O candidato presidencial António Filipe foi ao interior alentejano defender a regionalização e lembrar que o processo não foi concretizado devido a um acordo entre PS e PSD, numa altura em que Marques Mendes era líder parlamentar dos sociais-democratas.Quase na zona da raia, em Campo Maior, distrito de Portalegre, António Filipe falou sobre assimetrias, despovoamento, falta de serviços públicos essenciais e o envelhecimento da população.“Isto convoca-nos para a discussão do problema da regionalização do país. Isto é incontornável e é bom que nos entendamos (...). Este capítulo da Constituição previu três níveis de poder local e nós temos as freguesias, nós temos os municípios e nunca tivemos, não temos, as regiões administrativas”, referiu, durante um almoço com apoiantes.Explicou, porém, que o Presidente da República não tem o poder de tomar a iniciativa de convocar o referendo à regionalização.“Esta exigência, eu digo, absurda, de ser preciso fazer um referendo para que a Constituição seja cumprida na parte relativa à regionalização, existe porque foi um acordo que foi feito na revisão constitucional de 1997 entre o PS, o PSD e o CDS (…). A inexistência de regionalização resulta de um acordo formal feito entre o PS e o PSD para armadilhar, ou seja, para impedir, sejamos claros, para impedir a criação das regiões administrativas”, afirmou.Para lembrar que, nessa altura, era líder do PSD o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e que quem era líder parlamentar do PSD era Luís Marques Mendes, que “curiosamente é o candidato do PSD à Presidência da República”.“Responsabilidades diretas pelo facto de não existirem em Portugal as leis administrativas. E estamos aqui na única região do país, o Alentejo, onde o referendo ganhou. Ou seja, por vontade do povo alentejano, teriam sido criadas as regiões administrativas e hoje teríamos aqui uma região administrativa e o desenvolvimento das regiões, o desenvolvimento regional do país não estava dependente de acordos interpartidários, como acontece agora com o acordo, mais uma vez, do PS e PSD para repartir entre si os cargos das CCDR e continuar a adiar a regionalização”.O candidato apoiado pelo PCP e PEV defendeu que seria "importante que se criasse um consenso nacional no sentido de permitir criar as regiões administrativas”.“Mas o que temos visto é que quem fez este acordo para que não houvesse regiões administrativas, por muito que diga em momentos eleitorais que até é favorável à criação de regiões administrativas, mas o que é facto é que aqueles que a impediram têm muito pouca vontade de que a regionalização avance”, salientou.E concluiu que, por si, “esse capítulo da Constituição devia ser cumprido”, sublinhando que seria “muito importante para a descentralização do país” e que, enquanto isso não acontecer, de facto, o desenvolvimento do interior do país vai continuar, infelizmente, a estar comprometido”.Antes, António Filipe falou sobre o “’comentariado’ nacional” que considera que desvaloriza a sua candidatura.“Nós vemos que o ‘comentariado’ nacional está muito interessado em saber em cada dia quem é que vai em primeiro, quem é que vai em quinto, quem é que vai em terceiro (…) e andamos nisto na base de um palpite sobre o posicionamento relativo dos vários candidatos".Para questionar se “alguma candidatura teve alguma iniciativa com a dimensão e com a mobilização que tiveram os dois comícios” realizados no Porto e em Lisboa..Presidenciais. Contra o “consenso neoliberal”, António Filipe garante não ter tido “um refluxo”. “Eu ainda não vi. E, portanto, a quem procura desvalorizar a importância desta candidatura, eu aconselho a que vejam as imagens que existem (…), a capacidade de mobilização, o que significa que há uma grande adesão a esta candidatura e que dá uma grande confiança para enfrentar esta última semana de campanha que agora se inicia”, sublinhou.Lusa.O candidato presidencial Cotrim Figueiredo insistiu hoje