Legislativas 2022

Opinião

Miguel Romão

Rui Rio e o seu programa

PS e PSD, os dois grandes partidos, oferecem uma perspetiva política que provavelmente agrada à larga maioria dos eleitores. Será assim? Há muito de conservação do que existe que deve ser valorizado em termos eleitorais. Com uma parte cada vez mais substancial da população e do eleitorado mais envelhecidos, a tendência natural será a de se votar no que se crê que se conhece e reconhece. António Costa e Rui Rio, entretanto, fizeram também questão em personalizar, de forma muito direta, esta eleição. Escolher-se-á, portanto, o próximo primeiro-ministro, seja assim ou não (e há seguramente todo um país órfão, nestas semanas, de Marcelo Rebelo de Sousa, esse pai de todos, agora ausente no seu carinho omnipresente e soberano).

Miguel Romão

Raúl M. Braga Pires

Uma cortina de fumo de Kiev a Ouagadougou

No início desta semana caiu a segunda peça do dominó saheliano e a terceira do dominó oeste-africano, o Burkina Faso. Em resumo, o Mali viu dois golpes de Estado com uma distância de oito meses, agosto de 2020, que depôs o recém-falecido ex-presidente (PR) Ibrahim Boubakar Keita, e em maio de 2021 enquanto correcção de tiro dos golpistas de agosto, apelidado de "golpe dentro do Golpe". A República da Guiné (Conakri) viu semelhante golpe em setembro de 2021, seguindo-se agora o Burkina Faso em janeiro de 2022.

Raul M. Braga Pires

Victor Ângelo

Uma diplomacia com força

Ao criar as Nações Unidas, em 1945, os fundadores tinham em mente estabelecer uma organização supranacional capaz de resolver de modo pacífico os futuros conflitos, em particular os que pudessem ocorrer entre as grandes potências. Estávamos no fim da Segunda Grande Guerra, que trouxera níveis incríveis de sofrimento e de destruição. A preocupação maior era a de evitar novas confrontações militares. Assim estabeleceram uma estrutura que dava a primazia às negociações diplomáticas e que deveria evitar que situações como a que agora existe à volta da Ucrânia resvalassem para uma nova guerra. Passadas mais de sete décadas, os fundadores, se ainda estivessem entre nós, ficariam profundamente abalados ao ver que a ONU está completamente marginalizada, aqui, nesta parte da Europa, no que respeita à crise entre a Rússia e o Ocidente. Como também o está noutras geografias, onde as superpotências intervêm diretamente na luta pelo que consideram ser os seus interesses vitais.

Victor Ângelo

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