Presidenciais 2026. Cotrim lança apelo: “Quem não quiser eleger António José Seguro, vote em mim”

Acompanhe aqui as últimas horas da campanha eleitoral, com os candidatos a tentarem convencer o eleitorado nas várias ações previstas para este dia. As eleições realizam-se no domingo (18 de janeiro).
João Cotrim de Figueiredo no mercado de Guimarães.
João Cotrim de Figueiredo no mercado de Guimarães.FOTO: HUGO DELGADO/LUSA

Catarina Martins: “Quando me candidatei não me candidatei a fazer as contas aos outros ou com taticismo"

Catarina Martins no Mercado Municipal de Guimarães.
Catarina Martins no Mercado Municipal de Guimarães.FOTO: ESTELA SILVA/LUSA

Catarina Martins disse hoje ver os outros candidatos presidenciais a fazer contas, sem que da soma entre eles resulte qualquer ideia, e defendeu que quem não tem um projeto para o país nem devia ter-se candidatado.

“Há tantos candidatos a fazer contas, mas todos somados não têm uma ideia para o país”, repetiu a candidata apoiada pelo BE.

No último dia da campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Catarina Martins visitou o Mercado Municipal de Guimarães, onde fez um balanço das últimas duas semanas, comparando a sua campanha à dos adversários.

“Não há dia nenhum em que eu não tenha conjugado o contacto com a população para ouvir o que as pessoas dizem, com um projeto para o país, com mostrar o que eu acho que pode ser uma Presidente da República que responda às pessoas”, recordou a candidata.

Entre as idas a feiras e mercados e os debates temáticos ou visitas a projetos sociais que considera serem bons exemplos, Catarina Martins quis levar para a campanha temas que diz serem estruturantes e que devem ser prioridade do próximo Presidente da República, como a saúde, habitação, ambiente ou a revolução tecnológica.

Olhando para a campanha dos restantes candidatos, diz não ter visto o mesmo compromisso, mas antes um jogo de estratégia político e apelos ao voto útil.

“Quando me candidatei não me candidatei a fazer as contas aos outros ou com taticismo. Candidatei-me porque eu gosto mesmo muito de Portugal”, afirmou a candidata, numa resposta ao facto de o candidato Jorge Pinto ter admitido compreender aqueles que votem em Seguro. A antiga líder do BE acrescentou que “quem não tem um projeto para o país nem sequer se devia ter candidatado”.

“Eu sei de que lado estou. Os grandes interesses económicos têm muita gente para os defender, mas quem vocês aqui veem, que depende do seu salário e conta os tostões para chegar ao fim do mês, quem tem uma pensão baixa depois de uma vida de trabalho, os jovens que desesperam porque não encontram uma casa… Esses sabem que é comigo que contam”, sublinhou.

Por isso, Catarina Martins repetiu o apelo ao voto com convicção, um voto que – defendeu a candidata – representa a crença numa “democracia de iguais” e de que o chefe de Estado “pode ser a voz fundamental” na defesa dos salários, pensões, acesso à saúde, à educação e à habitação.

“Tem sido extraordinário a quantidade de pessoas que vêm falar comigo e que sabem que eu represento essa força de um país que quer viver melhor, em que as pessoas se ajudam, são solidárias, e em que quem trabalha pede que a política responda às suas necessidades”, afirmou.

Num mercado em que recebeu o apoio de várias mulheres, que defenderam que é hora de ter uma mulher na Presidência da República, a única candidata apelou também ao voto dos homens que querem quebrar o ‘tabu’ de que o chefe de Estado deve ser um homem.

“Eu quero um país de homens e mulheres que lutam pela igualdade e sei que há muitos homens neste país que sabem que está na altura de quebrar um tabu de que uma mulher não pode chegar à Presidência da República, porque eu sei que há muitos homens que também sabem que uma democracia em que as mulheres têm voz é uma democracia mais forte”, justificou.

Lusa

Gouveia e Melo avisa que democracia estará em perigo se, na segunda volta, Ventura tiver apoio da IL e liberdade de voto no PSD

Gouveia e Melo afirmou hoje que a democracia estará em risco se André Ventura, numa segunda volta contra António José Seguro, tiver o apoio da IL e beneficiar da liberdade de voto no PSD.

Esta posição foi transmitida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada em declarações após uma ação de campanha no Mercado de Benfica, em Lisboa.

Tal com fez na véspera, durante um comício da sua candidatura no Porto, Gouveia e Melo voltou a deixar avisos aos cidadãos de esquerda sobre uma possível vitória do líder do Chega numa segunda volta das eleições presidenciais, se tiver como adversário o antigo secretário-geral do PS.

