Nove feridos, um dos quais em estado considerado grave devido a queimaduras, é o balanço mais recente partilhado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O Comandante Nacional, Mário Silvestre, adiantou ainda que outras 24 pessoas tiveram de receber assistência médica no terreno. No meio do cenário de gravidade, o comandante deixou uma nota positiva: uma bombeira da Golegã, que ontem tinha sido assistida com queimaduras graves, já recuperou.Este impacto humano surge num dia marcado por condições meteorológicas “extremas”, que ditaram o registo de 92 ocorrências — 23 das quais com origem durante o período noturno. No combate às chamas estão atualmente mobilizados 3025 operacionais.O ponto de situação da Proteção Civil destaca cinco incêndios como os que causam “mais preocupação”: Vouzela, Barcelos, Cinfães, Setúbal e Arouca. Entre estes, a situação de Vouzela é a que exige maior atenção, devido a uma “propagação extremamente violenta” durante a noite, impulsionada por ventos fortes e condições severas.Caracterizado como “extremamente complexo”, o fogo de Vouzela chegou a queimar uma média de 600 hectares por hora, contabilizando já um total de 10 mil hectares consumidos. “Estão a ser feitos todos os esforços para evitar que afete a serra do Caramulo”, assegurou Mário Silvestre, recordando a elevada complexidade que também marcou o combate aos incêndios nesta mesma região no ano de 2013..A Autoestrada 25 (A25) que liga Viseu e Aveiro está cortada desde as 19:20 entre os nós de Vouzela e de Reigoso, disse à agência Lusa fonte da GNR de Viseu.A A25 está cortada entre o nó de Vouzela/São Pedro do Sul e o nó de Reigoso, concelho de Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, devido ao incêndio que teve início na quinta-feira em Vouzela.Segundo adiantou à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), o corte ao trânsito, em ambos os sentidos, ocorreu pelas 19:20 e não há previsão para a sua reabertura.Em alternativa, a GNR indicou a circulação automóvel pela Estrada Nacional 333 (EN333), uma via que liga Oliveira de Frades e Vouzela, com ligação depois à EN16.O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, Vouzela, e já se propagou aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.Este incêndio já provocou duas vítimas ligeiras, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela.Pelas 20:30, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.138 operacionais no terreno, apoiados por 377 veículos e cinco meios aéreos..A DGS ativou para Nível 2 - Laranja o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às elevadas temperaturas, e que corresponde a uma situação de risco elevado para a saúde da população.“No âmbito do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, a Direção-Geral da Saúde (DGS), por determinação da Autoridade de Saúde Nacional, procede à elevação do nível de risco para Nível 2 – Laranja, em todo o território continental”, adiantou a entidade liderada por Rita Sá Machado em comunicado.A DGS referiu que a ativação do nível Laranja corresponde a uma situação de risco elevado para a saúde da população, determinando o reforço da coordenação entre entidades, da monitorização da situação e da capacidade de resposta dos serviços e estruturas competentes, permitindo a “rápida mobilização de recursos adicionais sempre que tal se revele necessário”.O Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde prevê quatro níveis progressivos de risco, determinados com base em indicadores epidemiológicos, meteorológicos e de procura de cuidados de saúde – Nível 0, verde de preparação; Nível 1, amarelo de vigilância reforçada; Nível 2, laranja de resposta reforçada; e Nível 4, vermelho de emergência..O incêndio que começou em Vouzela na quinta-feira obrigou à evacuação de Belazeima do Monte, na serra do Caramulo, no concelho de Tondela, disse à agência Lusa, pelas 17:30, o segundo-comandante dos Bombeiros de Vale de Besteiros.“Neste momento, evacuámos a aldeia de Belazeima do Monte, depois de termos retirado as pessoas de Mançores”, na freguesia de São João do Monte, na encosta da serra do Caramulo, no concelho de Tondela, distrito de Viseu, disse Pedro Miguel.À agência Lusa, o segundo-comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros adiantou que não sabia quantas pessoas estavam em causa, mas a “principal preocupação é com as [pessoas] de mobilidade reduzida e mais vulneráveis”.“A frente mais ativa está neste momento na povoação de Mançores, vamos ver se começa a ceder ao combate. Outra situação grave que temos é a que está virada a São João do Monte, na encosta virada ao rio e agora a nossa preocupação é se há alguma reviravolta dos ventos, vamos ver”, acrescentou.