que o seu “cenário base” é ir à segunda volta e caso não aconteça, algo de que duvida, não exclui apoiar nenhum candidato, incluindo André Ventura, ou mesmo não apoiar ninguém.Depois de no Mercado Municipal do Fundão ter dito que não excluía apoiar nenhum candidato numa eventual segunda volta onde não estivesse, algo que considerou muito pouco provável, as críticas por parte dos adversários na corrida a Belém não tardaram, nomeadamente de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, que considerou que Cotrim Figueiredo com aquela afirmação está a reconhecer que não vai à segunda volta.“Marques Mendes veio dizer que isto é a assunção de que eu não vou à segunda volta, vocês não ouviram nada disso, pois não”, disse o também eurodeputado aos jornalistas, no final de uma visita à empresa Dinefer em Castelo Branco.E acrescentou: “Meus queridos adversários, mantenham a calma, não tentem interpretar as palavras que eu não disse como a assunção de alguma coisa que não seja”.Instado, por diversas vezes, a dizer claramente se apoiaria André Ventura, líder do Chega, numa eventual segunda volta, Cotrim Figueiredo respondeu com uma pergunta: “Qual é a dúvida desta frase? Não excluo nenhuma hipótese, incluindo André Ventura, incluindo Seguro, incluindo Manuel João Vieira, incluindo não apoiar ninguém”.E persistiu: “Portanto, não excluo nada, incluindo não excluo não apoiar ninguém”.Questionado sobre esta mudança de opinião, depois de ter admitido que não votaria André Ventura, Cotrim Figueiredo salientou que estas últimas três semanas tiveram dinâmicas de campanha diferentes daquelas que eram perspetivadas.E, sobre o significado dessa sua afirmação, Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, disse: “Significa que vou ter que ponderar muito bem qual é a melhor forma de me posicionar para uma segunda volta, onde eu creio que vou estar”.O antigo líder da IL perseverou que o seu “cenário base” é “obviamente ir à segunda volta”.“Sem querer embandeirar em arco, se alguém pode dizer que está em crescendo e que vai à segunda volta sou eu”, continuou.Nesta altura, entendeu, o cenário mais provável é o de estar na segunda volta, algo que tem repetido desde o arranque da campanha.Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo disse hoje não estar surpreendido com um eventual apoio de João Cotrim Figueiredo a André Ventura, na segunda volta, e afirmou que já nada o surpreende, pois já viu acontecer todo o tipo de estratégias.“Já não fico surpreendido com nada [..]. Já vi desde umas eleições que deveriam ser presidenciais transformarem-se em umas eleições, quase, umas segundas legislativas, e já vi todo o tipo de táticas e estratégias. Portanto, já nada me surpreende”, afirmou aos jornalistas em Arouca, no distrito de Aveiro, à chegada de uma descida de ‘rafting’ pelo Rio Paiva que durou pouco mais de uma hora.. Questionado, ainda, sobre se já decidira sobre o que fazer na segunda volta, Gouveia e Melo respondeu que nem coloca a hipótese de votar noutro candidato na segunda volta, porque espera ser um dos candidatos.“Portanto, isso para mim é um cenário que não se põe na minha cabeça neste momento”, sublinhou.O candidato presidencial Cotrim Figueiredo insistiu hoje que o seu “cenário base” é ir à segunda volta e, caso não aconteça, algo de que duvida, não exclui apoiar nenhum candidato, incluindo André Ventura, ou mesmo não apoiar ninguém.DN/Lusa.O economista e professor universitário António Nogueira Leite, que foi presidente da Assembleia Municipal de Aveiro entre 2013 e 2017, então eleito por uma coligação PSD-CDS, é um dos novos apoiantes de João Cotrim de Figueiredo com ligações aos partidos da AD divulgados nesta segunda-feira pela candidatura presidencial do antigo líder e atual eurodeputado da Iniciativa Liberal.Leia mais em baixo:.Nogueira Leite em nova lista de apoiantes de Cotrim de Figueiredo ligados ao PSD e ao CDS.O candidato presidencial André Ventura disse hoje ver “com naturalidade” um eventual apoio de Cotrim de Figueiredo numa segunda volta contra Seguro, mas criticou o liberal, classificando-o como um bloquista “de fato e gravata”.