Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”
EPA/WAEL HAMZEH

Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”

Negociações podem começar na sexta-feira. Israel apoia trégua, mas garante que "não inclui Líbano". Trump acredita que China ajudou a convencer Teerão. Leia aqui as principais notícias da guerra.
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Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”

O Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou hoje aos homólogos norte-americano e iraniano que o cessar-fogo que estes acordaram deve, para ser "credível e duradouro", incluir o Líbano, que continua sob ataque israelita.

“Manifestei a minha esperança de que o cessar-fogo seja plenamente respeitado por cada um dos beligerantes, em todas as áreas de confronto, incluindo no Líbano. Esta é uma condição necessária para que o cessar-fogo seja credível e duradouro”, afirmou Macron na rede social X, após conversas telefónicas com os homólogos iraniano, Massoud Pezeshkian, e norte-americano, Donald Trump.

“Disse a ambos que a decisão de aceitar um cessar-fogo foi a melhor possível. Deverá abrir caminho para negociações abrangentes capazes de garantir a segurança de todos no Médio Oriente”, adiantou.

Qualquer acordo, segundo Macron, terá de abordar as preocupações com os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irão, bem como com a sua política regional e as suas “ações que bloqueiam a navegação pelo Estreito de Ormuz”.

"É assim que se pode construir uma paz forte e duradoura, com o apoio de todos aqueles que para ela podem contribuir”, adiantou.

Também hoje, Macron manteve contactos com os líderes do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, do Líbano e do Iraque.

Lusa

Wall Street em alta com investidores animados por cessar-fogo no Médio Oriente

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em forte alta, com os investidores animados pelo anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão.

Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 2,85%, enquanto o tecnológico Nasdaq fechou em alta de 2,80% e o alargado S&P500 escalou 2,51%.

Washington e Teerão concordaram na noite de terça-feira com uma trégua de duas semanas, aumentando as esperanças de uma retoma do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa normalmente um quinto do crude mundial.

"Está a espalhar-se pelo mercado uma sensação de alívio", comentou à AFP Angelo Kourkafas, analista da Edward Jones.

Os preços do petróleo caíram fortemente após o anúncio do cessar-fogo, ficando hoje abaixo do "limiar psicológico" de 100 dólares por barril, observou Kourkafas.

Isto "ajuda a aliviar os receios de recessão, a elevar as previsões de crescimento global e a reduzir as expectativas de inflação", afirmou José Torres, da Interactive Brokers.

No entanto, a trégua parece estar por um fio, uma vez que Teerão e Israel ameaçaram hoje retomar as hostilidades.

Com negociações bilaterais previstas para sábado, o Paquistão, mediador do cessar-fogo, instou as partes a exercerem "moderação" após os ataques israelitas mortais no Líbano e o retomar dos ataques iranianos contra os países do Golfo.

Além disso, apesar do anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz, poucos navios se aventuraram hoje pela passagem, um sinal de extrema cautela contínua em relação ao futuro do conflito.

Perante os ataques israelitas, Teerão decretou mesmo durante o dia novo encerramento do estratégico Estreito.

"Dependendo dos títulos, a volatilidade pode regressar" à Bolsa de Nova Iorque, afirmou Angelo Kourkafas.

"Wall Street ainda não está livre de perigo", acrescentou José Torres.

Na negociação de hoje, o setor energético foi especialmente penalizado, devido à queda dos preços do petróleo: a gigante petrolífera Chevron perdeu 4,34%, a ConocoPhillips caiu 4,93% e a EOG Resources recuou 3,61%.

Outra grande empresa do setor dos hidrocarbonetos, a ExxonMobil, teve uma queda de 4,70%, após indicar hoje que as perturbações causadas pela guerra no Médio Oriente reduziriam a sua produção global de petróleo em cerca de 6% no primeiro trimestre, em comparação com o trimestre anterior.

Por outro lado, as empresas com uma forte dependência do petróleo respiraram de alívio, particularmente as companhias aéreas, que recuperaram das perdas das últimas semanas, caso da Delta Air Lines (+3,78%), American Airlines (+5,55%) e Alaska Air Group (+8,11%).

Lusa

Israel levanta quinta-feira maioria das restrições do estado de emergência

A maior parte das restrições relativas ao estado de emergência impostas a 28 de fevereiro, devido ao ataque israelo-norte-americano ao Irão, vão ser levantadas quinta-feira, explicou hoje o Comando da Frente Interna de Israel.

Tirando a fronteira a norte, com o Líbano, onde o exército continua em guerra, até à baía de Haifa, o maior porto israelita, o resto do país regressará a “atividade normal” a partir das 03:00 de quinta-feira, em horas de Lisboa.

Em muitas zonas, os ajuntamentos continuarão limitados a um máximo de mil pessoas, mas este levantamento significa que as escolas podem reabrir, assim como os negócios e lojas.

Esta decisão surge na sequência da trégua anunciada e abrange também o regresso à normalidade no Aeroporto Ben Gurion, em Telavive, a começar pelas 00:00 de quinta-feira.

Quanto aos locais religiosos em Jerusalém, que a polícia israelita tinha fechado “por razões de segurança” no arranque da guerra, estes também vão poder reabrir.

Lusa

Filho do último Xá do Irão diz que portagem a navios no Estreito de Ormuz seria "ceder à chantagem"

O filho do último Xá do Irão, Reza Pahlavi, defendeu hoje que aceitar a imposição iraniana de portagem a navios que transitam pelo Estreito de Ormuz seria "ceder à chantagem" da República Islâmica.

Perante a intenção do regime iraniano impor taxas de trânsito aos navios que passam pelo estratégico Estreito de Ormuz, após alcançado um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos na terça-feira, Pahlavi afirmou ao canal de televisão francês LCI que a medida não tem cabimento.

"Vejam o exemplo de Espanha e Marrocos. Gibraltar é um local onde vão começar a cobrar portagens aos navios de cruzeiro que saem? É a mesma lógica... é simplesmente ceder à chantagem", afirmou Pahlavi.

Exilado nos Estados Unidos, Pahlavi não regressa ao Irão desde a revolução de 1979 que derrubou a monarquia, lidera um dos muitos movimentos de oposição com base no estrangeiro e apresenta-se como uma alternativa caso o regime iraniano caia.

Reagindo ao anúncio de um cessar-fogo, válido por duas semanas, Pahlavi absteve-se de comentar os termos do acordo e afirmou que a sua luta é pela “libertação do regime iraniano”.

“Esperamos (...) que o mundo livre compreenda que a única solução, não só para nós, mas para todos os nossos vizinhos regionais e para o mundo inteiro, é o afastamento deste regime”, defendeu.

Pahlavi discordou das alegações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que a eliminação do líder supremo Ali Khamenei e de vários responsáveis iranianos tenha levado a uma mudança de regime.

“Qual mudança de regime? São as mesmas pessoas, talvez enfraquecidas, mas ainda a mesma pessoa à frente do Parlamento, as mesmas pessoas no poder judicial, agora o filho de Khamenei substituiu-o. Para nós, não é uma mudança de regime”, insistiu.

“Muito sangue foi derramado. Não creio que tenhamos perdido 50 mil pessoas em dois dias (durante a repressão dos protestos em janeiro) apenas por causa de um acordo nuclear americano”, adiantou.

O nome de Pahlavi foi entoado pelos manifestantes nos protestos de janeiro contra o regime teocrático e, mais tarde, em grandes manifestações pró-monarquia em fevereiro, em Munique e em várias cidades da América do Norte.

Contudo, o filho do Xá não conseguiu o reconhecimento de Donald Trump, que nunca se encontrou oficialmente com ele e manifestou repetidamente ceticismo quanto à sua capacidade de liderar o Irão.

Lusa

Presidente iraniano diz que cessar-fogo no Líbano é "condição essencial" do plano de paz

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou hoje que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" estabelecidas pelo Irão no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos.

Numa conversa telefónica com o homólogo francês Emmanuel Macron, Pezeshkian afirmou que "a aceitação do cessar-fogo por parte do Irão é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos", segundo a agência de notícias ISNA.

O Presidente iraniano "enfatizou ainda a necessidade de um cessar-fogo no Líbano e reiterou que esta exigência era uma das condições essenciais do plano de dez pontos do Irão", adiantou a mesma fonte.

Donald Trump, Presidente norte-americano, descreveu este plano como "uma base viável para negociações" de paz com Teerão, durante a trégua de duas semanas acordada na noite de terça-feira.

Lusa

Presidente do parlamento iraniano diz que violações a plano de paz inviabilizam cessar-fogo ou negociações

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou hoje que as violações de vários pontos-chave do plano do Irão para negociar o fim do conflito com os Estados Unidos inviabilizam um cessar-fogo bilateral ou negociações.

"A base sólida sobre a qual se pode negociar foi aberta e claramente violada, mesmo antes do início das negociações. Perante esta situação, um cessar-fogo bilateral ou negociações são inviáveis", afirmou Qalibaf na rede social X.

Qalibaf justifica a desconfiança "histórica" do Irão em relação aos Estados Unidos com "repetidas violações" norte-americanas a compromissos de todo o tipo, o que, "infelizmente", se repetiu nesta ocasião.

Entre os pontos do plano apresentado por Teerão para negociar o fim da guerra estão o compromisso do Irão em não desenvolver armas nucleares, o levantamento de todas as sanções contra o país e a criação de um fundo para compensar os danos sofridos na ofensiva lançada contra o país a 28 de fevereiro.

"No entanto, três cláusulas desta proposta foram violadas até à data", disse Qalibaf.

Lusa

Casa Branca confirma delegação negocial liderada por JD Vance

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, vai liderar a delegação de Washington nas negociações programadas para sexta-feira com o Irão, confirmou hoje a porta-voz da Casa Branca, no primeiro dia de um cessar-fogo já ameaçado por denúncias de violações.