“A qualquer instante chegam duas colunas de reforços, uma do distrito da Guarda e outra do Porto, o que vai ajudar muito os operacionais” no terreno, realçou Pedro Miguel.Segundo disse à agência Lusa fonte da Câmara Municipal de Tondela, as seis pessoas retiradas na manhã de hoje de Matadagas, regressaram a casa a meio da tarde, enquanto uns habitantes de Mançores, foram transportadas para uma instituição particular de segurança social (IPSS) da freguesia vizinha do Guardão, Caramulo, e outras optaram por casas de familiares.O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, Vouzela, e já se propagou aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.Este incêndio já provocou duas vítimas ligeiras, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela.Pelas 17:50, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)na internet indicava que estavam 1.105 operacionais no terreno, apoiados por 359 veículos e 13 meios aéreos..Espanha disponibilizou hoje um dos dois aviões Canadair solicitados por Portugal para apoiar o combate aos incêndios rurais, no âmbito do acordo entre os dois países, ativado preventivamente em paralelo com o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que Portugal acionou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.No âmbito do acordo com Espanha, o Governo solicitou o envio de dois aviões Canadair e uma equipa da Unidade Militar de Emergências (UME), um ramo das Forças Armadas espanholas para apoiarem no combate aos incêndios rurais.O Ministério da Administração Interna (MAI) avança que Espanha disponibilizou no dia de hoje um avião Canadair.Portugal pediu igualmente dois aviões Canadair a Marrocos..A DGS ativou hoje o Nível 2 - Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às elevadas temperaturas, e que corresponde a uma situação de risco elevado para a saúde da população. .Portugal vai ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos devido aos incêndios, anunciou o primeiro-ministro, garantindo que a capacidade nacional não está esgotada.“Temos todo o território sob risco muito elevado e entendemos que seria mais adequado termos disponibilidade e um reforço vindo dos nossos aliados, nesta luta contra o fogo”, disse Luís Montenegro em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Guimarães.O Governo decretou situação de alerta que está em vigor desde as 00:00 de hoje até às 23:59 de segunda-feira, devido ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".Perante a previsão de temperaturas elevadas e com 12 distritos do continente sob aviso vermelho devido ao calor, o executivo decidiu antecipar o pedido de apoio internacional, embora o dispositivo nacional de combate aos incêndios não esteja totalmente empenhado.Segundo Luís Montenegro, o objetivo é reforçar preventivamente os meios disponíveis e evitar a deslocação de recursos entre diferentes regiões do país.“Queremos que todos os meios que estão dispersos por todo o território estejam em prontidão imediata, caso possam ocorrer necessidades nas zonas em que estão localizados”, explicou Luís Montenegro, acrescentando que o objetivo é evitar a deslocalização de meios “de umas regiões para as outras”.O primeiro-ministro justificou a decisão com as circunstâncias excecionais, numa altura em que praticamente todo o território continental apresenta níveis elevados de risco de incêndio.O Mecanismo Europeu de Proteção Civil permite aos estados-membros da União Europeia e a outros países participantes solicitar assistência quando os meios nacionais são insuficientes ou quando pretendem reforçar a capacidade de resposta.Paralelamente, Portugal mantém acordos bilaterais de cooperação com Espanha e Marrocos que permitem a mobilização rápida de meios, incluindo aeronaves de combate a incêndios..A Câmara Municipal de Leiria anunciou que tem, a partir desta sexta-feira, 3 de julho, um canal de WhatsApp para avisos e alertas da Proteção Civil. Trata-se de "um novo canal de comunicação, o Leiria Proteção Civil, para que possa acompanhar, de forma rápida e simples, os avisos e alertas de Proteção Civil com impacto no concelho", refere o município.O novo canal de WhatsApp serve para "situações de emergência" e "recomendações de autoproteção e outras informações relevantes"."Estar informado é o primeiro passo para agir em segurança", defende a autarquia.Quem estiver interessado neste novo canal de comunicação da autarquia, deve adicionar o número 964 045 881 aos