Opinião

Paulo Baldaia

Malditos pobres que teimam em ser pobres

Um governo que se diz de esquerda e existe há seis anos apoiado por socialistas e comunistas está no seu estertor preso à dura realidade de não ter sido capaz de mudar estruturalmente a vida dos pobres para que os seus descendentes não tenham de continuar a ser pobres. Reduziu-se a taxa de abandono escolar, o que é um ótimo sinal, mas falta conseguir o passo seguinte que é melhorar a qualidade do emprego para pessoas que chegam ao mercado de trabalho com melhores qualificações.

Paulo Baldaia

André Martins

Os caminhos para o desenvolvimento da península de Setúbal  

A criação da NUT III para a península de Setúbal, como forma de garantir mais investimento neste território da Área Metropolitana de Lisboa, tem sido um dos temas que mais se têm destacado no debate político regional. A ascensão deste debate só pode ser entendida como o reconhecimento da profunda discriminação a que sucessivos governos votaram este território e o assumir do erro que o PSD, no governo, cometeu, em 2013, ao extinguir esta unidade territorial, e a omissão do governo PS por não ter ainda apontado soluções concretas para o problema.

André Martins

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Joana Amaral Dias

Maior e vacinada me confesso

Fiz um curso intensivo na primeira década do século XXI intitulado: "Os políticos mentem e os cientistas ainda mais". Deixem-me contar-vos essa história. Activista desde os 19 anos, comecei a minha vida política pouco antes da invasão do Iraque, em 2003. Era deputada e a oposição a essa sangria valeu-me uns encontros complicados com a polícia. Durão Barroso era primeiro-ministro, coligado com Paulo Portas. Depois de ser mordomo dessa terrível guerra, selada na Cimeira das Lajes, nos Açores, com José Maria Aznar e Tony Blair, Barroso passou a presidente da Comissão Europeia, depois a presidente da Goldman Sachs. Hoje é presidente da Aliança Global para as Vacinas. A justificação internacional e oficial apresentada foi a existência de armas de destruição em massa. Lembram-se? George W. Bush decidiu invadir o Iraque e Colin Powell validou a operação com uma inesquecível intervenção nas Nações Unidas: "Temos relatos em primeira mão de fábricas de armas biológicas", afirmou esse responsável máximo da diplomacia americana. Durão Barroso também o garantiu na Assembleia da República. Portas jurou ter visto provas insofismáveis. Só que nenhum viu, porque elas nunca existiram. Não foi nenhuma alucinação colectiva, paranóia ou profissão de fé. Foi tão-só e apenas uma mentira colossal destinada a milhões de cidadãos do mundo inteiro. A mortandade prosseguiu mais nove anos. Custou biliões de dólares e milhares de vidas. Seguiu-se uma guerra civil. Eis do que os políticos são capazes.

Joana Amaral Dias

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