Karoline Leavitt indicou que, além de JD Vance, a equipa negocial inclui os enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, que horas antes tinha colocado em dúvida a participação do seu vice-presidente nas conversações previstas para a capital do Paquistão.

"Vance desempenhou um papel muito importante e fundamental em tudo isto desde o início. É claro que é o braço direito do Presidente Trump. Participou em todas estas negociações e vai liderar esta nova fase de negociações em Islamabad", justificou a porta-voz.

A confirmação da equipa negocial dos Estados Unidos ocorre no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas no conflito desencadeado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica, já manchado por bombardeamentos israelitas em grande escala no Líbano, que provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos, segundo o último balanço das autoridades de Beirute.

Os ataques intensivos na capital do Líbano e no sul e leste do país, justificados por Israel com as suas ações militares contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, levaram as autoridades iranianas a restabelecer o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, que tinha sido levantado no âmbito da trégua.

Segundo a agência Fars, o Irão permitiu a passagem de dois petroleiros "sem incidentes" pelo estreito na manhã de hoje, antes dos bombardeamentos em grande escala no Líbano, que Israel e Trump dizem ter ficado excluído do acordo, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente o contrário.

A porta-voz da Casa Branca referiu-se a um aumento do tráfego marítimo nesta passagem vital para o comércio de hidrocarbonetos, observando que é monitorizado "minuto a minuto, hora a hora", pouco depois do anúncio do regresso do bloqueio que diz ser inaceitável.

"Mais uma vez, este é um caso em que o que [os iranianos] dizem publicamente é diferente do que dizem em privado”, lamentou Karoline Leavitt.

A interrupção das hostilidades pretende igualmente abrir espaço para negociações entre as partes, que deverão ser lideradas do lado de Teerão pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mas, de acordo com o The Wall Street Journal, a República Islâmica está a condicionar a sua participação à aplicação da trégua no Líbano.

Karoline Leavitt disse que Donald Trump vai continuar as discussões com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sobre o Líbano, bem como “todas as partes envolvidas" sobre o reatamento do conflito entre Israel e o Hezbollah, em paralelo com a guerra no Irão.

"Mas, neste momento, o país não está incluído no acordo de cessar-fogo", reforçou.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, o Irão apresentou aos Estados Unidos um novo plano de paz, diferente da proposta de 10 pontos que tinha enviado no início desta semana.

"Inicialmente, os iranianos apresentaram um plano de 10 pontos que era fundamentalmente leviano, inaceitável e foi completamente rejeitado. Foi, literalmente, deitado para o lixo pelo Presidente Trump e pela sua equipa de negociação", relatou.

Posteriormente, Teerão enviou “um plano mais razoável, totalmente diferente e condensado”, que Washington recebeu como “um base viável para negociações” e conciliável com a sua própria proposta de 15 pontos, de acordo com a porta-voz da presidência, sem fornecer detalhes.

Desde que Washington e Teerão confirmaram o cessar-fogo de duas semanas, tem havido confusão sobre os parâmetros que servirão de base às negociações.

"As linhas vermelhas do Presidente, ou seja, o fim do enriquecimento de urânio pelo Irão no seu próprio território, não mudaram, e a ideia de que o Presidente Trump possa aceitar uma 'lista de desejos' iraniana como base para um acordo é completamente ridícula", comentou Karoline Leavitt.

A contraproposta apresentada por Teerão na segunda-feira consistia em 10 pontos, previa o fim das hostilidades contra a República Islâmica e os seus aliados na região, como o Hezbollah, um protocolo para a passagem segura pelo Estreito de Ormuz e a suspensão de todas as sanções internacionais.

Incluía também a retirada da presença militar dos Estados Unidos no Médio Oriente.

Na conferência de imprensa, a secretária norte-americana considerou que o acordo "é uma vitória para os Estados Unidos”, obtida por Trump e pelas forças armadas.

"Desde o início da Operação Fúria Épica, o Presidente Trump declarou que seria uma operação militar de quatro a seis semanas com o objetivo de desmantelar a ameaça militar representada pelo regime islâmico radical no Irão. Graças às incríveis capacidades da Força Aérea dos Estados Unidos, alcançámos e superámos estes objetivos militares cruciais em apenas 38 dias", sustentou.

Quando questionada sobre as ameaças de Trump de destruir a civilização iraniana se não aceitasse até à última madrugada reabrir o Estreito de Ormuz, Leavitt comentou que foi "a sua retórica agressiva e o seu estilo de negociação implacável” que levaram ao cessar-fogo e abertura de negociações.

"O mundo deve levar as suas palavras muito a sério... Foram os iranianos que recuaram, não o Presidente Trump", argumentou a propósito de uma pergunta sobre os quatro adiamentos dos ultimatos dados ao Irão pelo líder norte-americano.

Lusa

Netanyahu diz que cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra o Irão

O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que está pronto para “retomar o combate a qualquer momento” contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão “não marca o fim da campanha” militar.

“Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates”, afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo “não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos”, acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido “em plena coordenação” entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

“Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora”, acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que “nada está acabado” apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

“Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Lusa

Luís Montenegro subscreve declaração da UE e Canadá que pede “fim rápido” da guerra

O primeiro-ministro subscreveu hoje uma declaração conjunta de vários países da UE e Canadá que pede o “fim rápido” da guerra no Irão e saudou “o início de uma nova fase diplomática”, esperando que crie paz e estabilidade regional.

Esta manhã, os líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha, Itália, Dinamarca e Países Baixos, assim como os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, divulgaram uma declaração conjunta na qual saúdam o cessar-fogo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos e pedem que se traduza num “fim rápido e duradouro da guerra”.

Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro diz subscrever esta declaração, salientando a “relevância do início de uma nova fase diplomática, bem como a perspetiva de reabertura do Estreito de Ormuz”.

“Esta nova fase deve permitir paz e estabilidade regionais sustentáveis, com os consequentes efeitos positivos na nossa economia e na nossa sociedade”, afirma.

Na declaração conjunta divulgada esta manhã, os líderes europeus e do Canadá pedem “progressos rápidos rumo a um acordo negociado substancial” para acabar com a guerra no Irão, afirmando que isso “será crucial para proteger a população civil do Irão e garantir a segurança na região”.

“Pode também evitar uma grave crise energética global”, acrescentam.

Os líderes deixam também uma mensagem a Israel, cujo Governo afirmou que o cessar-fogo alcançado esta noite não cobre a ofensiva contra o movimento islamita pró-iraniano Hezbollah no Líbano.

“Exortamos todas as partes a cumprir o cessar-fogo, incluindo no Líbano”, afirmam.

Os líderes destes oito países dizem ainda que os seus governos vão “contribuir para assegurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz” e agradecem ao Paquistão e a “todas as partes envolvidas” por terem ajudado a que se chegasse a um cessar-fogo.

Lusa

Sobe para 254 mortos e 1165 feridos balanço de ataques israelitas ao Líbano

A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, 2hoje, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

Lusa

Euro sobe face à moeda dos EUA superando 1,16 dólares após cessar-fogo no Irão

O euro subiu hoje face ao dólar, superando o patamar dos 1,16 dólares, após os EUA e o Irão terem acordado um cessar-fogo de duas semanas mediante um plano de 10 pontos apresentado pelo Irão.

Às 18:10 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1684 dólares, quando na terça-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1571 dólares.

O euro desceu face à libra e subiu face ao iene.

Lusa

Governo libanês regista 89 mortos e mais de 700 feridos em ataques israelitas

Pelo menos 89 pessoas morreram e 722 ficaram feridas nos bombardeamentos hoje realizados por Israel no Líbano, incluindo Beirute, indicou o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine.

“Estamos perante uma escalada perigosa no Líbano, uma agressão israelita com mais de 100 ataques aéreos que atingiram civis inocentes em Beirute, Dahiyeh [arredores da capital], Bekaa, Monte Líbano e no sul do país”, afirmou o governante à estação televisiva qatari Al-Jazeera.

O ministro referiu, citado pelo canal libanês LBCI News, que há 12 profissionais de saúde entre os mortos contabilizados até ao momento.

"Estamos a coordenar e a colaborar com os serviços de urgência, juntamente com o povo libanês, e os nossos hospitais têm respondido amplamente, apesar da difícil situação, sem grandes problemas", relatou Rakan Nassereddine, dando conta porém que “as necessidades estão a aumentar, mas a escala do ataque também é enorme”.

Os bombardeamentos israelitas atingiram também hospitais, centros médicos e ambulâncias, segundo o ministro da Saúde.

Lusa

Fornecimento de petróleo para UE mantém-se estável apesar de flutuações no preço

O fornecimento de petróleo para a União Europeia mantém-se estável, apesar das flutuações nos preços globais, indicaram hoje responsáveis da indústria petrolífera durante uma reunião com representantes das instituições europeias.

Em comunicado, a Comissão Europeia refere que se reuniu hoje o Grupo de Coordenação do Petróleo da União Europeia (UE), que junta representantes do executivo comunitário, dos Estados-membros e da indústria petrolífera, com o intuito de abordar a “situação de segurança de abastecimento de petróleo na UE”, perante a guerra no Médio Oriente.

Nessa reunião, segundo o comunicado, os representantes da indústria petrolífera “indicaram que o fornecimento de petróleo se mantém, de momento, estável, apesar de ter sido afetado pelas flutuações nos preços globais” e manifestaram “preocupação quanto às incertezas relativamente à duração do conflito”.

“Os representantes da indústria também destacaram a importância de evitar interferências indevidas nos mercados e de garantir transparência e coordenação ao nível da UE”, indica a Comissão Europeia.

No comunicado, refere-se também que, nesta reunião, a Comissão Europeia e os Estados-membros discutiram “a partilha de dados mais recentes sobre as reservas da UE e as condições de mercado, com vista a analisar a situação da procura e da oferta na UE a médio prazo e servir de base para ações e medidas coordenadas a nível europeu no futuro”.

