Atualidade

Opinião

Jorge Conde

Também temos a nossa guerra

Na altura em que grande parte do País está a banhos, quase tudo parece adormecido. A política está interrompida, com exceção de uma ou outra intervenção para prova de vida; a economia está mais parada, com exceção do setor do turismo, e as urbes foram substituídas pela areia das praias. Tudo se conjuga para que as mentes possam repousar e voltar no final do mês à produtividade. Produtividade que, como sabemos, já é baixa também no resto do ano.

Jorge Conde

Sebastião Bugalho

David McCullough (1933-2022).: O revolucionário acidental

No bicentenário da sessão inaugural do Congresso norte-americano, um historiador foi convidado a dirigir-se à câmara. A 6 de abril de 1989, sete meses antes do Muro cair, David McCullough falou aos congressistas dos Estados Unidos da América. Ele, que quase toda a vida foi independente ("O meu trabalho são os políticos que estão mortos"), foi um dos poucos cidadãos não-eleitos a aceitar essa honra. Fê-lo com equilíbrio, graça, petites-histoires e um indisfarçável americanismo, à semelhança dos seus cinco livros até então. A história das cheias de Johnstown, Pensilvânia, o seu Estado natal, em 1968. A história da Ponte de Brooklyn, em 1972. A história do Canal do Panamá, em 1977, que mereceu o National Book Award e a gratidão de Jimmy Carter. Uma biografia de Teddy Roosevelt (Manhãs a Cavalo), que repetiu o prémio. "Há dias, ouvi um comentador na televisão queixar-se do eco produzido por esta sala. Mas que eco, meus senhores, que eco. Que ressonância", saudou.

Sebastião Bugalho

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Jorge Costa Oliveira

A política externa de Putin e a ilusão de uma Grande Rússia

Na senda da "Doutrina Primakov", a política externa russa contemporânea encontra-se consagrada na Conceito de Política Externa da Federação Russa e formalmente centra-se na "defesa dos interesses nacionais da Federação Russa" e na "concretização das suas prioridades estratégicas nacionais". Nos últimos três séculos estas prioridades estratégicas nacionais assentam em três pilares. O primeiro pilar consiste na necessidade sentida pela Rússia de ter profundidade estratégica e zonas-tampão seguras relativamente a potências vizinhas. O segundo pilar da política externa russa tem sido a sua ambição em ser reconhecida como uma grande potência. O terceiro pilar é uma complexa relação de rivalidade cooperante com o Ocidente.

Jorge Costa Oliveira

Pedro Amendoeira

Vítimas do próprio sucesso

Era uma vez um poderoso imperador que, tendo conquistado todo o mundo conhecido, achou que merecia viver para sempre. Apostou imensos recursos nesse objetivo, mobilizou exploradores para descobrir a fonte da juventude eterna, médicos e cientistas para criarem poções milagrosas. O preço elevado que atribuía a este desejo atraiu, também, charlatões. Não sabemos se foi um médico, um charlatão ou ambos, mas alguém terá convencido o imperador que um certo comprimido diário poderia contribuir para manter a sua saúde intacta, até que uma solução mais permanente fosse alcançada. O imperador tomou-o diligentemente todos os dias. Infelizmente para ele, os comprimidos continham doses elevadas de mercúrio, que acabaram por o matar.

Pedro Amendoeira

Sociedade

"O desenvolvimento de uma cidade vê-se (muito) pela sua limpeza"

Exclusivo"O desenvolvimento de uma cidade vê-se (muito) pela sua limpeza"

Todo o processo de limpeza urbana e recolha de resíduos é não só um motor para a transformação económica e social das cidades, como contribui para a sua descarbonização. E se há exemplos nacionais positivos, o certo é que há ainda muito por fazer, refere Luís Almeida Capão, presidente da Associação Limpeza Urbana - Parceria para as Cidades + Inteligentes e Sustentáveis e presidente do conselho de administração da Cascais Ambiente.

A esquadra móvel da PSP do Terreiro do Paço foi ativada em julho, mas estas unidades estavam previstas

Plano para reorganizar PSP em Lisboa está há oito anos na gaveta

António Costa era presidente da Câmara de Lisboa e Passos Coelho liderava o governo quando chegaram a um acordo para reestruturar o dispositivo da PSP na capital. O plano de 2014, a que o DN teve acesso, permitia pôr quase 300 polícias mais a patrulhar as ruas e até previa as polémicas unidades móveis, mas só recentemente foi ativada uma. Em oito anos, e mesmo já com Medina na CML e Costa no governo, foram fechadas pelo menos 14 esquadras e não abriu nenhuma das seis novas que estavam previstas. Plano nunca saiu do papel. Novo presidente da CML, Carlos Moedas, novo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e diretor-nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, não dizem porquê ou se há alternativa.

Podcasts DN

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 3 - Eliminação da Hepatite C

Em Portugal deverá haver cerca de 40 mil portugueses infetados com o vírus da hepatite C que não sabem que têm a doença. Mas basta uma simples picada no dedo para conhecer o diagnóstico e para garantir o acesso ao tratamento permite salvar vidas, evitar transplantes e devolver a qualidade de vida. No Dia Mundial das Hepatites Virais, que se assinala a 28 de julho, veja ou oiça mais um podcast da série "Diálogos: Saúde e Futuro", que abordará o tema e procurará esclarecer todas as dúvidas sobre estas patologias.

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 2 - A importância dos ensaios clínicos

Reforçar a capacidade de investigação clínica em Portugal é essencial para que o país seja mais atrativo para receber ensaios clínicos e contribuir para o desenvolvimento de medicamentos inovadores, com impacto positivo na saúde da população e na redução dos custos com a doença no Serviço Nacional de Saúde. A visão de um investigador e de uma das responsáveis pela dinamização da cultura de I&D clínica e científica em território nacional, para ver e ouvir em mais um episódio da série de Podcasts "Diálogos: Saúde e Futuro"., do Diário de Notícias e da TSF.

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