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João Melo

O que será dos BRICs?

A grande imprensa ocidental, ocupada, ao invés de fazer jornalismo, em participar do esforço de guerra para, alegadamente, salvar a democracia na Ucrânia, não lhe deu a devida importância, mas nos passados dias 23 e 24 de junho estiveram reunidos em Pequim os representantes dos cinco países que compõem os BRICs: China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil. Penso não ser preciso realçar a importância dessa reunião num momento em que está em causa a possível reorganização geopolítica do planeta.

João Melo

Luís Filipe Castro Mendes

A França e a miragem do centro político

As eleições em França vieram mostrar na sua crueza como a ideia de um centro político se encontra hoje esvaziada e enfrentada com a realidade. Foi fácil imaginar esse centro quando na Europa dominava a ideia de raiz keynesiana, que Dahrendorf crismou de "pacto social democrata": a ideia de, num quadro de economia liberal, construir um Estado de Bem Estar que permitisse controlar as desigualdades mais gritantes e garantir mínimos de solidariedade social enquanto, num sistema de progressividade fiscal, se assegurava que a distribuição dos rendimentos fosse pelo menos suportável por todos. Esse mundo morreu e deixou diante de nós a realidade essencial que as políticas neo liberais vieram pôr em evidência: a desconstrução radical desse modelo, por forma a assegurar a maximização dos lucros financeiros e a diminuição dos rendimentos do trabalho e das garantias sociais.

Luís Castro Mendes

Afonso Camões

Carapaus de corrida

Com as suas "Vinte mil léguas submarinas", Júlio Verne leva-nos 150 anos de avanço. Por cá, o mar continua a ser a grandiosa promessa, diante da qual meio mundo ainda nem sequer se atreve a molhar os pés. Em clima de guerra, que no plano económico já é global, e na mesma semana em que se realizam duas outras grandes cimeiras - G7 e Nato - Lisboa acolhe por estes dias a Conferência dos Oceanos, uma iniciativa das Nações Unidas com forte impulso da diplomacia portuguesa. Trata-se de um apelo à ação, exortando os líderes mundiais a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e dilatarem o investimento em soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos.

Afonso Camões

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Paulo Baldaia

O que estará Deus a pensar?

O mundo está a ficar muito perigoso. Estão de volta os nacionalismos, muitos deles a reclamar o regresso de fronteiras que tínhamos esquecido, e está de volta a intolerância religiosa, alimentada por uma ignorância que é pasto para os fanáticos nas redes sociais e na vida real. A liberdade de decidir sobre a própria vida e o próprio corpo, até nos aspetos em que essas decisões em nada implicam com a vida dos outros, está a ser posta em causa pelos que não são capazes sequer de distinguir um direito de uma obrigação.

Paulo Baldaia

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