O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o Governo norte-americano ignorou as provas do apoio russo ao Irão na guerra no Médio Oriente porque "confia" no Presidente russo, Vladimir Putin.Em entrevista à estação pública italiana RAI, hoje transmitida, Zelensky detalhou ter alertado o governo de Donald Trump para imagens de satélite de infraestruturas energéticas e instalações militares em Israel e nos países do Golfo que a Rússia terá fornecido ao Irão para facilitar os seus ataques. "O problema é que confiam em Putin. É uma vergonha", lamentou."Disse-o publicamente. Notámos alguma reação dos Estados Unidos em relação à Rússia, uma reação do tipo 'têm de parar com isto tudo'?", questionou Zelensky.Na entrevista, o Presidente ucraniano abordou a relação que mantém com o homólogo norte-americano desde a sua tumultuosa visita à Casa Branca no final de fevereiro de 2015, considerando-a “boa” e fruto da necessidade mútua."Não há muitas pessoas que possam dizer ao Presidente dos Estados Unidos que nem sempre tem razão", assegurou Zelensky. "Eles precisam de nós e da experiência que adquirimos durante estes anos de guerra", declarou.Relativamente às negociações mediadas pelos norte-americanos com a Rússia, Zelensky afirma-se confiante de que poderão ser retomadas rapidamente, agora que Washington conseguiu chegar a um acordo de cessar-fogo com Teerão, e reiterou estar “pronto” a reunir-se com Vladimir Putin. "Certamente não [um encontro] em Moscovo ou Kiev. Mas se ele estiver disposto a encontrar-se comigo, há muitos lugares para isso. Podemos encontrar um no Médio Oriente, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar", disse.Estas negociações continuam focadas no estatuto dos territórios ocupados pela Rússia, que continua a ser um grande ponto de atrito. "Não podemos simplesmente falar em entregar o Donbass", reiterou Zelensky, acerca da região histórica do leste, composta por Donetsk e Luhansk."Que garantias de segurança teremos se a Rússia decidir avançar novamente? Talvez não imediatamente, ou talvez ataque novamente daqui a dois ou três anos. Também queremos que as garantias de segurança incluam uma presença europeia e americana", observou, referindo-se a outra exigência da Ucrânia nas negociações.Zelensky afastou ainda a convocação de eleições até que a segurança da população esteja garantida, incluindo a dos "soldados que precisam de votar", e manifestou o seu desejo de que a Ucrânia continue a receber armas e que os Estados Unidos restabeleçam o mais rapidamente possível as sanções ao petróleo russo, que foram levantadas devido à crise energética provocada pela guerra no Irão. Numa reunião posterior com media ucranianos, Zelensky abordou a questão do Donbass em resposta às críticas do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que esta semana em Budapeste pareceu minimizar as aspirações da Ucrânia, que criticou por continuar a insistir "em alguns quilómetros quadrados"."O vice-presidente, com todo o respeito, não está envolvido nas negociações entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia", observou Zelensky, acrescentando acreditar que, se estivesse, Vance e "outros funcionários" compreenderiam muito melhor a importância de reivindicar o território que é ucraniano."Cada metro quadrado do nosso território é ucraniano. E, com todo o respeito pelos nossos parceiros, não é definitivamente vosso", acrescentou.Caso esta parte do país seja cedida, a Rússia usá-la-ia como plataforma para novos ataques, pelo que as garantias de segurança são vitais, disse o líder ucraniano.Lusa.O chefe do Estado-Maior do Exército israelita reivindicou hoje um "duro golpe" contra o Hezbollah com os ataques aéreos maciços de quarta-feira no Líbano, a par da ofensiva terrestre no país vizinho contra o movimento pró-iraniano. "Enquanto avançamos e operamos na linha da frente, ontem (quarta-feira) desferimos um golpe duro e poderoso contra o Hezbollah", afirmou o tenente-general Eyal Zamir às tropas destacadas no terreno, durante uma avaliação da situação no sul do Líbano. Os combatentes do movimento islamita, municiado e financiado por Teerão, "abandonaram" o seu bastião nos subúrbios a sul de Beirute, após estes ataques mortíferos de magnitude sem precedentes, adiantou Eyal Zamir. Esta foi a maior vaga de ataques no Líbano desde o reatamento, em 02 de março, dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, logo após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro. As dezenas de bombardeamentos de Israel em Beirute e no sul e leste do país vizinho provocaram 303 mortos e 1.150 