Fórum da Sustentabilidade e Sociedade

Lisboa, 29/09/2022 - Agenda do Trabalho Digno: Entrevista a Manuel Carvalho da Silva. Manuel Carvalho

Carvalho da Silva: "Somos muito condescendentes com a pobreza"

Liderou a CGTP durante 26 anos e é hoje coordenador do CoLABOR e investigador do Centro de Estudos Sociais. Em entrevista ao JN, numa altura em que se aproxima a votação final da Agenda do Trabalho Digno no Parlamento, Manuel Carvalho da Silva reivindica atualizações salariais ainda em 2022 para fazer face à inflação, diz que somos uma sociedade "muito condescendente" com a pobreza e considera que o conceito de "colaborador" é um "veneno". Para sublinhar a importância do trabalho, cita o Papa Francisco.

Lisboa, 30/09/2022 - Ministra do trabalho, Ana Mendes Godinho.  Ana Mendes Godinho (Gerardo Santos /

Entrevista: "Agenda do Trabalho Digno é muito discutida por ser poderosa"

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social considera que a Agenda do Trabalho Digno é um instrumento "inovador" e que dará uma resposta "poderosa" aos desafios laborais. Em entrevista ao JN, numa altura em que se aproxima a votação final da Agenda no Parlamento, Ana Mendes Godinho reconhece que o país tem níveis "inaceitáveis" de precariedade, convoca as empresas a subirem salários e vinca a necessidade de proteger os trabalhadores das plataformas digitais, para que não vivam "num mundo à parte".

Opinião

Victor Ângelo

Quanto vale o otimismo?

Podemos entrar no último trimestre de 2022 com uma nota de otimismo, de esperança que a parte final deste ano possa ser um tempo positivo de viragem? Pergunto isto sabendo que é muito difícil, numa situação tão complexa e perigosa como a que agora vivemos, ser-se ao mesmo tempo realista e otimista. O otimismo é uma postura combativa, uma interpretação dos factos que procura sublinhar as tendências positivas. O otimismo constrói-se e faz falta. Mas não pode ser um exercício de ilusão ou de engano. A situação atual é demasiado grave, não se compadece com fantasias, ausências de realismo ou matreirices políticas, como por aí vemos.

Victor Ângelo

Raúl M. Braga Pires

Burkina Faso: Um golpe inoportuno! (II)

Desde há precisamente uma semana que o golpe do capitão Traoré não traz qualquer novidade, qualquer frisson ou mentira nova, comparativamente ao golpe anterior de há oito meses, do tenente-coronel Damiba, sobre o qual o paradeiro desconhecido, passou a ser oficial no Togo e em boa saúde. Esta é a grande novidade, desde 2 de outubro. Assim sendo e não havendo nada de novo a acrescentar, passo a replicar o artigo que no passado primeiro de outubro assinalou no DN online este "golpe inoportuno", mais um, numa leva que assola a África Ocidental desde agosto de 2020:

Raul M. Braga Pires

Mais atualidade

Mais Opinião

Jorge Conde

Precisamos de um PRR 2.0

Portugal precisa de um segundo plano de recuperação. Quando se começou a falar de PRR, o país vivia uma crise económica motivada pelos muitos meses de contenção nos investimentos e, fundamentalmente, nos consumos. Esta retração teve como motivos anunciados a dificuldade em importar produtos, nomeadamente a partir da China, que motivaram dificuldades ao resto de mundo em produzir os seus próprios produtos. Não havendo produtos, não houve consumos e a economia abrandou.

Jorge Conde

Pedro Marques

Preços da energia: problema comum, resposta comum

O inverno aproxima-se. Aumenta a urgência em responder ao aumento da inflação e, em particular, ao aumento dos preços da energia, bem como às consequências sociais e económicas da guerra na Europa. Além das iniciativas nacionais, como o pacote Famílias Primeiro do governo português, os 27 estados-membros estão a negociar medidas conjuntas, como a limitação dos preços do gás ou um imposto extraordinário sobre os lucros excessivos das empresas energéticas.

Pedro Marques

Especial Lisboa

Evasões

Notícias Magazine