“Vejo a declaração do João Cotrim de Figueiredo com naturalidade, de que, como é provável, eu esteja na segunda volta e o [outro] candidato seja o António José Seguro, que esses apoios possam manifestar-se e que isso possa acontecer. Eu também procurarei evitar ao máximo que haja um Presidente socialista”, afirmou o também presidente do Chega.Ventura falava aos jornalistas durante uma visita à Adega de Vila Real, depois de o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal ter afirmado hoje de manhã, em Castelo Branco, que não exclui apoiar nenhum candidato numa segunda volta na qual não esteja, incluindo o líder do Chega.. Interrogado sobre se também apoiaria Cotrim caso o opositor do liberal numa segunda volta fosse Seguro, Ventura respondeu que não está a colocar esse cenário em cima da mesa, afirmando que “todas as sondagens” o colocam numa segunda volta.“Se isso não acontecer, falaremos novamente e já sabem qual é o meu princípio: evitar ao máximo que haja um presidente socialista”, acrescentou.Apesar de ver “com naturalidade” um eventual apoio de Cotrim, Ventura não poupou críticas ao adversário liberal.“Na verdade, o João Cotrim de Figueiredo não se distingue muito dos outros candidatos em relação ao PS e ao PSD. Portanto, na verdade, em termos de modelo é mais ou menos a mesma coisa, é uma espécie de Bloco de Esquerda, mas bem vestido”, criticou.Lusa .O secretário-geral socialista disse hoje que votar em António José Seguro também significa “equilibrar os pratos da balança” num sistema "desequilibrado para a direita” e defendeu que este é o candidato que garante a defesa da Constituição.“A direita tem maioria nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, tem maioria nas autarquias, tem maioria na Assembleia da República, tem maioria no Governo e, portanto, é fundamental equilibrar os pratos da balança e quem pode ser o fiel da balança é o António José Seguro”, disse José Luís Carneiro.O líder do PS, que falava aos jornalistas em Fafe (distrito de Braga) depois de ter estado à conversa com dezenas de alunos de uma escola profissional local sobre literacia financeira, disse que “António José Seguro tem qualidades humanas, qualidades cívicas, qualidades políticas que são anteriores e estão para além do PS”, mostrando-se esperançoso de que o país reconheça nele “o bom senso, o equilíbrio, a ponderação que é fundamental nesta fase em que o país está a viver”.“Tem a capacidade para responder a uma questão central porque o sistema político está hoje desequilibrado para a direita”, disse Carneiro.Num apelo para que se mobilizem para as eleições presidenciais de domingo, o secretário-geral do PS disse que esta não é uma eleição qualquer, sendo “talvez das eleições mais importantes desde as primeiras eleições democráticas” por causa da Constituição.“Há um [candidato] que quer destruir a Constituição. Há outro que fala mal dos partidos, mas todos os dias está à procura de apoios nos partidos e até nalguns que romperam com os partidos por más razões. Há outro ainda que diz que dá instruções ao Governo, ou seja, dá respaldo político ao Governo, desde que o Governo cumpra a sua vontade e, portanto, com isto está a ir contra o princípio da separação de poderes”, descreveu, sendo objetivo na conclusão de que só Seguro “garante a defesa da Constituição”.