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Adriano Moreira

Os riscos agravam-se

A geração que assumiu a responsabilidade de se manter viva na gestão da causa pública na década de 80, não teve já lembrança essencial possível daquilo que foi a batalha ideológica mundial na guerra de 1939-45, nem suficiente conhecimento do desastre humano em que a guerra se traduziu. Não é suficiente salvar pela memória escrita que morreram 60 milhões de pessoas. Que as cidades foram intencionalmente destruídas para quebrar as vontades nacionais, os poderes maiores da sociedade civil não puderam enfrentar os desafios provocadores. Também não foi notícia que chegue para separar a imaginação dos novos responsáveis, a convicção de que tinha ocorrido a última das guerras, que nunca mais um povo seria subjugado por outro, que o engrandecimento territorial pela força chegara ao fim, que o direito presidiria à relação entre as potências, que a esperança e a liberdade seriam iguais para as nações grandes e pequenas. Analisando, na dúvida que tal é o caso, o certo é que essa experiência está a despedir-se dos comandos, e tudo indica a possibilidade de, mais uma vez, retomar vigência a regra do saber comum, segundo a qual, a experiência dos outros não aproveita a ninguém.

Adriano Moreira

João Araújo Correia

Os médicos tarefeiros de hoje

Começamos a ter Médicos tarefeiros nos nossos Serviços de Urgência, há cerca de 20 anos. Na altura, foi a resposta encontrada para o aumento progressivo dos recursos à Urgência, em resultado da incapacidade manifesta de atendimento nos Centros de Saúde. Também me lembro, do enorme erro que foi a retirada dos Médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) das Urgências Hospitalares, em nome da necessidade serôdia da separação dos vários níveis de cuidados. Essa decisão, teve péssimas consequências, principalmente nos Hospitais Distritais. Ainda pude ter a grata experiência de trabalhar no Serviço de Urgência do Hospital de Barcelos como Internista, com três colegas de MGF na mesma equipa, de quem fiquei amigo. Nunca voltei a ter um diálogo tão fácil com os Cuidados Primários, com a capacidade real de fazer um tratamento integrado do doente crónico!

João Araújo Correia

Victor Ângelo

A Lituânia e Borrell erraram, devem emendar a mão

O Alto Representante para a política externa da União Europeia, Josep Borrell, considera correta a decisão lituana de interditar o trânsito através do seu território de determinadas mercadorias em circulação entre outras partes da Rússia e a região russa de Kaliningrado. Borrell esclarece ainda que a interdição apenas inclui os bens que fazem parte da lista de sanções da UE. Ou seja, o aço e outros metais, os materiais de construção, artigos tecnológicos e, em breve, o carvão e, mais tarde, o petróleo. Borrell procura proteger a Lituânia ao dizer que a decisão do governo desse país se limita a dar cumprimento ao que havia sido aprovado ao nível europeu. A interdição abrange cerca de 50% do tráfego ferroviário e por estrada entre Kaliningrado e o resto do território russo. Não diz respeito à passagem de pessoas, que continua aberta, embora com algumas restrições já antigas.

Victor Ângelo

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Miguel Romão

Está-se só à espera da demissão da Procuradora-Geral da República

Jéssica tinha 3 anos quando morreu. As circunstâncias da sua morte estarão a ser apuradas, há arguidos constituídos, a polícia investiga. Mas, de acordo com as notícias entretanto divulgadas, há também um facto desde já: a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) agiu no tempo devido e remeteu o processo de Jéssica ao Ministério Público em 2020, há dois anos, para que fosse instaurado o devido processo de promoção e proteção, na ausência de acordo dos pais. Há dois anos. Teria Jéssica 1 ano apenas ou menos até. E, repito, dois anos decorreram, entretanto.

Miguel Romão

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