O risco de inundações nas margens do Rio Mondego continua significativo, embora a situação dos caudais já não seja crítica, continuando a verificar-se risco para as populações em Montemor-o-Velho, alertou o comandante nacional de Proteção Civil.“Continuamos com risco significativo de inundações no Rio Mondego. Os caudais debitados continuam a ser elevados, embora não críticos, como tinham sido no dia anterior. Portanto, continuamos com uma situação ainda de cheia, onde nomeadamente na zona de Montemor-o-Velho poderá haver ainda algum risco para as populações”, afirmou Mário Silvestre, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, onde fez um ponto de situação sobre a resposta ao quadro hidrometeorológico no país até às 12:00 de hoje.. O comandante nacional assegurou que a situação continua a ser monitorizada.A Proteção Civil prevê um desagravamento da situação hidrológica no país, mas há ainda risco significativo de inundações nas zonas de quatro rios (Mondego, Tejo, Sorraia e Sado) e risco de inundações nas áreas de 13 outros rios (Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana).No Tejo, os caudais continuam "bastante elevados, muitos deles provenientes das descargas das barragens espanholas", mas a informação que Portugal tem é o de que as descargas "irão diminuir", prevendo-se "um alívio na zona do Rio Tejo e em todas as zonas ribeirinhas afetadas por essas inundações".O alívio terá impacto no Rio Sorraia, nas zonas de Coruche e Benavente, que serão "menos afetadas pelas inundações", disse.No Sado, em Alcácer do Sal, "há um retorno ao leite normal, o que permitirá um regresso à normalidade" e aos trabalhos de recuperação.A melhoria nas condições meteorológicas terá "um impacto positivo na questão hidrológica, ou seja, dos enchimentos das barragens e no escoamento dos diversos rios", sendo natural que "ao longo destes dias, sobretudo nos cursos de água e nas zonas onde temos tido mais inundações, haja um desagravamento da situação a nível nacional", disse.Questionado se, relativamente às zonas no Rio Mondego, se mantém a recomendação para as pessoas retiradas de casas não regressarem às habitações, o comandante nacional explicou que "essa avaliação está a ser feita ao nível municipal".As indicações "vão ser dadas a nível mais local, uma vez que estão dependentes não só dos caudais descarregados pelos cursos regulados na zona do Mondego, mas também pelas afluências" em zonas não reguladas ou em rios não regulados, como o Ceira, explicou."O município de Coimbra está a fazer esse trabalho de forma extremamente positiva e profissional", elogiou.Entre as 16:00 de 02 de fevereiro e hoje até às 12:00, a Proteção Civil registou 18.589 ocorrências.A nível nacional há 122 planos municipais ativos neste momento e 15 declarações de situação de alerta em vigor, referiu ainda Mário Silvestre.Lusa.O Presidente da República regressou, numa visita não anunciada, a Alcácer do Sal para se inteirar da situação após as várias inundações registadas nas últimas semanas. Marcelo Rebelo de Sousa está neste momento a percorrer a zona riberinha na companhia da presidente da Câmara local. O chefe de Estado diz que falou durante a viagem com o presidente da Associação Portuguesa de Seguros, que lhe transmitiu que houve até ao momento cerca de 100 mil participações, das quais despacharam até agora 12 mil, tendo avançado 5 mil, sendo a grande maioria habitação. Salientou a falta de peritos.Marcelo referiu ainda a situação daqueles que não têm seguro. "Um problema imediato é como dar a esses estabelecimentos condições de desafogo financeiro para poderem voltar a trabalhar", disse, questionando até que ponto o Estado poderá intervir, tendo em conta que Portugal não tem um fundo para calamidades. A existir, como acontece em França e Espanha, segundo referiu, serviria "para fazer face a situações de maior envergadura", "que exigem um investimento extraordinário que os orçamentos do Estado não podem cobrir". Para o presidente da República a existência desse fundo de calamidade poderá se alvo de um debate no futuro, bem como o valor do mesmo.Ontem, em Coimbra, também numa visita surpresa, o Presidente da República apelou às seguradoras para agilizarem as peritagens, notando que está a demorar-se muito tempo com os relatórios de