“Há um candidato que garante a defesa da Constituição, a salvaguarda dos valores constitucionais. Quem quer um Estado em que a economia cresce, cria riqueza, cria emprego, mas simultaneamente um Estado que também é justo do ponto de vista social, com escola pública, com saúde pública, com proteção na doença, com proteção na invalidez, com proteção na velhice, quem quer esse Estado, só tem um candidato em condições de ir à segunda volta. Esse candidato que está em condições de ir à segunda volta e que salvaguarda esses valores é o António José Seguro”, concluiu.Lusa.O candidato à Presidência da República António Filipe afirmou hoje que a segunda volta das eleições presidenciais só existe depois de contados os votos da primeira volta que se realiza no domingo.A menos de uma semana das eleições, António Filipe foi instado a comentar a possibilidade de uma segunda volta depois de outros adversários já o terem feito.“Não, ainda não, isso é só depois da primeira, portanto, segunda volta só existe depois da primeira, depois de contados os votos da primeira”, respondeu aos jornalistas em Elvas, Portalegre, onde começou o dia de campanha a visitar a Estação Nacional de Melhoramento de Plantas.Hoje, o candidato presidencial Cotrim Figueiredo revelou que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato, mesmo após ser questionado sobre se apoiaria André Ventura.. “Pode haver candidatos a discutir tudo. Mas eu só falo da segunda volta depois da primeira. Essa é a minha questão de princípio”, reforçou António Filipe.“Eu já considerei que, de António José Seguro para a direita, os candidatos fazem parte daquilo que eu chamo de consenso neoliberal, que são os que se identificam com as políticas que têm vindo a ser seguidas e colocaram o país numa situação difícil em que está”, referiu António Filipe.E, portanto, salientou que a sua candidatura é “aquela que se assume como uma candidatura de esquerda, sem mas, nem meio mas”.“E é esse o sentido da minha campanha, procurar centrá-la naquilo que são as preocupações reais dos portugueses, que são as dificuldades que sentem, o trabalho, o acesso à habitação, o acesso à saúde. Isso para mim é que é a questão fundamental e não o diz que disse entre os vários candidatos”, frisou.Mais uma vez questionado sobre se António José Seguro não é um candidato de esquerda, respondeu que não e justificou que o próprio se afirma como “sendo do centro-esquerda”.“E eu acho que a convergência à esquerda deve ser feita num candidato de esquerda. É isso que eu tenho transmitido e vou continuar a transmitir (…). Entre mim e António José Seguro, o candidato de esquerda sou eu”, afirmou.Lusa .O candidato presidencial Luís Marques Mendes disse esta segunda-feira estar preparado para mais quatro semanas de campanha e acusou Cotrim Figueiredo de ter admitido a inutilidade de votar em si.No final de uma visita à feira de Paredes, no distrito do Porto, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre as declarações do candidato apoiado pela IL que revelou hoje que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato, incluindo André Ventura.“Cotrim Figueiredo, ao dizer o que disse, está no fundo a reconhecer que não vai à segunda volta. Está a reconhecer aquilo que muita gente diz, que um voto na candidatura da Iniciativa Liberal é um voto inútil, inútil, porque não vai passar à segunda volta, porque não vai ganhar”, afirmou.Pelo contrário, defendeu, Marques Mendes diz já ter a segunda volta programada na sua cabeça.“Houve uma pessoa que me abordou dizendo que só falta uma semana: eu disse, não, não, faltam quatro semanas, portanto, a minha perspetiva é a do dia 8 de fevereiro”, disse.O candidato disse já ter previsto fazer um debate com aquele que venha a ser o seu adversário e que terá de pensar quais as zonas do país a visitar nessa segunda fase, que acontecerá caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos expressos a 18 de janeiro.