seus contactos e enviar uma mensagem com o texto: SUBSCREVO Leiria Proteção Civil [O SEU NOME]. ."Os animais também sentem os efeitos das altas temperaturas. Tal como nós, precisam de cuidados redobrados para enfrentar o calor em segurança", refere a Proteção Civil que divulgou várias medidas de proteção:- Nunca deixe os animais sozinhos dentro do veículo, mesmo por curtos períodos;- Não deixe o seu animal isolado em varandas, marquises ou outros espaços expostos ao sol;- Prefira passeios nas horas de menor calor, como o início da manhã ou o final da tarde;- Proteja o seu animal dos golpes de calor e das queimaduras nas patas causadas por pavimentos quentes, areia ou calçada;- Mantenha a higiene com banhos regulares e, se necessário, tosquias apropriadas à raça;- Garanta um ambiente fresco, arejado e com sombra dentro de casa;- Planeie com antecedência o transporte dos animais, considerando as temperaturas;- Opte por transportar os animais em horários de menor calor;- Redobre a atenção e ofereça apoio constante durante deslocações;- Assegure o acesso frequente a água fresca (não gelada);- Evite manter os animais confinados em transportadoras ou espaços muito pequenos por longos períodos;- Refresque-os pulverizando levemente com água limpa e fresca..O ministro da Defesa, Nuno Melo, destacou hoje em Guimarães, a articulação entre ministérios para aumentar a eficácia no combate aos incêndios e lembrou que pela primeira vez, em 2026, haverá helicópteros da Força Aérea envolvidos nesse esforço.Em declarações à saída do evento “Espaço: conhecimento, defesa e economia”, que decorreu no Centro Cultural Vila Flor, integrado no programa associado ao Conselho de Ministros, que tem lugar hoje, em Guimarães, Nuno Melo garantiu ainda que os militares “estarão presentes nas operações de prevenção, rescaldo, mas também de combate com meios aéreos”.Da estratégia adotada pelo Governo, o ministro revelou “a articulação que tem sido impecável a nível de diferentes ministérios, nomeadamente a Administração Interna, a Defesa Nacional e a Agricultura, para que num país com meios escassos e com múltiplas entidades que operam neste tipo de cenário, a articulação seja a melhor e, desse ponto de vista, a eficácia maior”.“No que tem a ver com a Defesa Nacional, o que nós estamos a fazer é a reforçar meios. Este ano, pela primeira vez, vamos ter helicópteros (da Força Aérea] empenhados no combate aos incêndios”, continuou o governante, revelando ter sido estabelecida uma estratégia na Base Aérea de Monte Real, em Leiria, “em que aeronaves P-3 Orion e Capri C-295 fazem a deteção precoce dos incêndios”.Dessa forma, prosseguiu, é possível “imediatamente empenhar os helicópteros para o combate sem que tenham que percorrer toda a grande teia burocrática, porque isso pode ser a diferença entre atacar um incêndio precoce ou no final ter que lidar com um grande incêndio”.Questionado se os helicópteros já estão a funcionar, Nuno Melo respondeu afirmativamente, acrescendo a isso, no que tem a ver com o exército, as “dezenas e dezenas de protocolos celebrados com autarquias” em que, “além da arma de engenharia empenhada, tem múltiplas patrulhas a percorrer o território nacional nesse esforço de deteção”.“São milhares de efetivos”, assinalou o governante, que incluiu nesse esforço os fuzileiros.Nuno Melo mencionou ainda a “aquisição de ‘kits’ de incêndios que são instalados em aeronaves C-130, que estarão operacionais a partir de 2027, mas podendo usar carga de água e calda retardante”, a que “acresce a aquisição de bombardeiros pesados Canadair, que estão em produção no Canadá e que chegarão, o primeiro em 2029, e o segundo em 2030”.Apesar do esforço a cargo do Estado português, o ministro apelou aos cidadãos para que diminuam os riscos, lembrando-lhes “serem parte da equação”.“Têm que limpar os seus terrenos, têm que estar atentos ao que está a acontecer, não devem fazer queimadas, acender fogos, porque o Estado só por si não vai dar resposta”, terminou.Lusa.A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, mostrou hoje “muita preocupação” com as altas temperaturas e reforçou os apelos para que a população siga as indicações da Proteção Civil e do Ministério da Saúde.