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Opinião

Joana Amaral Dias

Peça sacrificada

Deixem-me falar-vos da guerra civil em Lisboa. Eu, peã, me confesso. Estou a perder. Muito antes do advento das ciclovias e trotinetas, já era esta vossa criada um ser pedonal. Sempre gostei de andar a pé em Lisboa, em passeio ou em deslocação. Caminhar é de borla, ecológico e saudável. Vêem-se melhor as surpresas da cidade e, às vezes, também se poupa tempo e as chatices do carro, desde engarrafamentos a estacionamento. Certo é que a vida pedestre em Lisboa já não era fácil. Passeios estreitos (impossíveis para carrinhos de bebé, cadeiras de roda, etc.), desumanos para invisuais, sujos e com dejectos de animais (falta civismo e higiene urbana). A capital chega mesmo a ter estacionamento oficial para automóveis com rodas em cima da zona pedonal. De resto, há locais em que se anda na estrada ponto final. Adiante.

Joana Amaral Dias

Alexandra Borges

Vidas suspensas

Uma auditoria ao funcionamento das equipas multidisciplinares do Instituto de Segurança Social de apoio técnico aos tribunais, datada de novembro de 2018, revela um inacreditável caso de um relatório social, pedido no âmbito de um processo de promoção e proteção, que demorou oito anos a ser entregue a um juiz do tribunal de Sintra. Se pensarmos numa criança que foi retirada aos pais com, por exemplo, três anos e entregue, temporariamente, à família alargada ou a uma instituição, é fácil perceber que ficou com a sua vida suspensa até aos onze anos.

Alexandra Borges

Sebastião Bugalho

Não é preciso inventar a roda

Se há coisa que o mês de campanha interna no PSD demonstrou é que o espaço político da direita não está, obrigatoriamente, entregue ao Chega e à Iniciativa Liberal. Os dois candidatos à sucessão de Rui Rio - o vencedor mais do que o derrotado - e o modo como fizeram oposição ao governo do Partido Socialista provaram bem como os sociais-democratas, por enquanto, prosseguem a força protagonista na sua área política. Basta fazerem por isso. Luís Montenegro, em particular, que esteve sempre em desacordo com a estratégia de oposição passiva de Rio, mostrou não apenas como é possível não ser ultrapassado pelo populismo no escrutínio aos socialistas, como há muito a escrutinar na sua governação.

Sebastião Bugalho

José Mendes

Mobilidade em Lisboa: quo vadis

Há opiniões para todos os gostos, mais ainda hoje estou convencido de que a derrota de Fernando Medina e do Partido Socialista na eleição autárquica do ano passado para Lisboa se deveu, em grande parte, ao tema da mobilidade. Não tanto pelo conteúdo das propostas e medidas, mas mais pela forma como as mesmas eram apresentadas e comunicadas. Por estes dias, reemergiu uma Lisboa perdida na mobilidade, com ideias, ambições e propostas divergentes, onde a Esquerda política tem andado bem pior do que a gestão social-democrata de Moedas.

José Mendes

Daniel Deusdado

Não temer a III Guerra para ela não existir

Como era óbvio, Biden disse de Taiwan o que não disse da Ucrânia: que a China não se atreva. No entanto, lembramo-nos bem das falinhas mansas norte-americanas sobre o conflito europeu: "Não interviremos". E assim se deu a invasão na Europa - em paralelo, assim se crê que não haverá a tomada de Taiwan. Repare-se que, em qualquer dos casos, os Estados Unidos não dispararam um tiro que fosse, mas a diferença é abissal. Há, portanto, que reconhecer o erro sobre a Ucrânia. Porque é preciso parar Putin rapidamente.

Daniel Deusdado

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Pedro Marques

O princípio do fim de Rio

Passam hoje exatamente três anos sobre as eleições europeias. Uma vitória sólida do PS, o início de um ciclo de derrotas pesadas do PSD em eleições nacionais, que culminou na recente maioria absoluta. António Costa arriscou o sufrágio das suas políticas governativas, colocando dois dos seus ministros a encabeçar a lista. Rio insistiu em Paulo Rangel e a campanha acompanhou o estilo do próprio, negativa e distante das pessoas. No fim, o PSD acabou por ser penalizado pelos próprios erros, saindo com uma pesada derrota que viria a ter repercussões nos ciclos eleitorais seguintes.

Pedro Marques

Podcasts DN

Tech & Café

Tech & Café 10. Star Trek vs Star Wars! Mas antes... o novo relógio da Google

No 10.º Tech & Café falamos 9 minutos da nova aposta da Google: o smartwatch Pixel. Será que vem para Portugal? E depois, a propósito das novas séries das sagas de ficção científica mais famosas do planeta, fazemos uma viagem pelo espaço sideral: Star Trek ou Star Wars? É um melhor do que o outro? Porquê? É mesmo preciso escolher? E vale a pena ver as novas produções? Como sempre, com Filipe Gil e Ricardo Simões Ferreira.

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