Opinião

Sebastião Bugalho

Plano B?

Ninguém me tira da cabeça que podemos estar todos enganados. Anos e anos de especulação em torno do putativo destino europeu de António Costa. Inícios de uma legislatura em maioria absoluta inaugurados com avisos do Presidente sobre essa possível fuga, daqui em dois anos. Garantias do gabinete do primeiro-ministro de que o mandato é para cumprir e que as aspirações estão devidamente hibernadas, até tempo indefinido. Entrámos, afinal, em 2022 a falar de 2024 e chegaremos a 2024 falando eventualmente de 2026 - sem esquecer, obviamente, que as maleitas nacionais se devem à troika e a Passos Coelho, eleito há mais de uma década.

Sebastião Bugalho

José Mendes

Voltar ao oceano

Na semana que ora iniciamos, Lisboa será o centro do debate em torno dos oceanos. E são mais as interrogações do que as respostas que hoje gravitam em torno desse ativo - único, imenso e irreplicável - que são as águas salgadas que ocupam três quartos do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos é uma das campainhas que mais deveriam despertar o nosso Portugal, pois vivemos desde sempre paredes meias com o Atlântico, numa relação que raramente exponenciou o benefício mútuo.

José Mendes

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Adriano Moreira

Os riscos agravam-se

A geração que assumiu a responsabilidade de se manter viva na gestão da causa pública na década de 80, não teve já lembrança essencial possível daquilo que foi a batalha ideológica mundial na guerra de 1939-45, nem suficiente conhecimento do desastre humano em que a guerra se traduziu. Não é suficiente salvar pela memória escrita que morreram 60 milhões de pessoas. Que as cidades foram intencionalmente destruídas para quebrar as vontades nacionais, os poderes maiores da sociedade civil não puderam enfrentar os desafios provocadores. Também não foi notícia que chegue para separar a imaginação dos novos responsáveis, a convicção de que tinha ocorrido a última das guerras, que nunca mais um povo seria subjugado por outro, que o engrandecimento territorial pela força chegara ao fim, que o direito presidiria à relação entre as potências, que a esperança e a liberdade seriam iguais para as nações grandes e pequenas. Analisando, na dúvida que tal é o caso, o certo é que essa experiência está a despedir-se dos comandos, e tudo indica a possibilidade de, mais uma vez, retomar vigência a regra do saber comum, segundo a qual, a experiência dos outros não aproveita a ninguém.

Adriano Moreira

Evasões

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