“Vão ser praticamente 10 dias, segundo as provisões do IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], com temperaturas acima da média. E pior do que isso, as mínimas também são muito altas. Não há a capacidade de arrefecimento que geralmente há durante a noite. Conjuga-se a temperatura alta com ventos fortes, portanto temos aqui um conjunto de condições meteorológicas complicadas”, disse Maria da Graça Carvalho.A ministra, que falava aos jornalistas após a assinatura de protocolos com a Câmara Municipal de Guimarães, inserida no programa do Conselho de Ministros que se realiza hoje em Guimarães, no distrito de Braga, disse que os dias desta vaga de calor causam “uma grande preocupação”, mas mostrou esperança de que “as pessoas estejam conscientes do que é que é permitido fazer e o que é que é aconselhado ou desaconselhado fazer”.“O meu apelo é que sigam essas orientações. Há coisas que são mesmo proibidas (…). O nosso apelo é que sigam as orientações, tanto da Proteção Civil como do Ministério da Saúde, para que se consiga passar esta época de calor com o mínimo impacto possível”, disse..Portugal Continental em alerta a partir das 00h00. O que não pode (e pode) fazer. Maria da Graça Carvalho disse que tem estado em contacto “permanente” com os serviços das águas devido ao maior consumo registado nos últimos dias que já causou “algumas avarias nos sistemas de abastecimento, principalmente nos sistemas municipais”.“Felizmente temos reservas de água porque choveu muito este inverno. Temos as albufeiras, as barragens, com bastante reserva”, referiu.Quanto à eletricidade, revelando que “também foi batido um recorde do uso da eletricidade”, muito provavelmente devido aos “muitos ares condicionados ligados”, a ministra do Ambiente e da Energia garantiu que a rede elétrica portuguesa é “robusta”.“Espero que aguente. Houve uma avaria, mas nem sequer foi devido ao consumo excessivo, foi mesmo uma avaria normal na zona de Sintra e rapidamente repuseram as condições. Portanto até agora não houve nenhum problema na rede pelo uso acima do normal da eletricidade”, concluiu.Lusa.Castelo Branco passou a integrar o grupo de distritos com aviso meteorológico vermelho motivado pelo calor no fim de semana, indicou hoje o IPMA, que reduziu o período de vigência deste nível em parte do Norte e do Centro.Segundo uma atualização divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) perto das 13h00, o distrito de Castelo Branco (região Centro), para onde estava previsto um aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, vai estar no nível mais elevado, o vermelho, entre as 00h00 de sábado e as 23h00 de domingo.Leia mais aqui.Aviso vermelho em vigor até domingo alargado a 13 distritos.Num ponto da situação, ao início da tarde, o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, afirmou que o incêndio, que começou em Vouzela, não estava consolidado. "O flanco esquerdo do incêndio, em que nos aparece o Caramulo à esquerda, é o que mais nos preocupa", disse aos jornalistas, temendo que o fogo "se complique demasiado na próxima noite", devido ao vento.. Questionado sobre se existem meios suficientes para o combate às chamas, o autarca afirmou: "Em termos de meios terrestres, temos, sem dúvida nenhuma". "Os meios aéreos estão a trabalhar, mas na cauda do incêndio", disse, referindo-se a aviões de asa fixa e "dois helicópteros a trabalharem com caldas retardantes". Indicou ainda que mais máquinas de rasto "estarão para chegar"."Temos imensas estradas que foram percorridas pelo incêndio. Os serviços municipais estão fazer a limpeza das estradas onde o incêndio já está consolidado", referiu Alertou, no entanto, para a possibilidade de haver surpresas e, por isso, deixou apelo à população: "Façam as viagens que precisam de fazer, não mais do que isso"..O incêndio florestal que começou na madrugada de quinta-feira em Vouzela, distrito de Viseu, e se estendeu a mais três concelhos, já queimou mais de sete mil hectares de floresta e mato, revelam dados europeus.De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), o fogo que eclodiu pelas 03:04 de quinta-feira em Vouzela e se estendeu, depois, a Oliveira de Frades e Tondela (Viseu) e Águeda (Aveiro), a área ardida situava-se, ao início do dia de hoje, nos 7191 hectares, estando em expansão, já que o incêndio lavra há mais de 33 horas e permanece ativo.Os mais de 7000 hectares correspondem a cerca de 10.000 campos relvados de futebol de 11.Os dados consultados pela agência Lusa pelas 12:00, sustentados na informação recolhida pelos sensores VIIRS e Modis (instalados a bordo de satélites que orbitam a Terra), permitem ainda estimar um perímetro de incêndio com mais de 50 quilómetros (km), que se desenvolveu para oeste e sudoeste (em direção ao município de Águeda, pela zona florestal do Préstimo) e também para sul e sudeste, para as vertentes da serra do Caramulo, já no concelho de Tondela.Já as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para