Donald Trump suspende ataques a centrais energéticas iranianas até 6 de abril

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que o país não tem “intenção de negociar”, mas o presidente dos Estados Unidos garante que os iranianos estão a "implorar" por um acordo.
Donald Trump e o seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, na Casa Branca.
Donald Trump e o seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, na Casa Branca.FOTO: EPA/WILL OLIVER

Mais de 100 projéteis disparados por Hezbollah contra Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram hoje que a milícia xiita pró-iraniana Hezbollah lançou nas últimas horas mais de 100 projéteis contra o país.

Segundo a imprensa local, num dos ataques um ‘rocket’ atingiu vários carros estacionados na localidade costeira de Nahariya, no norte do país, matando um homem.

Trata-se da segunda vítima mortal de um projétil do Hezbollah desde que este grupo atacou Israel a 02 de março, em resposta à ofensiva israelo-norte-americana no Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

No Líbano, a ofensiva israelita por via aérea e terrestre já causou mais de 1.100 mortos e um milhão de deslocados, segundo as autoridades locais.

Também hoje, pelo menos dez salvas de mísseis foram dirigidas à região de Telavive e ao centro de Israel, e ainda a Jerusalém e à cidade costeira de Haifa, no norte, causando danos.

Até ao momento, registaram-se em Israel 18 mortos devido a mísseis iranianos e projéteis do Hezbollah.

O Exército calcula que o Irão tenha lançado mais de 400 mísseis contra o seu território, com uma taxa de interceção de 92%.

As zonas a norte de Israel têm sido alvo de ataques por parte do grupo pró-iraniano.

Na terça-feira, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou que as Forças Armadas vão criar uma linha de defesa avançada desde a fronteira israelita até ao rio Litani no sul do Líbano e que teria cerca de 30 quilómetros de área.

Numa gravação divulgada pelo seu gabinete, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que Israel estava a alargar a "zona tampão" no Líbano para "afastar a ameaça dos mísseis" do Hezbollah.

As FDI afirmaram hoje ter morto 700 membros do Hezbollah desde início da ofensiva no Líbano.

O exército israelita anunciou ainda a morte "em combate" de dois soldados no sul do Líbano, elevando para quatro o número de soldados israelitas mortos no sul do país desde o início do conflito com o Hezbollah.

Por sua vez, o movimento xiita disse que vai intensificar os ataques contra Israel, incluindo contra as tropas israelitas que avançam na incursão pelo sul do Líbano.

O líder da oposição israelita, Yair Lapid, acusou hoje o Governo chefiado por Benjamin Netanyahu de conduzir o país para uma "catástrofe de segurança" devido à escassez de tropas para várias frentes militares "sem estratégia".

Num pronunciamento televisivo, Lapid acusou o executivo de enviar o exército para “combater em múltiplas frentes sem estratégia, sem os recursos necessários e com um número muito reduzido de soldados", em plena ofensiva lançada em 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra o Irão e também contra movimento xiita pró-iraniano Hezbollah no vizinho Líbano.

"Os nossos pilotos, os nossos combatentes estão a escrever capítulos gloriosos na história do Estado de Israel... Mas as Forças de Defesa de Israel estão a ser levadas ao limite", alertou o político israelita, criticando o Governo de deixar "o exército ferido, abandonado no campo de batalha".

Segundo a imprensa israelita, Yaer Lapid salientou “dez sinais de alerta” que disse terem sido levantados pelo comandante do exército, Eyal Zamir, numa reunião com o executivo, dos quais concluiu que as forças armadas podem entrar em colapso em breve devido às crescentes exigências operacionais e à escassez de pessoal.

Lusa

Trump suspende ataques a centrais energéticas iranianas até 6 de abril

Donald Trump anunciou esta quinta-feira a suspensão dos ataques energéticos ao Irão durante 10 dias, até 6 de abril, a pedido do país do Médio Oriente.

"Conforme solicitado pelo governo iraniano, informo que estou a suspender o período de destruição da infraestrutura energética durante 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h00 [1h00 de dia 7 em Lisboa]. As negociações estão em curso e, apesar das informações erradas em contrário divulgadas pelos meios de comunicação social de notícias falsas e outros, estão a progredir muito bem. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!", escreveu o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

Lagarde alerta para excesso de otimismo e fala em “verdadeiro choque”

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) defendeu hoje a possibilidade de existir um excessivo otimismo face à reação dos mercados à guerra no Médio Oriente e falou num “verdadeiro choque” em matéria de energia.

“Estamos perante um verdadeiro choque – que provavelmente vai para além do que podemos imaginar neste momento”, afirmou Lagarde, referindo-se à destruição da infraestrutura energética.

Já no que se refere à reação dos mercados financeiros, a presidente do BCE reconheceu, em entrevista ao The Economist, a possibilidade de existir um otimismo excessivo e acrescentou que a recuperação dos estragos causados pela guerra pode levar vários anos.

“Nesta crise estamos a aprender, quase dia após dia, quais serão as consequências reais, quais os países mais afetados e quais as commodities que terão maior procura”, sublinhou.

