O ministro da Defesa Nacional anunciou hoje que as Forças Armadas vão disponibilizar geradores para o concelho de Figueiró dos Vinhos, no interior do distrito de Leiria, que ficou bastante afetado pela depressão Kristin.À chegada ao quartel dos bombeiros de Figueiró dos Vinhos, Nuno Melo disse à agência Lusa que o Governo vai também disponibilizar tela impermeável com “alto grau de resistência e durabilidade” para a cobertura provisória dos telhados.“Serão geradores suficientes para garantir que, nesta situação provisória, pelo menos o restabelecimento de situações numa certa normalidade”, referiu o governante, sem especificar a quantidade de aparelhos e a sua instalação no terreno.O ministro da Defesa Nacional remeteu essas “questões técnicas” para uma reunião de trabalho, com o secretário de Estado da Proteção Civil, com autarcas e proteção civil local e regional.Nuno Melo reiterou ainda que as Forças Armadas estão disponíveis para ceder militares para estarem no terreno “a ajudar a debelar estas situações emergentes, seja a desimpedir terrenos, ajudando no abate de árvores ou numa atividade mais braçal”, caso a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil assim o entenda.Sem avançar com um número concreto de militares para este tipo de ações, o governante disse que estariam disponíveis “centenas ou milhares, se necessário”.Também em declarações à agência em Figueiró dos Vinhos, o chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, José Nunes Fonseca, que acompanhava o ministro da Defesa Nacional, garantiu o apoio às zonas afetadas dentro das capacidades militares.“Todas as solicitações que caibam nas capacidades e possibilidades serão analisadas e, à medida das disponibilidades dos ramos, – Marinha, Exército e Força Aérea – assim encaminharemos essas capacidades militares e meios”, afirmou.Cerca de 90% da população do concelho de Figueiró dos Vinhos está sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira. Só a partir de quinta-feira ao fim do dia é que uma parte da vila foi abastecida recorrendo a geradores da E-Redes, após um apelo dramático do presidente da Câmara, Carlos Lopes.A colocação de geradores evitou também falhas no abastecimento de água.Os telhados das habitações também foram severamente danificados em todo o concelho.Lusa.O candidato presidencial António José Seguro dispensou hoje uma "mensagem eleitoral" no seu discurso e não ficou para jantar com apoiantes em Viseu, deixando um apelo à solidariedade e à participação em ações de voluntariado após a tempestade Kristin."Quero-vos pedir do fundo do coração que compreendam que eu não vos dirija hoje nenhuma mensagem política, nem nenhuma mensagem eleitoral. E quero também pedir a vossa compreensão e pedir-vos vivamente que compreendam que eu não fique mais neste jantar", disse António José Seguro aos seus apoiantes em Viseu.O candidato apoiado pelo PS entrou na sala de jantar apenas ao som de palmas - e não de música e com agitação de bandeiras, como é habitual - e dirigiu-se imediatamente ao púlpito para discursar, ao contrário do que aconteceu durante a campanha da primeira volta, em que discursava a meio da refeição.Seguro agradeceu aos seus apoiantes "do fundo do coração" a "confiança", o "apoio" e a "mobilização", mas frisou que este "é um momento daqueles em que é preciso fazermos aquilo que temos que fazer"."Neste momento o meu dever é continuar em contacto com os autarcas, com as pessoas e, sobretudo, fazer tudo em termos de propostas e de ideias para ajudarmos quer o Estado português e os organismos do Estado português, quer os privados, a poder minorar a vida aflitiva destas pessoas", considerou.Logo no arranque da sua mensagem, o candidato presidencial fez um "apelo a todos aqueles que possam de alguma forma voluntariar-se para participarem em ações de limpeza e de recuperação, sobretudo os que vivem mais perto, se tiverem amigos, familiares dessas zonas afetadas, este é um momento de expressar essa solidariedade".Seguro disse ainda que a sua vinda a Viseu "estava para ser um momento de grande festa e de confraternização" e que só não cancelou o jantar "por respeito a cada um e cada uma" dos seus apoiantes hoje presentes em Viseu."Mas compreendam que esse mesmo respeito é devido a todas e a todos os portugueses que estão a passar neste momento uma situação de grande aflição", considerou, dizendo que é neste momento que é necessário apoio e solidariedade, sendo "nos momentos destas catástrofes naturais que Portugal e os portugueses têm que se unir".No final da intervenção, sem a música habitual, as bandeiras e outros discursos, Seguro deixou a quinta de eventos com cerca de 600 apoiantes. O candidato tem alterado diariamente a sua agenda prevista para visitar as zonas afetadas pela tempestade Kristin, mas sem a presença da comunicação social.Lusa.O candidato presidencial António José Seguro propôs hoje a criação de uma linha de apoio à tesouraria para empresas que não conseguem trabalhar por ausência de eletricidade ou problemas nas suas infraestruturas na sequência da tempestade Kristin.“E hoje volto a fazer uma proposta, no sentido de se criar uma linha de apoio à tesouraria das empresas que neste momento não podem laborar ou porque não têm o fornecimento de energia elétrica ou porque não têm condições nas suas estruturas e infraestruturas para continuar a laborar”, propôs Seguro numa intervenção num jantar de campanha que foi inteiramente dedicada aos efeitos desta tempestade e sem outra mensagem política.Na opinião do candidato apoiado pelo PS, o “pior que podia acontecer” é que pessoas que já estão “aflitas ou que tiveram danos nas suas casas”, também ficassem “privadas dos seus salários”.“Eu falei com vários empresários esta tarde e essa é uma das preocupações, que haja linhas de apoio à tesouraria das nossas empresas que estão nessas dificuldades. E simultaneamente também apoiar com essas linhas investimentos de recuperação dessas empresas”, disse.Segundo Seguro, num último telefonema que tinha tido com um empresário da região de Leiria que tem várias empresas este disse-lhe que ficou “limitado na sua capacidade de ação e de trabalho”.“E simultaneamente, se ele não tem essa capacidade de trabalho, naturalmente também não tem quem lhe pague. E se ele não tiver recursos, não tem como pagar os salários dessas pessoas”, descreveu.Para o candidato presidencial, “este é um momento de grande necessidade de união entre todos” para que, no público e no privado, se faça “o que estiver ao nosso alcance para ajudar estes nossos concidadãos”.No final da intervenção, sem a música habitual, as bandeiras e outros discursos, Seguro deixou a quinta de eventos com cerca de 600 apoiantes e não ficou para jantar nem para a confraternização.Lusa.A empresa Águas do Norte assegurou hoje que a água fornecida à população cumpre rigorosamente todos os parâmetros legais de qualidade, considerando que o alerta da Direção-Geral da Saúde (DGS) teve um “caráter preventivo e geral”.“A segurança e a qualidade da água fornecida à população são uma prioridade absoluta da Águas do Norte, sendo asseguradas por equipas técnicas especializadas, tecnologias avançadas de tratamento e um rigoroso sistema de controlo laboratorial”, realçou a empresa que tem sede em Vila Real.Este esclarecimento surgiu na sequência de um comunicado emitido pela DGS a alertar para "riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia".“A Águas do Norte assegura que a água distribuída cumpre rigorosamente todos os parâmetros legais de qualidade definidos na legislação nacional e comunitária em vigor”, reforçou, assegurando que o “controlo da qualidade da água é realizado de forma contínua e sistemática, através de um vasto plano de monitorização que inclui análises regulares em todas as fases do processo — captação, tratamento, armazenamento e distribuição”.A empresa considerou que os “alertas emitidos pela DGS têm caráter preventivo e geral, não estando associados a qualquer não conformidade específica identificada nos sistemas geridos pela Águas do Norte”.“Sempre que necessário, a empresa atua em estreita articulação com as autoridades de saúde e ambientais, adotando de imediato todas as medidas adicionais que possam ser recomendadas para salvaguarda da saúde pública”, garantiu.A Águas do Norte disse que vai continuar a “acompanhar atentamente todas as orientações das entidades competentes, mantendo a população devidamente informada através dos seus canais oficiais”.A empresa é a entidade gestora do sistema multimunicipal em “alta” da região Norte, sendo responsável pela captação, tratamento e abastecimento de água para consumo público, pela recolha, tratamento e rejeição de efluentes domésticos, urbanos e industriais e de efluentes provenientes de fossas séticas.A DGS emitiu um conjunto de recomendações na sequência da tempestade que afetou várias regiões do país na madrugada de quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia elétrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos.A DGS aconselhou a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.Lusa.O muro-cortina do quebra-mar exterior do Porto de Leixões, em Matosinhos, sofreu danos devido à agitação marítima causada pela tempestade Kristin, adiantou hoje a administração portuária, acrescentando que, até ao momento, não está comprometida a segurança e navegação.Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) referiu que o mau tempo causou "danos no muro-cortina do quebra-mar exterior norte do Porto de Leixões (parte antiga)", em Matosinhos, distrito do Porto."Os danos verificados, até ao momento, não comprometem as condições de segurança da barra de Leixões, mantendo-se a navegação em plena normalidade", pode ler-se.A APDL divulgou ainda que tem já planeada uma intervenção provisória para a resolução do problema, que será executada assim que as condições de agitação marítima o permitirem.Lusa.O abastecimento de água está hoje totalmente restabelecido no concelho de Coimbra e o fornecimento de eletricidade está ainda condicionado para 2.400 habitações, revelou hoje a Câmara.“O Município de Coimbra informa que o abastecimento de água já se encontra totalmente restabelecido em todo o concelho e que o número de habitações sem fornecimento de eletricidade foi significativamente reduzido, passando de cerca de 10.000 para 2.400, devido aos trabalhos de reposição em curso, na sequência da passagem da depressão Kristin”.Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara recordou que, no pico da ocorrência, cerca de 1.000 habitações ficaram sem água, situação maioritariamente causada pela falta de energia elétrica nas estações elevatórias”.“No que se refere ao fornecimento de eletricidade, permanecem 2.400 habitações afetadas, sobretudo nas zonas de Casal dos Penedos, Anaguéis, Abelheira, Trémoa, Mourelos, Zona Industrial da Pedrulha, bem como em cerca de metade de Almalaguês e Moinho de Vento, segundo informações da E-Redes”.As situações mais complexas, de acordo com a Câmara, “associadas a danos em postos de média e alta tensão, encontram-se já resolvidas, mantendo-se todos os esforços para a rápida reposição da eletricidade nas restantes habitações”.A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, sublinhou, na nota, que “está a ser feito um trabalho de grande proximidade com as entidades responsáveis, com o objetivo de devolver os serviços essenciais às populações com a maior brevidade possível, garantindo sempre a segurança dos operacionais”, apelando ainda à compreensão e paciência da população.A depressão provocou no concelho de Coimbra cerca de 600 ocorrências, nomeadamente quedas de árvores e de estruturas, inundações e danos em infraestruturas elétricas, afetando temporariamente serviços essenciais como a eletricidade e o abastecimento de água.Lusa.O Ministério da Justiça anunciou hoje que está a “tratar de todas as diligências necessárias” para a repor a normalidade nos serviços do setor no distrito de Leiria, um dos mais afetados pela tempestade Kristin na quarta-feira.Numa publicação nas redes sociais, o ministério de Rita Alarcão Júdice adiantou que se encontra a “tratar de todas as diligências necessárias para assegurar a reposição da normalidade no mais curto prazo possível, salvaguardando o regular funcionamento dos serviços da Justiça e a segurança de todos”.Segundo referiu, uma equipa de técnicos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) e da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) deslocou-se hoje a Leiria, onde reuniu com o administrador judiciário e a presidente da Comarca para fazer um levantamento dos danos causados pela tempestade Kristin nos equipamentos do setor.“O Ministério da Justiça vai continuar a acompanhar, em permanência, os impactos da tempestade Kristin em especial no distrito de Leiria, através do IGFEJ e da DGAJ e em articulação com as entidades competentes”, salientou o comunicado.A Ordem dos Advogados (AO) pediu hoje medidas urgentes ao Ministério da Justiça que garantam o funcionamento das comarcas afetadas pela depressão Kristin, como a suspensão de prazos e a reprogramação de diligências.A OA solicitou ao ministério a suspensão de prazos processuais, devido à impossibilidade de utilização do portal na Internet Citius, falhas de energia, edifícios encerrados e vias intransitáveis, entre outras medidas, e manifestou disponibilidade para criar uma rede de apoio jurídico às vítimas do temporal.Lusa.O presidente da Câmara de Penela queixou-se hoje de estar sozinho na resposta às populações, considerou que o município se está a “substituir a tudo” e exigiu apoio humano e máquinas, numa altura em que chegam os primeiros pedidos de realojamento.“Estamos sozinhos. Tivemos apoio da Comunidade Intermunicipal, da autoridade distrital, mas é muito reduzida para aquilo que são as nossas necessidades. E a nossa população está a ficar extremamente ansiosa porque não tem condições condignas para estar nas suas habitações”, disse Eduardo Nogueira Santos aos jornalistas, à saída de uma reunião entre autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa com o ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida.Segundo o presidente da Câmara de Penela, há habitantes do concelho sem eletricidade e sem abastecimento de água, e isto “é voltar muitos anos ao passado e estar numa situação sem condições”.“O sentimento que me assola é de solidão. Estamos sozinhos no território e precisamos de apoio”, lamentou, garantindo que não irá baixar os braços.A depressão Kristin causou prejuízos “muito elevados” em edifícios municipais e num “número muito significativo de casas particulares”, de acordo com o autarca, que considerou que se está a meio do problema.“As pessoas quiseram ficar em casa, não quiserem sair dos seus alojamentos, mas agora continuam ainda sem luz elétrica e com chuva dentro de casa, estão em sofrimento, em agonia. E olham para a Câmara como resposta para todos os seus problemas e a nossa capacidade é limitada, os nossos recursos são finitos”, indicou.Além das casas, o tecido empresarial “foi muito afetado” pela passagem da depressão Kristin, assim como equipamentos municipais, como os Paços do Concelho, a biblioteca, ETP Sicó, o Museu do Rabaçal e as escolas.Na escola sede do Agrupamento de Penela, os trabalhos vão prosseguir no fim de semana para tentar que reabra na segunda-feira.“Neste momento, ainda não temos certeza”, acrescentou.Para o autarca, é preciso repor a energia elétrica e o abastecimento de água, mas o concelho precisa de outros apoios, entre eles de maquinaria.