a zona onde o incêndio permanece ativo, indicavam, às 12h00, uma temperatura estimada de 29,3º centígrados e humidade relativa de 25,6%, segundo dados publicados na página fogos.pt.De acordo com os mesmos dados, é expectável uma subida da temperatura do ar ao longo do dia (máxima de 34,8º às 18h00) e uma queda abrupta da humidade relativa para um valor mínimo de 13% pelas 19h00.Ainda segundo o IPMA, a velocidade média estimada do vento cifrava-se, à mesma hora, em redor dos 18 quilómetros/hora (km/h) - com rajadas que poderiam chegar aos 43 km/h -, sendo, no entanto, de esperar uma redução da intensidade do vento ao longo do dia, voltando a aumentar a partir das 21:h0.No combate às chamas do incêndio que eclodiu em Vouzela estavam, pelas 12h40 de hoje, um total de 955 operacionais, apoiados por 308 viaturas e nove meios aéreos.Lusa.O ministro da Administração da Interna afirmou que o incêndio que começou em Vouzela é o que suscita "maior preocupação". "Esta noite foi um combate terrível, sobretudo pelas rajadas do vento”. Tínhamos perspectivado que pudesse ser assim. O vento vai agora começar a amainar durante o dia e vamos procurar estabilizar”, disse Luís Neves, acrescentando que o foco da Proteção Civil e dos bombeiros “é debelar, no primeiro momento, aqueles incêndios que se iniciam”, referindo que “a primeira fase do combate tem sido de grande sucesso”.“Quase todos os incêndios têm terminado ao fim de pouco tempo, fruto dessa celeridade e prevenção. É evidente que há um ou outro incêndio que foge a essa possibilidade de combate de se extinguir no início ”, disse.Referindo-se ao fogo que começou em Vouzela, afirmou: "Do ponto de vista de coordenação, estamos muito alinhados, muito concentrados neste grande incêndio que já atinge vários concelhos". Acrescentou que se espera um "dia de grande combate" para ver se se "consegue debelar" o incêndio. .Uma fábrica de componentes de madeira ficou hoje totalmente destruída pelo incêndio que iniciou em Cambra, Vouzela, disse à agência Lusa um dos sócios da FTC.“Somos produtores de biomassa para produção de energia em caldeiras, para substituição de gás, ou seja, temos um produto à base de madeiras e tínhamos um parque com quatro a cinco mil toneladas de madeira, que foi atingido por uma projeção”, contou Luís Lobo.À agência lusa, este sócio da FTC disse que a fábrica “tem um sistema de incêndios na fábrica, um tanque com 125 mil litros de água com bomba de incêndios” e o trabalho que foi feito foi o de “tentar controlar, essencialmente, as projeções”.“Mas eram de tal ordem que chegámos a um ponto que não conseguimos controlar. As projeções caíam em cima da madeira e nós não conseguimos controlar e tivemos de dar como perdida a madeira”, relatou.Luís Lobo disse que “ardeu tudo, é perda total, foi a madeira, o armazém, a oficina, a parte do processo, o escritório, foi tudo, até o chão de cimento está a rebentar com o calor”.“Na realidade, só ficou o terreno”.Com um total de 14 funcionários e após um investimento há quatro anos de quatro milhões de euros, Luís Lobo disse que os sócios deverão “reunir ainda hoje para decidir” os próximos passos a dar.“Temos um seguro, mas não sei o que vai cobrir, porque com os seguros nunca se sabe muito bem, é sempre complicado”, disse.A FTC, localizada na Zona Industrial 2 de Campia, em Vouzela, distrito de Viseu, foi “atingida por uma das projeções de uma das frentes do incêndio que começou em Cambra” na madrugada de quinta-feira.“Em poucas horas, anos de investimento, trabalho e dedicação foram reduzidos a cinzas, num golpe devastador para a empresa, os seus trabalhadores e toda a economia local. Em poucas horas, desapareceu um projeto de vida construído ao longo de anos”, lamentou.Segundo Luís Lobo, as restantes fábricas da zona industrial “não arderam, se ardeu alguma coisa foi mais pontual, mas à volta do espaço industrial ardeu tudo”.Este incêndio já provocou duas vítimas ligeiras, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela.O incêndio teve início às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra. Pelas 12:45, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 955 operacionais no terreno, apoiados por 308 veículos e nove meios aéreos.Lusa.Duas aldeias de Tondela foram evacuadas, uma durante a noite, outra está a ser agora, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros de Vale de Besteiros, pois o incêndio que deflagrou em Vouzela “está descontrolado” na encosta da serra do Caramulo.