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Opinião

Pedro Tadeu

A extrema-direita é feminista?

Os dois políticos mais mediáticos da extrema-direita da Europa ocidental, entre Berlim e Lisboa, são, agora, duas mulheres: Marine Le Pen (duas vezes segunda candidata presidencial mais votada em França e que lidera o Rassemblement National, o terceiro grupo parlamentar do país) e, desde domingo, Giorgia Meloni, presidente do Fratelli d"Italia, o partido mais votado nas eleições antecipadas transalpinas e provável próxima primeira-ministra do país.

Pedro Tadeu

Maria da Graça Carvalho

Sobre "virtudes", distopias e utopias

Tanto quanto sabemos, Masha Amini não era uma ativista. Não foi presa por ter participado em protestos como aqueles que, por estes dias, agitam o Irão na sequência da sua morte. Nem sequer por ter-se recusado a usar o véu (Hijab) que, por estes dias, mulheres corajosas retiram nas ruas. Era uma rapariga curda de 22 anos, de visita a Teerão com a família, cujo alegado "crime" foi ter deixado alguns cabelos à mostra. Ou talvez tenha sido o facto de ser bonita. Demasiado bonita para os padrões de uma polícia religiosa cuja conduta contraria o próprio nome.

Maria da Graça Carvalho

Jorge Costa Oliveira

Como combater os "fratelli" do antissistema

O crescimento da extrema-direita na Europa está a provocar uma histeria e alguma confusão concetual. São ultranacionalistas, soberanistas, racistas, têm uma postura intolerante em relação a imigrantes e refugiados, defendem o primado da segurança pública, vários assumem posturas anticiência e pressagiam o regresso a valores ultraconservadores ("Deus, Pátria, Família"!). Porém, nenhum destes partidos tem advogado o fim do regime democrático.

Jorge Costa Oliveira

Ana Paula Laborinho

OPI ANA PAULA LABORINHO -- Salvar o nosso futuro

Para o mundo diplomático, o mês de setembro é marcado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, acompanhada de forma longínqua por grande parte dos cidadãos. Este ano a guerra da Ucrânia dominou as intervenções dos líderes mundiais, com presenças e ausências escrutinadas pela comunicação social e pelos debates públicos. Para nós, portugueses, não nos pode ser indiferente o trabalho do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, limitado na sua intervenção pela vontade dos países, mas conseguindo usar todos os meios para superar barreiras quase intransponíveis, como recentemente aconteceu com o transporte de cereais da Ucrânia ou a libertação de civis do complexo de Azovstal. É um esforço silencioso e muito lento, de que gostaríamos de ver mais resultados, mas a diplomacia requer tempo, muita resiliência e discernimento.

Ana Paula Laborinho

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Francisco George

Pobreza - Doença - Pobreza

É preciso falar sobre pobreza. Pois, são muitos os portugueses que estão em risco de pobreza ou de ficarem na condição de socialmente excluídos. Estimativas já de 2022 calculam que são mais de 2,3 milhões de pessoas. O equivalente 22% da população. Uma dimensão incompreensível em regime democrático. Inadmissível. Intolerável. Quase 50 anos depois da Aclamação da Democracia, ninguém pode aceitar tal magnitude da pobreza. Nem concordar com a sua persistência. Nem ser indiferente a tanta desigualdade.

Francisco George

Jorge Fonseca de Almeida

Redução de Impostos sobre os ricos: a Grande Aposta Britânica

Distraídos com a morte da Rainha passou despercebida à maioria dos especialistas portugueses sobre o Reino Unido, que enxameiam os órgãos de comunicação social, a aprovação do "mini orçamento" do novo Governo de Liz Truss e do seu ministro das Finanças Kwasi Kwarteng. Apesar do nome o mini orçamento é uma grande reforma fiscal de descida de impostos para as classes mais altas. Uma descida de impostos que será financiada por um aumento da dívida pública e apenas em parte muito limitada por uma redução da despesa.

Jorge Fonseca de Almeida

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