Mundial 2022

Opinião

Miguel Romão

A santidade é uma tômbola

Nos últimos tempos têm-se multiplicado as ações de caridade revestidas por uma excitação democrática. Supermercados, sociedades de advogados e seguramente outras instituições no comércio apresentam aos seus clientes diferentes projetos potencialmente merecedores da tal caridade e a sua clientela, por um momento magnificamente empoderada, pode escolher, através do seu voto, quais aqueles que devem ser efetivamente contemplados com essas benesses intangíveis da responsabilidade social. Uma espécie de fábrica instantânea de santidade construída sobre uma base democrática. Ou o marketing convertido em subespécie da hagiologia.

Miguel Romão

Raúl M. Braga Pires

Não é futebol, é política e da boa!

É sempre da boa, o que me recorda episódio do Brasil da ditadura militar, durante o Mundial de 1970. Era importante para o regime que o Escrete, com Pelé à cabeça, conquistasse o Tricampeonato. Para a oposição comunista, na clandestinidade, era importante que o México 70 corresse muito mal aos canarinhos. Conta um desses clandestinos, que assistiu ao jogo da final num apartamento de São Paulo, queria que perdessem e quando o Brasil marcou foi para a janela, deu três tiros para o ar e gritou em lágrimas "puta que pariu, como é bom ser brasileiro!"

Victor Ângelo

Emmanuel Macron e o seu labirinto

Se fosse francês, teria votado pela reeleição de Emmanuel Macron. Mas reconheceria agora que o presidente francês está presentemente confrontado com um quadro político muito difícil, ao qual nem sempre tem respondido com a clareza necessária. Internamente, a cena política está totalmente fragmentada. O que tem sido aprovado na Assembleia Nacional, incluindo o programa de governo e as medidas orçamentais, tem exigido o recurso a uma disposição excecional da Constituição. Mais tarde ou mais cedo, Macron terá de dissolver a Assembleia, pois não pode continuar a governar por muito tempo com recurso ao famoso artigo 49.3, que permite fazer passar leis se não surgir nas 24 horas seguintes um voto de censura na Assembleia Nacional. É uma situação evidente de fragilidade.

Victor Ângelo

Mais atualidade

Mais Opinião

Maria Manuel Leitão Marques

Aqui contigo

Chama-se Aqui Contigo e contribui para o bem-estar de doentes terminais e da sua família através da música, ficando com eles até ao fim. Há histórias comoventes de doentes que cantam ou até tocam com os músicos. Trata-se de um projeto de inovação social gerido pelo mesmo grupo, a Sociedade Artística e Musical dos Pousos, que em Leiria também desenvolveu a Ópera na Prisão para reclusos, que já cantaram a ópera Così Fan Tutte, de Mozart, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Maria Manuel Leitão Marques

Joaquim Jorge

RONALDO: por favor respeito!

Não há pachorra para tantos dislates: ou é porque quer jogar a Liga dos Campeões, ou porque não se sente bem no Manchester United, ou porque fica aborrecido de ser substituído, ou porque manda umas bocas no calor do jogo, ou porque recolhe ao balneário mais cedo, ou porque não treina, ou porque fica no banco e os jornalistas amontoam-se todos a fotografá-lo, ou porque se ri ou porque mostra má cara, entre outros. Parem com isso! Ninguém aguenta tamanha devassa da sua vida profissional ou particular. Basta! Respeito.

Francesco Montanari

A alimentação do futuro e o futuro da alimentação

A população mundial atingiu 8 mil milhões de pessoas em novembro. As previsões apontam para 10 mil milhões em 2050. Este crescimento exponencial exerce uma forte pressão sobre os sistemas agroalimentares, que são forçados a produzir cada vez mais, devendo, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade dos processos de produção e abastecimento. Nestas circunstâncias, iremos conseguir alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030?

Francesco Montanari

Sociedade

No SNS as queixas  vão para os tempos  de espera e procedimentos administrativos,  no privado para  a

Saúde com quase 90 mil queixas em 2022

55 774 é o número de reclamações registadas na ERS e ocorridas até 30 de setembro de 2022. Mas este número equivale a 87 182, já que cada reclamação trazia outras associadas. Um número que é também idêntico aos de anos anteriores e com os setores público e privado a liderarem a insatisfação dos utentes. Embora, por razões diferentes. O acesso aos cuidados no público, os preços dos atos no privado. Quem gere as unidades diz: "Nenhuma reclamação pode ser desvalorizada, todas são importantes".

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