Opinião

Franklin Nelson

Entre a tragédia e a pantomima

​Beijar ou não beijar, eis a questão que vários políticos britânicos discutiam na semana passada. Thérèse Coffey, ministra do trabalho e pensões, afirmou que "não deveria haver muitos beijos sob o visco" este Natal. O seu colega, Sajid Javid, não estava de acordo. "As pessoas podem beijar quem quiserem", disse o ministro de saúde, acrescentando que o facto de ele e a mulher ligarem os lábios constitui "uma tradição familiar". Obviamente, o elenco recebeu diferentes guiões.

Franklin Nelson

Sebastião Bugalho

Bob Dole (1923-2021): Já não estamos no Kansas, Dorothy

No final da década de noventa, um conservador americano perdeu a corrida para a presidência e ficou desempregado. Havia deixado o cargo de senador, que fora seu por mais de três décadas, e ficara sem nada que fazer. Antes de decidir avançar com a candidatura, dissera que "ou ia para a Casa Branca ou ia para casa". Os eleitores encaminharam-no para a segunda hipótese. Aos 73 anos, uma proposta invulgar surgiu e uma resposta igualmente excêntrica correspondeu-lhe: Bob Dole, com meio século de vida dedicada ao serviço público, ex-líder da bancada republicana, ex-candidato do partido à Sala Oval e herói da Segunda Guerra seria o rosto da primeira campanha publicitária nos Estados Unidos à miraculosa solução ainda hoje conhecida por Viagra.

Sebastião Bugalho

Mikhail Kamynin

Quando a democracia se torna arma de propaganda

No passado dia 26 de novembro os embaixadores da Rússia e da China em Washington publicaram, na revista The National Interest, o artigo de opinião conjunto sobre a iniciativa da chamada "cimeira pela democracia" a realizar-se virtualmente nesta semana. Desta forma as duas grandes potências com o PIB combinado de 16,2 triliões de dólares, ou seja mais de 19% do valor mundial, que têm desenvolvido as relações de parceria estratégia e têm cooperado ativamente tal no formato bilateral, como no âmbito dos organismos multilaterais (ONU, BRICS, Organização de Cooperação de Xangai, diálogo Rússia - India - China), demonstram a sua unidade quanto à avaliação deste projeto controverso de Joe Biden.

Mikhail Kamynin

Mais Opinião

Sebastião Bugalho

Bob Dole (1923-2021): Já não estamos no Kansas, Dorothy

No final da década de noventa, um conservador americano perdeu a corrida para a presidência e ficou desempregado. Havia deixado o cargo de senador, que fora seu por mais de três décadas, e ficara sem nada que fazer. Antes de decidir avançar com a candidatura, dissera que "ou ia para a Casa Branca ou ia para casa". Os eleitores encaminharam-no para a segunda hipótese. Aos 73 anos, uma proposta invulgar surgiu e uma resposta igualmente excêntrica correspondeu-lhe: Bob Dole, com meio século de vida dedicada ao serviço público, ex-líder da bancada republicana, ex-candidato do partido à Sala Oval e herói da Segunda Guerra seria o rosto da primeira campanha publicitária nos Estados Unidos à miraculosa solução ainda hoje conhecida por Viagra.

Sebastião Bugalho

Paula Panarra

Acessibilidade, ou um guia para organizações mais inclusivas

Cerca de 15% da população mundial - mais de mil milhões de pessoas - são pessoas com deficiência, das quais 2% a 4% experiencia dificuldades significativas em ser funcional. Muitas destas pessoas requerem tecnologias de assistência, como dispositivos para imparidades visuais, cadeiras de rodas ou aparelhos auditivos. Estima-se que este número duplique para dois mil milhões até 2050. Em Portugal, em 2021, a taxa de desemprego de pessoas com deficiência era 3,5 vezes superior à média nacional e a principal fonte de rendimento (65,7%) das pessoas com deficiência eram prestações sociais, segundo dados do IEFP.

Paula Panarra

Afonso Camões

Que farias, Mário Soares?

