Opinião

António Capinha

Petliura, Konovalets e Bandera. Breve história do nacionalismo ucraniano

Nos nossos dias, logo que se fala de nacionalismo ucraniano, há de imediato a tendência para se estabelecer uma associação com a extrema-direita e o nazismo. Ora uma análise mais aprofundada ao tema permite-nos concluir que, historicamente, é muito redutor apenas uma simples ligação à extrema-direita. Ou seja há mais vida histórica para além dessa ideia. Não que o passado histórico da Ucrânia não tenha infelizes episódios de ligações e alianças com forças da extrema - direita, com o nazismo e seja até responsável pelo extermínio de judeus. Mas vejamos o contexto histórico em que esses factos aconteceram. Há desde o final do século XIX três grandes protagonistas do nacionalismo ucraniano, nomeadamente, Petliura, Konovalets e Bandera. Todos eles foram nacionalistas, mas todos eles lutaram pela libertação e independência da Ucrânia. Vejamos então como!

António Capinha

Raúl M. Braga Pires

O Sahel na frente de batalha da Ucrânia!

O actual debate/braço-de-ferro entre NATO e Rússia a propósito da adesão ou não da Finlândia e Suécia à Aliança Atlântica, tem tido os seus efeitos em África, com desenvolvimentos interessantes na última semana. Antes disso, a Junta Militar do Coronel Maiga, no início do mês anunciou o fim dos acordos de defesa com França e parceiros europeus. A justificação baseia-se no clássico "violações flagrantes à soberania do Mali". A aproximação desta Junta Militar à Rússia tem sido mais do que óbvia desde 2020, razão aliás para o golpe da dupla Maiga/Goita em agosto desse ano. Em razão disto também, a França anunciou há precisamente um ano o fim da Operação Barkhane, com a deslocalização deste contingente para o vizinho Níger, a mina de urânio para o nuclear francês. Esta semana, esta ruptura Mali-França conhece o inevitável com a retirada do Mali do seio do G5-Sahel, a coligação regional do Sahel Ocidental no combate ao jihadismo.

Raúl Braga Pires

Victor Ângelo

ONU: um guião para a paz na Ucrânia

Já passou mais de um mês desde o envio de uma carta aberta ao secretário-geral da ONU sobre a situação na Ucrânia, assinada por antigos altos funcionários. Entretanto, António Guterres esteve em Moscovo e em Kiev, e conseguiu fazer avançar a resposta humanitária das Nações Unidas. A dimensão política continua, porém, a ser determinada noutras sedes. De um modo geral, as palavras vindas do Ocidente têm estado a acentuar a possibilidade de uma vitória ucraniana. Declarações desse tipo tendem a agravar o confronto. É verdade que tem havido um aumento considerável do apoio em armamento à Ucrânia e que isso é positivo, ao permitir redobrar os esforços de legítima defesa. Mas, publicamente, deve-se falar apenas de legítima defesa e, em tandem, da urgência da paz.

Victor Ângelo

Mais atualidade

Mais Opinião

Rita Rodrigues

É tempo de olhar para o impacto das taxas variáveis nos créditos à habitação

As notícias sobre a variação das taxas de juro já não são animadoras e tendem a tornar-se mais preocupantes para os portugueses que têm crédito à habitação com taxa de juro variável. As taxas Euribor devem continuar a subir, como consequência da inflação, e os peritos antecipam que o que se esperava ser uma situação financeira transitória será algo mais duradouro e com maior impacto para o orçamento mensal dos consumidores.

Rita Rodrigues

José Ribeiro e Castro

A Rússia, a direita e a NATO

Fala-se muito sobre responsabilidades da NATO na eclosão da guerra na Ucrânia, alegando-se que seguiu um caminho "expansionista" e desenvolveu uma estratégia de "cerco" à Rússia. Esse é o discurso de Putin e de Lavrov, o que não surpreende - todo o tirano gosta de fazer-se de vítima. Mas esse discurso espreita, no Ocidente, ora por afirmações, ora por manipulações, não só do lado do PCP, mas também à direita ou noutros sectores. Exemplo de manipulação, que também ecoou em Portugal, foi a notícia do Politico, intitulada "Papa diz que NATO pode ter causado invasão da Ucrânia pela Rússia". O título distorce um texto que dizia o seguinte: "Francisco reflectiu sobre a agressão letal da Rússia ao seu vizinho e disse que, embora possa não chegar ao ponto de dizer que a presença da NATO em países próximos "provocou" Moscovo, "talvez facilitasse" a invasão."

Ribeiro e Castro

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Tech & Café 10. Star Trek vs Star Wars! Mas antes... o novo relógio da Google

No 10.º Tech & Café falamos 9 minutos da nova aposta da Google: o smartwatch Pixel. Será que vem para Portugal? E depois, a propósito das novas séries das sagas de ficção científica mais famosas do planeta, fazemos uma viagem pelo espaço sideral: Star Trek ou Star Wars? É um melhor do que o outro? Porquê? É mesmo preciso escolher? E vale a pena ver as novas produções? Como sempre, com Filipe Gil e Ricardo Simões Ferreira.

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