Acusação de assédio e "falta de clareza" nas declarações. Cotrim assume que teve dia "particularmente difícil"

Acompanhe aqui a campanha eleitoral dos candidatos à Presidência da República na derradeira semana antes das eleições marcadas para este domingo, 18 de janeiro.
Cotrim de Figueiredo admite que segunda-feira foi um dia particularmente difícil
Cotrim de Figueiredo admite que segunda-feira foi um dia particularmente difícilPAULO NOVAIS/LUSA

Cotrim assume que foi “bastante infeliz” ao dizer que não excluía apoio a nenhum candidato

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo assumiu hoje que dizer que não excluía o apoio a nenhum candidato numa eventual segunda volta, incluindo Ventura, foi “um momento bastante infeliz” e de “falta de clareza” que associa a “um dia difícil”.

“Porque é que eu fiz aquelas declarações eu próprio gostava muito de perceber, mas não consigo explicar o que é que me passou pela cabeça”, confessou o também eurodeputado, no final de uma visita ao Lar da Fundação Mariana Seixas, em Viseu.

Cotrim de Figueiredo visita Lar da Fundação Mariana Seixas, em Viseu.
Cotrim de Figueiredo visita Lar da Fundação Mariana Seixas, em Viseu.PAULO NOVAIS/LUSA

Reconhecendo que foi “um momento bastante infeliz” da sua parte, o antigo líder da Iniciativa Liberal (IL) disse que a única coisa que deveria ter dito, e que é o que realmente pensa, é que só admite um cenário de segunda volta em que esteja, todo o resto não lhe diz respeito.

“Quis mostrar claramente que não me comprometia com nenhum candidato e acabei a comprometer-me com todos, foi isso que deu origem ao equívoco, não fui claro, assumo essa falta de clareza, não consigo explicar muito bem”, insistiu.

Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela IL, considerou que essa sua falta de clareza talvez se tenha devido a um dia “particularmente difícil”, referindo-se à denúncia de uma ex-assessora parlamentar da IL de assédio sexual.

Foi um dia particularmente difícil e eu não quero desculpar-me com as notícias que vieram, entretanto, a lume [denúncia de assédio], mas, de facto, foi um dia difícil e, isso, talvez tenha toldado o discernimento e a capacidade de corrigir as declarações”, confidenciou.

Lusa

Cotrim Figueiredo sobre acusação de assédio sexual: "Não me vai derrubar"

O candidato presidencial assume ter vivido horas "difíceis" depois da acusação de assédio sexual por uma ex-assessora parlamentar da Iniciativa Liberal (IL). É um "assunto" que "é muito doloroso", disse Cotrim Figueiredo, referindo que "está em curso a entrada de uma queixa por difamação".

Na sequência da acusação de assédio, 30 mulheres que trabalharam com Cotrim Figueiredo garantiram, numa carta aberta, que “nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados” por parte do candidato apoiado pela IL.

"Agradeço as muitas centenas de mensagens que recebi, homens, mulheres, pessoas que trabalharam comigo", afirmou aos jornalistas, durante uma ação de campanha.

"O timing é realmente suspeito. Se isto tiver que ver com alguma tática política contra a minha candidatura, com medo de que eu possa fazer sombra ou excluir alguém da segunda volta, não é isto que me vai derrubar", assegurou.

Emigrantes poderão ter de votar na segunda volta com boletins da primeira

Uma segunda volta nas presidenciais implica novos boletins de voto, mas alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial.

Os portugueses vão escolher o Presidente da República no próximo domingo, podendo os eleitores portugueses no estrangeiro fazer a sua escolha nesse dia e também um dia antes, sempre presencialmente.

No caso de existir uma segunda volta, os eleitores emigrantes poderão votar a 07 e 08 de fevereiro.

Isto implica que os boletins de voto para esta segunda volta terão de ser elaborados, impressos em Portugal e enviados para os países onde residem estes eleitores portugueses.

O tempo não é largo e o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans, garante que já existe um plano B para o caso de os novos boletins não chegarem a tempo a todos os eleitores portugueses no estrangeiro: usarão os boletins da primeira volta.

No entanto, o objetivo é que, existindo uma segunda volta nesta corrida eleitoral, os novos boletins cheguem aos eleitores, para o que serão acionados os meios possíveis.

O número de eleitores recenseados para as eleições de domingo é de 11.039.672, dos quais 1.777.019 votam no estrangeiro, o que representa mais 226.956 portugueses a residir no estrangeiro do que em 2021.

Lusa

Leia a opinião de Fernanda Câncio

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Não, nunca houve umas presidenciais assim

Defesa. Ameaças de Trump fazem candidatos presidenciais pedir autonomia europeia

Gronelândia é lateral nas Presidenciais. Seguro e Mendes não atacam Trump. Almirante vê “deriva”. Cotrim e Jorge Pinto querem preparar Portugal. Ventura foi único a não condenar ação na Venezuela.

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Inês Sousa Real apoia Seguro

A porta-voz do PAN apoia António José Seguro, a título pessoal. Em entrevista à TSF, Inês Sousa Real lembra que o partido não apoia nenhuma candidato na primeira volta das presidenciais, mas irá fazer um balanço e "se necessário irá apoiar um candidato" na segunda volta.