“Acima de tudo, precisamos de apoio, humano e de máquinas que nos possma também ajudar a mitigar os problemas nos edifícios públicos, mas também nas casas particulares, porque as pessoas vão estar muitos meses com chuva dentro de casa e não vão ter condições para viver desta maneira”, destacou.O presidente alertou ainda para o facto de que há previsão de chuva e vento para os próximos dias e que “é muito expectável que possa haver graves problemas ainda no futuro”.“Precisamos de ter o máximo de pessoas no terreno a procurar dar resposta para que as pessoas possam retomar uma vida com alguma normalidade. E, para isso, primeiro, a eletricidade é fundamental. E a água, depois. É preciso corrigir estes problemas que existem nas casas das pessoas”, assinalou.A Câmara Municipal começou hoje a receber os primeiros pedidos de realojamento, sendo que o presidente garante ter “as condições possíveis para realojar as pessoas com dignidade”.Os balneários da Piscina Municipal estão abertos para banhos.“Estamo-nos a substituir a tudo e com uma estrutura finita, mas estamos a tentar chegar a todo o lado e a fazer crescer os braços deste polvo que é a Proteção Civil Municipal do concelho”, concluiu.Lusa.A circulação ferroviária estava hoje, pelas 18:00, condicionada em várias linhas da rede nacional, com suspensões em diversos troços, devido a falhas na rede elétrica e à queda de árvores, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).Em comunicado, a IP dá conta de que às 18:00 se encontrava suspensa a circulação na Linha do Norte entre Fátima e Coimbra-B, na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho, na Linha da Beira Baixa entre Ródão e Castelo Novo, no Ramal de Alfarelos entre Alfarelos e a Figueira da Foz e na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira.Em causa estão danos na catenária e obstruções na infraestrutura ferroviária, devido “às condições meteorológicas adversas da última madrugada”, que estão a afetar a exploração normal do serviço em vários troços da rede, segundo a IP.A empresa refere ainda que as equipas técnicas estão a trabalhar no terreno para repor as condições de segurança e a normalidade da circulação “com a maior brevidade possível”.“A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados. Esta informação será atualizada sempre que se justifique”, conclui a nota.Lusa.Marcelo Rebelo de Sousa esteve no quartel dos bombeiros de Leiria, que também foi afetado devido ao mau tempo, apresentou cumprimentos aos operacionais e deu conta do caráter inédito da destruição causada pela depressão Kristin."Não me lembro de nada parecido com isto. dizem que foi 2011, mas não foi. Foi intenso, profundo e largamente inesperado", afirmou o Presidente da República."Como é possível aquele pinhal [de Leiria] que demorou décadas a construir, não ter existido perante os ventos?", questionou o chefe de Estado, que deixou uma mensagem aos bombeiros: "Sem o vosso contributo não seria possíveis acorrer à exigência da emergência. Mantenham-se firmes e operacionais, porque pode vir a surgir alguma coisa deste género. uma vez bombeiros, para sempre bombeiros. toda a vida.".O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, admitiu hoje que ficou com uma visão muito mais completa da passagem da depressão Kristin em Portugal, que criou uma situação “muitíssimo grave” e “nunca vista” nas regiões de Coimbra e Leiria.“Gostava de dizer que quem vive no norte ou no sul do país não tem bem a dimensão do alcance do problema enorme que está criado nesta região Centro. Particularmente na região de Leiria e na região de Coimbra, mas sobretudo na região de Leiria, a situação é muitíssimo grave, acho que é uma situação nunca vista”, destacou.O governante reuniu esta tarde com autarcas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, fazendo-se acompanhar dos secretários de Estado da Economia, João Rui; da Energia, Jean Barroca; da Proteção Civil, Rui Rocha, e do Planeamento, Hélder Reis.No final do encontro, Castro Almeida sublinhou que as reuniões da manhã em Leiria e da tarde em Coimbra, com cerca de 40 autarcas, foram “muito úteis” e serviram para ter uma visão bastante mais completa do que está a acontecer na região: as dificuldades e o que é preciso fazer.Para os próximos dias avizinham-se “dificuldades acrescidas” porque as barragens estão cheias e há problemas de zonas inundadas.“A tendência é para se agravar. Vamos ter que estar muito atentos, a Agência Portuguesa do Ambiente vai estar atenta e ativa, a ministra do Ambiente vai estar aqui também daqui a dois dias para acautelar, na medida do possível, os danos que podem vir com as chuvas intensas que se avizinham”, informou.Castro Almeida aludiu também à destruição que as chuvas continuarão a causar nas centenas de fábricas que ficaram danificadas e estão sem telhado.“Isto vai gerar problemas no emprego. Portanto, é uma preocupação grande, para lá das infraestruturas municipais, muitas escolas e muitas casas que estão também a precisar de reparação”, indicou.O ministro da Economia e Coesão Territorial repetiu que, em primeira linha, “vão ter que entrar os seguros” das casas, fábricas, infraestruturas e equipamentos municipais, para só depois aparecer o Estado suplementarmente.Aos jornalistas disse ainda que há um fundo de solidariedade europeu a que Portugal pode recorrer, tendo várias semanas para o poder fazer.“Só podemos fazê-lo quando tivermos uma demonstração dos encargos, da dimensão dos prejuízos. A dimensão dos prejuízos que posso estimar, depois de tudo aquilo que ouvi, é mais do que suficiente para poder ativar esse mecanismo que Portugal vai ter de apresentar junto da Comissão Europeia”, concluiu.Lusa. presidente da Câmara de Soure disse hoje que a sua maior preocupação é a situação de cheia no concelho e o risco de se agravar, numa altura em que toda a vila já tem eletricidade e água.Rui Fernandes referiu à agência Lusa que quase 90% do concelho já tem água, que ainda há quatro mil clientes domésticos sem eletricidade e que só há uma rede fixa a funcionar, três dias depois da passagem da depressão Kristin.Desde quarta-feira que todas as escolas do concelho estão fechadas por falta de água, estimando o presidente da Câmara que possam reabrir na segunda-feira.O autarca realçou à Lusa que o concelho continua em situação de emergência devido às cheias, que dificultam inclusivamente a recuperação do abastecimento da água e luz.“Enquanto os outros concelhos já estão numa fase de recuperação, Soure e Montemor-o-Velho ainda são concelhos ainda na fase emergencial”, explicou.“Há um cenário muito preocupante de cheia. O centro histórico está inundado, com previsão de aumento dos leitos de cheia” que se manterá no fim de semana e que pode piorar a partir de segunda-feira, nomeadamente devido à previsão de chuva extrema”, referiu o autarca eleito em outubro de 2025 pelo movimento independente Novo Ciclo.Sobre o funcionamento do concelho logo a seguir ao temporal, Rui Fernandes disse à Lusa que o centro de saúde de Soure nunca deixou de funcionar, bem como as farmácias e as Instituições Particulares de Solidariedade Social, que estão a ser abastecidas de água e luz.Face à falta de comunicações, o presidente da Câmara e a sua equipa mudaram-se para as instalações da proteção civil de Soure, onde há um ponto de ligação com a rede de satélite StarLink, uma vez que também a rede SIRESP apresentou falhas.Questionado sobre os prejuízos provocados pelo mau tempo que trouxe ventos extremos e o aumento do leito de cheia dos rios Arunca e Anços, que se juntam na vila de Soure, Rui Fernandes disse que não tem nenhum funcionário a fazer balanços ou a contabilizar prejuízos.“As instruções para os meus homens são emergência, emergência, emergência. Ninguém para, ninguém dorme enquanto não houver água e luz em todo o lado”, disse.Lusa.A Câmara Municipal do Cartaxo ativou hoje o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, após uma interrupção generalizada do fornecimento de energia elétrica provocada pelos efeitos da depressão Kristin, anunciou o município.Em comunicado, a autarquia refere que a decisão foi tomada pelo presidente da Câmara, João Heitor, na sequência de uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil, realizada durante a manhã.A ativação do plano entrou em vigor às 13:00 e tem como objetivo “assegurar uma resposta coordenada, célere e eficaz”, através da mobilização de meios destinados à proteção de pessoas e bens, à mitigação de riscos e à reposição da normalidade, segundo a mesma nota.Como medida operacional imediata, o Estádio Municipal do Cartaxo foi convertido em espaço de apoio à população afetada, disponibilizando infraestruturas para higiene pessoal, pontos de carregamento de telemóveis e outros equipamentos, bem como apoio a outras necessidades essenciais avaliadas no local.O recinto estará aberto hoje até às 22:00 e, nos próximos dias, entre as 08:00 e as 22:00, com acesso gratuito enquanto o plano se mantiver ativo.Na quinta-feira, o município publicou uma nota a informar que 27% do concelho se encontrava ainda sem energia elétrica, "o que corresponde a 3.976 instalações". Devido à falta de energia em algumas instalações da Cartagua (distribuidora de água no Cartaxo), o concelho registou constrangimentos no fornecimento de água, nomeadamente nas freguesias de Cartaxo/Vale da Pinta, Ereira/Lapa e Pontével.A Câmara Municipal do Cartaxo indica ainda que continuará a acompanhar a evolução da situação e a divulgar informação atualizada pelos meios considerados adequados.Lusa.A Proteção Civil confirmou hoje que Portugal não solicitou mais apoio do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (EUCPM) para responder às consequências da tempestade Kristin, para além do recurso ao sistema de imagens por satélite.“Relativamente a outros pedidos ao abrigo do EUCPM, e tendo em consideração que este mecanismo corresponde ao último nível do princípio da subsidiariedade, bem como o facto de, até ao momento, não se encontrarem esgotadas as capacidades e os meios dos níveis inferiores (local, regional e nacional), não foram formalizadas solicitações adicionais”, adiantou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Num comunicado publicado nas redes sociais, a ANEPC adiantou que Portugal, através do EUCPM, ativou o serviço Copernicus Emergency Management Service às 13:40 de 28 de janeiro, dia em que parte do território nacional foi severamente atingido pela depressão Kristin.“Esta ativação decorre da necessidade de recolher imagens de satélite das áreas afetadas nas sub-regiões de Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste, bem como de proceder à produção de produtos de análise de impacto da depressão Kristin”, explicou.A autoridade nacional salientou ainda que se mantém em contacto permanente com o Emergency Response and Coordination Centre (ERCC) para eventual acionamento em caso de necessidade.A Comissão Europeia indicou hoje que o Governo português ainda não pediu a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil para responder à crise gerada pela depressão Kristin, mas recorreu ao sistema de imagens por satélite Copernicus.“Até agora, o Governo português ainda não pediu apoio ao abrigo do Mecanismo [Europeu de Proteção Civil]. Saliento que é até agora, porque obviamente a situação está a evoluir e é normal que, em situações de crise, os governos avaliem as necessidades dia-a-dia”, afirmou em conferência de imprensa a porta-voz da Comissão Europeia Eva Hrncirova.A porta-voz salientou, no entanto, que o Governo recorreu ao sistema de mapeamento por satélite Copernicus, que “é muito útil neste tipo de crises, porque fornece uma visão situacional, fornece avaliações de danos e os governos conseguem ver claramente, por satélite, qual é a dimensão do desastre”.Lusa.O presidente da Câmara de Leiria alertou hoje o Presidente da República e a ministra da Administração Interna que o nível de ansiedade das pessoas está a crescer e salientou que a situação é dramática devido ao mau tempo.Ao falar com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que estão na cidade de Leiria para conhecer o impacto da depressão Kristin, o presidente do município, Gonçalo Lopes, declarou que “o principal problema é a reposição de energia”.“Não há um prazo definido e o nível de ansiedade das pessoas está a crescer. Há pessoas que estão há dois dias sem tomar banho, três dias sem poder cozinhar. A situação é dramática”, afirmou o autarca.Segundo Gonçalo Lopes, o concelho tem 130 mil habitantes e a cidade foi o único sítio onde foi colocada uma “subestação móvel capaz de alimentar, para aí, 30, 40 mil pessoas”.À pergunta de Marcelo Rebelo de Sousa se não deram ao autarca um prazo para o restabelecimento de eletricidade, o presidente do município esclareceu que “a intervenção é muito mais complexa do que se possa imaginar”.“A previsibilidade exata da possibilidade de recuperação integral neste momento ainda não se tem”, notou a ministra Maria Lúcia Amaral.Marcelo Rebelo de Sousa questionou sobre o estado das comunicações telefónicas, explicando que teve “dificuldades no caminho [para Leiria], intermitências constantes”, situação corroborada pela ministra, tendo o presidente do município respondido que melhoraram.“A água sem eletricidade também não chega”, adiantou Gonçalo Lopes, notando que “há um excesso de consumo na fase de arranque, que faz com que os depósitos não fiquem estáveis”, um outro problema.O Presidente da República admitiu que, face aos estragos, “projetos que estavam muito avançados voltaram à estaca zero”.