“Se eu passar à segunda volta, nenhum partido de esquerda ou de direita perde”, sustentou, procurando assim colocar-se como o melhor candidato para captar votos, quer na direita democrática, quer na esquerda.

Mas, na sua perspetiva, se Seguro disputar a segunda volta com André Ventura, isso já não acontecerá.

“A esquerda é minoritária neste momento. Se o PSD dá liberdade de voto e com a Iniciativa Liberal (IL) a dizer que apoia o candidato do Chega [numa segunda volta], estamos numa situação verdadeiramente perigosa para o sistema democrático”.

Por isso, para o almirante, nesta primeira volta, “quem vota à esquerda precisa de ter cuidado”. “Tem de pensar nisto porque a eleição presidencial tem duas voltas. Não basta um candidato passar à primeira volta”, argumentou.

Lusa

Marcelo avisa que o seu sucessor terá uma "tarefa mais difícil" que a sua

Marcelo Rebelo de Sousa avisou hoje que o seu sucessor como Presidente da República vai ter "uma tarefa mais difícil" porque "o mundo e, em particular, a Europa, estarem mais imprevisíveis". "É difícil a tarefa que ele terá em comparação com a minha, sublinhou.  

Cotrim revela que já apresentou queixa contra ex-assessora que o acusou de assédio

João Cotrim de Figueiredo disse ainda em Guimarães que já foi apresentada a prometida queixa na justiça contra a ex-assessora da Iniciativa Liberal, sobre a acusação de um alegado caso de assédio sexual.

O candidato disse ainda que, se for eleito, não irá sentir a pressão de um cargo tão exigente como o de Presidente da República.

"Eu lidei com pressões bastante maiores na minha vida, obtendo resultados. Fi-lo, em cada momento, da forma que me pareceu mais adequada”, sublinhou.

Cotrim lança apelo: “Quem não quiser eleger António José Seguro, vote em mim”

João Cotrim de Figueiredo no mercado de Guimarães.
João Cotrim de Figueiredo no mercado de Guimarães.FOTO: HUGO DELGADO/LUSA

No início do último dia de campanha, João Cotrim de Figueiredo lançou um apelo ao voto lembrando que “só há três candidatos com hipóteses de ir à segunda volta” e, nesse sentido, definiu o voto na sua candidatura como útil: "Quem não quiser eleger António José Seguro, vote em mim.”

A ideia de Cotrim passa pela elevada taxa de rejeição dos eleitores em André Ventura numa segunda volta das Presidenciais, pelo que considera que só ele terá capacidade de vencer António José Seguro.

Em visita ao mercado de Guimarães, Cotrim de Figueiredo explicou ainda por que razão disse ontem que Seguro dá sono e Ventura é um pesadelo: “O sono é algo que nos adormece e que não nos dá particular energia nem movimento. E um pesadelo é aquilo que nos inquieta e que nos preocupa e que nos deixa ansiosos.”

Cotrim enalteceu, tendo por base as sondagens, que o crescimento da sua candidatura - com um sentido de voto na ordem dos 20% - "é raro na política portuguesa e merecerá ser inspiração para outras batalhas políticas do futuro”.

Emigrantes portugueses nos EUA relatam dificuldades em votar

A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores. 

Na Costa Oeste, os emigrantes recenseados terão de se deslocar ao Consulado-Geral de Portugal em São Francisco, na Califórnia, para poder exercer o direito de voto presencial, tendo de percorrer em muitos casos cerca de 600 quilómetros. A sua jurisdição abrange 13 estados: Califórnia, Alasca, Arizona, Montana, Idaho, Wyoming, Colorado, Havai, Utah, Nevada, Washington, Oregon e Novo México, além de territórios do Guam, Samoa Americana e Ilhas da Micronésia.

Mas é na Califórnia que reside o maior número de portugueses e luso-americanos e, tendo em conta a dimensão do estado, a situação está a deixar muitos emigrantes frustrados, segundo relataram à Lusa. 

“Para mim falar de eleições é falar de direito ao voto, mas quando o voto presencial é um requisito das eleições presidenciais eu sinto que esse direito é quase impossível de exercer”, disse à Lusa Nuno Duarte Silva, emigrado desde 2012 em Santa Mónica. 

“Para um português que viva na área metropolitana de Los Angeles, significa uma viagem de carro de sete horas e meia até ao consulado em São Francisco. Ou então ir de avião”, indicou. “As duas opções são dispendiosas e não estão ao alcance de qualquer um”. 

