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Mundial 2022

Opinião

Jorge Costa Oliveira

EUA, China, tecnologias estratégicas e dissociação caótica

O governo e o congresso estado-unidenses continuam empenhados em implementar o decoupling em relação à China, sendo isto notório em setores de alta tecnologia. Desde 2001, ano da adesão da China à OMC, a globalização acelerou, com a inerente deslocalização de inúmeras empresas ocidentais para a China, aportando capital e tecnologia. A dependência tecnológica da China face aos EUA atingiu o seu pico c. 2009. O empenho americano no decoupling, em áreas tecnológicas vem aumentando desde meados da década passada. O ritmo do avanço tecnológico da China assustou as elites americanas, conduzindo os líderes dos EUA a considerá-la uma ameaça séria, uma vez que a alta tecnologia é o motor que alimenta superpotências. As primeiras reações dos EUA foram essencialmente "defensivas" para impedir o acesso a tecnologias relevantes por empresas chinesas: controlos à exportação e à importação, limitações ao investimento (de e para a China), restrições no licenciamento nas áreas de telecomunicações e eletrónicas, proibições de vistos, regras sobre transferências de tecnologia e de dados. Ultimamente, Washington tem posto o foco em medidas "ofensivas": listas negras de empresas chinesas (as Communist Chinese Military Companies - CCMC, constantes da Entity List, cujo número atingiu 532 em 2022, e integram empresas na área tecnológica como a AMEC, a Huawei e a Hikvision), a proibição de qualquer US Person ter relação com CCMC, sanções financeiras, proibição de tecnologias chinesas por motivos de segurança nacional, ameaças a empresas estrangeiras que continuem a vender a empresas chinesas (ex: AMSL) ou que continuem a operar na China (ex: TSMC, SK Hynix).

Jorge Costa Oliveira

Ana Paula Laborinho

Sob o signo das Mariposas

O dia 25 de novembro foi escolhido para a realização da Assembleia-Geral da OEI na República Dominicana, país que atualmente tem a presidência pro tempore da Comunidade Ibero-americana. Desde 1999, as Nações Unidas reconhecem esta data como Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra as Mulheres, em homenagem às três irmãs Maribal que foram violentamente torturadas e assassinadas naquele país em 25 de novembro de 1960 por ordem do ditador Rafael Trujillo. Minerva, Patria e Maria Teresa Maribal, conhecidas como Las Mariposas, lutavam por melhores condições de vida no seu país e a sua morte acabou por contribuir para o fim do regime.

Ana Paula Laborinho

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Guilherme de Oliveira Martins

As palavras perdidas

Todos os dias se ganham novas palavras, enquanto outras levam sumiço. Quando se fala de património cultural imaterial é o mundo das palavras um dos que mais importa. A língua é uma realidade viva que nos interpela, não como gramáticos, mas como pessoas que precisam de comunicar, usando a tradição e a criatividade. António Mega Ferreira, que nos tem dado maravilhosos reportórios culturais, acaba de nos presentear com o Roteiro Afetivo de Palavras Perdidas (Tinta da China, 2022). É um pequeno e delicioso dicionário de inesperadas palavras, que vão desaparecendo do uso comum, mas que nos dizem muito. Muitas desapareceram por falta de uso e pela evolução natural da sociedade moderna, e outras foram-se perdendo, quase por encanto, pelo empobrecimento da expressão popular ou pela influência de outras culturas e dos meios audiovisuais.

Guilherme d’Oliveira Martins

Maria da Graça Carvalho

O futuro da Europa não passa por guerras comerciais

Bruxelas prepara-se para deixar cair os seus ideais de comércio livre". Foi desta forma que o jornal Politico enquadrou, numa notícia publicada nesta segunda-feira, as declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, quando, referindo-se à aprovação pelos Estados Unidos do Inflation Reduction Act (IRA), disse que "a nova política industrial assertiva dos nossos concorrentes exige uma resposta estrutural".

Maria da Graça Carvalho

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