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Paulo Baldaia

A sorte não vem do 7, é preciso construí-la

A entronização de Luís Montenegro como líder do PSD, num congresso que estava destinado a não suscitar grandes atenções mediáticas, acabou por beneficiar da grande trapalhada Pedro Nuno Santos vs António Costa. Se o governo se pôs a jeito para servir de bombo da festa, é preciso dizer que nessa questão não há mérito nenhum dos social-democratas. Foi sorte. Só que a partir daqui, a sorte tem de ser construída, pela forma como se faz oposição e pela alternativa que se apresenta. O partido e os eleitores de centro-direita não quer ver o PS a ser poupado nas críticas e, por isso, aplaudem a mudança de líder. Montenegro saiu do congresso do Porto dando a garantia de que a oposição será mais assertiva e mostrando que está já a construir uma alternativa. Boa sorte, não vai ser fácil.

Paulo Baldaia

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Margarita Correia

Da literatura à política linguística, ou divagações de uma linguista que gosta de ler

Acabei há dias de reler O Louco do Czar, de Jaan Kross, romance publicado em 1993, traduzido a partir da versão francesa. Li-o na altura, mas ficou junto dos "a reler", porque a falta de tempo e de conhecimentos históricos e linguísticos me impediu de compreender devidamente a ação. Atualmente, dou comigo a reler, como se os lesse pela primeira vez, muitos livros que deixei em pousio e que me levam a procurar entender melhor o tempo e espaço que apresentam e o mundo atual.

Margarita Correia

Jorge Fonseca de Almeida

Crimes de Guerra

Um documento autêntico descreve os seguintes acontecimentos. Uma coluna de soldados, comandados por um oficial, entra numa aldeia. Na coluna seguem também dois responsáveis civis nomeados pela potência invasora. Os dois responsáveis civis falam com o chefe da aldeia. O oficial ordena que toda a população seja reunida num largo em frente das casas. Com o apoio de um dos responsáveis civis são identificados cinco indivíduos que supostamente teriam participado numa "confusão" contra outros ocupantes. Depois de um breve interrogatório o oficial ordena o fuzilamento, sem julgamento e sem defesa, dos cinco indivíduos identificados. Depois de mortos as suas cabeças foram cortadas e espetadas em estacas. A coluna retira-se e dirige-se a outra aldeia. O documento, muito detalhado e preciso, é assinado pelo oficial responsável e dirigido aos seus superiores hierárquicos.

Jorge Fonseca de Almeida

Glória Rebelo

A empobrecida classe média

Nas suas abordagens aos desafios do crescimento inclusivo, a OCDE vem atualizando os modelos analíticos e as ferramentas de avaliação para entender melhor o funcionamento das economias e sensibilizar para a promoção de políticas que integrem considerações de equidade ex-ante. Nesta medida, tem alertado para a necessidade de se colocar o bem-estar das pessoas no núcleo das políticas de crescimento económico e desenvolveu um Quadro de Ação Política sobre o Crescimento Inclusivo, oferecendo aos Governos orientações concretas sobre como conceber e implementar políticas que darão a pessoas, empresas e regiões a oportunidade de prosperar, colocando a questão das desigualdades no centro da sua agenda internacional.

Glória Rebelo

Sociedade

O lote de premiados na edição de 2021 do Prémio HINTT.

"Temos de olhar para a saúde de uma forma mais abrangente"

Inteligência artificial e 5G são tecnologias exponenciais que mudarão o relacionamento entre o cidadão e o sistema de saúde. Mas para que a jornada do utente seja eficaz e sem sobressaltos, é essencial garantir a interoperabilidade dos sistemas informáticos e a segurança dos dados através de regulamentação clara. Prémio HINTT distingue projetos tecnológicos relevantes para a segurança do doente, apoio à decisão clínica e eficiência global.

Presidente do Conselho das Escolas Médicas diz que estas têm de ser ouvidas no processo de mudança da

"Para mudanças na Saúde tem de se rever processo desde a formação"

Henrique Cyrne Carvalho diz em entrevista ao DN que os professores olham para a situação que se vive atualmente no Serviço Nacional de Saúde, e que tem vindo a ser denunciada nas últimas semanas, com grande preocupação. E que, a haver mudanças, estas têm de ser debatidas com todos os intervenientes neste processo. Para o presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas "o SNS está doente" e é preciso tratar esta doença, o que não acontecerá se só forem usados "analgésicos".

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