“Já estamos preparados que, no nosso mandato, as prioridades vão ser alteradas”, afiançou o presidente do município.Lusa.Marcelo Rebelo de Sousa já está em Leiria a visitar zonas atingidas pela destruição causada pela depressão Kristin.Após um grande abraço ao autarca local Gonçalo Lopes, elogiou a velocidade da recuperação – "o que fizeram em 24 horas foi impressionante", disse – e ouviu do edil leiriense que a principal preocupação é reposição de energia, que afeta telecomunicações e água. "Mas não lhe deram um prazo?", questionou, contando que sentiu dificuldades ao nível das telecomunicações na viagem para Leiria.Aos jornalistas, o chefe de Estado salientou que "as comunicações são imprescindíveis", referiu que a dimensão dos estragos "é tal" que o Governo já contactou a União Europeia e estimou uma recuperação "mais longa que o previsto", pelo que "é preciso fazer a lista das prioridades".Sobre o mau tempo que se avizinha a partir de domingo, Marcelo reforçou a necessidade de "tentar pôr a salvo o maior número de pessoas".O Presidente da República afirmou ainda que era impossível prever uma situação destas e que qualquer país está impreparado para tempestades destas, frisando que este inverno tem tido condições "punitivas" para os portugueses e que as pessoas da região de Leiria foram "apanhadas por um azar terrível", "do pior que aconteceu na última década".Marcelo diz que não viu o polémico vídeo de Leitão Amaro e adiantou que "deveríamos ter um fundo para calamidades"..O distrito de Santarém regista hoje 67 vias afetadas por inundações, cortes e condicionamentos provocados pelo mau tempo, segundo o ponto de situação divulgado pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo.Segundo a Proteção Civil, em Santarém permanecem submersas a Estrada Nacional (EN) 365‑4 na Ponte de Alcaides, a Ponte do Celeiro e a Ponte do Alviela (EN365), entre Pombalinho e Vale de Figueira, mantendo‑se igualmente inundada a Estrada do Campo (EM1348) em Vale de Figueira, assim como o cais de embarque da Ribeira de Santarém.Em Pernes, a Estrada do Livramento e a Ponte da Ribeira de Pernes estão submersas, registando‑se igualmente cedência de talude na estrada de acesso ao centro histórico pela zona de Alfange.No Cartaxo, estão inundadas a EN114‑2, entre Setil e a ponte do Reguengo, e a EN3‑2, entre Reguengo e Valada, mantendo‑se igualmente submersos troços municipais como a EM587, que liga Lance das Três Pontas a Vale de Santarém.Em Salvaterra de Magos, há submersões na Estrada do Paúl entre Marinhais e Foros de Salvaterra, assim como no troço entre a Rua Alves Redol e a Estrada do Escaroupim. Mantêm‑se também alagadas a Rua da Caseta, em Marinhais, e a estrada do Massapez, em Salvaterra de Magos, acrescenta a Proteção Civil em comunicado.Em Coruche, além do galgamento da margem esquerda do Sorraia, encontram‑se submersos o desvio da Ponte da Escusa, a passagem do Entre‑Águas e diversas ligações às estradas nacionais 114, 251 e 119, mantendo‑se igualmente inundada a Estrada do Rebolo.Na Golegã, além de vários campos agrícolas inundados nas freguesias da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, persistem condicionamentos na EM572, entre São Caetano, Quinta da Cardiga e Vila Nova da Barquinha, onde uma ponte se encontra sinalizada em risco de colapso.Em Vila Nova da Barquinha, o cais do Almourol e o parque ribeirinho permanecem interditos devido à subida das águas, registando‑se ainda condicionamentos noutros arruamentos ribeirinhos.Em Alpiarça, continuam cortadas a EN368 (entre Alpiarça e a Tapada) e a EM1391, mantendo‑se igualmente inundada a Estrada Rural da Reserva do Cavalo Sorraia até à ETAR de Almeirim e interditos outros troços usados como alternativa.Em Rio Maior, há registo de várias vias submersas, nomeadamente na zona de Ribeira de São João, São João da Ribeira e Valbom, assim como inundações nos acessos a Assentiz, Calhariz, Moçarria, Arruda dos Pisões e Malaqueijo.Na nota, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de agravamento de inundações urbanas, cheias por transbordo, instabilização de vertentes e formação de lençóis de água, admitindo novas interdições rodoviárias caso se mantenham, nas próximas horas, os caudais elevados das barragens da bacia do Tejo.As autoridades recomendam, por isso, que se retirarem bens e equipamentos de zonas inundáveis, salvaguardem animais, que se evite a travessia de vias alagadas e que a população se mantenha informada através de canais oficiais..Os concelhos da Marinha Grande, Porto de Mós e Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria) também recebem antenas de telecomunicações de emergência, somando-se a Pedrógão Grande, disse hoje à agência Lusa fonte oficial da operadora MEO.Segundo esta fonte oficial, na Marinha Grande a antena transportável já está a funcionar, enquanto em Figueiró dos Vinhos, Porto de Mós e Pedrógão Grande as antenas vão estar em funcionamento nas próximas horas.Hoje, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande anunciou que uma antena de telecomunicações de emergência iria ser instalada no concelho, para repor a rede móvel, que foi afetada devido ao mau tempo.Numa informação colocada, pelas 14:10, nas suas redes sociais, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande divulgou que “vai ser instalada nas próximas horas uma antena de telecomunicações de emergência para reposição da rede móvel”.Lusa.O comandante nacional de emergência e proteção Civil admitiu hoje falhas pontuais na rede SIRESP na sequência da tempestade Kristin, mas garantiu que foram colmatadas com o recurso a estações móveis.“Nós tivemos pontualmente falhas na rede SIRESP” [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal], reconheceu Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.Segundo adiantou, o “trabalho muito próximo com a Siresp e a NOS” permitiu à Proteção Civil identificar os locais de maior dificuldade de comunicações e, através de estações móveis, “colmatar o problema”.“Obviamente que uma estação móvel não tem a mesma capacidade do que uma estação fixa”, referiu o comandante nacional de emergência e proteção civil, ao salientar que ”algumas delas foram arrancadas pela base” durante a passagem da depressão por Portugal continental.Mário Silvestre realçou ainda que, na manhã a seguir à tempestade, no distrito de Leiria, um dos mais afetados, a única rede que funcionava era a do SIRESP, uma vez que todas as outras estavam em baixo.“Todas as comunicações que temos feito com o distrito de Leiria e com os outros distritos mais afetados têm mantido uma base SIRESP constante”, referiu Mário Silvestre, para quem “não tem sido por falta das comunicações entre os agentes” que a Proteção Civil que tem tido maiores dificuldades nas suas operações.Na conferência de imprensa, adiantou ainda que todos os pedidos de geradores que chegaram ao comando nacional “estão supridos através dos diversos agentes de Proteção Civil” que têm estes meios, equipamentos que estão já a ser realocados, tendo em conta que várias zonas atingidas já recuperaram a energia elétrica da rede.“Estamos a gerir as necessidades de acordo com a procura que nos chega diretamente dos diversos teatros de operações ou dos diversos locais com essas necessidades”, afirmou.Lusa.O Papa Leão XIV manifestou hoje um voto de pesar pelas vítimas mortais da depressão Kristin em Portugal e reconheceu o trabalho de entreajuda dos cidadãos.“Ao saber das graves consequências da passagem da depressão Kristin pelo território português, que deixou um cenário particularmente devastador no centro do país, o santo padre deseja comunicar o seu pesar pelas pessoas que perderam a vida, unindo-se espiritualmente à dor dos respetivos familiares”, refere o Papa numa mensagem enviada ao presidente da Conferencia Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima.A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.Na nota, assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, Leão XIV salienta que sente “muito de perto a situação dos feridos, dos desalojados e de quem ficou seriamente afetado pelos enormes estragos dessa tempestade”.O pontífice refere ainda no comunicado que reza pelas autoridades nacionais e locais, bem como pelas instituições civis, militares e religiosas que se unem para as pessoas que precisam de ajuda.A entreajuda dos cidadãos durante a passagem da tempestade também foi reconhecida pelo Papa Leão XIV.Lusa.O Abanca disponibilizou uma linha de apoio financeiro para famílias e empresas afetadas pelas tempestades que assolaram o país, adiantou hoje a instituição financeira em comunicado.“Na sequência dos danos provocados pela passagem da tempestade Joseph e pela depressão Kristin em várias regiões do país, o Abanca disponibiliza uma linha de apoio financeiro destinada a clientes particulares e empresas afetados, com condições especiais de financiamento”, adiantou.A iniciativa tem como objetivo “apoiar as necessidades das famílias afetadas e das atividades económicas atingidas”, passando pela reparação de habitações, substituição de viaturas e equipamentos e reposição da atividade produtiva.O banco disponibilizou ainda “uma linha de apoio específica para colaboradores afetados por estes eventos meteorológicos”, para apoiar “a reposição das suas condições pessoais e profissionais”, destacou.Além disso, o Abanca vai apoiar empresas com atividade afetada, nos setores agrícola, pecuário, florestal, comercial e industrial, com financiamento para danos, incluindo remoção de destroços, limpeza de áreas afetadas e reparação de imóveis, bem como “reparação ou substituição de maquinaria, viaturas e equipamentos”.Lusa.Os municípios do Douro no distrito de Vila Real contabilizam elevados prejuízos na sequência da chuva intensa que está a provocar deslizamentos de terras, derrocadas e quedas de muros e a afetar vinhas e estradas.Em Santa Marta de Penaguião, a presidente da câmara aponta como situação mais preocupante a aldeia de Alvações do Corgo, que ficou com o acesso direto à sede do concelho cortado pela interdição da ponte sobre o rio Corgo e de uma estrada junto à aldeia.A agência Lusa encontrou três trabalhadoras agrícolas junto à ponte, onde foram deixadas depois de um dia de trabalho na vinha e de onde têm que seguir e pé até à aldeia, uma situação que se repete desde quarta-feira.“Para ganharmos o nosso pãozinho temos que ir e vir a pé e ainda é um bocado”, contou Maria do Céu Rodrigues, 61 anos que explicou que a alternativa pelo Peso da Régua é um trajeto “mais longo e dispendioso”.As três mulheres fazem a poda nas vinhas do Douro.“Fica mais complicado para nós e se estiver mau tempo temos que ir debaixo de chuva para casa. Ir e vir”, salientou Maria Pinto, 57 anos, que descreve muitas paredes caídas e caminhos interrompidos por causa da chuva intensa e da, consequente, saturação dos solos.Maria Helena Rodrigues, 67 anos, explicou que a camioneta as ia buscar à aldeia, mas agora, “para facilitar”, são as trabalhadoras que se deslocam a pé. Disse ainda que entende que, enquanto chover é difícil resolver o problema, mas espera que a situação fique resolvida o mais rapidamente possível.Devido à intensidade da água, a barreira de proteção da ponte do Corgo, na Estrada Municipal 1305, entre São João de Lobrigos e Alvações do Corgo, cedeu e, por segurança, ficou interdita a circulação rodoviária.Este é o acesso direto da aldeia à sede do concelho.Sílvia Silva acrescentou que, antes da aldeia, a estrada está também em risco, por causa de um muro construído em 2023, e que, nesta localidade, há três casas que estão isoladas, cujos moradores estão a ser acompanhados.Este constrangimento está a afetar os transportes escolares, que têm que fazer o desvio pelo concelho vizinho da Régua, bem como os moradores que precisam de ir ao centro de saúde ou às compras à sede do concelho.A autarca fala em “muitas ocorrências” um pouco por todo o concelho inserido na Região Demarcada do Douro (RDD), realçando como “grande preocupação” os viticultores que já tiveram “uma vindima péssima”.A autarca apontou para muros caídos, muitos em vinhas, para deslizamentos de terras e derrocadas.O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) fez hoje saber que está a acompanhar, de forma contínua e atenta, a evolução da situação na RDD, assegurando a monitorização permanente de eventuais impactos no setor vitivinícola neste território.“Já são dezenas de muros que caíram, patamares completamente destruídos nas vinhas, casas atingidas, ainda agora uma ficou com os fundos soterrados, uma casa que estava em construção caiu. Temos algumas estradas cortadas e algumas situações de muito risco, com penedos a caírem nas estradas”, descreveu à Lusa o presidente da Câmara de Mesão Frio, Paulo Silva.O autarca disse que as equipas da Proteção Civil, câmara, juntas, bombeiros e GNR não têm parado “dia e noite” e alertou para a falta de meios, nomeadamente numa câmara com a dimensão deste concelho duriense.Para além das ocorrências em terra, em Mesão Frio há ainda preocupações com a cheia no rio Douro.“Os caminhos são ribeiros. Há caminhos que já nem se vê o chão, é água, lama, é muito complicado”, advertiu.Em Sabrosa, hoje a maior preocupação foi com uma fissura detetada na estrada municipal (EM) 590, em Gouvães do Douro, junto ao rio Douro, que está cortada ao trânsito.O vereador da Proteção Civil, António Araújo, disse que já foi feita uma fiscalização ao local, mas ressalvou que qualquer intervenção a fazer no local só poderá acontecer depois do tempo melhorar, apontando para várias ocorrências relacionadas com deslizamentos de terras e quedas de muros.Na quinta-feira, neste concelho, na aldeia de São Cristóvão do Douro, um deslizamento de terras de uma vinha destruiu um armazém, dois carros, duas moto-quatro e uma motorizada.Na cidade de Vila Real, pelas 18:99 de hoje caiu uma árvore de grande porte antes da subida da reta de Mateus, o que está a condicionar a circulação rodoviária naquela zona.Lusa.A Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA) reconheceu que o abastecimento às famílias e unidades industriais nas regiões afetadas pela tempestade Kristin tem estado a sofrer "constrangimentos graves" devido à falta de energia elétrica, água e comunicações.Em comunicado, o presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, afirmou que tem estado em contacto com o Governo para "dar conhecimento da gravidade da situação que está a impedir as empresas de efetuarem qualquer previsão fiável dos seus planos de produção", designadamente as que fornecem bens alimentares perecíveis.A FIPA "aguarda, com a maior brevidade, respostas concretas no que respeita à reposição da energia elétrica e ao restabelecimento do abastecimento de água, essenciais para a retoma da normal atividade económica", acrescenta o comunicado.A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.Lusa.A Câmara de Santarém vai manter ativos os centros de acolhimento criados devido à interrupção do fornecimento de energia elétrica provocada pela depressão Kristin até que a reposição seja “regular e estável”, disse hoje o presidente do município.“Não estamos a desmobilizar os centros de acolhimento até percebermos que o fornecimento de energia é regular e estável”, disse o presidente da Câmara à Lusa, sublinhando que a reposição parcial verificada durante a madrugada “ainda não permite ter garantias” de estabilidade.Os centros de acolhimento foram instalados nas zonas mais afetadas e estão disponíveis nos Bombeiros Voluntários de Pernes (Arneiro das Milhariças), no edifício sede da Associação da Gançaria, no Pavilhão Desportivo de Alcanede, na Casa do Povo e na Junta de Freguesia dos Amiais de Baixo, no Amiense, na Associação Cultural e Recreativa da Abrã e no espaço Alvitejo, em Vale de Figueira.Segundo João Leite, estas foram as áreas onde, na tarde e noite de quinta‑feira, se registaram “as situações mais críticas de inexistência de fornecimento de energia”, o que justificou a necessidade de criar espaços equipados para assegurar “banhos de água quente, aquecimento de refeições, arcas de congelação para evitar a perda de produtos alimentares e condições de conforto básicas”.Durante a noite e madrugada, equipas municipais acompanharam os trabalhos da empresa distribuidora de energia, que “conseguiu repor o fornecimento” em grande parte das zonas mais críticas, nomeadamente na Gançaria e em Alcanede.A freguesia de Vale de Figueira permanece ainda com falhas de energia, estando equipas no terreno, adiantou o autarca.O governante destacou o “envolvimento muito grande” das corporações de bombeiros, das juntas de freguesia e de empresas locais na logística dos centros, tendo uma delas disponibilizado equipamentos de congelação.“Com estas sinergias, conseguimos dar resposta à população”, afirmou João Leite.A ativação do plano municipal, acrescentou, garante também “cobertura administrativa e política” que poderá permitir, se necessário, vir a acionar mecanismos de apoio financeiro nacional, como é o caso da ponte da Panela, cuja circulação permanece encerrada.Lusa.Cerca de 500 ocorrências e prejuízos superiores a um milhão de euros em danos municipais e particulares são o resultado da passagem da depressão Kristin no concelho da Mealhada, de acordo com a Câmara Municipal.