Destaques

Opinião

Faltam 72 dias para o Brexit. Ou não?

Uma coisa que anos a escrever sobre a União Europeia ensina é: as crises formam-se à vista de toda a gente, primeiro subestimam-se, depois arranjam-se soluções ad hoc, elaboram-se planos, normalmente rejeitados pelos cidadãos de um ou mais Estados membros, grita-se que não há plano B, que é assim ou não é, depois apanha-se mais uns choques, apregoa-se quase o apocalipse e, in extremis, eis que alguém, em algum sítio, em alguma circunstância, aparece com uma solução. Foi assim na crise da Constituição Europeia, do Tratado de Lisboa, o seu herdeiro, na crise das dívidas soberanas e do euro, da falência da Grécia e a sua quase saída da moeda única, com um referendo pelo meio também. Isto só para dar alguns exemplos.

Patrícia Viegas

PremiumAdeus, futuro: "As drogas e os simples"

Antes de haver supermercados, as drogarias desempenhavam um papel fundamental na organização doméstica, e a do meu bairro cheirava àquele quadrado de sabão com que então se esfregava a roupa na tábua canelada do tanque. Além de vender pentes, vassouras, lixa e aguarrás, era lá que se encontravam coisas com nomes incríveis como Benzovac (que tirava nódoas), Solarine (que areava pratas), borato, bicarbonato e permanganato (para usos vários) e até um pó lilás que, misturado com água oxigenada, descolorava buços e pêlos de braços num tempo em que não se usava a depilação. Atrás do balcão, além de um rapaz que catrapiscava a minha irmã, era possível ver uma longa fila de frascos de vidro com tampa de metal, todos devidamente etiquetados, com as várias substâncias que faziam do estabelecimento uma drogaria.

Maria do Rosário Pedreira

PremiumPrograma eleitoral de investimentos?

O Plano Nacional de Investimentos é uma ferramenta utilizada pelo governo de Portugal para a definição dos investimentos estratégicos a operar no nosso país, obrigando assim à reflexão pública sobre quais os setores subdesenvolvidos e o rumo que Portugal deve tomar nesta matéria. O governo chefiado por António Costa lançou recentemente a discussão de um Novo Plano Nacional de Investimentos, para vigorar durante a próxima década, até 2030. Contudo, o governo parece esquecer-se de que o atual plano de investimentos (o PETI 3+), com duração até 2020, está ainda com 80% por executar. Não é, de resto, nova a conclusão de que nos últimos três anos o investimento público alcançou mínimos históricos.

Margarida Balseiro Lopes

PremiumPermitir pode ser útil, mas é  sobretudo necessário

Na nossa sociedade, o papel do binómio proibição-permissão tem assumido grande relevo. A verdade é que uma das primeiras coisas que nos ensinam é precisamente o que nos é interdito e o que nos é permitido. Tem sido a primeira base estruturante do indivíduo, a nível comportamental e educacional, desde a infância, através da adolescência e até à idade adulta. É frequentemente na perceção que resulta deste binómio que alicerçamos as nossas noções do certo e do errado, do lícito e do ilícito, quando falamos de vida em comunidade. Nesta perspetiva, a da harmonização de costumes e modos de estar em conjunto, é óbvia a sua utilidade para a ordem estabelecida. Mas, quando falamos numa perspetiva mais complexa e mais ampla, como a das políticas públicas de saúde e sociais, o simples proibir basta? Não deveremos nós, enquanto pais, cidadãos e responsáveis políticos, ter a maturidade suficiente para atingir aquela fase de questionação saudável que todos atravessamos, em que se reflete sobre a proibição, a sua prática e a sua utilidade?

Maria Antónia de Almeida Santos

DN Life

Há erros de moda que podem matar relações (e que deve evitar no primeiro encontro)

Uma pesquisa recente indica que, faça o que fizer, nunca use uma camisa amarrotada no primeiro encontro, a bem do futuro das relações. E sandálias com meias, então, nem pensar nisso é bom. Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock É um erro crasso julgar alguém pelas aparências, não pela essência. Só se vê bem com o coração e o essencial é invisível para os olhos, já diziam o Principezinho e a Bíblia, reforçando a ideia de que a roupa não veste o caráter. Mas a verdade é que ajuda - e muito. Erros de moda podem matar uma [...]

Cocktail bebível com sinais promissores para controlo de Alzheimer

Além de reparar ligações nervosas vitais, cientistas de Yale dizem que a mistura de drogas também reverte a perda de memória típica da doença de Alzheimer. Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock A descoberta de uma equipa de investigadores da Universidade Yale, EUA, caiu como uma pedrada no charco - mas das boas - junto de todos quantos lidam de perto com a doença de Alzheimer: um cocktail de medicamentos bebível, inédito, que atua ao nível da reversão da perda de memória e pode muito bem vir a ser a primeira cura para aquela que é a forma [...]

Metade dos adultos que acham que têm alergias alimentares… estão errados

Milhares de pessoas que concluíram que sofrem de alergias alimentares foram induzidas em erro, diz novo estudo. Texto de Ana Patrícia Cardoso | Fotografia de iStock A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos e publicada no JAMA Network Open. A equipa que conduziu o estudo faz parte do Anna and Robert H. Lurie Children"s Hospital, em Chicago. Cerca de 40,000 adultos responderam a um questionário sobre hábitos alimentares e, segundo as respostas, apenas metade dos inquiridos consultou um especialista acerca de supostas alergias alimentares. Pior ainda, menos de um quarto tem uma receita de epinefrina (substância normalmente conhecida como adrenalina), [...]

DN Ócio

Empresa portuguesa de «home design» quer ser a mais sustentável do planeta

Chama-se Boa Safra e é uma editora de design sustentável para a casa. A empresa que nasceu no norte do país, disponibiliza peças de designers portugueses, fabricadas localmente. A simplicidade estética, o design intemporal, a utilização de materiais e acabamentos naturais definem os produtos editados pela Boa Safra. «O design deve cuidar da relação entre a economia, as pessoas e o planeta, garantindo que as necessidades da geração presente não comprometem as necessidades das gerações futuras.». A frase é de Rui Rocha, diretor geral da Boa Safra. A empresa já vai na quarta geração de marceneiros a trabalhar madeira maciça [...]