A circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa foi normalizada pelas 21h49 de hoje, após ter sido interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma inundação, adiantou fonte da empresa.O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa, Nuno Soares, tinha referido que o corte na circulação se deveu a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico.Além das equipas do Metro de Lisboa, também os Bombeiros Sapadores de Lisboa estiveram no local para retirar a água que surgiu no túnel.O Metropolitano de Lisboa revelou também hoje que adotou medidas de proteção das infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, que podem criar constrangimentos na circulação na sexta-feira de manhã.Antes do início da exploração na sexta-feira de manhã, estes materiais terão que ser retirados para serem "repostas as condições normais de funcionamento" do metro."Embora isto dependa do evoluir da situação (…), admitimos neste momento que há uma hipótese (…) de haver algum atraso na abertura à exploração das linhas Azul e Verde", frisou Nuno Soares.O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa acrescentou que a empresa irá atualizar de forma permanente a informação sobre as suas linhas.Lusa.A chuva persistente que tem caído nos últimos dias resultou em cheias, com os rios a galgarem as margens, em várias regiões do país. Em Vala Real, no concelho de Santarém (Vale de Santarém), não foi exceção.Junto à Ribeira de Santarém, a subida das águas levou mesmo as autoridades a proceder a evacuações. Foram retiradas mais de 200 pessoas no concelho, segundo a RTP.Presidente da Câmara de Santarém afirmou que, entre as medidas implementadas, foi determinada a evacuação de três zonas "mais críticas" do concelho: Ribeira de Santarém, Reguengo do Alviela e aldeia das Caneiras (onde a evacuação foi de 100%). Veja as imagens:.Num aviso à população, a junta de freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho informa que recebeu a informação da Proteção Civil do concelho de Vila Franca de Xira dando conta que, em relação ao caudal do rio Tejo, a "partir das 04h00 horas o risco passa a ser muito mais elevado, esperando-se problemas para essa altura, até à maré cheia, que ocorrerá pelas 05h00".À hora da publicação deste aviso nas redes sociais, por volta das 22h00, a freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho indicou que, segundo a Proteção Civil, "a primeira maré alta", que ocorreu cerca das 18h00, "passou sem complicações de maior". A junta de freguesia da cidade ribatejana indica ainda que "a situação está a ser permanentemente monitorizada"..A Câmara Municipal de Almada informa "decidiu decretar Situação de Alerta em todo o concelho", uma medida que entra em vigor a partir desta quinta-feira e que se prolonga até 13 de fevereiro, "devido às condições meteorológicas adversas provocadas pelas tempestades que se fazem sentir em todo o país.Com esta Situação de Alerta, pretende-se "reforçar as ações de prevenção, a segurança da população e a capacidade de resposta da Proteção Civil e de outros serviços municipais", justifica a autarquia, em comunicado. "A Situação de Alerta poderá ser prolongada, caso as condições assim o exijam", refere ainda a Câmara de Almada presidida por Inês de Medeiros .Segundo a autarquia, foram identificadas situações de instabilidade em encostas e taludes, bem como edifícios e outras construções em situação de risco, com potencial ameaça à segurança de pessoas e bens.A Câmara, refere a nota, "mantém-se no terreno, desenvolvendo ações de limpeza, reparação de danos e vigilância, acompanhando o evoluir da situação".Está marcada para sexta-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil para decidir se será ativado o Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil.“Durante o período de vigência da Situação de Alerta, a Câmara Municipal de Almada apela à colaboração da população no cumprimento das recomendações das autoridades”, salienta o município.Em Almada pelo menos 35 pessoas tiveram de ser retiradas de casa, entre as quais 22 idosos de um lar, devido a deslizamentos de terra ou galgamento costeiro, disse hoje a presidente da autarquia, noticia a Lusa. .O Metropolitano de Lisboa revelou esta quinta-feira que adotou medidas de proteção das infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações Terreiro do Paço e Cais do Sodré, que podem criar constrangimentos na circulação na sexta-feira de manhã.As medidas foram tomadas perante os alertas da Proteção Civil, que "apontam para uma noite complicada em termos de aumento do caudal do Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas", referiu à agência Lusa Nuno Soares, diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa.As medidas de proteção estão a ser adotadas nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, para "garantir tanto quanto possível a estanqueidade" nestas zonas.Antes do início da exploração na sexta-feira de manhã, estes materiais terão que ser retirados para serem "repostas as condições normais de funcionamento" do metro."Embora isto dependa do evoluir da situação (…), admitimos neste momento que há uma hipótese (…) de haver algum atraso na abertura à exploração das linhas Azul e Verde", frisou Nuno Soares.O diretor de comunicação do Metropolitano de Lisboa acrescentou que a empresa irá atualizar de forma permanente a informação sobre as suas linhas.Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.A circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa está esta quinta-feira interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico, indicou a mesma fonte.O Metro de Lisboa tem um sistema de bombagem de água instalado no local, mas que pela subida rápida, esta não foi suficiente para retirar toda a água que surgia dentro do túnel."Por razões de segurança, o Metropolitano interrompeu a circulação na Linha Azul e pediu a colaboração dos bombeiros, que dispõem também de equipamentos de bombagem, para reforçar o nosso próprio sistema", referiu Nuno Soares.Pelas 20:15, o nível da água estava a "baixar francamente", mas ainda não havia estimativa de hora para a reposição da circulação.Lusa.A circulação ferroviária dos comboios Intercidades na Linha do Norte foi esta quinta-feira restabelecida de forma parcial, estando suspenso o comboio internacional Celta e os Urbanos de Coimbra, devido a ocorrências provocadas pelo mau tempo.De acordo com a atualização da CP - Comboios de Portugal, pelas 19h30 de hoje, a circulação dos Intercidades (521, 721, 731, 723, 520, 720, 620 e 528) na Linha do Norte está a ser feita "com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal e Coimbra B".Ainda na Linha do Norte, realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.A circulação ferroviária na Linha do Sul e na Linha do Leste já foi retomada, indicou ainda a CP.Os comboios da Linha de Cascais irão sofrer alterações de horário, com a CP a recomendar a consulta no seu site, enquanto na Linha da Beira Baixa, a circulação está suspensa entre Entroncamento e Castelo Branco.Na Linha da Beira Alta, realiza-se serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda "com recurso a material circulante diferente do habitual".Continuam suspensas a Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e a Linha do Oeste.O mais recente balanço da IP - Infraestruturas de Portugal, pelas 18h00 de hoje, registava a circulação suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra B, na Linha da Beira Baixa: Mouriscas e Sarnadas e na Linha de Cascais, na via A entre Algés e Caxias.Também apontava para a circulação suspensa na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste: Mafra e Amieira, e na Linha de Vendas Novas, entre Muge e Marinhais."As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados", pode ler-se.Lusa.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu que ainda “não é o momento” de fazer a avaliação da atuação do Governo na resposta ao mau tempo que causou mais de uma dezena de mortes em Portugal.Após a reunião semanal do Conselho de Ministros, Luís Montenegro foi questionado na residência oficial, em São Bento, sobre se admite que o executivo teve falhas de comunicação como sugeriu o Presidente da República.“Já tive a ocasião de dizer, e vou aqui reiterar, este é um tempo onde o Governo e todos os seus membros estão concentrados em resolver problemas, não estão concentrados nem desfocados em fazer uma avaliação sobre tudo aquilo que aconteceu”, respondeu.Na terça-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a explicação, por parte do Governo, sobre o impacto da depressão Kristin "não correu bem", repetindo a expressão três vezes.Hoje, questionado sobre essas palavras, o chefe do Governo disse que o executivo terá tempo para fazer essa avaliação, depois de passar o momento de resposta à emergência no terreno.“Mas não é neste dia, nesta ocasião, neste momento, em que ainda estão tantos portugueses a precisar da nossa ajuda imediata, que nós vamos desviar a nossa força e o nosso foco para essa avaliação”, disse.Montenegro afirmou que o Governo será “sujeito ao escrutínio democrático” e exigente com o que depender da sua responsabilidade, avisando que será também “observador atento” do que possa ter funcionado menos bem fora do perímetro de ação do executivo“O país tem de saber conviver com esse exercício de forma madura e é isso que nós nos propomos fazer”, disse.Questionado sobre outra mensagem do Presidente da República, que defendeu a abertura de “um canal de entrada” de imigrantes para dar resposta à falta de mão-de-obra para reconstruir as zonas afetadas pela tempestade Kristin, o primeiro-ministro não manifestou intenção de criar canais adicionais.Montenegro defendeu que a informação que lhe chega do terreno é de que a maioria das empresas “não tem nenhum problema de mão de obra, mas precisa de maior agilidade de procedimentos”.“Sobre isso, a orientação que demos ao Instituto de Emprego e Formação Profissional é para que, conjuntamente com a estrutura de missão, possa trazer para esta missão todos aqueles que estão ainda disponíveis no nosso país”, afirmou.Caso haja necessidade de mais mão-de-obra, Montenegro instou as empresas a usarem o mecanismo criado no ano passado “para poder agilizar a vinda de trabalhadores estrangeiros”, o chamado Protocolo de Migração Laboral Regulada.“É, pois, à altura de podermos aproveitar, precisamente, esses instrumentos de uma forma ainda mais intensa e é o princípio que está subjacente à instrução que demos ao Instituto de Emprego e Formação Profissional”, defendeu.Lusa.O Presidente da República promulgou esta quinta-feira o diploma que cria um regime de apoios sociais e de 'lay-off' simplificado para as zonas atingidas pela depressão Kristin, segundo uma nota divulgada esta quinta-feira no site da Presidência da República.Esta foi uma das medidas aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário do passado domingo. No dia seguinte, o Ministério do Trabalho esclareceu, em comunicado, que no âmbito deste regime será garantido aos trabalhadores o pagamento do salário a 100% até ao triplo do salário mínimo nacional, isto é, até 2.760 euros."O empregador apenas suportará 20% do valor do salário do trabalhador, suportando a Segurança Social os 80% restantes", adiantou a tutela liderada por Rosário Palma Ramalho, sublinhando que a prova "da situação de crise empresarial é feita a requerimento do empregador pelos serviços competentes, nomeadamente o Instituto de Segurança Social".Quanto aos apoios diretos às famílias em situação de carência ou perda de rendimento, estes terão um limite de até 1.074,26 euros, sendo que o "montante a atribuir é variável, em função da avaliação efetuada pelos serviços competentes da Segurança Social" e é "compatível com outras prestações sociais", explicou na mesma nota, na segunda-feira, o Ministério do Trabalho.Este subsídio pode ser pago numa única prestação ou em prestações mensais, até ao limite máximo de 12 meses, acrescenta a tutela.O Presidente da República promulgou ainda o diploma que "fixa moratória dos empréstimos para as famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin", bem como um diploma que cria o Fundo de Contragarantia Mútuo, acrescenta a nota hoje publicada no 'site' da Presidência da República.Segundo explicou o primeiro-ministro no domingo, após o Conselho de Ministros extraordinário, foi acordada uma “moratória de 90 dias para os empréstimos às empresas e ao crédito à habitação para a aquisição da habitação própria e permanente”, ficando em aberto a possibilidade de se estender esse período de carência por 12 meses.Lusa.A Águas do Ribatejo aconselhou esta quinta-feira os clientes “a minimizar a utilização” das instalações sanitárias caso verifiquem cheias junto às suas casas, devido ao risco de inundação das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).Em comunicado, a empresa refere que face ao risco de inundação das estações de bombagem das águas residuais e das estações de tratamento, existe a possibilidade de não conseguirem acomodar “as águas residuais produzidas pela população”.Caso esse cenário se verifique pode levar mesmo ao “transbordo da rede, não só nas vias públicas, como em habitações térreas e garagens subterrâneas”, alerta.Por isso, a empresa aconselha os clientes a “minimizar a utilização dos sistemas de esgotos da habitação, principalmente instalações sanitárias, até ao momento em que se deixe de verificar inundação nos arruamentos”.A Águas do Ribatejo aponta que a água da chuva tem provocado infiltrações que se traduzem em “caudais afluentes às instalações” que estão “muito acima das capacidades instaladas dessas mesmas instalações”.E, acrescenta, a possível subida do caudal na bacia do rio Tejo “vai impedir o escoamento das águas residuais dos sistemas de saneamento dos aglomerados populacionais já bastante cheios”.A Águas do Ribatejo assegura ainda que continuará a monitorizar a situação e adotará medidas para mitigar a situação sem descrever quais.Lusa.O Presidente da República anunciou esta quinta-feira que já promulgou as novas medidas do Governo anunciadas pelo primeiro-ministro para responder aos efeitos das tempestades, que considerou "um pouco uma revolução na forma de atuação na administração pública"."São, como foi dito, um pouco uma revolução na forma de atuação na administração pública e, portanto, não são pacíficos", comentou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, junto à Basílica da Estrela, em Lisboa, referindo que o objetivo é "acelerar a atuação" dos poderes públicos.O chefe de Estado relatou que, na sua reunião de hoje com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já recebeu "os diplomas correspondentes a estas medidas que hoje anunciou" – entre as quais um regime excecional e experimental para acelerar a reparação urgente e reconstrução de casas, sem controlo administrativo prévio."Eu já os assinei, acabei de assinar, portanto, estão promulgados todos", anunciou.O Presidente da República defendeu que "agora o fundamental é verdadeiramente acelerar a satisfação da necessidade dos portugueses"."E, se o dinheiro chegar na segunda-feira aos portugueses e às empresas, e se for possível pôr de pé estes mecanismos todos, bom, então o mais importante é nós acelerarmos isso, porque as pessoas, como disse, estão naturalmente muito ansiosas, estão angustiadas e querem ver resultados visíveis depois daquilo que estiveram a viver ou que estão a viver", acrescentou.Lusa.O Governo, pela voz do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, apelou esta quinta-feira aos emigrantes portugueses que trabalhem na construção civil para regressarem a Portugal e ajudarem na reconstrução das infraestruturas danificadas pelas depressões Kristin e Leonardo. "O Governo português pede à nossa comunidade emigrante, àqueles que têm competências nas áreas da construção civil, sobretudo a esses, que a melhor ajuda é virem para Portugal ajudar nesta recuperação", afirmou hoje à agência Lusa, durante uma visita a Londres.Emídio Sousa salientou que o objetivo "não é para virem fazer gratuitamente esses trabalhos", pois "nós temos o dinheiro", numa referência aos 2,5 mil milhões de euros anunciados pelo Governo de apoio aos afetados, além dos pagamentos a cargo das seguradoras. O secretário de Estado sublinhou a escassez de mão-de-obra nacional para reparar infraestruturas públicas, fábricas e habitações, e admitiu que esta até pode ser uma "oportunidade de negócio" a aproveitar por empresas em países europeus com menor volume de trabalho nos primeiros meses do ano, citando países como França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha ou Inglaterra. O governante vincou que os processos terão de ser transparentes e íntegros para as despesas serem reembolsadas pelo Estado, mas mostrou disponibilidade do Governo para "agilizar" alguma burocracia que surja de empresários que tenham atividade noutro país. "Portugal neste momento tem fundos disponíveis para pagar estes trabalhos. Naturalmente que há um processo burocrático de faturação, de impostos. Nós teremos as estruturas de missão do Governo português que estão disponíveis para agilizar procedimentos e apoiar em alguma dificuldade que exista", vincou.Emídio Sousa disse acreditar "muito na boa vontade dos portugueses", mas pediu "prudência" no apoio a ações de recolhas de fundos por financiamento coletivo [crowdfunding] na Internet. Àqueles que queiram ajudar financeiramente, sugeriu que procurem instituições de âmbito social, como lares de idosos ou corporações de bombeiros que tenham sofrido estragos nas suas instalações, ou obtenham informação fiável junto de autarquias. "Que o direcionem concretamente para uma atividade de uma entidade idónea, porque às vezes esse 'crowdfunding' nas redes sociais, numa conta algures, pode não chegar ao destinatário que eles pretendem", alertou.DN/Lusa.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, entre domingo e as 18h00 de hoje, 6796 ocorrências na sequência das depressões Kristin e Leonardo e alertou para o impacto de descargas das barragens espanholas, principalmente na Lezíria do Tejo.“O que nós estamos a contar é que o impacto na zona da Lezíria do Tejo, estamos a falar dos municípios, sobretudo, de Santarém para baixo, comece a ocorrer por volta da meia-noite”, afirmou Mário Silvestre, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil.O responsável da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) falava num balanço operacional da depressão Leonardo, que se seguiu à Kristin, e acrescentou que se perspectiva “uma noite de muita alerta por toda a população”, recomendando a quem estiver “numa zona potencialmente inundável” para tomar “todas as medidas de precaução”."As previsões apontam para a manutenção dos caudais de descarga que estão neste momento a ser efetuados e, portanto, a nossa maior preocupação está no rio Tejo pelo elevado caudal que está a ser descarregado pelas barragens espanholas", frisou Mário Silvestre, notando que a barragem de Cedillo (Espanha) estava a debitar "caudais na ordem dos 7.000 metros cúbicos por segundo".A depressão Leonardo, que continua a afetar Portugal continental, de norte a sul, com episódios de chuva “está a provocar, obviamente, um grande impacto do ponto de vista hidrológico” e há um conjunto de rios e albufeiras “já com muita água e com muita dificuldade na gestão desta água”, referiu.O comandante nacional salientou que “os cursos principais dos rios estão extremamente elevados” e “fora da sua margem”, implicando “que todas as ribeiras que são seus afluentes acabam por também estar fora das suas margens”, com risco não só para as povoações ribeirinhas diretamente afetadas, mas para todas as populações junto a cursos de água.Lusa.O presidente da Câmara Municipal da Golegã, no distrito de Santarém, disse esta quinta-feira que decidiu adiar as eleições presidenciais para dia 15, para evitar a deslocação de pessoas, devido ao mau tempo.