Lusa

Líder da oposição israelita avisa para risco de "catástrofe de segurança"

O líder da oposição israelita, Yair Lapid, acusou hoje o Governo chefiado por Benjamin Netanyahu de conduzir o país para uma "catástrofe de segurança" devido à escassez de tropas para várias frentes militares "sem estratégia".

Num pronunciamento televisivo, Lapid acusou o executivo de enviar o exército para “combater em múltiplas frentes sem estratégia, sem os recursos necessários e com um número muito reduzido de soldados", em plena ofensiva lançada em 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra o Irão e também contra movimento xiita pró-iraniano Hezbollah no vizinho Líbano.

"Os nossos pilotos, os nossos combatentes estão a escrever capítulos gloriosos na história do Estado de Israel... Mas as Forças de Defesa de Israel estão a ser levadas ao limite", alertou o político israelita, criticando o Governo de deixar "o exército ferido, abandonado no campo de batalha".

Segundo a imprensa israelita, Yaer Lapid salientou “dez sinais de alerta” que disse terem sido levantados pelo comandante do exército, Eyal Zamir, numa reunião com o executivo, dos quais concluiu que as forças armadas podem entrar em colapso em breve devido às crescentes exigências operacionais e à escassez de pessoal.

“Desta vez, o Governo não poderá dizer: ‘Eu não sabia’. Este é o chefe do Estado-Maior que nomearam, e não poderão politizá-lo e transferir a culpa para ele”, comentou, reforçando que Benjamin Netanyahu não poderá dizer que não é responsável.

Israel deverá realizar eleições este ano para os 120 lugares no Knesset (parlamento), nas quais Netanyahu joga o futuro político e do Governo de coligação, que tem sobrevivido graças a frágeis alianças que incluem forças de extrema-direita.

Yair Lapid, líder do partido centrista e liberal Yesh Atid (Há um Futuro) pediu também ao Governo que “pare com a cobardia” e “suspenda imediatamente todo o financiamento aos desertores ultraortodoxos”.

Além disso, sugeriu que o executivo “envie a polícia militar atrás deles e convoque os ultraortodoxos sem hesitação” para as forças armadas, referindo-se ao tratamento de exceção no recrutamento desta comunidade judaica e que tem estado em debate nos últimos meses.

Lapid abordou também a Cisjordânia, citando novamente Eyal Zamir quando avisou que o exército está a mobilizar cada vez mais tropas para o território palestiniano devido ao aumento da violência de colonos israelitas radicais.

O Governo “deve combater o terrorismo judaico com todos os meios disponíveis”, sustentou, acrescentando que Netanyahu tem de retirar autoridade ao ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista de extrema-direita Itamar Ben Gvir, “que apoia abertamente os terroristas judeus”, e que “mobilize todos os recursos disponíveis”.

O primeiro-ministro afirmou na quarta-feira que a campanha militar contra o Irão “continua a todo o vapor”, apesar das iniciativas diplomáticas anunciadas por Washington junto do regime iraniano, e que Israel está a expandir a "zona de segurança" no Líbano para "eliminar a ameaça de mísseis" do Hezbollah.

O exército israelita reconheceu já que precisa de “forças suplementares” no Líbano, no mesmo dia em que anunciou o destacamento de uma divisão militar adicional para o país vizinho.

Na quarta-feira, já tinha aprovado um plano para convocar até 400 mil reservistas para responder “a um vasto leque de cenários”

As forças israelitas esclareceram que o plano "não constitui a mobilização de 400 mil reservistas”, mas estabelece “um limite máximo dentro do sistema", com o objetivo de permitir uma chamada flexível de militares com base nas necessidades.

Além das ofensivas no Irão e no Líbano, associadas em simultâneo à defesa aérea dos bombardeamentos iranianos e do Hezbollah contra Israel, o exército está também a considerar a possibilidade de os rebeldes Huthis do Iémen se juntarem a estes ataques aéreos, como fizeram entre 2023 e 2025 no seguimento da guerra na Faixa de Gaza.

Lusa

Irão recetivo a qualquer pedido de Espanha para navegar por Ormuz

A embaixada do Irão em Espanha afirmou hoje que a República Islâmica está recetiva a “qualquer pedido” proveniente de Madrid para atravessar o estreito de Ormuz, considerando Espanha um país “comprometido com o direito internacional”.

A declaração, publicada na conta da embaixada nas redes sociais, surgiu num contexto de forte tensão na região e de restrições ao trânsito marítimo nesta via estratégica.

“O Irão considera Espanha um país comprometido com o direito internacional, pelo que se mostra recetivo a qualquer pedido proveniente de Madrid”, referiu a missão diplomática.

Lusa

Parlamento espanhol ratifica descida de impostos na energia e combustíveis

O parlamento espanhol ratificou hoje as medidas aprovadas na semana passada pelo Governo para responder ao impacto da guerra no Médio Oriente.

As medidas incluem a descida do IVA nos combustíveis, na eletricidade e no gás natural de 21% para 10%.

