Atualidade

Opinião

Guilherme de Oliveira Martins

Europa e cultura

A Comissão Europeia e a Europa Nostra anunciaram os prémios do património cultural 2022, entre os quais se encontram o Convento dos Capuchos em Sintra, na categoria de Conservação e adaptação a novos usos e o projeto Museu na Aldeia, que envolve 13 museus e 13 aldeias em Leiria, na categoria Envolvimento e sensibilização dos cidadãos. Do Convento dos Capuchos falei aqui na crónica de 15 de fevereiro, e devo dizer que se trata de um prémio justíssimo. Entre os galardoados, encontra-se ainda a Igreja de Santo André em Kyiv, na Ucrânia, mercê de uma ação de conservação que devolveu aos ucranianos e à humanidade um monumento de grande valor comum, funcionando o monumento como um museu que acolhe serviços religiosos, eventos científicos e educacionais e concertos de música de câmara.

Guilherme d'Oliveira Martins

Pedro Cruz

Anda comigo ver os aviões

Fosse outro o tempo, fosse outro o contexto, fosse outro o Presidente da República e fosse outro o primeiro-ministro e, provavelmente, a esta hora estaríamos em campanha eleitoral para eleições legislativas. Por muito menos do que aconteceu a semana passada, um Presidente utilizou o seu poder de dissolução, a chamada bomba atómica, dissolveu um parlamento suportado por uma maioria estável e convocou eleições. O conceito de "regular funcionamento das instituições", como outros conceitos vagos do direito e da lei, permitem "interpretações" em cada momento, em cada circunstância e leituras pessoais dos que, na altura, ocupam os cargos para o quais foram eleitos.

Pedro Cruz

Afonso Camões

Estabilidade no patilhão

Homem da beira-mar, Luis Montenegro sabe certamente o que é navegar à bolina, essa técnica ancestral que os nossos marinheiros inventaram para velejar de contra-vento por zonas onde os ventos não são favoráveis. Pois bem, o novo líder do PSD vai ter tempo para a apurar, na oposição, depois de um congresso que o consagra diante de um partido aparentemente mais unido e esperançoso e, sobretudo, enfrentando um governo de maioria absoluta no Parlamento, com um horizonte de quatro anos.

Afonso Camões

João Melo

O massacre de Melilla

Aqui mesmo, a sul da Península Ibérica, do outro lado do Mediterrâneo, região de onde, como se sabe, provieram muitos dos ascendentes de portugueses e espanhóis, cujas marcas étnico-culturais, por conseguinte, integram hoje a identidade desses dois povos do sul da Europa. Em Melilla. Acrescente-se: em pleno território espanhol, pois a mesma é uma das duas cidades espanholas autónomas localizadas no norte de África, diante do Mediterrâneo, fazendo fronteira com o Marrocos.

João Melo

Mais atualidade

Entrevista a Pedro Pita Barros

"Deixar o SNS chegar a este ponto deve-se à falta de gestão"

É economista, professor da Nova SBE e especialista em Saúde, e em 1995 começou a publicar obra sobre o setor, sobre conceitos e comportamentos. Num momento de crise no SNS, Pedro Pita Barros diz em entrevista ao DN que a "falta de gestão" explica o que se passa no SNS. E que não é fácil dar receitas para resolver o problema. Mas, no seu entender, o primeiro passo deverá ser ouvir profissionais de diferentes carreiras para conhecer as suas expectativas e, a partir daí, construir novos caminhos de remuneração. E envia um recado: as administrações devem preocupar-se mais com a organização interna das unidades do que com a tutela.

Mais Opinião

Luís Filipe Castro Mendes

Um farol de cultura portuguesa em terras do Brasil

É admirável que a mais bela e a mais rica das instituições culturais portuguesas no Brasil tenha sido obra das nossas comunidades migrantes, que desde 1837, quinze anos apenas depois da independência, decidiram promover na então capital do Brasil um "gabinete de leitura", centro de empréstimo de livros e ao mesmo tempo lugar de encontro e de debates, a fim de promover a cultura portuguesa neste novo país independente que connosco partilhava e recriava a língua comum.

Luís Castro Mendes

Sebastião Bugalho

ExclusivoAs quadraturas de Montenegro

Apesar de um congresso despido de oposição interna, sem qualquer discurso contra, e de votações quase albanesas em moções e indicações, Luís Montenegro não se desobrigou de uma exigente prova de ginástica política no seu fim de semana de consagração. Para dentro, na abertura, fez questão de entrar lado a lado com Rui Rio e de nunca ‒ em circunstância alguma ‒ atacar os quatro anos de liderança do seu antecessor. Ao congresso, Montenegro trouxe um projeto político diferente de Rio, mas não contra Rio. Isso sentiu-se na manutenção do Conselho Estratégico Nacional, no convite a Joaquim Sarmento para líder parlamentar e na preservação de compromissos que Rio houvesse estabelecido com António Costa no que concerne ao novo aeroporto. "O presidente do PSD muda, mas o PSD é o mesmo", disse Montenegro. O congresso ronronou perante a amenidade, indispensável para se sair do Porto com uma coesão digna desse nome.

Sebastião Bugalho

Paulo Baldaia

A sorte não vem do 7, é preciso construí-la

A entronização de Luís Montenegro como líder do PSD, num congresso que estava destinado a não suscitar grandes atenções mediáticas, acabou por beneficiar da grande trapalhada Pedro Nuno Santos vs António Costa. Se o governo se pôs a jeito para servir de bombo da festa, é preciso dizer que nessa questão não há mérito nenhum dos social-democratas. Foi sorte. Só que a partir daqui, a sorte tem de ser construída, pela forma como se faz oposição e pela alternativa que se apresenta. O partido e os eleitores de centro-direita não quer ver o PS a ser poupado nas críticas e, por isso, aplaudem a mudança de líder. Montenegro saiu do congresso do Porto dando a garantia de que a oposição será mais assertiva e mostrando que está já a construir uma alternativa. Boa sorte, não vai ser fácil.

Paulo Baldaia

Evasões

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