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Raúl M. Braga Pires

Burkina Faso: Um golpe inoportuno!

O golpe deste 30 de setembro no Burkina Faso, em nada difere do de há oito meses do Tenente-Coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, agora derrubado pelo Capitão Ibrahim Traoré, sendo aqui que reside a diferença, na patente mais baixa, no que também se pode qualificar de geração mais nova. Mas isso é da vida! No que nada difere é na justificação para o golpe, já que o recém-criado Movimento Patriótico para a Salvação e Restauração (MPSR) acusa a Junta de Damiba não conseguir estancar o problema do jihadismo e falta de segurança, precisamente o que Damiba invocou há oito meses para derrubar o Presidente Roch Kaboré, reeleito para um segundo mandato em 2020.

Raul M. Braga Pires

Victor Ângelo

Os avanços da extrema-direita europeia: um novo normal?

Em abril, num total de 199 lugares, Viktor Orbán passou a contar com 135 eleitos no Parlamento húngaro. Nas Legislativas de junho, o partido de Marine Le Pen saltou de 8 para 89 deputados. Há cerca de três semanas, o partido ultradireitista Democratas Suecos conseguiu 20,5% dos votos e a coligação conservadora de que faz parte obteve a maioria na Assembleia Nacional da Suécia. Agora, em Itália, a extrema-direita e os seus aliados conseguiram eleger cerca de três vezes mais deputados e senadores que o centro-esquerda. O partido de Giorgia Meloni, o grande vencedor destas eleições, passou de 4% dos votos em 2018 para 26%. Esse partido, Fratelli d"Italia, foi o mais votado, apesar de as suas raízes serem de inspiração fascista.

Victor Ângelo

Miguel Romão

A nossa Polícia Judiciária

Nesta semana houve pelo menos uma boa notícia: o reforço da capacidade da Polícia Judiciária (PJ), com a entrada em funções de quase 100 novos inspetores. E, especialmente, o planeamento de novas entradas para os próximos anos, da forma como qualquer recrutamento para serviços públicos deveria ser feito, aparentemente com previsão, tempo e cuidado. Nada disso se deve, infelizmente, creio, a nenhum político ou a nenhuma política, apesar da necessidade da sua condescendência e da sua vontade de correr para a fotografia. Imagino que se deva sobretudo a Luís Neves, o diretor Nacional da PJ, e à sua direção, alguém que não só sabe o que faz como sabe como fazer.

Miguel Romão

António Capinha

Putin Apocalypse Now?

Esta sexta-feira é suposto que Putin fale no Parlamento russo para anunciar oficialmente a anexação dos territórios ucranianos ocupados de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson. Trata-se de tentar na secretaria o que o líder russo tem perdido no terreno. Anexações ilegais, não-reconhecidas pela comunidade internacional, feitas à margem do Direito Internacional em territórios que apenas estão parcialmente ocupados por Moscovo. E muito vazios de população.

António Capinha

Internacional

"Temos de resistir a este neofascismo. Mas perceber como é que continua a ganhar eleições" 

“Temos de resistir ao neofascismo. Mas perceber como ainda ganha eleições”

Antes de vir a Lisboa amanhã para uma Conversa Europeia com Isabel Santos (15h30, auditório B203 do ISCTE, entrada livre), o ex-jornalista, ensaísta e realizador francês, também eurodeputado, falou ao DN da vitória da extrema-direita em Itália e da obsessão de Putin com um confronto com o Ocidente. Filho do filósofo André Glucksmann e autor de Carta à Geração que Vai Mudar Tudo, Raphaël Gluckmann explicou ainda como, sem o envolvimento da juventude, não há democracia.

"A aliança entre a Rússia e a China vai reforçar a aliança entre os Estados Unidos e a Europa"

“Aliança entre Rússia e China reforçará aliança entre EUA e Europa”

Terão sido manifestamente exageradas as notícias que deram conta da morte da Europa. Afinal, no século XX, a Europa foi dada como morta por três vezes e três vezes renasceu, ainda que de formas diferentes. Desta vez, Carlos Gaspar, investigador no Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-Nova) escolheu para título do seu último livro - a ser lançado no auditório do IDN em Lisboa no dia 13 - O Fim da Europa. Com ele, tentamos perceber se o fim desta Europa representa o princípio de uma outra qualquer e de como a guerra na Ucrânia influencia tudo.

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