Opinião

Miguel Romão

Vamos falar de remunerações nos serviços públicos?

No dia em que foi pública a contratação pelo Ministério das Finanças de Sérgio Figueiredo como consultor, com uma remuneração equivalente à de ministro, um amigo meu, de competência e seriedade imbatíveis, recusava com grande tristeza um cargo de direção superior numa entidade pública nacional de referência para o qual fora convidado. Porquê? Porque verificara que o seu salário seria em torno dos 2000 euros e, vivendo a mais de 250 quilómetros de Lisboa, e uma vez que era natural e pressuposta a exclusividade de funções e a permanência na capital, isso não chegaria sequer para pagar o arrendamento de uma casa adicional em Lisboa, mais combustível e portagens, querendo ver a família e amigos ao fim-de-semana, esse luxo asiático.

Miguel Romão

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Jorge Conde

Também temos a nossa guerra

Na altura em que grande parte do País está a banhos, quase tudo parece adormecido. A política está interrompida, com exceção de uma ou outra intervenção para prova de vida; a economia está mais parada, com exceção do setor do turismo, e as urbes foram substituídas pela areia das praias. Tudo se conjuga para que as mentes possam repousar e voltar no final do mês à produtividade. Produtividade que, como sabemos, já é baixa também no resto do ano.

Jorge Conde

Sebastião Bugalho

David McCullough (1933-2022).: O revolucionário acidental

No bicentenário da sessão inaugural do Congresso norte-americano, um historiador foi convidado a dirigir-se à câmara. A 6 de abril de 1989, sete meses antes do Muro cair, David McCullough falou aos congressistas dos Estados Unidos da América. Ele, que quase toda a vida foi independente ("O meu trabalho são os políticos que estão mortos"), foi um dos poucos cidadãos não-eleitos a aceitar essa honra. Fê-lo com equilíbrio, graça, petites-histoires e um indisfarçável americanismo, à semelhança dos seus cinco livros até então. A história das cheias de Johnstown, Pensilvânia, o seu Estado natal, em 1968. A história da Ponte de Brooklyn, em 1972. A história do Canal do Panamá, em 1977, que mereceu o National Book Award e a gratidão de Jimmy Carter. Uma biografia de Teddy Roosevelt (Manhãs a Cavalo), que repetiu o prémio. "Há dias, ouvi um comentador na televisão queixar-se do eco produzido por esta sala. Mas que eco, meus senhores, que eco. Que ressonância", saudou.

Sebastião Bugalho

Jorge Costa Oliveira

A política externa de Putin e a ilusão de uma Grande Rússia

Na senda da "Doutrina Primakov", a política externa russa contemporânea encontra-se consagrada na Conceito de Política Externa da Federação Russa e formalmente centra-se na "defesa dos interesses nacionais da Federação Russa" e na "concretização das suas prioridades estratégicas nacionais". Nos últimos três séculos estas prioridades estratégicas nacionais assentam em três pilares. O primeiro pilar consiste na necessidade sentida pela Rússia de ter profundidade estratégica e zonas-tampão seguras relativamente a potências vizinhas. O segundo pilar da política externa russa tem sido a sua ambição em ser reconhecida como uma grande potência. O terceiro pilar é uma complexa relação de rivalidade cooperante com o Ocidente.

Jorge Costa Oliveira

Podcasts DN

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 3 - Eliminação da Hepatite C

Em Portugal deverá haver cerca de 40 mil portugueses infetados com o vírus da hepatite C que não sabem que têm a doença. Mas basta uma simples picada no dedo para conhecer o diagnóstico e para garantir o acesso ao tratamento permite salvar vidas, evitar transplantes e devolver a qualidade de vida. No Dia Mundial das Hepatites Virais, que se assinala a 28 de julho, veja ou oiça mais um podcast da série "Diálogos: Saúde e Futuro", que abordará o tema e procurará esclarecer todas as dúvidas sobre estas patologias.

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 2 - A importância dos ensaios clínicos

Reforçar a capacidade de investigação clínica em Portugal é essencial para que o país seja mais atrativo para receber ensaios clínicos e contribuir para o desenvolvimento de medicamentos inovadores, com impacto positivo na saúde da população e na redução dos custos com a doença no Serviço Nacional de Saúde. A visão de um investigador e de uma das responsáveis pela dinamização da cultura de I&D clínica e científica em território nacional, para ver e ouvir em mais um episódio da série de Podcasts "Diálogos: Saúde e Futuro"., do Diário de Notícias e da TSF.

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