A antecipar um jogo de “Champions” com o AC Milan, Marco Silva roda para evitar lesões
Marco Silva assume que quando olhou para o sorteio da Liga Europa viu “um jogo de Liga dos Campeões” entre AC Milan e Benfica. Na ida a Itália, (onde joga esta quarta-feira às 20h00) o técnico do Benfica vincou o “historial e grandeza” dos clubes e que “apesar de ser uma competição diferente será um jogo muito difícil.”
Perspetivando o reencontro com Rúben Amorim, Marco Silva recordou que os técnicos se conhecem bem, recordando os embates entre Fulham e Manchester United. “Defrontámo-nos muitas vezes, há um conhecimento mútuo, ele é um grande treinador, é normal que haja coisas que sabemos um do outro. Fez a sua análise, olhou para os nossos últimos jogos. Agora, em relação ao onze que perspetivou não vou comentar”, explanou Marco Silva, dirigindo elogios a Rúben Amorim, mas desviando-se de detalhes. Por exemplo, o técnico rossonero vê Palhinha, jogador que treinou no Sporting, como titular em Milão. “Não sei se ele lhe ligou [risos]. O João não sabe se vai jogar com o FC Porto e não sabe se joga amanhã [hoje]”, garantiu.
Nitidamente implícita ficou a necessidade de rodar o plantel. “Quero perceber como estarão os jogadores amanhã, jogámos no domingo contra o Gil Vicente [3-1] e vamos tomar as decisões mais acertadas. São quatro jogos em 11 dias, três deles fora de casa. Quem está por dentro percebe que temos de ter a equipa mais fresca possível e não correr riscos com a equipa mais fatigada”, admitiu, sem revelar, porém, titularidades e desviando-se da comparação com o FC Porto que, em 2025/26, rodou na Liga Europa: “Estava no Fulham, noutro campeonato, não prendi muita atenção a isso.”
Em relação ao plantel, elogiou a versatilidade de Prestianni, que “pode jogar por dentro”, mas realçou que os “números mostram que tem funcionado bem à esquerda”. “Tem tido influência muito grande”, elogiou.
O treinador do Benfica falou ainda de Banjaqui, opção primordial para o lado direito nesta fase: “Temos de acreditar nele, tem 18 anos. Quero que ele não tenha dúvidas da sua capacidade, dar tudo e a qualidade virá ao de cima.”
Bah regressou aos treinos na véspera da deslocação ao terreno do AC Milan, recuperou de um traumatismo no ombro direito, contraído há dez dias no jogo contra o Marítimo, mas não viajou. Em jogos oficiais, o Benfica nunca venceu o AC Milan. Em San Siro, perdeu nos dois embates que realizou, além das duas finais perdidas na Taça dos Campeões Europeus: em 1963, em Wembley, Londres, em 1990 em Viena. Rúben Amorim comanda o Milan, que está invicto no campeonato (oito pontos), tendo empatado com Juventus e Lázio fora de casa nas duas últimas rondas da Serie A. Em 12 jogos realizados, o Benfica só perdeu um em 2026/27, no caminho até à fase de grupos da Liga Europa. No campeonato segue com cinco vitórias seguidas e a dois pontos do líder FC Porto.
Circati habitua-se a jogar para ganhar
Depois da experiência no Parma, o australiano Circati foi reforço para a defesa do Benfica. O mundialista assume estar “deslumbrado” com um “mundo diferente” e que se habitua a “jogar sempre para ganhar.” “É uma liga diferente, mas em Itália jogava para não descer. É preciso adaptação a assumir sempre o jogo e a Liga Portuguesa tem muitos bons jogadores”, declarou. Prometendo que a “equipa vai dar tudo”, disse estar “em processo de ambientação a um clube e língua nova”, mas que se sente “bem no processo.”

