Legislativas 2022

Opinião

João Melo

O exemplo da Líbia

O caso da Líbia é um exemplo de que a retórica ocidental acerca da democratização dos países africanos e de outros com idêntico percurso histórico e que estão no mesmo estágio de desenvolvimento social não passa de uma grande mistificação. Impor a democracia a esses países a partir do exterior e, pior ainda, à força da bala, não funciona. Além disso, a mistificação e a hipocrisia ficam totalmente a nu quando se observa que essa estratégia é usada em relação a alguns países e a outros, não. A conclusão só pode ser uma: não é na democracia que o Ocidente está interessado.

João Melo

Guilherme de Oliveira Martins

"Antes de começar"

A obra do pintor Manuel Amado tem uma marca muito própria. Mais do que o arquiteto, evidencia-se quem procurou incessantemente a essência das coisas, dos espaços, dos caminhos e da humanidade que com eles se relaciona. Como disse José-Augusto França, "a técnica deste pintar é (...) lisa e impessoalmente serena, de luz igual, angular, na sua bastante aparência - como se nada o pintor quisesse acrescentar à imagem em si próprio nascida, na simplicidade dos elementos cenográficos, que outros não poderiam nunca ser". E Manuel Amado costumava dizer que a pintura "é o modo mais direto que existe para representar a realidade, considerando que a realidade somos nós que a fazemos. Sem interferência de palavra ou de ficções".

Guilherme d'Oliveira Martins

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Afonso Camões

A barraquinha das farturas

A cinco dias da contagem de votos, estas são as eleições mais incertas e imprevisíveis dos últimos 20 anos. Está tudo em aberto: a sondagem do dia, da Aximage para DN/JN/TSF, dá conta de uma reviravolta nas intenções e, pela primeira vez em seis anos, coloca Rio e PSD à frente de Costa e PS - na realidade em empate técnico, já que ambos se encontram dentro da margem de erro e ainda é significativo o número de indecisos. É nestes que se vão concentrar as campanhas nos próximos dias, confirmando, também na política, aquele clássico da estatística segundo o qual o melhor lugar da feira para instalar a barraquinha das farturas é colocá-la ao centro, para melhor atrair os clientes, venham eles da esquerda ou da direita.

Afonso Camões

Luís Gomes

Regionalização. Porquê? Por quem está longe de Lisboa

O tema é recorrente e, à boleia das eleições legislativas, lá vai ganhando destaque no espaço mediático. Foi assim, no passado recente, e é-o agora, também. Mas é, constantemente, discutido na sua centralidade. Nas ruas de Lisboa. Nas ruas de um país cada vez mais central, afastado das suas gentes. Nas ruas de um país cada vez mais afastado de si. A regionalização é mais, deve ser mais. Deve sair do Chiado e de São Bento. Deve ir pelas estradas nacionais, regionais e municipais ao encontro do país real, do país que não é a capital. Do país longe das sedes das grandes empresas, mas do país que, de sol a sol, luta para ser visto e ouvido.

Luís Gomes

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