O português referiu que a distância é de cerca de 600 quilómetros e seria o equivalente a obrigar lisboetas a votar em Madrid ou algarvios a ir a uma urna de voto no Porto. 

“Idealmente deveria haver a opção do voto por correio tal como existe nas eleições parlamentares”, sugeriu Nuno Duarte Silva. “Honestamente, não percebo porque essa opção não é possível para estas eleições”.

Anita Rocha, que se mudou para o sul da Califórnia há 10 anos, nunca foi votar presencialmente a São Francisco. “É uma viagem longa de carro e dispendiosa se for de avião”, disse, apontando que isso implica marcar estadia num hotel. 

“Não consigo entender porque não poderia ser possível votar por correio como fizemos nas legislativas”, questionou. 

O engenheiro eletrotécnico Nelson Abreu poderá fazer a viagem para votar, mas apenas na segunda volta e aproveitando a deslocação para uma mini fuga de fim-de-semana com a mulher. 

O português chegou mesmo a pedir um orçamento para um autocarro que pudesse levar vários cidadãos ao consulado e facilitar o voto, mas o custo revelou-se demasiado elevado: cerca de 2.000 euros.  

Para Sara Ortins, que tem uma criança pequena, deslocar-se ao consulado-geral é difícil devido à distância e ao custo e a portuguesa não conta votar nesta eleição.  

“Se houver no futuro voto eletrónico, será o melhor para nós e uma opção mais plausível”, indicou. “Não havendo, não sei se vamos conseguir votar tão cedo numas presidenciais”.

Lusa

Seguro: "Não basta ter o voto no coração e na cabeça. Dêem-me uma oportunidade para mostrar o que valho"

António José Seguro  começou o dia de campanha no mercado de Vila do Conde.
António José Seguro começou o dia de campanha no mercado de Vila do Conde.FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

António José Seguro alertou esta sexta-feira, 16 de janeiro, que "não basta ter o voto no coração e na cabeça", mas é necessário as pessoas irem votar em si no domingo, alertando que nada está ganho.

"Não basta terem o voto no coração e na cabeça. É necessário irem pôr a cruzinha no quadrado à frente da fotografia do Seguro. Dêem-me uma oportunidade para mostrar o que valho", disse hoje à chegada do mercado e feira de Vila do Conde, no distrito do Porto.

Afirmando que as pessoas já lhe fazem sugestões para a Presidência da República, Seguro vincou que é necessário que a "simpatia" e "esperança" seja "concretizada e que cada portuguesa e cada português vá votar no próximo domingo".

"Só serei presidente se a maioria dos portugueses votarem em mim. Tenho essa confiança, muita confiança", afirmou.

Questionado sobre se espera declarações dos candidatos à esquerda semelhantes às de Jorge Pinto ou se esperava algum "telefonema ou surpresa" hoje, negou, garantindo ser igual a si próprio.

"Cada candidato faz o que entende. Da minha parte, eu faço aquilo que devo, que é falar com os portugueses", dizendo depois que avançou com a sua candidatura em 15 de junho por sentir convicção e que podia servir o país como Presidente da República.

"Tenho um perfil de diálogo, sou firme nos meus valores e nos meus princípios, sou leal à Constituição da República Portuguesa, não gosto de muitas coisas que vejo, em particular na saúde, onde há gente a sofrer sem necessidade, e venho com muita convicção e muita firmeza para melhorar o que está bem e mudar muito o que está mal", assinalou.

Lusa

Especialistas dizem que emigrantes poderão ter peso maior nestas eleições

Os votos dos emigrantes, que tradicionalmente têm pouca expressão, poderão ter um peso maior na eleição do próximo Presidente da República português do que em outros sufrágios, de acordo com especialistas nesta área contactados pela Lusa.

“O voto da emigração poderá não fazer a diferença, mas poderá ser importante, porque quanto menor é a diferença nas intenções de voto dos candidatos, maior evidentemente é a possibilidade de um reduzido número de votos fazer a diferença”, disse à Lusa o politólogo António Costa Pinto.

Nas últimas presidenciais (2021), votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes inscritos para este escrutínio, que reelegeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Os portugueses que residem no estrangeiro apenas podem votar presencialmente nas eleições presidenciais, o que representa dificuldades acrescidas, dadas as grandes distâncias que em alguns casos têm de percorrer.

O historiador e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) ressalva as diferenças entre as eleições legislativas e as eleições presidenciais, no que diz respeito à participação dos emigrantes.

“Os emigrantes estão representados na Assembleia da República e, portanto, os partidos têm uma capacidade de mobilização maior junto da comunidade emigrada, enquanto as eleições presidenciais são unipessoais e não têm constituição da emigração.

