Legislativas 2022

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Isabel Capeloa Gil

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Falar de humanismo nos dias que correm parece ser exercício para académicos ou para filósofos. O termo acarreta uma carga intelectual que a maioria desconhece e muitos da minoria restante rejeitam, por desconhecimento ou ativismo. Na moda está aliás a crítica do humanismo e do seu étimo demoníaco - o humano - em nome justamente da afirmação do não humano, seja ele o animal, a natureza ou a máquina. O interessante é que o louvor do não humano se faz com uma linguagem que nada mais faz do que aplicar características humanas a esses outros. A gramática chama a tal ato personificação e somos diariamente confrontados com esta gesta. Os programas eleitorais e os placards das campanhas querem "dar voz aos animais, às pessoas e à natureza", ao mesmo tempo que clamam contra a toxicidade do ser humano. J.M. Coetzee no seu discurso de aceitação do Prémio Nobel da Literatura comparou a condição humana no tempo da exaustão planetária à de um novo Robinson, sozinho num mundo selvagem, "com possibilidade de perecer e sem esperança de salvação".

Isabel Capeloa Gil

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Guilherme de Oliveira Martins

"Antes de começar"

A obra do pintor Manuel Amado tem uma marca muito própria. Mais do que o arquiteto, evidencia-se quem procurou incessantemente a essência das coisas, dos espaços, dos caminhos e da humanidade que com eles se relaciona. Como disse José-Augusto França, "a técnica deste pintar é (...) lisa e impessoalmente serena, de luz igual, angular, na sua bastante aparência - como se nada o pintor quisesse acrescentar à imagem em si próprio nascida, na simplicidade dos elementos cenográficos, que outros não poderiam nunca ser". E Manuel Amado costumava dizer que a pintura "é o modo mais direto que existe para representar a realidade, considerando que a realidade somos nós que a fazemos. Sem interferência de palavra ou de ficções".

Guilherme d'Oliveira Martins

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