consumidores africanos é o aumento nos preços da gasolina em países como a África do Sul, o Zimbabué ou os Camarões", explicou o presidente executivo da Câmara Africana de Energia (AEC), NJ Ayuk.O líder desta entidade vocacionada para promover o investimento energético em África terá na mente exemplos como os da África do Sul, onde as perdas para as empresas que vendem combustível subiram de 17 cêntimos para 30 cêntimos por litro, ou na Nigéria, onde os preços subiram aos 80 cêntimos, face aos 50 cobrados antes da guerra, de acordo com a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).Mesmo com a subida de preços, os consumidores não encontram alternativas, o que já obrigou alguns governos a tomarem medidas como a limitação do horário de abertura de centros comerciais, bares, cafés e restaurantes.No Egito, o governo decretou hoje o fecho destes estabelecimentos a partir das 21 horas e pondera impor dias de teletrabalho para os funcionários públicos a fim de evitar consumos de combustível, para além de ter tomado mais medidas para controlar os gastos de energia.O objetivo é conseguir limitar a utilização do petróleo enquanto ainda há reservas, algo que preocupa também o vice-presidente da Associação de Petroleiros da República Democrática do Congo, que disse que receia "esgotar as reservas sem conseguir renová-las".O Sudão do Sul começou a racionar eletricidade na capital, Juba, o Zimbábue está a aumentar o teor de etanol na sua gasolina e nas Maurícias o governo impôs restrições para reduzir o desperdício, especialmente em áreas de alto consumo de energia.Ereneo Mogga, um engenheiro elétrico que vive numa das áreas mais afetadas de Juba, disse à BBC que a energia frequentemente é cortada às 16:00 e não volta até às 04:00 do dia seguinte."Isso paralisa a maioria dos negócios", disse, acrescentando que alguns daqueles que podem pagar estão mudando para energia solar.O Sudão do Sul possui algumas das maiores reservas de petróleo da África Oriental, mas a maior parte é exportada, e importa o produto refinado necessário para combustível. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o Sudão do Sul gera 96% da sua eletricidade a partir do petróleo. Lusa.O secretário-geral da ONU anunciou hoje um grupo de trabalho focado no Estreito de Ormuz, liderado pelo português Jorge Moreira da Silva, que terá como missão facilitar o comércio de fertilizantes, incluindo a movimentação de matérias-primas relacionadas.O anúncio foi feito pelo porta-voz de António Guterres, Stéphane Dujarric, que explicou que o foco da iniciativa é desenvolver e propor mecanismos técnicos especificamente concebidos para satisfazer as necessidades humanitárias face ao atual bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz."Inspirando-se em iniciativas relevantes da ONU, incluindo o Mecanismo de Verificação, Inspeção e Monitorização das Nações Unidas para o Iémen, a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro e o Mecanismo UN2720 para Gaza, este novo mecanismo para o Estreito de Ormuz visa facilitar o comércio de fertilizantes, incluindo a movimentação de matérias-primas relacionadas", afirmou Dujarric, em declarações feitas em Nova Iorque.A iniciativa será liderada pelo subsecretário-geral da ONU Jorge Moreira da Silva, atual diretor executivo do Gabinete das Nações Unidas para os Serviços para Projetos (UNOPS).Lusa.A Organização de Energia Atómica Iraniana denunciou hoje ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel a uma central de processamento de urânio no centro do Irão.A central de Ardakan, localizada na província de Yazd, “foi alvo de um ataque realizado há poucos minutos pelo inimigo norte-americano-sionista”, escreveu a organização na plataforma digital Telegram.De acordo com a organização da República Islâmica, o ataque “não causou qualquer libertação de materiais radioativos”.Lusa.Os ministros da Energia da União Europeia (UE) vão reunir-se, na terça-feira (31 de março), num encontro extraordinário por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético devido à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente.Fonte oficial da atual presidência rotativa do Conselho da UE, ocupada por Chipre, anunciou hoje uma reunião informal por videoconferência dos ministros da Energia na terça-feira à tarde centrada na “segurança do aprovisionamento energético devido à crise no Médio Oriente”.O encontro – que não constava da agenda da presidência cipriota do Conselho – surge quando se assinala quase um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços.A UE enfrenta atualmente uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.Embora a Comissão Europeia tenha afirmado que o abastecimento energético está de momento garantido, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias.Uma vez que o conflito ainda está em curso no Médio Oriente, afeta produtores de petróleo e gás e provoca instabilidade nos mercados internacionais de energia.Lusa.O representante iraniano na ONU afirmou esta sexta-feira