O Plano Integral de Resposta à crise no Médio Oriente, com 80 medidas e que o Governo espanhol estima que mobilize cinco mil milhões de euros de recursos, teve 'luz verde' do parlamento com 175 votos a favor, 33 contra e 141 abstenções.

Os votos contra foram do Vox, de extrema-direita, e as abstenções do Podemos (extrema-esquerda) e do maior partido da oposição, o Partido Popular (PP, direita).

O PP considerou que as medidas são insuficientes e deviam incluir uma revisão das tabelas do imposto sobre os rendimentos (equivalente ao IRS em Portugal), para beneficiar um conjunto mais alargado de consumidores, sobretudo por causa dos previsíveis impactos nos preços dos alimentos e outros bens.

Para o PP, baixar os imposto dos combustíveis "não alivia em nada a situação das pessoas que não usam um carro".

O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, defendeu que o "efeito mais visível" para já da guerra no Médio Oriente é o aumento dos preços dos combustíveis, a par de impactos em algumas matérias-primas, como os fertilizantes, e que as medidas com que o Governo avançou resultaram de consultas com representantes de diversos setores da economia.

O Plano Integral de Resposta à crise no Médio Oriente aprovado em 19 de março pelo Governo espanhol entrou em vigor no dia seguinte, mas tinha de ser validado no prazo de um mês pelo parlamento para se manter.

Além de medidas "mais de caráter conjuntural", relacionadas sobretudo com uma "redução drástica de toda a fiscalidade energética", o plano inclui outras "de caráter mais estrutural", para continuar a incentivar investimentos de particulares e empresas na descarbonização e eletrificação da economia, em linha com o que o atual Governo espanhol tem feito nos últimos sete anos, disse o primeiro-ministro, o socialista, Pedro Sánchez, na semana passada.

As medidas conjunturais, de resposta imediata ao impacto da guerra nos preços da energia, incluem, para além da baixa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na luz, nos combustíveis e no gás natural, a descida ou suspensão de outros impostos, como o imposto especial sobre hidrocarbonetos e outros sobre a produção e consumo de eletricidade.

O pacote de medidas inclui também descontos e ajudas no gasóleo para transportadoras e para o setor da agropecuária e da pesca, assim como apoios para a compra de fertilizantes para a agricultura.

Em paralelo, o executivo vai reforçar os apoios para o pagamento da luz destinados a famílias consideradas vulneráveis e será também estabelecido um preço máximo para o gás butano e propano.

No caso da eletricidade, trata-se de um descida global de 60% dos impostos e, nos combustíveis, o IVA passa para o valor mínimo permitido pela UE.

Quanto às medidas estruturais para aprofundar a eletrificação e descarbonização da economia espanhola e do consumo de energia no país, com vista à “soberania energética”, passam por deduções nos impostos em caso de instalação de placas solares, bombas de calor ou pontos de recarga elétrica, assim como outros incentivos e ajudas à melhoria energética de edifícios, compra de carros elétricos ou ao aumento de capacidades de armazenamento elétrico com baterias, entre outras.

Trata-se de responder às "consequências imediatas" da guerra e "preparar futuros choques energéticos", resumiu o ministro da Economia, no debate no parlamento.

Na semana passada, o Governo aprovou um diploma para congelar as rendas de casa, igualmente no quadro dos impactos da guerra no Médio Oriente nos preços e no nível de vida, mas para este não conseguiu, até agora, garantir apoios suficientes no parlamento e o documento não foi ainda submetido à votação dos deputados.

As medidas agora ratificadas ficam em vigor até junho, mas o Governo espanhol afirmou que poderão ser prolongadas e alargadas "se a gravidade da crise se acentuar".

Lusa

Secretário-geral da NATO diz compreender que Trump não avisou aliados para evitar fuga de informação

O secretário-geral da NATO disse hoje compreender que o Presidente dos Estados Unidos não tenha avisado os aliados de que ia atacar o Irão, para evitar fugas de informação.

“Os Estados Unidos não consultaram os Aliados porque queriam manter a operação secreta. E isso foi por boas razões, para garantir que ninguém sabia o que ia acontecer nesse sábado de manhã. Quando se informam demasiadas pessoas, há sempre o risco de haver uma fuga de informação”, afirmou Mark Rutte em conferência de imprensa na sede da NATO, em Bruxelas.

O secretário-geral da NATO referiu que tem visto, da parte de Donald Trump, “alguma frustração” por os países da Aliança Atlântica terem recusado participar numa missão militar para garantir a circulação no estreito de Ormuz, mas considerou que isso se deveu a não terem sido informados.

“Os europeus precisaram de tempo porque os Estados Unidos, por boas razões, não puderam informar sobre o que ia acontecer, porque tinham a possibilidade eliminar a liderança do Irão e havia sempre o risco de uma fuga de informação. Não critico isso, mas significa que era necessário algum tempo para os europeus se organizarem”, referiu.

No entanto, prosseguiu Mark Rutte, a “boa notícia” é que já 30 países se disponibilizaram “para discutir como é que se podem manter as vias marítimas navegáveis”, numa alusão a uma declaração, subscrita igualmente por Portugal, em que 30 Estados afirmaram estar prontos para “contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura” pelo estreito de Ormuz.