“É por isso que até adapto os meus descansos a pensar nisso. Porque não faltam cinco dias, faltam, provavelmente, quatro semanas”, disse.. Sobre as presenças na sua campanha nesta primeira volta, em resposta a perguntas dos jornalistas, disse não estar “nada previsto” quanto a uma participação do antigo Presidente Cavaco Silva, que já lhe declarou apoio.Já sobre a possibilidade de Ana Paula Martins ser mais uma das figuras do Governo na sua candidatura, limitou-se a dizer que “a campanha está organizada desde o início e não vai sofrer nenhuma alteração”, sem esclarecer se a presença da ministra da Saúde faz ou não parte desse plano.Questionado se foi a pressão da rua que o fez mudar de estratégia e dirigir-se diretamente à ministra, Mendes recusou que tenha havido qualquer alteração no seu discurso, depois de ter deixado no domingo “o conselho presidencial” a Ana Paula Martins para aparecer a dar explicações.“Já tinha dito há vários dias que alguém tinha que se pronunciar sobre aquele facto lamentável de duas ou três mortes que ocorreram na semana passada. Até falei do diretor ou do presidente da direção executiva”, referiu.O candidato, que contou hoje novamente com o apoio do secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares – que até falou com Mendes alguns minutos antes das declarações aos jornalistas – foi questionado se hoje, em Paredes, sentiu a máquina do PSD “mais forte” no apoio à sua candidatura.“Hoje senti a máquina muito forte, mas também senti nos dias anteriores”, disse.Marques Mendes desvalorizou que nem todos os militantes ou notáveis do PSD o apoiem, lembrando que tal aconteceu noutras eleições presidenciais.“Cavaco Silva era primeiro-ministro todo poderoso em 1986 e houve pessoas do PSD que não seguiram a sua orientação. Mas é sempre assim em eleições presenciais”, exemplificou, contrapondo que também tem apoios de outras áreas políticas.Lusa.O candidato presidencial António Filipe mostrou-se esta segunda-feira muito preocupado com o tratado com o Mercosul e chamou a atenção para a agricultura, a investigação e o retrocesso com a extinção ou fusão de instituições públicas.“Com muita preocupação e daí os protestos dos agricultores em vários países europeus ser muito significativo”, afirmou o candidato presidencial apoiado pelo PCP e PEV sobre o tratado da União Europeia com o Mercosul.António Filipe, que falava em Elvas, distrito de Portalegre, à margem e uma visita à Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, afirmou ainda que o “acordo com o Mercosul globalmente para Portugal não é favorável”.“Para a agricultura portuguesa há uma grande preocupação com isso, como acontece geralmente com os agricultores espanhóis, franceses e italianos, que têm vindo a manifestar, creio que isso também nos afeta a nós”, referiu.Isto porque, justificou, “criam-se condições para que o agronegócio de países da América Latina chegue em melhores condições à Europa, o que vai dificultar muito a capacidade de resposta por parte da agricultura nacional, por exemplo, setores que são muito importantes para Portugal, como por exemplo o setor do vinho, vai ter mais dificuldades com este acordo”, justificou.Acrescentando que, para países industrializados, como a Alemanha, “o acordo será favorável, porque tem melhores condições de exportação daquilo que fabricam para países da América Latina”.A União Europeia deu luz verde na sexta-feira ao avanço deste importante acordo comercial com o bloco sul-americano, apesar da oposição de vários países, nomeadamente França, Hungria, Polónia, Irlanda e Áustria. .O candidato presidencial António José Seguro mostrou-se contente com o apoio do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos, sublinhando que se junta a outros que vêm da direita ou do centro e que todos são bem recebidos.“Claro que eu fico contente com esse apoio e tem-se somado a vários apoios que tem existido em todo o país”, respondeu aos jornalistas, durante uma ação de campanha em Barcelos, questionado sobre o apoio manifestado por Pedro Nuno Santos, numa publicação nas redes sociais.“Isso é uma análise que os senhores farão. Todos os apoios da minha candidatura são bem recebidos, eu não excluo ninguém, eu sou candidato que inclui”, respondeu quando questionado se este apoio somava votos ou podia afastar eleitores.Questionado sobre quando é que Pedro Nuno Santos se juntaria à sua campanha, Seguro atirou: “eu é que sou o candidato”.. Perante a insistência dos jornalistas, o candidato desviou o tema, tentou brincar, perguntando se os jornalistas queriam saber “os segredos” sobre os seus convites.