“Ainda não temos todos os prejuízos contabilizados, até porque continuam a surgir novas ocorrências no concelho resultantes dos impactos da tempestade, mas podemos garantir que o valor global ultrapassa largamente um milhão de euros, somando os danos da autarquia e dos particulares, num total de cerca de 500 ocorrências registadas nestes dois dias”, revelou o presidente do Município da Mealhada, António Jorge Franco.Segundo esta autarquia do distrito de Aveiro, as inúmeras quedas de árvores e de estruturas, bem como outros episódios de destruição provocados pelo mau tempo, sentido desde a madrugada de quarta-feira, deixaram "um rasto significativo de prejuízos em todo o concelho”.Desde o meio da manhã de hoje e após uma atuação articulada com a E-Redes, já estão “totalmente resolvidos os problemas no fornecimento de energia elétrica em todo o concelho”.Apesar de os impactos não terem atingido a gravidade registada noutras regiões do país, António Jorge Franco vincou que “o mau tempo não deu tréguas e exigiu um esforço muito significativo das equipas, que estiveram à altura na resposta aos inúmeros episódios de destruição sentidos no concelho”.Entre os prejuízos mais relevantes contam-se largas centenas de árvores caídas, incluindo uma situação registada no Luso, onde a queda de uma árvore obrigou ao realojamento de um homem de 91 anos, num dos apartamentos municipais do Bairro Social da Póvoa da Mealhada.No Parque da Cidade da Mealhada, a força da tempestade provocou a destruição de 134 árvores, registada durante a madrugada de quarta-feira.O autarca aproveitou ainda para agradecer o trabalho desenvolvido pelas equipas da e-Redes, bombeiros, GNR, serviços municipais, brigadas de Proteção Civil e pelos presidentes de Junta, destacando que foram “determinantes para minimizar os impactos e garantir a segurança das populações”.“Não é fácil, num contexto de problemas graves a nível nacional, conseguir restabelecer o fornecimento de energia elétrica no concelho em tempo recorde”, salientou.O autarca enalteceu igualmente “o papel fundamental da população”, que colaborou ativamente na comunicação de ocorrências e adotou, de forma exemplar, comportamentos responsáveis, evitando situações de risco.Lusa.A Câmara de Salvaterra de Magos está a disponibilizar vários espaços públicos para apoiar os munícipes que continuam sem eletricidade e com falhas nas comunicações no concelho, na sequência da passagem da depressão Kristin, informou hoje o município.Em comunicado, o município refere que, apesar de a E‑Redes ter já reposto o serviço em alguns pontos, “vários locais permanecem sem eletricidade”, não existindo ainda previsão para a reposição total do fornecimento.Para responder às necessidades da população afetada, a Câmara abriu diversos espaços destinados a teletrabalho, carregamento de telemóveis e utilização de equipamentos de comunicação.Assim, estão em funcionamento até às 18:00 a Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos, o Espaço Jackson na Glória do Ribatejo, o Mercado de Cultura de Marinhais e a Delegação da Câmara em Muge.Paralelamente, foram também disponibilizados locais para higiene pessoal e carregamento de equipamentos, todos abertos até às 21:00, nomeadamente o Pavilhão Desportivo Municipal de Salvaterra de Magos, o pavilhão da EB 2,3 de Marinhais, o Pavilhão do Inatel de Muge e o Pavilhão Desportivo Municipal da Glória do Ribatejo.Relativamente aos constrangimentos na circulação em vias de comunicação do concelho de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, continuam cortadas a estrada de acesso à Praia Doce e a estrada do Massapez, a estrada do Paul, que liga Marinhais aos Foros de Salvaterra, e o troço entre a Rua Alves Redol e a Estrada dos Toiros, no Escaroupim, segundo a Câmara Municipal.Continuam também intransitáveis a estrada da Mata Nacional do Escaroupim, entre o Parque de Campismo e Muge, a Rua da Caseta em Marinhais, a Rua do Pinheiro nos Foros de Salvaterra e a Rua Dr. Brito Camacho em Muge.Na nota, a Câmara apela à população para que respeite a sinalização colocada nos locais afetados e circule com especial precaução e agradece o trabalho das equipas no terreno, que “têm assegurado a segurança de pessoas e bens”.Lusa. O Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP) revelou hoje que tem elementos junto de postos de combustível e seguradoras na sua área de intervenção, dado existirem “bastantes constrangimentos” nestes locais.“A PSP está junto dos postos de combustíveis e agências de seguros porque há bastantes constrangimentos sentidos nestes locais. Também procuramos estar junto das farmácias”, disse fonte do Comando Distrital da PSP à agência Lusa.A área de intervenção da PSP compreende as cidades de Leiria, Pombal, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche, e ainda na vila da Nazaré e em Marrazes (concelho de Leiria).A mesma fonte adiantou que elementos desta força de segurança estão, igualmente, “junto das grandes superfícies de materiais de construção em Leiria, por causa da forte procura de geradores e materiais de construção”.A PSP reitera o apelo para que a população se mantenha em casa e só saia “para satisfazer as necessidades críticas” e, neste caso, preferencialmente a pé.De acordo com esta força de segurança, os carros causam perturbação, “porque existem muitos objetos na via pública”, além de que “as operações de limpeza continuam” e serão perturbadas pelos carros.Por outro lado, pede às pessoas para que “não deixem os seus tratores e máquinas industriais abandonados”, prevenindo, assim, o furto de combustível.Entre outras situações, a PSP explicou que teve de “encontrar um cidadão que precisava de tratamento de hemodiálise e até apoiar um cidadão invisual”.“A PSP está a prestar apoio à sociedade civil, até com o fornecimento de energia elétrica para as pessoas carregarem os seus telemóveis para ligarem aos familiares”, adiantou.Na sua área de intervenção, a PSP registou nesta fase de mau tempo dois furtos.Lusa.O furto de cobre e danos numa estação elevatória de água em Leiria está a atrasar a reposição do abastecimento na União de Freguesias de Colmeias e Memória, informaram os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).Segundo fonte dos SMAS, é a terceira vez que aquela estação, na Boa Vista, é alvo de furtos, sendo que, “desta vez, roubaram o cobre todo”.“O furto vem atrasar a reposição do abastecimento de água. Tínhamos o gerador pronto para ligar e agora não dá”, declarou, explicando que a situação obriga a empresa a ter de comprar agora “cabos de alumínio, para ver se não se repete”.A população afetada é de 3.750 pessoas.Numa mensagem nas redes sociais, o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, critica o furto, classificando como “inadmissível e inaceitável”.“Num momento em que as equipas estão no terreno, a trabalhar intensamente para repor o abastecimento de água à população, este ato vem prejudicar todos e pôr em causa um serviço essencial. Não afeta apenas o município — afeta famílias, empresas e serviços que dependem da água no dia a dia”, destacou Gonçalo Lopes.À população, o autarca apela “para que esteja atenta e colabore, comunicando qualquer informação relevante às autoridades”, sustentando que “cuidar das infraestruturas públicas é uma responsabilidade coletiva”.Fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) confirma ter tido conhecimento da ocorrência, tendo-se deslocado a local para averiguar.Lusa.A Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos informou hoje que vai manter as escolas fechadas até dia 07 de fevereiro e apelou à solidariedade urgente para conseguir mão-de-obra e geradores.Nas redes sociais, o Município de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, anunciou hoje nas redes sociais que “as escolas do concelho permanecerão encerradas até quarta-feira, dia 07 de fevereiro, inclusive”.Na publicação, apelou também “à solidariedade para a necessidade urgente de mão-de-obra para apoio na reparação das coberturas das habitações (pedreiros, serventes e outros)” e ainda “geradores e materiais de construção”, como telhas, cimento ou plásticos.O executivo municipal liderado por Carlos Lopes escreveu ainda que informações sobre a solidariedade serão realizadas “através de mensagem privada pela página do Facebook do Município” de Figueiró dos Vinhos.A Câmara informou também que as “vias principais do concelho estão desobstruídas, sendo possível a circulação entre todas as freguesias e lugares”.E o Mercado Municipal de sábado “estará aberto ao público no horário normal de funcionamento, como forma de apoio à população no acesso aos bens de primeira necessidade”.Lusa.O BCP lançou um conjunto de soluções financeiras para particulares e empresas, devido ao impacto causado pelo mau tempo, que inclui apoio pontual de tesouraria e financiamento para a reconstrução, anunciou hoje o banco.“Com o objetivo de contribuir para a recuperação célere das comunidades afetadas pelas recentes intempéries, o Millennium BCP preparou um conjunto de soluções financeiras destinadas a apoiar os clientes particulares e empresas”, anunciou, em comunicado.As medidas não estão limitadas a um montante máximo, mas apenas à aprovação pelo banco.Para os clientes particulares do BCP e ActivoBank estão disponíveis medidas como um apoio pontual de tesouraria, sob a forma de moratória do serviço da dívida por três meses e a antecipação do valor das indemnizações a receber pelos clientes de seguros multirriscos no banco, sem comissões e ‘spread’ zero.Por outro lado, é disponibilizado crédito hipotecário sem comissões e com ‘spread’ zero nos primeiros 24 meses e ‘spread’ bonificado no restante prazo e crédito pessoal, sem comissões e com ‘spread’ zero nos primeiros 12 meses e taxa bonificada no restante prazo.Já para as empresas com negócios afetados, estão disponíveis medidas como a moratória do serviço da dívida por três meses, a antecipação do valor expectável a receber pelas empresas afetadas, através de linha de crédito empresarial de curto prazo, sem comissões e com ‘spread’ zero e financiamento destinado à recuperação da atividade e reconstrução, com prazo máximo de cinco anos e período de carência de capital de 12 meses, isenção de comissões e taxa de juro com ‘spread’ de 0% para os primeiros 12 meses.“O Millennium BCP está ao lado dos seus clientes e das famílias portuguesas nestes momentos de inesperadas dificuldades. Para tal, preparámos um plano que contribuirá para que as pessoas e empresas aferradas […] possam, com a maior rapidez possível recuperar a normalidade das suas atividades”, referiu, citado na mesma nota, o presidente executivo do banco, Miguel Maya.Lusa.A GNR, na sequência das vitimas e dos estragos provocados pela depressão Kristin, está a reforçar a operação no terreno nas zonas afetadas para evitar eventuais pilhagens, furtos e burlas e dar apoio às populações, sobretudo aos idosos.Em comunicado, a GNR adianta que empenhou efetivos e meios operacionais para as zonas mais críticas, incluindo patrulhas, reconhecimento de áreas isoladas, apoio ao trânsito e auxílio à circulação em vias condicionadas, aumentando a visibilidade policial em zonas vulneráveis com o objetivo de reforçar a prevenção criminal, sobretudo furtos, pilhagens e burlas e identificar rapidamente comportamentos suspeitos que explorem a fragilidade das populações afetadas.Em declarações à agência Lusa, o major João Gaspar, da Divisão de Comunicação e Relações Públicas, sublinhou que a GNR tem igualmente uma enorme preocupação com as populações afetadas, algumas delas ainda isoladas, e sobretudo com os mais idosos, prestando-lhes apoio no terreno.O mesmo responsável deu como exemplo inúmeros contactos de emigrantes portugueses preocupados com a situação de familiares, alguns idosos, nas zonas afetadas, sendo uma das corporações que atualmente tem mais capacidade de deslocação no terreno para aferir das situações e dar apoio, sobretudo no transporte de bens alimentares.Para além desta componente, é ainda prioridade dos militares da GNR no terreno, em particular da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), colaborar na desobstrução de vias, ações de busca, resgate e salvamento e de apoio à evacuação preventiva, quando necessário.A GNR afirma que “tem desenvolvido um trabalho de proximidade essencial, garantindo o contacto direto com estas populações, sinalizando necessidades urgentes, assegurando o acompanhamento de pessoas mais vulneráveis e funcionando, muitas vezes, como o primeiro elo de ligação entre os cidadãos isolados e os restantes serviços de emergência e proteção civil”.Face às consequências da depressão Kristin, a GNR aconselha a que as populações sigam as indicações das autoridades, mantenham distância de árvores instáveis, cabos elétricos caídos e estruturas danificadas até que as equipas técnicas confirmem a segurança.Em situações de risco semelhante, que tenham preparados itens essenciais em casa (lanterna, rádio, água, alimentos não perecíveis, medicamentos, carregadores portáteis) para garantir autossuficiência por 72 horas, se possível e, sempre que possível, não deixem habitações sem vigilância, sobretudo casas danificadas ou temporariamente desocupadas e que qualquer movimento suspeito seja comunicado de imediato às Forças de Segurança.A GNR alerta ainda para a possibilidade de surgirem falsos funcionários que se façam passar por técnicos da eletricidade, água, telecomunicações, seguros, Proteção Civil ou outras entidades para efetuarem eventuais burlas e que, antes de permitir a entrada em casa, confirmem sempre a identificação profissional e, em caso de dúvida, não hesitem em contactar a guarda.Lusa.O candidato presidencial António José Seguro considerou hoje que o momento é de “acudir às pessoas” afetadas pela tempestade Kristin, mas que a “culpa não pode morrer solteira” e, reposta a normalidade, “é preciso ter uma conversa séria”.“Foi uma catástrofe. E, portanto, aquilo que eu considero importante neste momento não é discutir quem é que tem culpas. Neste momento o que é preciso é acudir às pessoas, aos empresários e repor o mais rapidamente possível a normalidade. Agora, a culpa não pode morrer solteira”, respondeu aos jornalistas Seguro após uma visita à Simoldes, Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, usando a mesma expressão do ex-ministro socialista Jorge Coelho quando caiu a ponte de Entre-os-Rios em 2001.Para o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, este é o momento de dar resposta às pessoas afetadas e só depois deve haver um tempo “para apurar responsabilidades”.“Passada esta situação, o país tem de ter uma conversa séria sobre a forma como pode e deve reagir a estas situações que já não são novas. Também acontecem nos incêndios”, defendeu.Lusa.O Bankinter Portugal ativou um conjunto de medidas de apoio, face ao impacto da tempestade Kristin, incluindo linhas de financiamento com condições bonificadas.“Na sequência dos impactos causados pela tempestade Kristin, o Bankinter Portugal manifesta a sua solidariedade para com todas as pessoas e empresas afetadas. O banco está a acompanhar a situação no terreno […] e disponibiliza um conjunto de medidas de apoio, incluindo linhas de financiamento com condições bonificadas”, anunciou hoje, em comunicado.O banco disse ainda estar em contacto com os seus clientes das regiões mais afetadas, nomeadamente no distrito de Leiria, para identificar as suas necessidades concretas.Para os clientes particulares, a instituição financeira disponibiliza conduções bonificadas para financiamento de obras e reabilitação de habitação, com isenção de comissões iniciais.Já para as empresas foram definidas condições de “prioridade e celeridade” na análise e decisão de operações de financiamento apresentadas neste âmbito.Internamente, o banco contactou os seus colaboradores que trabalham ou vivem nas regiões afetadas, tendo definido medidas de apoio específicas, que não detalhou.“O Bankinter acompanha de forma próxima os impactos da tempestade, assumindo o seu papel de apoio às famílias e empresas afetadas. Estamos focados em disponibilizar soluções concretas que contribuam para a retoma da normalidade e para a estabilidade das comunidades onde estamos presentes”, afirmou, citado na mesma nota, o ‘country manager’ do Bankinter Portugal, Alberto Ramos.Lusa.O jogo entre Casa Pia e FC Porto, da 20.