“Contactamos a Comissão Nacional de Eleições e optámos por adiar o ato eleitoral, aliás como muitos municípios já fizeram”, disse António Camilo, em declarações à Lusa.O autarca referiu ainda que pediu o adiamento das eleições presidenciais, previstas para domingo, em todas as assembleias de voto do concelho.Lusa.Portugal continental vai começar a sentir no sábado de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos da depressão vão começar a ser sentidos na região Sul, em especial no litoral, na manhã de sábado, "com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras"."Prevê-se que os maiores valores acumulados de precipitação ocorram a sul do rio Tejo, incluindo a região da grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas, o que contribuirá para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras destas áreas", pode ler-se no comunicado do IPMA.A partir da tarde de sábado, com o deslocamento da depressão para leste, prevê-se uma intensificação do vento no litoral Centro, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h, bem como ocorrência de precipitação por vezes forte.A precipitação ocorrerá sob a forma de neve acima de 900 metros de altitude, subindo temporariamente a cota para 1200/1400 metros entre o início da manhã e o final da tarde, com acumulados superiores a 25 cm acima de 1400 metros na Serra da Estrela.O instituto sublinhou ainda que a agitação marítima irá manter-se forte durante este período, prevendo-se ondas do quadrante oeste até sete metros de altura significativa na costa ocidental, em especial a sul do Cabo Carvoeiro, podendo atingir 13 metros de altura máxima, sendo ondas até cinco metros de sudoeste na costa sul do Algarve.Toda a costa de Portugal continental está sob aviso laranja de agitação marítima pelo menos até sábado.Já Évora, Setúbal, Santarém, Beja, Portalegre estão sob aviso amarelo de chuva até ao final de manhã de sábado.Braga, Castelo Branco, Viana do Castelo, Vila Real e Guarda estarão sob aviso laranja por neve durante o fim de semana, enquanto Faro, Setúbal e Beja estarão sob aviso laranja por vento no sábado.Lusa. Governo admitiu a possibilidade de libertar trabalhadores de obras públicas que, por sua vontade, estejam disponíveis para prestar serviço nas localidades mais afetadas pelo mau tempo.“O Estado dará também uma contribuição. Estamos disponíveis para suspender algumas obras que temos sobre a nossa responsabilidade, se as empresas e os trabalhadores dessas obras estiverem disponíveis para ir prestar serviço nessas localidades”, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na comunicação ao país.Antes, Montenegro já tinha avançado que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai iniciar a recolha das necessidades de mão-de-obra junto das empresas de construção civil e das autarquias locais.Lusa.O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que o Governo considera que “na esmagadora maioria do país” há condições para se realizar a segunda volta das eleições presidenciais no domingo e fez “um apelo veemente” à participação.“Apesar do tempo que possa vir a estar no domingo, escolher o mais alto magistrado da nação e decidir o futuro de Portugal é uma tarefa, é uma honra, um dever e um direito”, afirmou Luís Montenegro, apelando a algum “espírito de disponibilidade e sacrifício” dos portugueses para que não deleguem em outros a escolha que depende de cada um.Luís Montenegro falava na residência oficial, após a reunião semanal do Conselho de Ministros, que se iniciou às 09h30 e foi a segunda desta semana concentrada na resposta às consequências do mau tempo em Portugal.Questionado sobre a hipótese, hoje defendida pelo candidato presidencial André Ventura de adiamento das eleições, o primeiro-ministro invocou a lei para casos pontuais de “freguesias ou municípios” em que tal possa acontecer,“Parece-me que, na grande maioria do país, na esmagadora maioria haverá condições” para se realizar a segunda volta das presidenciais, defendeu.Lusa."Não vamos descansar enquanto não superarmos todas estas adversidades", assegurou o primeiro-ministro, referindo-se, por exemplo, à falta de energia elétrica, a quem esteja com as casas sem telhado e à falta de comunicações."Nós não vamos deixar ninguém para trás", garantiu..Primeiro-ministro alertou sobre os "riscos elevados que ainda teremos nos próximos dias" e, por isso, apelou: "zonas ribeirinhas e estradas instáveis devem ser evitadas e, se for caso disso, evacuadas".Tendo em conta as previsões de chuva e cheias para hoje e os próximos dias, o primeiro-ministro espera "a colaboração de todos". "Portugal enfrenta desde o dia 28 uma catástrofe sem precedentes. Ao impacto dessa tempestade junta-se agora uma outra com um registo histórico comparável em termos de pluviosidade (...)".Montenegro disse que o Governo ordenou a presença da ASAE no terreno para fazer a fiscalização de eventuais ocorrências do "crime especulação [de preços] ou açambarcamento” de materiais de construção.Para que não falte mão de obra, o IEFP vai juntar-se à Estrutura de Missão no terreno para avaliar a situação de modo a "recrutar" em Portugal , mas ao mesmo tempo para "poder utilizar o canal para a imigração laboral regulada" para ter mão de obra para a construção nas zonas mais afetadas pelo mau tempo. .Foram ainda dadas orientações para que "fosse decretada a situação de contingência nas zonas com risco maior em termos de inundações", informou o primeiro-ministro na declaração ao país. "Garantimos, assim, a continuação da mobilização de todos os meios" no terreno. "Também hoje aprovamos diplomas que criam um regime excecional para acelerar os processos e decisões que sinceramente nunca foi experimentado, até hoje, em Portugal", disse, referindo-se a medidas temporárias.Explica que o Estado vai deixar de exigir fiscalização prévia nas obras de recuperações urgentes nas zonas afetadas. “Para tempos excecionais, o Governo aposta em medidas excecionais”..O primeiro-ministro afirmou que a plataforma para acesso aos apoios aprovados no passado domingo já está disponível no site apoioscalamidade.gov.pt.A partir de sexta-feira 275 espaços do cidadão e 12 carrinhas móveis estarão nos concelhos afetados para ajudar todas as pessoas que tenham dificuldade de acesso à plataforma de apoios.Apoios até 10 mil euros já estão abertos e acessíveis, disse. Montenegro referiu os apoios previstos às famílias afetadas pela tempestade vão chegar o mais tardar na segunda-feira.“Apoios estão a avançar com uma rapidez sem precedentes”.“Nunca o Estado respondeu com esta rapidez e, independentemente de estarmos absolutamente cientes do drama que para muitas famílias, pessoas e empresas significa a situação por que estão a passar, quero também dar esta palavra de que estamos mesmo a esgotar todas as nossas possibilidades para decidir rapidamente poder acorrer às suas necessidades”, afirmou Luís Montenegro.Luís Montenegro anunciou que o estado de calamidade vai ser prolongado até 15 de fevereiro"Na reunião do Conselho de Ministros, o Governo decidiu prolongar situação de calamidade, porque sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram esta situação de calamidade", justificou. .Chuva sem precedentes e o risco de cheias colocam "riscos sérios em várias regiões do país", disse o primeiro-ministro, que apelou que todos sigam as recomendações das autoridades. "Governo tem feito um esforço enorme para mobilizar todos os recursos que temos, seja para decidir rápido seja para responder de forma eficaz a todas as muitas necessidades das pessoas" Montenegro disse que "foi feito tudo aquilo que era possível até ao momento para restabelecer o abastecimento de energia". .Na declaração ao país, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou "sentidas condolências às famílias das vítimas, diretas e indiretas do mau tempo, e uma "palavra de esperança e conforto" aos que estão a ser afetados pela "catástrofe natural"."Nas próximas horas, muitos vão continuar a enfrentar situações de extrema dificuldade".Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, pede "extremo cuidado" nas zonas onde existem cursos de água, referindo que entre os rios com risco de inundações significativas estão os rios Vouga, Mondego, Tejo, Águeda, Sorraia e o Sado. Entre os que tem elevado risco de inundação estão os rios Lima, Guadiana, Ave, Douro, Tâmega e o Lis, entre outros. No ponto de situação, ao final desta tarde, a Proteção Civil informou que foram registadas, entre domingo e as 18h00 de hoje, 6796 ocorrências, com mais de 23 mil operacionais. As inundações são as principais ocorrências. .A Câmara de Pombal também pediu o adiamento da realização das eleições presidenciais, marcadas para o próximo domingo (8 de fevereiro), segundo o Expresso.É a terceira autarquia a fazer este pedido, na sequência dos efeitos do mau tempo, após Alcácer do Sal e Arruda dos Vinhos. .Quatro viagens do navio Lobo Marinho marcadas para sexta-feira e sábado, entre a Madeira e o Porto Santo, foram canceladas devido à previsão de mau tempo, indicou hoje a empresa Porto Santo Line, responsável pela ligação marítima.De acordo com informação disponível no ‘site’ da operadora, foram canceladas as viagens Funchal - Porto Santo às 19h00 e Porto Santo - Funchal às 22h30 na sexta-feira.Já no sábado, a Porto Santo Line cancelou as ligações Funchal - Porto Santo às 08:00 e Porto Santo – Funchal às 18h00.As viagens foram canceladas devido às más condições meteorológicas previstas, na sequência da depressão “Leonardo”.Hoje, a capitania do Porto do Funchal atualizou os avisos de vento e agitação marítima fortes para o arquipélago da Madeira, prolongando-os até às 06:00 de sexta-feira, com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Devido à manutenção destas condições meteorológicas adversas, a capitania incite nas recomendações a toda a comunidade marítima e à população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras.Lusa.A Autoeuropa interrompeu a produção nos turnos da noite de quarta a sexta-feira devido à falta de componentes por problemas abastecimento causados pelo mau tempo, o que levou a alterar as datas do referendo ao pré-acordo laboral.Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT) explica que os ‘downdays’ (dias de não produção) do turno D, provocados pela escassez de componentes, afetaram diretamente o calendário inicialmente definido para o referendo ao acordo pré-laboral.A votação estava inicialmente prevista para decorrer hoje e na sexta-feira, mas foi ajustada para garantir a participação dos quatro turnos, após a interrupção da atividade nos turnos da noite de quarta-feira, quinta-feira e também no turno da noite de sexta-feira, devido a dificuldades de alguns fornecedores provocadas pelo mau tempo.Segundo a estrutura representativa dos trabalhadores, o referendo decorre nos dias 6 e 9 de fevereiro, de forma a assegurar “igualdade de voto para todos os trabalhadores”.A Comissão de Trabalhadores indica ainda que a empresa foi informada de que esta alteração não poderá comprometer, caso o pré-acordo seja aprovado, os acertos retroativos, a atualização das tabelas salariais nem o pagamento do prémio único de 500 euros em fevereiro.Lusa.A Comissão Nacional de Eleições (CNE) indicou esta quinta-feira que a lei "não permite" o adiamento geral das eleições a nível nacional, mas apenas nos municípios que o solicitem.“A lei não obriga ao adiamento em todas as assembleias de voto do município, nem permite o adiamento geral das eleições a nível nacional”, referiu a CNE num comunicado intitulado “No próximo domingo há eleições”.Este esclarecimento da CNE surgiu depois de o candidato presidencial André Ventura, apoiado pelo Chega, ter defendido o adiamento por uma semana da segunda volta das eleições presidenciais, considerando não haver condições para a sua realização devido aos efeitos do mau tempo.A CNE explicou que, como último recurso e a título excecional, os presidentes de câmara municipal podem adiar a votação em cada assembleia de voto, baseada em circunstâncias locais, excecionais e concretas, designadamente quando não estejam asseguradas condições de segurança, de acesso às secções de voto dos eleitores ou de funcionamento da assembleia de voto.“A existência de estado de calamidade, avisos meteorológicos ou situações adversas de caráter geral não constitui, por si só, fundamento suficiente para o adiamento da votação ao nível concelhio ou distrital”, reforçou.Em alguns municípios têm sido alterados os locais de voto, de forma a garantir o regular funcionamento do processo eleitoral, sendo este o método preferencial a ser adotado, considerou.A CNE apontou ainda que qualquer decisão de adiamento da votação deve ser de imediato divulgada junto da população, sendo a votação obrigatoriamente realizada no sétimo dia posterior.“Não obstante qualquer adiamento, os resultados do escrutínio provisório são na mesma divulgados a partir das 20:00 do dia 8 de fevereiro [domingo]”, garantiu.Apelando à participação dos cidadãos nas eleições de domingo, a CNE recomendou a confirmação do local de voto através do número 3838 ou em www.recenseamento.mai.gov.pt.O município da Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, que se encontra em situação de calamidade até domingo devido às cheias provocadas pelo mau tempo, avançou hoje ter decidido adiar as eleições para a Presidência da República, em articulação com as entidades competentes, para o próximo dia 15 por não estarem “reunidas as condições de segurança necessárias”.Lusa.Sem comunicações e com cerca de 50% da população em risco de não ter eletricidade até ao dia 14, a freguesia de Carriço, no concelho de Pombal considera não haver condições para as eleições presidenciais, no domingo.“Isto está extremamente caótico”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carriço, no concelho de Pombal, Ricardo Grilo, lamentando que “cerca de metade da população esteja há oito dias sem luz e sem comunicações”.De acordo com o autarca na freguesia, com 90 quilómetros quadrados, “existe energia em algumas partes da freguesia”, mas falta ligar à rede “entre 40 e 60% dos lugares” onde a Junta já fez “um levantamento de onde é que não há luz e quais são os pontos prioritários”, mas, lamentavelmente, “a E-Redes não tem nenhum plano para a reparação”.A junta de freguesia conseguiu, no domingo, que fossem “disponibilizados três geradores”, cedidos por duas empresas de Fátima e outra do concelho de Pombal, mas “para colocar os geradores em funcionamento, temos de ter autorização da E-Redes e uma equipa que faça a ligação e indicar em que local é que nós podemos colocar os geradores”.“Lamentavelmente e vergonhosamente, não tivemos a resposta da E-Redes” o que tem indignado a população, num protesto que deverá subir de tom depois de a Junta ter sabido, na última reunião com a empresa, que “até ao dia 8 vão conseguir energizar os PT's (postos de transformação) e, se tudo correr bem, conseguem levar energia até às casas onde há cabos e postos partidos apenas no dia 14 de fevereiro”. “Estamos a falar de mais de três semanas sem energia para muitas destas famílias e, numa freguesia sem zona industrial e com cerca de 200 empresas dispersas pelo território, sem conseguir trabalhar, são milhares de prejuízos”.Desde a depressão Krintin, na “freguesia desprezada”, foi a Junta que procedeu à limpeza de estradas e caminhos e à reparação dos edifícios escolares” para abrir o ATL esta semana, com a expectativa de que viria a energia, entretanto”.Mas no Carriço, nem energia, nem água, nem comunicações, à exceção de um ‘starlink’ instalado na sede da Junta.“Quem quer telefonar tem de sair da freguesia, quem quer tomar banho tem que ir a Pombal, fazer mais de 20 quilómetros” e a esta população só vai valendo “o apoio que a Freguesia está a dar a dezena e meia de famílias que precisam de bens essenciais, sobretudo comida”. ."Acho muito difícil conseguirmos abrir mesas de voto". Um cenário de desolação testemunhado à Lusa por um elemento da Assembleia de Freguesia, Nelson Miranda, que garante que “desde sábado não se vê ninguém da E-Redes, nem da Proteção Civil, nem de empresas de telecomunicações a tentar resolver os problemas no terreno”, deixando ao abandono a população, maioritariamente idosa.A Junta de Freguesia “realojou duas famílias, uma das quais já voltou para casa”, mas “as pessoas estão a sentir cada vez mais dificuldades, sem eletricidade para conservar alimentos, tal como as empresas, nomeadamente uma de congelados, que perdeu todo o stock”, segundo o presidente da autarquia que teme que “não vá haver condições para fazer a votação” das presidências no domingo.“Essa decisão ainda está a ser equacionada com o município de Pombal, mas, se não houver alterações, acho muito difícil conseguirmos abrir mesas de voto”, afirmou Ricardo Grilo.. Os caudais dos rios Lis e Lena estão a estabilizar em Leiria, não se prevendo um alargamento da área inundada, disse hoje o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal, Luís Lopes.“A notícia mais importante é que os caudais estão a estabilizar, ou seja, a área inundada não se espera que haja um alargamento a não ser que haja um rombo num dos troços do Lis ou do Lena [afluente do primeiro], o que não é expectável, uma vez que há uma redução da pressão também nestes locais”, afirmou Luís Lopes.O autarca falava aos jornalistas nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações municipal na sequência da depressão Kristin.Lusa.As Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo disponibilizaram hoje os ‘links’ relativos às plataformas ‘online’ onde pessoas, empresas e municípios afetados pelo mau tempo poderão reportar os prejuízos.As plataformas podem ser acedidas através dos ‘links’ https://www.ccdrc.pt/pt/areas-de-atuacao/administracao-local/apoio-tecnico-e-financeiro/tempestades-2026/, para a CCDR do Centro, e https://www.ccdr-lvt.pt/2026/02/ccdr-lvt-disponibiliza-plataformas-de-apoio-as-pessoas-afetadas-pelas-calamidades-de-2026/, para a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, revelou o Ministério da Economia e da Coesão Territorial, em comunicado.Os dois ‘links’ servem para “reporte e inventariação de prejuízos”, na sequência das recentes intempéries ocorridas nas regiões do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, em especial da tempestade Kristin, abrangendo estragos em habitações, agricultura, municípios e empresas.O reporte é fundamental para a “avaliação dos impactos e eventual ativação de medidas de apoio aos cidadãos, municípios e empresas”, lê-se nos ‘links’ das CCDR do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.“Se a sua habitação foi afetada, pode proceder ao reporte dos prejuízos, até ao montante máximo de 10.000 euros”, informam as plataformas ‘online’ para pedir apoios, indicando que a legislação em vigor define dois escalões de enquadramento, designadamente prejuízos até 5000 euros e de 5.000 a 10.000 euros.Lusa.Após "análise do cenário meteorológico e hidrológico previsto para os próximos dias e o "potencial" impacto, Setúbal decidiu ativar esta quinta-feira o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil. "A decisão da Comissão Distrital de Proteção Civil de Setúbal, liderada pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, foi tomada em reunião de carácter preventivo e de coordenação operacional, realizada nos Paços do Concelho", lê-se no comunicado da autarquia.A Câmara refere que, de acordo com os avisos meteorológicos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da "informação hidrológica disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente", as previsões são de "precipitação persistente, aumento significativo dos caudais e risco de inundações".A Comissão Distrital de Proteção Civil vai voltar a reunir na sexta-feira para um novo ponto de situação, tendo sido recomendado "a todos os municípios que ativem os respetivos planos municipais"..Um total de 89 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico pelas 15h30 desta quinta-feira, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo pelo continente português.Numa informação enviada à Lusa, a empresa explicou que àquela hora, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin afetavam 75 mil clientes.Segundo a fornecedora, o distrito mais afetado é o de Leiria, com 54 mil clientes sem luz, seguido de Santarém, com 11 mil, Castelo Branco, com sete mil, e Coimbra, com três mil clientes ainda sem energia elétrica.O balanço anterior, relativo às 07h30, havia 86 mil clientes sem fornecimento. Lusa.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, irá fazer uma declaração ao país pelas 19h00, na residência oficial, em São Bento, após a reunião do Conselho de Ministros.Fonte do gabinete do primeiro-ministro disse à Lusa que a reunião, que começou, pelas 09h30 já terminou e Luís Montenegro dirigiu-se depois a Belém, para a reunião já anunciada com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. .O IC10 reabriu hoje ao trânsito depois de concluídas as avaliações técnicas ao tabuleiro da Ponte Salgueiro Maia, informou a autarquia de Santarém numa nota colocada nas redes sociais. De acordo com a nota, a circulação, que esteve temporariamente interrompida devido a uma avaliação técnica ao tabuleiro da ponte, está agora restabelecida, ainda que com condicionamentos no sentido Santarém–Almeirim, onde apenas uma via permanece aberta. No sentido inverso, Almeirim–Santarém, as duas vias encontram‑se totalmente transitáveis.A autarquia refere que, “na sequência das inspeções realizadas”, foi confirmada “a segurança das condições de circulação”, permitindo a normalização progressiva do tráfego na via.Segundo o comunicado, a situação seguirá sob acompanhamento das entidades competentes, que continuarão a monitorizar a infraestrutura.Lusa.O Município de Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais devido ao mau tempo, foi esta quinta-feira anunciado.“Face aos eventos meteorológicos dos últimos dias e consequente ativação do Plano Municipal de Emergência, o dia da eleição para o Presidente da República - 2.