sinistro.A autarca de Alcácer salientou a necessidade de um pacote financeiro para a recuperação, uma vez que maior parte do investimento está alocado à despesa."Eu tinha que vir cá outra vez para fazer a comparação entre o que vi antes e agora e para ter a noção exata dos prejuízos", disse. Esperava que houvesse muitos prejuízos, não esperava que houvesse esta capacidade de recuperação", acrescentou, notando que a população já estava a recuperar de uma inundação quando as águas voltaram a subir e a inundar aquela zona.Notando que "estas calamidades vêm quando não se espera, ultrapassam o que se previa, demoram mais tempo do que se pensa e tudo acontece a um ritmo alucinante, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que deixam "consequêncas para muito tempo e a política tradicional não está pensada para este ritmo".Questonado acerca da eleição para as presidenciais que vai acontecer amanhã em Álcacer do Sal e noutros município e freguesias mais atingidos pelas intempéries, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que no fim de semana passado ficou provado que "quanto maior é o desafio mais lá estão na mesa de voto"..O rio Guadiana está neste momento estável na passagem pela cidade de Badajoz, após um pico de caudal registado pelas 06:00 de hoje que atingiu os 2.050 metros cúbicos por segundo (m3/s).Segundo avança a agência de informação espanhola Europa Press, que cita um comunicado da Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG), na barragem de Zújar, situada em Badajoz, o caudal pelas comportas de alívio aumentou 40 m3/s, sendo o caudal total de descarga de 440 m3/s, incluindo turbinas.Neste momento, mais de vinte estações de medição na bacia hidrográfica do Guadiana mantêm-se acima do limiar do nível vermelho.O rio Guadiana nasce em Espanha, em Campo Montiel e desagua no sul de Portugal, em Vila Real de Santo António, sendo um dos mais longos da Península Ibérica.Em Portugal, o Guadiana tem um percurso de 260 quilómetros num caudal e une o Alentejo ao Algarve.Lusa.Cerca de 28 moradores do bairro de Olho de Boi, em Almada, estão praticamente isolados, desde que há alguns dias um deslizamento de terras na arriba bloqueou a única estrada de acesso às suas casas.O Bairro do Olho de Boi é uma zona situada na frente ribeirinha de Almada, no distrito de Setúbal, entre a Fonte da Pipa/Jardim da Boca do Vento e a Quinta da Arealva, e está historicamente associado à Companhia Portuguesa de Pescas (CPP).Na sequência das tempestades que assolaram Portugal, uma parte da arriba desabou e desde então moradores e proprietários de afamados restaurantes da zona têm apenas como opção descer e subir os 210 degraus de uma escadaria desde a zona ribeirinha até ao elevador da Boca do Vento.O elevador está avariado desde o dia 02 de fevereiro e o caminho pedonal do ginjal, requalificado recentemente, não é também para os moradores uma opção, uma vez que a tempestade causou igualmente estragos naquela zona tornando o percurso perigoso.Nenhuma viatura tem agora acesso àquela zona.DN/Lusa.A campanha de solidariedade Reerguer Leiria para acudir aos lesados da depressão Kristin já permitiu ajudar 8.677 famílias com alimentos e artigos de higiene e disponibilizar gratuitamente 300 mil telhas, divulgou hoje a Câmara Municipal.. Em declarações à agência Lusa, o vereador Carlos Palheira disse que, em lonas e magas plásticas para cobertura dos telhados destruídos, o município cedeu gratuitamente material a 35 mil pessoas, num total superior a 1,5 milhão de metros quadrados.Relativamente à entrega de telhas, o autarca indicou que já foram disponibilizadas mais de 300 mil a 6.000 contribuintes, acrescido de outros materiais como cimento, cordas e espumas de poliuretano."Muitos destes materiais foram oferecidos ao município, embora as lonas numa primeira fase tivemos de as adquirir, mas depois numa segunda fase houve uma solidariedade nacional que nos fez chegar muitas lonas, que continuamos a disponibilizar", disse.Carlos Palheira sublinhou que, embora a operação se centrasse no concelho de Leiria, "a ninguém, mas ninguém, que tenha vindo de outro território, foi negado telhas ou lonas se delas precisassem"."Nada foi privado a ninguém, porque, numa atitude solidária, consideramos que se chove numa casa esse