ª jornada da I Liga de futebol, será disputado no Estádio Municipal de Rio Maior, na segunda-feira, apesar dos danos provocados pelo mau tempo, anunciou hoje o clube lisboeta.“O Casa Pia informa que, na sequência da vistoria realizada ao Estádio Municipal de Rio Maior pelas entidades competentes, foi confirmado que o jogo frente ao FC Porto se realizará conforme previsto naquele recinto desportivo”, informaram os ‘gansos’, em comunicado.Palco dos jogos como anfitrião do Casa Pia, o Estádio Municipal de Rio Maior foi inspecionado por responsáveis da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), do clube e da Desmor, empresa municipal gestora do complexo desportivo, que foi alvo de intervenções nas últimas horas, face aos estragos provocados pelo mau tempo em diversas infraestruturas.“A Desmor está a realizar todos os esforços necessários para a reparação dos danos causados pela recente tempestade, garantindo que estão reunidas todas as condições de segurança para a realização do encontro”, acrescentou o Casa Pia, reconhecendo a importância da empresa municipal para a realização do jogo de encerramento da 20.ª jornada da I Liga em Rio Maior e o acompanhamento da LPFP.O líder isolado FC Porto, com 55 pontos, visita o Casa Pia, 16.º antepenúltimo classificado, em vaga de acesso ao play-off de manutenção, com 15, na segunda-feira, às 20:45, sob arbitragem de Pedro Ramalho, da associação de Évora.Lusa.Onze das 22 freguesias do concelho de Castelo Branco estão sem fornecimento de energia elétrica e oito têm fornecimento condicionado, informou hoje o presidente da Câmara de Castelo Branco.“Infelizmente ainda não conseguimos fazer o levantamento de todas as situações. Havemos de o fazer nos próximos dias, mas estão sinalizados um conjunto de prejuízos muito importante”, afirmou o presidente da Câmara de Castelo Branco.Leopoldo Rodrigues, que falava durante a visita, hoje, do ministro da Agricultura e Mar a Castelo Branco, informou que no concelho 11 das 22 freguesias estavam sem energia elétrica, oito com fornecimento condicionado e apenas três com a situação regularizada.O autarca confirmou também que Castelo Branco integra o conjunto de 60 município abrangidos pelo Estado de Calamidade decretado na quinta-feira pelo Governo.“Tentámos desde o início acautelar a situação [energia elétrica] nos lares de idosos. Alguns não conseguimos, mas a E-Redes fê-lo através da colocação de geradores. É uma situação que nos preocupa bastante. Há pessoas já em dificuldades”, vincou.O autarca realçou ainda a sua preocupação com as pessoas que têm problemas de saúde e que utilizam aparelhos para respiração que só funcionam com eletricidade.“Temos um conjunto de situações que nos preocupam. Temos estado em contacto continuo com a E-Redes”, disse.Lusa.O Crédito Agrícola ativou um pacote extraordinário de medidas face ao impacto do mau tempo, que inclui linhas de financiamento bonificado e condições especiais de crédito pessoal e para a reconstrução de casas, foi anunciado.“Na sequência da situação de calamidade decretada devido aos fortes impactos provocados pela tempestade Kristin, o Crédito Agrícola ativa um pacote extraordinário de medidas financeiras e operacionais, destinado a apoiar as populações e entidades afetadas e mitigar os impactos económicos decorrentes deste fenómeno extremo”, anunciou, em comunicado.Deste pacote fazem parte medidas como linhas de financiamento bonificado e a possibilidade de moratórias de capital até 12 meses para contratos em vigor.Já para clientes particulares, destacam-se condições especiais de crédito pessoal, com taxa fixa de 2,50% (TAN – Taxa Anual Efetiva), para montantes entre 2.500 e 30.000 euros para apoiar necessidades imediatas.O banco vai disponibilizar ainda condições especiais no crédito habitação, em particular no que se refere à reconstrução ou reparação, com um LTV (rácio entre o valor financiado pelo banco para a compra de casa e o valor do imóvel) máximo de 90% para habitação própria permanente e de 80% para habitação própria secundária, com possibilidade de carência de capital até 12 meses e taxa variável Euribor acrescida de um ‘spread’ de 0,70%.Já para contratos existentes, vai ser possível alargar o prazo do crédito até 10 anos, respeitando os limites definidos.As medidas para empresas, associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) destinam-se a proporcionar suporte financeiro, através de uma linha de crédito ao investimento de médio/longo prazo, com um período de carência de 36 meses e crédito à tesouraria de curto/médio prazo com carência até 12 meses e isenção de comissões.Lusa.A reparação de vias em Setúbal que apresentam maior perigo para a circulação viária devido ao mau tempo terá prioridade em relação às intervenções programadas nas cinco freguesias do concelho, revelou hoje a Câmara Municipal.“O mau tempo tem impedido a Câmara Municipal de Setúbal de realizar a manutenção programada das vias de circulação de forma rotativa nas cinco freguesias do concelho, sendo dada prioridade à reparação de situações urgentes que colocam em causa a segurança viária”, justifica a autarquia sadina em comunicado.Na nota, o município refere que a chuva forte tem impedido o recurso “a massas asfálticas quentes, quer na pavimentação, quer na tapagem de buracos”, estando a ser utilizado, em alternativa, “um granulado que é colocado a frio, nas situações que apresentam maior perigo para a circulação viária em todas as freguesias do concelho”.Ainda segundo a Câmara de Setúbal, a chuva tem sido responsável pelo surgimento de novas situações que não estavam registadas, obrigando as equipas municipais a redobrar esforços para dar resposta aos casos mais urgentes.“Além dos buracos nas ruas, também têm acontecido impedimentos à circulação viária em virtude do deslizamento de taludes, do abatimento de muros, da queda de árvores e da obstrução de passagens hidráulicas, o que implica um trabalho acrescido para as equipas quanto a mão-de-obra, equipamentos mecânicos e utilização de materiais”, lê-se no comunicado.A Câmara de Setúbal garante, no entanto, que as manutenções normais e programadas, bem como as pavimentações, serão retomadas logo que se verifique uma melhoria das condições climatéricas.Lusa.A ministra da Administração Interna afirmou que a depressão Kristin foi "uma provação terrível provocada por um fenómeno climatérico extremo"."Cinco pessoas perderam a vida e o nosso primeiro pensamento é para eles, para os seus familiares e amigos", prosseguiu, temendo o mau tempo da próxima semana. "Infelizmente, a provação por que passámos não terminou. De acordo com tudo o que sabemos, tudo o que leva a crer que a partir da noite de domingo tenhamos um quadro meteorológico muito severo. teremos condições meteorológicas muito adversas, com chuva, o que exige grande prevenção", perspetivou, defendendo a ação do Governo: "Há muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade."A governante explicou que as forças armadas não foram logo para o terreno por uma questão de "planeamento". "Todos nós, sociedade e Estado, estamos num processo de aprendizagem coletiva de como devemos responder a estes fenómenos", aditou, frisando ter sido convocada uma reunião de coordenação para domingo às 17h30, na sede da ANEPC..O comandante da Proteção Civil garantiu que os "bombeiros estão no terreno deste a primeira hora" e que existem "os meios suficientes" para enfrentar os efeitos do mau tempo.Mário Silvestre percebe "que as pessoas se sintam abandonadas, sem energia elétrica, mas desde o primeiro dia que a principal preocupação tem sido desobstruir vias para fazer o socorro caso fosse necessário". "Lamentavelmente não conseguimos chegar ao mesmo tempo às populações todas", acrescentou.Sobre a reposição da eletricidade, diz ser uma tarefa "complexa" e que se tem vindo a fazer "paulatinamente"..O meteorologista do IPMA, Nuno Lopes, avançou que a depressão Kristin "poderá ter sido a tempestade mais forte desde que há registos em Portugal continental"."Não é esperado" que o mau tempo previsto para a próxima semana seja "desse género", mas o IPMA está "à espera de muita precipitação".Já o comandante da Proteção Civil, Mário Silvestre, garante que os pedidos de geradores "têm sido supridos" e adiantou que ainda não está previsto o pré-posicionamento de meios..O comandante da Proteção Civil garante que a entidade está preparada "para a eventualidade de termos alguma situação que corra menos bem" e apelou ao bom comportamento dos cidadãos, para que respeitem as sinalizações e retirem bens e animais de zonas de risco..Pimenta Machado, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), perspetivou uma "semana muito complicada" a partir de domingo, quando a chuva voltar em força ao território nacional. "Estamos a preparar as albufeiras para acomodar as cheias. estamos a promover pequenas cheias para não termos cheias descontroladas", assegurou, numa conferência de imprensa levada a cabo na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras.Segundo o responsável, as principais causas das cheias dos últimos dias são a "sequência de tempestades consecutivas", os efeitos do degelo da serra da Estrela no rio Mondego e as dificuldades em escoar água nas zonas afetadas pelos incêndios no último verão. .O IPMA prevê "um período prolongado de precipitação a partir de domingo, praticamente todos os dias e em todo o território, mas sobretudo no norte e no centro", adiantou o meteorologista Nuno Lopes num novo balanço feito na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras."Este quadro terá a acompanhar agitação marítima forte, queda de neve e alguns episódios de neve. Será uma semana muito chuvosa", acrescentou..Três ministros, uma ex-ministra e um comissário europeu estiveram hoje na Marinha Grande a ver os danos causados pela depressão Kristin, numa visita que acabou centrada nos danos das industrias e deixou de fora a devastada Praia da Vieira.A visita de António Leitão Amaro, ministro da Presidência, de Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, e do comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Jørgensen, ao concelho da Marinha Grande incluía passagens pelo Centro Empresarial, na Zona Industrial, pelo Parque Municipal de Exposições, pela Praia da Vieira e por uma zona próxima de um cabo de alta tensão.E tensão foi o que se sentiu logo à chegada do ministro que, assim que saiu do carro, ouvir o grito de um morador: “vai mas é limpar estradas”.Leitão Amaro ouviu e seguiu para uma reunião na Câmara, à porta da qual dezenas de pessoas faziam fila para pedir informações, apoios ou carregar os telemóveis por períodos de dez minutos.À comitiva inicial foi acrescentada a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, natural da Marinha Grande, que “fez questão de juntar-se à visita”, guiada pelo presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura.Na zona industrial, onde são bem patentes os danos sofridos por praticamente todas as empresas, António Leitão Amaro e Maria da Graça Carvalho explicaram ao comissário europeu como a depressão Kristin ‘entrou’ no distrito de Leiria e, durante três horas de fortes ventos, deixou um rasto de destruição no concelho onde destroços de empresas, telhas levantadas de casas, vidros, sinais de trânsito, painéis publicitários e arvores arrancadas e ramos partidos são visíveis por toda a parte.Junto ao Parque Municipal de Exposições, completamente destruído, Leitão Amaro reconheceu que “a dimensão dos prejuízos é brutal” e Maria da Graça Carvalho sublinhou que “já foi feito um trabalho grande”.Mas, entre os populares que se concentravam em frente à Câmara, sedentos de “um risquinho de rede” que lhes permita comunicar com os familiares, o sentimento era de que “é ainda muito mais aquilo que há para fazer”.Na fila para informações, perguntava-se de tudo: “chove-me em casa, onde arranjo telhas?”, “já não tenho água, como faço?”, “tenho uma criança pequena, onde a deixo para trabalhar?”.As respostas eram dadas lá dentro, onde hoje os jornalistas não tiveram direito de entrar.Mas, como diz o povo, “uma desgraça nunca vem só” e logo ali ao lado havia também hoje quem varresse destroços de vidros partidos, não pelo vento, mas porque “durante a noite, o café foi assaltado para roubarem a máquina do tabaco”, como contou a responsável pelo estabelecimento.Entretanto, à comitiva ministerial a ministra Maria da Graça Carvalho lembrava que já foram distribuídos 200 geradores e garantia que ainda há mais disponíveis.Por sua vez, responsáveis pela E-Redes asseguravam que tudo está a ser feito por pôr de pé os postes de média e alta tensão que a tempestade deitou abaixo e para repor a energia no distrito de Leiria, onde há cerca de 260 mil clientes afetados.Contudo, apesar do esforço para que “pelo menos os centros das cidades” tenham eletricidade, como já acontece na Marinha Grande, repor o abastecimento a toda a população “vai demorar”, admitiram.A visita dos ministros à Marinha Grande demorou também mais do que o previsto e a passagem pela Praia da Vieira, uma das localidades mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, acabou por cair, com a comitiva a seguir apressada para o Hospital de Leiria e o comissário europeu a regressar a Lisboa.Sem luz, nem água, com casas, escolas, lojas, restaurantes e bares destruídos, na quinta-feira a população da Praia da Vieira tinha também outra queixa: o isolamento que sentia, sem meios para comunicar com o exterior e sem saber o que se passava fora da localidade.À Lusa, nesse dia, moradores e comerciantes lamentaram principalmente não verem na localidade “ninguém da Câmara, da proteção Civil ou do Governo”.Lusa.O Município da Marinha Grande, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo, pediu hoje a ajuda de voluntários para apoiar ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas.Nas redes sociais, a autarquia explicou que a depressão Kristin “causou danos significativos na Marinha Grande, afetando espaços públicos, infraestruturas e a vida de muitas pessoas”, pelo que o concelho precisa de pessoas disponíveis para limpeza de ruas e espaços públicos, apoio logístico e para outras tarefas essenciais no terreno.A concentração dos voluntários é nos estaleiros municipais, junto ao Parque da Cerca, e outras informações podem ser pedidas para o número de telefone 244573300.A autarquia adiantou que se as pessoas têm “disponibilidade, vontade de ajudar e espírito solidário”, a ajuda “faz mesmo a diferença”.“Perante os elevados danos provocados pela depressão Kristin no concelho da Marinha Grande, quero apelar ao forte espírito solidário que sempre caracterizou a nossa comunidade”, afirmou o presidente da Câmara, Paulo Vicente.Salientando que “a dimensão desta ocorrência exige uma resposta coletiva”, Paulo Vicente salientou que, “além do trabalho incansável dos serviços municipais, da Proteção Civil, dos bombeiros e de todas as entidades envolvidas, o contributo dos cidadãos é, neste momento, fundamental para acelerar as ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas”.“É neste contexto que lançamos um apelo ao voluntariado, convidando todos os que tenham disponibilidade e vontade de ajudar a juntarem-se a este esforço comum”, adiantou.Entretanto, os munícipes que pretendam ajudar ou necessitem de apoio podem deixar ou recolher bens essenciais no pavilhão da Escola Nery Capucho, onde está a ser concentrada a resposta de emergência social.“Entre os bens prioritários encontram-se alimentos não perecíveis, como arroz, massa, azeite, óleo e enlatados, leite e papas infantis, bolachas e cereais, bem como produtos de higiene pessoal, fraldas, toalhitas, artigos de higiene feminina, mantas, cobertores e roupa para adulto e criança. São igualmente necessários lonas e plásticos para proteção temporária de habitações”, revelou.Já o estaleiro municipal é o ponto de referência para entrega ou recolha de materiais de recuperação, essenciais às intervenções de emergência e reparação.