Opinião

Isabel Capeloa Gil

Depois de acabar de vez com a cultura

Depois de acabar de vez com a cultura, fica o vazio. Ou talvez não. Portugal é um país sem política de cultura. O que não é necessariamente mau, se pensarmos que qualquer projeto programático tem sempre laivos de controlo e se há coisa a que a cultura deve, por natureza e missão, resistir é a ser instrumento do Estado. A história tem demonstrado que entre esta sensibilidade intelectual e a prática real há um abismo imenso. Não faltam os filhos do(s) regime(s) e a lógica distributiva das migalhas que os governos lançam abaixo da mesa da arte encontra sempre clientes habituais. Neste estado amorfo, surgiu a pandemia, que parecia vir para acabar de vez com a cultura. E, no entanto, ela move-se. Move-se nos processos de reinvenção de artistas suspensos, na depauperada, mas resiliente, programação dos subfinanciados museus nacionais, nos banhos de público da programação musical logo que foi possível o regresso dos espetáculos, na sede de cultura de um público que não desiste.

Isabel Capeloa Gil

João Almeida Moreira

Pelé, Garrincha, Marcola, Beira-Mar

Quinto maior país do mundo em área, quinto maior país do mundo em população, riqueza ecológica e de subsolo ímpares mas só o 13.º PIB do planeta e, muito mais grave, apenas o 84.º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano, o Brasil vive há séculos deitado num divã de um consultório de psiquiatria, transtornado por sentir que não é tudo aquilo que poderia ser, que não brilha como poderia brilhar, que não lidera como poderia liderar.

João Almeida Moreira

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Ana Paula Laborinho

A cultura na recuperação económica

É hoje lançado o relatório "A contribuição da cultura para o desenvolvimento económico na Ibero-América", iniciativa da OEI e da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). Este estudo analisa a importância da cultura e a sua contribuição direta para o desenvolvimento e a melhoria da produtividade. Trata-se do resultado de uma investigação que envolveu quase todos os países da região, incluindo Portugal, em que se apresentam e comparam dados atualizados sobre o setor cultural. Embora pensado antes da pandemia, a elaboração deste trabalho decorreu no período mais dramático e imprevisível da crise sanitária que não deixou imune nenhum setor de atividade. É, porém, reconhecido, que o setor cultural, a par do turismo, foi dos mais afetados, com encerramento de empresas, elevada perda de empregos, em muitos casos substituídos por trabalho informal em áreas muito diferentes.

Ana Paula Laborinho

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