º Sufrágio, que estava previsto realizar-se no dia 08 de fevereiro, realizar-se-á no dia 15 de fevereiro de 2026, nos locais e horários anteriormente definidos”, informou a câmara municipal em comunicado.Recorde-se que a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, já tinha decidido, também esta quinta-feira, adiar as eleições presidenciais de domingo no concelho, devido à situação de calamidade, tendo já comunicado essa intenção à Comissão Nacional de Eleições (CNE).DN/Lusa.Cerca de 50 vias rodoviárias estão condicionadas no distrito de Santarém devido ao mau tempo e ao aumento dos caudais do Tejo e afluentes, indicou hoje a Proteção Civil, sublinhando a ativação do alerta vermelho para a bacia do Tejo.Num aviso à população, o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alerta para o encerramento de troços em dezenas de estradas, entre nacionais, regionais e municipais, em vários concelhos do distrito de Santarém.De acordo com a Proteção Civil, no município de Salvaterra de Magos há quatro vias submersas e outras quatro na mesma situação no município do Cartaxo.O concelho de Santarém é o mais afetado, com nove estradas condicionadas e a povoação do Reguengo do Alviela isolada.No município da Golegã, estão contabilizadas oito vias com troços interrompidos e vários campos agrícolas inundados, ao passo que na Chamusca quatro estradas estão submersas ou interditas.Em Alpiarça há seis vias condicionadas e o parque do Carril está inundado.Já no concelho de Almeirim há oito estradas condicionadas e em Abrantes a estação de canoagem de Alvega encontra-se parcialmente inundada.No município de Constância, dois arruamentos estão também parcialmente inundados, bem como um parque de estacionamento, e em Torres Novas há três vias condicionadas, enquanto que em Vila Nova da Barquinha o estacionamento e cais do Almourol estão totalmente submersos e o parque ribeirinho foi interdito.No município de Sardoal a área de lazer da Lapa (margem esquerda) está inundada e no concelho do Entroncamento há um troço de estrada submerso.Já no município da Azambuja, contam-se três vias submersas e a localidade de Carvalhos está isolada. Por outro lado, os taludes dos rios Ota e Alenquer cederam em Vila Nova da Rainha.Lusa.A Câmara Municipal de Alcochete interditou a circulação de veículos e pessoas na frente ribeirinha devido ao risco de subida das águas do Tejo e apela à população “que mantenha um comportamento preventivo e de segurança”.Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Alcochete, no distrito de Setúbal, um dos concelhos ribeirinhos do Tejo, explicou que o município está a acompanhar a situação e a tomar medidas de prevenção junto dos residentes.A Autoridade Nacional de Emergência e de Proteção Civil ativou hoje o alerta vermelho para a bacia do Tejo, devido à subida abrupta do caudal, provocada pelas descargas das barragens espanholas e pela precipitação registada no país, o que coloca em risco as zonas ribeirinhas.A próxima preia-mar em Alcochete será às 17h44 e voltará a acontecer às 06:00 de sexta-feira.Fernando Pinto adiantou que, na madrugada de hoje, o rio Tejo esteve “bastante agressivo” na zona ribeirinha, destruindo uma zona da muralha e provocando danos na Ponte Cais que já foram comunicados em oficio para a Administração do Porto de Lisboa, entidade responsável pela infraestrutura.“Estamos muito preocupados com este aumento do caudal do Rio Tejo. Esta madrugada foi muito difícil e, com as descargas que estão a ser operacionalizadas em Espanha, face à probabilidade de rutura das respetivas barragens, é, efetivamente, um problema que temos aqui em mãos”, disse o autarca.À população é recomendado que não estacione veículos junto à zona ribeirinha e que retire as viaturas de garagens que estejam em caves.O município de Alcochete determinou ainda o encerramento do posto de turismo e do Núcleo de Arte Sacra, ambos situados junto ao rio.Na madrugada de hoje, segundo o autarca, a força das águas do Tejo, causaram alguns estragos também nestas infraestruturas.Fernando Pinto explicou que estava, pelas 17:00, no terreno a contactar a população residente junto ao rio, providenciando a distribuição de sacos de areia para ajudar a conter uma eventual enchente do Tejo que possa galgar a muralha e afetar as habitações.“Estamos em contacto permanente com as pessoas, no sentido de as alertar para a perigosidade que possa, eventualmente, acontecer, deixando contactos telefónicos para nos podermos dirigir rapidamente aos locais onde sejamos necessários”, disse.Lusa.O concelho da Sertã tem ainda 2.085 clientes sem fornecimento de energia elétrica, revelou esta quinta-feira esta Câmara do distrito de Castelo Branco, na sequência da depressão Kristin.“De acordo com a informação transmitida pela E-Redes à CMPC [Comissão Municipal de Proteção Civil], às 08h00 desta manhã registavam-se 2085 clientes afetados no concelho da Sertã”, informou a autarquia.Segundo a informação disponibilizada pela E-redes, de um total de 282 postos de transformação, 178 encontram-se já energizados.O município da Sertã explicou ainda que à medida que vão sendo restabelecidas ligações à rede de média tensão, alguns geradores começam a ser deslocados para outras localidades do concelho, permitindo a redução progressiva dos casos de ausência de energia.“Todos os meios nacionais da E-Redes estão no terreno, contando ainda com o apoio de equipas provenientes de Espanha, estando igualmente previsto o reforço com meios oriundos da Irlanda e de França”.No que respeita à circulação rodoviária, a Estrada Nacional (EN) 2 mantém-se cortada ao trânsito no troço compreendido entre a Barragem do Cabril e Pedrógão Pequeno, para realização de trabalhos de limpeza e desobstrução da via.A Câmara Municipal da Sertã está também a monitorizar o caudal da ribeira da Sertã, devido à precipitação intensa que se tem registado no concelho.“O caudal da Ribeira da Sertã (Ribeira Grande) encontra-se sob monitorização, estando a ser avaliada a afluência de água proveniente de montante, bem como a previsão de intensificação da precipitação nas próximas horas e nos próximos dias”.Dada a previsível subida rápida do caudal dos cursos de água, a autarquia alerta para o risco de cheias e de inundações.Lusa.As competições de futebol no distrito de Leiria vão continuar suspensas por tempo indeterminado devido aos danos "catastróficos" da tempestade Kristin, enquanto em Coimbra, Santarém e Lisboa mantêm-se os jogos deste fim de semana, confirmaram esta quinta-feira os responsáveis.Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Futebol de Leiria (AFL), Carlos Mota Carvalho, traçou um cenário desolador após o levantamento preliminar dos estragos."A situação está catastrófica. Estamos a fazer o levantamento dos danos nos campos e pavilhões e não sabemos realmente quando é que os clubes terão condições [para retomar a atividade desportiva]", afirmou, sublinhando que, por agora, não é possível "dar qualquer data ou previsão" para o reinício das competições distritais, estando a gestão a ser feita “semana a semana”.Segundo o dirigente, a destruição afeta os concelhos de Marinha Grande, Pombal e Leiria, onde a falta de rede telefónica dificultou os contactos nos últimos dias."Há muitos pavilhões danificados, alguns dos quais cujo telhado foi arrancado na totalidade, campos de futebol com pinheiros e postes caídos, redes rebentadas", descreveu Carlos Mota Carvalho, acrescentando que a falta de energia elétrica é outro entrave crítico para os treinos noturnos e utilização de balneários.Até ao momento, na zona mais fustigada, apenas a Academia Desportiva CCMI, no centro de Leiria, retomou os treinos, permanecendo a maioria dos recintos inoperacionais.“É muito imprevisível nesta altura apontar uma data para retomar”, reiterou.Em sentido inverso, a Associação de Futebol de Coimbra (AFC) confirmou à Lusa que as competições oficiais, suspensas desde o dia 30 de janeiro, vão mesmo ser retomadas este fim de semana."As competições vão ser retomadas. Pode haver um jogo ou outro que se possa adiar, mas a jornada em si vai em frente", garantiu Vítor Simões, da AFC, assegurando que as previsões meteorológicas para os próximos dias não alteram, para já, o planeamento de retomar o calendário.Lusa.O presidente da Câmara Municipal de Góis disse esta quinta-feira que as chuvas dos últimos dias, depois dos efeitos causados pela depressão Kristin, causaram mais estragos, deixaram os terrenos saturados e originaram deslizamentos de terras.“O dia de ontem [quarta-feira] e de hoje foram dias de muita precipitação e essa precipitação vem juntar-se a tudo aquilo que já aconteceu anteriormente, não só aquilo que o vento provocou, mas também a chuva que já caiu e que causou uma série de estragos”, afirmou Rui Sampaio.O autarca daquele município do distrito de Coimbra disse à agência Lusa que a chuva deixou os terrenos saturados e que isso levou a um conjunto de situações, como deslizamentos de terras e quedas de árvores que levaram ao corte de estradas.A subida do caudal do rio Ceira também está a causar constrangimentos e, nas habitações, a chuva continua a provocar problemas apesar do apoio das equipas da autarquia.“Nós temos procurado através das nossas brigadas de trabalhadores ir dando o apoio para ajudar as pessoas a colocarem os telhados de forma que não tenham infiltrações de água em casa. Estamos a fazer esse trabalho, mas, claro, não conseguimos chegar a todo o lado”, adiantou Rui Sampaio.“Os particulares também têm feito um grande esforço para tentar recuperar alguns danos que foram provocados. Agora, esta chuva constante que não dá tréguas, continua a criar muitos problemas”, acrescentou.Cerca de 80 habitações foram sinalizadas pelo município por estragos causados pela depressão Kristin e pela depressão Leonardo, informou Rui Sampaio.O autarca de Góis referiu ainda que duas famílias tiveram de abandonar as suas casas e uma dessas famílias já pôde regressar após a sua habitação ter sido recuperada.Rui Sampaio explicou que a casa de uma família de três pessoas sofreu danos de “alguma relevância” e que estão ainda deslocadas: um dos membros da família “está numa casa de um familiar ou de uma pessoa conhecida e para os outros dois pedimos o apoio do lar em Alvares”.Desde a depressão Kristin, Góis teve “à volta de 150 ocorrências”, desde “quedas de muros, de árvores, de taludes, de deslizamentos de terras, arrancamentos de telhados e de telhas”, especificou o autarca.A Câmara Municipal de Góis criou na quarta-feira um email para onde os munícipes podem reportar danos nas habitações e abriu dois postos de atendimento aos cidadãos.Para comunicar os danos, os munícipes devem enviar um email para calamidades@cm-gois.pt com o seu nome completo, contacto telefónico, localização da ocorrência e fotografias dos prejuízos acompanhadas por uma breve descrição dos mesmos.Simultaneamente, a autarquia criou duas equipas técnicas para fazer levantamentos de danos no terreno e instalou dois postos de atendimento na Junta de Freguesia de Alvares e na Comissão de Melhoramentos das Cortes.Os postos estão abertos hoje, na sexta-feira, no sábado e na segunda-feira, no horário das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 16h00.Lusa.Dezasseis pessoas foram esta quinta-feira deslocadas de casa devido ao mau tempo na região Oeste e uma mulher transportada ao hospital por hipotermia, ao tentar atravessar uma estrada inundada no Bombarral, segundo o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.“Retirámos nove pessoas em Alcobaça e sete em Óbidos por precaução dados os riscos de haver vítimas do mau tempo”, afirmou o comandante regional, Carlos Silva.As habitações afetadas pelos efeitos do mau tempo localizam-se nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Caldas da Rainha.No Bombarral, “uma mulher foi retirada de uma viatura com água e transportada ao hospital em estado de hipotermia, depois de ter tentado atravessar uma estrada que tinha um metro de altura de água”, adiantou o responsável.Nas últimas 24 horas, registaram-se na zona Oeste 400 ocorrências relacionadas sobretudo com inundações e aluimentos de terras, que mobilizaram 1.249 operacionais e 568 meios terrestres.Segundo o comandante, a Proteção Civil está “à espera que os caudais dos rios baixem para retirar água de caves e proceder a limpezas”.“O que é mais constrangedor são os aluimentos de terras, que provocam danos em estradas e condutas de água, causando ruturas no abastecimento de água”, acrescentou.Em Peniche, foram resgatados 18 cães de um canil particular, que foram reencaminhados, uma parte para o canil municipal e outra parte para a habitação da proprietária, assim como três centenas de ovelhas, devido a inundações provocadas pelo rio de São Domingos.Apesar de se prever um agravamento da precipitação para a noite de hoje e dia de sexta-feira, foi decido manter na quinta-feira as escolas encerradas nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Bombarral e Alenquer.“O desagravamento do tempo não se vai sentir de imediato, porque as estradas estão muito saturadas de água”, alertou.Dado o alerta vermelho para a subida do caudal do rio Tejo, são esperadas inundações na zona ribeirinha do Tejo no concelho de Alenquer.“A água já está a passar a Estrada Nacional 3 e prevemos encerrar a EN3 e a Autoestrada 1 em breve, respetivamente na Ota e Carregado.Neste sentido, apela à população para evitar circular nas zonas costeiras e ribeirinhas, respeitar a sinalização, adotar comportamentos de risco e, nas zonas inundáveis, salvar bens, garantir mantimentos e condições até que os níveis da água baixem em habitações atingidas.Lusa.A Câmara de Castelo Branco anunciou esta quinta-feira que já está disponível a plataforma 'online' para pedir apoios até 10 mil euros para reabilitação ou reconstrução de habitações.Numa nota enviada à Lusa, o município explicou que os interessados podem aceder à plataforma ‘online’ na página da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).“As pessoas cujas habitações foram afetadas pelas intempéries ocorridas na região Centro, com especial incidência na tempestade Kristin, podem proceder ao reporte dos prejuízos, através do endereço direto: https://sigecandidaturas.ccdrc.pt/”.O município de Castelo Branco sublinha ainda que a legislação define dois escalões de enquadramento, prejuízos até cinco mil euros e prejuízos entre os cinco mil e os 10 mil euros.Lusa.A Proteção Civil alertou esta quinta-feira para o risco agravado de inundações e cheias, na sexta-feira e no sábado, devido à subida dos caudais da maioria dos rios e às descargas de barragens espanholas.A continuação da chuva “intensa registada nos últimos dias” provocará a subida dos caudais dos rios e pode levar a cheias provocadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras, segundo o comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Com base na informação que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disponibilizou à ANEPC, os caudais dos rios vão manter-se elevados, em particular a bacia do Tejo, com uma “tendência de subida significativa”, destacando-se os rios Zêzere, Nabão e Sorraia.Os caudais também vão manter-se elevados e com tendência para subir no Rio Minho, Rio Lima, Rio Cávado, Rio Douro, Rio Vouga, Rio Mondego, Rio Lis, Rio Sado, Rio Guadiana, Ribeiras do Arade e as ribeiras do Algarve.A Proteção Civil alertou também para o risco de inundações em áreas urbanas e para a formação de lençóis de água.O corte do trânsito em algumas vias rodoviárias, por estarem submersas e derrocadas são outros efeitos da depressão Leonardo que poderão ocorrer, segundo a nota.A Proteção civil alertou ainda para a presença de objetos soltos arrastados para as vias rodoviárias e para possibilidade estruturas móveis ou mal fixadas se soltarem devido às cheias e inundações, sendo que estes objetos e estruturas podem causar acidentes rodoviários.Em relação às medidas preventivas, a ANEPC apelou às pessoas que desbloqueiem os sistemas de escoamento, ou seja, que retirem os objetos que possam ser arrastados pela água para as estradas e que prejudiquem o funcionamento dos sistemas.A Proteção Civil pediu também que a população evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações.A ANEPC apelou ainda para que as pessoas não estacionem veículos em zonas historicamente inundáveis e não atravessem locais inundados, evitando que cidadãos ou carros sejam arrastados para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.Na nota, a Proteção Civil pediu a retirada de animais de zonas inundáveis e “especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas”.Lusa.Um homem de 72 anos faleceu na quarta-feira na sequência de uma queda de um telhado que estaria a arranjar, na localidade de Palhais, no concelho da Sertã, confirmou à agência Lusa a GNR.Segundo o oficial de relações púbicas do Comando Territorial de Castelo Branco, o alerta chegou à Guarda Nacional Republicana (GNR) às 14:04 de quarta-feira.No local, para prestar socorro estiveram os bombeiros de Cernache do Bonjardim, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM Abrantes e uma ambulância de Suporte Imediato de Vida de Avelar.O corpo foi transportado para o Gabinete Médico Legal da Unidade Local de Saúde de Castelo BrancoCom esta ocorrência no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, sobem para 12 as pessoas que morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.Lusa.Questionado sobre a realização de eleições no próximo domingo, tendo em conta a possiblidade de se adiar o ato eleitoral em algumas zonas afetadas pelo mau tempo, o candidato presidencial António José Seguro afirmou que "compete agora às autoridades avaliar das condições da realização, em cada concelho, desta eleição" presidencial."Nenhum português que queira votar pode ser impedido de votar, ou agora ou noutro dia", disse o candidato presidencial. Aos jornalistas, aproveitou para "apelar aos portugueses que podem votar, que esteja em condições de votar que o façam no próximo domingo". "Eu vejo muitos incentivos à desmobilização eleitoral dos portugueses, eu faço o contrário", reiterou. "Eu quero que os portugueses vão votar e que vão votar em maior número porque não podem deixar para outros a sua decisão. O pior que poderia acontecer é o país querer um Presidente e no domingo à noite ter um pesadelo, ter uma surpresa e ter outro Presidente que não quer", disse ainda. Recorde-se que André Ventura propôs que a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para este domingo (8 de fevereiro) seja adiada para o domingo seguinte, 15 de fevereiro.Devido às inundações no município, na sequência do mau tempo, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal adiou por uma semana a segunda volta das presidenciais no concelho. .O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho afirmou esta quinta-feira que o aumento de caudal do rio Mondego levou cerca de 20 pessoas a abandonar as suas casas desde segunda-feira.José Veríssimo disse à Lusa que cerca de 20 pessoas tiveram de abandonar as suas casas devido às cheias e estão a ficar em casas de familiares até poderem regressar e que neste momento uma das ocorrências mais frequentes no concelho são as derrocadas, pois os terrenos estão encharcados.O autarca assegurou que, embora as pessoas que abandonaram as suas casas tenham arranjado alternativas, o município tem também soluções para realojar munícipes afetados.O presidente desta autarquia do distrito de Coimbra garantiu ainda que uma das preocupações neste momento é a “exaustão das pessoas” face à situação vivida nos últimos dias.“É uma situação que é lenta, portanto, acaba por fugir das pessoas, deixa as pessoas um pouco em pânico”, disse, adiantando que, embora a subida das águas decorra de forma lenta, continuam a subir. “A Câmara Municipal fez tudo o que estava ao alcance para minimizar tanto esta subida das águas”, como a situação de “instabilidade para as pessoas”, garantiu, assegurando que o município tem equipas no terreno “a dar todo o apoio necessário às populações”. Em Ereira os acessos continuam condicionados e somente as viaturas dos fuzileiros e dos bombeiros conseguem fazer ligações terrestres à freguesia com 650 habitantes.“O próximo plano, quando não der para andar de viatura pela estrada serão os barcos que irão funcionar. Mas às pessoas nada vai falhar, nem faltar”, acrescentou José Veríssimo.Quanto a prejuízos, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho frisou que só no fim serão feitas contas e que para já a sua preocupação é com as pessoas.“Só no fim é que iremos fazer as contas, os prejuízos serão sempre avultados, mas não há prejuízo maior que é uma perda de uma vida, e é isso que eu quero evitar”, concluiu.O município anunciou hoje de manhã que a escola das Meãs, igualmente no Baixo Mondego, iria estar encerrada por motivos de segurança.Na mesma ocasião, a autarquia referiu que a "Estrada Nacional 111, em frente aos semáforos das Meãs do Campo, bem como as ruas professora Natália Cerveira (em frente à escola) e Manuel Jardim, estão cortadas à circulação rodoviária por motivos de segurança, devido a uma derrocada"."Os serviços de transporte público, em particular as linhas 221 e 220, encontram-se muito condicionados, podendo registar-se atrasos significativos", disse ainda a autarquia.Lusa.Os residentes nas margens do rio Ceira, em Coimbra, mostraram esta quinta-feira preocupação com a subida das águas e salientaram a quantidade e duração das inundações na última semana, apesar de o cenário ser habitual.