"Eu pessoalmente, Inês Sousa Real, decidi que o único candidato que reúne neste momento as condições de salvaguardar a Constituição, de salvaguardar os valores democráticos que queremos acarinhar e preservar e que se apresentou a esta candidatura e até de garantir algum equilíbrio que não existe (...) acho que, neste caso, António José Seguro, é o único candidato que está neste momento em condições de preservar estes valores da nossa Constituição, preservar a defesa dos direitos das mulheres, como é o caso da violência doméstica", disse.

Carta aberta: 30 Mulheres garantem nunca terem vivido ou presenciado comportamentos inadequados por parte de Cotrim

Trinta mulheres que trabalharam com Cotrim Figueiredo garantiram hoje, numa carta aberta, que “nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados” do candidato presidencial, após a acusação de assédio sexual por uma ex-assessora parlamentar da Iniciativa Liberal (IL).

“Nenhuma de nós vivenciou ou presenciou comportamentos inadequados nas interações que tivemos, incluindo em contextos de trabalho com várias mulheres na equipa nos quais o ambiente se manteve profissional e respeitador”, afiançaram na missiva, distribuída aos jornalistas.

Na segunda-feira, Cotrim Figueiredo frisou que a denúncia de assédio sexual é “absolutamente e completamente falsa” e que vai avançar com uma queixa-crime.

O candidato, apoiado pela IL, repetiu, várias vezes, que a denúncia é “completamente falsa”, motivo pelo qual está de “consciência absolutamente tranquila”.

Na carta, as mulheres relataram que, ao longo do período em que trabalharam com o antigo líder da IL, foram sempre tratadas com respeito, profissionalismo e consideração.

“O objetivo deste texto é apenas acrescentar ao espaço público um testemunho honesto e coletivo sobre aquilo que conhecemos em primeira mão”, afirmaram.

Em sua opinião, a ligeireza com que se colocam em causa a integridade e a reputação de uma pessoa é irresponsável e contribui para um clima de suspeição que não serve a verdade.

“Como o silêncio de quem conhece a realidade também pode ser uma forma de injustiça, escolhemos falar”, acrescentaram.

Situações desta natureza devem ser analisadas com seriedade, justiça e respeito por todas as partes envolvidas, sublinharam as subscritoras da missiva, concluindo que foi um privilégio trabalhar com Cotrim Figueiredo.

Entre as subscritoras da carta estão as apresentadoras de televisão Iva Domingues e Filipa Garnel, as deputadas da IL na Assembleia da República Joana Cordeiro e Angélique Da Teresa e a ex-deputada liberal Patrícia Gilvaz.

Lusa

Cotrim de Figueiredo admite que segunda-feira foi um dia particularmente difícil
Cotrim nega ter assediado ex-assessora parlamentar da IL. Gouveia e Melo diz que Seguro “nem controlou o PS”

César apoia Seguro e pede concentração de votos já na 1.ª volta

O presidente do PS apoiou esta terça-feira, 13 de janeiro, António José Seguro nas presidenciais e apelou, já na primeira volta, à concentração de votos de quem possa preferir as três candidaturas à sua esquerda ou Gouveia e Melo para defender valores constitucionais.

Numa publicação nas redes sociais intitulada “O meu voto em Seguro”, Carlos César refere que não é segredo que “gostaria de ter tido nestas eleições outras opções no quadro do espaço tradicional do centro-esquerda e da esquerda democrática”, mas recordou que fez, a pedido do líder do PS, a resolução de apoio à candidatura de Seguro que foi aprovado na Comissão Nacional de 19 de outubro.

“Faço-o com esperança de que aqueles que, preferindo outras candidaturas – como a de Jorge Pinto, Catarina Martins, António Filipe ou mesmo Gouveia e Melo – compreendam que só Seguro poderá tranquilizar, com a sua passagem à segunda volta, os que professam essas áreas políticas diferenciadas e se reúnem no mais essencial da defesa dos nossos valores constitucionais”, apelou.

O presidente do PS refere que estas presidenciais acontecem num ambiente “político nacional muito sensível” e “num contexto especialmente perturbador no plano europeu e internacional”.

“Nesse texto, o PS reiterou o seu entendimento sobre as preocupações que mais devem informar o mandato próximo do Presidente da República, designadamente a de contribuir ativamente para ‘o melhor equilíbrio dos interesses sociais, culturais, políticos e partidários múltiplos que coexistem na sociedade portuguesa e suster as tentativas de desvalorização das marcas de Abril no Portugal de hoje e do próximo futuro’”, refere.

No final da Comissão Nacional que aprovou, com duas abstenções, o apoio formal do PS a Seguro, Carlos César defendeu para o partido este “é o melhor” candidato presidencial, explicando então que com o apoio aprovado o partido “esgota a sua participação enquanto entidade autónoma” nesta eleição.

“A opção que nós temos de fazer é, olhando para os candidatos, saber qual é o melhor. E, para o Partido Socialista, o melhor é o doutor António José Seguro”, defendeu, quando questionado se Seguro era o candidato ideal ou o candidato possível.

O presidente do PS defendeu que as eleições são “um ato de liberdade”, sabendo-se que “o Partido Socialista tem preferência por esse candidato”.

“A opção do Partido Socialista, como a própria resolução que foi aprovada esclarece com clareza, não impede que os militantes decidam, noutro sentido, se acharem em boa consciência que é essa a decisão que devem tomar”, ressalvou então.

Lusa

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"É inaceitável vivermos num país, no ano de 2026, em que morrem pessoas por falta de socorro", diz Seguro
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