O vice-presidente dos Estados Unidos manifestou "orgulho" pela decisão da administração de Donald Trump em suspender o financiamento e o envio de armas à Ucrânia. A posição de JD Vance foi conhecida na terça-feira (14 de abril) durante um evento em Athens, Geórgia. "Eu continuo acreditar nisso, obviamente. É uma das coisas de que mais me orgulho nesta administração. Dissemos à Europa que, se quiserem comprar armas, podem fazê-lo, mas os Estados Unidos não compram mais armas nem as enviam para a Ucrânia", afirmou.Desde que tomou posse, em janeiro de 2025, o presidente norte-americano adoptou uma mudança na política dos EUA face à guerra na Ucrânia, um conflito em curso há mais de quatro anos e que Donald Trump queria terminar em dias, uma promessa que não conseguiu cumprir.Ao contrário do seu antecessor, Trump tem tecido várias críticas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alegando falta de interesse deste em querer terminar com a guerra, tendo suspendido o financiamento e o fornecimento direto de armas a Kiev.Foi com a presidência de Trump que foi lançado o mecanismo PURL, a sigla em inglês para Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia, acordada entre o secretário-geral da NATO e o presidente dos EUA. Esta iniciativa permite à NATO adquirir armas dos stocks americanos para a Ucrânia, através do financiamento de Estados-membros-Em outubro do ano passado, recorde-se, o ministro da Defesa Nacional anunciou que Portugal iria participar com 50 milhões de euros na iniciativa de aquisição de armamento aos EUA para disponibilizá-lo à Ucrânia.“Anunciámos que vamos investir 50 milhões de euros no PURL, do mesmo modo que anunciámos que vamos investir dez milhões de euros na iniciativa britânica de drones […], apesar de ser uma iniciativa britânica, tem recaído invariavelmente na produção de drones nacionais, portanto, é um investimento também na indústria de defesa nacional”, afirmou, na altura, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo..Ataques com drones contra a Ucrânia retomados após a trégua da Páscoa ortodoxa.Zelensky diz que EUA ignoraram provas de apoio russo ao Irão por "confiarem" em Putin