“Já estamos um pouco habituados a isto, mas é chato. Tudo o que está na parte mais baixa, temos de tirar para o andar de cima”, lamentou Horácio Martins.Residente no Cabouco, em Coimbra, em frente ao rio Ceira, Horácio Martins saiu de casa na quarta-feira, devido ao risco de inundações, e, ao final da manhã de hoje, já não tinha acesso à sua residência devido às inundações que obrigaram ao encerramento das ruas na zona mais baixa da localidade."Vim cá eram 08h00 da manhã e ainda se andava à vontade", descreveu, estimando que a água já lhe teria entrado em casa e atingido "meio metro".“Não sei se não vai subir muito mais. Na última cheia, que foi de quinta para sexta-feira, subiu um metro dentro de casa. Como ele [o rio] vai, não sei se não irá subir muito mais que um metro”, perspetivou, admitindo que não tira os olhos do Ceira desde terça-feira da semana passada, dia 27 de janeiro.Na localidade vizinha de Boiça, José Brandão também não escondeu a preocupação, enquanto observava uma nova subida da água nas zonas já inundadas pelo rio Ceira.“Está tudo estragado, mas temos de ter paciência”, disse, resignado, indicando a localização da sua horta coberta de água.“Venho aqui todos os dias de manhã”, acrescentou.Esta é a segunda inundação registada no rio Ceira em uma semana.“Já aqui estou há quase 39 anos. Tem havido cheias, mas assim por tanto tempo e várias não me recordo”, atirou.Lusa. O vereador da Proteção Civil na Câmara de Torres Vedras disse esta quinta-feira que o concelho vive um cenário semelhante ao de um terramoto, devido a sucessivos aluimentos de terras que colocam em risco pessoas e a circulação rodoviária.“Há um risco grave para pessoas e para a circulação rodoviária, porque estamos em cima de terras muito instáveis, que, com a quantidade de água, estão a ter deslizamentos”, afirmou Diogo Guia à agência Lusa.A Proteção Civil reiterou o apelo para a população permanecer em casa e optar pelo teletrabalho. O plano municipal de emergência está ativado até dia 8.Nas últimas 24 horas, 14 pessoas foram retiradas das suas casas sobretudo nas localidades do Carvalhal, Gibraltar e Ponte do Rol, por risco de deslizamento de terras ou de inundações.“Há problemas gravíssimos nas infraestruturas rodoviárias”, com cortes de estradas provocados por derrocadas, como as que se verificaram na estrada de acesso de Torres Vedras à localidade de Serra da Vila e na cidade de Torres Vedras no nó de acesso à autoestrada A8 junto ao centro comercial e na Rua Bernardino Machado, onde “há risco de colapso total da estrada e foi proibida a circulação a pesados”.Também o talude onde está erguido o Castelo de Torres Vedras dá sinais de derrocada, ao pressionar um muro de suporte e levantar a calçada de uma estrada do centro histórico.O concelho enfrenta também inundações do Rio Sizandro, com o caudal e a área inundada a subir, o que levou a Proteção Civil a enviar dois camiões de areia para a localidade da Ponte do Rol, onde a água do rio entrou em diversas habitações.A água chegou a algumas zonas da cidade junto ao rio sem causar danos, depois da Proteção Civil ter encerrado na quarta-feira algumas ruas e pediu aos moradores próximos do rio para retirar viaturas de caves.Mas as inundações são sobretudo “a josante da cidade”, afetando várias localidades das freguesias da Ponte do Rol e São Mamede da Ventosa.Entre várias vias rodoviárias cortadas, destacam-se as estradas nacionais 9, entre Torres Vedras e Casalinhos de Alfaiata, por inundação, e 248 na zona de Runa e Dois Portos e a 247 na Escaravilheira por aluimento de terras.No concelho, as escolas encontram-se encerradas e com todas as atividades suspensas.Lusa.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou, no espaço de 24 horas, 134 ocorrências relacionadas com o mau tempo no Algarve, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas e superfícies, foi hoje anunciado.Segundo um comunicado do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, aquelas ocorrências foram registadas no período compreendido entre as 12:00 de quarta-feira e as 12:00 de hoje, em quase todos os 16 concelhos do distrito de Faro.“As ocorrências distribuíram-se por praticamente todos os municípios da região, com maior incidência nas zonas mais expostas à precipitação intensa” associada à depressão Leonardo e “à subida dos caudais das ribeiras e rios”, lê-se na nota.De acordo com a Proteção Civil, as principais situações estiveram relacionadas “com inundações e acumulação de águas pluviais em meio urbano; quedas de árvores e elementos estruturais; desobstrução de sistemas de drenagem; movimentos de massa e derrocadas localizadas e salvamentos em contexto de cheias”.Devido à passagem da depressão Leonardo, o município de Monchique ativou, na quarta-feira à tarde, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, que prevê pré-posicionamento de equipas de intervenção, o condicionamento de vias municipais suscetíveis de risco, encerramento de estabelecimentos escolares e suspensão de transportes escolares, refere a Proteção Civil.Já os municípios de Alcoutim, Castro Marim e de Vila Real de Sano António declararam a “situação de alerta de âmbito municipal”, devido à subida do caudal do rio Guadiana, resultante da chuva intensa e das descargas das barragens de Pedrógão e de Chança, situadas a montante destas localidades raianas a Este do Algarve.No âmbito dessas declarações, a Proteção Civil, em articulação com as entidades gestoras das barragens, estão a monitorizar a evolução hidrológica do rio Guadiana, a reforçar a vigilância nas zonas ribeirinhas e historicamente vulneráveis, tendo preparados meios e recursos para eventual apoio às populações.Lusa.Três pessoas ficaram hoje desalojadas em Portalegre na sequência do ‘mar de lama’, com pedras à mistura, vindo hoje da Serra de São Mamede, devido à depressão Leonardo, disse fonte do município.Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, explicou que as três pessoas vão ser realojadas "em princípio" numa habitação do município.“Nós oferecemos essa ajuda porque percebi que o rés-do-chão está extremamente sujo, cheio de lama. Entre colocá-las num hotel ou colocá-las numa casa de câmara, mobilada e para situações desta natureza, eu ofereci a ajuda e as pessoas aceitaram e, em princípio, vão para esta casa, se não mudarem de ideias”, disse..Água, lama e pedras da Serra de São Mamede em Portalegre danificam dezenas de carros. A autarca indicou ainda que as entradas comuns de vários prédios na Avenida de Santo António, a mais afetada, estão “muito sujos” e os serviços municipais, entre outras equipas, estão a proceder aos trabalhos de limpeza.“Eu quero crer que, até à noite, fica tudo limpo, dentro do possível, obviamente”, disse.Fermelinda Carvalho, que espera ainda hoje reabrir a Avenida de Santo António ao trânsito de forma “condicionada”, indicou que devido ao mau tempo “várias escolas encerraram” no concelho, sem especificar um número total.A autarca revelou ainda que aceitou a ajuda do Exército, pelo que vários militares do quartel de Estremoz, no distrito de Évora, estão a ajudar nos trabalhos de limpeza “pelo menos durante o dia de hoje”.Lusa.A Barragem do Alqueva aumentou hoje para 3.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) as descargas de água que está a efetuar devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, revelou a empresa gestora.Fonte da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) explicou à agência Lusa que, esta manhã, foi aumentado “o caudal de descargas” a partir da barragem, cujo paredão está situado entre os concelhos de Portel, distrito de Évora, e de Moura, distrito de Beja, no Rio Guadiana.“Aumentámos as descargas porque as afluências ao Alqueva continuam elevadas”, indicou a fonte.Os 3.300 m3/s, precisou, são alcançados graças “aos 2.500 m3/s de caudal a ser descarregado [através dos dois descarregadores de meio-fundo que estão abertos] e aos quatro grupos das duas centrais hidroelétricas que estão a turbinar 800 m3/s”.O caudal que está a chegar à Barragem de Pedrógão, situada a cerca de 23 quilómetros e já no concelho vizinho de Vidigueira, no distrito de Beja, é proveniente de Alqueva, mas também as afluências do Rio Ardila, “que está com um caudal muito elevado”.“O Pedrógão está com um caudal de descargas na ordem dos 4.000 m3/s” para o Rio Guadiana, ou seja, está a “debitar o máximo desde o fecho das comportas do Alqueva”, realçou a fonte da empresa gestora deste empreendimento de fins múltiplos (EFMA).Devido ao mau tempo e ao elevado volume de água armazenado, as descargas para o rio começaram no passado dia 28 de janeiro de manhã, a partir da Barragem do Pedrógão.No mesmo dia, às 16:00, foi a vez de a Barragem do Alqueva proceder à abertura dos descarregadores de meio fundo e iniciar descargas controladas, para responder ao facto de a albufeira se encontrar próxima do Nível de Pleno Armazenamento.Na altura, o caudal de descarga inicial foi de 600 m3/s, o que, somado ao caudal turbinado, perfez um caudal lançado total de 1.200m3/s, informou então a EDIA, acrescentando que, a partir do Pedrógão, o caudal descarregado era de 1.500 m3/s.Após 48 horas, a operação foi suspensa e, esta segunda-feira, foi retomada, face à “persistência de caudais afluentes elevados”.O Alqueva passou então a libertar um caudal total de 1.400 m3/s e, esta quarta-feira, o volume de água descarregado subiu novamente, para 2.050 m3/s (em Pedrógão 2.700 m3/s, incluindo afluências do rio Ardila), indicou hoje a fonte da EDIA, que reforçou que, desde esta quinta-feira, o novo total é de 3.300 m3/s (4.000 m3/s a partir do Pedrógão).Já aquando das operações dos últimos dias, a empresa recomendou que, perante o risco de cheias, as populações devem adotar “comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas” e pediu a “colaboração de todas as entidades e populações ribeirinhas na prevenção de situações de risco”.A última operação de descargas controladas em Alqueva havia sido efetuada em 2013, também para gerir o volume de água da albufeira, que se aproximou da capacidade máxima de armazenamento (antes disso tinha acontecido por mais duas vezes).A cota máxima da albufeira de Alqueva é a 152, que corresponde a uma capacidade total de armazenamento de 4.150 hectómetros cúbicos de água.Lusa.Um homem de 70 anos morreu hoje, depois de cair de um telhado que arranjava em Cernache do Bonjardim, na Sertã, avançou o Correio da Manhã..Mais de 400 engenheiros e arquitetos disponibilizaram-se já para ajudar na reconstrução da região centro, inscrevendo-se numa bolsa de voluntários proposta pelas respetivas ordens.Na semana passada, na sequência da tempestade Kristin que devastou partes dos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém, as secções regionais do Centro da Ordem dos Arquitetos e da Ordem dos Engenheiros propuseram a criação de uma bolsa conjunta de voluntários para apoiar a recuperação dos territórios afetados pela tempestade.Numa carta enviada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e às Comunidades Intermunicipais (CIM) da Região de Coimbra e de Leiria, as duas ordens profissionais manifestaram disponibilidade “para constituir um grupo de trabalho técnico com vista à constituição de uma bolsa de arquitetos e engenheiros voluntários”, que assegure uma resposta técnica coordenada.A iniciativa surgiu em resposta aos "impactos registados ao nível das infraestruturas, edificado, ocupação do solo, serviços essenciais e recursos" causados pela tempestade, referiram então Florindo Belo Marques, da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitetos, e Isabel Lança, da Região Centro da Ordem dos Engenheiros.Hoje, questionada pela Lusa, Isabel Lança disse que se inscreveram na bolsa 256 engenheiros, um número elevado porque, disse, “os engenheiros costumam ser muito solidários”.A responsável, presidente da Ordem na região centro, explicou que já está no terreno uma equipa para preparar o modelo de registo e começar depois a trabalhar com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, chefiada por Paulo Fernandes.Integrados nessa estrutura, os voluntários farão um levantamento das situações críticas do edificado, para depois se passar à fase de intervenção efetiva.Isabel Lança disse que será aberta mais uma plataforma para que se possam inscrever peritos, destinada essencialmente a empresas que não têm seguro.Também à Lusa, a vice-presidente da Ordem dos Arquitetos do centro, Liliana Moniz, disse que 160 arquitetos se inscreveram na bolsa e que vão trabalhar com a Ordem dos Engenheiros e com a estrutura de missão.Os arquitetos fizeram uma proposta sobre o modelo de operações e aguardam a resposta da estrutura de missão para começarem a trabalhar.“São técnicos extraordinários, e é um povo extraordinário”, disse.Na sequência da tempestade, a Ordem dos Engenheiros Técnicos também se disponibilizou para apoiar a reconstrução da região centro.Paulo Moradias, da Ordem, disse à Lusa que contactou a estrutura e manifestou a disponibilidade de colaborar.“Disponibilizamo-nos para ser parceiros no projeto e contactamos a estrutura de missão no sentido de poder contar com a Ordem dos Engenheiros Técnicos”, disse.Paulo Moradias disse também à Lusa que a Ordem está a preparar uma conta solidária, contando em primeiro lugar com o apoio dos membros da estrutura.Lusa.Uma pessoa ficou hoje desalojada e duas foram retiradas preventivamente das suas casas, no concelho de Odemira, distrito de Beja, devido ao mau tempo que encerrou escolas, sendo esperadas descargas controladas da barragem de Santa Clara.O “colapso de parte de uma habitação”, na freguesia de São Salvador/Santa Maria, desalojou uma pessoa que foi, entretanto, acolhida por familiares, explicou o presidente da Câmara Municipal de Odemira, no distrito de Beja, Hélder Guerreiro.Em declarações à agência Lusa, o autarca indicou que foi ainda necessário incorporar “outras duas” pessoas no Lar de São Martinho das Amoreiras, após terem sido retiradas preventivamente das suas casas devido à subida do nível da água.Questionado sobre o aumento substancial da água armazenada na barragem de Santa Clara que, na quarta-feira, registava um volume de armazenamento de 81%, Hélder Guerreiro disse que vai ser necessário fazer “descargas controladas”.A barragem “está muito próximo da cota, a partir da qual tem de se fazer descargas controladas”, mas “é algo que está a ser equacionado, como e quando”, de modo a coordenar essa intervenção para coincidir com as marés e “não acrescentar problemas ao problema já existente”, sublinhou.Entretanto, segundo o autarca, o Serviço de Urgência Básico (SUB) do Centro de Saúde de Odemira foi instalado, na quarta-feira, no edifício da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Odemira.“A expectativa é que continue a funcionar” nestas instalações até domingo, tendo em conta o agravamento da situação meteorológica, na sexta-feira e sábado, referiu Hélder Guerreiro.Também por uma questão de prevenção, indicou, as escolas do concelho foram encerradas hoje, estando prevista uma reunião esta tarde para decidir se estão reunidas as condições para reabrir as escolas na sexta-feira..A deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa a Madrid, prevista para amanhã, foi adiada."O Presidente da República e o Rei de Espanha realizaram uma conversa telefónica e decidiram, com a concordância dos governos da Espanha e de Portugal, suspender a visita planeada para amanhã, devido aos efeitos da Tempestade Leonardo, e procurar uma nova data", anuncia a Presidência da República.Durante a manhã, Marcelo Rebelo de Sousa já havia dito que só tomaria uma decisão depis de conversar com Felipe VI..O município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, apelou hoje à doação de desumidificadores, telhas, plásticos e lonas de proteção, no âmbito de uma campanha de recolha de materiais.“A Câmara Municipal da Sertã continua a angariar materiais para fazer face aos estragos causados pela depressão Kristin em habitações por todo o concelho”, referiu a autarquia, numa nota enviada à comunicação social.As doações podem ser entregues nos Estaleiros da Câmara Municipal da Sertã, todos os dias, das 08:00 às 17:00..Os utentes da residência sénior Solar do Rio, nas Termas de São Pedro do Sul foram hoje retirados do edifício por precaução, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de São Pedro do Sul, distrito de Viseu.“Um muro na zona envolvente, junto ao Rio Vouga, está a ruir e, depois de uma avaliação técnica, foi decidido retirar os 66 utentes, porque a sua segurança podia estar em causa”, explicou Pedro Mouro.Os utentes da residência sénior foram levados para a Pousada da Juventude, também nas Termas de São Pedro do Sul.Apesar de haver vários edifícios, incluindo hotéis, junto ao Rio Vouga, o autarca afirmou que, para já, esta é a única situação crítica.“O caudal do Rio Vouga está a aumentar fortemente, a chegar ao limiar, mas estamos com os meios de prevenção para perceber a evolução dos próximos dias”, assegurou.Segundo Pedro Mouro, “felizmente as Termas têm gente o ano todo, mas a sua segurança está garantida, não há riscos em qualquer unidade hoteleira neste momento”.Lusa.A Câmara de Santarém informa que o 𝐈𝐂𝟏𝟎 (𝐏𝐨𝐧𝐭𝐞 𝐒𝐚𝐥𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐌𝐚𝐢𝐚) encontra-se 𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐨 𝐭𝐫𝐚̂𝐧𝐬𝐢𝐭𝐨, para avaliação técnica do tabuleiro da ponte, a cargo de peritos especializados. Para quem circula entre 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚𝐫𝐞́𝐦 e 𝐀𝐥𝐦𝐞𝐢𝐫𝐢𝐦, o acesso alternativo disponível é através da Ponte 𝐃. 𝐋𝐮𝐢𝐬..O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, manifestou hoje preocupação com a subida dos caudais dos rios que já estão a invadir casas no centro histórico, mas sem pessoas em risco.“No dia de hoje a nossa preocupação principal é a cheia, a subida dos caudais dos rios Anços e Arunca”, na Vila do Soure, “que já estão neste momento na cota do centro histórico, portanto, já invadir as casas”.Segundo o autarca, neste concelho, na “corda do Mondego, em Figueiró, Granja do Ulmeiro e Alfarelos, já há várias estradas encerradas e a cheia na cota registada a semana passada”.Entre os locais afetados, o presidente apontou o Centro Social Figueiró do Campo, onde hoje “a comida foi levada pelos fuzileiros navais”, sendo que a estrutura, por se encontrar na cota mais alta, não sofreu qualquer dano, registando-se apenas “dificuldades de acesso”.No concelho Soure, no distrito de Coimbra, “continuam os trabalhos de reparação da rede elétrica”, disse Rui Fernandes, acrescentando que agora só está “praticamente preocupado com as ligações em baixa, casa a casa”.Depois de na noite de quarta-feira de terem registado novos cortes de energia elétrica em algumas freguesias, o presidente afirmou hoje que “há ainda alguns trabalhos na média tensão, mas são trabalhos de suporte e complementares”, já que as linhas “estão a funcionar e estão a ser feitos trabalhos de relocação de postos e de estabilização da linha”.O autarca garantiu ainda não haver pessoas em risco de serem deslocadas já que “as deslocações tinham sido feitas previamente e tinham sido feitos todos os avisos”.A Câmara vai manter-se “vigilante e cautelosa porque os caudais continuam a subir, embora tirando um pico, verificado cerca das 13:00, o concelho não tem tido chuvas extremas e persistentes”.“Vamos esperar que até ao final do dia os caudais comecem a recuar, para que o Anços e o Arunca voltem ao seu leito e, na corda do Mondego, possamos restabelecer a situação e o acesso à maior parte das casas possíveis”, acrescentou..Cinco escolas do concelho das Caldas da Rainha vão estar encerradas na sexta-feira devido ao mau tempo que obrigou ao fecho de estradas em várias freguesias.De acordo com a informação disponibilizada pelo município das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, na sexta-feira estarão encerradas as Escolas Básica e Jardim de Infância de A-dos-Francos, Alvorninha e Carvalhal BenfeitoEm Santa Catarina estará fechada a escola básica, mas manter-se-á aberto o jardim de infância.No concelho estará também encerrada a escola básica de Relvas.A decisão foi anunciada após uma reunião entre o executivo municipal, os presidentes das Juntas de Freguesia e a Direção do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro.Lusa.O presidente da Câmara do Cartaxo anunciou que, face às previsões meteorológicas, foi decidido fazer uma evacuação preventiva da população da Palhota e Ponte do Reguengo. Na freguesia de Valada, que já se encontra isolada, está de prontidão uma ambulância e uma viatura dos bombeiros.As escolas do concelho estarão encerradas na sexta-feira, mas na escola básica Marcelino Mesquita será assegurado o acolhimento das crianças cujos pais desempenhem funções essenciais..Quatro pessoas foram hoje resgatadas e outras duas vão ser retiradas de barco de zonas ribeirinhas de dois concelhos do distrito de Portalegre, devido à subida do caudal do Rio Tejo, revelaram os autarcas desses municípios.Na zona ribeirinha junto à Praia Fluvial do Alamal, concelho de Gavião, indicou à agência Lusa o presidente da câmara, António Severino, foi necessário retirar um casal de idosos de uma casa e dois hóspedes de uma pousada.