E prosseguiu: “Uma parte dos candidatos nem sequer faz campanha eleitoral na emigração, enquanto nas legislativas isso é sempre feito”.

Para António Costa Pinto, as eleições que se disputam no domingo são “relativamente excecionais”, dado contarem com um número de candidatos muito elevado, um número de candidatos de partido muito elevado e, eventualmente, duas voltas.

Nestas circunstâncias, referiu, existe uma maior possibilidade de “um reduzido número de votos fazer a diferença”.

Jorge Malheiros, geógrafo e especialista na área da emigração, ressalva um aspeto interessante nestas presidenciais, cuja primeira volta se realiza no domingo: “Cinco candidatos aparecem separados por valores relativamente reduzidos nas sondagens. Pode acontecer que o voto da emigração seja mais determinante do que noutros casos”.

E explica que isso se deve ao facto de, “como as diferenças são pequenas, pode acontecer que sejam os votos dos emigrantes aqueles que vão contribuir para que um candidato que, por exemplo, tenha menos votos no território nacional, possa, com os votos da emigração, passar para uma posição que lhe permita chegar à segunda volta”.

“Ao contrário de outras eleições, nestas presidenciais os votos dos emigrantes podem ter um peso maior no processo de decisão”, acrescentou.

Lusa

Seguro com 20 pontos de vantagem em relação a Ventura na segunda volta, indica sondagem DN/Aximage

João Cotrim de Figueiredo no mercado de Guimarães.
Sondagem DN/Aximage: Seguro com 20 pontos de vantagem em relação a Ventura na segunda volta

Domingo com frio e sol na generalidade do território

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para domingo, dia de eleições presidenciais, temperaturas muito baixas, mas sol na generalidade do território.

De acordo com Paula Leitão, meteorologista do IPMA, para domingo estão previstas temperaturas muito baixas, aguaceiros fracos, mas apenas no interior e durante a madrugada, alguma nebulosidade, mas tempo seco na maior parte do território.

“Hoje e amanhã [sábado] continuamos com aguaceiros. Hoje ainda pode haver trovoadas e granizo, principalmente nas regiões do litoral durante a manhã. Amanhã [sábado] também há condições para ocorrer granizo”, referiu.

Segundo a meteorologista, está também previsto para hoje e sábado, queda de neve nos 1.200 metros de altitude, tendo sido emitido aviso amarelo.

“No domingo, vamos ter um dia com menos nebulosidade, no entanto haverá alguma nebulosidade na região do interior sul durante a madruga e pode haver alguma neve na Serra de São Mamede e em alguns pontos mais altos, e aguaceiros menos frequentes, mas a maior parte do território terá céu pouco nublado ou mesmo limpo”, disse.

Também no domingo, o vento vai soprar do quadrante norte, sendo mais intenso na faixa costeira, acentuando a sensação de frio.

Quanto às temperaturas, a meteorologista adiantou que vão estar bastante baixas com previsão de uma mínima de -3 e uma máxima de 09 para Bragança, Porto entre 03 e 12 de máxima, Lisboa entre 05 e 12, no Alentejo entre 03 e 12 e Faro uma máxima de 14 graus.

“Assim, vamos ter uma madrugada de domingo fria em alguns locais com nevoeiros e com possibilidade formação de gelo ou geada, um dia de sol com vento a soprar de norte sendo mais intenso na faixa costeira”, disse.

Lusa

Último dia da campanha eleitoral. Saiba onde vão andar os candidatos

Bom dia,

Siga aqui as últimas horas da campanha eleitoral, com os candidatos a tentarem convencer o eleitorado a votar nas suas candidaturas no próximo domingo, 18 de janeiro.

André Ventura irá fazer a descida do Chiado, em Lisboa, António José Seguro procura cativar os portugueses a norte do país, com deslocações a Vila do Conde e Gaia. Henrique Gouveia e Melo irá terminar a campanha em Lisboa com um comício no Pátio da Galé e Marques Mendes finaliza o dia num contacto com população em Algés.

Cotrim de Figueiredo encerra a campanha com um comício em Braga e António Filipe tem, pelas 17h45, um desfile com início no Largo do Chiado. Já Catarina Martins irá terminar o dia com um jantar na Associação de Moradores da Bouça, no Porto. 

Veja aqui como vai ser o último dia da campanha eleitoral:

João Cotrim de Figueiredo no mercado de Guimarães.
A sexta-feira dos candidatos: Ventura faz descida do Chiado, Seguro procura cativar portuenses
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