Esta quinta-feira, está também prevista uma reunião do Grupo de Coordenação da Gás da UE.

As reuniões destes dois órgãos têm como intuito abordar uma eventual escassez de combustíveis, nomeadamente no que toca ao gasóleo e combustível de aviação, devido à incerteza relativa à circulação marítima no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito consumido a nível mundial.

Lusa

Trump diz que Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo

O Presidente norte-americano afirmou hoje que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.

“Eles [Líbano] não foram incluídos no acordo”, disse Donald Trump, argumentando que esta frente do conflito no Médio Oriente não está abrangida no cessar-fogo devido ao movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, em declarações no programa “News Hour” da emissora pública de rádio norte-americana PBS, citadas pelas agências internacionais.

Questionado sobre se concordava que Israel continuasse os seus ataques ao Líbano, Trump respondeu que se trata de um "conflito à parte".

Lusa

Irão suspende tráfego em Ormuz após ataques de Israel no Líbano

O Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, segundo a comunicação social iraniana, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

"A passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi interrompida após os ataques de Israel ao Líbano", informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Como parte da trégua no conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.

O Governo israelita anunciou que concordou com o cessar-fogo, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

Israel lançou hoje fortes bombardeamentos contra a capital libanesa, que fizeram dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo as autoridades locais.

Lusa

Enviado de Guterres chega a Teerão no primeiro dia de cessar-fogo

O enviado do secretário-geral da ONU para o conflito no Médio Oriente chegou hoje a Teerão para reuniões com representantes iranianos, no primeiro dia de um cessar-fogo que interrompeu mais de um mês de guerra na região do Golfo.

De acordo com um comunicado da ONU, Jean Arnault deslocou-se à República Islâmica a pedido do secretário-geral, António Guterres, para "apoiar os esforços diplomáticos e promover um acordo para pôr fim às hostilidades”, desencadeadas pela ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro, e que se alastraram a outros países da região.

Durante a visita, o enviado de Guterres vai reunir-se com dirigentes iranianos para "ouvir a sua posição sobre a situação e conhecer a sua perspetiva sobre o caminho a seguir", indicou o comunicado.

Arnault elogiou o acordo alcançado na terça-feira à noite, com mediação do Paquistão e de outros países (Egito, Turquia e Arábia Saudita), que inclui um cessar-fogo de duas semanas, destinado a criar espaço para o avanço de negociações e que abre "uma janela para a diplomacia", segundo o comunicado da organização internacional.

O enviado das Nações Undas expressou confiança de que os líderes da região vão optar pelo diálogo e pela proteção dos civis e afirmou que, durante a sua deslocação, pretende reiterar o compromisso de Guterres de "não poupar esforços para apoiar uma solução pacífica".

No final de março, o secretário-geral nomeou o diplomata francês, que trabalha em processos de paz há mais de três décadas, como seu enviado no âmbito dos esforços da organização para pôr fim ao conflito.

António Guterres saudou o anúncio do cessar-fogo na noite de terça-feira e instou as partes em conflito a "cumprirem as suas obrigações" perante o direito internacional.

O dirigente da ONU agradeceu ainda ao Paquistão e a outros países pelos seus esforços na promoção desta trégua, anunciada perto do fim do prazo dado ao Irão pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para levantar o seu bloqueio à navegação comercial no Estreito de Ormuz sob ameaça de apagar “uma civilização inteira”.

Lusa

Primeiro-ministro do Paquistão pede moderação após relatos de violações do cessar-fogo

O primeiro-minisrro do Paquistão pedou hoje moderação após informações de violações do cessar-fogo anuncado esta madrugada entre os EUA e o Irão.

“Exorto, de forma séria e sincera, todas as partes a exercerem moderação e a respeitarem o cessar-fogo de duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica do conflito”, escreveu Shehbaz Sharif numa publicação na plataforma social X.

O governante salientou que a violação do cessar-fogo em alguns locais da zona de conflit "mina o espírito do processo de paz".

Emirados dizem ter sido alvo de 17 mísseis e 35 drones iranianos desde cessar-fogo

Os Emirados Árabes Unidos (EAU), que reportaram hoje novos ataques do Irão, declararam ter sido alvo de 17 mísseis e 35 drones, apesar do anúncio de um cessar-fogo na guerra do Médio Oriente.

Desde que entrou em vigor, “17 mísseis balísticos e 35 drones foram detetados e neutralizados com êxito pelas defesas aéreas”, declarou o Ministério da Defesa dos EAU na rede social X.

O Irão tinha anteriormente afirmado que lançou ataques contra o Kuwait e os EAU em retaliação a ataques aéreos às suas instalações petrolíferas, que se seguiram ao anúncio pelos Estados Unidos de uma trégua no conflito.

Lusa

Rangel apela a respeito por cessar-fogo e pede a Israel que pare de atacar Líbano

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português defendeu hoje ser fundamental que todos os envolvidos no cessar-fogo da guerra no Irão cumpram a suspensão dos ataques e pediu a Israel que cesse as hostilidades no Líbano.

“É preciso uma grande disciplina na observância do acordo de cessar-fogo”, afirmou Paulo Rangel, numa conferência de imprensa realizada em conjunto com o ministro do Comércio da Turquia, Omer Bolat, com quem assinou hoje em Lisboa um protocolo.

Garantindo ter “grande esperança” que o cessar-fogo traga uma “paz duradoura” ao Médio Oriente e permita “a liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz, Paulo Rangel admitiu que, para que isso aconteça, “é preciso tempo” para negociar.

”Estamos muito esperançosos que este seja um primeiro passo” para a paz, até porque o conflito de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão – e que, entretanto, se alastrou a vários países do Médio Oriente – “não tem impacto só na região. Os seus efeitos são sentidos em todo o mundo”, referiu o chefe da diplomacia portuguesa.

Face à necessidade de estabilidade na região, o ministro dos Negócios Estrangeiros reconheceu ser preciso que Israel também pare de atacar o Líbano.

“Apelo a Israel para que cesse as hostilidades”, disse Rangel.

“Compreendo as questões de segurança em causa”, face aos ataques do grupo xiita libanês pró-Irão Hezbollah a Israel, mas “é preciso dar um reforço ao Governo libanês e à sua coragem”, acrescentou.

Lusa

Plano de dez pontos apresentado pelo Irão deverá servir de base às negociações

O plano de paz proposto pelo Irão contempla dez pontos, que não foi oficialmente divulgado, deverá servir de base às negociações entre iranianos e norte-americanos previstas para sexta-feira em Islamabad.

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Petrolíferas em queda após acordo de cessar-fogo, Galp cai quase 8%

As principais petrolíferas têm estado a registar hoje quedas acentuadas em bolsa, incluindo a Galp em Lisboa, após o Presidente norte-americano ter suspendido os ataques contra o Irão, num cessar-fogo que prevê a abertura do estreito de Ormuz.

A portuguesa Galp estava, cerca das 14:40, a cair 7,84%, num ‘ranking’ do setor liderado pela norueguesa Equinor (-13%).

Lá fora, destacam-se ainda a Vår Energi (-12%), a Repsol (-12%) e a Eni (-11%).

Com quebras abaixo de 10% surgem a BP (-9,9%), OMV (-9,4%), Shell (8%) e a TotalEnergies (7,4%).

Lusa

Bolsa de Nova Iorque negocia em alta na abertura com cessar-fogo entre EUA e Irão

A bolsa em Wall Street negociava hoje em alta no início da sessão após os EUA e o Irão terem acordado um acordo de cessar-fogo de duas semanas e a reabertura do estreito de Ormuz.

Pelas 14h45 (hora de Lisboa), o industrial Dow Jones subia 2,82% para 47.896,86 pontos, e o tecnológico Nasdaq avançava 2,96% para 22.670,46 pontos.

O agregado S&P 500 ganhava 2,57% para 6.787,10 pontos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz “viável”.

Na madrugada de hoje o preço do West Texas Intermediate (WTI), referência americana do petróleo bruto, descia 15,40% para 95,55 dólares.

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, descia 15,03%, para 92,85 dólares. Ambos caíam abaixo da barreira simbólica dos 100 dólares, num mercado aliviado pela pelo cessar-fogo no Irão e do desimpedimento do Estreito de Ormuz.

Lusa

Enviado especial da ONU chegou esta quarta-feira ao Irão

Horas depois de ter sido anunciado um acordo de cessar-fogo, Jean Arnault, enviado pessoal do secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou ao Irão, noticiou esta quarta-feira a Associated Press (AP).

Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres, já tinha afirmado que Arnault estava a visitar os países da região "para apoiar todos os esforços destinados a alcançar uma solução abrangente e duradoura para o conflito” no Médio Oriente.

O enviado das Nações Unidas tem agendadas reuniões com as autoridades iranianas para “ouvir a sua perspectiva sobre o caminho a seguir” após ter sido alcançado um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerão.

Seguro deseja que cessar-fogo de 2 semanas seja caminho para paz sólida e duradoura

O Presidente da República, António José Seguro, disse hoje estar “muito satisfeito” com o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irão, desejando que seja um “caminho para uma paz sólida e duradoura”.

“Eu diria que ontem foi uma grande terça-feira, pelas razões todas que neste momento estamos aqui a abordar e a falar, e precisamos de dias como estes, de dias de alento e dias de esperança. Fiquei muito satisfeito com o cessar-fogo e formulo um desejo, que este cessar-fogo seja mais do que isso, que seja um caminho para uma paz sólida e para uma paz duradoura”, respondeu aos jornalistas António José Seguro durante uma visita a Penela, Coimbra, no terceiro dia da sua primeira Presidência Aberta.

Para o chefe de Estado, “as guerras não são solução, não resolvem os conflitos, agravam-nos”. 

“E é precisamente a diplomacia e o diálogo que encontra soluções para que as pessoas possam viver em paz. E nós precisamos viver em paz. Chega de más notícias”, apelou.