“Estão a ser aceites telhas, silicones, areia, cimento, outros materiais de construção, telas de impermeabilização, luvas de construção, coletes refletores, ferramentas de remoção e limpeza, bem como vassouras e pás”, precisou.Quanto à deposição de verdes e entulho, resultantes das operações de limpeza e recuperação em curso, deve ser feita nos parques de estacionamento do Parque Municipal de Exposições.“Os munícipes que disponham de meios próprios de transporte devem dirigir-se diretamente ao local indicado, contribuindo para a normalização progressiva da situação e para a reposição das condições de salubridade e segurança”, acrescentou.Lusa.Cerca de 266 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 15:00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.Segundo informação enviada à agência Lusa, a maioria dos clientes ainda sem energia elétrica localiza-se no distrito de Leiria, cerca de 209 mil, seguindo-se Santarém e Portalegre, com cerca de 17 mil cada, Coimbra com 12 mil e Castelo Branco com 10 mil.“Os trabalhos de reparação da E-Redes estão concentrados na reposição da rede de alta e média tensão, na zona centro do país. Nesta altura, estão mobilizadas todas as equipas, com 1.200 operacionais no terreno. Os efeitos mais agressivos desta depressão foram sentidos nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Portalegre”, indica a empresa.A E-Redes, empresa responsável pela distribuição de eletricidade, refere que estão mobilizados todos os meios disponíveis, incluindo três centrais móveis, cerca de 250 geradores, drones e helicópteros.“É neste momento prioritário, repor a rede de alta tensão com 680 km danificados no distrito de Leiria e energizar as três subestações que ainda estão sem alimentação e reparar os 46 postes partidos neste nível de tensão”, sublinha a empresa.. Posteriormente, a empresa irá intervir na rede de média tensão, com cerca de 600 postes danificados ou destruídos, correspondendo a aproximadamente 3.750 quilómetros de rede, bem como a resolução progressiva de avarias na baixa tensão.“A colocação de geradores em apoio de hospitais e outros serviços fundamentais para a vida dos cidadãos (água, telecomunicações, proteção civil e autoridades) é também uma prioridade, assim como a colocação de geradores em todas as sedes de concelho onde ainda não se conseguiu fazer a reposição da energia”, acrescenta a nota.A E-Redes ressalva que os impactos da depressão Kristin “não têm paralelo” com outros fenómenos recentes em Portugal continental, admitindo constrangimentos à rápida reposição do serviço, devido às dificuldades de mobilidade e à instabilidade das condições meteorológicas..A Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, alertou hoje que a subida dos caudais do Tejo em Almourol mantém o alerta amarelo para cheias na região e recomenda cuidados à população.Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo disse que os caudais registados hoje na estação de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, aproximam-se dos 3.000 metros cúbicos por segundo, valor que faz “disparar os alertas”.David Lobato explicou que esses valores podem agravar-se com a chuva prevista para os próximos dias e com o contributo das descargas das barragens espanholas.A Proteção Civil mantém-se assim atenta à evolução das cheias na bacia do Tejo, com o plano especial em alerta amarelo, o segundo mais elevado de uma escala de quatro.Entre os principais pontos afetados estão a estação de canoagem de Alvega, em Abrantes, o cais de Almourol, em Tancos, já submerso, o parque de estacionamento e a zona ribeirinha de Constância, a par de dezenas de estradas e vias submersas no distrito.A Proteção Civil apela à população para evitar as margens do rio e não atravessar estradas inundadas, alertando que a previsão de chuva para o fim de semana e próxima semana pode agravar o cenário.A região do Médio Tejo agrega 11 municípios do distrito de Santarém — Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha..A Câmara Municipal da Marinha Grande informou esta sexta-feira que as escolas do concelho vão permanecer fechadas até terça-feira (3 de fevereiro) "por motivos de segurança", mas também pela "necessidade de limpeza e verificação das condições de funcionamento".Na nota divulgada nas redes sociais, o município indicou estar a trabalhar "em estreita articulação com as entidades competentes, nomeadamente a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e as direções dos agrupamentos, garantindo que a reabertura só acontecerá quando estiverem asseguradas todas as condições necessárias".A autarquia referiu também que a reabertura das escolas do concelho "será faseada e progressiva, dependendo da evolução dos trabalhos em curso, ao nível da limpeza, manutenção e reposição das condições essenciais"."A retoma da atividade letiva está condicionada à reposição total do abastecimento de água, energia elétrica e comunicações, bem como à confirmação de que estão reunidas todas as condições de segurança para alunos, docentes e pessoal não docente", segundo o município..O grupo Águas de Portugal (AdP) garantiu esta sexta-feira que não existe qualquer anomalia na qualidade do abastecimento nos sistemas por si geridos, após notícias sobre eventuais riscos associados à passagem da tempestade Kristin.O esclarecimento foi feito na sequência de um comunicado emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) a alertar para "riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia".“O Grupo AdP assegura, em todas as suas operações, um controlo rigoroso e contínuo da qualidade da água, com monitorização permanente, através de um extenso programa de controlo e análise realizado por laboratórios acreditados”, assegura a entidade, em comunicado.A AdP sublinha ainda que “mantém o compromisso com a proteção da saúde pública, a segurança do consumo humano e a prestação de um serviço fiável aos municípios e às populações”.Lusa.O comissário europeu para a Energia e a Habitação, que hoje integrou uma comitiva do Governo que visitou zonas afetadas pela depressão Kristin, exprimiu “solidariedade” e garantiu que a União Europeia vai “ajudar tanto quando puder”.Nesta “ocasião difícil”, Dan Jørgensen exprimiu condolências às famílias das cinco pessoas que perderam a vida em consequência da tempestade.“Emocionado” com o que viu – “tantos negócios, casas, escolas afetados” –, o comissário realçou que o número de pessoas que continua sem eletricidade “é um assunto muito sério”.As autoridades portuguesas estão agora focadas em “resolver os problemas, preparar futuros incidentes e contabilizar os danos”, mas “o próximo passo é perceber como a UE pode ajudar”, assinalou.“Uma das razões para termos a União Europeia é ajudarmo-nos uns aos outros quando coisas terríveis acontecem”, lembrou o comissário, que visita Portugal até segunda-feira, com vários encontros sobre energia e habitação na agenda.Lusa.A ministra do Ambiente e Energia disse esta sexta-feira, durante uma deslocação à Marinha Grande, que foram distribuídos 200 geradores pelas zonas afetadas pela depressão Kristin, na quarta-feira, e garantiu que ainda há mais disponíveis.Em declarações aos jornalistas, integrada numa comitiva de governantes nacionais e representantes da Comissão Europeia que hoje visitou o terreno impactado pela passagem da ciclogénese explosiva, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, assinalou que “já foi feito um trabalho grande”, reconhecendo, porém, que “há muita gente ainda” sem eletricidade ou comunicações.“Tivemos um pico com mais de um milhão de casas sem eletricidade, passadas 24 horas tínhamos praticamente 450 mil, uma grande redução, e passadas 48 horas, 290 mil, a maior parte delas, cerca de 200 mil, aqui nesta zona de Leiria”, relatou.Segundo adiantou a ministra, “foram distribuídos 200 geradores” nas zonas afetadas, com prioridade para hospitais, centros de saúde e empresas de distribuição de água.“Se ainda há centros ou sítios sem geradores é através das juntas, da câmara contactarem a E-Redes, porque ainda temos geradores disponíveis”, disse Maria da Graça Carvalho, acompanhada pelo presidente da principal operadora de redes de distribuição de eletricidade em Portugal continental.A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal, que fez vários feridos e desalojados.Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.Maria da Graça Carvalho indicou ter garantias da E-Redes de que os centros de todos os concelhos afetados vão ter luz ainda durante o dia de hoje (em alguns já houve retoma esta noite) e apelou ao apoio financeiro da Comissão Europeia.Lusa.A Associação de Futebol Leiria (AFLeiria) adiou os jogos agendados para entre hoje e quinta-feira devido ao “caos completo” decorrente dos estragos da passagem da depressão Kristin, segundo o vice-presidente do organismo, Carlos Martins.À margem do primeiro Congresso do Futebol Português, na Cidade do Futebol, em Oeiras, o dirigente leiriense deu conta dos estragos causados pelos ventos, na madrugada de quarta-feira.“É uma situação de caos completo, temos campos de futebol destruídos, com o piso levantado, balizas destruídas, bancadas derrubadas, pavilhões sem telhado. O estádio [Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria] já todos vimos as imagens. Parece um cenário de guerra”, descreveu Carlos Martins, na zona mista do evento.O dirigente associativo recordou o pronto adiamento do jogo da 20.ª jornada da II Liga, entre União de Leiria e Paços de Ferreira, que estava marcado para domingo, devido aos danos no recinto leiriense, que, no início do ano, recebeu a fase final da Taça da Liga.“Também nós, na AF Leiria, adiámos todas as jornadas marcadas para este fim de semana, mas ainda não temos a noção exata da totalidade dos estragos e não sabemos se não teremos de adiar mais uma jornada”, referiu, numa altura em que a região se confronta ainda com dificuldades nas ligações energética e de abastecimento de água, além da destruição provocada pelo mau tempo.Antevendo a dificuldade na prossecução da atividade de vários clubes da região, Carlos Martins disse confiar no apoio à reconstrução por parte da Federação Portuguesa de Futebol.“Os nossos clubes conseguiram sempre, foram sempre extraordinários a conseguir arranjar soluções. Só que, neste caso, é a destruição de bens e vai ser preciso um grande apoio e, como tem acontecido sempre, a FPF deverá dar-nos esse apoio”, rematou.Nas redes sociais, a AFL justificou o adiamento dos jogos com os “elevados danos materiais registados no distrito de Leiria” e com “a necessidade de salvaguardar a segurança de todos os intervenientes”.O adiamento dos jogos é “por tempo indeterminado”, adiantou a AFP, garantindo estar “a acompanhar a situação no terreno”.“(…) Oportunamente prestará nova informação relativamente à remarcação dos encontros, logo que estejam reunidas as condições adequadas para a retoma da atividade desportiva”, esclareceu..Também todos os jogos de futebol e de futsal que estavam agendados para o fim de semana foram adiados no distrito de Coimbra, informou esta sexta-feira a Associação de Futebol.Contactada pela Lusa, fonte da Associação de Futebol de Coimbra confirmou que todos os jogos foram adiados, em todos os escalões.“Não sabemos ainda as novas datas, porque é necessário o acordo dos clubes. Os jogos podem ser distribuídos pela próxima semana”, esclareceu.Já hoje de manhã, a Académica de Coimbra apelou, na sua página da rede social Facebook, à colaboração da população para contribuir para a construção de uma barreira de proteção com sacos de areia, como medida preventiva e de salvaguarda das infraestruturas da Academia Briosa XXI.O apelo surgiu depois de terem tido indicações de que o caudal do Rio Mondego poderá voltar a subir de forma significativa, colocando em risco a academia.. “As equipas já se encontram no local a preparar os trabalhos. Sempre que possível, solicita-se que tragam sacos e/ou areia, de forma a reforçar a capacidade de resposta no terreno”, indicou.No distrito há registo de inúmeros prejuízos em instalações desportivas como no Ribeirense, Sourense ou Pereira.Lusa .O Parlamento aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo presidente da Assembleia da República pelas vítimas da passagem da depressão Kristin pelo território continental português, que fez até agora cinco mortos.A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.O texto hoje votado em plenário, de José Pedro Aguiar-Branco, refere-se a “pelo menos quatro vítimas mortais diretas”, também citando dados da Proteção Civil: uma em Vila Franca de Xira, e três no concelho de Leiria.No voto, salienta-se que a passagem da depressão Kristin “provocou um rasto de destruição, com ventos fortes que atingiram rajadas superiores a 150 km/h, chuva intensa, queda de árvores, estruturas e telhados, inundações, estradas interditadas e cortes de energia elétrica que afetaram centenas de milhares de famílias”.“Registaram-se ainda centenas de ocorrências em todo o país, com especial incidência nos distritos de Leiria e Coimbra e no norte do distrito de Lisboa”, assinala-se.Face a estas consequências da intempérie, a Assembleia da República “manifesta profundo pesar pelas vítimas mortais desta ocorrência, e endereça as mais sentidas condolências às suas famílias”.“Deseja ainda uma pronta recuperação aos feridos e a todas as pessoas afetadas. Presta público tributo à atuação das equipas de emergência, da Proteção Civil, dos bombeiros e das forças de segurança, assim como às autarquias que, em condições adversas e urgentes, garantiram auxílio às comunidades afetadas. Às populações das zonas mais fustigadas, assegura proximidade e solidariedade”, acrescenta-se no voto.Lusa.As escolas do concelho de Leiria vão continuar fechadas até terça-feira, na sequência dos danos devido ao mau tempo.“Após reunião com os diretores dos agrupamentos e os presidentes das juntas de freguesia, todas as escolas do concelho mantêm-se encerradas nas próximas 2.ª e 3.ª feiras”, divulgou a autarquia.A Câmara adiantou que continua a trabalhar em estreita articulação com as escolas, juntas de freguesia, a E-Redes, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, e os restantes serviços municipais “para resolver os constrangimentos causados pela depressão Kristin e permitir a reabertura das escolas o mais rapidamente possível”.A Câmara de Leiria gere 145 edifícios escolares, com cerca de 15 mil alunos.. “A situação será reavaliada e divulgaremos novas informações assim que existam novidades relevantes”, adiantou a Câmara nas redes sociais..A Águas de Coimbra esclareceu esta sexta-feira que a água que chega às torneiras dos consumidores é segura, não existindo "qualquer problema" com a sua qualidade após a passagem da tempestade Kristin.O esclarecimento foi feito na sequência de um comunicado emitido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) a alertar para "riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia"."No concelho de Coimbra, não existe qualquer problema com a qualidade da água da rede pública", garantiu a empresa municipal, acrescentando que ela está "devidamente tratada e cumpre todos os parâmetros legais de qualidade, sendo monitorizada de forma contínua".Segundo a Águas de Coimbra, no concelho as recomendações divulgadas pela DGS aplicam-se "exclusivamente a situações de consumo de água não tratada, como água de poços, furos ou nascentes".Prometendo acompanhar "permanentemente o funcionamento das suas infraestruturas", a empresa municipal tranquilizou os munícipes, assegurando a "segurança e a fiabilidade do abastecimento público".Lusa.O Município da Marinha Grande, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo, pediu esta sexta-feira a ajuda de voluntários para apoiar ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas.Nas redes sociais, a autarquia explicou que a depressão Kristin “causou danos significativos na Marinha Grande, afetando espaços públicos, infraestruturas e a vida de muitas pessoas”, pelo que o concelho precisa de pessoas disponíveis para limpeza de ruas e espaços públicos, apoio logístico e para outras tarefas essenciais no terreno.A concentração dos voluntários é nos estaleiros municipais, junto ao Parque da Cerca, e outras informações podem ser pedidas para o número de telefone 244573300. . A autarquia adiantou que se as pessoas têm “disponibilidade, vontade de ajudar e espírito solidário”, a ajuda “faz mesmo a diferença”.