“No espaço de uma hora, as águas subiram de tal forma que atingiram um metro e meio de altura”, relatou, adiantando que o bar e o restaurante desta pousada, que está concessionada a privados, “ficaram totalmente danificados”.Segundo o autarca, o casal de idosos, um deles acamado, foi realojado nas instalações de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, enquanto os hóspedes da pousada não precisaram de realojamento.Já no concelho de Nisa, dois cidadãos estrangeiros que têm uma quinta nas imediações da ponte sobre o Rio Tejo, junto à fronteira com Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, vão ser auxiliados por barco esta tarde, indicou à Lusa o presidente do município, José Dinis Serra.“Temos o apoio da corporação de bombeiros de Ponte de Sor com um barco para retirar as duas pessoas, que poderão ter sido apanhadas desprevenidas pela elevação das águas”, realçou o autarca.O presidente da Câmara de Nisa explicou que a quinta onde vivem estes cidadãos estrangeiros, cuja nacionalidade, género e idade disse desconhecer, terá ficado isolada.De acordo com o autarca, a subida do caudal do rio provocou ainda estragos no passadiço da Barca d’Amieira, e na própria barca, que “foi arrancada da estrutura de suporte e virou”, e as instalações de apoio foram “pelo Tejo abaixo”.O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, pediu hoje às populações das zonas ribeirinhas que abandonem as habitações e vão para locais seguros, alertando para as previsões de aumento intenso e rápido de caudal no Rio Tejo.Falando aos jornalistas numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, o responsável indicou que a velocidade e a intensidade de aumento de caudal do Rio Tejo não aconteciam desta forma desde 1997.De acordo com o comandante, o fenómeno é explicado, por um lado, pelo facto de as barragens espanholas de Alcântara e Cedilho estarem “a debitar caudais muito elevados no Rio Tejo”, cerca de sete mil metros cúbicos por segundo, e, por outro, as ocorrências para as bacias em Portugal, que poderão explicar caudais “na ordem dos 9 mil metros cúbicos por segundo”.Lusa.A subida do nível de água do rio Tejo cortou todos os caminhos que atravessam a ribeira do Açafal, em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, informou a Câmara Municipal.Em declarações à agência Lusa, o presidente do município de Vila Velha de Ródão, António Carmona, explicou que o nível da água no rio Tejo continua a subir e, caso a situação se mantenha, “daqui a uma ou duas horas terá de se fechar o Posto de Turismo e retirar de lá as pessoas”.O autarca sublinhou que a barragem de Cedilho, em Espanha, continua a aumentar o débito de água, o que faz antever que a situação se agrave em Vila Velha de Ródão.Tendo em conta as ocorrências registadas em vários pontos do concelho devido às condições meteorológicas adversas, o município apelou à população para que evite deslocações desnecessárias e permaneça em casa sempre que possível.Lusa.A presidente da Câmara de Coimbra disse hoje que uma centena de operacionais está a monitorizar de forma permanente as sete zonas de risco de inundação no concelho, garantindo vigilância até dia 11 de fevereiro.“A ideia é que se façam permanentemente, dia e noite, reconhecimento e rondas, apoio à população, apoio na colocação de lonas no telhados e também fazer a interação com a GNR, a PSP e com a Polícia Municipal”, afirmou Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa, em Coimbra.Entre os 100 operacionais, estão Bombeiros Sapadores de Coimbra, com o apoio de elementos de corporações de Tábua, de Mortágua ou da Mealhada, além de fuzileiros e elementos do Exército, divididos por três setores ao longo das margens do rio Mondego.As principais preocupações no concelho são as quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras e as inundações, segundo a autarca.“No âmbito da vigilância, verificámos as condições do dique, as condições de risco para algumas famílias ou para algumas explorações agrícolas e agimos. E quando é preciso chamamos o apoio que é necessário, consoante a circunstância”, acrescentou.“Até dia 11 [de fevereiro] não vamos sair do terreno”, garantiu Ana Abrunhosa, lembrando que a previsão é que continue a chover até essa data, com um pico esperado para dia 08 de fevereiro.Aos jornalistas, a autarca afirmou que os diques continuam a ser vigiados e as situações que merecerem atenção serão reportadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sem que tenham sido identificadas situações de risco.“Estamos a acompanhar, a monitorizar. Não identificámos nenhuma situação especialmente preocupante. Não há riscos elevados. Há sempre um risco, que esse nunca é zero”, explicou Abrunhosa, numa referência à possibilidade de rebentamento de diques.Com várias estradas cortadas, a autarca reforçou o apelo às populações para evitar comportamentos de risco, entre eles, frequentar e estacionar nas zonas ribeirinhas.Lusa.A Câmara da Figueira da Foz vai manter os desfiles de Carnaval nos dias 15 e 17, mas adiou a realização da terceira edição do Concurso Gastronómico do Arroz-Doce, prevista para sábado.Fonte daquele município do litoral do distrito de Coimbra garantiu hoje que, para já, se mantêm os festejos de Carnaval, que têm como rainha a atriz Luciana Abreu e como rei o florista local Nuno Miguel.“Nos concelhos com tradição de Carnaval, como Mealhada ou Estarreja, ninguém cancelou”, disse a mesma fonte, salientando que os municípios onde os desfiles têm sido cancelados não têm essa tradição.No entanto, não colocou de parte a eventualidade dos festejos serem cancelados ou adiados, como já tem acontecido, devido às condições climáticas.Além dos corsos de 15 e 17 (terça-feira de Entrudo), na avenida do Brasil e Buarcos, com escolas de samba e grupos locais, o Carnaval da Figueira da Foz inclui um desfile noturno no dia 14, um sábado.O mau tempo é a justificação do executivo municipal para o adiamento da terceira edição do Concurso Gastronómico do Arroz-Doce, prevista para sábado.“Devido às condições climatéricas que se fazem sentir e tendo em conta o esforço das freguesias nos trabalhos de limpeza e desobstrução de vias, entre outros, entendeu-se não estarem reunidas as condições que permitam a todas as Juntas de Freguesia participarem de igual forma”, lê-se num comunicado da Câmara.Lusa.O Clube de Campismo de Lisboa (CCL) decidiu hoje encerrar temporariamente, até segunda-feira, os cinco parques por razões de segurança devido às condições meteorológicas excecionais, revelou o organismo.Em comunicado, o CCL revela que estão no terreno equipas a responder aos danos já registados, sem contudo especificar quais, e deixa “uma palavra de solidariedade aos sócios com materiais afetados”.“Tendo em linha de conta as previsões meteorológicas adversas para os próximos dias nas zonas onde estão situados os nossos cinco parques de campismo, nomeadamente a expectável elevada precipitação que irá ocorrer nas respetivas zonas”, a direção do CCL decidiu o encerramento dos parques.Segundo a nota, por questões de segurança de pessoas e bens “alguns pimenteiros estão a ser desligados e, pelo facto de haver muita água a acumular-se, irão ser desligados todos os restantes”.De acordo com o organismo, as medidas são tomadas também devido ao nível de saturação dos solos “que já não aguenta mais absorção de água e que deixa as terras vulneravelmente instáveis para suportar as raízes do coberto arbóreo” e por “não se encontrarem garantidas as condições de segurança mínimas dos utentes”.Desta forma, em reunião o Conselho Diretivo deliberou o encerramento de todos os parques de campismo entre hoje e segunda-feira, referindo que nessa data “serão reavaliadas as condições de segurança e consequente abertura ou prorrogação do encerramento”.“A quem não tenha outra alternativa de pernoita e permaneça nos parques, ficará à sua inteira responsabilidade, declinando desde já o CCL qualquer responsabilidade que lhe possa ser imputada”, lê-se na nota.Fazem parte do CCL os parques da Costa da Caparica, da Costa Nova, de Almornos, Melides e Ferragudo.Lusa.Sessenta e seis pessoas foram retiradas de algumas localidades devido às cheias e na sequência da depressão Leonardo, que afetou algumas zonas do concelho, revelou hoje o Município de Leiria.Segundo informação da autarquia liderada por Gonçalo Lopes, foram retiradas 45 pessoas na zona de São Romão e 21 na área da Ponte das Mestras.Várias zonas estão hoje inundadas na cidade e zonas rurais de Leiria, e o foco “está nas cheias” depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin, revelou o vereador Luís Lopes.“Temos já várias zonas inundadas, quer na cidade, quer nas zonas mais rurais”, declarou aos jornalistas Luís Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.Segundo o vereador que tem o pelouro da Proteção Civil, hoje de manhã foi antecipada “a necessidade de evacuações preventivas nalguns locais”.“Fizemos o pré-posicionamento dos botes dos Fuzileiros aqui em Leiria e vamos também fazer aqui neste mesmo quartel, para termos mais disponibilidade caso seja necessário”, disse, adiantando que decorre, igualmente, o reforço do corte de vias em vários locais.Estes cortes estão “todos associados ao rio Lis e ao rio Lena [este afluente do primeiro], o que se irá manter durante o dia”, porque a previsão é a de que “os caudais só irão começar a reduzir a partir, provavelmente, das 16:00, 18:00”.Na cidade de Leiria, os locais que registam inundação são a zona da Escola Profissional de Leiria, onde “todo o estacionamento está alagado, que era algo que já era previsível”.Acresce a zona do Centro Nacional de Lançamentos e do Jardim da Almuinha Grande, a que se somam “grande parte dos campos de Lis que já estão muito condicionados”, e a zona da Ponte das Mestras, na Barosa.Segundo o autarca, “a noite foi, essencialmente, com muita precipitação, nomeadamente entre as 03:00 e as 05:00, e com muito vento”, tendo sido registadas inundações em caves e garagens, e, novamente, “algumas quedas de estruturas e árvores que, depois dos últimos dias, já era expectável que acontecesse”, dada a instabilidade e a saturação dos solos.Na quarta-feira à noite, “algumas pessoas já foram retiradas” de casa.“Pedimos para que não ficassem naqueles espaços, evitando, assim, a evacuação”, referiu, adiantando que o foco das autoridades está nas cheias.“O nosso foco neste momento está nas cheias. Portanto, apesar de termos um grande efetivo pelo concelho todo, ainda em retiradas de estruturas que, novamente, esta noite caíram, vamos manter o abastecimento de água às populações, que também é crítico, e vamos focar-nos na ocorrência de cheias, para minimizar o impacto das mesmas, sendo certo que é expectável que os caudais só comecem a reduzir a partir das 16:00”, mas até lá Leiria vai “ter muitas zonas alagadas ainda”, alertou.Aos munícipes, pediu que parem de “arredar as grades e tirar as fitas [de sinalização]”, porque só estão a colocar-se a elas mesmas em risco”, e estão a desviar da Proteção Civil “recursos que são muito importantes para tudo o resto” que tem de ser feito.Lusa.Cerca de 850 casas do concelho de Figueiró dos Vinhos estão a precisar de intervenção rápida ao nível das suas coberturas, revelou hoje o presidente da Câmara, que identificou dificuldades para encontrar mão-de-obra e equipamentos elevatórios.“Tenho 850 casas que foram objeto de destruição ao nível das coberturas, isto é, a precisarem de intervenção rápida”, alertou Carlos Lopes.Em declarações à agência Lusa, o autarca explicou que tanto o município, como os militares, bombeiros, voluntários e sapadores têm feito um esforço muito grande para acudir a estas situações de desespero.“Já devemos ter neste momento 400 e tal pessoas com o problema, ainda que provisoriamente, resolvido. A nossa grande dificuldade, neste momento, é recrutar mão-de-obra que nos permita chegar ao máximo de casas e de problemas deste género”, referiu.A par da falta de mão-de-obra, o autarca identificou a ainda a necessidade de equipamentos elevatórios, que permitam chegar aos telhados.De acordo com Carlos Lopes, na freguesia de Arega e também em Bairradas, a população continua a não ter fornecimento de energia.“Eu próprio só tive ontem [quarta-feira] à noite pela primeira vez. Eram já 22:00 quando chegou à minha zona”, acrescentou.À Lusa, indicou que as grandes prioridades passam por mobilizar meios para “acudir às situações de catástrofe nas habitações”, bem como “continuar a pedir à E-redes um esforço para ver se se consegue levar a energia a cerca de 30% da população”.“É população que está dividida por zonas isoladas e acabam por ser pessoas idosas, que estão há oito dias sem terem uma lâmpada para acender em casa. Isto é terrível em termos daquilo que é o próprio equilíbrio emocional”, lamentou.O autarca aludiu ainda ao facto de se estarem a registar, neste momento, chuvas e ventos intensos, que vêm estragar o que já tinha sido reparado.Lusa.A Câmara de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, ativou hoje o plano municipal de emergência e proteção civil devido à previsão de “subida anormal” das águas do Rio Tejo, após Espanha ter aberto as suas comportas.“Estamos aqui a preparar-nos para essa subida anormal das águas do Tejo”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS), indicando que se prevê que cerca das 17:00 de hoje o nível das águas do rio venha a subir “de forma exponencial”.Segundo o autarca, essa subida do nível da água do Rio Tejo prende-se “não propriamente por causa de pluviosidade […], mas pelo facto de Espanha ter aberto as suas comportas e vir uma grande massa de água desde o país vizinho”, que se espera que venha a chegar a este concelho do distrito de Lisboa cerca das 17:00, o que “vai coincidir pouco depois com a maré alta".“O que acontece é que hoje vem uma massa de água a montante cujos efeitos são totalmente desconhecidos, portanto não há histórico dessa quantidade de água a chegar toda ao mesmo tempo nesta zona, sobretudo num momento de maré alta”, reforçou Fernando Paulo Ferreira.Falando pelas 13:00, o autarca de Vila Franca de Xira indicou que, “por enquanto, nada está a acontecer no terreno em termos de alteração das águas do Tejo”, acrescentando que nos últimos dias o nível das águas já está mais alto do que o habitual e “tem inundado zonas ribeirinhas, mas de uma forma que não é totalmente inabitual, sobretudo quem vive naquelas zonas está habituado”.No âmbito da ativação do plano municipal de emergência e proteção civil, o município de Vila Franca de Xira deu a indicação para as escolas fecharem depois da hora de almoço, no sentido de os pais poderem ir buscar as crianças, de modo a diminuir o número de circulações nas estradas ao fim do dia.“Mandámos avisar todos os clubes, todos os agentes culturais, de que devem suspender tudo o que sejam atividades desportivas e culturais ao fim do dia, exatamente com o mesmo objetivo”, adiantou.O autarca disse que o município está a acompanhar sobretudo as populações das zonas mais ribeirinhas, para que possam salvaguardar os bens que tenham em casa, inclusive eletrodomésticos, aconselhando que sobrelevem esse tipo de equipamentos.“Estamos a preparar também, com as forças de segurança, com os bombeiros, medidas excecionais para, se necessário, podermos também alojar provisoriamente algumas pessoas que possam ficar isoladas nas suas habitações”, afirmou Fernando Paulo Ferreira.Outro dos conselhos do município é para que todas as pessoas que residam em zonas inundáveis possam retirar as viaturas da via pública e até de garagens, para evitar danos a partir do final da tarde, realçou o autarca, referindo que também as empresas de Vila Franca de Xira estão a ser avisadas para o risco de inundações e cheias.“O plano municipal de emergência ficará ativo enquanto for necessário”, revelou o presidente da câmara, indicando que serão feitas avaliações regulares da situação, inclusive para decidir se as escolas do concelho de Vila Franca de Xira irão abrir na sexta-feira.Lusa.A Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, registou, até à data, prejuízos de cerca de 3,5 milhões de euros (ME) no património municipal devido à passagem da depressão Kristin.O valor provisório foi revelado hoje pela vice-presidente Anabela Tabaçó, na reunião camarária, na qual o período antes da ordem do dia foi utilizado para efetuar o balanço da tempestade.Segundo a autarca, os edifícios municipais e os equipamentos desportivos e de recreio sofreram estragos na ordem dos 1,6 ME, enquanto nas infraestruturas e rede viária e pluvial foram registados prejuízos de 1,05 ME.O parque escolar, segundo Anabela Tabaçó, sofreu estragos de 524 mil euros, com o Agrupamento Figueira Mar a ser o mais atingido (228.500 euros).A escola do 1.º ciclo da Costa de Lavos ficou sem condições e as aulas foram transferidas para outro edifício.Nos espaços verdes estão contabilizados 161 mil euros e em infraestruturas elétricas e de telecomunicações 23 mil euros.“Não é um valor estanque, na medida em que está a ser atualizado diariamente, conforme o reporte dos serviços municipais”, disse a vice-presidente do município.Devido à falta de condições de habitabilidade, a Câmara da Figueira da Foz teve de realojar seis agregados familiares, num total de 20 pessoas.Ao nível particular, os maiores estragos são ao nível dos telhados das habitações e nas instalações e infraestruturas do tecido empresarial.A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) ainda não tem um valor efetivo dos estragos nas grandes indústrias do concelho, mas antevê prejuízos de algumas dezenas de milhões de euros.Num levantamento efetuado, a associação contabilizou ainda prejuízos diretos em 55 micro e pequenas empresas do concelho, superiores a 1,5 milhão de euros.Lusa.O município da Golegã está em estado de alerta vermelho devido ao aumento significativo do caudal instantâneo do rio Tejo, que poderá atingir os 9.000 metros cúbicos por segundo, informou hoje autarquia.Em comunicado, a Câmara da Golegã, no distrito de Santarém, refere que as autoridades foram informadas de “um aumento significativo do caudal instantâneo do rio Tejo, que poderá atingir os 9.000 metros cúbicos/segundo”, situação que levou à ativação do nível mais elevado de alerta.Na nota, o município apela às populações que residem em zonas ribeirinhas e inundáveis para adotarem “medidas preventivas, salvaguardando a sua segurança pessoal e protegendo os seus bens”.“Todos os mecanismos de Proteção Civil, bem como os respetivos meios operacionais, encontram‑se no terreno” para monitorizar a situação e prestar apoio às populações, acrescenta a Câmara Municipal.Ainda segundo a autarquia, ao longo do dia o Serviço de Ação Social irá contactar os residentes das zonas inundáveis da Golegã, São Caetano, Azinhaga, Mato de Miranda, Casal Centeio e Pombalinho e distribuir um folheto com recomendações e “informações relevantes com cuidados a ter”.As pessoas afetados pelas cheias “serão realojados no Pavilhão Municipal de Azinhaga, na Santa Casa da Misericórdia de Azinhaga, em casa de familiares e noutros locais já identificados, de acordo com cada situação”, indica o município.Os estabelecimentos do Agrupamento de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho vão encerrar na sexta-feira e na freguesia de Azinhaga, foi colocado um gerador municipal para garantir apoio a situações urgentes.Está igualmente “definido o local do heliporto”, caso seja necessária a retirada de doentes urgentes, é acrescentado na nota.A autarquia informa ainda que permanecem nas freguesias de Azinhaga e Pombalinho operacionais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Golegã, assegurando “apoio permanente à população”.O município refere igualmente que os minimercados locais foram contactados, estando garantidos abastecimentos por embarcação “caso se verifique um período de isolamento prolongado”.O município adianta também que o serviço de transporte Transfer será suspenso a partir de sexta-feira e que o Parque de Campismo Municipal da Golegã também será encerrado nesse dia, estando a decorrer as diligências para a retirada de caravanas e autocaravanas. O Jardim do Equuspolis encerra ao público ainda hoje.Na nota, a autarquia apela à população para que adote “comportamentos preventivos”, evite deslocações para zonas alagadas e siga “os conselhos das entidades oficiais”.Lusa.A Proteção Civil de Amarante cortou hoje os acessos a dois parques de estacionamento e a ruas próximas da zona ribeirinha devido ao aumento do caudal do rio Tâmega, que já galgou as margens, disse o vereador Ricardo Vieira.