Zelensky acusa Rússia de "desrespeito" aos EUA e a Trump após ataque deixar 600 mil sem eletricidade
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de "desrespeito" contra os EUA e contra Donald Trump, depois de um ataque com 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones ter deixado 600 mil pessoas sem eletricidade.
"Um ataque russo com mísseis balísticos dirigido especificamente à infraestrutura energética -- precisamente a infraestrutura abrangida pelo cessar-fogo anunciado pelo presidente norte-americano", escreveu Zelensky no X.
"O ataque foi totalmente deliberado e demonstrativo pela sua dimensão. A Rússia nunca antes tinha demonstrado um desrespeito tão ostensivo pelos EUA. A Rússia não considera fortes as declarações do presidente norte-americano", acrescentou.
Segundo Zelensky, o ataque causou danos em 26 infraestruturas do sistema elétrico ucraniano e em quatro instalações do setor do petróleo e gás.
"Pedimos à América e a TODOS no mundo que não fechem os olhos à realidade que respondam -- e que respondam com firmeza. A Rússia desperdiçou a oportunidade de desescalada e escolheu claramente continuar a sua insana guerra de aniquilação", referiu o presidente ucraniano, pedindo a Trump "que imponha sanções FORTES à Rússia".
"O presidente americano dispõe de todas as ferramentas eficazes e necessárias para aproximar a paz através da força, da justiça e da pressão sobre o agressor", acrescentou Zelensky, que pediu mais mísseis intercetores Patriot.
"A paz só pode ser alcançada através da força, e pedimos à América que se lembre deste princípio de Reagan", concluiu, numa referência ao presidente norte-americano Ronald Reagan (1981-1989).
Além do ataque às instalações energéticas, foram atingidos vários edifícios residenciais em Kiev, segundo o Kyiv Independent, que fala em pelo menos três mortos e 25 feridos.