Lusa

Estreito de Ormuz "está aberto", diz Pete Hegseth

O secretário de Defesa dos EUA afirmou que o estreito de Ormuz "está aberto", na sequência do acordo alcançado para um cessar-fogo de duas semanas.

"O que foi acordado, o que foi declarado, é que o estreito está aberto", afirmou Pete Hegseth na conferência de imprensa do Pentágono.

Acrescentou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão a monitorizar a situação na estratégica rota marítima.

Entretanto a Reuters, que cita a imprensa estatal iraniana, noticiou que um navio atravessou o Estreito de Ormuz, sendo a primeira embarcação a fazê-lo após ter sido anunciado o acordo para um cessar-fogo.

EUA "pronto" para retomar operações de combate "com a mesma rapidez e precisão" caso seja necessário

O presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, afirmou que o país está pronto a retomar as operações de combate, caso seja necessário.

"Um cessar-fogo é uma pausa, e a força conjunta permanece pronta", caso receba ordens, "para retomar as operações de combate com a mesma rapidez e precisão" demonstrada "nos últimos 38 dias", disse Dan Caine. "Esperamos que isso não aconteça", acrescentou.

O responsável militar enumerou várias conquistas dos EUA, dando conta que mais de 13 mil alvos foram atingidos no Irão. Disse ainda que mais de 450 instalações de mísseis balísticos iranianas e 80% do total das suas instalações de mísseis foram destruídas. Quase 80% da base industrial nuclear do Irão atingida, foi ainda referido.

Secretário da Defesa dos EUA diz que Irão "implorou" por um cessar-fogo

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou esta quarta-feira os EUA alcançaram uma "vitória militar decisiva" na operação Fúria Épica, lançada a 28 de fevereiro contra o Irão.

Em conferência de imprensa, Hegseth referiu-se ao acordo para um cessar-fogo de duas semanas entre os dois países como sendo "uma hipótese de paz verdadeira".

É "um grande dia para a paz mundial", disse Hegseth, tendo afirmado que o Irão "implorou" pelo cessar-fogo", anunciado por Donald Trump.

O secretário de Defesa enumerou vitórias dos EUA nesta operação militar, referindo, por exemplo, que a força aérea iraniana foi "dizimada", assim como a marinha e que as fábricas de mísseis foram "arrasadas". Pete Hegseth considerou que os Estados Unidos conseguiram atingir os objetivos desta ofensiva militar.

"O presidente Trump tinha o poder de paralisar toda a economia do Irão em poucos minutos, mas optou pela misericórdia", acrescentou o secretário da Defesa.

Trump ameaça países que forneçam "armas militares ao Irão" com tarifas de 50%

Donald Trump recorreu novamente às redes sociais para deixar uma ameaça aos países que forneçam "armas militares ao Irão"

"Um país que forneça armas militares ao Irão será imediatamente sujeito a uma tarifa de 50% sobre todos e quaisquer bens vendidos aos Estados Unidos, com efeito imediato", lê-se na mensagem publicada na Truth Social.

O presidente dos EUA diz que "não haverá exclusões nem isenções".

Teerão ataca Kuwait e Emirados após ofensiva contra postos petrolíferos

O Irão lançou hoje ataques com mísseis e drones contra o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, horas depois de um bombardeamento às suas instalações petrolíferas, já após o anúncio de um cessar-fogo pelos Estados Unidos.

Segundo a televisão estatal iraniana, os ataques ocorreram após uma ofensiva contra infraestruturas energéticas na ilha de Lavan, no sul do país.

A emissora informou que tanto o Kuwait como os Emirados Árabes Unidos confirmaram ter sido alvo de ataques iranianos, sem adiantar, para já, informações sobre vítimas ou danos materiais.

A Companhia Nacional de Refino e Distribuição de Petróleo do Irão afirmou que a refinaria de Lavan foi atingida “num ataque cobarde”.

Os desenvolvimentos surgem num contexto de elevada tensão regional, apesar do anúncio de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos, cuja implementação permanece incerta no terreno.

Lusa

Trump diz que EUA vão trabalhar em "estreita colaboração com o Irão"

O presidente norte-americano voltou a publicar nas redes sociais, após ter anunciado acordo de duas semanas com o Irão, para informar que os Estados Unidos vão "trabalhar em estreita colaboração" com Teerão. Adiantou ainda que vão discutir "o alívio das tarifas e sanções" ao Irão.

"Os Estados Unidos trabalharão em estreita colaboração com o Irão, que, segundo a nossa avaliação, passou por uma transição de regime muito produtiva!", começa por afirmar Donald Trump na Truth Social.

Trump assegura que "não haverá enriquecimento de urânio" e que "os Estados Unidos, em conjunto com o Irão, desenterrarão e removerão toda a 'poeira' nuclear profundamente enterrada (pelos bombardeiros B-2)". "Está, e sempre esteve, sob apertada vigilância por satélite (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque", diz.

"Estamos, e continuaremos, a negociar o alívio das tarifas e as sanções com o Irão. Muitos dos 15 pontos já foram acordados", indica Trump.

Vance considera o cessar-fogo uma "trégua frágil"

Na Hungria, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que existiram reações diferentes por parte do Irão ao acordo de cessar fogo. Disse que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano respondeu favoravelmente ao acordo, mas outros elementos do regime estavam a “mentir” sobre o que os EUA tinham conquistado militarmente e sobre os contornos do cessar-fogo, noticia a CNN.

"É por isso que digo que se trata de uma trégua frágil", considerou Vance. "Há pessoas que querem claramente sentar-se à mesa de negociações e trabalhar connosco para chegar a um bom acordo e, por outro lado, há pessoas que estão a mentir até sobre a frágil trégua que já conseguimos estabelecer", afirmou.

O vice-presidente norte-americano disse acreditar num acordo, mas só "se os iranianos estiverem dispostos, de boa-fé, a trabalhar" com os EUA, referindo que o presidente Donald Trump "está impaciente" para ver progressos nestes esforços diplomáticos.

Papa saúda acordo e defende que só com o regresso das negociações é possível "alcançar o fim da guerra"  

O Papa Leão XIV recebeu com "satisfação" a notícia de que um acordo de cessar-fogo foi alcançado entre os Estados Unidos e Irão.

"Só através do regresso às negociações é que se poderá alcançar o fim da guerra", afirmou o Santo Padre, citado pela Reuters.

Leão XIV apela para que este "período de delicado trabalho diplomático possa ser acompanhado com a oração, na esperança de que a abertura ao diálogo possa tornar-se o meio para resolver outras situações de conflito em todo o mundo".

Zelensky diz que cessar-fogo é a decisão correta e diz que Ucrânia está pronta a retribuir se Rússia cessar ataques

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou esta quarta-feira, 8 de abril, o acordo de cessar-fogo alcançado na guerra com o Irão e reafirmou que a Ucrânia está está pronta a retribuir se Rússia cessar ataques.

“Um cessar-fogo é a decisão correta que leva ao fim da guerra. Preserva vidas, impede a destruição de cidades e aldeias, permite que as centrais elétricas e todas as infraestruturas operem normalmente e, assim, proporciona o tempo e as condições necessárias para que a diplomacia dê frutos”, começou por dizer numa publicação nas redes sociais.

“A Ucrânia sempre defendeu um cessar-fogo na guerra que a Rússia trava aqui na Europa contra o nosso Estado e o nosso povo, e apoiamos a desescalada no Médio Oriente e na região do Golfo, o que abre caminho à acção diplomática. A Ucrânia repete mais uma vez à Rússia: estamos prontos a retribuir se os russos cessarem os seus ataques”, acrescentou Zelensky, considerando que “é evidente para todos que um cessar-fogo pode criar as condições adequadas para se chegar a acordos”.

Presidente do Irão diz que cessar-fogo foi alcançado com base na "aceitação dos princípios gerais" de Teerão

Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo foi alcançado com base na "aceitação dos princípios gerais desejados" por Teerão.

"O cessar-fogo, com a aceitação dos princípios gerais desejados pelo Irão, foi fruto do sangue do nosso líder mártir, o grande Khamenei, e o resultado da participação de todo o povo", lê-se na mensagem que o chefe de Estado publicou nas redes sociais. "A partir de hoje, continuaremos a permanecer unidos, seja no campo da diplomacia, na defesa, nas ruas ou no serviço público", acrescenta.

EUA e Irão devem respeitar cessar-fogo para que ser alcançada "paz duradoura e abrangente na região”, diz Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, congratulou-se hoje com o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irão, pedindo respeito pelos termos definidos e sublinhando a necessidade de se preparar uma paz duradoura.

Guterres “exorta todas as partes envolvidas no atual conflito no Médio Oriente a cumprirem as suas obrigações perante o direito internacional”, afirmou o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em comunicado hoje divulgado.

De acordo com a mesma fonte, o secretário-geral da ONU defendeu a necessidade de ambos os países “respeitarem os termos do cessar-fogo, a fim de preparar o caminho para uma paz duradoura e abrangente na região”.

O responsável das Nações Unidas lembrou ainda que é urgente pôr fim às hostilidades “para proteger vidas civis e aliviar o sofrimento humano” e agradeceu os esforços do Paquistão e de outros países envolvidos na facilitação do cessar-fogo.

O enviado pessoal do secretário-geral para liderar os esforços da ONU no conflito, o diplomata francês Jean Arnault, está atualmente no Médio Oriente para “apoiar os trabalhos em prol de uma paz duradoura”, concluiu o comunicado.

DN/Lusa

PM britânico diz que cessar-fogo "trará um momento de alívio". Starmer desloca-se hoje ao Médio Oriente

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, saudou o cessar-fogo ao referir que "trará um momento de alívio para a região e para o mundo".

“Juntamente com os nossos parceiros, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar e manter este cessar-fogo, transformá-lo num acordo duradouro e reabrir o estreito de Ormuz”, afirmou Starmer, citado pela imprensa britânica.