“Foi exatamente o que Trump pediu”, disse.

Sobre os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, Rutte referiu que a NATO sempre defendeu a ideia que Teerão não podia desenvolver armas nucleares nem capacidades de mísseis intercontinentais, porque isso constituiria “uma ameaça não só à região, a Israel, mas também à Europa”.

“E o que os Estados Unidos estão a fazer é a reduzir essa capacidade. E eu aplaudo isso. Numa aliança, claro que há sempre pontos de vista diferentes – isso é inevitável, é uma aliança de democracias – mas, no que se refere a não aceitar que o Irão tenha capacidades nucleares ou de mísseis, estamos todos de acordo”, disse.

Rutte sugeriu ainda que o Irão já representa atualmente uma ameaça para os Estados-membros da NATO, alegando que conseguiu atacar a base militar britânica na ilha Diego Garcia, a cerca de quatro mil quilómetros do seu território, o que Teerão negou.

“Isso significa que eles são cada vez mais perigosos para os aliados. Basta fazer as contas: [dispararam mísseis contra um alvo] a quatro mil quilómetros. Por isso, é claro que os aliados concordam todos que o Irão não pode ter capacidades nucleares ou ter mísseis desta magnitude”, referiu.

Questionado sobre as consequências que a guerra no Irão está a ter para o fornecimento de material militar à Ucrânia, Rutte garantiu que o equipamento destinado a Kiev “continua a ser entregue”.

“Posso garantir-vos que o apoio crítico dos EUA à Ucrânia, pago pelos aliados, continua em curso, além da informações que os Estados Unidos estão a partilhar com a Ucrânia, que é crucial”, salientou.

Esta manhã, numa mensagem escrita na sua rede Truth Social, Donald Trump criticou os Estados-membros da NATO por “nada terem feito” para ajudar os EUA na guerra contra o Irão.

“Os países da NATO nada fizeram para ajudar [os Estados Unidos] com a nação louca, agora dizimada, que é o Irão", escreveu Trump.

“Os Estados Unidos não precisam de nada da NATO, mas ‘nunca se esqueçam’ deste momento muito importante na História”, acrescentou na mensagem em letras maiúsculas.

Lusa

Líder dos Huthis pronto para "resposta militar" se situação exigir

O líder dos rebeldes Huthis do Iémen ameaçou hoje uma "resposta militar" caso a guerra lançada pelos Estados unidos e Israel contra o seu aliado Irão o exija.

"Ao mais pequeno desenvolvimento no conflito que exija uma resposta militar, interviremos sem demora (...) como fizemos em momentos anteriores", declarou Abdel Malek al-Houthi num longo discurso televisivo.

Os Huthis, que controlam vastos territórios no Iémen, não se envolveram no novo conflito no Médio Oriente, apesar da sua posição estratégica, ao contrário do que fizeram a partir de outubro de 2023, no seguimento da guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza

Abdul Malik al-Houthi reiterou a condenação à ofensiva aérea israelo-americana desde 28 de fevereiro contra o Irão, descrevendo-a como “injustificável”, e apelou para a adesão a protestos de solidariedade na sexta-feira em Sanaa, capital do Iémen.

O líder dos rebeldes iemenitas lamentou que a guerra tenha desestabilizado a região e atingido a economia global, acusando os Estados Unidos e Israel de ignorarem as consequências dos seus atos militares.

“A nossa posição é clara e inequívoca contra os Estados Unidos e Israel, e não temos intenções hostis em relação a qualquer país muçulmano”, acrescentou.

Lusa

Trump diz que "é uma opção" assumir controlo do petróleo do Irão

No período de perguntas na Casa Branca, Donald Trump mostrou-se convicto de que a situação no estreito de Ormuz "vai-se resolver muito rapidamente".

Por outro lado, disse ser "uma opção" os Estados Unidos assumirem o controlo do petróleo do Irão, à semelhança do que foi feito na Venezuela, mas ainda assim deixou claro que os EUA "não precisam disso". "Temos o dobro da quantidade de petróleo que a Arábia Saudita ou a Rússia", frisou.

Hegseth diz que operação no Irão "é coisa para os livros da história"

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, disse hoje na Casa Branca que a operação dos Estados Unidos "é coisa para os livros da história".

"Há 27 dias, o Irão tinha um exército moderno. Nunca na história o exército de uma nação foi neutralizado de forma tão rápida e eficaz", garantiu, assumindo que Operação Fúria Épica "não é uma guerra sem fim", mas sim uma campanha com objetivos claros.

O secretário de Defesa também faz referência ao ataque iraniano a Diego Garcia, no arquipélago britânico de Chagos, onde se encontra utilizada pelos norte-americanos. "Teerão disparou dois mísseis sem sucesso contra um alvo a 4000 quilómetros de distância. E digo ao mundo que Londres fica a 4000 quilómetros do Irão", avisou, sublinhando que, por isso, questionou: "Então o Irão não é uma ameaça para o mundo, nem para os EUA? O presidente Trump sabe que não é bem assim."

