O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse que o PS não está a ser visado na investigação da Polícia Judiciária que levou à realização de buscas na sede nacional, no Largo do Rato, bem como à detenção do seu assessor Duarte Moral, mas garantiu que tudo fará "para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do PS, seja a nivel local, seja a nível nacional".Falando nos Passos Perdidos, numa intervenção iniciada poucos minutos antes do toque de chamada para o início da sessão plenária na Assembleia da República, o que abreviou o número de perguntas a que respondeu, José Luís Carneiro disse esperar que todos os factos sejam apurados. E acrescentou que, "a terem sido cometidos crimes, todos os responsáveis devem naturalmente ser responsabilizados pelos mesmos"."Tudo farei para que o apuramento dos factos seja cabal, e para que seja feita justiça", disse o secretário-geral do PS, garantindo não ter informações sobre a operação, tirando as que foram divulgadas pela comunicação social. E sem confirmar que Duarte Moral, com quem estivera na Assembleia da República na véspera, tenha sido detido pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação.José Luís Carneiro salientou que o PS irá cooperar com a Justiça "para que se salvaguarde a legalidade", nomeadamente no que diz respeito à utilização de dinheiros públicos. Mas nas curtas declarações aos jornalistas evitou pronunciar-se sobre os contornos de uma investigação de que disse ter "informação muito escassa".Até ao momento houve cinco detenções, uma das quais por posse de arma proibida. E sabe-se que, além de Duarte Moral, um dos envolvidos é o antigo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, que não foi detido, mas renunciou entretanto ao mandato de deputado municipal do PS na Assembleia Municipal de Lisboa. Estão em causa suspeitas de crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato, abuso de poderes, burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada..PJ faz cinco detenções e buscas na sede do PS. Investigados contratos de quase dois milhões de euros.Operação "Imergente". Miguel Coelho suspende mandato como deputado municipal do PS em Lisboa