Opinião

Isabel Capeloa Gil

A Ponte

O tempo é de incerteza, mas a falta de aspiração endémica do país, também não ajuda. Uma inflação galopante, a ameaça de um conflito à escala global, a que se somam as alterações climáticas, e as micro-desgraças do dia a dia, parecem apenas demonstrar que, quando a alma é pequena, nada vale a pena. Compensamos o desânimo com o refúgio à sombra do manto acolhedor do Estado, que transforma magros apoios em alavancas perenes de um sistema social, político e económico reconciliado com a mediocridade. E que torna esses apoios justamente estruturantes da atividade económica num país onde, há décadas, nada se passa sem o beneplácito do poder político. A maior conquista deste sistema endémico é, podemos dizê-lo, uma colonização do ânimo e da subsequente capacidade de aspirar.

Isabel Capeloa Gil

Pedro Marques

Mudar a contratação de professores

Não conheço ninguém da minha geração a quem um professor não tenha marcado o percurso de vida de um modo significativo. É, sem sombra de dúvidas, uma profissão que transforma a sociedade e que tem de ser valorizada. Decisiva para a continuação dos bons resultados da escola pública no reforço das qualificações e combate ao abandono escolar. Penso que a proposta do governo de alteração do processo de colocação de professores dá passos na direção certa.

Pedro Marques

Mark Cliffe

A maior ameaça do risco climático está nos extremos

Há muito que os cientistas alertam que as alterações climáticas afetarão adversamente os padrões do clima e as condições de vida em todo o mundo. Esses avisos estão agora a transformar-se numa realidade dolorosa. Pior ainda, o leque de resultados possíveis provou ser cada vez mais uma situação de alto-risco: eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades severas e inundações, são mais prováveis do que as estatísticas normais poderiam prever.

Mark Cliffe

Mais atualidade

Especial Lisboa

Mais Opinião

Pedro Tadeu

A extrema-direita é feminista?

Os dois políticos mais mediáticos da extrema-direita da Europa ocidental, entre Berlim e Lisboa, são, agora, duas mulheres: Marine Le Pen (duas vezes segunda candidata presidencial mais votada em França e que lidera o Rassemblement National, o terceiro grupo parlamentar do país) e, desde domingo, Giorgia Meloni, presidente do Fratelli d"Italia, o partido mais votado nas eleições antecipadas transalpinas e provável próxima primeira-ministra do país.

Pedro Tadeu

Ana Paula Laborinho

OPI ANA PAULA LABORINHO -- Salvar o nosso futuro

Para o mundo diplomático, o mês de setembro é marcado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, acompanhada de forma longínqua por grande parte dos cidadãos. Este ano a guerra da Ucrânia dominou as intervenções dos líderes mundiais, com presenças e ausências escrutinadas pela comunicação social e pelos debates públicos. Para nós, portugueses, não nos pode ser indiferente o trabalho do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, limitado na sua intervenção pela vontade dos países, mas conseguindo usar todos os meios para superar barreiras quase intransponíveis, como recentemente aconteceu com o transporte de cereais da Ucrânia ou a libertação de civis do complexo de Azovstal. É um esforço silencioso e muito lento, de que gostaríamos de ver mais resultados, mas a diplomacia requer tempo, muita resiliência e discernimento.

Ana Paula Laborinho

João Melo

As eleições no Brasil também nos dizem respeito

É já no próximo domingo, 2 de outubro, que os brasileiros serão chamados às urnas para escolherem o presidente da República, assim como os novos senadores, deputados federais e estaduais e governadores. A escolha do primeiro é o que mais tem mobilizado a atenção da opinião pública internacional. O facto justifica-se, desde logo, pela importância do Brasil, pois, afinal, trata-se do maior país da América Latina, o maior país de língua portuguesa e uma das principais economias do mundo, fazendo parte do grupo de potências do chamado Sul Global.

João Melo

Evasões