Atualidade

Opinião

Raúl M. Braga Pires

Macron, os Harkis e as presidenciais 2022

Nesta semana o presidente (PR) francês, Emmanuel Macron, pediu formalmente desculpas em nome da França, aos Harkis. Os Harkis são "os bissau-guineenses franceses" que, apesar de terem lutado ao lado do colonizador, foram por estes abandonados na hora do acerto de contas das lealdades e da honra. Serão cerca de 200 mil estes argelino-franceses, dos quais cerca de metade terão conseguido, ao longo de décadas, "reganhar" a França, após uma primeira leva de 48 mil em 1962 e anos seguintes. Até ao final do ano, o PR francês também prometeu ter um pacote de reparações pronto a apresentar a estes attentistes de justice, literalmente "esperistas da justiça", tal longa vai a espera. 60 anos!

Raul M. Braga Pires

Bruno Bobone

Eu tenho uma visão

É absolutamente necessário criar uma nova alternativa para a direita portuguesa. Depois de ter assistido a duas campanhas eleitorais de enorme frustração, em que as soluções da direita não conseguiram agarrar os seus eleitores e, naturalmente, não chegaram sequer a ser consideradas como hipótese por aqueles que, não se sentindo desse lado, gostavam de votar numa alternativa que lhes oferecesse um melhor destino para Portugal, a verdade é que a montanha pariu um rato e as movimentações que houve no quadro partidário apenas serviram para dividir ainda mais a já fraca expressão que a direita hoje tem.

Bruno Bobone

Victor Ângelo

A Europa fora das olimpíadas do digital

O progresso da era digital, que conheceu uma aceleração ao longo da última década, será ainda mais rápido, profundo e abrangente nos próximos anos. Vêm aí grandes transformações no processamento e utilização da informação, com avanços surpreendentes em matéria de inteligência artificial, redes 5G, novas gerações de microprocessadores, técnicas de impressão 3D e na proteção dos sistemas cibernéticos face aos ataques hostis. Essas transformações terão um enorme impacto no exercício do poder político, na economia e no funcionamento das sociedades, nas atitudes individuais, bem como nas relações internacionais.

Victor Ângelo

Mais Opinião

Rute Agulhas

A criança vai ser ouvida em tribunal? Eis o que deve saber

Milhares de crianças são diariamente ouvidas em tribunal, no âmbito de processos que lhes dizem respeito. Seja porque foram vítimas, testemunhas ou mesmo agentes de um crime, porque estão envolvidas num processo de regulação das responsabilidades parentais ou porque poderão vir a ser adotadas, é-lhes dado tempo e espaço para se pronunciarem sobre o que pensam e sentem, sobre o que se recordam e sobre o que desejam ou receiam. Falamos de um direito de participação, consagrado na Convenção sobre os Direitos da Criança - Artigo 12.º, que refere que a criança tem o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre questões que lhe dizem respeito e de ver essa opinião tida em consideração.

Rute Agulhas

Oliver Antic

Na senda da medida perdida

As duas maiores filosofias do mundo antigo, a grega e a chinesa, no seu expoente, chegaram, quase em simultâneo, essencialmente à mesma conclusão: a primeira, através da formulação da "melhor medida" e a segunda através do provérbio da "virtude da média de ouro". O meio-termo ou média de ouro não é a mediocridade, mas o ponto equidistante de dois extremos, ou seja, a moderação. Aristóteles ilustra tal atitude com uma medida entre dois abismos - a intemperança e a insensibilidade, entre a gula e a anorexia. Não se trata de abrir mão dos prazeres, mas de ser seu senhor, não escravo. A maior satisfação é dada pela qualidade, não pela quantidade. Hoje, na parte rica do mundo, as pessoas morrem geralmente em razão da intemperança, não da fome ou da escassez. É uma época miserável, em que os médicos são colocados acima dos poetas, escreveu Comte-Sponville. A moderação; encontrar a medida certa, o meio-termo de ouro é uma virtude intelectual, portanto, a virtude da humanidade. Ponderemos, então, se a moderação será hoje facilmente perceptível e inteligível? A resposta surge clara, mas a questão permanece: por que tal não acontece?

Olivier Antic

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V Digital

As ciclovias "produzem" mais utilizadores de bicicleta?

As ciclovias "produzem" mais utilizadores de bicicleta?

Nos últimos tempos, a construção de ciclovias na capital acentuou-se com o objetivo de cumprir a promessa eleitoral do presidente da Câmara, Fernando Medina, de ter "pelo menos 200 quilómetros" de vias cicláveis até ao fim de 2021. Apesar das muitas vozes críticas contra faixas "de utilização reduzida", os especialistas consideram que só se promove a utilização deste meio de transporte se, antes, se construírem as infraestruturas necessárias.