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Cristo Prazeres Costa

Fragmentos da história de Goa que não aprendemos

Na minha juventude escolar, em Pangim, nos anos 1950, tanto na escola secundária, em língua inglesa (SSCE), como nos liceus, quase nada era leccionado sobre a história de Goa. Portanto, muitos acontecimentos importantes, que deveriam ser relatados pelos pais aos filhos e netos, e comemorados nos cantos folclóricos, ficaram praticamente congelados e reduzidos a uma simples frase: "A tomada de Goa por Afonso de Albuquerque foi no dia 25 Novembro de 1510."

Cristo Prazeres da Costa

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Jorge Costa Oliveira

Novas projeções demográficas para 2100

As projeções demográficas até ao final do século elaboradas em 2017 pela Divisão da População da ONU foram corrigidas pela revisão de 2019, tendo alguns estudos (vamos focar-nos no estudo de Vollset e outros, publicado na The Lancet de 17 de outubro de 2020) feito projeções apontando para uma diminuição do crescimento populacional em virtude essencialmente da introdução de fatores mitigadores das taxas de fecundidade resultantes de um maior acesso das mulheres à educação, do acesso à contraceção e de mudanças de estilo de vida. De acordo com o Survey das NU, a população mundial deverá crescer dos atuais 7890 milhões para c. 10 875 milhões em 2100. De acordo com o estudo de Vollset e outros, deverá subir até c. 9733 milhões em 2064 e atingir apenas c. 8785 milhões no final do século.

Jorge Costa Oliveira

Carlos Rosa

Load aspas aspas enter: os falhanços também fazem parte da história!

Conta-se que John F. Kennedy desmontou a palavra "crise" e constatou que na língua chinesa é composta por apenas dois ideogramas - um representa o perigo, o outro oportunidade. Kennedy pode não ter sido inteiramente correto na sua tradução ideográfica, mas o sentimento é esse mesmo: quando confrontados com uma crise, esta apresenta-se sempre em dois caminhos, ou seja, é uma escolha. E isto é particularmente verdade hoje.

Carlos Rosa

Guilherme de Oliveira Martins

A paixão de educar

Tive o raro privilégio de contar com o extraordinário conselho de Ana Maria Vieira de Almeida na reflexão sobre as políticas educativas, graças à amizade de Maria Barroso, em especial no tocante à concretização da educação pré-escolar e de infância. Fui testemunha da sua generosidade e da sua capacidade de olhar longe e largo, pondo uma escola para as pessoas no primeiro lugar do seu pensamento. Os textos que constituem o belíssimo livro Humanista, Cidadã, Pedagoga, antecedidos pela comovente e justa invocação de Vasco Vieira de Almeida, demonstram bem o exemplo essencial que Ana Maria nos deixou ("guia indiscutível, a força que nos une, o exemplo que nos inspira"). Lembro, como marca indelével, o texto publicado no DN em 7 de fevereiro de 1988, no qual dizia textualmente: "Os últimos anos têm visto nascer muitos programas que propõem o desenvolvimento das capacidades cognitivas básicas na esperança de se obter maior eficácia no processo de aprendizagem." A sua experiência e a sua sensibilidade obrigavam, porém, a um sobreaviso contra qualquer simplificação. "Essas tentativas esquecem ou ignoram que desde o início daquilo que chamamos "civilização ocidental" existe um lugar próprio para o fazer. Não nos enganemos, pois, procurando soluções tecnicistas para problemas que ultrapassam em muito o âmbito da técnica." Esta era a marca do seu humanismo - e por isso recordava a afirmação do pedagogo João dos Santos: "Desligar a educação da tradição conduzirá o homem para necessidades cada vez mais violentas e destruidoras." De facto, a aprendizagem deve encontrar a sua essência na exigência de pensar. E daí a filosofia não poder ausentar-se da escola, desde os mais precoces momentos da educação básica. Não se trataria de qualquer pretensiosismo, mas de compreender as pessoas, as coisas, a vida e o mundo, ler diretamente os textos e os autores, cabendo ao educador escolher os exemplos adequados a cada idade, encarando a criança como cidadão na medida das suas capacidades. Por isso, precisamos de "professores preparados e disponíveis para desempenhar o papel de moderadores", no ambiente de uma comunidade de reflexão. Urge estimular "o pensar por si próprio, o saber ouvir e respeitar as opiniões dos outros, a dar as razões para as suas opiniões, a analisar conceitos, utilizar critérios, desenvolver o rigor do raciocínio e a capacidade de reflexão, a conhecer-se a si próprio e ao mundo, a ter o prazer de pensar".

Guilherme d’Oliveira Martins

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As ciclovias "produzem" mais utilizadores de bicicleta?

As ciclovias "produzem" mais utilizadores de bicicleta?

Nos últimos tempos, a construção de ciclovias na capital acentuou-se com o objetivo de cumprir a promessa eleitoral do presidente da Câmara, Fernando Medina, de ter "pelo menos 200 quilómetros" de vias cicláveis até ao fim de 2021. Apesar das muitas vozes críticas contra faixas "de utilização reduzida", os especialistas consideram que só se promove a utilização deste meio de transporte se, antes, se construírem as infraestruturas necessárias.