que o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, está de "plena saúde e continua a liderar o país". "A razão da sua ausência da vida pública é a observância de considerações de segurança devido às atuais circunstâncias especiais", disse Ali Bahraini, representante do Irão no escritório das Nações Unidas em Genebra, segundo a CNN, que cita a Rede de Notícias Estudantil (SNN), afiliada do governo iraniano.Mojtaba Khamenei foi nomeado sucessor do pai, o antigo líder supremo Ali Khamenei, morto na sequência da operação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão.Não tem aparecido em público, tendo apenas emitido declarações escritas. De acordo com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o novo líder supremo do Irão "está ferido e provavelmente desfigurado”. .O presidente do Eurogrupo defendeu hoje que a Europa deve estar “alerta e pronta para responder” aos efeitos económicos do conflito no Médio oriente, admitindo que esta é uma “crise preocupante” para o fornecimento energético e estabilidade económica.“A questão-chave é a duração e intensidade da crise, uma vez que serão determinantes para a escala do impacto económico. A incerteza mantém-se elevada e a Europa deve permanecer alerta e pronta para responder”, defendeu Kyriakos Pierrakakis, falando em conferência de imprensa no final de uma reunião virtual do Eurogrupo.Apontando que, “um mês após o início do conflito, os seus efeitos já começam a refletir-se na economia real” dados os custos operacionais para as empresas, os aumentos das faturas da energia e as pressões inflacionárias conjugadas com riscos de baixo crescimento, o responsável admitiu que esta é uma “crise preocupante que afeta os preços do comércio energético e a estabilidade económica”.Lusa.Montenegro anuncia apoios de 150 milhões de euros por mês na área dos combustíveis.Donald Tusk, primeiro-ministro polaco, afirmou esta sexta-feira ter "motivos para acreditar" numa "escalada" no conflito no Médio Oriente nos "próximos dias""Tenho motivos para acreditar, também com base nas informações que recebemos dos nossos aliados, que é improvável que haja estabilização nos próximos dias", disse Tusk, em declarações a jornalistas, citado pela Sky News."Pelo contrário, poderá ocorrer uma nova escalada", referiu o chefe do Governo polaco. .Pelo menos 26 pessoas morreram num ataque à cidade iraniana de Isfahan, no centro do país, segundo as autoridades locais.De acordo com o que disse o vice-governador da província, Akbar Salehi, à agência de notícias semioficial Tasnim, sete crianças estão entre as vítimas mortais..O Parlamento polaco aprovou hoje medidas para travar a escalada do preço dos combustíveis, que, segundo o Governo, permitirão reduções de cerca de 30 cêntimos por litro, perante o aumento dos custos devido à guerra no Irão.O projeto, aprovado por maioria na primeira votação, reduz o IVA sobre os combustíveis de 23% para 8% e mantém os impostos especiais sobre os combustíveis no mínimo permitido pela União Europeia (UE), cerca de sete cêntimos por litro para a gasolina e o gasóleo.O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou na quinta-feira que o objetivo é que a redução fiscal “se traduza nos preços, e não em margens maiores para quem comercializa combustível”.Para além da redução do IVA e dos impostos especiais, as medidas do executivo incluem o estabelecimento de um preço máximo de venda ao público para os combustíveis de uso doméstico.Esse preço será fixado diariamente pelo ministério da Energia para todos os postos de abastecimento do país.O Governo de Tusk está a estudar também um imposto sobre os lucros extraordinários das petrolíferas, com a intenção declarada de evitar que a ajuda fiscal se transforme em “ganhos adicionais para o setor”.Após a votação no parlamento, prevê-se que o texto siga ainda hoje para o Senado, esperando-se a ratificação da proposta.As medidas já tiveram um impacto imediato nos mercados, e as ações da petrolífera estatal Orlen chegaram a cair até 6,6% durante a sessão de quinta-feira, quando as alterações foram anunciadas.A Orlen é a principal empresa energética polaca, conta com participação estatal maioritária e domina a rede de refinação e postos de abastecimento do país, com mais de 2.000 postos de abastecimento em toda a Polónia.Lusa.Governo mantém desconto no ISP de 7,6 cêntimos no gasóleo e 4,1 cêntimos na gasolina.O ministro da Defesa de Israel avisou esta sexta-feira que os ataques contra o Irão vão intensificar-se em resposta às vagas de mísseis lançados por Teerão. "Apesar dos avisos, os disparos continuam", começou por afirmar Israel Katz. Como consequência, avisou, os ataques das Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] contra o Irão "serão intensificados e expandidos para outros alvos em setores que ajudam o regime a desenvolver e utilizar meios militares contra civis israelitas". "Vão pagar um preço elevado, cada vez mais elevado, por este crime de guerra", disse o ministro. . Guarda Revolucionária do Irão reiterou hoje que o estreito de Ormuz continua fechado e ameaçou que qualquer embarcação que atravesse esta rota vital “enfrentará consequências graves”.