Num ponto da situação sobre a adesão à greve geral, o secretário-geral da CGTP salientou "grandes adesões em todos os setores". Tiago Oliveira deu alguns exemplos no setor privado, tendo em conta os dados apurados até ao momento. No setor da indústria destacou, por exemplo, 100% de adesão na DS Smith Leiria, na Sovena, na Bimbo, na Cerealto. Referiu ainda a Bosch, com 95% de adesão. Na construção, cerâmica, cimentos e vidro, deu como exemplos, Ciarga, Cimpor, ambas com 100% de adesão, e a Galvidro, com 88%. Abordou também empresas onde a produção "se encontra parada", referindo, por exemplo a GNL Solution Leiria, a Faurecia em Palmela, a Aapico e Fico Cables na Maia, a Knorr em Lisboa, a Mecachrome em Évora, entre outros.No que se refere à hospitalização privada, falou em "impactos significativos" nos Lusíadas Amadora e Lisboa, na CUF em Sintra e no Hospital Luz em Lisboa. No setor dos transportes, referiu 100% de adesão no Metro de Lisboa, na Transdev Viseu, na empresa de transportes urbanos da Guarda, na transportes urbanos da Guarda e na da Covilhã. Oficinas Carris com 98% de adesão, Soflusa/Transtejo, com 85%. A CP e IP "apenas nos serviços mínimos", referindo ainda "forte impacto no setor aéreo". “Temos um número significativo de encerramentos de diversos serviços nas autarquias, na recolha de resíduos encerrados ou a 100% [de adesão], um número elevado de escolas encerradas”, enumerou. ."Este é um Governo que, mais uma vez, revela um total alheamento da realidade". Foi assim que Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP reagiu ao ponto da situação feito pela ministra do Trabalho que disse que a "esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar nos seus locais de trabalho".O dirigente sindical diz que se trata de "um Governo que mete a cabeça na areia e recusa ver as evidências que estão perante os seus olhos"."O facto de a senhora ministra basear as suas declarações nas informações que pediu às confederações patronais, às grandes empresas e à banca é revelador do posicionamento deste Governo", afirmou. Para Tiago Oliveira, esta posição da ministra "está presente na construção do pacote laboral", também ele "um instrumento ao serviço das confederações patronais, das grandes empresas e da banca", criticou."Estamos perante um Governo completamente alheado da realidade de quem trabalha", sublinhou. .A reforma laboral, "Trabalho XXI", proposta pelo Governo, vai estar em discussão na Assembleia da República no próximo dia 18 (uma quinta-feira), depois de não se ter chegado a acordo em sede de concertação social. O agendamento foi feito esta quarta-feira, em pleno dia de greve geral convocada pela CGTP, contra, precisamente, as alterações à legislação laboral. .Na Educação, a ministra do Trabalho afirmou que o Governo tem a indicação de que "cerca de 40% dos alunos não puderam realizar" prova de português."Em geral, há entre 38 a 45% de escolas encerradas. Como sabem as escolas encerram por insuficiências de pessoal nas várias categorias. Temos 41% de adesão de pessoal não docente e apenas 24% de adesão dos professores", afirmou.Sobre os transportes, "a adesão é maior", reconhece. "Há um conjunto de meios de transportes que tiveram supressões, mas, em todo o caso, os serviços mínimos estão a ser assegurados, e , em alguns casos, tem havido transporte muito para além do previsto dos próprios serviços mínimos", disse. A expressão da adesão à greve "é muitíssimo reduzida" no setor privado. "O país está a trabalhar". "No setor público já não é naturalmente assim. Mas os serviços continuam a ser assegurados (...) os serviços de urgência estão plenamente assegurados", destacou. A ministra do Trabalho afirmou, no entanto, que uma greve geral "é sempre grave", uma vez que "impacta na vida de todas as pessoas". "Nesse sentido a greve geral é grave em si mesma, em todo o caso a greve parece ter significativamente pouca adesão", sobretudo no setor privado, considerou.Repetiu o respeito pelo direito à greve, mas afirmou que, ao final do dia, cabe ao Governo "executar o seu programa". "O Governo mantém, como é óbvio, a sua intenção de discutir o projeto de reforma laboral 