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Jorge Costa Oliveira

'Smart power' com características chinesas

Em termos de hard power, a China tem, desde logo, o peso da sua economia e a relevância do seu mercado interno. Além disso, a competitividade de bens e serviços das empresas chinesas tem-lhes permitido projetar-se para além das suas fronteiras com grande eficácia, bem como aceder a matérias-primas e outros recursos internacionais. Sem preocupações de condicionar a sua cooperação económica ao respeito por direitos humanos, e trazendo financiamento alinhado, bancos e empresas chinesas penetraram também em quase todos os países em desenvolvimento.

Jorge Costa Oliveira

Mais Opinião

João Pedro Leitão

Suicídio político ou kamikaze político? Habeas Orçamento!

O PCP está ligado às máquinas a nível nacional e local, diria eu, em estado vegetal, devido às características demográficas, de "quase nula natalidade eleitoral". O seu discurso cristalizado, imutável e petrificado, como nos indicam as mais recentes sondagens em que a nível das legislativas encontram-se com 5,5% das intenções de voto menos 2,7% que em 2015, em que é devorado pelo partido extremista Chega por exemplo, com 7,1%, os "papa migalhas". O Bloco de Esquerda existe nos grandes centros urbanos, evaporando-se fora destes, em que só mesmo com uma lupa se consegue achar, limitando-se à expressão política mediada pela comunicação social. As sondagens "deixam" o bloco de esquerda a "dormir" na mesma "cama" que o Chega, visto que ambos teriam uma intenção de voto idêntica, isto é, 7,1%, o que é um verdadeiro "nightmare" político.

João Pedro Leitão

Pedro Cruz

Agora não dava muito jeito…

Desde 1985 até hoje - antes disso vivemos quase dez anos em PREC - os sucessivos governos, fossem minoritários, maioritários, de coligação ou de entendimentos parlamentares, sempre garantiram a aprovação de orçamentos. Fosse com abstenções táticas, como Marcelo líder do PSD fez nos tempos de Guterres, fosse com o queijo limiano, com a ajuda de deputados eleitos pela Madeira ou, simplesmente, com a formação de maiorias de ocasião, negociadas caso a caso.

Pedro Cruz

Guilherme de Oliveira Martins

Camioneta-fantasma...

Em 1945, quando muitos portugueses alimentavam a esperança de que o fim da guerra permitisse uma abertura política no sentido democrático, o padre Joaquim Alves Correia (1886-1951), missionário do Espírito Santo, que ganhara a alcunha de Padre Larguezas, em virtude do sucesso obtido com o seu livro A Largueza do Reino de Deus (1931), acreditava sinceramente numa sociedade aberta, baseada no respeito mútuo e no pluralismo. E escreveu no dia 23 de outubro de 1945 nas páginas do República um texto que deu brado, intitulado, significativamente, "O Mal e a Caramunha", sobre a chamada "Noite Sangrenta", cujo centenário passou há dias. Nesse 19 de outubro de 1921, a que Raul Brandão chamou de "noite infame", foram assassinados barbaramente por um grupo de amotinados, sem razões claras nem mandantes conhecidos, o primeiro-ministro António Granjo, o fundador da República almirante Machado Santos e o oficial que liderara a revolta da Marinha em 1910, Carlos da Maia, primo por via materna de Antero de Quental. Até hoje essa viagem da camioneta-fantasma por Lisboa a semear o terror está envolta em mistério (ajuste de contas com o sidonismo?), mas foi dos momentos que mais contribuíram para a queda da República.

Guilherme d'Oliveira Martins

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