O chefe de Governo desloca-se esta quarta-feira ao Médio Oriente, onde tem agendadas reuniões bilaterais com "parceiros do Golfo" e "líderes regionais". Keir Starmer também irá encontrar-se com os militares da Força Aérea Real Britânica (RAF).

Agência marítima da ONU prepara mecanismo para garantir segurança no estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança marítima, afirmou hoje estar a trabalhar num mecanismo para garantir a segurança na passagem pelo estreito de Ormuz, praticamente paralisado desde o início da guerra no Médio Oriente.

“Já estou a trabalhar com as partes envolvidas na implementação de um mecanismo adequado para garantir a segurança do trânsito dos navios pelo estreito de Ormuz”, afirmou o secretário-geral da OMI numa declaração transmitida à AFP.

“A prioridade, agora, é assegurar uma evacuação que garanta a segurança da navegação”, acrescentou Arsenio Dominguez.

Lusa

Egito pede a Israel que pare com os ataques contra o Líbano

Após o acordo para um cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irão, o Egito apelou a Israel para que termine imediatamente com os ataques ao Líbano, de acordo com a Associated Press.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio afirmou, em comunicado, que "a situação no Líbano continua crítica".

Chanceler alemão pede "fim definitivo” da guerra após cessar-fogo temporário

O chanceler alemão, Friedrich Merz, saudou hoje o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, apelando a que se negoceie nos próximos dias "o fim definitivo" da guerra.

O líder do Governo alemão agradeceu ao Paquistão o papel de mediação no acordo e considerou que o objetivo deve ser agora negociar um fim definitivo da guerra nos próximos dias.

Para o chanceler alemão, uma negociação diplomática irá servir a segurança da população civil iraniana e a estabilidade no Médio Oriente, além de contribuir para evitar "uma crise energética mundial".

Ao mesmo tempo, o Executivo alemão, segundo Merz, "apoia os esforços diplomáticos", e irá manter contacto próximo com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais, além de continuar disponível para contribuir "de forma adequada" para a livre navegação no Estreito de Ormuz.

Lusa

Hezbollah suspende ataques a Israel

O Hezbollah suspendeu os ataques contra Israel na madrugada desta quarta-feira, como consequência do acordo para um cessar-fogo, noticiou a Reuters, que cita três fontes libanesas próximas do grupo apoiado pelo regime de Teerão.

De referir quer o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA não incluiria o Líbano.

Turquia pede respeito por cessar-fogo, Egito elogia EUA pela opção diplomática

A Turquia pediu hoje a "todas as partes" para "respeitarem o acordo alcançado", após anúncio de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos, cuja postura foi saudada também pelo Egito por Washington “dar uma oportunidade à diplomacia”.

"Insistimos que o cessar-fogo temporário deve ser totalmente executado no terreno e esperamos que todas as partes respeitem o acordo alcançado", lê-se em comunicado do ministério do ministério dos Negócios Estrangeiros turco.

Também em comunicado, o congénere egípcio, Badr Abdelatty, "expressou seu profundo apreço pela importante iniciativa americana de dar uma oportunidade à diplomacia e iniciar um processo sério de negociações”, numa conversa telefónica com o enviado norte-americano americano Steve Witkoff.

Lusa

Sánchez fala em "boas notícias" mas diz que Espanha "não vai aplaudir aqueles que incendeiam o mundo" 

O primeiro-ministro espanhol falou em "boas notícias" ao reagir ao acordo alcançado entre EUA e Irão, mas não se esquece das consequências deste conflito no Médio Oriente.

O "alívio momentâneo não nos pode fazer esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas", refere Pedro Sánchez numa mensagem partilhada nas redes sociais.

O chefe de governo diz mesmo que Espanha "não vai aplaudir aqueles que incendeiam o mundo". Para Sánchez, é necessário agora "diplomacia, direito internacional e paz".

Bolsas europeias em forte alta animadas com trégua da guerra no Médio Oriente

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte alta, depois de alcançado um acordo de cessar-fogo de 15 dias entre Washington e Teerão, período durante o qual o estreito de Ormuz será reaberto e as partes continuarão a negociar.

Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 3,62%, para 611,95 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfuer avançavam 2,51%, 4,36% e 4,82%, bem como as de Madrid e Milão que valorizavam 3,30% e 3,66%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,83%, para 9.444,50 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.

O euro também subia, 0,86% para 1,1695 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1595 dólares na terça-feira.

Lusa

Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”
Preços do gás e do petróleo na Europa a cair após acordo de cessar-fogo no Médio Oriente

França pediu que as negociações incluam o Líbano

O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou hoje o anúncio de um cessar-fogo no Irão como "uma notícia muito boa", apelando a negociações com Teerão sobre questões de segurança e solicitando que o Líbano seja incluído.

"O nosso desejo é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano" a longo prazo, declarou Macron.

O chefe de Estado, no início de uma reunião do Conselho de Defesa, em Paris, sublinhou ainda que o cessar-fogo deve ser plenamente respeitado em toda a região do Médio Oriente.

Macron acrescentou que devem ser realizadas negociações, "como a França tem vindo a defender desde 2018", no sentido de uma solução duradoura para as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas com o Irão.

Lusa

Iraque reabre o seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra

O Iraque anunciou hoje a reabertura do seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, pouco depois de Washington e Teerão terem anunciado um cessar-fogo de duas semanas.

"A Autoridade de Aviação Civil anuncia a reabertura do espaço aéreo iraquiano ao tráfego (…) a partir de hoje, após a estabilização da situação e o regresso às condições normais", afirmou este departamento governamental iraquiano em um comunicado.

Este serviço indicou ainda que "todos os voos civis estão autorizados a serem retomados (…) nos aeroportos do país".

Lusa

Costa satisfeito com cessar-fogo insta Washington e Teerão a procurarem “paz sustentável”

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou hoje o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente, pedindo que seja respeitado com vista a uma “paz sustentável” na região.

“Acolho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sustentável na região”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.

Reagindo ao anúncio da madrugada de hoje, o antigo primeiro-ministro português apontou que a União Europeia “está pronta para apoiar os esforços em curso e mantém-se em contacto próximo com os seus parceiros na região”.

Lusa

Portugal e UE saúdam acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão

Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”
"Um recuo à beira do abismo". Portugal e UE saúdam acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão

Trump fala em "grande dia para a paz mundial" e anuncia uma "Idade de Ouro do Médio Oriente"

Num post na sua rede Truth Social, Donald Trump garantiu que este foi "um grande dia para a paz mundial". Alegando que o Irão "já está farto", o presidente dos EUA explicou que os EUA irão "ajudar a resolver o congestionamento" no estreito de Ormuz e que "se vai ganhar muito dinheiro".

Na mesma declaração, acrescentou que os EUA vão "ficar por lá" para garantir que tudo corre bem e mostrou-se convencido que "esta poderá ser a Idade de Ouro do Médio Oriente".

Trump reivindica "vitória total" e diz acreditar que China ajudou a convencer Irão a negociar

Numa entrevista à AFP, o presidente dos EUA afirmou não haver dúvidas de que os EUA conseguiram "uma vitória total e completa" após terem chegado a acordo com o Irão para um cessar-fogo de duas semanas. "Ou eu não teria chegado a acordo", disse Donald Trump.

Quando questionado se voltaria às ameaças de destruir as centrais elétricas civis e as pontes do Irão caso o acordo fracassasse, limitou-se a dizer: "Vão ter de esperar para ver."

Questionado se a China esteve envolvida em convencer o seu aliado Irão a negociar um cessar-fogo, Trump respondeu: "Ouvi dizer que sim“. O presidente dos EUA tem uma visita a Pequim agendada para maio, tendo estado inicialmente prevista para finais de março.

Israel apoia cessar-fogo, mas garante que "não inclui o Líbano"

Num comunicado oficial, o governo israelita garante que "Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irão por duas semanas, desde que o Irão abra imediatamente o estreito e ponha termo a todos os ataques contra os EUA, Israel e os países da região." Mas esclarece que "o cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano."

O comunicado, assinado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, explica ainda que "Israel apoia igualmente os esforços dos EUA para garantir que o Irão deixe de representar uma ameaça nuclear, de mísseis e terrorista para a América, Israel, os vizinhos árabes do Irão e o mundo", acrescentando que "os EUA comunicaram a Israel que estão empenhados em alcançar estes objetivos, partilhados pelos EUA, por Israel e pelos aliados regionais de Israel, nas próximas negociações."

Caem mísseis iranianos sobre Israel após anúncio de cessar-fogo

Sistema de anti-mísseis de Telavive interceta mísseis com origem iraniana após anúncio de cessar-fogo, esta terça-feira à noite.

Já o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão emitira um comunicado dizendo que aceitava também o acordo, alegando até que o plano de 10 pontos do país enfatizava "questões fundamentais", tais como a "passagem regulada pelo Estreito de Ormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irão", quando mísseis iranianos caíam sobre Israel, obrigando a ativar os sistemas de defesa israelita.

Tecnicamente este ato poderá não ser considerado uma violação do cessar-fogo, uma vez que não é claro se este está já e vigor. Fonte da Casa Branca disse à CNN, no entanto, que "todas as operações militares no Irão" estão suspensas.

Israel compromete-se a não atacar o Irão durante o mesmo período

Fonte da Casa Branca revelou esta noite à CNN que o governo de Israel também acordou não atacar o Irão durante duas semanas.

Segundo esta fonte, enquanto as negociações referidas por Donald Trump durarem, as forças armadas israelitas não realizarão bombardeamentos sobre o território iraniano.

Trump anuncia acordo para "cessar-fogo" mediante a "reabertura do estreito de Ormuz"

O presidente dos EUA publicou esta noite de terça-feira, na sua rede social Truth Social, que foi possível chegar a um acordo bilateral de duas semanas.