'Trabalho XXI'", que já está na Assembleia da República. .A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho reconhece que no setor público, "naturalmente, temos uma maior adesão" à greve geral convocada pela CGTP, tal como aconteceu na greve de dezembro. "Em todo o caso, no setor público, os serviços estão genericamente a responder, ou em pleno ou em alguns setores com destaque para transportes e para a saúde através dos serviços mínimos que foram decretados e que estão a ser cumpridos", afirmou. Deu como exemplo que o "Instituto de Emprego e Formação Profissional e nos seus Centros de Emprego, está a funcionar a 100%, teve uma adesão de 3% dos trabalhadores".Em alguns locais de atendimento da Segurança Social "temos alguns encerramentos", disse, dando conta de uma adesão de "11,5%". "Há umas horas havia três Lojas do Cidadão encerradas", acrescentou, reafirmando que os dados têm de ser confirmados ao longo do dia. .A ministra do Trabalho afirmou que, "no setor privado, a adesão é absolutamente residual em algumas áreas mesmo nula". No setor industrial disse que "todas a fábricas a trabalhar nas áreas principais de produção em Portugal", referindo-se às áreas têxtil, calçado, metalomecânica. Os dados, referiu, foram fornecidos pela CIP e por algumas empresas deste sector. Em relação ao setor dos transportes, grandes superfícies e comércio, "as portas estão abertas". "Não houve qualquer perturbação no atendimento das grandes superfícies nem na logística, portanto no transporte de bens e mercadorias também se processou normalmente", afirmou Maria do Rosário Palma Ramalho. No turismo, os dados que chegaram ao Governo levaram a ministra a afirmar que "não há qualquer perturbação na hotelaria nem nas agências de viagens". "Por força da adesão na TAP, há efeitos indiretos, mas não na operação", disse.No setor agrícola, "a greve não teve qualquer expressão". "Mesmo no setor das grandes empresas agrícolas o funcionamento é absolutamente normal", afirmou. Na banca, "todas as agências estão abertas", adiantou a ministra. "Todos os serviços centrais estão a funcionar", disse. No que se refere ao setor da construção "não houve qualquer efeito também", segundo a ministra do Trabalho. Com dados da MEO, a governante referiu que nas telecomunicações "temos 1,2% de adesão"."Nos hospitais privados não há perturbação", disse, tendo como base os dados da Associação Portuguesa dos Hospitais Privados. "O funcionamento é normal". "E na prestação de serviços em outsourcing, 1,3% de adesão", acrescentou a ministra.Referiu que todos estes dados devem ser confirmados ao longo do dia, mas que "são já expressivos". "A esmagadora maioria dos trabalhadores do setor privado está a trabalhar e nos seus locais de trabalho", reforçou. .A ministra do Trabalho e Segurança Social afirmou que o Governo tem, "naturalmente", o "respeito total pelo direito de greve, mas também respeito pelo direito a trabalhar".Maria do Rosário Palma Ramalho apresentou números, ainda provisórios sobre a greve, dados pelas confederações de vários setores de atividade privada e pelas entidades públicas e diretamente por grandes empresas."Conclui-se que a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho", referiu a ministra, adiantando que outros trabalhadores optaram pelo regime de teletrabalho. .A ligação de barco entre Lisboa e Cacilhas está, nesta manhã de dia 3 de junho, a funcionar a 100%, de acordo com informação da Transtejo/Soflusa.Segundo a empresa no total a operação entre as duas margens do Tejo -- Lisboa-Barreiro; Lisboa-Seixal, Lisboa-Montijo e Lisboa-Cacilhas -- está a funcionar com 40% dos horários previstos.A TTSL adiantou ainda ao DN que recorreu da decisão do tribunal arbitral de não terem sido decretados serviços mínimos .Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), afirmou que o Hospital de São João, no Porto, tem o "bloco central totalmente encerrado", ou seja "100% das cirurgias programadas foram canceladas e serão adiadas". "Percebemos o transtorno que isto causa à vida das pessoas e, desde já, lamentamos, mas a verdade é que o grande responsável por isto é Luís Montenegro", afirmou a dirigente sindical à CNN Portugal.Para Joana Bordalo e Sá, o primeiro-ministro é "o responsável por cada consulta e cada cirurgia adiada hoje". "Os médicos o que estão a dizer ao país é que não querem esta reforma laboral, que vai tornar as condições de trabalho no SNS ainda piores". Em Braga, prosseguiu, o bloco central está a "funcionar com os serviços mínimos, que são os serviços de urgências. Apenas uma sala a funcionar em 12", afirmou. "Temos o bloco central em Viana do Castelo totalmente encerrado e o bloco no Hospital de Santo António [Porto] a funcionar com os serviços mínimos", acrescentou. ."Está a ser uma grande greve geral. Os dados que temos do período da noite demonstram que, de facto, há uma grande disponibilidade dos trabalhadores para assumirem o dia de hoje como um grande dia de luta", afirmou Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, a central sindical que convocou a paralisação desta quarta-feira (3 de junho). Num ponto de situação, por volta das 09h00, afirmou: "Nós temos nos hospitais, nas unidades locais de saúde apenas a funcionarem com serviços mínimos, temos na recolha dos resíduos sólidos urbanos, na maioria dos distritos, 100% de adesão. Os portos de Setúbal e Sines estão encerrados, os transportes com uma grande adesão, no Metro de Lisboa, na Transtejo/Soflusa, na CP, no setor aéreo".Tiago Oliveira destacou o setor da indústria, referindo que há um "grande número de empresas com adesão a 100% ou com a produção parada"."Estamos num grande momento de luta, num grande momento de afirmação e tudo isto se vai traduzir numa grande greve geral", disse.O secretário-geral da CGTP espera que sejam os trabalhadores, "com a sua luta, a sua entrega, força e convicção", a "derrotar o pacote laboral".Afirmou que o Governo apresentou "um pacote laboral com o carimbo do século XXI com medidas do século XIX". "É aquilo que mais profundamente atinge os trabalhadores", afirmou Tiago Oliveira, acusando o Executivo de "arrogância" na forma como tem conduzido o processo e de "falta de perceção da realidade". .Greve geral. Médicos e enfermeiros esperam que só serviços mínimos funcionem.Num primeiro balanço, José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof, afirmou que a greve geral "vai ter um impacto significativo nas escolas, com fecho de escolas, mas também com uma percentagem significativa, muito grande, da adesão dos professores".Em declarações à SIC, o responsável sindical indicou várias escolas que se encontram fechadas em Sintra, Coimbra, Olivais, Viseu, Castelo Branco, no Barreiro. José Feliciano Costa lamentou que o ministro da Educação não tenha adiado as provas ModA. "Ao não adiar as provas o que ele está a dizer é que de facto as provas não interessam, podem ser feitas noutro dia qualquer causando as perturbações que costumam causar nas escolas", afirmou. .Primeiro-ministro acredita que "esmagadora maioria" vai trabalhar na Greve Geral.Antes do início da greve geral já os portugueses sentiam os seus efeitos no setor dos transportes, com o Metro de Lisboa, por exemplo, que interrompeu o serviço às 23h00 de terça-feira. A empresa informou que a a normalização do serviço irá ocorrer às 06h30 de quinta-feira (4 de junho). "Os Sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, E.P.E. apresentaram um pré-aviso de greve para o próximo dia 3 de junho, pelo que não haverá circulação de comboios entre as 23h00 do dia 2 de junho e todo o dia 3 de junho", lê-se no comunicado da empresa, que "lamenta os inconvenientes causados".. Também a CP - Comboios de Portugal informou sobre os impactos da greve geral na circulação de comboios, tendo divulgado os serviços mínimos previstos para os comboios urbanos, regionais e de longo curso, que podem ser consultados aqui.Já na terça-feira, a CP suprimiu 235 dos 1061 comboios previstos até às 19h00..CP suprimiu 235 comboios na véspera da greve geral.Bom dia, Acompanhe aqui os principais impactos da greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de junho, pela CGTP. Uma ação de protesto contra as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo. .Portugal é um dos países europeus que menos greves faz