A ligação de barco entre Lisboa e Cacilhas está, nesta manhã de dia 3 de junho, a funcionar a 100%, de acordo com informação da Transtejo/Soflusa.Segundo a empresa no total a operação entre as duas margens do Tejo -- Lisboa-Barreiro; Lisboa-Seixal, Lisboa-Montijo e Lisboa-Cacilhas -- está a funcionar com 40% dos horários previstos.A TTSL adiantou ainda ao DN que recorreu da decisão do tribunal arbitral de não terem sido decretados serviços mínimos .Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), afirmou que o Hospital de São João, no Porto, tem o "bloco central totalmente encerrado", ou seja "100% das cirurgias programadas foram canceladas e serão adiadas". "Percebemos o transtorno que isto causa à vida das pessoas e, desde já, lamentamos, mas a verdade é que o grande responsável por isto é Luís Montenegro", afirmou a dirigente sindical à CNN Portugal.Para Joana Bordalo e Sá, o primeiro-ministro é "o responsável por cada consulta e cada cirurgia adiada hoje". "Os médicos o que estão a dizer ao país é que não querem esta reforma laboral, que vai tornar as condições de trabalho no SNS ainda piores". Em Braga, prosseguiu, o bloco central está a "funcionar com os serviços mínimos, que são os serviços de urgências. Apenas uma sala a funcionar em 12", afirmou. "Temos o bloco central em Viana do Castelo totalmente encerrado e o bloco no Hospital de Santo António [Porto] a funcionar com os serviços mínimos", acrescentou. ."Está a ser uma grande greve geral. Os dados que temos do período da noite demonstram que, de facto, há uma grande disponibilidade dos trabalhadores para assumirem o dia de hoje como um grande dia de luta", afirmou Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, a central sindical que convocou a paralisação desta quarta-feira (3 de junho). Num ponto de situação, por volta das 09h00, afirmou: "Nós temos nos hospitais, nas unidades locais de saúde apenas a funcionarem com serviços mínimos, temos na recolha dos resíduos sólidos urbanos, na maioria dos distritos, 100% de adesão. Os portos de Setúbal e Sines estão encerrados, os transportes com uma grande adesão, no Metro de Lisboa, na Transtejo/Soflusa, na CP, no setor aéreo".Tiago Oliveira destacou o setor da indústria, referindo que há um "grande número de empresas com adesão a 100% ou com a produção parada"."Estamos num grande momento de luta, num grande momento de afirmação e tudo isto se vai traduzir numa grande greve geral", disse.O secretário-geral da CGTP espera que sejam os trabalhadores, "com a sua luta, a sua entrega, força e convicção", a "derrotar o pacote laboral".Afirmou que o Governo apresentou "um pacote laboral com o carimbo do século XXI com medidas do século XIX". "É aquilo que mais profundamente atinge os trabalhadores", afirmou Tiago Oliveira, acusando o Executivo de "arrogância" na forma como tem conduzido o processo e de "falta de perceção da realidade". .Greve geral. Médicos e enfermeiros esperam que só serviços mínimos funcionem.Num primeiro balanço, José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof, afirmou que a greve geral "vai ter um impacto significativo nas escolas, com fecho de escolas, mas também com uma percentagem significativa, muito grande, da adesão dos professores".Em declarações à SIC, o responsável sindical indicou várias escolas que se encontram fechadas em Sintra, Coimbra, Olivais, Viseu, Castelo Branco, no Barreiro. José Feliciano Costa lamentou que o ministro da Educação não tenha adiado as provas ModA. "Ao não adiar as provas o que ele está a dizer é que de facto as provas não interessam, podem ser feitas noutro dia qualquer causando as perturbações que costumam causar nas escolas", afirmou. .Primeiro-ministro acredita que "esmagadora maioria" vai trabalhar na Greve Geral.Antes do início da greve geral já os portugueses sentiam os seus efeitos no setor dos transportes, com o Metro de Lisboa, por exemplo, que interrompeu o serviço às 23h00 de terça-feira. A empresa informou que a a normalização do serviço irá ocorrer às 06h30 de quinta-feira (4 de junho). "Os Sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, E.P.E. apresentaram um pré-aviso de greve para o próximo dia 3 de junho, pelo que não haverá circulação de comboios entre as 23h00 do dia 2 de junho e todo o dia 3 de junho", lê-se no comunicado da empresa, que "lamenta os inconvenientes causados".. Também a CP - Comboios de Portugal informou sobre os impactos da greve geral na circulação de comboios, tendo divulgado os serviços mínimos previstos para os comboios urbanos, regionais e de longo curso, que podem ser consultados aqui.Já na terça-feira, a CP suprimiu 235 dos 1061 comboios previstos até às 19h00..CP suprimiu 235 comboios na véspera da greve geral.Bom dia, Acompanhe aqui os principais impactos da greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de junho, pela CGTP. Uma ação de protesto contra as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo. .Portugal é um dos países europeus que menos greves faz