No texto ao seu estilo, Trump afirma que o cessar-fogo terá um perído de duas semanas. Foi possível por existirem negociações avançadas para um "acordo definitivo relativo à paz a longo prazo com o Irão, e à paz no Médio Oriente", desde que a república islâmica assegue a "abertura completa imediata do Estreito de Ormuz".

"Recebemos uma proposta de dez pontos do Irão e acreditamos ser uma base viável para negociar", escreve ainda o presidente dos EUA.

Tal como era público, o Paquistão esteve a mediar a negociação entre os EUA e o Irão.

Esta manhã, também na sua rede social, Donald Trump tinha dado o ultimato ao Irão -- cujo prazo esgotava às 01h00 desta quarta-feira (hora de Lisboa) ameaçando "dizimar toda uma civilização" caso o Irão não acedesse às suas exigências.

Eis a tradução do texto na íntegra:

"Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais estes solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva enviada esta noite para o Irão, e sujeito à concordância da República Islâmica do Irão com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeamento e o ataque ao Irão por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO bilateral!

A razão para o fazer é que já atingimos e excedemos todos os objectivos militares, e estamos muito avançados num Acordo definitivo relativo à PAZ a longo prazo com o Irão, e à PAZ no Médio Oriente. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irão e acreditamos ser uma base viável para negociar. Quase todos os vários pontos de discórdia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consumado.

Em nome dos Estados Unidos da América, como Presidente, e representando também os países do Médio Oriente, é uma Honra ter este problema de longa data perto da resolução. Obrigado pela vossa atenção a este assunto!

Presidente DONALD J. TRUMP

Jornalista norte-americana raptada no Iraque foi libertada

A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que foi raptada a 31 de março em Bagdade, foi hoje libertada, confirmou um dirigente iraquiano com conhecimento direto da situação à agência noticiosa Associated Press.

Kittleson foi libertada esta tarde, oito dias depois do rapto, declarou a mesma fonte, que pediu anonimidade, tendo sido mantida em Bagdade, pela milícia iraquiana Kataib Hezbollah, e hoje libertada.

A própria milícia também comunicou a libertação, “em apreciação das posições patrióticas do primeiro-ministro que está de saída”, Mohammed Shia al-Sudani, na condição de que esta abandone solo iraquiano de imediato.

Segundo o Governo iraquiano, que em conjunto com os Estados Unidos apontou o dedo à milícia que hoje anunciou a libertação, sem confirmar ter sido a autora do rapto, foram utilizados dois carros no incidente.

Kittleson, de 49 anos, é jornalista ‘freelancer’ e tem trabalhado no Médio Oriente, em particular no Iraque e na Síria, nos últimos anos, tendo sido avisada, segundo o governo norte-americano, várias vezes desta possibilidade.

A milícia pró-iraniana Kataib Hezbollah integra as FMP, uma estrutura que opera sob o Governo iraquiano, mas que mantém fortes ligações ao Irão e é considerada uma das milícias mais poderosas do Iraque.

O Iraque concentra 10% dos 90 jornalistas desaparecidos em todo o mundo.

Antes do sequestro de Kittleson, dois jornalistas estrangeiros e sete iraquianos estavam desaparecidos, todos confirmados ou suspeitos de terem sido sequestrados.

O último jornalista norte-americano sequestrado foi Steven Sotloff, capturado na Síria em 2013 e assassinado em 2014, segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Em 2023, a investigadora russo-israelita Elizabeth Tsurkov foi sequestrada num café de Bagdad e mantida em cativeiro pela Kataib Hezbollah durante 903 dias, antes de ser libertada depois de um acordo negociado pelos Estados Unidos.

O sequestro de Kittleson ocorreu no contexto da atual guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, na qual várias milícias pró-iranianas integradas nas Forças de Mobilização Popular (FMP), como a Kataib Hezbollah, têm atacado com drones e foguetes posições militares e diplomáticas norte-americanas no Iraque, enquanto Washington respondeu com vagas de bombardeamentos contra posições da organização armada.

Lusa

Israel lamenta “danos colaterais” a uma sinagoga em ataque a Teerão

O exército de Israel lamentou hoje os “danos colaterais” causados a uma sinagoga em Teerão, na noite passada, uma vez que o ataque na capital iraniana visava um comandante do exército do Irão.

Questionado pela EFE quanto aos fortes danos na sinagoga Rafi Niya, próxima da Praça Palestina, em Teerão, o exército confessou que procura atacar o quartel-general de emergência Jatam al Anbiya, lamentando “os danos colaterais à sinagoga”.

“O ataque era dirigido a um alto comando militar das forças armadas do regime, não contra um lugar de culto”, reforçou Israel.

A sinagoga acabou em ruínas na capital de um país sobretudo islâmico, estimando-se em nove mil os judeus a viver no Irão.

O judaísmo é uma das religiões minoritárias reconhecidas no Irão, que possui uma pequena comunidade judaica, mas muitos daqueles crentes fugiram do país após a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime xiita conservador.

O Shargh descreve que o edifício de culto era "um dos locais de encontro e celebração mais importantes para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do país.

Ao 39.º dia da guerra iniciada em 28 de fevereiro, com a ofensiva militar conjunta israelo-americana, o conflito já causou mais de três mil mortos na região do golfo Pérsico.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países vizinhos e o bloqueio do estreito de Ormuz, entre os golfos de Omã e Pérsico e por onde passava um quinto dos petróleo e gás mundiais.

Com tal ação, os responsáveis de Teerão provocaram um aumento generalizado dos preços dos combustíveis, prevendo-se uma inflação de quase todos os produtos, a nível global.

Lusa

Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder

Primeiro-ministro paquistanês pede a Trump que prolongue o prazo por duas semanas

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, apelou às partes em conflito, através de uma publicação no Facebook, para que levem a cabo um cessar-fogo de duas semanas para "permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra".

Sharif pediu ainda ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estenda por duas semanas o prazo para chegar a acordo com o Irão e que Teerão reabra o Estreito de Ormuz durante esse período.

O Paquistão, juntamente com o Egipto, a Turquia e a Arábia Saudita, tem funcionado como mediador entre os países em guerra.

"Os esforços diplomáticos para uma solução pacífica da guerra em curso no Médio Oriente estão a progredir de forma constante, forte e eficaz, com potencial para conduzir a resultados substanciais num futuro próximo", escreveu Sharif.

Uma fonte regional citada pela CNN afirmou que "são esperadas boas notícias de ambos os lados em breve" e que as discussões foram conduzidas diretamente pelo chefe do exército paquistanês, o marechal de campo Asim Munir.

Entretanto, a Casa Branca já deu conta de que Trump foi informado sobre a proposta do primeiro-ministro paquistanês e prometeu uma resposta.

“O presidente foi informado sobre a proposta e uma resposta virá”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à CNN, em comunicado.

Planeadores militares discutiram formas de viabilizar Estreito de Ormuz

Planeadores militares de mais de 30 países debateram hoje as "medidas adequadas" que permitiriam tornar o Estreito de Ormuz "acessível e seguro" após um cessar-fogo no Médio Oriente, anunciou o Governo britânico.

O Reino Unido juntou estes representantes militares numa reunião realizada por videoconferência, na sequência de um encontro diplomático organizado na semana passada e que reuniu cerca de 40 países, incluindo Portugal.

"A conferência analisou as medidas adequadas que uma coligação internacional poderá tomar para tornar o Estreito de Ormuz acessível e seguro assim que as hostilidades terminem", declarou o Ministério da Defesa britânico num comunicado.

Lusa

Irão rejeita ameaças de Trump e lembra-lhe que sobreviveu a “séculos de delírios” de inimigos

As autoridades iranianas rejeitaram as ameaças hoje feitas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar o seu mais recente ultimato, lembrando-lhe pertencerem a “uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios” dos inimigos.

“O Irão não é um ‘incidente’ na história, mas a própria história. Uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios daqueles que lhe desejam mal”, escreveu Mohammad Reza Aref, conselheiro do Presidente iraniano, Massud Pezeshkian, numa mensagem nas redes sociais.

Aref sublinhou que o Irão “não se deixará influenciar pela retórica primitiva de Trump” e afirmou que responderá “às barbaridades do inimigo” defendendo os interesses nacionais e com confiança na “força” do povo iraniano.

O conselheiro de Pezeshkian respondeu assim à mais recente diatribe de Donald Trump, que ameaçou provocar a morte de “uma civilização inteira” esta noite, se o Irão não ceder às suas exigências, bombardeando as suas infraestruturas de produção de energia.

Lusa

AHRESP quer apoio direto aos custos de combustíveis

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou ao Governo medidas para fazer face ao impacto da crise energética, como um apoio aos custos dos combustíveis e uma linha de apoio às micro e pequenas empresas.

“A AHRESP propõe a implementação imediata da linha de apoio às micro e pequenas empresas, anunciada pelo Governo em fevereiro deste ano, mas com reforço da componente a fundo perdido, alargamento dos períodos de carência e maior rapidez no acesso, de forma a assegurar liquidez às empresas”, anunciou, em comunicado.

Por outro lado, quer um apoio direto aos custos com combustíveis, moratórias temporárias sobre financiamentos, impostos e contribuições à Segurança Social e a implementação de uma taxa intermediária de IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado aos refrigerantes e bebidas alcoólicas.

A AHRESP pede uma resposta “célere e eficaz do Governo” face à gravidade da situação e mostrou-se disponível para colaborar na definição e operacionalização destas medidas.

Lusa

Casa Branca nega planos para uso de armas nucleares

A presidência norte-americana (Casa Branca) negou hoje que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar “uma geração inteira”.

A posição foi clarificada depois de um discurso do vice-presidente norte-americano, JD Vance, em visita a Budapeste, Hungria, no qual referiu que Washington dispõe de “ferramentas” ainda não utilizadas no conflito.

“Nada do que o vice-presidente disse sugere” o recurso a armamento nuclear, explicou a Casa Branca numa mensagem divulgada nas redes sociais, rejeitando interpretações nesse sentido.