“Perante os elevados danos provocados pela depressão Kristin no concelho da Marinha Grande, quero apelar ao forte espírito solidário que sempre caracterizou a nossa comunidade”, afirmou o presidente da Câmara, Paulo Vicente.Salientando que “a dimensão desta ocorrência exige uma resposta coletiva”, Paulo Vicente salientou que, “além do trabalho incansável dos serviços municipais, da Proteção Civil, dos bombeiros e de todas as entidades envolvidas, o contributo dos cidadãos é, neste momento, fundamental para acelerar as ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas”.“É neste contexto que lançamos um apelo ao voluntariado, convidando todos os que tenham disponibilidade e vontade de ajudar a juntarem-se a este esforço comum”, adiantou.Lusa.Equipas da Direção Executiva do SNS estão a apoiar no terreno as ULS afetadas pelo temporal, garantindo articulação entre unidades e outras entidades, reencaminhamento de doentes e reposição de consumíveis, anunciou esta sexta-feira a autoridade de saúde.A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) refere em comunicado que “mantém, desde o primeiro momento, contacto contínuo e permanente com as Unidades Locais de Saúde (ULS) afetadas pelos efeitos da depressão Kristin, assegurando um acompanhamento operacional regular e a ativação de planos de emergência, para garantir a continuidade assistencial à população”.Adianta que tem equipas no terreno para assegurar a proximidade operacional e suporte direto às ULS afetadas, assegurando que “está e continuará a monitorizar em permanência a situação resultante da depressão Kristin”.“Procedeu-se à articulação entre as ULS, e entre estas e outras entidades, seja para implementação de medidas de reencaminhamento de doentes, seja para assegurar resposta a necessidades operacionais, sempre garantindo a prestação de cuidados urgentes”, sublinha.Segundo a DE-SNS, foram igualmente reforçadas as orientações à população, com especial enfoque nos utentes em tratamento respiratório domiciliário, tendo as equipas de saúde contactados os utentes nas áreas afetadas para garantir a continuidade dos tratamentos.Tem realizado a articulação clínica e operacional com o Conselho de Administração da ULS de Leiria, assegurando ligação operacional ao exterior num contexto de limitações de comunicações, e coordenação com os Serviços de Urgência Básica (SUB) de Alcobaça e Pombal”.A DE-SNS tem assegurado o reencaminhamento primário e secundário de doentes para outras unidades, salvaguardando a segurança clínica e evitando sobrecarga das unidades afetadas, e feito a reposição de consumíveis essenciais, prevenindo eventuais ruturas de ‘stock’.Tem igualmente atuado na articulação com as entidades da Proteção Civil para desobstrução prioritária dos acessos ao Hospital de Leiria, reabastecimento de combustível e outros apoios logísticos.Por outro lado, tem disseminado informação junto da população, através dos órgãos de comunicação social e da publicação de mensagens de alerta no Portal do SNS e na página da ULS Leiria, sobre os constrangimentos que afetam os hospitais do SNS, bem como orientações para os utentes em tratamentos respiratórios domiciliários.A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.Lusa.Cerca de 215 mil clientes da E-Redes da zona de Leiria permaneciam às 11:00 sem energia, num total de 285 mil clientes que estavam sem luz em Portugal continental, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.Comparativamente ao balanço feito pela E-Redes às 06h30, há agora mais seis mil clientes com energia elétrica, dois mil dos quais em Leiria, a zona do país mais afetada pelo mau tempo.Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.A E-Redes tem ativado no distrito de Leiria o estado de emergência, tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200, de acordo com informação divulgada na quinta-feira.Às 06h00 de quarta-feira, cerca de um milhão de clientes da E-Redes foram afetados por falhas elétricas em Portugal, principalmente nos distritos da Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal.Lusa.O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, esteve esta sexta-feira reunido com os autarcas de Leiria, uma das regiões mais afetadas pelas passagem da depressão Kristin. O governante falou que há fábricas que não estão em condições de trabalhar, referindo que "isto vai mexer nas cadeias de produção". "Umas fábricas produzem produtos para outras fábricas e, portanto, as cadeias de produção vão falhar aqui. Vai ser um problema sério", admitiu aos jornalistas."A nossa preocupação foi articular aqui posições e ver qual é a complementariedade, como é que o Governo pode ajudar. O essencial é tratar das pessoas, das condições de sobrevivência das pessoas, têm de ter o que comer, têm de ter onde dormir e depois o seu trabalho", afirmou, referindo que existem situações muito diferenciadas, dando como exemplo um concelho diz que ficou sem telhado em 15 escolas.Ministro disse que "ficaram estabelecidos canais para que os autarcas possam cooperar e colocar os problemas junto do Governo". "Há um canal de ligação entre as autarquias e o Governo, foi isso que quisemos criar hoje e facilitar este contacto para que o Governo possa dar a ajudar que tiver que dar", acrescentou Castro Almeida. .O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste apelou esta sexta-feira às entidades e cidadãos que tenham geradores sem uso para os disponibilizarem nos serviços municipais de Proteção Civil, de forma a garantir eletricidade aos lares de idosos.“Quem tiver geradores que possa disponibilizar, dirijam-se aos serviços municipais de Proteção Civil. Os bombeiros e hospitais têm geradores próprios, mas há lares com necessidades de garantir eletricidade às camas de pessoas acamadas”, afirmou o comandante do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva à Lusa.Por seu lado, a presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste indicou que os centros de saúde da Lourinhã e de Sobral de Monte Agraço, que estiveram encerrados, reabriram depois de restabelecida a eletricidade nas duas vilas.Ainda assim, há “limitações de funcionamento nos centros de saúde de Campelos, São Mamede da Ventosa, Ponte do Rol e Silveira”, no concelho de Torres Vedras, devido à falta de eletricidade ou de água.Apesar dos esforços, “os maiores constrangimentos” prendem-se com a falta de eletricidade na região, nomeadamente em Alcobaça e Nazaré, os concelhos mais afetados.De acordo com a Proteção Civil, desde as 16h00 de terça-feira até agora, o número de ocorrência subiu para 1114, das quais 150 foram registadas desde as 12h00 de quinta-feira e estão relacionadas com limpezas motivadas por cortes de árvores (66), inundações (31) e deslizamentos de terras (6).Devido às falhas de eletricidade e às dificuldades de bombear água ao longo da rede, várias viaturas continuam a transportar água para os respetivos reservatórios para evitar que esta falte à população.Os municípios de Alcobaça, Nazaré, Peniche, Óbidos, Lourinhã e Torres Vedras mantêm ativados os seus planos municipais de emergência, uma situação que pode vir a ser alargada a outros concelhos da região, se vierem a constar entre os 60 concelhos onde o Governo declarou a situação de calamidade.Questionado sobre a eventual falta de ajuda e apoio às populações, o responsável esclareceu que “os bombeiros e os serviços municipais de Proteção Civil têm conseguido chegar a todos, o que não tem acontecido com a E-redes” no que respeita à reparação da rede elétrica.Lusa. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, está na Marinha Grande com o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, as ministras do Ambiente e da Cultura, Juventude e Desporto.Leitão Amaro apelou para que a população siga os alertas para os próximos dias sobre os comportamentos adequados. "A chuva vai continuar, os solos estão saturados, pode voltar o vento. Portanto, os próximos dias continuam a ser de alerta e de adaptação", disse.Afirmou que estes "são dias em que damos todos os braços, nós, portugueses, e portugueses com os europeus para, juntos, reerguermos o país e reerguemos esta região centro". "Vamos conseguir, com muito custo", destacou."A dimensão dos prejuízos é brutal, como creio que todos podem observar, em todas as dimensões, desde as infraestruturas públicas ao património natural", declarou.Leitão Amaro fez referência à "quantidade de árvores arrasadas" aos danos em equipamentos desportivos, escolares, nas casas particulares, nos equipamentos industriais e empresarias. "A situação é mesmo terrível nesta região", vincou o governante, dando conta que o ministro da Economia e da Coesão Territorial está reunido com os autarcas das zonas afetadas. "Temos todas as forças no terreno e a fazer um esforço enorme", assegurou."Precisamos deste apoio europeu. A vinda do senhor comissário, os contactos desde os primeiros momentos, a conversa com a senhora presidente da Comissão Europeia são muito importantes, a palavra de solidariedade da Comissão Europeia para nos ajudar", destacou. "A Europa está ao nosso lado", adiantou. .Cerca de 60% das infraestruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afetadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.Numa informação enviada à Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin “provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária”, mas o Comando Territorial de Leiria “tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Proteção Civil”.“No âmbito desta atuação, os militares da GNR têm prestado apoio direto às entidades de Proteção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afetadas”, salientou.Ao mesmo tempo, “têm sido desenvolvidas ações de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos”, referiu.“Na sequência de inúmeros contactos efetuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas”.À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a “adoção de comportamentos preventivos face às atuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco elétrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Proteção Civil”.“A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens”.Lusa.O concelho de Ourém regista uma “devastação completa” e tem 15 escolas afetadas devido ao mau tempo, declarou esta sexta-feira à Lusa o presidente da Câmara, Luís Albuquerque.“É uma devastação completa. No início, quando isto ocorreu, ficámos, seguramente, com 80% das nossas vias todas intransitáveis, sem água, sem luz, sem comunicações”, disse Luís Albuquerque, apontando para 15 o número de escolas afetadas.O autarca referiu que a esmagadora maioria das principais vias rodoviárias está já desobstruída, mas “faltam algumas vias secundárias”, onde os serviços municipais estão a trabalhar.Quanto ao abastecimento de água, Luís Albuquerque explicou haver “a garantia por parte da concessionária que 65% a 70% da população ficará servida com água durante o dia de hoje”, a mesma percentagem relativamente à eletricidade.“Nas escolas, estamos a tentar ver se conseguimos recuperar algumas, para que na segunda-feira possam estar minimamente em condições para poderem começar as aulas”, adiantou o presidente daquela autarquia do distrito de Santarém.Luís Albuquerque esclareceu que o município tem cerca de 200 operacionais no terreno e mais 120 pessoas de fora do concelho que estão a ajudar e a tentar resolver os problemas originados pela depressão Kristin.“Temos as empresas do concelho envolvidas e mobilizadas para desobstruir vias, para repor alguns edifícios públicos que ainda estão danificados”, adiantou.O autarca apelou aos munícipes para manterem a calma. “Estamos a fazer tudo o que é possível para que as coisas voltem dentro do possível à normalidade”, assegurou Luís Albuquerque.Lusa.O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, esteve esta sexta-feira (30) reunido com 32 autarcas socialistas dos distritos mais afetados pela depressão Kristin, que lhe fizeram um relato dos danos e um ponto da situação."A sensação com que se fica é que, mais uma vez, o Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir atempadamente esta crise. Tinha acontecido no apagão, aconteceu nos incêndios e voltou a acontecer agora", acusou o líder do PS.De acordo com José Luís Carneiro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) "informou a tempo e a horas" sobre a depressão Kristin. "O que significa que se conheciam as características da tempestade e onde ela poderia ser mais severa", afirmou. "Não houve reunião da comissão nacional de Proteção Civil, nem antes, nem durante, nem depois da passagem da depressão. Ou seja, uma vez mais, como aconteceu já em outros momentos críticos da vida do país não existiu a coordenação política interministerial prevista no sistema de Proteção Civil", acusou. José Luís Carneiro considerou ainda que a declaração de situação de calamidade "foi tardia". "Não se percebe porque não foi, aliás, acionado o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil a 28 de janeiro", disse.Afirmou que "não é esta hora para pedir responsabilidades", mas "é hora para exigir eficácia na resposta do Governo às populações". "O Estado não pode falhar aos cidadãos. A solidariedade do Estado não pode ser uma palavra vã", defendeu. Na sede do partido, no Largo do Rato, em Lisboa, José Luís Carneiro, começou por dirigir "uma palavra de condolências às famílias" das vítimas da depressão Kristin e "uma palavra de solidariedade do PS às populações afetadas nas condições de vida e na destruição do seu património".Manifestou também gratidão aos autarcas, às forças de segurança, aos bombeiros e a todas as entidades que estão a ajudar a repor a normalidade. .A Câmara de Leiria lança esta sexta-feira a campanha “Limpar Leiria”, a primeira ação de voluntariado para limpar a capital de distrito, iniciativa que decorre no sábado, disse à Lusa o presidente daquele município gravemente afetado pelo mau tempo.