“Estamos a defender as aldeias com os meios que estão lá alocados, mas os meios são poucos, há aldeias sem meios”, afirmou o comandante Miguel Santos, que tem um hangar da corporação em São João do Monte, “uma das freguesias mais expostas” à frente do fogo.À agência Lusa, o responsável disse, pelas 11h45, que “durante a noite foi evacuada a aldeia de Matadagas e agora está a ser evacuada a aldeia de Mansores”, ambas na freguesia de São João do Monte, no concelho de Tondela, distrito de Viseu.As pessoas estão a ser retiradas para a sede da freguesia, São João do Monte, que fica numa “envolvência, como se pode ver, de verde, a única diferença é a espécie das árvores, carvalho, eucalipto, pinheiro, é tudo verde”.“Nesta encosta está tudo em perigo, porque este flanco apanha a vertente norte da serra do Caramulo e não está controlado. Estamos a falar de cerca de 15 quilómetros de frente para oito veículos de combate”, salientou.Miguel Santos disse à agência Lusa que “os reforços foram pedidos” e, na ocasião, sobrevoava “um helicóptero, mas não de combate, mas sim de coordenação” e, portanto, agora, “a esperança é chegarem [meios] de combate”.A presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, já tinha dito à agência Lusa que da aldeia de Matadagas foram retiradas “três pessoas idosas e uma criança” e “dois cães”.O incêndio teve início às 03h04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, Vouzela (distrito de Viseu). Pelas 12h15, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicava que estavam 960 operacionais no terreno, apoiados por 307 veículos e nove meios aéreos.Lusa.A CP cancelou hoje seis ligações Intercidades devido ao agravamento das condições meteorológicas e às temperaturas excecionalmente elevadas registadas em várias regiões do país, no âmbito do alerta vermelho em vigor.Em comunicado, a transportadora ferroviária explica que a decisão foi tomada de forma “preventiva e responsável”, com o objetivo de reduzir o risco de ocorrências durante a vaga de calor e “proteger o conforto e o bem-estar dos passageiros e dos trabalhadores”.As ligações hoje suprimidas são o intercidades 517, entre Lisboa-Santa Apolónia, com partida prevista às 12:30, e a Guarda, com chegada às 16:44, o IC 512, entre a Guarda, com partida às 12:48, e Lisboa-Santa Apolónia, com chegada às 17:00, o IC 523, entre Lisboa-Santa Apolónia, às 15:30, e Porto-Campanhã, às 18:43.As restantes são o IC 524, entre Porto-Campanhã, às 12:45, e Lisboa-Santa Apolónia, às 16:00, o IC 572, entre Lisboa-Oriente, às 14:02, e Faro, às 17:35 e, por fim, o IC 672, entre Faro, às 14:15, e Lisboa-Oriente, às 17:56.Leia mais aqui.CP cancela seis ligações Intercidades devido às temperaturas extremas.A Polícia Judiciaria (PJ) de Vila Real deteve dois homens, de 32 e 24 anos, "fortemente indiciados pela prática um crime de incêndio florestal", que ocorreu no domingo (28 de junho) em Ligares, Freixo de Espada à Cinta, foi esta sexta-feira (3) anunciado.No âmbito da investigação, foram recolhidos "fortes indícios de que os suspeitos utilizaram chama direta em espaço rural, ateando o foco de incêndio sobre vegetação seca, abandonando de imediato o local". Explica a PJ que o incêndio propagou-se, "consumindo uma área superior a 200 hectares"."Um dos detidos encontra-se também fortemente indiciado de, no dia 16 de junho de 2026, na mesma localidade, ter ateado um incêndio florestal, através de chama direta", revela a PJ que contou com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução das Ignições (GTRI) do Interior Norte e da GNR de Torre de Moncorvo na detenção dos dois homens. .Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Nespereira, Paulo Soares, um homem, com idade na casa dos 80 anos, ficou desalojado na povoação de Fornelos.“Até ao momento não temos feridos a assinalar”, acrescentou.Cerca de uma centena de operacionais, apoiados por três dezenas de veículos e três meios aéreos combatem um incêndio no concelho de Cinfães, distrito de Viseu, que deflagrou pelas 18:00 de quinta-feira, na localidade de Moimenta.Segundo Paulo Soares, o fogo está neste momento a evoluir favoravelmente, depois de uma noite complicada.“Trata-se de uma zona de mato, com muitas povoações dispersas, de difícil acesso. O vento tem estado muito forte no local”, descreveu.Lusa.Incêndio que começou em Vouzela com cinco frentes ativas.O incêndio que começou em Vouzela e esta esta sexta-feira, 3 de julho, em mais três concelhos e com cinco frentes ativas e vários focos espalhados pela força do vento, disse à Lusa, esta manhã, pelas 08h30, o presidente da Câmara.