Opinião

Joana Amaral Dias

Maior e vacinada me confesso

Fiz um curso intensivo na primeira década do século XXI intitulado: "Os políticos mentem e os cientistas ainda mais". Deixem-me contar-vos essa história. Activista desde os 19 anos, comecei a minha vida política pouco antes da invasão do Iraque, em 2003. Era deputada e a oposição a essa sangria valeu-me uns encontros complicados com a polícia. Durão Barroso era primeiro-ministro, coligado com Paulo Portas. Depois de ser mordomo dessa terrível guerra, selada na Cimeira das Lajes, nos Açores, com José Maria Aznar e Tony Blair, Barroso passou a presidente da Comissão Europeia, depois a presidente da Goldman Sachs. Hoje é presidente da Aliança Global para as Vacinas. A justificação internacional e oficial apresentada foi a existência de armas de destruição em massa. Lembram-se? George W. Bush decidiu invadir o Iraque e Colin Powell validou a operação com uma inesquecível intervenção nas Nações Unidas: "Temos relatos em primeira mão de fábricas de armas biológicas", afirmou esse responsável máximo da diplomacia americana. Durão Barroso também o garantiu na Assembleia da República. Portas jurou ter visto provas insofismáveis. Só que nenhum viu, porque elas nunca existiram. Não foi nenhuma alucinação colectiva, paranóia ou profissão de fé. Foi tão-só e apenas uma mentira colossal destinada a milhões de cidadãos do mundo inteiro. A mortandade prosseguiu mais nove anos. Custou biliões de dólares e milhares de vidas. Seguiu-se uma guerra civil. Eis do que os políticos são capazes.

Joana Amaral Dias

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A Sangrenta Revolta de Setembro de 1895 em Goa

Esta revolta em Goa dos soldados nativos e dos Ranes, em setembro de 1895, iniciou-se por obra e graça do então administrador do concelho das Ilhas, capitão Gomes da Costa (mais tarde, general e iniciador em Braga da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926) que, primeiro, abusando de poderes, pôs-se a perseguir e a mal tratar um clérigo pio, devoto e santo, o bispo Francisco Xavier Alvares e, logo a seguir, foi o iniciador e instrumento da rebelião dos soldados nativos maratas e, finalmente, foi a causa da sangrenta revolta dos Ranes de Satari.

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