“E agora quero tirar uma foto com o galo de Barcelos”, disse, tentando pôr fim à conversa.Sobre se considera que a questão do apoio da esquerda à sua candidatura tem ficado resolvida ao longo da campanha, Seguro defendeu que “só estará resolvida com o voto no dia 18” e aproveitou para voltar a um apelo à concentração de voto que tem feito ao longo destes dias.“É preciso essa lucidez de perceber que tem que haver um voto no Seguro nesta primeira volta para garantir que eu estarei na segunda volta para que haja um candidato de centro-esquerda, moderado”, disse, referindo que ouviu essa promessa de votos naquele contacto com a população no centro de Barcelos.Seguro insistiu que é um “candidato da moderação”. Lusa.A candidata presidencial Catarina Martins voltou esta segunda-feira a apelar ao voto por convicção no dia 18 de janeiro, afirmando que “está tudo em aberto” para uma eventual segunda volta, na qual assegura que votará “sempre contra a indecência”.Ao longo da campanha, a candidata apoiada pelo BE tem evitado teorizar sobre os resultados da primeira volta das eleições presidenciais, no domingo, e sobre uma eventual segunda que, a realizar-se, está marcada para 8 de fevereiro.Martins voltou a afirmar que “está tudo em aberto”, mas antecipou que no caso de não ser um dos dois nomes a votos nessa segunda volta, há opões que exclui à partida, ao contrário de João Cotrim Figueiredo, que disse hoje não afastar o apoio a qualquer candidato.“A política precisa de decência. Eu votarei sempre contra a indecência e a selvajaria”, referindo-se, implicitamente, a André Ventura, em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao projeto Seixal Criativo, apoiado pela Câmara Municipal do Seixal.. Questionada sobre a posição de Cotrim Figueiredo, que considerou que o líder do Chega, nos últimos dias, moderou o discurso e parece um político diferente, Catarina Martins sublinhou que “as pessoas são os seus percursos”.“Há quem tenha semeado o ódio, a divisão e os problemas no país. E há quem tenha estado sempre do lado de quem trabalha, de quem constrói Portugal e que não desista de uma economia mais qualificada e de uma democracia mais forte”, comparou.A propósito da concorrência na corrida a Belém, Catarina Martins foi também questionada sobre o apoio de Pedro Nuno Santos à candidatura presidencial de António José Seguro, que o ex-líder do PS considerou ter-se conseguido impor e “convencer até os mais céticos”.“António José Seguro tem apoios vários no PS, mas também tem apoio de Pedro Santana Lopes, ex-primeiro-ministro do PSD, que Jorge Sampaio teve de demitir”, disse, recordando o encontro entre Seguro e Santana Lopes na sexta-feira.Sobre o candidato socialista, Catarina Martins considerou que é alguém que não se compromete com nada.“Há quem não se comprometa com um projeto nem para a saúde, nem para o trabalho, nem para a educação, nem para a economia, porque acha que não se comprometer com nada é a melhor forma de sobreviver quando a direita está envolvida na lama”, afirmou, insistindo que “a política tem de ser convicções”.Convicção tem sido, precisamente, o mote dos apelos ao voto de Catarina Martins, que diz representar o projeto da convicção “de que vivemos num país em que é preciso salários e pensões dignas, acesso à saúde, acesso à habitação e uma economia que faça as gerações mais jovens sonhar com o futuro em Portugal em vez de sonhar e ir embora”.Rejeitando estabelecer metas concretas quanto aos resultados eleitorais, a candidata disse que, acima de tudo, quer o maior número de votos possível “com a convicção de quem vai votar e que sabe que eu nunca me escondi nas lutas mais importantes deste país”. Lusa.O candidato presidencial Jorge Pinto disse que o entristece, mas não surpreende, ver João Cotrim Figueiredo a não excluir o apoio a Ventura numa segunda volta, acusando o liberal de abdicar dos seus princípios por calculismo.