Atualidade

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Dia Mundial da Alimentação

Combate à obesidade infantil deveria começar antes mesmo da gravidez

A obesidade é um grave problema de saúde pública no mundo. Em Portugal, começa cada vez mais precocemente e aos 2 ou 3 anos a incidência de excesso de peso é de 30%. Para a pediatra Carla Rêgo a prevenção deveria começar nos cuidados de saúde primários e antes da gravidez. "Ou se trabalha a pensar nos próximos dez anos ou não vamos conseguir cortar o ciclo."

Minuto Imobiliário

Vai mudar de casa? O que precisa para este desafio (Vídeo)

Assista aqui ao vídeo de estreia do programa Minuto Imobiliário. Em parceria com o Dinheiro Vivo, todas as sextas-feiras, o consultor imobiliário José Cabral, especialista no mercado residencial da Grande Lisboa e autor do blogue A House in Lisbon, lança um vídeo de cerca de 60 segundos com dicas muito práticas sobre tudo o que é importante no mercado imobiliário. O vídeo desta semana é sobre o desafio que é fazer uma mudança de casa.

Opinião

Joana Amaral Dias

Gasolina p´rá fogueira

Seguindo este caminho, em breve só os ricos e os remediados poderão andar de carro. Pobres e descamisados ver-se-ão privados de mais um bem que, mesmo assim, era dos que lhes mais facilitava a dura vida. Só quem tem algum ou muito dinheiro poderá ou pagar estes proibitivos preços dos combustíveis ou trocar de carro, optando por outra tecnologia. Pois é - impôs-se a transição energética sem acautelar alternativas, sem garantir que quem precisa de carro para ir trabalhar, levar os filhos escola ou os pais ao médico não fica destituído de um meio essencial de sustento, mobilidade e de autonomia. Ao fim e ao cabo, espoliado de parte importante da sua cidadania.

Joana Amaral Dias

Sebastião Bugalho

Um trailer interminável

Este artigo contém spoilers, mas não da crise política. Depois de novelas orçamentais, apocalipses parlamentares e cenários eleitorais, admito ter perdido o saco, arrumado o computador, fechado o caderno, desligado o telefone e rumado à sala de cinema mais próxima. Aí fui eu. Pela primeira vez desde a chegada da pandemia, olhei para os cartazes e comprei um bilhete. Sem Tempo Para Morrer, o último 007 de Daniel Craig, depois de cinco filmes que mudaram em muito a perspetiva do espião britânico, era a escolha óbvia. A banda sonora, de Hans Zimmer, não perdeu os sons de assinatura. Craig, criticado por sentimentalismo nesta sua despedida, foi Craig. Bond, nem por isso. Dirigido por Cary Joji Fukunaga, tornado célebre como realizador da primeira temporada de True Detective, o filme não perde no que se vê nem no que se ouve, mas no que se conta. As paisagens interplanetárias, Itália, Jamaica, Noruega, Londres e as Ilhas Faroé, os climas e as culturas contrastantes, os gadgets, os Aston Martin, Q, M, Moneypenny e Felix Leiter estão todos lá. O arco narrativo, a coerência no enredo, as marcas de um episódio da saga James Bond, não estão.

Sebastião Bugalho

Mais Opinião

João Lopes

Números e factos do cinema português

Consulto os mais recentes números das bilheteiras de cinema em Portugal, publicados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). No fim de semana de 7/10 de outubro, 007: Sem Tempo para Morrer vendeu 59.683 bilhetes; no mesmo período, o filme português A Metamorfose dos Pássaros teve 1.206 espectadores - contas redondas: 50 vezes menos que a nova aventura de James Bond. Entretanto, o filme de 007, estreado na semana anterior, já foi visto por 246.478 pessoas.

João Lopes

Rogério Casanova

Kyrie Irving e a liberdade de opinião sobre a pica que faz dói-dói

A fase regular da NBA vai começar esta semana, e aproximadamente quinhentos atletas profissionais vão atirar bolas na direcção geral de aros redondos. Entre eles não estará Kyrie Irving, base dos Brookly Nets, rookie do ano em 2012, campeão olímpico em 2016, sete vezes escolhido para o All-Star Game, e o rosto mais visível daquilo que, com excessiva flexibilidade semântica se poderia chamar o "movimento" anti-vacina na competição.

Rogério Casanova

Anselmo Borges

Crentes e ateus: a fé e a razão

1 "Ele [Deus] permitiu que trevas densíssimas se abatessem sobre a minha alma e que o pensamento do Céu, que desde o tempo da minha meninice era para mim tão felicitante, se tornasse um objecto de luta e de tormentos. A duração desta provação não se limitou a alguns dias ou semanas. Há já meses que sofro e ainda aguardo pela hora da minha libertação. Quereria poder exprimir o que sinto, mas é impossível. É necessário ter passado pelo túnel escuro, para captar a sua escuridão...

Anselmo Borges

Bernardo Ivo Cruz

Uma charada envolta num enigma dentro de um mistério

Quando o Reino Unido decidiu que o Brexit significava sair do Mercado Único da União Europeia foi por razões políticas: para o primeiro-ministro Boris Johnson e para as pessoas que o acompanharam na campanha e agora o acompanham no governo, a saída da UE fez-se para reconquistar a soberania do Reino Unido, e a participação na União Europeia ou as condições de acesso livre ao mercado da UE não permitiam retomar o controlo das leis, do orçamento e das fronteiras britânicas. Da mesma forma, quando a União Europeia se manteve firme na defesa das regras do Mercado Único ao longo dos três anos de negociação com Londres, fê-lo porque a UE é um processo político e a sua mais completa manifestação são as liberdades de circulação de pessoas, bens, capitais e serviços no espaço que vai das margens do Atlântico às fronteiras da Rússia.

Bernardo Ivo Cruz

António Araújo

A tourada das touradas

O verdadeiro e autêntico ocorreu na Paris de França, inícios de 1959. E meteu um motorista, como sempre, que se fazia passar por polícia e recrutava as meninas para as festas. Entre os presuntos implicados, nem mais nem menos do que o presidente da Assembleia Nacional, André Le Troquer, um homem de 74 anos que perdera um braço nas trincheiras da guerra de 14-18, antigo deputado socialista e nome grande da Resistência, figura próxima do general De Gaulle, com quem desceu os Campos Elísios no glorioso Dia da Libertação. As raparigas, essas, algumas das quais menores, eram recrutadas entre jovens aspirantes a artistas e bailarinas, razão pela qual o escândalo ficou conhecido como dos ballets roses, os originais, de Paris de França. As orgias decorriam, imagine-se, na própria sede da Assembleia, o Palais-Bourbon, no edifício da Ópera e na residência oficial do presidente do parlamento, o Pavillon du Butard. No final, condenaram uma dúzia de idosos lúbricos, gente da alta, entre os quais Le Troquer, ainda que este, atendendo à provecta idade e aos muitos serviços prestados à pátria, tenha levado pena suspensa. Ostracizado da vida política, abriu um restaurante nas faldas de Montmartre, rue des Martyrs, e morreu pouco depois, como merecia.

António Araújo

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