Hegseth acrescentou que os EUA vão continuar a "negociar com bombas" até que se iniciem negociações concretas com o Irão. "Rezamos por um acordo e vamos recebê-lo com satisfação", disse.

Defesa dos EUA tem quatro opções militares para o “golpe final” na guerra

O Pentágono está a preparar diferentes opções de intervenção militar para executar um “golpe final” na guerra contra o Irão que, além de uma intensa campanha de bombardeamentos, incluirá a participação de forças terrestres, noticiou hoje o site Axios.

Segundo o jornal digital norte-americano, que cita declarações de quatro fontes oficiais, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) está a ponderar quatro operações militares distintas entre as quais o Presidente norte-americano, Donald Trump, poderá escolher.

As opções passam por invadir ou bloquear a ilha de Kharg, o principal centro de exportação de petróleo do Irão, invadir Larak, uma ilha que ajuda o Irão a controlar o Estreito de Ormuz, e tomar a ilha de Abu Musa e duas ilhas mais pequenas, também estratégicas pela sua localização perto da entrada ocidental do estreito.

Por último, há a possibilidade de bloquear ou apreender diretamente os navios que exportam petróleo iraniano no lado oriental de Ormuz, segundo as fontes citadas pelo Axios.

As operações militares estão a ser preparadas a poucas horas do fim do prazo de cinco dias que Donald Trump impôs para que o Irão reabrisse o Estreito de Ormuz.

Lusa

Trump diz que Irão está a "implorar" por um acordo. "Não sei se estamos dispostos a fazê-lo"

Na Casa Branca, Donald Trump voltou a repetir que o Irão está a "implorar para chegar a um acordo". "Não sei se seremos capazes de o fazer. Não sei se estamos dispostos a fazê-lo. Deviam tê-lo feito há quatro semanas. Deviam tê-lo feito há dois anos", disse o presidente dos Estados Unidos.

"São maus combatentes, mas são grandes negociadores", considerou o presidente norte-americano.

Afirmou ainda que os EUA e os países da região do Golfo ficaram “chocados” com os ataques de retaliação do Irão. "Tinham um plano para dominar o Médio Oriente”, acusou.

Putin compara impacto da guerra à pandemia de covid-19

O presidente russo Vladimir Putin defendeu hoje que as consequências da guerra entre Irão e Iraque podem ter impactos globais comparáveis aos da pandemia de covid-19, com efeitos nas cadeias de produção e logística.

“É difícil prever com exatidão as consequências do conflito no Médio Oriente”, afirmou Putin durante um fórum empresarial em Moscovo, sublinhando que mesmo os intervenientes diretos “não conseguem antecipar o que quer que seja”, colocando o mundo numa situação comparável à da pandemia que começou em 2020.

O chefe de Estado russo considerou que essa imprevisibilidade torna a situação “ainda mais complicada” para os países que não participam diretamente na guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que se prolonga há quase um mês.

Putin defendeu que a Rússia não pode ficar à margem do cenário internacional e reiterou a necessidade de reforçar a robustez económica do país, num contexto que classificou como marcado por “sanções ilegais”.

Segundo o líder do Kremlin, estas sanções não foram validadas por resoluções das Nações Unidas, razão pela qual contestou a sua legitimidade.

Apesar das restrições impostas pela comunidade internacional, Putin sustentou que a Rússia conseguiu manter a “estabilidade macroeconómica”, de acordo com agências de notícias russas.

As sanções ocidentais foram adotadas na sequência da invasão do leste da Ucrânia, iniciada em 2022, uma decisão que Moscovo continua a justificar como necessária para proteger populações de origem russa.

O Presidente russo voltou a referir episódios ocorridos na Crimeia em 2014 e na região de Donbass como antecedentes do conflito, afirmando que “todos conhecem bem os acontecimentos”.

No mesmo discurso, Putin agradeceu ao setor empresarial o contributo para o desenvolvimento dessas regiões e sublinhou a importância da cooperação interna para enfrentar os atuais desafios.

Lusa

Teerão acusa EUA de preparar ocupação de ilhas do sul do Irão

Teerão acusou hoje os Estados Unidos e Israel de planerarem a ocupação de uma das ilhas do sul do Irão com o apoio de um país da região que não foi especificado. 

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, numa aparente referência às ilhas de Abu Musa, disputadas com os Emirados Árabes Unidos, disse que o Irão tinha informações sobre um plano norte-americano e israelita para ocupar os territórios com o apoio de inimigos de Teerão.

Qalibaf realçou que todos os movimentos "inimigos estão sob a supervisão das Forças Armadas" mas não identificou "o país da região" que apoia o alegado plano dos Estados Unidos e Israel.

"Se tomarem alguma medida, todas as infraestruturas vitais desse país da região serão alvo de ataques implacáveis", ameaçou.

As declarações de Qalibaf foram divulgadas por Teerão depois de fontes da Administração norte-americana terem indicado que os Estados Unidos vão enviar elementos de uma divisão aerotransportada e de uma brigada de combate para o Médio Oriente.

