Líder da oposição María Corina Machado está de regresso à Venezuela
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, regressou ao país após quase um ano de ausência, adiantou este domingo a Nobel da Paz de 2025 nas redes sociais.
“Estou aqui. Com todos vós”, escreveu Machado, tendo a sua equipa divulgado imagens suas no Santuário da Divina Pastora, em Barquisimeto, a capital do estado de Lara.
A chegada da opositora ao país já tinha sido confirmada também por Edmundo González Urrutia, o candidato que aceitou substituir a líder opositora nas presidenciais de 28 de julho de 2024, após Machado ter sido desqualificada pelas autoridades e impossibilitada de exercer cargos públicos durante 15 anos. “Venezuela! É com grande emoção que vos anuncio que a nossa líder, a minha querida Maria Corina, está em território venezuelano. Hoje é um dia muito importante para os venezuelanos. A nossa voz soberana regressa com ela para liderar e orientar este processo!”, anunciou na X.
Exilado em Espanha, González Urrutia afirmou ainda que estará em breve também de regresso ao país. "Muito em breve estarei convosco e com ela para que o nosso país avance verdadeiramente rumo à liberdade. Como sabem, isto vai até ao fim”, concluiu.
Donald Trump foi questionado este domingo sobre o regresso de María Corina Machado à Venezuela, com o presidente norte-americano a dizer que não sabia de nada e sugerindo que os Estados Unidos apoiam a atual presidente interina, Delcy Rodríguez. “É uma mulher muito simpática”, disse, referindo-se a Machado. “Mas estamos muito bem na Venezuela.”
Numa entrevista à Fox News, também no domingo, Trump garantiu que os EUA têm “controlo total da Venezuela” e que estão a "a ser muito justos”. “Mas estamos a retirar milhões de barris de petróleo por semana”, acrescentou.
Maria Corina Machado regressou à Venezuela após quase um ano fora do país, depois de ter saído clandestinamente da Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Prémio Nobel da Paz, tendo superado, segundo as redes sociais locais, sete bloqueios aéreos e marítimos que a impediram de regressar.
O seu regresso tem lugar após centenas de venezuelanos se terem manifestado na quinta-feira, nas principais cidades do país, para exigir o seu regresso, a liberdade dos presos políticos e a marcação de eleições presidenciais.


