Atualidade

Opinião

Joana Amaral Dias

Há mais verdade num meme

Quem odeia o Nord Stream (NS)? Os EUA. Quem ditou sanções às construtoras do Nord Stream? Os EUA. Quem afirmou que o Nord Stream será bloqueado logo que seja considerado necessário? Os EUA. Quem sabotou então o Nord Stream? A Rússia? Num outro meme escarnece-se ainda: a Rússia investiu milhões no NS, navegou despercebidamente em águas hipervigiadas e, logo no dia em que os EUA testavam drones subaquáticos, pronto: destruiu o seu próprio gasoduto! Enfim, sem ser rir, há quem responda que à Rússia não bastaria apenas fechar a torneira porque só assim, rebentando tudo, lançaria o caos, esquecendo-se, inclusive, que estes pipelines eram o mais poderoso instrumento de pressão de Putin contra as sanções da UE.

Joana Amaral Dias

Daniel Deusdado

Porquê Santarém? Por que não Santarém?

Indo direto à conclusão: esta semana percebeu-se que Santarém está na lista das possíveis localizações do aeroporto para enganar meninos. Soubemos que os "Engenheiros" já escolheram Alcochete, o mesmo os "Economistas". Santarém, liderado por um tipo com uma ideia (portanto um idiota, em linguagem nacional) anda por aí a fazer perder tempo a toda a gente. A Barraqueiro aparece envolvida, mas saltará logo que o poder sinalize a aventura como aposta inoportuna. Ainda assim, é intrigante: porque tratam tão mal a startup do dr. Brasão?

Daniel Deusdado

Sebastião Bugalho

A nossa Truss

Devo um agradecimento a António Costa. Esta semana, graças à sua bem-disposta prestação parlamentar, a minha hesitação sobre a escrita deste artigo esfumou-se. Desde a ascensão de Liz Truss a primeira-ministra que ponderava dedicar esta coluna à comparação entre a circunstância dos governos português e britânico e dos seus respetivos partidos. Ambos, afinal, estão no poder há muito tempo; talvez demasiado, para o seu próprio bem. À primeira vista, ensaiar um paralelo entre eles - os socialistas portugueses e os conservadores ingleses - poderia parecer descabido. À segunda, nem por isso. E o sr. primeiro-ministro fez por prová-lo no debate de quinta-feira.

Sebastião Bugalho

António Araújo

A conquista do inútil

Ele há mesmo coincidências, ou coisa que o valha, pois, que eu saiba, existem não um, nem dois, mas nada menos do que três livros com o título A Conquista do Inútil ou Os Conquistadores do Inútil. Um, académico, de Jean Kempf, sobre os fotógrafos dos conflitos americanos na viragem do século XXI; outro, porventura o mais conhecido (e até cá publicado, na magnífica colecção de literatura de viagens da Tinta-da-china), de Werner Herzog, sobre a atribulada rodagem do filme Fitzcarraldo nos confins da Amazónia; e o último, de Lionel Terray, sobre os heróis que primeiro escalaram os grandes picos, dos Alpes aos Andes, da Patagónia ao Anapurna.

António Araújo

Mais atualidade

Especial Lisboa

Mais Opinião

José Mendes

Putin vai tremer

Não foi tão apoteótico como em março. Mas os tiques propagandísticos continuam lá, bem entranhados no modus operandi de Vladimir Putin. Esta semana, depois de assinar os tratados de anexação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia, algo equivalente a cerca de 15% da Ucrânia, o presidente russo apresentou-se num palco perto do Kremlin, onde decorreu um concerto musical, e presenteou os milhares de pessoas aí presentes com as mensagens de propaganda que pensa fazerem dele um líder mítico: "A vitória será nossa!", "Bem-vindos a casa!", "A Rússia não abre só as portas de sua casa às pessoas, ela abre o seu coração".

José Mendes

Shiv Kumar Singh

Gandhi e os princípios hoje

A grandeza de um mestre não é só por causa dos seus ensinamentos, mas sim também devido aos seus discípulos e seguidores. O mestre ou um grande inspirador para as grandes figuras da humanidade como Nelson Mandela, Martin Luther King, Desmond Tutu de muitos outros foi Mohandas Karamchand Gandhi (2 de outubro de 1869, Porbandar, Índia - 30 de janeiro de 1948, Nova Deli, Índia) que é mais conhecido por Mahatma Gandhi. O título de Mahatma foi-lhe concedido por outro grande humanista e universalista e primeiro prémio Nobel da Literatura fora da Europa, Rabindranath Tagore, em 1913.

Shiv Kumar Singh

Pedro Patacho

Um Estado digno não pode sufocar as escolas de Ensino Especial

Com voluntarismo populista, que ignorou a realidade das escolas públicas, apagou-se, da terminologia docente, a adequada expressão Necessidades Educativas Especiais. Em sua substituição, apresentou-se uma categorização com três tipos de medidas: universais, seletivas ou adicionais. Com isto, anunciou-se uma escola pública inclusiva, onde todos, independentemente da gravidade dos seus problemas, teriam lugar. Não é verdade. Porque um lugar sem meios, nem recursos, para responder às necessidades não inclui - exclui.

Pedro Patacho

Raúl M. Braga Pires

Burkina Faso: Um golpe inoportuno!

O golpe deste 30 de setembro no Burkina Faso, em nada difere do de há oito meses do Tenente-Coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, agora derrubado pelo Capitão Ibrahim Traoré, sendo aqui que reside a diferença, na patente mais baixa, no que também se pode qualificar de geração mais nova. Mas isso é da vida! No que nada difere é na justificação para o golpe, já que o recém-criado Movimento Patriótico para a Salvação e Restauração (MPSR) acusa a Junta de Damiba não conseguir estancar o problema do jihadismo e falta de segurança, precisamente o que Damiba invocou há oito meses para derrubar o Presidente Roch Kaboré, reeleito para um segundo mandato em 2020.

Raul M. Braga Pires

Internacional

"Temos de resistir a este neofascismo. Mas perceber como é que continua a ganhar eleições" 

“Temos de resistir ao neofascismo. Mas perceber como ainda ganha eleições”

Antes de vir a Lisboa amanhã para uma Conversa Europeia com Isabel Santos (15h30, auditório B203 do ISCTE, entrada livre), o ex-jornalista, ensaísta e realizador francês, também eurodeputado, falou ao DN da vitória da extrema-direita em Itália e da obsessão de Putin com um confronto com o Ocidente. Filho do filósofo André Glucksmann e autor de Carta à Geração que Vai Mudar Tudo, Raphaël Gluckmann explicou ainda como, sem o envolvimento da juventude, não há democracia.

"A aliança entre a Rússia e a China vai reforçar a aliança entre os Estados Unidos e a Europa"

“Aliança entre Rússia e China reforçará aliança entre EUA e Europa”

Terão sido manifestamente exageradas as notícias que deram conta da morte da Europa. Afinal, no século XX, a Europa foi dada como morta por três vezes e três vezes renasceu, ainda que de formas diferentes. Desta vez, Carlos Gaspar, investigador no Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI-Nova) escolheu para título do seu último livro - a ser lançado no auditório do IDN em Lisboa no dia 13 - O Fim da Europa. Com ele, tentamos perceber se o fim desta Europa representa o princípio de uma outra qualquer e de como a guerra na Ucrânia influencia tudo.

Evasões

Notícias Magazine