“O rio ainda não chegou à Rua 31 de Janeiro, mas já cortamos o acesso a essa rua. E há carros estacionados na zona, mas já está articulado com a GNR para contactar os proprietários através das matrículas” para que sejam retirados, disse o vereador da Proteção Civil de Amarante, num ponto de situação feito à agência Lusa cerca das 12:30.O aumento do caudal do rio Tâmega (afluente do Douro) também já motivou o fecho dos parques de estacionamento do Rossio e da Rua Alexandre Herculano, acrescentou o autarca.Segundo Ricardo Vieira, a barragem de Daivões, que fica em Ribeira de Pena, a montante de Amarante já no distrito de Vila Real, atingiu 98% da sua capacidade, enquanto a barragem do Torrão, entre as freguesias de Alpendorada (Marco de Canaveses) e de Rio de Moinhos (Penafiel), no distrito do Porto, estará a libertar mais de 1.000 metros cúbicos por segundo, mas ainda tem capacidade.“Mas as escorrências entre as duas fazem com que a matemática não garanta uma combinação completamente boa. Temos de contar com outros rios além do Tâmega, portanto é provável que aqui o rio continue a subir, mas está tudo acautelado. A Câmara de Amarante colocou contentores na rua para que os comerciantes da zona ribeirinha acautelem os seus pertences. O risco de integridade física acho que não se coloca”, disse o autarca.Lusa.O número de feridos com traumas no hospital de Leiria aumentou para 864 desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, segundo dados hoje divulgados na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.Na reunião, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município, marcaram presença várias entidades, incluindo o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria, Manuel Carvalho.Os dados revelados indicam ainda que entre quarta-feira e hoje deram entrada 87 feridos, disseram à agência Lusa duas fontes presentes na reunião.As primeiras entradas no Hospital de Santo André, em Leiria, foram resultantes do impacto direto da depressão, na madrugada de dia 28 de janeiro, e, a meio da tarde desse dia, começaram a entrar feridos na sequência de trabalhos de limpeza e reconstrução.Na terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, divulgou que esta unidade hospitalar tinha recebido 756 feridos com trauma.Então, o bastonário explicou que “o hospital resolveu praticamente todas as situações”, referindo que “só 22 desses [feridos] é que foram transferidos para outras unidades hospitalares que têm apoiado”, Oeste, Coimbra e Figueira da Foz.“O maior impacto foi na zona da traumatologia”, precisou.O bastonário destacou ainda ter havido uma “resposta fabulosa do hospital, tanto no aspeto da organização, encabeçada pelo conselho de administração, que teve logo uma preocupação em resolver um conjunto de problemas, não só dentro do hospital, mas também dando apoio a pessoas que estavam sem comunicações, doentes mais fragilizados, com determinadas patologias, que têm de ter mais cuidados”, referiu, dando como exemplo a pneumologia ou a hemodiálise.A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.As autoridades nacionais não indicam o número de feridos resultantes das tempestades que têm atingido Portugal continental na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que não disponibiliza os dados.Desde sexta-feira, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas no país desde que a depressão Kristin assolou parte do território nacional.Lusa.O comandante nacional da Proteção Civil pediu hoje às populações das zonas ribeirinhas que abandonem as habitações e vão para locais seguros, alertando para as previsões de aumento intenso e rápido de caudal no rio Tejo.De acordo com Mário Silvestre, que falava aos jornalistas numa conferencia de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, a velocidade e a intensidade de aumento de caudal do rio Tejo não acontecia desta forma desde 1997.“Desde 1997, aproximadamente, que não tínhamos um episódio destes na Bacia do Tejo e no Rio Tejo. E, portanto, isto implica cuidados por parte da população ribeirinha que estão habituados a este fenómeno, mas desde 1997 que não temos um fenómeno potencialmente com esta dimensão”, alertou.De acordo com o responsável, o fenómeno é explicado, por um lado, pelo facto de as barragens espanholas de Alcântara e Cedilho estarem “a debitar caudais muito elevados no rio Tejo”, cerca de 7 mil metros cúbicos por segundo, e, por outro, as ocorrências para as bacias em Portugal, que poderão explicar caudais “na ordem dos 9 mil metros cúbicos por segundo”.“Aquilo que se recomenda a todos é, preventivamente, retirem as coisas das suas casas, coloquem-se em segurança, abandonem as casas, ou seja, vão para locais seguros sempre que possível. O comportamento seguro neste momento é crítico para que se possa passar por este episódio sem termos vítimas a lamentar”, disse o comandante nacional.Mário Silvestre apontou que os efeitos expectáveis são inundações em zonas urbanas, cheias e deslizamentos de terras, além do piso escorregadio e formação de lençóis de água.Com as inundações e os cursos de água há também objetos que são arrastados para as estradas, deixando, por isso, recomendações para os condutores.“Se estiver a conduzir, não atravesse estradas inundadas. É crítico que não o façam. Pare em local seguro e elevado, longe das linhas de água, 30 centímetros de água para a maior parte dos veículos, é igual ao veículo ficar parado dentro de água por aspiração da mesma, e portanto isto coloca logo e de imediato as pessoas em risco”, alertou, acrescentando que se evitem tuneis, ribeiras e vales.Recomendou igualmente que as pessoas se afastem de equipamentos elétricos e para que levem apenas o essencial no caso de terem de abandonar a habitação: “E quando falamos de essencial, falamos de coisas tão simples como pessoas que têm medicação associada à sua normalidade, que levem essa medicação com eles”.Disse ainda que as crianças devem ser afastadas das linhas de água, recomendou que se protejam os animais, colocando-os em zonas seguras e que as pessoas não se aproximem de zonas de risco para fotografar ou filmar a subida da água, sobretudo nas zonas de largadas das barragens.Lusa.As escolas do concelho de Rio Maior vão estar encerradas na sexta-feira devido às condições meteorológicas e à previsão de cheias, informou o município.O Serviço Municipal de Proteção Civil informou, nas redes sociais do município, do distrito de Santarém, que “face ao previsível agravamento das condições meteorológicas e à emissão de Aviso Vermelho de Cheia para a próxima noite e manhã, todas as escolas do concelho estarão encerradas amanhã, sexta-feira”.Na mesma comunicação, a Câmara de Rio Maior apela à população para que evite deslocações desnecessárias e cumpra rigorosamente todas as indicações e sinalização no terreno, “nomeadamente no que respeita ao corte e condicionamento de vias rodoviárias”.No concelho, além da Estrada Nacional 114, que liga Rio Maior a Santarém, há estradas municipais cortadas ou condicionadas em todas as freguesias.Lusa.A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) proibiu os comercializadores de cortarem a luz por falta de pagamento aos clientes dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade e dispensou-os dos encargos de potência contratada.Em comunicado, o regulador da energia determina que “o operador de rede de distribuição fica impedido de efetuar interrupções de fornecimento ou reduções de potência contratada por facto imputável ao cliente, como a falta ou a impossibilidade de pagamento, aos clientes em baixa tensão”.Este impedimento vigora até nova orientação a emitir pela ERSE durante o mês de fevereiro.Adicionalmente, a entidade reguladora deliberou que os clientes afetados não pagarão os encargos de potência contratada devidos pelo uso de redes, “uma vez que este encargo paga a disponibilidade da rede, a qual foi afetada”.“Nestes casos, haverá para esses clientes um crédito na fatura correspondente ao valor da potência contratada da tarifa de acesso às redes”, precisa.A ERSE estabeleceu ainda que a estimativa do consumo de energia para o período de tempo em que os clientes tiveram o fornecimento de eletricidade interrompido devido à tempestade Kristin é nula, conforme previsto no Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados do Setor Elétrico.Refere ainda que “a metodologia prevista regulamentarmente permite recorrer a consumos históricos para efetuar estimativas de consumo em períodos em que há interrupção de fornecimento”, mas uma vez que a tempestade afetou o funcionamento dos contadores e da rede inteligente, “não é aceitável manter essa metodologia nesta situação excecional”.Lusa. As associações Zero e AEPRA alertaram hoje para o grave risco de contaminação por amianto devido às placas com este material cancerígeno que ficaram danificadas e estão dispersas na via pública após a tempestade Kristin.Para proteção da população, a Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável e a Associação de Empresas Portuguesas de Remoção de Amianto (AEPRA) recomendam num comunicado conjunto que “não se toquem nem removam placas suspeitas, que se evite a circulação nas zonas afetadas, que os locais sejam sinalizados e que as situações sejam comunicadas às autoridades competentes”.A Zero diz ter recebido “múltiplas denúncias de placas de fibrocimento, vulgarmente conhecidas como placas de Lusalite, partidas e abandonadas, situação que implica a libertação de fibras de amianto — substâncias comprovadamente cancerígenas — facilmente inaláveis pela população”.“Sempre que materiais contendo amianto se partem ou se degradam, libertam fibras extremamente perigosas. A sua inalação pode causar asbestose, cancro do pulmão e mesotelioma, um cancro raro, mas muito agressivo. A presença destes resíduos na via pública expõe toda a comunidade a um risco grave e inaceitável”, alerta Íria Roriz Madeira, da Zero, citada no comunicado.Esta associação ambientalista sublinha “a necessidade de uma intervenção urgente por parte das autoridades competentes para a limpeza e remoção segura dos materiais afetados”.Adianta que as situações identificadas foram comunicadas ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, pedindo à população que faça o mesmo.As duas associações alertam que “qualquer reutilização, reciclagem ou valorização de materiais contendo amianto é expressamente proibida pela legislação portuguesa e representa um perigo sério para quem manuseia esses materiais e para toda a comunidade envolvente”.Chamam ainda a atenção para “o risco acrescido de exposição ao amianto das equipas de socorro, serviços municipais e voluntários que, sem informação adequada ou equipamentos de proteção individual apropriados, procedem à remoção de destroços, uma vez que o corte ou manuseamento destes materiais pode libertar fibras perigosas para o ar”.A AEPRA indica também ter tido conhecimento de “práticas alarmantes” por parte de cidadãos que “estão a doar placas de fibrocimento para reparar coberturas danificadas, sem qualquer garantia de cumprimento das normas legais relativas à remoção, acondicionamento, transporte e destino final destes resíduos perigosos, criando situações de risco elevado para a saúde pública”.“Consideramos particularmente grave que estas situações sejam apresentadas sob a forma de gestos solidários ou de ajuda, quando, na realidade, transferem para terceiros um problema ambiental e de saúde pública, bem como os respetivos encargos de tratamento e deposição”, afirma Marina Côrte-Real, representante da AEPRA, citada no comunicado.O amianto está proibido em Portugal desde 2005 e a sua reutilização, reciclagem ou qualquer forma de valorização de resíduos contendo amianto é ilegal, recordam as associações.Lusa.O Município de Salvaterra de Magos determinou hoje a evacuação obrigatória, a partir das 19:00, de áreas ribeirinhas das localidades de Escaroupim e Porto de Sabugueiro, devido ao agravamento do risco de cheias.Em comunicado, a autarquia informou que se prevêem “fortes situações de cheia e inundações”, sobretudo nas zonas ribeirinhas e envolventes, apelando à população para seguir as orientações das autoridades.A evacuação abrange as zonas mais baixas de Escaroupim, onde poderá ocorrer “isolamento parcial ou total”, e toda a área do Porto de Sabugueiro.A nota diz ainda que outras zonas do concelho situadas junto a rios ou linhas de água poderão igualmente ser afetadas.Segundo o município, a situação está “sob acompanhamento permanente” pelos serviços municipais e por todos os agentes de proteção civil, referind ainda que os Serviços de Ação Social encontram‑se no terreno a prestar apoio às populações potencialmente afetadas.A Câmara Municipal apela à população para que adote medidas preventivas de salvaguarda de pessoas, animais e bens, recomendando que sejam evitadas deslocações desnecessárias e a circulação junto a linhas de água, zonas ribeirinhas e áreas inundáveis. A autarquia sublinha ainda que não devem ser atravessadas zonas alagadas, a pé ou em viatura.O município aconselha igualmente a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais e a proteção de bens e equipamentos localizados em áreas suscetíveis a inundações, pedindo que a população acompanhe as atualizações oficiais do Município e da Proteção Civil.Lusa.Habitantes e empresários da avenida de Portalegre mais afetada pelo ‘mar de lama’, com pedras à mistura, vindo hoje da Serra de São Mamede, devido à depressão Leonardo, estão ainda sem perceber a dimensão dos prejuízos.Pelas 11:00, enquanto a Proteção Civil, funcionários municipais e alguns populares removiam viaturas danificadas e limpavam a via na Avenida de Santo António, Armindo Trindade, que reside naquela artéria, relatou à agência Lusa que, durante a madrugada, enquanto foi à casa de banho, ouviu um “estrondo muito grande”.Após escutar esse som, voltou a deitar-se, uma vez que “pensava tratar-se do carro do lixo”, mas o barulho, “um bocado estranho persistia” e, pouco tempo depois, deu pelos prejuízos ocorridos na rua, após ter sido alertado por familiares.“Nunca tinha visto nada assim, já vivo aqui há 30 anos, mas nunca tinha visto uma coisa destas”, sublinhou.Já Andrenalina Trindade, também residente naquela avenida, contígua ao hospital de Portalegre, disse à Lusa que deu pela situação após escutar “gritos de uma vizinha”.“Quando cheguei à janela dei com este cenário, com os carros todos amontoados, onde está também o carro do meu filho”, relatou, explicando que a água passou por cima da viatura e que esta está toda suja.A mesma habitante, que considerou a situação “inédita” na cidade, afirmou esperar agora saber o estado em que se encontra a sua viatura, que deixou estacionada num parque subterrâneo do prédio.Na mesma avenida existem também algumas empresas, nomeadamente clínicas de saúde, tendo uma delas sido afetada, pelo que está encerradaEm declarações à Lusa, Carlos Bagulho, sócio-gerente do Consultório Médico Dentário do Norte Alentejano, disse desconhecer para já os prejuízos sofridos, uma vez que não consegue ter acesso ao interior do espaço.“Além do que se vê à porta, que é este ‘mar de lama’ que aqui está, o muro das traseiras ruiu, creio que a clínica está inundada e todo o equipamento que lá está, coisas eletrónicas, deve estar tudo cheio de água”, lamentou.Carlos Bagulho acrescentou ainda que se adivinham “prejuízos muito avultados”, além de que a clínica, onde trabalham mais de 30 pessoas, deverá ficar encerrada “durante muito tempo”.Lusa.A Estrada Nacional (EN) 18-8 que liga Castelo Branco a Malpica do Tejo está hoje cortada ao trânsito devido a um deslizamento de terras e não há previsão para a sua reabertura, informou a Câmara Municipal.“O corte da estrada ficou a dever-se a derrocada ao início da manhã e não temos previsão para a sua reabertura. Os serviços do município estão no local. A situação é crítica”, afirmou, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Castelo Branco.Leopoldo Rodrigues explicou ainda que a situação está a ser avaliada e que só depois será tomada uma decisão em relação à reabertura ou não daquela via à circulação rodoviária.Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa,a GNR está no local, assim como meios do Serviço Municipal de Proteção Civil.“O trânsito está a ser desviado por Monforte da Beira ou por Lenticais”, disse.Lusa.As inundações começam a aproximar-se das quedas de árvores nos principais tipos de ocorrências devido ao mau tempo, sendo já 1593, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.Mário Silvestre contou que houve uma derrocada na Costa de Caparica que obrigou à evacuação dos residentes e uma outra na estrada nacional 10-4, em Sesimbra.O responsável também deu conta de inundações em Vila Franca de Xira que motivaram constrangimentos na N10 e na Linha do Norte e "inundações por todo o lado" na região Oeste, sobretudo devido ao galgamento do rio Ota.Encontram-se ativados os planos de emergência distritais de Coimbra, Santarém, Lisboa, Leiria, Beja e Castelo Branco, assim como 84 planos municipais.Foram já registadas 5793 ocorrências, estando no terreno mais de 20 mil operacionais e 8007 meios terrestres.Encontram-se isoladas as localidades de Reguengo do Alviela, Porto da Palha, Valada e Caneira no distrito de Santarém e de Ereira no de Coimbra.Estão deslocadas 53 pessoas no distrito de Santarém, 145 em Leiria, 53 em Castelo Branco e 15 em Setúbal..A circulação ferroviária na Linha do Leste entre Torre das Vargens e Elvas estava às 12:00 de hoje suspensa devido à queda de uma árvore, elevando para cerca de uma dezena as linhas afetadas pelo mau tempo.Em comunicado, a CP – Comboios de Portugal adianta que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo continua suspensa a circulação na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, nos Urbanos de Coimbra e na Linha do Norte os longo curso em Alfarelos (Coimbra).Segundo a empresa, na Linha da Beira Alta estava hoje de manhã a realizar-se o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual.Na Linha do Norte, estão a ser efetuados os serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Castanheira do Ribatejo.Às 11:0 foi restabelecida a circulação entre Castanheira do Ribatejo e Alverca, que tinha estado suspensa devido a inundação.Já na Linha de Cascais, mantinha-se às 11:00 a circulação entre Algés e Oeiras em via única.A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.Lusa.Duas pessoas ficaram hoje desalojadas e a Estrada Municipal 1025 ficou cortada, em Tendais, devido a uma derrocada de um talude que “levou tudo à frente”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Cinfães.“Temos duas pessoas, um casal com mais de 70 anos, que ficou desalojado e a Câmara realojou-os numa pensão, mas felizmente não há feridos a registar”, disse à agência Lusa o presidente de Cinfães, Carlos Cardoso.O autarca avançou que “a derrocada aconteceu durante a noite, porque choveu muito, e continua a chover imenso e os colos já não têm capacidade de retenção da água”.“E dá-se um escorregamento de um talude desde a Estrada Nacional 222 (EN222) até à localidade de Vila de Muros e levou tudo à frente”, relatou Carlos Cardoso.Esta ‘avalanche’ de “água e terra levou, inclusive uma casa, que estava devoluta, e tudo mais que apanhou” na encosta da serra de Montemuro, na localidade da freguesia de Tendais, concelho de Cinfães, distrito de Viseu.“A Estrada Municipal 1025 (EM1025) ficou toda danificada e, claro, cortada ao trânsito, e temos uma quantidade de estragos enorme. Há uma série de propriedades com danos. Tudo o que estava à frente desapareceu, ficou no leito do rio”, indicou.Carlos Cardoso adiantou ainda que, em alternativa de circulação à EM1025, “só indo à volta, pela EN222”.Na rede social Facebook, a Junta de Freguesia de Tendais, a propósito desta derrocada, alertou para “o perigo na EN 321, no km 31, na zona superior da aldeia de Vila de Muros, onde a circulação deve ser feita com precaução”.. Lusa.Dez pessoas foram retiradas de casas inundadas, em Óbidos, concelho onde todos os rios e ribeiras transbordaram devido a uma descarga da barragem que interditou várias estradas e inundou hectares de campos agrícolas, informou a Câmara.