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Viriato Soromenho Marques

Merkel e as rimas da história

Como todos os líderes marcantes, é demasiado cedo para fazer já um balanço da ação de Merkel. Não apenas porque será a mais duradoura chanceler da Alemanha pós-1945, ultrapassando H. Kohl, mas porque a sua herança, à semelhança de outras figuras maiores da história germânica, mais do que êxitos (e a longa sobrevivência no cargo, contra crises sucessivas, não é o mais pequeno), conta com arestas cortantes, que não foram, por deliberação e omissão, convenientemente aparadas. O futuro impacto desses problemas cuja solução foi empurrada para diante ditarão o lugar de Merkel na história.

Viriato Soromenho-Marques

Adriano Moreira

A coordenação global

O problema da Decadência do Ocidente, talvez com o primeiro diagnóstico no livro de Spengler, com esse título, mas que foi particularmente aprofundado pela intervenção de Arnold Toynbee, que celebrizou, com frieza imprevista, a conclusão do que, em face do resto do mundo, teve o Ocidente a crítica da agressão que, politicamente, levou à sublevação, marcada pela decisão de expulsar a raça branca, detentora de vasto poder em todas regiões que decidira submeter, pelo método imperialista, impondo a submissão do interesse económico do colonizador.

Adriano Moreira

Bernardo Ivo Cruz

Um mundo em mutação

Quando presidentes e primeiros-ministros dos países de todo o mundo se reuniram na Assembleia Geral das Nações Unidas, ouviram António Guterres apresentar um diagnóstico dramático sobre o estado do planeta. Guterres lembrou que estamos a braços com uma pandemia mundial, com uma crise climática sem precedentes, com guerras e conflitos novos e velhos, com a pobreza extrema de alguns e riquezas acumuladas de outros, com violações dos direitos humanos - em particular das mulheres e raparigas -, com mudanças profundas provocadas pela revolução digital e com uma crescente falta de confiança nas instituições democráticas e na ciência. Mas os desafios surgem também na política externa dos mais influentes Estados e organizações internacionais que estão a rever o seu posicionamento, o que dificulta a cooperação internacional que Guterres propõe, se quisermos dar respostas às crises que são de todos.

Bernardo Ivo Cruz

António Araújo

Infinitamente grande, infinitamente pequeno

Há dias, andou a Figueira em polvorosa à conta de três tubarões avistados. Toparam-nos ao largo da praia do Hospital, areal hospitaleiro, portanto, e apto ao cuidado clínico de todos quantos tenham a desdita de se cruzar no mar com os temíveis esqualos, ainda que o recontro com estes raramente seja mortal ou sequer feridente. Mas isto, claro, dizemos nós no conforto e na segurança de terra firma, pois ninguém de bom senso deseja estar na água em convívio com três tubarões crescidos. A polícia marítima não conseguiu identificar a espécie dos bichos, esperando todos que eles não sejam das classes piores e mais lesivas para nós, humanos.

António Araújo

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Bruno Bobone

Eu tenho uma visão

É absolutamente necessário criar uma nova alternativa para a direita portuguesa. Depois de ter assistido a duas campanhas eleitorais de enorme frustração, em que as soluções da direita não conseguiram agarrar os seus eleitores e, naturalmente, não chegaram sequer a ser consideradas como hipótese por aqueles que, não se sentindo desse lado, gostavam de votar numa alternativa que lhes oferecesse um melhor destino para Portugal, a verdade é que a montanha pariu um rato e as movimentações que houve no quadro partidário apenas serviram para dividir ainda mais a já fraca expressão que a direita hoje tem.

Bruno Bobone

Raúl M. Braga Pires

Macron, os Harkis e as presidenciais 2022

Nesta semana o presidente (PR) francês, Emmanuel Macron, pediu formalmente desculpas em nome da França, aos Harkis. Os Harkis são "os bissau-guineenses franceses" que, apesar de terem lutado ao lado do colonizador, foram por estes abandonados na hora do acerto de contas das lealdades e da honra. Serão cerca de 200 mil estes argelino-franceses, dos quais cerca de metade terão conseguido, ao longo de décadas, "reganhar" a França, após uma primeira leva de 48 mil em 1962 e anos seguintes. Até ao final do ano, o PR francês também prometeu ter um pacote de reparações pronto a apresentar a estes attentistes de justice, literalmente "esperistas da justiça", tal longa vai a espera. 60 anos!

Raul M. Braga Pires

Victor Ângelo

A Europa fora das olimpíadas do digital

O progresso da era digital, que conheceu uma aceleração ao longo da última década, será ainda mais rápido, profundo e abrangente nos próximos anos. Vêm aí grandes transformações no processamento e utilização da informação, com avanços surpreendentes em matéria de inteligência artificial, redes 5G, novas gerações de microprocessadores, técnicas de impressão 3D e na proteção dos sistemas cibernéticos face aos ataques hostis. Essas transformações terão um enorme impacto no exercício do poder político, na economia e no funcionamento das sociedades, nas atitudes individuais, bem como nas relações internacionais.

Victor Ângelo

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As ciclovias "produzem" mais utilizadores de bicicleta?

As ciclovias "produzem" mais utilizadores de bicicleta?

Nos últimos tempos, a construção de ciclovias na capital acentuou-se com o objetivo de cumprir a promessa eleitoral do presidente da Câmara, Fernando Medina, de ter "pelo menos 200 quilómetros" de vias cicláveis até ao fim de 2021. Apesar das muitas vozes críticas contra faixas "de utilização reduzida", os especialistas consideram que só se promove a utilização deste meio de transporte se, antes, se construírem as infraestruturas necessárias.