feridos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde libanês. Após estes ataques colocarem em perigo o cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão na terça-feira, hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que ordenou ao seu gabinete que iniciasse "negociações diretas" com o Líbano. Netanyahu anunciou que vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países. "Considerando os repetidos apelos do Líbano para o início de negociações diretas com Israel, instruí ontem [quarta-feira] o executivo para as iniciar o mais rapidamente possível", afirmou Netanyahu numa nota divulgada pelo seu gabinete. O Departamento de Estado confirmou à EFE que irá organizar a reunião na próxima semana “para abordar as negociações em curso sobre o cessar-fogo" entre Israel e o Líbano, sem especificar a data exata. O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, deverá liderar as negociações pelo lado israelita com o Líbano, noticiaram vários meios de comunicação israelitas, citando um alto responsável. Um elemento do Governo libanês afirmou à AFP que Beirute quer obter um cessar-fogo antes de iniciar conversações com Israel. Em reação aos desenvolvimentos de hoje, um deputado do Hezbollah reiterou a rejeição do grupo ao diálogo com Israel. "Reiteramos a nossa rejeição de quaisquer negociações diretas entre o Líbano e o inimigo israelita, bem como a necessidade de aderir aos princípios nacionais, principalmente a retirada israelita, a cessação das hostilidades e o regresso dos residentes às suas aldeias e cidades", disse Ali Fayyad num comunicado divulgado pelos órgãos de comunicação do grupo. No entanto, Ali Fayyad concordou com o Governo libanês em relação a um cessar-fogo "como condição prévia para a adoção de quaisquer outras medidas". Lusa.O exército do Kuwait indicou hoje estar a ser alvo de um ataque de drones, numa altura em que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão entra no seu segundo dia."As defesas aéreas das forças armadas estão atualmente a enfrentar ataques hostis de drones que estão a violar o espaço aéreo do país, visando várias instalações vitais", indicou o exército daquele país do Golfo Pérsico na rede social X.Lusa.O Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, declarou hoje, numa mensagem escrita, que a República Islâmica não deseja uma guerra contra Israel e os Estados Unidos, mas que não renuncia aos seus "direitos legítimos". "Não procuramos a guerra e não a queremos", afirmou Mojtaba Khamenei na mensagem, lida na televisão estatal 40 dias após o assassinato do pai, ayatollah Ali Khamenei, no primeiro dia do conflito iniciado pelos ataques de Israel e Estados Unidos a 28 de fevereiro contra o regime teocrático. "Mas em caso algum renunciaremos aos nossos direitos legítimos e, nesse sentido, consideramos toda a frente de resistência como uma única entidade", acrescentou Mojtaba Khamenei, referindo-se ao conflito no Líbano, onde Israel está em guerra com o movimento pró-iraniano Hezbollah. Após ameaças de aniquilação feitas pelo Presidente Donald Trump, o Irão concordou esta semana com um frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e as duas partes têm negociações agendadas no Paquistão sexta-feira. Mojtaba Khamenei, ferido num ataque e sem aparições públicas desde a nomeação no início de março, pediu aos iranianos que "não imaginem que já não é necessário sair à rua após o anúncio de negociações com o inimigo". "Os vossos protestos nas praças públicas influenciam certamente o resultado das negociações", afirmou. Milhares de iranianos homenagearam hoje o ex-líder supremo Ali Khamenei nas ruas de várias cidades, apelando para que não se caia na armadilha norte-americana antes das conversações no Paquistão. Em contrapartida, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, participou na homenagem e tirou fotografias com os participantes, segundo imagens da televisão estatal. A homenagem nacional começou às 09:40 (07:10 em Lisboa). A 28 de fevereiro, à mesma hora, vários ataques mataram Ali Khamenei na residência em Teerão, juntamente com dezenas de altos oficiais e dirigentes do regime. Os bombardeamentos marcaram o início de um conflito que depois incendiou todo o Médio Oriente, com o Irão a ripostar com ataques sobre Israel e o golfo Pérsico. Lusa.Um petroleiro com bandeira do Gabão foi o primeiro navio não iraniano a atravessar o estreito de Ormuz desde a entrada em vigor do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, segundo o portal MarineTraffic.De acordo com dados do 'site' que rastreia o tráfego marítimo