“Se há alguém que tem falado contra a nossa democracia é André Ventura. Que João Cotrim Figueiredo esteja confortável com isso e que assuma que poderia votar nele, a mim entristece-me, mas na verdade não me surpreende, porque os pontos de contacto entre João Cotrim Figueiredo e a Iniciativa Liberal e o Chega e André Ventura, são vários”, afirmou.O candidato a Belém apoiado pelo Livre, que disse não ter visto, em concreto, o que foi dito pelo candidato apoiado pela IL, defendeu que a sua posição demonstra o conforto de Cotrim com os ataque que André Ventura pretende pôr em marcha contra a Constituição.. Jorge Pinto reiterou ainda que apoiará qualquer nome que concorrer contra o líder do Chega numa eventual segunda volta, inclusive Cotrim Figueiredo, considerando que o liberal se mantém no “arco republicano”, mas acusou o candidato de calculismo político para chegar à segunda volta.“Esta tentativa de João Cotrim Figueiredo e de outros candidatos de querer agradar a gregos e a troianos, de querer alargar o seu leque de eleitorado clássico para tentar passar à segunda volta, é perigoso. É perigoso porque quando nós abdicamos dos nossos princípios, quando nós abdicamos de ser aquilo que somos e aquilo que pensamos por um mero calculismo político, então estamos dispostos a tudo por mera vontade de poder”, criticou. .Jorge Pinto: "Vou organizar uma Assembleia Cidadã para discutir a regionalização com os portugueses". Para Jorge Pinto, essa é uma postura “perigosa no momento em que o país atravessa” em que é necessária uma “consciência política firme e corajosa e não uma ideologia pudim flan” a “tremer para um lado e para o outro” para agradar a todos.“Eu quero agradar àqueles que querem um país onde todos cabem. Quero agradar àqueles que querem defender a nossa democracia, porque eu sou por uma democracia que se defende. E isso implica tomar decisões corajosas e implica ser firme, desde logo, na defesa da própria Constituição e do nosso regime”, acrescentou.Lusa .O candidato presidencial Cotrim Figueiredo revelou que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato.“Não excluo qualquer candidato, mas teria de fazer uma reflexão profunda”, admitiu o também eurodeputado, no final de uma visita ao Mercado Municipal do Fundão onde teve, a seu lado, o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva, a ex-deputada do PSD Liliana Reis e o vereador na Câmara Municipal da Covilhã, que concorreu como independente eleito pelo CDS-PP, Eduardo Cavaco.Questionado sobre se apoiaria o adversário André Ventura na corrida a Belém, o antigo líder da IL reafirmou que, nesta altura, não exclui ninguém.“O André Ventura dos últimos quatro dias eu ainda não conheci. Moderou o discurso e parece um político diferente”, considerou.. Apesar da insistência dos jornalistas, Cotrim Figueiredo referiu que, com a “dinâmica que está”, o único cenário de que lhe interessa falar é aquele onde está na segunda volta das eleições presidenciais.E num eventual cenário em que passe à segunda volta com André Ventura, líder do Chega, questionado sobre se gostaria de ter o apoio dos restantes candidatos da direita, Cotrim Figueiredo foi perentório em dizer que “acha que não precisa”. “Eu não acho que precise, não acho que precise”, insistiu.Para o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, os votos não são dos candidatos, mas sim das pessoas.“As pessoas terão de fazer essa escolha. Estão lá dois candidatos, escolham. Eu não preciso do `endorsement´ [apoio] de ninguém, lamento”, vincou.E, nesse sentido, entendeu, também não precisará de dar apoio a ninguém porque não é dono dos votos que lhe confiarem.Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou esta segunda-feira que tem boa relação com o primeiro-ministro e que acredita que fará “boa equipa” com ele, com uma atitude exigente face à governação e desde que haja lealdade institucional.