Vance tinha afirmado anteriormente que o Presidente norte-americano poderá recorrer a todos os meios disponíveis caso Teerão não altere o seu comportamento, sublinhando que os Estados Unidos ainda aguardam uma resposta iraniana.

“Estamos confiantes de que poderemos obter uma resposta dos iranianos, seja positiva ou negativa”, disse Vance, acrescentando que Washington pretende garantir a livre circulação de petróleo e gás e evitar o que classificou como “terrorismo económico”.

Lusa

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura do Estreito de Ormuz

A Rússia e a China vetaram hoje no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China.

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo Estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional” pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — bem como com a Jordânia.

Cordões humanos em várias cidades do Irão defendem pontes e centrais de ameaças de Trump

Milhares de pessoas formaram hoje cadeias humanas junto a centrais elétricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.

Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.

Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central elétrica do país, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.

Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central elétrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas elétricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.

Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoelétrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).

As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.

Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.

Estas ações fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem hoje cadeias humanas para “encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo”.

O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse hoje que “os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra”.

Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais elétricas e pontes na segunda-feira.

A concentração começou depois das ameaças de Trump de “desencadear o inferno” se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.

Lusa

Rangel diz que Governo tem razões para acreditar que uso da Base das Lajes está a ser respeitado

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o Governo português tem razões para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no seu esforço de guerra contra o Irão está a ser respeitado.

No parlamento, numa audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel referiu-se ao entendimento técnico sobre a utilização da base militar nos Açores e que prevê “a resposta a um ataque concreto e de acordo com o princípio da proporcionalidade e da necessidade e sem visar infraestruturas civis” no âmbito do conflito.

“Estas são as razões que Portugal pôs e temos razões para acreditar que foram respeitados”, declarou o chefe da diplomacia portuguesa, apontando uma “colaboração leal” por parte das autoridades de Washington.

Paulo Rangel partilhou dados sobre o movimento na Base das Lajes nas últimas semanas, que considera “ínfimo relativamente ao esforço de guerra” empenhado pelos Estados Unidos, Israel e também os países do Golfo que foram arrastados para o conflito.

Segundo o ministro, desde 15 de fevereiro, 13 dias antes do início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica, foram registadas 76 aterragens nas Lajes, “o que não é um número propriamente extraordinário”, e 25 sobrevoos no espaço aéreo português.

“O Governo fez questão de tratar este assunto com transparência”, reforçou Paulo Rangel, que desvalorizou por outro lado as recusas de parceiros da NATO sobre a utilização dos Estados Unidos das suas instalações militares, insistindo que Portugal acompanha todos os movimentos nas Lajes e mantém o diálogo com Washington.

“Recusas há sempre, mas não vamos pôr isso nos jornais”, observou.

Lusa

Qatar alerta para situação quase “fora de controlo” devido a ofensiva EUA-Israel ao Irão

O Qatar alertou hoje que a situação no Médio Oriente está quase “fora de controlo”, horas antes de expirar o ultimato de Washington ao Irão para aceitar as suas exigências para terminar a ofensiva realizada com Israel.

“Estamos perto do ponto em que a situação na região ficará fora de controlo”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Qatar, Majed al-Ansari, insistindo que o prolongamento das hostilidades não beneficia ninguém.

“Não há vencedores se esta guerra continuar”, argumentou numa conferência de imprensa, noticiou a estação de televisão Al-Jazeera.

O porta-voz do MNE do Qatar sublinhou que “os ataques às infraestruturas civis e energéticas por qualquer das partes não devem ser aceites”, ao mesmo tempo insistindo na importância de normalizar a situação no Estreito de Ormuz, perante as restrições impostas por Teerão à navegação, como parte da sua retaliação à ofensiva israelo-norte-americana iniciada a 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

“O Estreito de Ormuz é um estreito natural, não um canal, e todos os países da região têm o direito de o utilizar livremente”, sustentou Al-Ansari, referindo-se ao grave impacto que está a ter na economia mundial a atual situação da navegação nesta passagem, um dos principais pontos de estrangulamentos do comércio ao nível global.

O próprio Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, redobrou hoje as suas ameaças ao Irão, chegando a declarar que “toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais voltar”, referindo-se ao que acontecerá após o fim do seu mais recente ultimato.

“Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer. Quem sabe?”, observou.

Trump reiterou em várias ocasiões este ultimato a Teerão, exigindo ao Irão a reabertura do Estreito de Ormuz como uma das condições descritas por Teerão como “irracionais” e “excessivas”, por entre apelos internacionais para o diálogo para pôr fim à guerra e as advertências da Guarda Revolucionária sobre uma dura resposta se forem ultrapassadas “linhas vermelhas”.

Lusa

Presidente do BEI considera "indispensável" manter estabilidade financeira

A presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Nadia Calviño, considerou “indispensável” que os países da União Europeia (UE) mantenham a estabilidade financeira num contexto internacional “tão incerto” como o atual.

À margem de uma conferência na capital de Espanha, Madrid, Nadia Calviño foi questionada sobre o cumprimento das regras fiscais europeias num momento em que muitos países estão a aprovar planos para apoiar os cidadãos e as empresas devido à guerra no Irão.

Neste sentido, a responsável reconheceu que vê “uma grande unanimidade” entre os ministros das Finanças dos Estados-Membros da UE “para agir com prudência e calma”.

Além disso, salientou que é necessário “agir de forma coordenada”, porque o custo das medidas será menor e o impacto maior se se agir “de forma unânime e coordenando bem as respostas de política económica”.

Nadia Calviño insistiu que é “urgente” que a Europa reforce a sua autonomia estratégica no domínio da energia, uma vez que o conflito no Médio Oriente abre um novo cenário de custos energéticos mais elevados e de travagem do crescimento económico.

Na sua opinião, a escalada do conflito “representa um desafio significativo para a Europa e coloca em evidência a urgência da libertação da dependência excessiva dos combustíveis fósseis”, embora tenha reconhecido que “a Europa se encontra agora em melhor posição do que quando a guerra na Ucrânia eclodiu em 2022”.

Desta forma, a presidente do BEI salientou que o banco continuará a desempenhar “um papel fundamental, financiando metade dos projetos de infraestruturas energéticas”.

No que diz respeito ao domínio da segurança e da defesa, Nadia Calviño recordou que o BEI alcançou em 2025 um recorde de 100.000 milhões de euros de financiamento, um objetivo que se mantém para 2026, além de respostas “às prioridades definidas pelos 27 Estados-Membros”.

Durante a intervenção, a presidente do BEI reconheceu que a ordem mundial está a passar por “uma mudança profunda” e lamentou que haja pessoas que queiram transmitir a mensagem “negativa” de que a Europa é um continente velho e fraco, que não tem indústrias líderes e que não vai desempenhar um papel importante.

Essa ideia “não corresponde à realidade”, afirmou, uma vez que a Europa é “uma superpotência económica, democrática e tecnológica” com grandes empresas e ‘startups’, embora o grande desafio consista em angariar mais investimento para que as empresas possam crescer.

Sobre as tarifas aduaneiras implementadas pela administração norte-americana, a responsável afirmou ser necessário “muita calma” e “um espaço de paz”, valores que devem orientar a nova ordem mundial.

Lusa

EUA visaram alvos militares em ataques à ilha de Kharg. Aumenta preço do barril de petróleo

Os Estados Unidos lançaram ataques contra a ilha de Kharg, no Irão, que visaram alvos militares, de acordo com a informação de um funcionário da Casa Branca à Associated Press. Infraestruturas petrolíferas não terão sido atingidas.

Anteriormente, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que "o inimigo americano-sionista realizou vários ataques à ilha de Kharg (sudoeste) e várias explosões foram ouvidas". 

Antes da guerra, grande parte das exportações do crude iraniano passavam pela ilha de Kharg, estratégica para a economia de Teerão.

A notícia dos ataques à ilha iraniana levou o preço do barril de petróleo norte-americano West Texas Intermediate (WTI) a registar um aumento de cerca de 2%.

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EUA confiantes que iranianos vão responder dentro do prazo de Donald Trump

A administração norte-americana está confiante de que os líderes iranianos vão responder dentro do prazo estipulado pelo presidente Donald Trump, até à meia-noite de hoje, afirmou hoje o vice-presidente dos EUA, JD Vance, em Budapeste.

“Os iranianos não são os negociadores mais rápidos, mas estamos confiantes de que teremos uma resposta, positiva ou negativa, até às 8 da tarde [hora de Washington]”, afirmou o governante norte-americano, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a quem foi prestar apoio a cinco dias das eleições legislativas.  

“Espero que deem a resposta certa”, comentou, acrescentando que o objetivo é ter “um mundo onde o petróleo e o gás circulem livremente, onde as pessoas possam aquecer e arrefecer as suas casas e deslocar-se para o trabalho”.

Isso “não vai acontecer se os iranianos estiverem envolvidos em atos de terrorismo económico”, avisou.

Lusa

Trump: "Uma civilização inteira vai morrer esta noite" caso o Irão não aceite um acordo

O presidente norte-americano fez esta terça-feira uma nova ameaça ao Irão caso não seja alcançado um acordo. "Uma civilização inteira vai morrer esta noite", escreveu Donald Trump numa mensagem na rede social Truth Social.

"Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer".

"No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, quem sabe? Vamos descobrir esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do Mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte vão finalmente chegar ao fim. Deus abençoe o Grande Povo do Irão!", lê-se na mensagem.

Atualização. Um morto em tiroteio frente ao consulado israelita em Istambul 

Um morto e quatro feridos é o mais recente balanço do tiroteio que ocorreu perto do edifício do consulado israelita em Istambul, de acordo com as autoridades locais.

O governador de Istambul, Davut Gul, informou que dois agentes da polícia ficaram "ligeiramente feridos" na troca de tiros em frente à representação diplomática israelita.

