Entrevista a Joe Mulhall

"A extrema-direita tem uma resposta muito simples: a culpa é do outro"

A tradução de Tambores ao Longe surge no momento certo, quando a extrema-direita está a eleger deputados para os parlamentos europeus e o seu radicalismo e populismo dominam em grande parte a narrativa política de um tempo em que as redes sociais e uma imprensa cada vez mais debilitada não destrinçam as fake news da verdade nem valorizam a importância da democracia. Outras novidades: As Figuras Excêntricas de Fátima Mariano, Como a esfinge perdeu o nariz de Inês Torres e Dante de Luís Louro.

Climas de guerra

Numa recente reportagem com Helena Freitas, catedrática de Biodiversidade e Ecologia na Universidade de Coimbra, a atual diretora do Parque de Serralves, comentando o impacto das sanções a Moscovo por causa da guerra na Ucrânia, nomeadamente na substituição do gás russo por outros combustíveis fósseis mais poluentes, afirmava que "sobretudo o uso do carvão, é um risco e tudo dependerá do que vai acontecer nos próximos meses neste embate. As renováveis não conseguem, de momento, dar resposta. Mas podemos conseguir uma maior parcimónia na forma como usamos os recursos e ter investimento tecnológico maior. Há condições para isso, mas não é fácil, é preciso sintonia. De qualquer forma, penso que no final deste ano as emissões de carbono deverão ter aumentado. Só espero que esse retrocesso seja temporário".

Opinião

Jorge Mangorrinha

As escalas do turismo

Historicamente, agentes públicos e privados construíram as bases de uma atividade que permitiu uma imagem de um país de eleição para nele se viajar. Porém, presentemente, importa que desigualdades e desconexões ainda evidentes sejam resolvidas estrategicamente nas suas diferentes escalas, ao mesmo tempo que a política setorial deve continuar a apostar em ativos que visem a sustentabilidade e a competitividade de Portugal como destino turístico face ao decurso do mundo.

Jorge Mangorrinha

João Lopes

Histórias de uma outra juventude

Eis um cliché social que pontua os nossos dias: a "juventude". Porquê cliché? Desde logo porque somos bombardeados com variações quotidianas dos seus valores (ou da falta deles), a começar pela omnipresença das respetivas encarnações publicitárias. Ser jovem seria viver numa compulsão festiva sem hiatos - como se o prazer da festa pudesse existir sem os tempos que não são festivos -, de preferência exibindo as mais recentes proezas de telemóveis e afins, gritando muito para qualquer câmara que lhes apareça à frente.

João Lopes

Mais Opinião

António Pinho e Francisca Moutinho

Gestão da Informação e do Conhecimento

A experiência de jovens estudantes e futuros profissionais na área da Saúde assenta sobre uma interessante dicotomia. Por um lado, reflete a formação dos estudantes de Medicina, na qual está incorporado um crescente desejo de iniciação de utilização das ferramentas de informação desde muito cedo no nosso processo formativo (promovendo a discussão sobre o acesso ao registo clínico pelo estudante de Medicina). Por outro, representa o novo modelo de utente de saúde, acostumado a um mundo mais digital e com maior facilidade no acesso aos dados, com a subsequente necessidade de incorporarmos esse estilo de vida no que toca à nossa própria saúde.

António Pinho e Francisca Moutinho

Anselmo Borges

Nietzsche e Deus

Quando lemos atentamente a obra de Friedrich Nietzsche e nos debruçamos com simpatia sobre a sua vida, não podemos deixar de ficar afectados pelo drama até à loucura que a questão de Deus constituiu para ele, filho de pastor protestante. Aquele que fora uma criança piedosa e estudara teologia havia de proclamar publicamente em 1882, através de um louco, em A Gaia Ciência, a morte de Deus: "Deus morreu! Deus está morto! E fomos nós que o matámos!" "Conta-se ainda - continua - que o louco entrou nesse mesmo dia em várias igrejas e aí cantou o seu requiem aeternam deo. Expulso dos templos, ripostou sempre apenas isto: "Que são agora ainda estas igrejas senão os túmulos e os monumentos funerários de Deus?"."

Anselmo Borges

João Araújo Correia

Exclusividade ou Dedicação Plena

Fico sempre desconfiado quando se tem à mão uma palavra única, objetiva, que todos entendem, e se opta por uma expressão composta, sujeita a interpretações díspares. "Somos um País pobre, com baixos salários e as mudanças no Sistema de Saúde não podem ser abruptas. Mas, devemos ter a noção clara que o caminho certo deve ser o da separação dos médicos e enfermeiros entre setor privado ou público. Não estamos a inventar nada. É assim na maior parte dos Países."

João Araújo Correia

Pedro Patacho

Não, a gratuidade das creches não é para todos!

A gratuitidade das creches, independentemente dos rendimentos das famílias, poderia ter sido uma das mais relevantes e transformadoras medidas de política educativa e social deste século. Mas alcançar esse desiderato implicaria incluir todo o setor privado e não apenas as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). A opção seguida deixou para trás milhares de pais e mães das classes médias depauperadas que, com enorme esforço e sacrifício, educam os poucos filhos que os seus minguados rendimentos lhes permitem ter.

Pedro Patacho

Podcasts DN

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 3 - Eliminação da Hepatite C

Em Portugal deverá haver cerca de 40 mil portugueses infetados com o vírus da hepatite C que não sabem que têm a doença. Mas basta uma simples picada no dedo para conhecer o diagnóstico e para garantir o acesso ao tratamento permite salvar vidas, evitar transplantes e devolver a qualidade de vida. No Dia Mundial das Hepatites Virais, que se assinala a 28 de julho, veja ou oiça mais um podcast da série "Diálogos: Saúde e Futuro", que abordará o tema e procurará esclarecer todas as dúvidas sobre estas patologias.

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 2 - A importância dos ensaios clínicos

Reforçar a capacidade de investigação clínica em Portugal é essencial para que o país seja mais atrativo para receber ensaios clínicos e contribuir para o desenvolvimento de medicamentos inovadores, com impacto positivo na saúde da população e na redução dos custos com a doença no Serviço Nacional de Saúde. A visão de um investigador e de uma das responsáveis pela dinamização da cultura de I&D clínica e científica em território nacional, para ver e ouvir em mais um episódio da série de Podcasts "Diálogos: Saúde e Futuro"., do Diário de Notícias e da TSF.

Evasões

Notícias Magazine