Opinião

Leonídio Paulo Ferreira

Será que Biden conhece o abade Correia da Serra?

Desde os Açores alojarem o mais antigo consulado americano em funcionamento até Portugal nunca ter estado em guerra com os Estados Unidos (ao contrário do Reino Unido, da Espanha, da Alemanha e até da França com a quase-guerre de 1798-1800), passando pelo brinde com vinho Madeira feito pelos signatários da Declaração de Independência de 1776, não faltam laços entre os dois países. E daí a expectativa com a presidência de Joe Biden, que se inicia sob o signo do regresso do multilateralismo, o que do ponto de vista português significa mais proximidade entre os dois lados do Atlântico, e logo num momento em que Portugal preside a UE, e também maior coesão na NATO, aliança em que os dois países estão desde a fundação.

Leonídio Paulo Ferreira

Daniel Deusdado

O desenho do confinamento: escolher entre mortes ou dívida

1. Os dados que a consultora PSE tem partilhado ajudam a explicar se a esmagadora maioria dos portugueses está a falhar neste segundo confinamento ou não. A resposta parece ser "não". No primeiro confinamento estavam em casa, em média, 65% a 70% dos portugueses. No domingo de Páscoa (12 de abril) chegou-se a um recorde: 79%. A verdade é que nas grandes cidades, onde os serviços imperam, a redução de atividade vê-se a olho nu (e nos telejornais). Mas não é assim onde predomina a indústria e a agricultura. Mais de um terço dos portugueses tiveram de trabalhar sempre, apesar da pandemia.

Daniel Deusdado

Isabel Capeloa Gil

Um erro de cálculo

Uma primeira crónica em tempo de pandemia não pode falar de árvores e flores. Vivemos tempos negros com impactos ainda imprevisíveis, apesar das estimativas e projeções de quebra do PIB, instabilidade social, mortalidade covid e não covid, impacto sobre as aprendizagens e outros dados mais soft e não menos importantes como o reflexo na nossa saúde mental. O Presidente da República resumiu a inépcia das políticas e também da ação coletiva dos portugueses quanto a esta terceira vaga pandémica a um "erro de cálculo". Os decisores políticos não anteciparam o que se avolumava no horizonte, a população, excelente na primeira vaga, desmobilizou a sua militância protetora.

Isabel Capeloa Gil

Maria da Graça Carvalho

Joe Biden, o presidente construtor de pontes

Depois de uma vida dedicada à política, Joe Biden chega nesta quarta-feira à Presidência dos Estados Unidos em circunstâncias diferentes do que terá imaginado enquanto subia os degraus da hierarquia de Washington. Será um início de mandato marcado pela necessidade de inverter tensões internas como não existiam na América desde a Guerra de Secessão, enfrentar a maior pandemia dos últimos cem anos e ainda tentar recolocar o seu país nas diversas frentes globais, da segurança ao clima.

Maria da Graça Carvalho

Jorge Costa Oliveira

Porque não há um mercado de créditos de carbono em Portugal?

Há muito que é reconhecido que a gestão profissional da floresta é a solução para vários problemas. Desde logo, para o recorrente problema dos fogos florestais que todos os anos assola o país. Sendo certo que tal é reconhecido num matagal legislativo e regulamentar, de "estratégias" a "planos", num infindável hosana nas alturas de promessas de apoios à proteção florestal ou ao incremento da gestão florestal profissional.

Jorge Costa Oliveira

Ana Paula Laborinho

Isto de ser português

As histórias sucedem-se como se sucedem as opiniões, quase tantas como os dez milhões que somos. O presidente da Câmara de Cascais contou que durante o fim de semana havia quem passeasse uma trela sem cão para argumentar que cumpria a lei. Outros diziam que tinham a máscara no bolso e outros acumulavam-se à mesa do restaurante invocando o direito de resistência civil. As redes sociais enchem-se de informações e contrainformações, histórias de há meses ou anos apresentadas como se fossem ontem, locais que se fazem passar por outros e tantas, tantas entorses da realidade que perdemos a capacidade de nos encontrar neste espesso nevoeiro.

Ana Paula Laborinho

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V Digital

António Saraiva, presidente da CIP

"Já perdemos cerca de 200 mil empregos. Receio que este número dobre"

António Saraiva lidera a CIP, Confederação Empresarial de Portugal, há mais de uma década. Aquele a quem chamam o patrão dos patrões representa grande parte do tecido empresarial na concertação social. Alerta para lentidão e burocracia dos apoios e até sugere, para deixarmos de correr atrás do prejuízo, um Simplex Covid. Teme o fim das moratórias em setembro e lamenta que a vacinação não seja mais rápida para ganhar confiança.