“A circulação de qualquer embarcação ‘de e para’ os portos de origem de aliados e inimigos por qualquer corredor é proibida”, advertiu a Guarda Revolucionária iraniana num comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.A mesma fonte afirmou que três navios porta-contentores de diferentes nacionalidades, não especificadas, tentaram seguir em direção ao “corredor designado para embarcações autorizadas”, mas foram obrigados a regressar depois de receberem avisos da Marinha do corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.Lusa.Combustíveis devem baixar na próxima semana... mas pouco.A Arábia Saudita informou esta sexta-feira que foram lançados seis mísseis balísticos em direção a Riade, dois dos quais foram intercetados.Segundo um comunicado do Ministério da Defesa saudita, citado pela agência Anadolu, quatro mísseis caíram nas águas do Golfo e em áreas desabitadas..A Guarda Revolucionária do Irão pediu esta sexta-feira aos civis que se mantenham afastados das zonas que albergam forças norte-americanas no Médio Oriente, quase um mês depois do início da guerra.As forças norte-americanas e israelitas "estão a tentar usar locais civis e pessoas inocentes como escudos humanos", declararam os membros da Guarda no seu site Sepah News, depois de o Irão ter ameaçado atacar hotéis no Golfo."Recomendamos que abandonem urgentemente as zonas onde estão estacionadas tropas norte-americanas para que nenhum mal vos aconteça", acrescentaram.Os militares iranianos alertaram na quinta-feira que os hotéis no Médio Oriente que acolhem tropas norte-americanas serão agora alvos na guerra contra Israel e os Estados Unidos.Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, revelou que existiram "contactos indiretos" entre os Estados Unidos e o Irão e que um encontro entre representantes dos dois países deverá acontecer em breve no Paquistão. "Com base nas minhas informações, houve contactos indiretos e foram feitos preparativos para um encontro direto", disse o ministro alemão, em declarações à rádio Deutschlandfunk, citado pela Reuters. "Aparentemente, isso deverá acontecer muito em breve no Paquistão", adiantou Johann Wadephul..O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades. O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão."O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas."A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.Lusa.As Forças Armadas do Irão avisaram que os hotéis da região onde estejam alojados soldados norte-americanos podem ser considerados alvos legítimos.Foi isso que disse, na quinta-feira, à televisão estatal o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi. "Quando todas as forças norte-americanas se instalam num hotel, então, da nossa perspectiva, esse hotel torna-se norte-americano", afirmou, segundo noticia o jornal Times of Israel."Devemos simplesmente ficar parados e deixar que os americanos nos ataquem? Quando respondermos, naturalmente, teremos de atacar onde quer que eles estejam", argumentou..Israel lançou uma vaga de ataques contra o Irão na madrugada de hoje, antes de uma reunião planeada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os bombardeamentos de infraestruturas civis iranianas.A ofensiva visou locais "no coração de Teerão" utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, assim como lançadores de mísseis e locais de armazenamento no oeste do Irão, afirmaram os militares israelitas.Fumo foi também avistado sobre Beirute, embora Israel não tenha reportado de imediato ataques contra a capital libanesa. Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel, com os militares a afirmar que estavam a trabalhar para intercetar mísseis iranianos.O Irão continuou a disparar mísseis e drones contra os vizinhos árabes do Golfo, com sirenes a alertar para ataques no Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos.O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas à porta fechada sobre o Irão para hoje em Nova Iorque, de acordo com dois diplomatas da ONU que pediram para não ser identificados por a reunião não ser pública.As mesmas fontes acrescentaram que a Rússia solicitou a reunião sobre os ataques israelo-americanos contra infraestruturas civis no Irão, com os Estados Unidos (EUA), que detêm a presidência do Conselho de Segurança, a agendar a reunião.Lusa.O principal porto comercial do Kuwait foi hoje alvo de um ataque com drones inimigos, anunciaram as autoridades portuárias locais, esclarecendo que a infraestrutura de Shuwaikh teve somente danos materiais, sem quaisquer vítimas, em comunicado na rede social X."Os procedimentos de emergência previstos para tais casos foram acionados em coordenação com as autoridades competentes", declararam os responsáveis kuwaitianos, sem que o Irão se tenha pronunciado sobre eventual responsabilidade pelo ataque em causa.As