Paralelamente foram publicadas notícias nos meios de comunicação norte-americanos sobre possíveis planos de invasão de Khark, um porto estrategicamente importante para a navegação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.

Lusa

Militar dos EUA ferido a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln

Um militar da Marinha dos EUA ficou ferido na quarta-feira a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, informou hoje o Comando Central das Forças Navais norte-americanas.

De acordo com a 5ª Frota dos EUA, o militar ficou ferido quando o porta-aviões realizava operações de voo no Mar Arábico. "O ferimento não está relacionado com combate nem representa risco de vida", informou.

O militar foi levado para terra para receber "cuidados médicos adicionais e permanece em condição estável". As autoridades norte-americanas adiantaram ainda que as "circunstâncias do incidente estão a ser investigadas".

Paquistão diz que "estão a decorrer negociações indiretas entre os EUA e o Irão"

O ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês afirma esta quinta-feira que "estão a decorrer negociações indiretas entre os EUA e o Irão". Ishaq Dar refere que o Islamabad está a servir de intermediário nestas conversações.

Governante lamenta "especulações desnecessárias" sobre "negociações de paz para pôr fim ao conflito em curso no Médio Oriente" e esclarece: "Na realidade, estão a decorrer conversações indiretas entre os EUA e o Irão através de mensagens transmitidas pelo Paquistão. Neste contexto, os Estados Unidos partilharam 15 pontos, que estão a ser debatidos pelo Irão".

Na mensagem divulgada nas redes sociais, Ishaq Dar refere que a Turquia e o Egito, "entre outros", estão "a manifestar o seu apoio" a esta iniciativa diplomática para acabar com a guerra. "O diálogo e a diplomacia são o único caminho a seguir!", sublinha o ministro paquistanês.

Trump avisa o Irão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais"

O presidente dos EUA voltou a usar as redes sociais para deixar um aviso ao regime de Teerão e afirmar que os negociadores do Irão "são muitos diferentes e 'estranhos'".

"Estão a 'implorar' para que façamos um acordo, o que deveriam estar a fazer, uma vez que foram militarmente aniquilados, sem qualquer hipótese de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas a 'analisar a nossa proposta'. Errado!!!", escreveu Donald Trump.

Na mensagem publicada na Truth Social, o presidente norte-americano voltou a deixar um aviso ao regime de Teerão: "É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, não haverá volta a dar, e não será bonito".

Israel confirma morte de comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão e avisa: "As IDF vão eliminá-los um a um" 

O ministro da Defesa Israelita confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, Alireza Tangsiri, num ataque em Bandar Abbas.

“As Forças de Defesa de Israel [IDF, na sigla em inglês] eliminaram o comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, a pessoa diretamente responsável pela operação terrorista de minagem e bloqueio do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo”, afirmou Israel Katz, citado pelo Times of Israel.

O governante afirmou que o ataque é uma “mensagem” para a Guarda Revolucionária do Irão: “As Forças de Defesa de Israel vão caçá-los e eliminá-los um a um”, avisou.

O ministro acrescentou que Israel vai continuar a operação militar no Irão "com toda a força para alcançar os objetivos da guerra”.

Países da NATO "não fizeram absolutamente nada" para ajudar EUA na guerra contra o Irão, diz Trump 

O presidente norte-americano voltou a criticar a atuação dos aliados da Aliança Atlântica no conflito do Médio Oriente.

Segundo Donald Trump, "os países da NATO não fizeram absolutamente nada para ajudar com a nação insana, agora militarmente dizimada, do Irão".

Na mensagem publicada na Truth Social, reiterou, no entanto, que "os EUA não precisam de nada da NATO". "Mas 'nunca se esqueçam' deste momento importantíssimo!", escreveu, o presidente dos Estados Unidos.

Pentágono pondera desviar a ajuda militar à Ucrânia para o Médio Oriente, diz o "Washington Post"

O Pentágono está a ponderar desviar a ajuda militar à Ucrânia para o Médio Oriente, noticia esta quinta-feira o Washington Post, que cita três fontes familiarizadas com este assunto.

O Departamento de Defesa "vai garantir que as forças norte-americanas e as dos nossos aliados e parceiros têm o que precisam para lutar e vencer", disse um porta-voz do Pentágono ao jornal.

As armas que poderão ser redirecionadas para o conflito no Médio Oriente incluem mísseis de defesa aérea usados pelas forças ucranianas para intercetar mísseis e drones lançados pela Rússia.

Preço do gás natural sobe mais de 4% e ultrapassa os 54 euros

O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg, citados pela agência EFE, após quatro sessões de quedas, o preço do gás natural voltou a subir, registando um aumento de 4,43%, para 54,37 euros por MWh.

Desta forma, o preço do gás afasta-se dos 31,6 euros registados no dia 27 de fevereiro, um dia antes de os Estados Unidos e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão.

Após vários dias de otimismo face à possibilidade do conflito no Médio Oriente começar a acalmar, o ânimo do mercado voltou a arrefecer.