“A noite foi muito complicada, tal como tinha sido o dia de ontem [quinta-feira] e se prevê hoje. Estamos com muito vento e forte, e com muitos focos de incêndio pelo território, causados pelo vento. São cinco frentes ativas”, sintetizou o presidente do Município de Vouzela, Carlos Oliveira.As frentes “mais preocupantes e de maior dimensão” são duas, a que passou por Campia, em Oliveira de Frades, também distrito de Viseu, e a que “já chegou a Águeda, no distrito de Aveiro.“E essa é muito extensa e tem muita força. Depois, é a que está em Alcofra [Vouzela], na encosta da serra do Caramulo e já terá entrado no concelho de Tondela”, também no distrito de Viseu, adiantou o autarca.Carlos Oliveira adiantou que “durante a noite houve várias aldeias e localidades em risco, que foram confinadas, e houve pessoas que foram retiradas das suas casas, nomeadamente as mais vulneráveis e mais isoladas, por precaução”.Neste momento, pelas 08h30, “não há qualquer aldeia isolada ou confinada, mas é um processo sempre em movimento, porque as localidades que estão na linha de fogo poderão ir estando em perigo, mas é esse trabalho que também está a ser feito” pelas autoridades.“A compreensão e a ajuda das pessoas foram muito importantes. Contámos com muita solidariedade e muito trabalho por parte das populações que ajudam neste combate e temos muita destruição no território”, afirmou.Para já, o presidente espera que “os meios aéreos tenham condições para ajudar no combate de forma mais eficaz, nomeadamente nas frentes que estão mais ativas”..Fogo chegou à cidade de Águeda. O presidente da Câmara de Águeda, por seu lado, disse que o incêndio atingiu apenas anexos e casas devolutas, adiantando que não há pessoas desalojadas.“As informações que tenho até agora são de anexos e casas devolutas e até algumas em ruínas. Mas temos de fazer o balanço. Isto passou próximo de dezenas de aldeias e temos que avaliar com mais calma o que aconteceu”, disse Jorge Almeida à Lusa, adiantando, às 09:00, que não havia pessoas desalojadas.O autarca (PSD/MPT) aguardava a entrada em ação dos meios aéreos para ajudar a combater este incêndio, que diz ser “atípico, com uma brutalidade em termos de progressão”.“As projeções são diabólicas. Com este vento todo a empurrá-lo criou aqui um corredor por aqui abaixo desde Macieira de Alcoba até à cidade que foi uma coisa fantástica. Eram 10 da noite [22:00 de quinta-feira] e estava tudo tranquilo em Águeda, apesar de nos apercebermos da aproximação do incêndio, e às 04:30 ele já estava na cidade”, disse.Apesar de o incêndio ter entrado no concelho durante a madrugada, o presidente da Câmara disse que as pessoas estavam todas em alerta.A Câmara de Águeda já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.Jorge Almeida diz ter conhecimento de uma pessoa ferida com queimaduras, adiantando não saber em que condições é que ela se queimou: "Aparentemente tentou ele próprio fazer qualquer tipo de combate ao incêndio e as coisas não correram bem. Foi evacuado com algumas queimaduras”, explicou.Em declarações à Lusa, o comandante António Ribeiro, do Comando Sub-regional da Região de Aveiro, confirmou que o incêndio de Vouzela foi parar ao centro da cidade de Águeda durante a noite, mas neste momento a situação está pacifica naquela área.“Está muito fumo. Isto parece que é nevoeiro cerrado, mas com vida normal. As estradas estão abertas e está tudo a circular”, disse o comandante.António Ribeiro referiu que a maior preocupação neste momento é toda a linha de fogo que vem pela parte sul do incêndio desde Cambra (Vouzela) até Águeda que apanha muitas povoações pelo meio, adiantando que para já não foi necessário evacuar casas.“Houve a defesa das povoações por onde o fogo passou, mas não chegou a haver evacuações”, adiantou o responsável.Este incêndio já obrigou ao encerramento da Linha do Vouga entre as estações de Águeda e Sernada do Vouga.Segundo informação da Infraestruturas de Portugal (IP), encontra-se suspensa a circulação ferroviária entre Águeda e Sernada do Vouga devido a incêndio junto à via. .Às 7h00, os quatro maiores incêndios ativos no país mobilizavam mais de 1200 operacionais, com o de Vouzela, distrito de Viseu, a levantar maiores preocupações por ameaçar habitações e pelas difíceis condições de combate.Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que o combate a todos estes quatro incêndios - nos concelhos de Cinfães, Barcelos, Castelo de Paiva e Vouzela - será entretanto reforçado com meios aéreos.O incêndio que mais preocupa as autoridades é o que deflagrou em Vouzela, no distrito de Viseu, na quinta-feira à tarde, e alcançou o distrito de Aveiro, que ameaça habitações, já obrigou ao corte da linha ferroviária do Vouga entre Mourisca do Vouga e Águeda, destruiu um veículo dos bombeiros e alguns anexos agrícolas, além de ter provocado alguns danos em habitações.Segundo explicou à Lusa o comandante José Costa, da ANEPC, já se registaram ferimentos em três bombeiros, e num civil que ficou ferido com queimaduras e foi transportado ao hospital.Houve outras pessoas assistidas, mas sem gravidade, adiantou.Por volta das 04h00, fonte da Proteção Civil disse à Lusa que o incêndio estava a afetar "populações isoladas", tendo já causado, pelo menos, sete feridos.O fogo, que durante a madrugada estava "ativo com três frentes, a laborar com intensidade e com o vento a complicar os trabalhos", causou no distrito de Viseu, pelo menos, seis vítimas - todas com ferimentos ligeiros - entre os agentes da Proteção Civil, incluindo bombeiros.À Lusa, o comandante António Ribeiro, do Comando Sub-regional da Região de Aveiro disse que, "dadas as condições atmosféricas e meteorológicas do dia e ventos muito fortes", o fogo "tem vindo a afetar todo o concelho de Águeda, desde a parte mais serrana até quase à parte urbana da cidade"Este "incêndio muito intenso", continuou o responsável, está "a afetar muitas populações isoladas", sendo necessário "um esforço muito grande no combate para conseguir salvaguardar todos estes bens".António Ribeiro indicou ainda a existência de um ferido, não havendo mais informações sobre o estado da vítima.O alerta para a ocorrência foi dado por volta das 03h00 de quinta-feira.."Este é um momento sério". Autoridades reforçam a necessidade de prevenção na onda de calor e incêndios.Quase todo o território em perigo máximo e muito elevado de incêndio. 12 distritos sob aviso vermelho.Quase todo o território de Portugal continental enfrenta esta sexta-feira perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Está em risco máximo praticamente todo o interior Norte e Centro do continente assim como dezenas de concelhos dos distritos de Faro, Beja, Leiria, Coimbra, Aveiro e Porto.Sob perigo muito elevado está quase todo o Alentejo e mais de 60 concelhos dos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal, Leiria, Santarém, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.O IPMA colocou ainda oito concelhos dos distritos de Faro, Setúbal e Aveiro sob perigo elevado de incêndio, um dia depois de o Governo ter declarado situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.No início da semana, o IPMA alertou para o aproximar de "um longo período com tempo quente e seco", com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo, que se estendeu a outras regiões do país ao longo da semana.O Governo decretou situação de alerta, que vigora desde as 00h00 desta sexta-feira e as 23h59 de segunda-feira, devido ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais"..Onda de calor. Governo avança com declaração de situação de alerta a partir da meia-noite.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível "agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.O dispositivo de combate a incêndios rurais foi quarta-feira reforçado para entrar na sua capacidade máxima, numa altura em que a área ardida e o número de fogos duplicaram em relação ao mesmo período de 2025.Como medidas preventivas, na sequência da situação de alerta, é agora proibido o acesso e circulação a alguns espaços florestais, previamente definidos, assim como a realização de queimadas e queimas de sobrantes da exploração agrícola e a realização de trabalhos nos espaços florestais, com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais.Também não é permitido o uso de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, assim como o lançamento de balões com mecha, sendo suspensas autorizações que já tenham sido emitidas.Para proteger a saúde do calor, a Proteção Civil recomenda especial atenção com os doentes crónicos, crianças e idosos.No mesmo sentido, aponta a importância de se beber mais água, pelo menos 1,5 litros (o equivalente a oito copos), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas e optar por refeições leves.Também por causa da persistência das temperaturas elevadas, 12 distritos estão sob aviso vermelho (o mais grave). São eles Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja..Escolas, tribunais e centros de saúde não estão preparados para ondas de calor.Na rua, em casa ou no trabalho, o que fazer para se proteger do calor extremo que aí vem? .Portugal Continental em alerta a partir das 00h00. O que não pode (e pode) fazer