Atualidade

Opinião

Viriato Soromenho Marques

Uma frivolidade perigosa

Hoje, o peso de um mundo comum cada vez mais caótico rouba-nos a tranquilidade. É quando a nossa segurança pessoal parece esmagada por sombrias expectativas, erguendo-se como provável futuro coletivo, que mais necessitamos de um santuário onde possamos recuperar o equilíbrio e habitar na singularidade dos nossos corpos. Partilho com os leitores o bem que recebi de alguns dias de deambulação pelas praias que vão da foz do rio Ave, em Vila do Conde (onde é possível visitar a Casa-Museu José Régio), até à multitude de praias que da Póvoa de Varzim se estendem para Norte. Já em 1876, no seu delicioso livro, As Praias de Portugal-Guia do Banhista, Ramalho Ortigão dedicava uma particular atenção à vida balnear desta cidade. Segundo ele, em agosto e setembro, a Póvoa transformava-se numa enorme e cosmopolita "estalagem" onde se "albergam os romeiros" de todos as origens e estratos, incluindo o "poderoso comendador brasileiro, de camisa de bretanha anilada como um retalho de céu pregado no peito com um brilhante". Nos dias que por lá passei, as brumas só se dissipavam pela tarde, conferindo uma proteção contra o calor excessivo e a maldição dos incêndios rurais, oferecendo ainda o benefício da maresia e do iodo, e o prazer de um banho de mar em águas energéticas, e menos frias do que muitas vezes os viajantes do Sul imaginam.

Viriato Soromenho-Marques

Chen Xiaoling

Factos e verdades sobre a visita de Nancy Pelosi

A despeito da forte oposição e sérias advertências pela parte chinesa, a Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, visitou a região de Taiwan da China, enviando um sinal muito errado às forças secessionistas da "Independência de Taiwan". A visita foi uma farsa política malfeita, também foi uma provocação deliberada e perigosa. As contramedidas subsequentemente tomadas pela parte chinesa, a fim de salvaguardar a sua soberania e a integridade territorial são necessárias, justas, razoáveis e legais.

Chen Xiaoling

Miguel Romão

Vamos falar de remunerações nos serviços públicos?

No dia em que foi pública a contratação pelo Ministério das Finanças de Sérgio Figueiredo como consultor, com uma remuneração equivalente à de ministro, um amigo meu, de competência e seriedade imbatíveis, recusava com grande tristeza um cargo de direção superior numa entidade pública nacional de referência para o qual fora convidado. Porquê? Porque verificara que o seu salário seria em torno dos 2000 euros e, vivendo a mais de 250 quilómetros de Lisboa, e uma vez que era natural e pressuposta a exclusividade de funções e a permanência na capital, isso não chegaria sequer para pagar o arrendamento de uma casa adicional em Lisboa, mais combustível e portagens, querendo ver a família e amigos ao fim-de-semana, esse luxo asiático.

Miguel Romão

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Jorge Conde

Também temos a nossa guerra

Na altura em que grande parte do País está a banhos, quase tudo parece adormecido. A política está interrompida, com exceção de uma ou outra intervenção para prova de vida; a economia está mais parada, com exceção do setor do turismo, e as urbes foram substituídas pela areia das praias. Tudo se conjuga para que as mentes possam repousar e voltar no final do mês à produtividade. Produtividade que, como sabemos, já é baixa também no resto do ano.

Jorge Conde

Podcasts DN

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 3 - Eliminação da Hepatite C

Em Portugal deverá haver cerca de 40 mil portugueses infetados com o vírus da hepatite C que não sabem que têm a doença. Mas basta uma simples picada no dedo para conhecer o diagnóstico e para garantir o acesso ao tratamento permite salvar vidas, evitar transplantes e devolver a qualidade de vida. No Dia Mundial das Hepatites Virais, que se assinala a 28 de julho, veja ou oiça mais um podcast da série "Diálogos: Saúde e Futuro", que abordará o tema e procurará esclarecer todas as dúvidas sobre estas patologias.

Diálogos - A Saúde e o Futuro

A Saúde e o Futuro 2 - A importância dos ensaios clínicos

Reforçar a capacidade de investigação clínica em Portugal é essencial para que o país seja mais atrativo para receber ensaios clínicos e contribuir para o desenvolvimento de medicamentos inovadores, com impacto positivo na saúde da população e na redução dos custos com a doença no Serviço Nacional de Saúde. A visão de um investigador e de uma das responsáveis pela dinamização da cultura de I&D clínica e científica em território nacional, para ver e ouvir em mais um episódio da série de Podcasts "Diálogos: Saúde e Futuro"., do Diário de Notícias e da TSF.

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