Lusa

Donald Trump e o seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, na Casa Branca.
Ormuz a ferro e fogo. Petróleo sobe 3% e barril volta a superar os 100 dólares

Rússia prepara envio de drones e alimentos para o Irão, avança o "Financial Times"

A Rússia está prestes a concluir o envio gradual de drones, medicamentos e alimentos para o Irão noticiou hoje o jornal Financial Times citando fontes dos "serviços de informações ocidentais".

Segundo o jornal britânico, altos funcionários iranianos e russos iniciaram conversações secretas sobre a entrega de drones poucos dias após os primeiros ataques contra Teerão, que começaram no passado dia 28 de fevereiro.

"Espera-se que os envios estejam concluídos até ao final deste mês", indicou a edição de hoje do Financial Times.

A confirmar-se, a entrega de aparelhos aéreos não tripulados (drones) passa a ser "a primeira prova" do apoio bélico de Moscovo a Teerão.

O porta-voz da presidência da Rússia, Dmitri Peskov, afirmou que "estão a circular muitas falsidades", mas acrescentou que Moscovo mantém um "diálogo contínuo com a liderança iraniana".

Moscovo reconheceu ainda o envio de ajuda humanitária, incluindo mais de 13 toneladas de medicamentos entregues via Azerbaijão, segundo o jornal.

Especialistas citados pelo Financial Times, disseram que o Irão lançou mais de três mil drones de ataque unidirecionais desde o início do conflito e procura modernizar os sistemas com tecnologia russa.

A Rússia já forneceu a Teerão "informações, imagens captadas por satélite e dados sobre alvos" e, desde 2023, tem vindo a produzir drones baseados em projetos iranianos, modificados para contornar as defesas aéreas e transportar cargas mais pesadas, acrescentou o jornal britânico.

O Irão terá também solicitado sistemas de defesa aérea mais avançados, incluindo o S-400, mas Moscovo terá rejeitado o pedido por receio de "uma escalada das tensões com os Estados Unidos", além da complexidade do treino militar necessário, disseram as mesmas fontes ao Financial Times.

Lusa

Soldado israelita morto no sul do Líbano 

Um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) foi morto na última noite numa troca de tiros com operacionais do Hezbollah no sul do Líbano, segundo fonte do exército israelita, citada pelo Times of Israel.

Ori Greenberg, de 21 anos, é o terceiro soldado das IDF que foi morto na ofensiva terrestre israelita contra o Hezbollah no sul do Líbano.

Donald Trump e o seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, na Casa Branca.
Pete Hegseth rezou no Pentágono para que "cada disparo encontre o seu alvo"

Israel terá matado principal responsável pelo encerramento do estreito de Ormuz

O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, Alireza Tangsiri, foi morto num ataque em Bandar Abbas, informou um responsável israelita, segundo avançou esta quinta-feira o jornal Times of Israel.

De acordo com a mesma fonte, trata-se do responsável pelo encerramento do estreito de Ormuz.

Até ao momento, não foram divulgadas posições oficiais do Irão e de Israel sobre este ataque.

Embaixada dos EUA no Iraque pede aos cidadãos norte-americanos para deixar o país "agora"

A embaixada dos Estados Unidos no Iraque lançou um novo alerta de segurança, no qual afirma que "milícias terroristas alinhadas com o Irão têm conduzido ataques generalizados contra cidadãos dos EUA" e alvos associados a Washington "em todo o Iraque", incluindo a região curda. "Os cidadãos americanos deviam deixar o Iraque agora", lê-se no alerta.

A representação diplomática refere que a missão dos EUA no Iraque permanece aberta para ajudar os cidadãos norte-americanos no Iraque. "Não tente dirigir-se à embaixada em Bagdade ou ao consulado-geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e rockets no espaço aéreo iraquiano", indica a embaixada.

A embaixada dos EUA aconselha os cidadãos a usar rotas terrestres para sair do país. "O espaço aéreo está encerrado e não há voos comerciais a operar no Iraque. Estão abertas rotas terrestres para a Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia", refere a representa,ção diplomática.

Dois mortos e três feridos por estilhaços de míssil intercetado nos EAU

Pelo menos duas pessoas morreram hoje e outras três ficaram feridas por estilhaços de um míssil intercetado por armas de defesas antiaérea em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), anunciaram as autoridades locais.

“O incidente resultou na morte de duas pessoas não identificadas, três feridos e danos em vários carros", lê-se numa mensagem oficial na rede social X.

O Irão, em retaliação à ofensiva conjunta israelo-americana começada em 28 de fevereiro, encerrou a importante via comercial marítima do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: EAU, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Lusa

Donald Trump e o seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, na Casa Branca.
Irão rejeita os 15 pontos de Trump e impõe cinco condições para a paz

Renováveis reduzem impacto em Portugal de instabilidade energética mundial

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, indicou hoje que a aposta de Portugal em fontes de energia renovável permite mitigar os impactos da crise energética global decorrente do conflito no Médio Oriente.

As hostilidades iniciadas no final de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão fez disparar os preços do petróleo e do gás, devido ao encerramento quase total do estreito de Ormuz e ataques contra alvos energéticos no Golfo Pérsico.

