Farioli é campeão nacional, Marco Silva substituiu Mourinho
Farioli é campeão nacional, Marco Silva substituiu MourinhoD.R.

Benfica chega ao clássico transfigurado e com golo; FC Porto mantém solidez e mudou referência no ataque

Do onze de outubro de 2025, Marco Silva só deverá manter Dahl, Aursnes e Pavlidis, já os azuis e brancos têm em William Gomes e André Silva as novidades no ataque, ainda com dúvidas sobre Froholdt.
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Ditou o calendário que o FC Porto-Benfica surgisse na 7.ª jornada (domingo às 20h30) da I Liga, quase reeditando o período em que ocorreu em 2025/26. Duas semanas de diferença face ao jogo daquela 8.ª jornada em que o Benfica saiu com um ponto do Dragão (empate a zero) e a aspirar a lutar pelo campeonato.

É no visitante que muita coisa muda. Marco Silva comanda agora a equipa das águias e parece um cenário plausível apenas transitarem três jogadores do onze do ano passado. Na baliza, Trubin não é agora titular (apesar de ter jogado com o AC Milan), Dedić, António Silva e Otamenti saíram. Portanto, Samuel Soares, Bah ou Banjaqui, na direita, Tomás Aráujo e Lenglet no eixo, configuram novidades. Dahl deverá ser o único resistente na defesa, na lateral canhota.

No meio-campo, a aquisição de João Palhinha e até alguma poupança física do atleta nos últimos jogos, indicia a titularidade do médio internacional português, convocado agora por Jorge Jesus. Entre Aursnes e Leandro Barreiro (até podem jogar os dois se Marco Silva adotar um 4x3x3), o norueguês pode ser o segundo a transitar de 2025/26. Ríos foi emprestado e Barrenechea é opção suplente a Palhinha.

Na frente, Lukebakio jogou no Dragão pela direita e, apesar do golo ao AC Milan, a aposta deve recair em Rafa. Sudakov começou nesse clássico a partir da esquerda, lugar onde agora estão, inegociavelmente, Prestianni ou Schjelderup. Pavlidis será o avançado, em teoria o terceiro repetente desse onze.

No FC Porto, mantém-se o treinador Francesco Farioli, agora campeão nacional. Na defesa, espera-se um quinteto igual: Diogo Costa na baliza, Alberto Costa, Kiwior e Bednarek e a lesão de Zaidu encaminha Francisco Moura (que até começara a época como suplente) para repetir esse lugar no onze.

No meio-campo, Gabri Veiga é intocável, a principal mudança por opção técnica é a troca de Alan Varela, crucial em 2025/26, por Pablo Rosario. A grande dúvida continua a ser Froholdt, determinante na conquista do título, poupado nos últimos dois jogos após uma concussão cerebral. Tem estado afastado dos preparos, mas há, à data de hoje, esperança que possa ir a jogo.

Na frente, Pepê mantém-se e William Gomes foi titular nos oito jogos da equipa, ganhando, portanto, a vaga que era de Borja Sainz em 2025/26.

A grande mudança, esta devido a lesão, vê-se no avançado. Samu contraiu um problema no joelho que o arredou do final de época azul e branco e entrou o reforço André Silva para o posto, contribuindo com três golos na I Liga. Deve ser titular, apesar da ameaça de Santiago Giménez, recrutado por empréstimo ao AC Milan.

Os números de FC Porto e Benfica em comparação ao ano passado.
Os números de FC Porto e Benfica em comparação ao ano passado.D.R.

Pontos fortes

O FC Porto sagrou-se campeão defendendo com critério - apenas duas derrotas em 34 jogos e somente 18 golos encaixados durante a temporada. Em 2025/26, entrava no Clássico 100% vitorioso, com 19 golos em sete jogos, e sólido atrás, apenas com um tento concedido. O início desta temporada não viu grandes mudanças no estilo, ao sofrer, até aqui, apenas dois golos, nas últimas duas jornadas, marcando 15.

Já o Benfica, no ano passado vivia um arranque de temporada marcado pela saída de Bruno Lage e entrada de José Mourinho. Os encarnados estavam a quatro pontos da liderança, tinham 13 golos marcados e quatro sofridos.

Agora, o clube da Luz chega ao Estádio do Dragão com um empate no arranque do campeonato (em casa, frente ao Académico de Viseu), a dois pontos do líder FC Porto e com um arranque profícuo, com 42 golos, 21 deles no campeonato. Desde 1989/90 que não se via tal força ofensiva nos primeiros 13 jogos da época. Pavlidis tem especial destaque: marcou 14 golos, quase metade do que fez em cada uma das épocas pelos encarnados (30), que vão numa série de oito vitórias consecutivas.

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