“Temos cerca de 10 pessoas que tivemos que retirar das suas casa, na zona mais baixa, junto da Rua da Biquinha, por as habitações terem ficado inundadas, algumas com água a entrar pelas janelas”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel.Depois de, há nove dias, a depressão ter “assolado bastante o território, com algumas situações de quedas de árvores, telhados, levantamento de telhados e coberturas, além de danos de quedas de árvores sobre habitações", a depressão Leonardo provocou esta madrugada um “cenário de devastador de água por todo, desde a Lagoa até Óbidos, passando pela Amoreira, Vau, Sobral da Lagoa”, afirmou.Além da chuva, a situação foi agravada pelo facto de a Barragem do Arnóia ter feito uma descarga, em virtude de ter “ um mecanismo de segurança que, a partir dos 31,45 metros de altura do nível de água, que aciona um mecanismo de abertura automático das suas comportas”.Os dois rios que atravessam o concelho (Arnóia e Real) “galgaram as margens, tal como todas as ribeiras” o que resultou em perto de uma dezena de estradas, municipais e nacionais, cortadas, entre as quais a Nacional 8, que liga este concelho a Caldas da Rainha.Embora se registem “algumas derrocadas” e os serviços estejam a avaliar as interdições de estradas” não há nenhuma povoação isolada “mas, segundo o presidente, “há hectares e hectares de terrenos agrícolas inundados, com prejuízos incalculáveis para muitas famílias tem a agricultura como único meio de subsistência”.O autarca teme que grande parte da população “ficará afetado pelo menos meio ano, perdendo uma ou duas épocas de culturas, nomeadamente nos hortícolas, também com graves prejuízos no âmbito da fruticultura”.Filipe Daniel disse à Lusa que “apenas as pessoas mais velhas tem memória de uma situação desta dimensão, só comparável a inundações que ocorreram em 2006” quando a barragem não tinha ainda o mecanismo de armazenamento de água autorizado e, portanto, não se conseguia fazer essa gestão de água”.Lusa.A Câmara de Santarém determinou hoje a “evacuação obrigatória das zonas ribeirinhas” e o encerramento de todas as escolas do concelho como medidas urgentes de proteção à população na sequência do alerta de situação de cheias “nas próximas horas”.“A população residente em áreas de risco deve abandonar as suas habitações com máxima brevidade”, avisou o município de Santarém, indicando que as zonas identificadas como críticas são Caneiras, Ribeira de Santarém (até à linha de caminho de ferro) e São Vicente do Paul – Reguengo do Alviela.Nestas três zonas ribeirinhas, a Câmara de Santarém determinou a evacuação obrigatória “nas próximas sete horas”, segundo um comunicado divulgado cerca das 11:15.Além disso, o município alertou que outras zonas poderão ser afetadas com a evolução do aumento das cheias, nomeadamente Vale de Figueira (zona da Secágro) e Alfange.A evacuação das zonas ribeirinhas é uma das medidas urgentes e preventivas determinadas pela Câmara de Santarém, em conjunto com o Serviço Municipal de Proteção Civil, no âmbito do aviso à população para “uma situação de cheias nas próximas horas”, devido ao aumento exponencial dos caudais do Rio Tejo e seus afluentes, bem como à precipitação intensa prevista entre hoje e sexta-feira.Outra das medidas é o encerramento de todas as escolas do concelho na sexta-feira, com o objetivo de “evitar deslocações e garantir a segurança da comunidade escolar”.Neste âmbito, a Câmara de Santarém ativou a “reabertura da Passagem de Nível do Peso (excecionalmente) para evacuação da zona das Caneiras, só disponível a veículos ligeiros e de proteção civil”, bem como equipas permanentes de acompanhamento e monitorização das zonas ribeirinhas.Ainda sobre os meios de proteção civil mobilizados, o município determinou o apoio operacional às evacuações e circulação em segurança e a criação de um Centro de Acolhimento Temporário a partir das 16:00, no Pavilhão Municipal de Santarém para pessoas sem suporte familiar imediato, assegurando condições de alojamento, alimentação e apoio social.A Câmara de Santarém recomenda à população que evite todas as deslocações desnecessárias, privilegie o teletrabalho e se mantenha atento às comunicações oficiais do município, informando que os contactos da Proteção Civil Municipal são 243 333 122 e 800 222 122.Lusa.O Itinerário Principal (IP) 3 encontra-se hoje cortado nos dois sentidos e sem previsão de reabertura devido a uma derrocada que ocorreu na zona de Almaça, a poucos quilómetros da Barragem da Aguieira, informou hoje a GNR de Coimbra.De acordo com a mesma fonte, a circulação rodoviária no IP3 está cortada nos dois sentidos desde as 10:20, devido a uma derrocada que ocorreu ao quilómetro 61,300.“Não temos previsão para a sua reabertura. Tratou-se de uma derrocada da escarpa lateral, que originou a queda de pedras”, descreveu.. À agência Lusa, a GNR de Coimbra indicou ainda que os desvios do trânsito estão a ser feitos pela Estrada Nacional (EN) 2 em direção à Barragem da Aguieira; pelo Itinerário Complementar (IC) 6 e pela EN 234 em direção ao Luso.Lusa.A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, que estava suspensa devido a inundação da via, foi retomada às 11:00, segundo a CP.Numa informação enviada à Lusa, a CP – Comboios de Portugal indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo continua suspensa a circulação na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, nos Urbanos de Coimbra e na Linha do Norte os longo curso em Alfarelos (Coimbra).Segundo a empresa, na Linha da Beira Alta estava hoje de manhã a realizar-se o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual.Na Linha do Norte, estão a ser efetuados os serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Castanheira do Ribatejo.Já na Linha de Cascais, mantinha-se às 11:00 a circulação entre Algés e Oeiras em via únicaA circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.Lusa.A Proteção Civil ativou hoje o alerta vermelho para a bacia do Tejo devido à subida abrupta do caudal, provocada pelas descargas das barragens, o que coloca em risco zonas ribeirinhas e impõe medidas preventivas no distrito de Santarém.“Até às 05:00 tínhamos apenas informações sobre caudais que seriam debitados nas barragens do Fratel, Pracana e Castelo de Bode, com um acumulado em Almourol de cerca de 3.500 metros cúbicos por segundo [m³/s]. Durante a madrugada, o cenário inverteu-se e já ultrapassámos 7.400 m³/s. Por isso, foi decretado o alerta vermelho”, disse à Lusa o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos.O agravamento do estado de alerta para nível vermelho, o mais elevado de uma escala de quatro, indica risco extremo de inundações e cheias significativas devido ao mau tempo, à subida dos caudais e às descargas das barragens, com possibilidade de inundação de áreas habitualmente críticas, deslizamentos de terras e derrocadas, e implica a mobilização imediata de meios de proteção civil.“Desde as 9:00 estamos a trabalhar com todas as estruturas de proteção civil, GNR e PSP para regular trânsitos e minimizar prejuízos a bens e pessoas. As previsões indicam que os caudais vão continuar a subir nas próximas horas”, acrescentou Valamatos.Lusa.O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, “é talvez a situação de cheias mais grave” do país, consistindo num “teste à resistência”.“Nesta situação específica, que é talvez aquela em termos de cheias, de longe, a mais grave que existe em todo o território, não há sinais de melhoria”, afirmou o Chefe de Estado, no início de uma visita à cidade alentejana, cuja baixa está inundada desde a quarta-feira da semana passada.Acompanhado pela presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, e por outros responsáveis locais e regionais, Marcelo Rebelo de Sousa teve uma vista panorâmica sobre as cheias no Rio Sado a partir do sítio mais alto da cidade, junto à Pousada do Castelo local.Ao observar a água sem fim que se estende lá em baixo, onde já não se perceber onde era o leito do rio, que agora mais parece um mar, o Presidente da República admitiu que a vista sobre este cenário “é impressionante”.Questionado sobre o que mais o preocupa, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que a situação é “um teste à resistência das pessoas”, nomeadamente daqueles que têm de ser retirados das suas casas.Mas também, continuou, à “resistência daqueles que estão a ver os seus negócios, as suas pequenas casas comerciais e coisas assim a serem atingidas, mas sobretudo das populações isoladas”.“O processo é cumulativo, quer dizer, é um dia, depois uma noite, depois mais um dia, depois mais uma noite, depois mais um dia, mais uma noite. E os mais jovens têm uma capacidade para resistir e os mais velhos têm menos”, argumentou.Lusa.Um homem ficou hoje gravemente ferido num acidente de trabalho no concelho de Porto de Mós, quando o vento forte o projetou contra uma parede, disse à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).De acordo com o Comando Territorial de Leiria da GNR, o operador, com 40 anos, encontrava-se “numa grua com cesta”, com equipamentos adequados de proteção individual, numa empresa em Calvaria de Cima.“Com o vento forte, foi projetado, embatendo com violência numa parede”, adiantou a mesma fonte.O trabalhador, considerado ferido grave, foi transportado para o Hospital de Santo André, em Leiria.Lusa.Mais de uma centena de coberturas provisórias nas habitações do concelho de Ansião voaram esta noite com o mau tempo provocado pela depressão Leonardo, disse hoje à agência Lusa o presidente do Município, Jorge Cancelinha.“Esta noite, com ‘o Leonardo’, voaram centenas de coberturas de estruturas, principalmente das habitações. Tudo o que estava coberto provisoriamente com lonas, voou”, adiantou Jorge Cancelinha.O presidente da Câmara Municipal de Ansião, no distrito de Leiria, disse que “ainda assim, não há feridos nem desalojados a registar”, uma vez que “as pessoas acabam por se resguardar em lugares mais seguros”.O Município de Ansião registava na segunda-feira “mais de uma centena de pessoas realojadas, fora as que não nos foram comunicadas, porque estão com familiares e amigos ou vizinhos”, disse.Também há cidadãos realojados Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e no quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião, “nomeadamente pessoas que necessitam de aparelhos eletrónicos” para dormir, como oxigénio.No que toca à reposição de energia elétrica, o presidente disse que “há uma evolução favorável, já que ontem [quarta-feira] de manhã, havia 35% do concelho sem eletricidade, à tarde estava 24% e agora é 19%” do território.“Estamos a evoluir, mas ainda não estamos bem. Só descansarei quando estiver tudo reposto”, realçou.As comunicações “continuam muito instáveis e com constantes cortes”, indicou o presidente que tem o concelho com antenas provisórias colocadas pelas operadoras de comunicação para “remediar a queda” da torre existente na serra a Ameixieira.Lusa.A circulação automóvel está fechada em diferentes estradas do concelho de Penela, no distrito de Coimbra, na sequência das cheias relacionadas com o mau tempo.A Estrada Nacional (EN) 110 e os respetivos acessos, na zona da Carvalheira da Boiça, e a Ponte das Ferrarias, na localidade de Ferrarias, têm a circulação cortada, de acordo com a autarquia.Lusa.Mais quatro pessoas foram resgatadas da cheia do rio Sado, em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, entre quarta-feira e a madrugada de hoje, totalizando 93 cidadãos.Desde quarta-feira que o cenário na cidade alentejana se agravou, tendo sido necessário o município ativar os meios de emergência.A marginal está inundada e as ruas também, sendo que, para andar na baixa da cidade, só navegando de semirrígidos, barcos fornecidos pela Marinha para as autoridades ajudarem a população.Na rotunda localizada ao pé da ponte rodoviária metálica, está colocada uma estátua que representa salineiros, com uma dimensão considerável, chegando já a água aos seus pés e praticasmente aos cestos de sal.No local, a agência Lusa observou cidadãos que se deslocavam numa rua com água pela cintura e que tinham que ir agarrados às paredes, devido à força da água.O comércio e os negócios encontram-se alagados, alguns deles efetivamente submersos.Segundo o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, “a maré vai subindo devagarinho e agora, nada há a fazer”, sendo que tem-se de “aguardar que a Natureza vá retirando o caudal do [rio] Sado”.Tiago Bugio congratulou-se com o esforço de todo o efetivo empregado, entre bombeiros, militares da GNR e funcionários do município, num total de cerca de 80 elementos, e com o facto de não haver quaisquer feridos.Na quarta-feira à noite, a mesma fonte tinha indicado a necessidade de resgatar 70 pessoas devido a ocorrências relacionadas com inundações, uma vez que o caudal do rio Sado estava a subir "cada vez mais".O comandante Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, frisou, num balanço pelas 23:15 de hoje, que a situação é "cada vez mais complicada".Tiago Bugio referiu que a subida da água estava a atingir também Grândola e Odemira (Beja).As escolas de Alcácer do Sal vão estar encerradas hoje e sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas, afetando mais de mil alunos, que terão aulas em casa.Lusa.O nível da água do rio Guadiana junto à vila de Mértola, no distrito de Beja, está hoje mais baixo, mas as preocupações mantêm-se com a possibilidade de uma nova subida, disse o presidente do município.Em declarações à agência Lusa, o autarca de Mértola, Mário Tomé, indicou que nas últimas horas o caudal do rio “desceu um bocadinho”, em relação a quarta-feira, mas avisou que este abaixamento “pode dar uma sensação de falsa segurança”.“As indicações que temos é que, fruto do que está a chover mais acima [mais a norte], Alqueva vai continuar a libertar muita água, Pedrógão também, as afluentes continuam a meter muita água no rio e o nível pode subir durante o dia de hoje”, salientou.Assinalando que as autoridades estão a fazer a monitorização constante do nível da água, Mário Tomé apelou aos cidadãos para que “cumpram as orientações da Proteção Civil e do município” para que seja salvaguardado “o mais importante, que são as pessoas”.Quanto à evacuação, na quarta-feira à noite, do lar da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Mértola, devido à proximidade do nível da água, o presidente do câmara destacou que “a articulação entre as entidades” permitiu cumprir com sucesso a operação.“As pessoas estão alojadas com dignidade, com segurança, agimos com proatividade e garantimos que as pessoas passaram uma noite tranquila e não com ansiedade sobre se o rio podia ou não subir”, frisou.Na quarta-feira à noite, a maioria dos utentes do lar foi transferida para o novo Lar de São Miguel do Pinheiro, da Câmara de Mértola, inaugurado no ano passado, mas que ainda não tinha entrado em funcionamento.Além desta ocorrência, o autarca disse ter conhecimento de um café que ficou inundado na aldeia ribeirinha do Pomarão.Também em declarações à Lusa, o provedor da SCM de Mértola, José Alberto Rosa, explicou que “à volta de 67 ou 68” dos 72 utentes do lar evacuado foram transferidos. Os restantes foram acolhidos por familiares, que os foram buscar.A maioria dos utentes foi para “um lar que ainda não estava a funcionar, instalações completamente novas, que nós realmente aproveitámos, e foi ótimo, porque a alternativa era colocar os utentes num pavilhão inóspito, que era um drama”.Segundo o provedor da instituição, a transferência dos utentes contou com a colaboração das várias entidades no apoio e na disponibilização dos transportes, que agradeceu.“Os utentes passaram a noite e tem estado a correr bem. Agora, é evidente que, em termos logísticos, tudo tem que ser acertado”, realçou, lembrando que o novo lar não tem ainda condições para a confeção das refeições.O responsável explicou que as refeições vão ser confecionadas no lar da SCM de Mértola e transportadas para o espaço provisório: “E vamos ver quanto tempo isto vai durar, mas, é evidente, vamos voltar para a nossa casa.”A Barragem do Alqueva tem vindo a efetuar, nos últimos dias, descargas de água, devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, levando ao aumento do caudal do rio Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.Lusa.A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) está a distribuir até ao final da semana cerca de 10 mil lonas para apoiar as famílias cujas habitações ficaram parcialmente danificadas na sequência da tempestade Kristin, informou hoje a instituição.Em comunicado, a CVP adianta que os donativos recebidos, através do Fundo Nacional de Emergência “Portugal Precisa de Si” permitiram a aquisição das lonas.“A CVP está a distribuir as lonas destinadas à proteção provisória de telhados e estruturas expostas, mitigando riscos de infiltrações e agravamento dos danos, numa fase crítica marcada pela instabilidade das condições meteorológicas, priorizando as regiões mais afetadas pela Tempestade Kristin: Leiria, Coimbra, Médio Tejo, Oeste e Beira Baixa”, é referido na nota.A distribuição das lonas está a ser realizada em articulação com as estruturas locais da CVP e as entidades de Proteção Civil, assegurando prioridade às situações de maior vulnerabilidade e necessidade imediata.A CVP realça que as lonas são um “recurso essencial para minimizar infiltrações, proteger bens e garantir condições mínimas de segurança e habitabilidade, enquanto decorrem as avaliações técnicas e as intervenções definitivas de reparação das habitações”.“Para centralizar os apoios e garantir transparência na utilização dos recursos, a CVP mantém ativo o Fundo Nacional de Emergência através da plataforma “Portugal Precisa de Si”, disponível em: https://apoiar.cruzvermelha.pt/portugalprecisadesi”, segundo a nota.Esta plataforma permite, de acordo com a CVP, direcionar, de forma rápida e flexível, os donativos para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno, nomeadamente apoio humanitário imediato, recuperação de meios essenciais e reforço da capacidade operacional.Esta resposta conta também com o apoio específico da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Ageas, cujos donativos foram destinados exclusivamente à aquisição de lonas para proteção de habitações afetadas.Lusa.Várias zonas ribeirinhas da vila de Alcoutim, no Algarve, continuam inundadas devido ao aumento do caudal do rio Guadiana, cujo nível das águas atingiu cerca de seis metros de altura, revelou o coordenador da Proteção Civil Municipal.“Neste momento, alguns estabelecimentos de restauração e quiosques, que estão junto ao rio, continuam submersos, nomeadamente na vila e nas zonas das Laranjeiras e Guerreiros do Rio, sem danos pessoais”, disse à Lusa o coordenador da Proteção Civil Municipal, João Simões.Segundo o responsável, o nível das águas “está estável, com uma altura de cerca de seis metros, prevendo-se que comece a baixar no período da vazante da maré”.“Acreditamos que comece a baixar, embora tenhamos já duas horas de vazante e não houve uma redução significativa do caudal do rio, dado que as barragens continuam a fazer descargas”, apontou.João Simões disse que durante a noite “cerca de 14 embarcações que estavam fundeadas junto a Alcoutim ficaram à deriva devido à força da corrente, uma das quais entrou pelo parque de estacionamento da vila, mas sem provocar danos pessoais”.O responsável disse ainda que a Estrada Municipal 507, na marginal do rio Guadiana, mantém-se temporariamente condicionada ao trânsito rodoviário, apelando às pessoas que evitem colocar-se em risco perto das zonas inundadas.Lusa.Mais de meia dúzia de habitações ficaram com danos avultados e correm risco de ruir no concelho de Arruda dos Vinhos, tendo os moradores ficado desalojados, disse hoje o presidente da câmara.Carlos Alves disse à agência Lusa que na Estrada do Lapão, entre Arruda dos Vinhos e Alenquer, “mais de meia dúzia de casas ficaram com muitos danos e vão ruir e numa oficina vários carros ficaram soterrados” devido a um aluimento de terras.“Perto das casas ouvíamos estalos e as fendas estão a aumentar”, precisou o autarca.Cerca de 12 moradores foram retirados por precaução na quarta-feira e ficaram desalojados e foram realojados em casas municipais ou de familiares.A Estrada do Lapão está “completamente intransitável”, devido a um aluimento de terras, provocado pela precipitação persistente dos últimos dias.Neste concelho do distrito de Lisboa, entre outras vias secundárias, a Estrada Nacional 115 está cortada entre Sobral de Monte Agraço e Bucelas devido ao abatimento parcial “muito acentuado” do piso.“A situação que tínhamos agravou e abateu uma parte da via, mas decidimos cortar nos dois sentidos por questões de segurança”, explicou o autarca.O presidente da câmara alertou a população para a possibilidade de falta de água em parte do concelho.Ainda assim, as escolas mantêm-se abertas.Lusa.As ligações fluviais da Transtejo entre as estações de Cacilhas e Cais do Sodré e entre Trafaria, Porto Brandão e Belém, foram restabelecidas devido à melhoria das condições meteorológicas e do mar.Estas ligações entre a margem sul do Tejo e Lisboa tinham sido suspensas ao início da manhã, devido ao mau tempo.Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.A proteção civil registou 399 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste, sem vítimas ou desalojados, disse à Lusa Elísio Pereira.“Entre as 00:00 e as 08:00 registámos 399 ocorrências, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste devido à chuva persistente e forte. Não temos, a esta hora (08:20) conhecimento de que haja vítimas ou desalojados”, adiantou.Lusa.Duas escolas estão hoje encerradas no concelho das Caldas da Rainha devido ao mau tempo e a Câmara prevê que outras venham a ter de ser encerradas por os acessos se encontrarem intransitáveis.