"Nós não temos petróleo, nem gás, mas há uma coisa que nós temos em abundância: temos sol, temos vento e temos água", destacou à Lusa Machado, que se encontra em Macau a participar no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental 2026 (MIECF, na sigla inglesa).

Portugal é líder na União Europeia em energias renováveis, com mais de 80% da eletricidade gerada nos primeiros dois meses de 2026 a provir de fontes limpas, de acordo com informação disponível no portal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

As principais fontes são a hídrica (36,8%) e a eólica (35%), com crescente destaque para a solar (5,2%), ainda de acordo com a APREN.

Este desempenho, aponta Machado, foi impulsionado, em grande parte, pela intensa chuva que permitiu encher as albufeiras nacionais.

"Este ano enchemos as barragens todas. Aliás, enchemos e tivemos que fazer descargas de superfície porque elas estavam literalmente cheias", apontou o dirigente.

Para Machado, esta estratégia de aproveitar os recursos que o país possui "não dependendo do exterior" tem-se provado a correta para limitar a escalada de preços para os consumidores.

"O caminho de Portugal nas renováveis é um caminho certo. E este ano mostrou que é mesmo esse caminho e até porque limitou os custos da energia", concluiu, defendendo a necessidade de "acentuar" e "acelerar" esta transição.

Lusa

Parlamento iraniano quer cobrar portagem para passagem pelo estreito de Ormuz

 O parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim.

"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", afirmou o presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kochi, de acordo com a Tasnim.

A mesma fonte indicou que está a ser elaborado um projeto de lei para "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz".

O responsável afirmou que se espera que o projeto seja finalizado na próxima semana — o início da semana iraniana é no sábado — e, em seguida, vai ser apresentado ao parlamento para discussão.

Lusa

MNE da China apela aos países do Médio Oriente para “manter a calma”

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, exortou os países do Médio Oriente a “responderem com racionalidade” à situação causada pela guerra do Irão, durante duas chamadas telefónicas realizadas com os homólogos do Egito e da Turquia.

Durante a conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, Wang reiterou que “a comunidade internacional deve promover ativamente o diálogo entre as partes em conflito” e sublinhou o papel do Conselho de Segurança da ONU neste sentido, segundo um comunicado da diplomacia chinesa.

As ações deste organismo “devem contribuir para aliviar as tensões e promover o diálogo, ajudando a prevenir a escalada do conflito, e não devem dar cobertura ao uso da força”, apontou.

Wang manifestou ainda apoio ao papel mediador do Egito com vista à retoma das conversações de paz e declarou que a China “está disposta a continuar a desenvolver esforços construtivos nesse sentido”.

O responsável egípcio, por sua vez, expressou “profunda preocupação” do seu país com a situação, “em particular com o potencial de ataques contra infraestruturas energéticas, que poderão gerar caos em toda a região”, e mostrou-se disponível para “manter uma estreita coordenação com a China” na tentativa de reduzir as tensões regionais.

Na conversa com o homólogo turco, Hakan Fidan, o chefe da diplomacia chinesa considerou que “os acertos e erros” do conflito são claros, ao mesmo tempo que insistiu que, dada a rapidez com que a crise se está a propagar na região, a prioridade deve ser “promover o diálogo de paz e trabalhar para alcançar uma redução das tensões”.

Lusa

China aponta existência de “sinais” iranianos a favor de negociações de paz

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, referiu a existência de “sinais” por parte do Irão a favor de negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, os quais constituem, “uma luz de esperança”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, passou, nos últimos dias, de ameaçar uma escalada da sua guerra contra o Irão para anunciar conversações com a República Islâmica. A afirmação foi, no entanto, energicamente desmentida por Teerão.

“Os Estados Unidos e o Irão emitiram ambos sinais a favor de negociações, deixando entrever uma luz de esperança para a paz”, declarou na quarta-feira Wang Yi, durante uma chamada telefónica com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty.

A comunidade internacional deve incentivar ativamente as partes em conflito a encetar o diálogo. A partir do momento em que se começa a falar, a paz volta a ser possível”, sublinhou, segundo um comunicado do seu ministério.

Wang Yi não especificou a que “sinais” iranianos se referia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou ainda na quarta-feira que o Irão não tem “intenção de negociar”, mas sim de “continuar a resistir”.

Persistem muitas incertezas quanto à eventualidade de negociações entre Teerão e Washington.

Lusa

Filipinas recebem petróleo russo dias após declarar "estado de emergência energética"

Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.

O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à AFP, que não a identificou.

O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.

O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.

Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.

Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.

A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.

Lusa

Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude

As autoridades japonesas começaram a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.

Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.

O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.

O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).

Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.

Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.

Lusa

Trump afirma que liderança em Teerão nega negociações por medo

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus". 

"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus”, declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington. 

Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo ‘Ayatollah’ Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.

Lusa

Acompanhe aqui os desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra contra o Irão, desencadeada a 28 de fevereiro por uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel.

Donald Trump e o seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, na Casa Branca.
EUA “desencadearão o inferno” se Irão cometer “um erro de cálculo”. Teerão diz que vai "continuar a resistir"
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