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Opinião

José Ribeiro e Castro

Requiem pelo século XXI

O arrastamento da guerra é inquietante. Augura o pior. Qualquer guerra em desenvolvimento contém o risco de explodir para o indizível. E a arrogância bélica do Kremlin põe a Europa e o mundo diante de enorme perigo. Não podemos diminuir a gravidade de invadir um vizinho, atacado e bombardeado com crueldade. Nem podemos ignorar as vezes em que insinuou a ameaça nuclear, por trás da qual julga proteger-se, e fez ameaças directas a Suécia e Finlândia, membros da União Europeia.

José Ribeiro e Castro

Mirko Stefanovic

Cimeira europeia em Bruxelas

A última Cimeira Europeia em Bruxelas, que incluiu líderes dos países dos Balcãs Ocidentais, foi uma das reuniões mais dominadas pela política na história recente. A Ucrânia e a Moldávia obtiveram o estatuto de candidatos à adesão à União Europeia, o que foi um sinal muito importante do apoio que a UE está a dar à Ucrânia na sua guerra com a Rússia. Também é um sinal de que a UE está a voltar a sua atenção para a região das ex-repúblicas da URSS, o que pode ser um sinal bastante forte para os líderes russos durante a atual crise.

Mirko Stefanovic

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Jorge Costa Oliveira

O futuro da RAE de Hong Kong e da GBA

No passado dia 9 de Junho, a Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Hong Kong e duas outras associações de Hong Kong organizaram em Lisboa um seminário alusivo aos 25 anos da Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong e o seu futuro, incidindo, no seu devir próximo, no facto de ser uma das cidades-charneira da Área da Grande Baía (GBA, na sigla inglesa). A GBA é uma das principais megalópoles que o governo chinês está a criar e abrange as RAE de Hong Kong e de Macau, e 9 áreas urbanas da Província de Guangdong, com especial relevo para Guangzhou e Shenzhen; tem uma área total de c. 56.100 km2, uma população de 86 milhões de habitantes e um PIB global de 1,587 biliões de euros (um pouco maior que o da Rússia). A GBA foi a primeira megalópole a ter um "Plano de Desenvolvimento" aprovado, mencionando os objetivos da área mega-metropolitana e o papel de cada uma das áreas urbanas que a integram.

Jorge Costa Oliveira

Luís Filipe Castro Mendes

A França e a miragem do centro político

As eleições em França vieram mostrar na sua crueza como a ideia de um centro político se encontra hoje esvaziada e enfrentada com a realidade. Foi fácil imaginar esse centro quando na Europa dominava a ideia de raiz keynesiana, que Dahrendorf crismou de "pacto social democrata": a ideia de, num quadro de economia liberal, construir um Estado de Bem Estar que permitisse controlar as desigualdades mais gritantes e garantir mínimos de solidariedade social enquanto, num sistema de progressividade fiscal, se assegurava que a distribuição dos rendimentos fosse pelo menos suportável por todos. Esse mundo morreu e deixou diante de nós a realidade essencial que as políticas neo liberais vieram pôr em evidência: a desconstrução radical desse modelo, por forma a assegurar a maximização dos lucros financeiros e a diminuição dos rendimentos do trabalho e das garantias sociais.

Luís Castro Mendes

João Melo

O que será dos BRICs?

A grande imprensa ocidental, ocupada, ao invés de fazer jornalismo, em participar do esforço de guerra para, alegadamente, salvar a democracia na Ucrânia, não lhe deu a devida importância, mas nos passados dias 23 e 24 de junho estiveram reunidos em Pequim os representantes dos cinco países que compõem os BRICs: China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil. Penso não ser preciso realçar a importância dessa reunião num momento em que está em causa a possível reorganização geopolítica do planeta.

João Melo

Afonso Camões

Carapaus de corrida

Com as suas "Vinte mil léguas submarinas", Júlio Verne leva-nos 150 anos de avanço. Por cá, o mar continua a ser a grandiosa promessa, diante da qual meio mundo ainda nem sequer se atreve a molhar os pés. Em clima de guerra, que no plano económico já é global, e na mesma semana em que se realizam duas outras grandes cimeiras - G7 e Nato - Lisboa acolhe por estes dias a Conferência dos Oceanos, uma iniciativa das Nações Unidas com forte impulso da diplomacia portuguesa. Trata-se de um apelo à ação, exortando os líderes mundiais a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e dilatarem o investimento em soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos.

Afonso Camões

Evasões

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