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José Aranda da Silva

Os desafios das tecnologias: medicamentos e dispositivos médicos

Diversidade e Evolução São diversas as Tecnologias de Saúde. As mais referidas são os medicamentos e os dispositivos médicos, onde estão incluídos desde uma máscara ou luvas cirúrgicas, o bisturi, até aos grandes equipamentos de imagiologia como os Raios-X a tomografia computorizada (TAC), ressonância magnética nuclear (RMN)) e os sofisticados aparelhos que executam múltiplas análises clínicas simultaneamente. Uma das características que as distingue de outras áreas é que, em grande parte no momento da inovação, não se efetua a substituição da antiga tecnologia que, em muitas circunstâncias, continua a ser utilizada e com utilidade. O Rx continua a ser utilizado como primeira linha, não sendo substituído por outras tecnologias mais modernas como a TAC. Medicamentos com mais de 30 anos continuam a ser utilizados na maioria da população com efetividade, mesmo havendo outros mais modernos e inovadores nalguns aspetos.

José Aranda da Silva

Paulo Baldaia

"Os jornalistas não fazem parte do poder"

Rui Rio vai continuar a andar por aí e ele cultiva más relações com os jornalistas com o mesmo ritmo frenético com que o faz em relação a alguns companheiros do partido. Isso responsabiliza-o a ele, não serve para desculpar quem lhe responde na mesma moeda. No Expresso online, Daniel Oliveira escreveu a semana passada que "Rio teve de lidar com uma descarada oposição da comunicação social". Apontou a Rio "muitas culpas no cartório", mas concluiu lembrando que "o papel do jornalismo não é castigar quem o desrespeita". Tenho de concordar inteiramente com ele.

Paulo Baldaia

Sebastião Bugalho

De derrota em derrota até à vitória final?

Poucas coisas são tão irresistíveis quanto a política e a sua imprevisibilidade. A sua capacidade de surpresa. A sua vertigem, semelhante ao carro que mergulha num viaduto mal desenhado ou ao espreitar uma ravina de altura desconhecida. Na nossa política, o PSD é por certo o precipício mais íngreme, a rampa mais escorregadia, a contracurva capaz de maiores reviravoltas. Ninguém diria que Rui Rio, abandonado por Cavaco, Balsemão, Morais Sarmento, Moedas e uma mão cheia de caciques, sobreviveria à contestação de Paulo Rangel. Mas foi assim. Sem nenhuma vitória eleitoral para mostrar em quatro anos, sem uma única sondagem nacional acima dos 30% desde que é líder, com um Conselho Nacional crescentemente hostil e pouco mais do que a distrital de Aveiro e um município recém-recuperado pelos sociais-democratas atrás de si, Rio venceu a disputa interna deste fim-de-semana.

Sebastião Bugalho

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Daniel Deusdado

Não vacinar crianças é como ignorar África

Problema 1: a velocidade de mutação da sars-cov-2 é a maior ameaça no presente e sucede tanto mais veloz quanto mais pessoas não lhe oferecem resistência vacinal. Nessa medida, a prioridade mundial - inúmeras vezes repetida - deveria ser a de vacinar a esmagadora maioria da população que queira participar neste esforço humanitário de combater um coronavírus novo, agressivo, mutante, pandémico, de forma a torná-lo apenas endémico. Para isso é preciso vacinar África onde há países com números inacreditáveis (New York Times - https://www.nytimes.com/interactive/2021/world/covid-vaccinations-tracker.html): Congo com 0,2% da população (caso mais extremo) mas onde a populosa Nigéria não ultrapassa os 3% - a média, aliás, do continente africano. Não por acaso, a nova mutação vem da África Austral porque a lotaria das mutações agressivas também resulta das probabilidades de contágio sem resistência.

Daniel Deusdado

Vasco Ferraz

Da dignidade da política

Na Grécia Antiga, a Política era entendida como a atividade nobre por excelência, no sentido em que compreendia as ações tendentes à concretização da melhor vida na Polis, na cidade. Apesar de então a "democracia" ser bastante imperfeita, por a participação na vida da cidade se encontrar restringida a uns poucos homens que formavam as elites locais, havia a noção de que os cidadãos envolvidos no processo de decisão política eram seres humanos dominados por uma grande dose de altruísmo, de dignidade, de probidade, dado que, no estrito cumprimento da Lei, só atendiam ao bem público, que prevalecia sobre os interesses particulares.

Vasco Ferraz

Thierry Burkhard

Para uma solidariedade estratégica europeia

Há já alguns anos que vivemos uma deterioração do contexto securitário internacional, num mundo cada vez mais duro, com o multilateralismo e o direito postos em causa. Grandes competidores, assim como certas potências regionais emergentes, não hesitam, com a finalidade de afirmarem as suas pretensões, em recorrer à utilização de capacidades militares, frequentemente de forma agressiva, por vezes logo abaixo do limiar do conflito armado. Este endurecimento, que gere atritos óbvios e inclui um risco real de escalada, põe em causa os grandes princípios que regem as relações internacionais e a liberdade de ação dos nossos países.

Thierry Burkhard

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