A intervenção da Segurança Social no âmbito das tempestades, com a mobilização de mais de 200 técnicos do Instituto da Segurança Social (ISS), deu apoio a 1.537 pessoas desalojadas, segundo foi anunciado este sábado, 14 de fevereiro.Num comunicado, o gabinete da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social precisa que "houve também necessidade, até sexta-feira, de evacuar e realojar 22 instituições, na sua maioria estruturas residenciais para idoso (lares), abrangendo um total de 1.347 utentes".Entre os públicos acompanhados, a Segurança Social destaca pessoas idosas, pessoas com mobilidade condicionada, pessoas com deficiência sensorial, intelectual ou do desenvolvimento e crianças e jovens em situação de risco."Desde o primeiro momento e até à data, foram mobilizados mais de 200 técnicos do ISS, que têm integrado equipas operacionais, com capacidade de resposta permanente, flexibilidade operacional e reforço imediato, sempre que a evolução da situação o justifique", afirma.Em relação às 1.537 pessoas desalojadas, o gabinete da ministra explica que a Segurança Social está a coordenar e a assegurar apoio técnico e social a sete Zonas de Concentração e Apoio à População (ZCAP) fornecendo alojamento temporário seguro; alimentação e bens essenciais; condições de higiene e conforto; apoio psicossocial de emergência, entre outros".As referidas ZCAP são duas na Marinha Grande, uma em Ourém, duas em Alcácer do Sal e duas em Coimbra."Nos distritos mais afetados, e em parceria com as instituições, as equipas da Segurança Social têm visitado idosos beneficiários de Serviço de Apoio Domiciliário, de modo a manter o território mapeado em caso de necessidade de intervenção", refere o comunicado, adiantando que "também as Estruturas Residenciais para Idosos são contactadas diariamente correspondendo a cerca de 6.000 contactos já efetuados", adianta.A Segurança Social já obteve respostas de 7.103 instituições a um inquérito nacional para mapear necessidades."Em parceria com o INE, as equipas do ISS mapearam todas as instituições (ERPI e Lares Residenciais) com proximidade, por grau de risco, ao leito de cheia, para informar a Proteção Civil sobre eventuais riscos", adianta.O comunicado sublinha que de acordo com as necessidades específicas das populações afetadas identificadas pelas autarquias, as equipas da Segurança Social vão ajustando as respostas sociais e prestam formação em apoio psicossocial às equipas municipais que o solicitam."A Segurança Social mantém equipas no terreno a operar 24 horas por dia, em articulação permanente com as estruturas de Proteção Civil, autarquias e instituições de solidariedade social, assegurando respostas sociais ininterruptas e acompanhamento próximo das populações em situação de maior fragilidade, num esforço contínuo para mitigar os impactos das intempéries", adianta.