“Das vezes que falei com o senhor primeiro-ministro tive sempre uma boa relação com ele. Portanto, não tenho nenhum problema”, declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas no final de uma ação de campanha na Feira de Espinho, cidade de onde é natural Luís Montenegro.Logo a seguir, porém, Henrique Gouveia e Melo salientou que uma boa relação institucional entre Presidente da República e primeiro-ministro “não significa uma falta de exigência”.“Um Presidente da República que exige uma boa governação ajuda à própria governação. Muitas vezes, quando temos de passar uma barreira, superamo-nos. E a Presidência [da República] é essa barreira”, justificou.. Nas declarações que fez aos jornalistas, o candidato presidencial manifestou-se mesmo confiante de que “fará uma boa equipa” com o primeiro-ministro, “desde que haja lealdade institucional”.“Claro que faremos uma boa equipa. Farei uma boa equipa com qualquer primeiro-ministro, porque toda a minha vida trabalhei em equipa. Ninguém consegue ir com um navio de um lado para o outro sem ser em equipa”, argumentou o almirante.Neste ponto, porém, fez uma nova ressalva sobre o estilo de relações institucionais que advoga entre Presidente da República e primeiro-ministro.“Só preciso que a pessoa que trabalhe comigo tenha lealdade institucional e tenhamos todos vontade de fazer progredir o país. Se tivermos essa vontade de fazer progredir o país, podem ter certeza que vou trabalhar em equipa. Não vou estar a contrariar”, declarou.Gouveia e Melo reforçou depois que, nas relações institucionais, é preciso exigência.“Agora, vou exigir, porque é para isso que a Presidência da República também existe. A Presidência tem de exigir o bom funcionamento das instituições democráticas”, frisou, antes de deixar um conjunto de questões:“O que é o bom funcionamento das instituições democráticas? É só o formalismo das instituições? Ou é a resposta que a democracia deve dar à população?”, perguntou.Lusa.O ex-líder do PS Pedro Nuno Santos apoiou esta segunda-feira, 12 de janeiro, a candidatura presidencial de António José Seguro, considerando que se conseguiu impor e “convencer até os mais céticos” e que se destaca em relação aos adversários pela experiência e independência.“António José Seguro tem a experiência política que Henrique Gouveia e Melo não tem; a independência face ao Governo que Marques Mendes não tem; o compromisso com a defesa da Constituição que André Ventura e Cotrim Figueiredo nunca terão e a possibilidade de vencer que António Filipe, Catarina Martins e Jorge Pinto não têm”, escreve Pedro Nuno Santos numa publicação nas redes sociais.O ex-líder do PS recorda que sempre defendeu que o PS devia apoiar um candidato nesta corrida em Belém, e saudou essa decisão do seu partido, considerando que não o fazer no passado “só beneficiou os candidatos da direita.“Fico ainda mais contente por esse apoio ser dirigido a António José Seguro”, enfatizou.. Para Pedro Nuno Santos, num momento de “avanços contra o estado social e os direitos laborais” é preciso “um Presidente que não esteja zangado com a Constituição que temos”.“Precisamos de alguém que a defenda e a que proteja. Alguém que vindo da esquerda social-democrata defenda um país onde todos se sintam respeitados, com justiça social e igualdade de oportunidades”, elogiou.Realçando que António José Seguro é "sério, honesto e integro", Pedro Nuno Santos repara que este tem hoje "o apoio de pessoas que nunca estiveram consigo, de pessoas que nunca acreditaram na sua candidatura e de pessoas que, já depois do anúncio da sua candidatura, vieram defender que o PS não apoiasse ninguém". Segundo escreve o antigo líder do PS, "António José Seguro conseguiu impor-se e conseguiu convencer até os mais cépticos"..Presidenciais. Contra o “consenso neoliberal”, António Filipe garante não ter tido “um refluxo”