autoridades kuwaitianas afirmaram ter abatido dezenas de mísseis e drones disparados pelo Irão.Lusa.Poupados ou eliminados: as cartas fora do baralho de Israel .Dois navios da transportadora chinesa COSCO Shipping começaram hoje a atravessar o estreito de Ormuz, dois dias após a empresa ter retomado as reservas de contentores com destino a vários países da região, informou a imprensa local.Segundo o portal privado chinês Caixin, que cita fontes anónimas, os navios Indian Ocean e Arctic Ocean navegaram para fora do estreito, após terem ficado “retidos” no interior do Golfo Pérsico, exibindo o identificador “China Owner” e transportando maioritariamente contentores vazios.As duas embarcações tinham previsto partir para a Malásia em meados de março, mas os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, bem como as represálias de Teerão, acabaram por resultar num bloqueio de facto do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos a nível mundial.A informação indica, contudo, que os navios não seguirão a rota habitual, atravessando o estreito, mas sim um “corredor seguro” disponibilizado pelas autoridades iranianas, que implica um desvio para águas territoriais do país, entre as ilhas de Larak e Qeshm, na zona norte de Ormuz.Uma das fontes citadas pela Caixin afirma que a COSCO deu prioridade ao regresso de cargueiros vazios, uma vez que, em caso de ataque durante a travessia, sofreriam menos danos do que os navios petroleiros da empresa presentes no Golfo Pérsico, que se encontram totalmente carregados.Segundo o mesmo meio, ainda não é claro se será permitido a embarcações com carga atravessar aquelas águas, acrescentando que os navios aguardam os resultados das negociações entre Pequim e Teerão sobre essa possibilidade.Um responsável de uma transportadora chinesa explicou que qualquer navio que pretenda utilizar o referido “corredor seguro” tem de contactar, através de intermediários, a Guarda Revolucionária iraniana e negociar o pagamento de uma taxa ou a prestação de serviços de transporte de bens.De acordo com a consultora Lloyd's List Intelligence, pelo menos dois navios já terão pago essa taxa, alegadamente na moeda chinesa, o yuan.Na quarta-feira, a COSCO anunciou que voltaria a aceitar novas reservas de contentores com destino a vários países do Médio Oriente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait e Iraque.No dia seguinte, o cargueiro Aquarius atracou no porto de Sohar, em Omã, a cerca de 240 quilómetros a sul do estreito de Ormuz, transportando quase 200 mil toneladas de mercadorias destinadas aos países do Golfo.Lusa.O Pentágono está a considerar a possibilidade de enviar mais 10 mil soldados para o Médio Oriente, em plena guerra com o Irão, incluindo tropas terrestres, de acordo com notícia avançada quinta-feira pelo The Wall Street Journal.A publicação, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa, informa que o destacamento inclui infantaria e veículos blindados para oferecer mais opções militares ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Nem Trump nem o Pentágono descartaram uma operação terrestre na República Islâmica, o que suscitou mais ameaças de Teerão de intensificar os ataques contra Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico, bem como reforçar ainda mais o controlo sobre o Estreito de Ormuz e o de Bab al Mandeb, pontos-chave para o comércio global.Há dias que se especula sobre a possibilidade de Washington avançar com destacamentos de soldados em locais como a ilha de Kharg, onde se encontra o principal centro petrolífero do Irão, uma decisão que pode suscitar uma rejeição significativa por parte da opinião pública norte-americana, de acordo com sondagens.Lusa.Ricardo Alexandre: “Uma adaptação do regime iraniano parece ser confortável para a saída que Trump precisa”.O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente “teria consequências incalculáveis” e mergulharia a região na miséria, numa reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).“Devemos impedir que o confronto se intensifique (...). Só um cessar-fogo imediato e o reinício do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas do conflito [entre o Irão e os EUA e Israel]”, afirmou na quinta-feira o chefe da diplomacia chinesa, que recebeu Rafael Grossi na quinta-feira, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.O ministro salientou que a AIEA desempenha “um papel vital na governação nuclear mundial”, manifestou o desejo do seu país de reforçar a cooperação com a agência para salvaguardar o regime internacional de não proliferação e reiterou o desejo da China de fortalecer a ONU.Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente. A 28 de fevereiro, EUA e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que, em retaliação, encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em território israelita, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região. .Donald Trump suspende ataques a centrais energéticas iranianas até 6 de abril