agregado também tem direito a receber estes materiais", frisou.Salientando que a solidariedade "ultrapassou fronteiras" na campanha Reerguer Leiria, o vereador da autarquia leiriense destacou que foram efetuados muitos donativos em materiais por entidades espanholas e francesas, que "foram muito solidários com a zona afetada e são um espelho do que é a comunidade portuguesa".Segundo Carlos Palheira, esta campanha foi também uma forma "muitíssimo mais rápida de dar resposta a tantas pessoas em situação crítica, já que foram largas dezenas de milhares de pessoas que ficaram com as coberturas das casas danificadas".A campanha Reerguer Leiria vai continuar ativa e só termina quando "o último telhado estiver fechado", enfatizou o autarca.Lusa.A Assembleia Municipal da Marinha Grande repudiou hoje a "inaceitável" demora da E-Redes na reposição do fornecimento de eletricidade às populações do concelho e exigiu a sua integral e urgente reposição.A Assembleia Municipal (AM) da Marinha Grande "manifesta o seu veemente repúdio face à inaceitavel demora da E-Redes na reposição do fornecimento" de energia no concelho, em que 11% da população permanece sem eletricidade, lê-se, na nota, aprovada na sexta-feira."À data de 12 de fevereiro de 2026, segundo dados oficialmente disponibilizados pela própria E-Redes, 11% da população da Marinha Grande permanece sem energia elétrica, situação que se prolonga muito para além do razoável e do admissível", refere.A E-REDES informou hoje que na zona mais crítica, às 08h00, cerca de 19 mil clientes estavam sem energia e que no total do território continental o número ascendia a 31 mil clientes.Na nota de repúdio, a Assembleia Municipal da Marinha Grande considera que, apesar do esforço dos trabalhadores no terreno, a ausência de estratégia na gestão, impede uma previsão concreta e fiável para a reposição total do serviço, constituindo "uma falha grave, que tem gerado um sentimento generalizado de insegurança, frustração e injustiça entre a população afetada"."Famílias, idosos, trabalhadores e empresas continuam impedidos de retomar a normalidade das suas rotinas, registando-se prejuízos significativos que não podem ser desvalorizados", lê-se no documento.A Assembleia Municipal da Marinha Grande solicita ainda à E-Redes a apresentação de um relatório detalhado sobre "as causas da falha, os constrangimentos existentes e as medidas de prevenção futura".Lusa .A intervenção da Segurança Social no âmbito das tempestades, com a mobilização de mais de 200 técnicos do Instituto da Segurança Social (ISS), deu apoio a 1.537 pessoas desalojadas, foi hoje anunciado..Segurança Social com mais de 200 técnicos no terreno apoia 1.537 desalojados.De acordo com informação divulgada pela E-Redes, às 8h00 de hoje, permanecem 31 mil clientes sem energia no território nacional, 19 mil dos quais nas zonas mais afetadas pelas tempestades.No anterior balanço, de sexta-feira às 17h30, a E-Redes apontava para cerca de 22 mil clientes sem energia na zona mais crítica e 32 mil no total do território continental..Estão a decorrer buscas para encontrar um casal de idosos que foi dado como desaparecido na sexta-feira em Montemor-o-Velho. O casal, com 68 e 65 anos, vive em Verride.Na sequência do alerta, dado pelas 19h45, realizaram-se buscas, que foram canceladas às 22h00, e já retomadas esta manhã..Por estes dias, o Carnaval já deveria ter invadido as ruas. No entanto, vários municípios afetados pelo mau tempo cancelaram os eventos previstos, entre os quais o de Torres Vedras, considerado o mais tradicional do país. Uma decisão que faz lembrar os tempos do covid.Leia a reportagem clicando em baixo:."Faz lembrar os tempos da Covid". População lamenta cancelamento do Carnaval de Torres Vedras após tempestades.O concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, continua com "limitações severas" ao nível das comunicações, que são asseguradas apenas em 30 a 40% do território através da rede móvel.Neste município, bastante afetado pela depressão Kristin, existem ainda localidades sem energia elétrica, embora em 96% do território a eletricidade já tenha sido reposta."Os casos ainda não resolvidos, referem-se a zonas/locais pontuais dispersos onde a gravidade dos danos na rede de baixa tensão é extrema, exigindo intervenções