Homens armados com espingardas chegaram ao local num carro, disse Davut Gul, dando conta que um dos autores do tiroteio foi morto e os outros dois atacantes ficaram feridos.

Anteriormente, foi noticiada a morte de três pessoas, informação entretanto atualizada pelo governador de Istambul.

Governo iraniano pede à população para formar "correntes humanas" junto a centrais elétricas

As autoridades iranianas apelaram hoje à população para participar em "correntes humanas" frente às instalações de energia do Irão, em resposta ao ultimato dos Estados Unidos.

Alireza Rahimi, vice-ministro do Desporto e da Juventude e secretário do Conselho Supremo da Juventude e da Adolescência do Irão, apelou aos jovens, "figuras culturais" e artistas a juntarem-se à iniciativa.

Através das redes sociais, o vice-ministro do Desporto acrescentou que a corrente humana começou às 14:00 (11:30 em Lisboa).

Donald Trump reiterou o ultimato a Teerão na segunda-feira, exigindo que o regime islâmico abra o Estreito de Ormuz.

Lusa

Guarda Revolucionária do Irão ameaça interromper o fornecimento de petróleo e gás "durante anos"

"A moderação acabou". A posição é da Guarda Revolucionária do Irão que ameaçou em interromper o fornecimento de petróleo e gás aos EUA e países aliados de Washington na região "durante anos" caso Donald Trump concretize a ameaça de atacar infraestruturas de energia e pontes.

A Guarda Revolucionária avisou, numa declaração citada pelos media iranianos, que "privará os EUA e os seus aliados do petróleo e gás da região "durante anos" se o presidente norte-americano, Donald Trump, cumprir a sua ameaça de atacar centrais elétricas e pontes caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

"Temos demonstrado grande contenção e tido em conta várias considerações na escolha dos alvos de retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram postas de lado", refere a Guarda Revolucionária do Irão, citada pela imprensa internacional.

De referir que o presidente norte-americano lançou um novo ultimato que termina esta noite caso o Irão não aceite um acordo que permita a reabertura do estreito de Ormuz.

Ilha de Kharg terá sido alvo de ataques

A ilha de Kharg terá sido alvo de ataques, noticia esta terça-feira a Sky News, que cita a agência de notícias iraniana Mehr.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram, entretanto, nas redes sociais que concluíram "uma onda de ataques" em diversas regiões do Irão contra "dezenas de instalações de infraestruturas" do "regime terrorista iraniano".

Recorde-se que a ilha de Kharg foi bombardeada a 13 de março pelos EUA, tendo sido atingidos 90 alvos militares, mas as infraestruturas energéticas foram poupadas, segundo Washington.

Antes da guerra no Irão, grande parte das exportações do crude iraniano passavam pela ilha de Kharg.

Tiroteio em frente ao consulado israelita em Istambul faz três mortos

Pelo menos três pessoas morreram num tiroteio em frente ao consulado israelita em Istambul, avançou esta terça-feira a Reuters, que cita os media turcos.

Dois agentes da polícia terão ficado feridos.

O ministro da Justiça turco informou que vai ser realizada uma investigação ao tiroteio que ocorreu perto do edifício que alberga a representação diplomática israelita em Istambul.

Embaixador do Irão apela à diplomacia para evitar "tragédia" no Médio Oriente

Quando está prestes a terminar o ultimato do presidente dos EUA, o embaixador do Irão no Kuwait, Mohammad Toutounji, apelou aos países do Golfo para encontrarem uma solução diplomática para o fim do conflito.

Recorde-se que Donald Trump ameaçou o Irão com ataques a infraestruturas civis, caso não seja alcançado um acordo para o fim da guerra.

"Esperamos que os países da região utilizem todas as suas capacidades diplomáticas e políticas para evitar que uma tragédia deste tipo se abata sobre a região", disse Mohammad Toutounji à AFP.

Crescente Vermelho iraniano diz que ataques aéreos israelitas e norte-americanos visaram 17 alvos civis

O Crescente Vermelho iraniano afirmou que ataques aéreos israelitas e norte-americanos visaram na manhã desta terça-feira 17 alvos civis no Irão.

"Não há justificação" para atacar "civis indefesos", refere esta organização humanitária numa nota divulgada nas redes sociais, onde enumera os alvos civis atingidos pela ofensiva militar dos EUA e Israel.

Ataque aéreo faz pelo menos 18 mortos na província iraniana de Alborz 

Pelo menos 18 pessoas morreram num ataque aéreo contra a província iraniana de Alborz, refere a Associated Press, que cita os media estatais do Irão.

Há ainda registo de 24 feridos.

Complexo petroquímico na Árabia Saudita atacado durante a madrugada

Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi alvo de ataques durante a madrugada, segundo o relato de uma testemunha à AFP.

"Um ataque provocou um incêndio nas instalações da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu para não identificada, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, uma empresa química saudita.

Quando contactada pela AFP, a empresa não quis prestar declarações.

Na zona de Jubail está localizada uma das maiores zonas industriais do mundo.

Até ao momento desconhecem-se detalhes sobre o ataque contra a Arábia Saudita.

Entretanto, várias explosões foram sentidas hoje na capital do Irão testemunhou um jornalista da AFP no norte de Teerão. 

Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reclamaram o bombardeamento de um complexo petroquímico em Shiraz (sul do Irão) na segunda-feira, além do ataque ao complexo de Pars Sur (que alberga as maiores reservas de gás natural do mundo).

Lusa

Líder supremo do Irão estará "inconsciente" e "incapaz" de liderar país

O novo líder supremo do Irão estará "inconsciente" e a receber tratamento na cidade de Qom, avança esta terça-feira o The Times, com base na informação que consta de um relatório dos serviços de informação norte-americanos e israelitas.

“Mojtaba Khamenei está a ser tratado em Qom em estado grave, incapaz de participar de qualquer tomada de decisão do regime”, diz o documento, que foi partilhado com países aliados dos EUA e Israel no Golfo, revelando, pela primeira vez, a localização do líder supremo iraniano, desde o início do conflito.

É na cidade de Qom que vão decorrer as cerimónias fúnebres do antigo líder supremo, Ali Khamenei.

A cerca de 140 km a sul de Teerão, a cidade de Qom é considerada sagrada pelos xiitas.

Ataque aéreo destrói sinagoga em Teerão

Um novo ataque aéreo, alegadamente por parte das forças armadas norte-americanas ou israelitas, destruiu hoje uma sinagoga na capital da República Islâmica, Teerão, segundo a agência de notícias Mehr e o jornal Shargh.

"Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (...) foi completamente destruída nos ataques desta manhã", lê-se naqueles órgãos de Comunicação Social iranianos.

O judaísmo é uma das religiões minoritárias reconhecidas no Irão, que possui uma pequena comunidade judaica, mas muitos daqueles crentes fugiram do país após a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime xiita conservador.

O Shargh descreve que o edifício de culto era "um dos locais de encontro e celebração mais importantes para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do país.

Lusa

Agência Internacional de Energia prevê aceleração das energias renováveis

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, considera que a crise energética ligada à guerra no Irão, deverá acelerar o desenvolvimento das energias renováveis, nucleares e dos veículos elétricos, segundo uma entrevista hoje publicada.

Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro.

"Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se".

"É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.

Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.

Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".

Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude".

"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".

O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada.

"Se o estreito [de Ormuz] permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou.

"Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".

Lusa

Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”
Guerra fez o mercado acionista global cair 6,6% em março, mas Lisboa resiste ao pessimismo

Embaixador do Irão no Paquistão disse que negociações estão numa fase delicada

O embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabade no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".

O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.

O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".

O diplomata não forneceu mais detalhes sobre os contactos. 

A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.

Lusa

Exército israelita avisa iranianos a não viajarem hoje de comboio

 O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio até às 17:30 TMG, numa mensagem publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão", escreveu o exército israelita em persa na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

Lusa

Exército iraniano ignora “retórica grosseira e arrogante" de Trump e mantém operações

O exército iraniano rejeitou a "retórica grosseira e arrogante" do presidente norte-americano, Donald Trump, garantindo que esta "não tem qualquer efeito" nas suas operações. 

Após Trump ameaçar que forças norte-americanas poderão destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e as centrais elétricas do Irão, o porta-voz do comando das forças armadas iranianas, Khatam Al-Anbiya, afirmou que "a retórica grosseira e arrogante, bem como as ameaças infundadas do presidente norte-americano perturbado, que se encontra num impasse e justifica as sucessivas derrotas do exército norte-americano, não têm qualquer efeito sobre a prossecução da ofensiva e das operações esmagadoras” que afirma ter em curso. 

As declarações foram feitas na noite de segunda-feira à rádio e televisão estatais iranianas, após uma conferência de imprensa de Trump em Washington. 

O presidente norte-americano fez ao Irão um ultimato para chegar a um acordo de cessar-fogo até hoje às 20:00 de Washington (01:00 de quarta-feira em Portugal continental). 

A destruição de pontes e centrais elétricas "será feita no espaço de quatro horas — se assim o quisermos", acrescentou Trump numa conferência de imprensa na Casa Branca, centrada no resgate de um piloto norte-americano no Irão no passado fim de semana. 

"Temos um plano, graças ao poder das nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irão sejam destruídas até à meia-noite de amanhã (terça-feira), que todas as centrais elétricas do Irão fiquem fora de serviço (...) e nunca mais possam ser utilizadas”, afirmou Trump. 

"O Irão na sua totalidade poderia ser destruído numa única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, ameaçou Donald Trump.  

Trump classificou hoje como um "passo muito significativo" a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão apresentada por países mediadores, embora insista que ainda é insuficiente.  

"Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo", afirmou Trump à margem de uma cerimónia de Páscoa na Casa Branca, em Washington. 

Lusa

Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”
Irão rejeita cessar-fogo horas antes de expirar ultimato de Trump

Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes. 

A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e “encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". 

O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. 

O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas” contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. 

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. 

A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. 

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. 

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. 

A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. 

Lusa

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