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Victor Ângelo

Os avanços da extrema-direita europeia: um novo normal?

Em abril, num total de 199 lugares, Viktor Orbán passou a contar com 135 eleitos no Parlamento húngaro. Nas Legislativas de junho, o partido de Marine Le Pen saltou de 8 para 89 deputados. Há cerca de três semanas, o partido ultradireitista Democratas Suecos conseguiu 20,5% dos votos e a coligação conservadora de que faz parte obteve a maioria na Assembleia Nacional da Suécia. Agora, em Itália, a extrema-direita e os seus aliados conseguiram eleger cerca de três vezes mais deputados e senadores que o centro-esquerda. O partido de Giorgia Meloni, o grande vencedor destas eleições, passou de 4% dos votos em 2018 para 26%. Esse partido, Fratelli d"Italia, foi o mais votado, apesar de as suas raízes serem de inspiração fascista.

Victor Ângelo

Miguel Romão

A nossa Polícia Judiciária

Nesta semana houve pelo menos uma boa notícia: o reforço da capacidade da Polícia Judiciária (PJ), com a entrada em funções de quase 100 novos inspetores. E, especialmente, o planeamento de novas entradas para os próximos anos, da forma como qualquer recrutamento para serviços públicos deveria ser feito, aparentemente com previsão, tempo e cuidado. Nada disso se deve, infelizmente, creio, a nenhum político ou a nenhuma política, apesar da necessidade da sua condescendência e da sua vontade de correr para a fotografia. Imagino que se deva sobretudo a Luís Neves, o diretor Nacional da PJ, e à sua direção, alguém que não só sabe o que faz como sabe como fazer.

Miguel Romão

António Capinha

Putin Apocalypse Now?

Esta sexta-feira é suposto que Putin fale no Parlamento russo para anunciar oficialmente a anexação dos territórios ucranianos ocupados de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson. Trata-se de tentar na secretaria o que o líder russo tem perdido no terreno. Anexações ilegais, não-reconhecidas pela comunidade internacional, feitas à margem do Direito Internacional em territórios que apenas estão parcialmente ocupados por Moscovo. E muito vazios de população.

António Capinha

Raúl M. Braga Pires

"Islamizar" a Democracia!

Há muito que penso sobre isto, sobre a imposição de um modelo político estanque concebido fora e imposto dentro. Ainda no contexto do Curso de Estudos Africanos que hoje termina no Instituto Universitário Militar, a Professora Edalina Rodrigues Sanches, do ISCTE-IUL, referiu, na sua comunicação da passada terça-feira, a necessidade de "africanizar a democracia", a partir da sugestão do cada vez mais respeitado economista-diplomata bissau-guineense Carlos Lopes. Foi nesse momento que "me caiu esta ficha" que me permite voltar à Tunísia, por exemplo, para tentar explicar, de novo, porque é que o recente processo de transição constitucional neste país magrebino entra na normalidade islâmica, mas também na anormalidade ocidental e, por isso mesmo, foi alvo de críticas, bem como se projectou no Presidente (PR) Kais Saied um novo Ben Ali.

Raul M. Braga Pires

Internacional

"Temos de resistir a este neofascismo. Mas perceber como é que continua a ganhar eleições" 

“Temos de resistir ao neofascismo. Mas perceber como ainda ganha eleições”

Antes de vir a Lisboa amanhã para uma Conversa Europeia com Isabel Santos (15h30, auditório B203 do ISCTE, entrada livre), o ex-jornalista, ensaísta e realizador francês, também eurodeputado, falou ao DN da vitória da extrema-direita em Itália e da obsessão de Putin com um confronto com o Ocidente. Filho do filósofo André Glucksmann e autor de Carta à Geração que Vai Mudar Tudo, Raphaël Gluckmann explicou ainda como, sem o envolvimento da juventude, não há democracia.

"A aliança entre a Rússia e a China vai reforçar a aliança entre os Estados Unidos e a Europa"

“Aliança entre Rússia e China reforçará aliança entre EUA e Europa”

Terão sido manifestamente exageradas as notícias que deram conta da morte da Europa. Afinal, no século XX, a Europa foi dada como morta por três vezes e três vezes renasceu, ainda que de formas diferentes. Desta vez, Carlos Gaspar, investigador no Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-Nova) escolheu para título do seu último livro - a ser lançado no auditório do IDN em Lisboa no dia 13 - O Fim da Europa. Com ele, tentamos perceber se o fim desta Europa representa o princípio de uma outra qualquer e de como a guerra na Ucrânia influencia tudo.

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