Atualidade

Opinião

Adriano Moreira

A Nação dispersa

Sem ignorar que o processo criador das Nações teve a sua mais racional origem no facto de ser o Estado que cria a Nação e não esta que cria o Estado, perceção de Lord Acton (The History of Freedom and Other Essays, London, 1907), foi um processo aqui desenvolvido sobretudo pelas decisões de D. Dinis, incluindo a criação da Universidade de Coimbra, a floresta para reforçar a Marinha, a capacidade militar extraordinária do futuro já Condestável empenhado, tudo na solução da crise da Primeira Dinastia. O novo Rei, que foi D. João I, foi eleito pela vontade do povo, cuja defesa foi vitoriosa. Muitos séculos depois o são nacionalismo respondeu à ambição de Napoleão, com projeto inesperado para dominar a Europa. As inquietações causadas pela herança humana dos projetos napoleónicos que não venceram o crescimento da identidade dos nacionalismos, e assim a realidade de "notícias sobre Napoleão" não pode esquecer que o valor defensivo do nacionalismo acompanhou o "amor à Nação e ao seu triunfo", com acrescentamentos como "eterno patriotismo", e por vezes "racismo ideológico".

Adriano Moreira

Bernardo Ivo Cruz

Orgulhosamente acompanhados

Quando pensamos em democracias ocidentais, como a que temos em Portugal e na grande maioria dos países com quem partilhamos valores, alianças de defesa e laços comerciais, pensamos em sistemas de governo complexos e sofisticados que vão muito para além do direito de votar. De facto, votar não mais é do que uma forma de legitimação de quem nos irá representar durante um período de tempo, sujeitos aos mecanismos criados para controlar o uso que dão aos poderes que lhes emprestamos nos períodos entre as eleições.

Bernardo Ivo Cruz

António Araújo

Um homem das arábias

Vieram de longe, trazidas de toda a parte. Chegaram da Rússia, do Brasil distante, eram muitas, tantas, o pessoal do hotel nunca vira nada assim. 150 modelos belíssimas, escolhidas criteriosamente nos quatro cantos do mundo, viajaram durante dias até à capital das Maldivas, era Julho de 2015. Daí, diversas avionetas levaram-nas discretamente até um lugar remoto, uma ilha privada, Velaa, um dos resorts de luxo mais exclusivos do planeta, um pedaço de terra minúsculo no meio do azul-turquesa do Oceano Índico.

António Araújo

Mais Opinião

Raúl M. Braga Pires

Por um Qatar 2022 apenas árabe!

A organização do Campeonato do Mundo Qatar 2022, à medida que os países se foram qualificando, guardou para esta fase a publicação de um cartaz com uma "parede-arcada que não o é" e com três portas abobadadas fechadas que simbolizam a entrada. Frente a essa parede com portas, estão vários jogadores envergando o equipamento oficial de cada país que representam. As portas estão de frente para quem vê o cartaz e os jogadores estão de costas viradas para o público e de frente para as portas em que querem entrar, o Mundial de Futebol, Qatar 2022. Até aqui tudo bem, tudo faz sentido, não fosse a fachada apresentada uma iconografia berbere usada num evento e por um país árabe. Os activistas berberes magrebinos, com enfase para os marroquinos, mobilizaram-se nas redes sociais, contra mais este abuso e aculturação da sua identidade, propondo a formação de um colectivo de advogados berberes que tome em consideração processar judicialmente a poderosa organização deste Campeonato do Mundo de Futebol. Este palco, bem explorado, daria à causa amazigh uma visibilidade ainda mais interessante, ao caminho reivindicativo que esta(s) comunidade(s) autóctone(s) do Magrebe têm tomado e cujo sentido tem visto caminhos cada vez mais académicos e científicos.

Raul M. Braga Pires

José Sócrates

O escândalo do dia

Nesta nova temporada televisiva do "cartão azul", o único crime de que temos a certeza que foi cometido é o crime de violação do segredo de justiça. Enquanto decorre tranquilamente em frente dos nossos olhos, este parece ser o elemento ausente- presente da história, o crime de que ninguém quer falar. O nosso sistema penal evolui assim por transgressão. A continuada infração acabará por criar a sua própria lei e o crime acabará consentido e reservado aos agentes estatais. Um crime institucional, por assim dizer. Eis no que que se transformou o nosso sistema penal - o Estado acima da sua própria lei.

José Sócrates

Victor Ângelo

Somos todos pela democracia… 

O Presidente Biden organiza nos dias 9 e 10 uma cimeira virtual pela democracia. Será a primeira de duas. Nesta, o objetivo é o de levar cada dirigente a anunciar medidas que reforcem a vivência democrática no seu respetivo país. Na segunda, dentro de um ano, proceder-se-á ao balanço das promessas agora feitas. Os EUA também assumirão compromissos. Veremos quais, porque, nos últimos anos, a democracia americana revelou fragilidades preocupantes. Os EUA fazem parte, aliás, do grupo de países em recuo democrático, segundo o relatório deste ano do International Institute for Democracy and Electoral Assistance (IDEA), uma organização idónea baseada em Estocolmo.

Victor Ângelo

Desporto

  • Classificações
  • A Jornada
  • Resultados

Evasões

Notícias Magazine