Duarte Moral, ao centro, foi assessor de António Costa nos ministérios da Justiça e da Administração Interna, e tem trabalhado no gabinete de comunicação do PS, junto de José Luís Carneiro.
Duarte Moral, ao centro, foi assessor de António Costa nos ministérios da Justiça e da Administração Interna, e tem trabalhado no gabinete de comunicação do PS, junto de José Luís Carneiro.Foto: Leonardo Negrão

Antigo jornalista e assessor de Costa e Carneiro. Quem é Duarte Moral, implicado na operação "Imergente"?

Passou pelas redações do Público, de A Capital e do Diário de Notícias, para além de ter alternado a vida jornalística com a assessoria no PS, junto de António Costa em dois ministérios e na CML.
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O PS confirmou em comunicado que na manhã desta quinta-feira, 28 de maio, a Polícia Judiciária estava na sede do partido “a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores". O nome não é referido, mas trata-se de Duarte Moral, antigo jornalista do Público e do Diário de Notícias, que antes e depois passou por outras publicações, ainda que grande parte do seu percurso profissional tenha passado pelo PS, tendo feito essa aproximação ainda nos governos de António Guterres.

"A operação 'Imergente'", como a PJ designou a investigação, de acordo com um comunicado divulgado por esta força de segurança, "mobilizou cerca de 400 inspetores e peritos da Polícia Judiciária e sete magistrados do Ministério Público".

Duarte Moral, um dos cinco detidos no decurso desta megaoperação - tal como a sua mulher, Rute Reimão, segundo a CNN Portugal - será um dos que "serão presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação".

Na base da ligação de Duarte Moral a este processo estarão alegadas contratações por ajuste direto feitas à empresa de comunicação de que o atual assessor do PS é sócio, Diálogo Emergente.

"Em causa estão procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público", explica a PJ, sem referir nomes, apenas levantando o véu do que está por trás do processo de investigação.

Na década de 1990, Duarte Moral trabalho una editoria de Política do jornal Público, antes de transitar oficialmente para a assessoria de António Costa, ministro da Justiça entre 1999 e 2000, no Governo de António Guterres.

Em 2001,passou pelo jornal independente para profissionais de comunicação Meios & Publicidade. Entre sensivelmente 2002 e 2005, Duarte Moral trabalhou na redação do Diário de Notícias, onde foi editor de Desporto. Ainda em 2005, regressou ao PS, para assessorar o ministro da Administração Interna António Costa, na altura no Governo de José Sócrates. Duarte Moral manteve o cargo até 2007.

Em dois períodos distintos – entre 2007 e 2009, e 2015 e 2017 – foi também assessor do grupo parlamentar do PS.

Atualmente, Duarte Moral assumia as funções de assessor de imprensa do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.

"O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária", sublinha o partido no comunicado desta manhã, acrescentando que, "como é seu dever, o Partido Socialista está  a colaborar com a Polícia Judiciária em tudo quanto lhe é por esta solicitado, no sentido de assegurar a boa condução  das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito".

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