“As Escolas de Alvorninha e de A-dos-Francos encontram-se encerradas devido a problemas de acessibilidade e os serviços estão a fazer um levantamento de mais algumas em que deverá ser tomada a mesma medida”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vitor Marques.O autarca explicou que “a escola de Alvorninha já tinha alguns problemas de impermeabilização e um muro que estava a ser vigiado e que está hoje a ser avaliado”.No caso de A-dos-Francos, o fecho “deve-se à subida do leito do rio”, que está a inundar algumas estradas.A subida do nível dos leitos dos rios, que estão numa quota como há muito não se via” é hoje a principal preocupação da autarquia, que está a monitorizar “os efeitos sobre as estradas, sobretudo nas freguesias, onde os terrenos estão tão saturados que já não suportam mais água”.Os serviços municipais de proteção civil estão “também a controlar algumas edificações mais antigas, que na depressão Kristin perderam algumas telhas, e a avaliar se há estruturas em risco de colapsar”, disse Vitor Marques.No mesmo concelho, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento das Caldas da Rainha informam que, devido a uma rotura de grande dimensão na Estrada Nacional 360 (Estrada da Foz), “o abastecimento de água se encontra comprometido”.Em comunicado, os SMAS precisaram que a ocorrência afeta diversos consumidores na área das Caldas da Rainha e na freguesia do Nadadouro, prevendo-se que “a reposição do abastecimento seja efetuada de forma faseada”.Lusa.Várias zonas estão hoje inundadas na cidade e zonas rurais de Leiria, e o foco “está nas cheias” depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin, revelou o vereador Luís Lopes.“Temos já várias zonas inundadas, quer na cidade, quer nas zonas mais rurais”, declarou aos jornalistas Luís Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.Segundo o vereador que tem o pelouro da Proteção Civil, hoje de manhã foi antecipada “a necessidade de evacuações preventivas nalguns locais”.Lusa.O Plano de Emergência do hospital de Portalegre foi acionado hoje, na sequência da tempestade Leonardo, que provocou vários danos em acessos àquela unidade, disse à agência Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.De acordo com o porta-voz da ULS, Ilídio Pinto Cardoso, o plano foi ativado porque “alguns dos acessos ao hospital estão interditados e porque podem ainda ocorrer várias situações” provocadas pelo mau tempo.. Lusa.O Presidente da República está em Alcácer do Sal e diz que a situação é "muito impressionante" e corresponde "à descrição que era feita"."A ministra do Ambiente esteve aqui e assumiu compromissos. É uma ministra muito assertiva e efetiva", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas.O chefe de Estado vai reunir ainda esta quinta-feira com o primeiro-ministro e ainda não tomou uma decisão sobre se vai manter a viagem a Madrid..A circulação automóvel encontra-se interdita em várias estradas e ruas do concelho da Mealhada devido “à precipitação intensa, quedas de árvores e outros constrangimentos” associados à depressão Leonardo.Na Mealhada, encontra-se cortada a Estrada Sernadelo/ Antes, Luso e o Túnel Carpinteiros.Já na Pampilhosa, a circulação foi interdita, por questões de segurança, no Túnel da Lagarteira, Rua do Courcoury, Rua do cemitério, Estrada Pampilhosa/Póvoa do Loureiro e na Reta de Larçã.Também na Rua da Várzea, que faz a ligação Pedrulha-Mealhada, a água está a chegar à faixa de rodagem, o que está a condicionar o trânsito.Lusa.As condições atmosféricas causadas pelas constantes tempestades continuam a obrigar ao corte de trânsito na Autoestrada 14 (Coimbra-Figueira da Foz), em três troços, noutros três de Itinerários Complementares (IC), além de múltiplos em 77 estradas nacionais e em 66 municipais.Fonte oficial da GNR disse à agência Lusa que os condicionamentos na A14 localizam-se na saída para Maiorca e nos ‘nós’ de ligação à A17 de Casal do Raposo e Ferrestelo.Há também dois ‘cortes’ no IC9, em Alcobaça e em vale dos Ovos e um no IC1, em Grândola.Além destas ocorrências, verificam-se outros condicionamentos em 77 estradas nacionais, e em 66 estradas municipais, por todo o País, segundo a mesma fonte.Lusa.A circulação automóvel encontra-se cortada na Estrada da Espertina, bem como nos túneis da Marmeleira e da Estrada Nacional (EN) 17, junto à Quinta da Portela, revelou hoje fonte da Câmara Municipal de Coimbra.De acordo com a mesma fonte, o caudal da Ponte do Açude atinge os 1.487 m³ por segundo.Foram também acionados para o Cabouco uma embarcação e um veículo dos Bombeiros Sapadores de Coimbra.Na quarta-feira, a Câmara de Coimbra alertou que se mantém o risco de cheias com afetação das zonas ribeirinhas do rio Mondego.“As equipas de proteção civil, segurança e socorro, bem como os serviços municipais, estão em prontidão no terreno, em ações de prevenção e vigilância”.Lusa.Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).De acordo com o IPMA, por causa da agitação marítima estão sob aviso laranja até às 05:00 de domingo os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, enquanto na costa norte da Madeira e no Porto Santo o aviso vigora até às 15:00 de sexta-feira.Também sob aviso laranja, mas por causa da neve, estão os distritos de Castelo Branco e Guarda, até às 05:00 de domingo. A estes juntam-se os de Viana do Castelo, Vila Real e Braga, entre as 12:00 de sexta-feira e as 06:00 de sábado.O aviso laranja é emitido sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.Por causa da chuva, o IPMA colocou sob aviso amarelo (o menos grave numa escala de três) 12 distritos, em vigor até às 09:00 de hoje em Castelo Branco, até às 18:00 de hoje em Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Coimbra, Aveiro e Leiria, e até às 15:00 de sábado em Portalegre, Lisboa, Santarém, Setúbal e Beja.Lusa.O mau tempo da madrugada de hoje fez aumentar para 86 mil o número de pessoas sem energia elétrica, segundo a informação divulgada pela E-REDES.Numa informação enviada à Lusa, a E-REDES revelou que, pelas 07:30, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin afetavam 76 mil clientes.Segundo a empresa, o distrito mais afetado é o de Leiria, com 57 mil clientes sem luz, seguido de Santarém, com 15 mil, Castelo Branco, com três mil, e Coimbra, com mil clientes ainda sem energia elétrica.Lusa.Novos condicionamentos:Linha do Norte: circulação suspensa entre Alverca e Castanheira, e entre Alfarelos e Coimbra B;Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Fratel e Sarnadas;Linha de Cascais: interrompida a via A entre Algés e Oeiras. Mantém-se:Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;Linha do Sul: circulação suspensa entre Grândola e Azinheira de Barros..Dezenas de automóveis sofreram hoje danos e outros foram arrastados em Portalegre pela força da água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede, na sequência da tempestade Leonardo, disse à agência Lusa a presidente do município.De acordo com Fermelinda Carvalho, está “espalhado o caos” numa determinada zona da cidade, nomeadamente entre as avenidas de Santo António (lateral ao hospital), Liberdade e na zona do rossio, onde se registaram inundações e ficou acumulada “muita lama”.“Vieram da serra (água, lama e pedras), que arrastaram carros, isto é o caos”, alertou.. Lusa.Uma casa desabou, desalojando uma pessoa, e outras duas correm esse risco devido ao mau tempo na localidade da Mata, no concelho de Alenquer, disse hoje o presidente da câmara.João Nicolau disse à agência Lusa que “uma casa desabou, estando o desalojado no local a acompanhar os trabalhos e a ser acompanhado pelos serviços municipais de Ação Social e poderá precisar de alojamento temporário”.Outras duas habitações da mesma localidade do distrito de Lisboa correm o mesmo risco, podendo desalojar outras duas pessoas.Segundo o autarca, o Rio de Alenquer não galgou as margens, mas está no seu limite e registaram-se diversas ocorrências relacionadas com desabamento de terras para as estradas.Ainda no distrito de Lisboa, na Lourinhã, o Rio Grande, que atravessa o concelho, não galgou as margens, mas encheu de água diversas ruas do centro da vila e também na localidade do Vimeiro, onde passa um seu afluente, disse o vice-presidente da câmara, António Gomes.“A circulação nas estradas está muito difícil porque as estradas estão muito sujas e temos a Estrada Nacional 361-1, entre Lourinhã e Miragaia, cortada por inundação na freguesia de Miragaia”, acrescentou.Por esse motivo, a Proteção Civil Municipal decidiu hoje de manhã encerrar todas as escolas, “por motivos de segurança”, assim como o Centro de Saúde da Lourinhã, “por motivos de segurança”, é referido em comunicado enviado.Em Torres Vedras, o Rio Sizandro que atravessa a cidade, já galgou as margens dentro da cidade perto do Estádio do Torreense e nas freguesias de Dois Portos e Ponte do Rol, obrigando por prevenção à retirada de 12 pessoas das habitações já na quarta-feira à tarde.No concelho, as escolas também se encontram encerradas e com todas as atividades suspensas.Em comunicado, a autarquia sublinhou que “devido à sucessão de depressões, diversas estradas em todo o concelho estão alagadas e/ou obstruídas devido a inundações ou deslizamentos de terras, provocando grandes condicionantes no trânsito”, motivo pelo qual apela à população para adotar o teletrabalho.Entre as vias cortadas, destacam-se as estradas nacionais 9, entre Torres Vedras e Casalinhos de Alfaiata, 248 entre Caixaria e Ribaldeira, 247 na Escaravilheira, e o nó de acesso à autoestrada A8 junto ao centro comercial.Já no distrito de Leiria, em Alcobaça, o Rio Alcoa “não galgou as margens mas está próximo disse”, existindo inundações sobretudo dentro da cidade e nas localidades de Alfeizerão e São Martinho, afirmou o vice-presidente da câmara, Paulo Mateus.“Foram retiradas pontualmente algumas pessoas de casas nas freguesias rurais”, adiantou, sem precisar.Várias estradas estão cortadas por cheias ou deslizamentos de terras, nomeadamente os acessos à cidade pela Estrada Nacional 8, (Caldas da Rainha - Alcobaça) e pelo IC9.Lusa.A escola das Meãs, em Montemor-o-Velho, vai estar hoje encerrada por motivos de segurança, anunciou aquela Câmara do distrito de Coimbra na sequência do mau tempo.“Por motivos de segurança, a escola das Meãs encontra-se encerrada”, revelou aquela Câmara do Baixo Mondego nas redes sociais, explicando igualmente que a Estrada Nacional 111, em frente aos semáforos das Meãs do Campo, bem como a rua professora Natália Cerveira (em frente à escola) e a rua Manuel Jardim, estão cortadas à circulação rodoviária por motivos de segurança, devido a uma derrocada.“Os serviços de transporte público, em particular as linhas 221 e 220, encontram-se muito condicionados, podendo registar-se atrasos significativos”, disse ainda a autarquia.Lusa.A proteção civil registou 399 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste, sem vítimas ou desalojados, disse à Lusa Elísio Pereira.“Entre as 00:00 e as 08:00 registámos 399 ocorrências, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste devido à chuva persistente e forte. Não temos, a esta hora (08:20) conhecimento de que haja vitimas ou desalojados”, adiantou.De acordo com Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), das 399 ocorrências registadas, 65 foram na Grande Lisboa e 75 na Região Oeste.Lusa.A subida do caudal do rio Douro, no Porto, “tem-se mantido estável” devido à coordenação com as barragens, mas se a chuva persistir os condicionamentos nas margens serão mais restritivos, avisou o comandante adjunto da Capitania do Douro.Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07:30, Pedro Cervaens disse que “esta noite a cota do rio atingiu os 5,10 metros”, abaixo da cota maior (5,30) já registada nos dias anteriores, considerando a situação “estável”, mas apelando a “muita cautela e vigilância”.“A coordenação que tem sido feita com as barragens tem sido muito coerente. E as marés, como têm vindo a baixar progressivamente de altura, porque as águas vivas estão a desaparecer aos poucos, acaba por tornar a situação estável. Mas caso a pluviosidade aumente significativamente nestes próximos dias e que a água que aporta às barragens seja superior, se calhar já não se consegue manter este nível”, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro.Pedro Cervaens explicou que tem sido feita uma coordenação “muito focada” com a EDP, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), comandos regionais de Emergência e Proteção Civil e autoridades locais para avaliar a situação e tomar medidas.“Isto vai continuar a persistir, com as frentes a continuar a entrar no território e, portanto, é importante manter estas medidas de prevenção, comportamentos de prevenção cautelosos. Recomendamos que as pessoas respeitem os condicionamentos que já estão estabelecidos. É possível que seja necessário estabelecer condicionamentos mais restritos caso, efetivamente, aumente a pluviosidade”, concluiu.Lusa.Alfeu Sá Marques, antigo professor da Universidade de Coimbra e ex-presidente das Águas de Coimbra, considera que Portugal está a pagar décadas de erros no ordenamento do território e na gestão dos rios. Aos 72 anos, com larga experiência no estudo do rio Mondego e das cheias em Coimbra, o engenheiro defende que, sem mudanças estruturais, o risco de inundações irá aumentar nas próximas décadas..Especialista alerta: sem ordenamento do território e novas barragens, cheias no Mondego irão agravar-se.A ligação fluvial feita pela Transtejo entre Trafaria, Porto Brandão e Belém está interrompida devido às condições meteorológicas e de mar muito adversas, já depois de ter sido suspensa a ligação Cacilhas - Cais do SodréA informação da empresa, divulgada no ‘site’ pelas 07:04, indica que o serviço está temporariamente interrompido e que não é possível prever a retoma do serviço regular entre estes portos fluviais dos municípios de Almada e Lisboa.A Transtejo já tinha comunicado a interrupção da ligação que também faz entre as estações de Cacilhas (Almada) e Cais do Sodré (Almada), pelos mesmos motivos.A empresa é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.Lusa.O galgamento do rio Tejo causou hoje inundações junto às zonas ribeirinhas de Alhandra e Vila Franca de Xira, Lisboa, que levaram à suspensão da Linha ferroviária do Norte, entre Castanheira e Alverca, segundo a proteção civil.Fonte do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa adiantou à Lusa cerca das 07:30 que as inundações não causaram vítimas, nem desalojados.“Por causa das inundações, está suspensa a circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Castanheira e Alverca, e a Estrada Nacional (EN) 10, está cortada no sentido sul-norte junto a Vila Franca de Xira”, disse.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 06:30 pelo menos 70 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas ou superfícies.Segundo informação disponível no 'site' da ANEPC às 06:30, a maioria das ocorrências foram registadas na Grande Lisboa, nas regiões Oeste, Lezíria do Tejo, Coimbra e Península de Setúbal,Contactado hoje pela Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa disse esta madrugada se registaram dezenas de ocorrências relacionadas com os efeitos da passagem da depressão Leonardo, a maioria quedas de árvores e inundações, sem vitimas.Lusa.Um aluimento de terras esta madrugada obrigou ao corte da Estrada Nacional 222 em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, informou o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto.A ocorrência foi registada às 04:33 para um aluimento de terras junto à ponte do rio Inha.Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto indicou à Lusa, cerca da 06:30, que a situação não provocou feridos.A entrada está cortada no sentido Canedo/Lomba, entre Canedo e Lavercos.Lusa. Um total de 89 pessoas foram resgatadas da cheia do rio Sado, em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, entre quarta-feira e a madrugada de hoje, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil local.“A maré vai subindo devagarinho e agora, nada há a fazer, temos de aguardar que a Natureza vá retirando o caudal do [rio] Sado, sendo que o pico da preia-mar (maré-cheia) estava previsto para as 06:00 horas”, afirmou o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral.Tiago Bugio congratulou-se com o esforço de todo o efetivo empregado, entre bombeiros, militares da GNR e funcionários do município, num total de cerca de 80 elementos, e com o facto de não haver quaisquer feridos.Na quarta-feira à noite, a mesma fonte tinha indicado a necessidade de resgatar 70 pessoas devido a ocorrências relacionadas com inundações, uma vez que o caudal do rio Sado estava a subir "cada vez mais".O comandante Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, frisou, num balanço pelas 23:15 de hoje, que a situação é "cada vez mais complicada".Tiago Bugio referiu que a subida da água estava a atingir também Grândola e Odemira (Beja).As escolas de Alcácer do Sal vão estar encerradas hoje e sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas, afetando mais de mil alunos, que terão aulas em casa.Lusa.A circulação ferroviária na Linha do Norte, no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, estava hoje pelas 06:00 suspensa devido a inundações, segundo a CP – Comboios de Portugal.A linha do Norte estava já suspensa também devido a inundações na zona de Alfarelos (Coimbra) para comboios de longo curso, sendo que interrupção afeta igualmente a Linha da Beira Alta e o Ramal de Alfarelos.Na Linha de Cascais, distrito de Lisboa, a circulação entre Algés e Oeiras estava também, pelas 06:00, a ser feita em via única, devido às condições meteorológicas.Lusa.E de repente ficaram a morar numa ilha.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 06:30 pelo menos 70 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas ou superfícies.Segundo informação disponível no 'site' da ANEPC às 06:30, a maioria das ocorrências foram registadas na Grande Lisboa, nas regiões Oeste, Lezíria do Tejo, Coimbra e Península de Setúbal,Contactado hoje pela Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa disse esta madrugada se registaram dezenas de ocorrências relacionadas com os efeitos da passagem da depressão Leonardo, a maioria quedas de árvores e inundações, sem vitimas.“Não conseguimos contabilizar as ocorrências de momento. Foram dezenas de ocorrências, mas não há registo de vitimas. Tivemos muitas quedas de árvores na Avenida Defensor Chaves e Campo de Ourique por exemplo”, indicou.Também o Comando Sub-Regional da Lezíria do Tejo disse à Lusa ter registado muitas ocorrências, a maioria quedas de árvores e inundações.“Tivemos uma inundação numa habitação em Samora Correia, mas já resolvida, sem vitimas e sem necessidade de realojamento”, disse.Contactado pela Lusa, fonte do Comando Sub-Regional do Oeste deu conta igualmente de dezenas de ocorrência por causa da chuva e vento forte, a maioria inundações e quedas de árvores, sem causar vitimas.Num balanço anterior à Lusa, fonte da ANEPC disse terem sido registadas entre as 00:00 e as 23:00 de quarta-feira 1.790 ocorrências devido ao mau tempo, que afetaram sobretudo as sub-regiões da Grande Lisboa, Setúbal e Oeste.As ocorrências entre as 00:00 e as 23:00 de quarta-feira atingiram sobretudo a Grande Lisboa, com 276, Setúbal (221) e Oeste (220) e as principais situações foram inundações, queda de árvores e movimento de massas.Lusa.A ligação fluvial feita pela Transtejo entre as estações de Cacilhas e o Cais do Sodré está interrompida devido às condições meteorológicas e de mar muito adversas, segundo informação da empresa no seu 'site'."Por motivo de condições meteorológicas e de mar muito adversas, o serviço de transporte encontra-se temporariamente interrompido nesta ligação fluvial", indica a Transtejoi, numa atualização feita pelas 05:48.De acordo com a empresa, não é possível, para já, prever a retoma do serviço regular entre os dois portos fluviais dos municípios de Almada, Setúbal, e de Lisboa.A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui todas as incidências sobre o mau tempo que assola o país. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avançou que a depressão Leonardo vai provocar chuva persistente e por vezes forte, passando a aguaceiros na manhã desta quinta-feira, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada.Prevê-se ainda “queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, baixando gradualmente a cota para 900 metros” na sexta-feira, “com acumulação nas serras do Norte e Centro”.Quanto ao vento, estão previstas rajadas até 90 km/h, sendo até 110 km/h nas terras altas, diminuindo de intensidade a partir do final desta quinta-feira à tarde e prevendo-se “nova intensificação do vento” a partir da manhã de sábado, em particular na região Sul, adiantou o IPMA..Chuva persistente e por vezes forte até meio da manhã de quinta-feira. 76 mil clientes continuam sem luz