“Depois daquilo que foi o estado em que ficou a cidade de Leiria, com muitos derrubes de árvores, telhas partidas, a cidade já tem uma parte importante das árvores de grande porte retiradas. No entanto, é necessário criar condições para que a nossa cidade, o mais rápido possível, volte a ser uma cidade limpa”, afirmou Gonçalo Lopes.Segundo Gonçalo Lopes, a ação de voluntariado decorre no sábado, a partir das 10h00, junto ao Estádio Municipal, “com o objetivo de limpar o estádio, limpar o percurso Polis, algumas zonas do centro da cidade”.Leia mais aqui.Saiba como ajudar. Operação "Limpar Leiria" arranca este sábado. Voluntários deverão levar luvas, pás, vassouras e outras ferramentas.A Direção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.A DGS aconselha a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada.Leia mais aqui.Cuidados com a água e os alimentos após depressão Kristin: os conselhos da DGS.A Câmara de Alcácer do Sal ativou na noite de quinta-feira o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil devido à "gravidade da situação", na sequência dos efeitos da passagem da depressão Kristin.A intempérie "afetou significativamente o território nacional e, em particular, o concelho de Alcácer do Sal, originando um elevado número de ocorrências, designadamente a queda de estruturas e de árvores, danos em habitações e infraestruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações, cortes de vias rodoviárias, perturbações no normal funcionamento dos serviços públicos e da vida da população", indicou a autarquia. .A Câmara Municipal de Ourém fez um apelo à população para obter geradores de modo a apoiar o funcionamento de lares e centros de dia. Na sequência da passagem Kristin pelo concelho, a autarquia "apela a todos os munícipes que detenham geradores, que os possam emprestar, de forma a complementar o apoio a lares e centros de dia", lê-se na nota divulgada nas redes sociais.O município pede que a entrega dos geradores seja feita no Estaleiro Municipal, situado na Rua Principal, Pinheiro. .A Câmara de Santarém informou na quinta-feira que ativou o Plano Municipal de Emergência e de Proteção Civil, na sequência dos "danos provocados pela tempestade Kristin, que causaram interrupções no abastecimento de água e energia elétrica em várias freguesias do concelho".O município indicou que foram criados centros de acolhimento de proximidade com várias valências: Banhos quentes, mesas e cadeiras para permanência temporária, arcas frigoríficas para conservação de alimentos e pontos de carregamento de telemóveis e outros equipamentos.Locais de acolhimento nas zonas mais afetadas:- Arneiro das Milhariças – Bombeiros Voluntários de Pernes- Gançaria – Edifício sede da Associação- Alcanede – Pavilhão Desportivo de Alcanede- Amiais de Cima e Amiais de Baixo – Casa do Povo (energia e banhos), Amiense (banhos), Sede da Junta de Freguesia dos Amiais de Baixo (energia)- Abrã e Amiais de Cima – Associação Cultural e Recreativa da Abrã- Vale de Figueira – Alvitejo.A Câmara Municipal de Almeirim fez na manhã desta sexta-feira um ponto da situação sobre a reposição de energia, dando conta que há "várias zonas do concelho sem fornecimento". Em Fazendas de Almeirim, "algumas zonas já recuperaram energia, mas persistem locais ainda sem eletricidade". "A Junta de Freguesia encontra-se já com luz e estarão pessoas no local para prestar apoio a quem necessitar", informa a autarquia nas redes sociais.Já a freguesia de Raposa "mantém-se totalmente sem fornecimento elétrico". "A Junta de Freguesia estará a funcionar com recurso a gerador, garantindo a presença de pessoas para qualquer tipo de apoio à população", refere a câmara, fazendo nota que o Estádio Municipal continua disponível "para quem necessite de realizar a sua higiene pessoal". .A Câmara do Cartaxo informou a população do concelho que o Estádio Municipal do Cartaxo está aberto esta sexta-feira, até às 22h00, "para apoiar todos os munícipes afetados pela falta de abastecimento de água e eletricidade", na sequência dos efeitos da passagem da depressão Kristin.De acordo com a autarquia, o estádio municipal está "disponível gratuitamente para higiene pessoal, carregamento de telemóveis" e "apoio noutras necessidades essenciais"..A GNR contabilizou 29 vias interditas ou condicionadas no distrito de Aveiro, "maioritariamente por inundação, desmoronamento ou riscos estruturais".Às 08h00 era este o ponto da situação no distrito de Aveiro:Águeda• Rua da Pateira – Fermentelos – inundação• Rua da Ponte – Espinhel – inundação• Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro Sardão – Borralha – inundação (reaberta em 300700JAN26)• Estrada do Campo E.M. 604 – Recardães – inundação• M606 – Águeda – inundação• Estrada do Sarzêdo – Espinhel – inundação• Rua Varanda de Pilates – Almear, Travassô – inundação• Rua do Murtório – Barrô – inundação Arrancada • Rua do Campo – Trofa – inundação • Arrancada–Aguieira – desmoronamento • Rua do Campo – Segadães – inundaçãoAlbergaria-a-Velha • Rua do Ribeiro – Angeja – inundação • EN 230-2 – Angeja – inundaçãoOliveira de Azeméis • Rua de São Martinho – Ossela – inundação • Rua do Centro Social – Macinhata da Seixa – risco de queda de poste de telecomunicaçõesAvanca • Rua dos Moinhos Carvalhal – Chão de Ferreiro, Pardilhó – inundaçãoMealhada • Rua da Fonte – Sernadelo – inundação • Rua da Areia – Ventosa do Bairro – inundação • EM610-3 – Travasso – inundação • Rua de Aveiro – Pampilhosa – inundaçãoAnadia • Rua das Ínsuas – Mogofores – inundaçãoAveiro • EM585 – Requeixo – inundação • Rua da Pateira – Requeixo – inundação • Rua da Ponte da Rata – Eirol – inundação • Rua da Areosa / EN 230 – Eixo – inundaçãoEsmoriz • Rua do Gondesende – desmoronamentoÍlhavo • Largo da Vista Alegre – Ílhavo – ponte da Vista Alegre em mau estadoEstarreja • Rua General Artur Beirão – Canelas – inundação • Rua do Vale – Fermelã – inundação • Rua de Antuã – Salreu – inundação.Bombeiros de uma dezena de corporações estão esta sexta-feira a deslocar-se para as regiões mais afetadas pela depressão Kristin, para ajudar as populações, disse fonte da proteção civil, referindo que durante a noite foram registadas apenas 22 ocorrências.“Temos garantidamente cerca de uma dezena de corporações que estão em deslocação para a região de Leiria. Vão reforçar e ajudar as populações mais afetadas para tentar repor a normalidade o mais rápido possível”, adiantou à Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).De acordo com Elísio Pereira, as corporações de bombeiros são de zonas menos afetadas, de zonas mais próximas dos epicentros e também do sul do país para ajudar.No que diz respeito à situação dos caudais de vários rios, que na quarta-feira causavam preocupação, tal como Mondego e o Sado, Elísio Pereira diz que a situação para já está controlada.“Neste momento, não temos informação de alguma alteração relativamente ao dia de ontem [quinta-feira]. As situações estão controladas e a ser monitorizadas”, indicou.Quanto às ocorrências registadas durante a noite, Elísio Pereira referiu que “foi uma noite muito calma”.“Entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 22 ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas em Portugal continental e sem gravidade. Neste momento, o objetivo é tentar repor, no mais curto espaço de tempo, a normalidade e ajudar as populações”, disse.Lusa.O Município de Figueiró dos Vinhos apelou na quinta-feira "ao humanitarismo, solidariedade e apoio dos portugueses" para que ajudem a população do concelho "a recuperar desta inimaginável situação de crise", na sequência do rasto de destruição causado pela depressão Kristin.⠀De acordo com uma nota divulgada pela autarquia nas redes sociais, "há cidadãos que perderam os bens materiais básicos do seu lar", pelo que o município está recolher donativos de "roupas de cama (lençóis, cobertores, almofadas, etc.), mobiliário de quarto e de sala, eletrodomésticos vários".O ponto de entrega está localizado no Pólo de Formação de Figueiró dos Vinhos, na rua Dr. José Luís Calheiros Ferreira - Quinta do Cabeço..A entrega de bens para pessoas que foram atingidas pelo mau tempo está centralizada no pavilhão dos Pousos, próximo da cidade de Leiria, disse esta sexta-feira à Lusa o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes.“Desde ontem [quinta-feira] que temos um centro de apoio colocado no pavilhão dos Pousos, onde temos já recolhido alguns bens alimentares para as pessoas que não conseguiram ir aos supermercados que ainda estão a funcionar ou que precisem de alguma ajuda nessa parte”, afirmou Luís Lopes.No mesmo local, é feita a “distribuição de lonas e plásticos para que as pessoas possam ir recolher e tapar os telhados que não têm condições agora para reparar”, referiu, pedindo às pessoas que queiram apoiar com bens para que se desloquem àquele pavilhão.“Temos lá as nossas equipas que irão recebê-las e que irão depois acomodar as coisas”, adiantou o vereador. . O município anunciou também que no Balcão Único de Atendimento da Câmara Municipal vai estar, a partir das 10h00, um serviço de ação social e de teleconsultas.Hoje, prosseguem trabalhos no concelho “com várias operações de desobstrução, limpezas, reposição das vias, já até de tentativa de reparação de algumas estruturas públicas que são importantes para o quotidiano das pessoas”, adiantou o autarca.“Vamos continuar a fazer isso até conseguirmos chegar a todos os locais e termos a certeza de que toda a gente consegue circular e sair das suas casas”, declarou o autarca, explicando que continuam os trabalhos para “criar condições também para que haja restabelecimento, quer de corrente elétrica, quer de abastecimento de água”.Neste caso, Luís Lopes apontou a articulação com a E-Redes, Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria, e Águas do Centro Litoral.Lusa.Mais de 290 mil clientes da E-Redes continuavam às 06h30 desta sexta-feira sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, na quarta-feira, informou a empresa.Segundo informação enviada à agência Lusa, o distrito de Leiria continuava a ser a zona mais afetada com cerca de 221 mil clientes afetados.No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o "estado de emergência", tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.Lusa.Chuvas provocam marco histórico no Algarve: reservas de água atingem 400 hm³ e todas as barragens realizam descargas preventivas.A circulação ferroviária em vários troços das Linhas do Norte, Douro, da Beira Baixa, do Oeste, Urbanos de Coimbra e Serviço Regional entre Coimbra B e Entroncamento estava às 06h50 suspensa na sequência da tempestade de quarta-feira.Após dois dias com centenas de situações provocadas pela depressão Kristin, hoje de madrugada, não foram registadas “ocorrências significativas”, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em declarações à agência Lusa pelas 06h30.Na sua página na rede social Facebook, a CP indica que devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental a circulação nas Linhas do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo e a Linha do Oeste continuam suspensas.De acordo com a CP, estão igualmente suspensos os comboios Urbanos de Coimbra, entre Coimbra B e Alfarelos, o Serviço Regional entre Coimbra B e o Entroncamento e a Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso.Na nota, a CP adianta que na quinta-feira à noite foi retomada a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, mas apenas para o serviço regional no troço Covilhã-Guarda.Lusa.O comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, desloca-se esta sexta-feira à Marinha Grande (Leiria) com o ministro da Presidência, numa visita às áreas afetadas.Joergensen acompanha António Leitão Amaro numa "visita às áreas afetadas do concelho", que arranca às 10h15 na Câmara Municipal da Marinha Grande, e que conta também com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, de acordo com a agenda do ministro da Presidência.Na quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu na rede social X que Dan Joergensen, estaria em "Portugal para colaborar com as autoridades, que continuam a avaliar a dimensão total dos danos", numa visita que já estava prevista - focada nos temas do alojamento acessível e das interligações - e que incluirá agora esta dimensão. .Na quarta-feira, através da mesma rede social, Dan Joergensen indicou que o executivo comunitário está disponível para prestar apoio, bem como em “contacto estreito” com as autoridades em Portugal e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade devido aos cortes resultantes da tempestade.. Leitão Amaro, lê-se ainda na nota divulgada, desloca-se às 12h30 ao Hospital de Leiria, às 14h00 ao Hospital da Figueira da Foz, e, duas horas depois, vai estar em Meirinhas, município de Pombal, para uma "visita às áreas afetadas do Parque Industrial".Lusa. O candidato a Presidente da República André Ventura cancelou a arruada prevista para a manhã desta sexta-feira, em Espinho, e vai participar numa recolha de bens essenciais para as populações afetadas pelo mau tempo.A candidatura informou esta noite os jornalistas que, “devido ao estado de calamidade, o candidato presidencial André Ventura irá cancelar a arruada” que estava marcada para as 11h30, em Espinho, distrito de Aveiro.Na quinta-feira, o Governo decidiu decretar a situação de calamidade em cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira (distrito de Coimbra), a norte, até aos de Lourinhã e Torres Vedras (no distrito de Lisboa), a sul. Ou seja, o concelho de Espinho não está abrangido.Este era o primeiro ponto do dia da campanha de André Ventura para a segunda volta das eleições presidenciais, que vai disputar a 8 de fevereiro com António José Seguro.Em vez disso, o candidato e líder do Chega “irá organizar uma recolha de bens de primeira necessidade para apoiar as populações afetadas pela última tempestade”, no Largo da Câmara Municipal de Espinho, indicou a candidatura numa mensagem divulgada à comunicação social.Na quinta-feira, a candidatura presidencial de António José Seguro também decidiu cancelar a sessão de campanha prevista para essa noite em Almeirim, no distrito de Santarém, devido à tempestade que afetou a região e ativou planos de emergência no distrito.André Ventura visitou na quinta-feira a cidade de Leiria, uma das mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias, para ver alguns dos estragos, e disse estar "bastante impressionado" com o "grau de devastação" que encontrou.O candidato apoiado pelo Chega defendeu também que os políticos devem "ir ao terreno, ouvir as pessoas".Lusa.Vários distritos de Portugal continental mantêm-se esta sexta-feira (30 de janeiro) e sábado com vários avisos devido à agitação marítima, chuva e vento fortes e queda de neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga já estão sob aviso laranja até à 21h00 desta sexta-feia, passando depois a vermelho até às 03h00 de sábado por causa da ondulação, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 7 a 8 metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima.Também os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro e Coimbra estão a laranja entre as 09h00 de hoje e as 15h00 de sábado, passando depois a amarelo por causa da agitação marítima forte.O IPMA emitiu também aviso amarelo para os distritos de Bragança, Leiria entre as 12h00 e as 21h00 de hoje e para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Lisboa, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 12h00 de hoje e as 00h00 de sábado devido ao vento forte com rajadas até 110 quilómetros por hora nas terras altas.Os distritos de Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga também vão estar com aviso amarelo entre as 09h00 e as 15h00 de hoje por causa da chuva persistente e por vezes forte, em especial nas zonas montanhosas.O IPMA colocou também os distritos de Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Viana do Castelo e Braga a amarelo por causa da queda de neve acima de 1000/1200 metros entre as 12h00 de hoje as 09h00 de sábado.A costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo também estão sob aviso amarelo entre as 06h00 e as 18h00 de hoje devido à agitação marítima entre as 09h00 e as 15h00 de hoje.Lusa.Declarado Estado de Calamidade em 60 municípios. Von der Leyen promete ajuda a Montenegro.Hospitais e centros de saúde do Oeste com "cirurgias e consultas adiadas" e "vacinas em risco de ir para o lixo"