O líder do PSD e primeiro-ministro Luís Montenegro atribuiu esta sexta-feira as investigações da Polícia Judiciária à sede nacional do Partido Socialista ao bom funcionamento das instituições.“A única coisa que é importante registar é que as instituições estão a funcionar e, portanto, temos de aguardar o seu trabalho”, disse o presidente social-democrata em Ansião, no distrito de Leiria, à entrada para uma ação de campanha às eleições diretas do PSD do próximo sábado.Luís Montenegro ainda acrescentou que o país tem “de aguardar o trabalho das instituições de investigação”, salientando que Portugal tem uma democracia “cada vez mais transparente e imune à prevaricação e à irregularidade”.O PS confirmou esta sexta-feira que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede nacional, em Lisboa, afirmando que as diligências estão relacionadas com um dos seus trabalhadores e não com o partido.“O Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do Partido Socialista, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores”, refere o PS, em comunicado enviado à Lusa.No mesmo comunicado, o PS sublinha que o partido “não é, como tal, visado pela investigação” da Polícia Judiciária.O PS acrescenta que está a colaborar com a PJ em tudo o que está a ser solicitado, “no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito”.O comunicado do PS foi divulgado na sequência de uma operação da Polícia Judiciária em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, envolvendo a adjudicação de contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia, e da qual resultaram cinco detenções.Segundo a CNN Portugal, um dos detidos será Duarte Moral, assessor de imprensa do PS.Sobre a operação, a Polícia Judiciária (PJ) indicou hoje de manhã que até ao momento foram realizadas quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma, e constituídos 37 arguidos.Em causa está a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.Na nota, a PJ diz que na operação estão em causa “procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público”.A operação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, intitulada “Imergente”, visa o cumprimento de 60 mandados de busca domiciliária e 32 mandados de busca não domiciliária, nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra.A operação mobilizou cerca de 400 inspetores e peritos da Polícia Judiciária e sete magistrados do Ministério Público..PJ faz cinco detenções e buscas na sede do PS. Investigados contratos de quase dois milhões de euros.José Luís Carneiro garante que o PS não está a ser visado na investigação da Polícia Judiciária.Antigo jornalista e assessor de Costa e Carneiro. Quem é Duarte Moral, implicado na operação "Imergente"?.PS quer distanciar-se de investigação que envolve autarca e assessor socialistas.Operação "Imergente". Miguel Coelho suspende mandato como deputado municipal do PS em Lisboa