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Mundial 2022

Opinião

Viriato Soromenho Marques

Vosso futuro, nosso inferno

Muitas opiniões ventiladas na nossa esfera pública, a propósito da luta estudantil contra a devastação ambiental e climática, surpreenderam-me. Não apenas pela gritante ausência de escolaridade sobre os temas em debate, mas pelo atrevimento de transformar a pobreza reflexiva num ato de iliteracia voluntária. Os jovens ativistas de hoje bem podem identificar-se com o Paul Nizan, de Aden Arabie (1931): "Tinha 20 anos. Não deixarei ninguém dizer que é a mais bela idade da vida."

Viriato Soromenho-Marques

Raúl M. Braga Pires

Uma Catarse este Marcelo!

O próximo episódio do actual reality show líder de audiências em Portugal, em tudo dependerá da panache do Presidente (PR) Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa por terras do Islão. Por lá, as snobeiras só são permitidas aos locais, a quem tem pergaminhos e o PR, se for bem-aconselhado, terá alguém a dizer-lhe ao ouvido, "olhe que apesar da lengalenga do ecumenismo, a sua condição lá, aos olhos deles, é a de Kafir! Não se esqueça disso, se faz favor." O episódio gravado na zona da flash interview, logo após a vitória sobre a Nigéria por 4-0, fez o jogador-Presidente cair na sua própria armadilha.

Raul M. Braga Pires

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Miguel Romão

Pessoas em serviços públicos

Há uma dificuldade concreta. A Administração Central está basicamente bloqueada ao nível da contratação de pessoas, enquanto a Administração Local, bem como as empresas públicas ou os reguladores públicos, não o estão ao mesmo nível. Isso cria, naturalmente, uma desigualdade dificilmente justificável. O melhor, creio, seria criar uma base de recrutamento universal para todos os serviços públicos, e que permitisse efetivamente o recrutamento de novos profissionais, sob pena desta desigualdade continuar a inquinar o desempenho de funções nos serviços e a renovação de quadros.

Miguel Romão

Victor Ângelo

O campeonato no Qatar e a final em Moscovo

Escrever sem mencionar o Campeonato Mundial de Futebol, que se iniciou esta semana no Qatar, poderia ser visto como pedante. Nessa armadilha, não quero cair. Assim, do que se passou até agora, saliento a coragem da seleção iraniana, que permaneceu em silêncio, sem o cantar, quando o seu hino nacional foi tocado. Essa atitude foi extraordinária. Marcou de modo expressivo o apoio dos jogadores ao povo do seu país, que está há semanas nas ruas a desafiar o poder medieval dos clérigos xiitas e a lutar pela liberdade e a igualdade no tratamento de todos, homens e mulheres. Não se trata de misturar futebol com política. Há outros, no topo de Estado, a fazê-lo. É, sim, lembrar que os direitos humanos devem estar acima de tudo. Sempre que se fizer política nessa base, ao nível doméstico e internacional, o mundo será muito diferente, mais harmonioso e benevolente. E menos cínico, no campo político.

Victor Ângelo

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