Legislativas 2022

Opinião

Jorge Costa Oliveira

UE - gás russo, americano ou pluralidade de fornecedores?

A discussão em torno do Nord Stream 2 internacionalizou-se e é agora objeto de uma iniciativa no Senado dos EUA que pretende impor sanções adicionais à Rússia como se o Nord Stream 2 fosse apenas um projeto russo; a sociedade Nord Stream AG tem como acionistas a russa Gazprom (51% do capital social), as alemãs Wintershall Dea e PEG Infrastruktur AG (E.ON) (cada 15,5%), a holandesa Gasunie (9%) e a francesa Engie (9%).

Jorge Costa Oliveira

Ana Paula Laborinho

Pensando a política

Maria de Lourdes Pintasilgo, a única mulher que chefiou um Governo em Portugal, decerto nunca se terá cruzado com Paulina Chiziane, a escritora moçambicana que este ano venceu o Prémio Camões, mas a conversa imaginária entre as duas teria sido fascinante e, decerto, acompanhada de boas gargalhadas. Na entrevista desta semana ao semanário Expresso, Paulina Chiziane fala da sua relação de amor e conflito com a língua portuguesa: como as palavras ainda são habitadas por visões do mundo colonial e sexista.

Ana Paula Laborinho

Francisco George

Saúde dos Povos e do Planeta

A relação existente entre a Saúde da População e o Ambiente foi há muito identificada, analisada, comprovada e descrita com indiscutível fundamentação científica. Reciprocidade inquestionável. O primeiro trabalho escrito sobre o tema terá sido o Tratado da Conservação da Saúde dos Povos que o médico português Ribeiro Sanches (1699-1783) publicou em 1756. Fugido à Inquisição, Sanches editou, em Paris, o seu célebre "Tratado" que é, muito justamente, considerado obra precursora em Saúde Pública.

Francisco George

Mais atualidade

Mais Opinião

Cristina Siza Vieira

Cidades e Turismo: Como crescer sem perder a identidade?

Na medida certa, o Turismo pode ser o maior trunfo de um país. Em Portugal, o Turismo cresceu sustentadamente até março de 2020, e ao que tudo indica vai retomar já no 2º semestre de 2022 a rota de ascensão. O seu crescimento sustentável cria riqueza, gera emprego e melhora consideravelmente a qualidade de vida das populações. Mas quando se massifica e cresce descontroladamente pode ser um "presente envenenado", destruindo a identidade cultural dos povos, a beleza natural das regiões e degradando de forma considerável a qualidade de vida de quem vive nas cidades. Qual a justa medida para o sucesso? Por onde começar e, acima de tudo, quando e como parar?

Cristina Siza Vieira

Guilherme de Oliveira Martins

Fernando de Albuquerque

Quem visita a Casa de Mateus apercebe-se de que não há cultura sem vida, sem o fervilhar das ideias e das iniciativas, sem as personalidades que animam a história. Fernando de Albuquerque, cidadão e aristocrata, foi o exemplo de quem sempre foi capaz de ligar em permanência a história longa à memória que sempre se vai reconstruindo. Conheci-o no momento em que a democracia se construía, em 1974. Era a realização da liberdade que estava em causa e, conhecendo a antiga linhagem donde provinha, senti-lhe sempre uma grande coerência, menos preocupada com o passado e mais empenhada num futuro de modernidade e de mudança. Desde cedo, tive o gosto de percorrer os salões da velha casa, nunca como um museu, mas como um lugar onde encontrava amigos e pessoas interessantes, preocupados com o futuro do Portugal democrático na relação com a Europa e o mundo, fazendo da cultura um fecundo diálogo. Os seminários Repensar Portugal, no final dos anos 1970, foram essenciais para a abertura de novos horizontes, assim como os Encontros Internacionais de Música, a instituição do Prémio D. Diniz, os Seminários de Tradução de Poesia Viva, o Instituto Internacional Casa de Mateus, a Residência de Artistas, a atividade agrícola e turística, tudo constituiu um modo ativo de ligar memória e desenvolvimento, democracia e arte. E não esquecemos a atribuição do Prémio Morgado de Mateus, apenas destinado a figuras excecionais no domínio da cultura, a Miguel Torga e a Carlos Drummond de Andrade (1980) e a Vasco Graça Moura (2013). Todos foram verdadeiros símbolos daquela casa extraordinária. Estou a ver Fernando, no seu passo miudinho, cuidando para que tudo se passasse com simplicidade e inexcedível qualidade, para que nos sentíssemos bem a fruir o natural requinte e a permitir que a cultura fluísse, em diálogo genuíno e rico entre a tradição e o futuro. E foi com especial honra e gosto que condecorei na Casa de Mateus em nome do Estado português, em representação do Presidente Jorge Sampaio, Gustav Leonhardt numa justíssima homenagem à figura marcante do panorama musical mundial, demonstração de uma cultura sem fronteiras.

Guilherme d’Oliveira Martins

Jorge Fonseca de Almeida

Aumentar a produtividade pelo crescimento dos salários

A produtividade do trabalho aferida como a produção média de uma hora de trabalho em cada país é uma medida do grau de sofisticação e especialização das diversas economias. Ela não mede o esforço colocado pelo trabalhador, mede antes em que setores a economia se concentra e o grau de mecanização e digitalização da economia. Um cavador energético e esforçado não consegue competir com um trabalhador preguiçoso e sonolento da agricultura moderna com rega automática e doseada e com tratores e maquinaria de ponta.

Jorge Fonseca de Almeida

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