técnicas complexas e, por isso, mais demoradas", explicou a autarquia, nas redes sociais.Num balanço sobre os enormes estragos provocada pela tempestade, ocorrida em 28 de janeiro, até ao final desta sexta-feira a autarquia tinha reportados danos em cerca de 1.230 edificações, entre habitações, empresas e edifícios públicos.Já esta manhã, a Câmara de Figueiró dos Vinhos anunciou a abertura da piscina municipal na segunda-feira, nos horários habituais.No entanto, os balneários daquele equipamento vão continuar disponíveis para banhos quentes aos munícipes que, por de falta de energia elétrica na habitação, necessitem deste apoio.Lusa.A freguesia de Valada, no Cartaxo, continua isolada devido à subida das águas do Tejo. A Cãmara Municipal decidiu manter o funcionamento da automotora que faz a ligação entre a Ponte do Reguengo e esta localidade, até quarta-feira. Este meio de transporte tem permitido nos últimos dias a ida de crianças à escola e de pessoas aos locais de trabalho fora da freguesia..Só para o final do dia se espera uma descida significativa do caudal do rio Mondego, mas já se nota uma descida dos nível das água, embora a situação ainda seja crítica nesta zona.“Felizmente a situação hoje está melhor, mas ainda é complicada com muitos milhões de metros cúbicos de água no vale central”, disse o presidente da Câmara, José Veríssimo, à agência Lusa.Segundo adiantou o autarca, os níveis de água baixaram cerca de 15 centímetros no leito do periférico direito, que é uma das situações que está a cortar ao trânsito a Estrada Nacional 111. No próximo vale central os níveis também “baixaram alguma coisa”, embora na localidade de Ereira, isolada há várias dias, tenha “subido alguma coisa”, bem como na margem esquerda, relacionado com as marés e a entrada do periférico direito no rio.Várias localidades do concelho permanecem isoladas, procedendo-se ao transporte de bens e pessoas por barco. .O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas revelou na sexta-feira que foram realizadas 34 mil candidaturas ao apoio de 10 mil euros para a reconstrução de casas no Centro, Lisboa e Vale do Tejo.De acordo com Paulo Fernandes, nas duas principais comissões de coordenação e desenvolvimento regional - Centro e Lisboa e Vale do Tejo - deram entrada 9 mil candidaturas."Mais de 6 mil no caso na CCDR do Centro e cerca de 3 mil no caso da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. E temos mais de 25 mil pré-inscritas, ou seja, já estamos a falar de um universo de 34 mil candidaturas", indicou.O Conselho Intermunicipal da CIM Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.Depois do período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes informou que foram também acionadas 66 mil apólices de seguros, das quais "cerca de 8 mil são de empresas" e as restantes de habitações de particulares.DN/Lusa.A Autoestrada 16 (A16) está reaberta, depois de ter estado cortada durante cerca de hora e meia na última noite no sentido Sintra-Cascais na zona de Alcabideche após a queda de um placar publicitário na via, confirmou à Lusa fonte da Proteção Civil.O alerta para a ocorrência tinha sido dado dado pelas 21:40 de sexta-feira.Pelas 23:15, o trânsito foi cortado para serem realizados os trabalhos de remoção do placar publicitário que caiu para a via e estiveram no local 12 operacionais, apoiados por cinco viaturas, segundo o 'site' da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).DN/Lusa.Segundo o balanço das Infraestruturas de Portugal às 8h00, a circulação ferroviária regista alguns condicionamentos em linhas da rede nacional.Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas. .Bom dia Iniciamos aqui o acompanhamento ao minuto da situação no país devido ao mau tempo das últimas semanas. O sol brilha, finalmente.Depois de semanas consecutivas de tempestades, a chuva deverá dar algumas tréguas este sábado, dia em que, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o céu apresentar-se-á "em geral pouco nublado, com aumento temporário de nebulosidade"..Chuva não irá desaparecer, mas vai perder força e dar algumas tréguas durante o fim de semana. Veja em baixo o resumo do dia de ontem:.Marcelo voltou a Coimbra, falou em "aperto" e autarca suspirou de alívio por não ver a temida cheia centenária