Legislativas 2022

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Opinião

Gordon Brown e Martin Griffiths

Salvar o Afeganistão

Já se passaram mais de quatro meses desde a dramática saída dos EUA e de outras forças ocidentais do Afeganistão. Ao fretarem voos especiais, afrouxarem as regras de asilo e libertarem fundos, os países ocidentais transportaram alguns milhares de afegãos bafejados pela sorte para a segurança, quando os talibãs reconquistaram o controlo do país. Mas aqueles que ficaram para trás foram isolados do resto do mundo - sejam ou não apoiantes dos talibãs.

Gordon Brown e Martin Griffiths

Margarita Correia

Política linguística nos programas eleitorais dos partidos

A abrir a última semana de campanha eleitoral e depois de eu própria ter votado antecipadamente, decidi partilhar os resultados da minha leitura dos programas eleitorais (ou similares) dos principais partidos, no que respeita às línguas oficial (a portuguesa) e com reconhecimento oficial (a língua gestual portuguesa, LGP, e o mirandês). Limitei a análise (mas não a leitura) aos quatro partidos mais votados em 2019, PS, PSD, BE e PCP; como expressões de pesquisa, usei "língua", "português", "gestual portuguesa" (LGP), "mirandês" e seus sinónimos. O objetivo é apreender a importância que cada partido dá à(s) língua(s) e à política linguística.

Margarita Correia

Paulo Baldaia

A geringonça está a renascer?

A maioria absoluta com que António Costa sonhou e (desconfio) Marcelo Rebelo de Sousa lhe vendeu como sonho realizável não existe nem nunca existiu. A geringonça, como fórmula de poder, nunca deixou de ser a solução mais viável para António Costa. E, por isso, na próxima semana, o país pode acordar com a sensação de que nada mudou, mesmo que mude o vencedor das eleições. A crise política que resultou do chumbo do orçamento, com destino traçado a partir do momento que o Presidente da República sentenciou que seria necessário fazer "reset" no xadrez político, não servirá para acrescentar estabilidade ao Parlamento. Do que nos dizem todas as sondagens, em nenhum dos cenários possíveis, a situação ficará melhor do que estava e esse é só o primeiro dos problemas de Marcelo.

Paulo Baldaia

Joana Amaral Dias

As crianças que se lixem

A Maria fez seis anos em Agosto de 2019 e entrou para o primeiro ano nesse Setembro. Estava muito entusiasmada com a perspectiva de aprender a ler e a escrever, descobrir os números. Sucede que, em Março de 2020, uns meses depois, a sua escola fechou. Aulas online nesta idade? A professora fala, fala, pergunta, estimula, interage e, no fim, a Maria diz-lhe: o seu gato é muito bonito. Em casa, os pais têm disponibilidade limitada - entre o teletrabalho da mãe e o fecho do negócio do pai (medidas covid), que o atirou para uma depressão e, de seguida, para uma frustrante procura de emprego, só restos sobram. Dinheiro para explicadores? Não há. Em Setembro de 2020, Maria foi para o segundo ano da escola. Pouco tinha aprendido e o início de 2021 trancou-a outra vez em casa. Novo calvário. Agora, em setembro de 2021, com oito anos, Maria ingressou no terceiro ano da escola. Não sabe escrever nem ler. É analfabeta. Contas de somar lá vai fazendo algumas, gosto pela escola há pouco e adição aos telemóveis há muita. Ainda tinha ginástica num clube perto de casa, mas, após sucessivos abre e fecha, os pais desistiram. Não tem mais grupos de amigos e no prédio poucos falam.

Joana Amaral Dias

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Daniel Deusdado

"Se perder, sairei". Geringonça nunca. Rio?

1. Não sei quanto custa a estratégia de "spin doctor" ao PS, mas é dinheiro deitado ao lixo. A António Costa bastaria ser o homem de Estado, fazer menos promessas, não reagir a tudo o que mexe, e talvez as pessoas percebessem que também tem o perfil do homem sério. Os homens sérios comprometem-se com pouco e debatem ainda menos. Cavaco mandava os opositores falarem sozinhos. Já o líder do PS vai a todas (incluindo o humilde debate da rádio), atira pedradas como um adolescente irrequieto e pede uma maioria impossível. E se não a conseguir, sai. Ou melhor - isso foi ao princípio. Agora, à Guterres, talvez fique. E, portanto, não se sabendo muito se fica ou não fica, o povo está a descobrir o outro senhor, mais comedido e remediado nas promessas, seguindo o perfil sóbrio de Cavaco e Passos, onde a contenção era uma ideologia. O PS está a construir um caso de estudo de como governar razoavelmente durante seis anos e perder tudo num mês.

Daniel Deusdado

Patricia Akester

Sistema eleitoral: deputados, cidadãos e ausência de laços

Chegada a Portugal, volvidos 16 anos em Inglaterra, dei por mim, habituada que estava ao sistema britânico, a enviar emails para a Assembleia da República para melhor entender propostas atinentes ao Direito de Autor bem como cartas e petições (em alinhamento com vizinhos) no que toca à necessidade de construir uma rotunda em certo ponto da Avenida Marginal, Paço de Arcos, em que resido. Para minha grande consternação constatei que quando coloco questões e preocupações em sede de Direito de Autor a deputados que não conheço e que não me conhecem a resposta é nula. Quanto à rotunda (importante a tantos níveis, incluindo segurança rodoviária) foi obtido feedback da Câmara que imputa culpa nesta matéria às Infraestruturas de Portugal.

Patricia Akester

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