Se ainda cá andasse, completaria hoje mesmo 97 anos um desses homens maiores que a sua própria biografia. Assim foi Mário Soares, um dos pais fundadores do nosso regime democrático. Orgulhosamente, definia-se a si próprio como republicano, laico e socialista. Vinha de uma família com lastro na Primeira República e foi o último dos discípulos de António Sérgio e Jaime Cortesão. Aluno de Álvaro Cunhal, chegou a ser militante comunista, logo no pós-guerra. Em 1949 já o vemos em fotografias com Norton de Matos, e em 1958 com Humberto Delgado. A ditadura salazarista prendeu-o por 13 vezes, deportou-o e exilou-o. Em 1973, é no exílio que refunda o Partido Socialista. E depois de 1974, nenhuma outra figura da nossa vida pública é tão marcante no Portugal contemporâneo como Mário Soares. Ele foi ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro-ministro em três governos, Presidente da República por dois mandatos, deputado europeu. Ganhou e perdeu eleições, mas foi, em especial, um sempre-em-pé nas lealdades, político de coragem e vocação, nunca resignado e muito menos rendido, que o digam amigos e adversários, que foram muitos, e alguns alternadamente.

Afonso Camões

Desporto

  • Classificações
  • A Jornada
  • Resultados
I Liga
  • 1FC Porto35
  • 2Sporting35
  • 3Benfica31
  • 4Braga25
  • 5Estoril21
  • 6Portimonense20
  • 7V. Guimarães19
  • 8Gil Vicente17
  • 9Arouca13
  • 10Tondela12
  • 11Boavista12
  • 12Marítimo11
  • 13Paços de Ferreira11
  • 14Famalicão10
  • 15Vizela10
  • 16Santa Clara10
  • 17Moreirense9
  • 18Belenenses8
I Liga

O futuro da saúde

José Luis Biscaia

Sistemas e tecnologias de informação – seu papel na mudança

6 semanas, 6 opiniões sobre "O futuro da saúde" Após um ano de pandemia, o que vai ser da saúde em Portugal? Um grupo de personalidades do setor, com assinatura em programas de reformas e a desempenhar cargos dirigentes, quer debater o assunto com a sociedade, porque tem pensamento sobre o que deve ser feito e sobre o papel que cada um de nós deve assumir. Durante seis semanas o DN publicará seis opiniões - a de José Luis Biscaia é a quarta. Os temas vão desde a gestão da saúde à integração dos cuidados, dos sistemas de informação às tecnologias biomédicas, da saúde mental ao envelhecimento.

José Luís Biscaia

Vítor Ramos

Integração e continuidade de cuidados - o papel das pessoas

Quando vários médicos e outros profissionais de saúde, em diferentes serviços e instituições, em momentos diversos, cuidam do mesmo doente, o risco de descontinuidade e de fragmentação de cuidados é muito elevado. O envelhecimento da população e a carga de doença devida à morbilidade crónica múltipla (várias doenças crónicas coexistentes na mesma pessoa), com perdas de funcionalidade e dependência associadas, exigem uma transformação profunda do modelo atual de prestação de cuidados. Assim, a integração e a continuidade de cuidados, a par do acesso, são, talvez, os maiores desafios para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os sistemas de saúde em todo o mundo.

Vítor Ramos

Constantino Sakellarides

Gestão da mudança na saúde – aspetos críticos

Após um ano de pandemia o que vai ser da Saúde em Portugal? Um grupo de personalidades do setor, com assinatura em programas de reformas e a desempenhar cargos dirigentes, quer debater o assunto com a sociedade, porque tem pensamento sobre o que deve ser feito e sobre o papel que cada um de nós deve assumir. Durante seis semanas, a partir desta segunda-feira, o DN publicará seis opiniões. Os temas vão desde a gestão da saúde à integração dos cuidados, dos sistemas de informação às tecnologias biomédicas, da saúde mental ao envelhecimento.

Constantino Sakellarides

Evasões