a nível mundial, citados pela agência France-Presse (AFP) em causa está o petroleiro MSG, de bandeira gabonesa, que se tornou o primeiro a abandonar o Golfo Pérsico desde que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão entrou em vigor, na terça-feira.O navio transporta 6.941 toneladas de fuelóleo (44.000 barris) carregados em 28 de fevereiro em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos e está a caminho de Aegis Pipavav, na Índia, segundo a AFP.Desde que o cessar-fogo entrou em vigor na terça-feira à noite, outros dois petroleiros iranianos e seis navios graneleiros atravessaram o estreito.Todos estes navios seguiram a rota recomendada pela Guarda Revolucionária Iraniana (o exército ideológico da República Islâmica), passando perto da ilha Larak, apelidada de "portagem de Teerão" pelo site de informação marítima Lloyd's List.Para já, o cessar-fogo não resultou num aumento do tráfego através do estreito de Ormuz.As nove passagens confirmadas de navios de transporte de matérias-primas num dia e meio são inferiores à média de oito navios que têm atravessado o estreito diariamente desde o início da guerra, aponta a AFP.Dos navios cuja passagem foi confirmada, seis são iranianos ou estavam a navegar de ou para o Irão.De acordo com os sinais visíveis no MarineTraffic, cerca de dez outros navios pareciam ter atravessado ou estavam prestes a atravessar o estreito hoje, mas a sua travessia ainda não foi confirmada pelo site especializado.Além disso, vários navios que se dirigiam para o estreito retrocederam antes de entrarem, segundo os seus sinais, como os petroleiros Aurora e Trend.Lusa.O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) anunciou hoje que vai destinar 5.000 milhões de euros em 2026 a países e territórios afetados pela guerra no Médio Oriente, principalmente Iraque, Jordânia, Líbano, Cisjordânia e Gaza."O impacto económico e social do conflito já está a ser sentido" em muitas economias, afirmou a instituição em comunicado, citando "interrupções nas rotas comerciais, choques nos preços da energia e das matérias-primas, enfraquecimento da confiança dos investidores e custos mais amplos para a população".Fundado em 1991 para ajudar os países do antigo bloco soviético na transição para economias de mercado, o BERD expandiu o escopo para incluir países do Médio Oriente, bem como da Ásia Central, Norte da África e África Subsaariana.A instituição também fornecerá apoio a "um grupo inicial de países vizinhos afetados", incluindo Egito, Turquia, Arménia e Azerbaijão.O BERD também declarou a sua prontidão para auxiliar "todas as outras economias nos países de atuação afetadas por questões mais amplas de segurança económica, bem como por efeitos macroeconómicos emergentes".Lusa.A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.“A Comissão e os Estados-membros confirmaram que não se verificam riscos imediatos em termos de segurança no abastecimento de gás, mas a preparação para o inverno deve ser antecipada e potenciais medidas coordenadas”, lê-se num comunicado da Comissão Europeia, divulgado após uma reunião do Grupo de Coordenação de Gás da União Europeia (UE), que reúne representantes do executivo comunitário, dos Estados-membros e da indústria do gás.No comunicado, refere-se que, apesar de os preços do gás terem baixado após o anúncio de um cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, a situação “permanece incerta e volátil”.“Os danos a infraestruturas de energia na região e o encerramento do Estreito de Ormuz vão ter consequências a longo prazo, tendo em conta que a produção de gás natural liquefeito (GNL) nos países do Golfo ainda não recomeçou”, alerta.A Comissão salienta ainda que, apesar de os níveis de reserva de gás na UE estarem atualmente abaixo da média dos últimos cinco anos, o facto de estar a haver um “fluxo de injeção constante” desde o início deste mês constitui “um sinal positivo”.“Isso permitirá que a UE beneficie de um período de injeção mais longo e se adapte às circunstâncias do mercado para mitigar a pressão sobre os preços e evitar um pico de procura no final do verão”, refere.O executivo comunitário acrescenta ainda que as infraestruturas da UE estão preparadas para “repor as suas reservas a um nível mínimo de 80% até 01 de novembro, dependendo da disponibilidade de fornecimento de GNL”.“O sistema de gás da UE permanece flexível e resiliente, graças às novas capacidades de regaseificação em vigor desde 2022, que podem potencialmente compensar os níveis de armazenamento mais baixos no início do inverno”, refere-se.A Rede Europeia dos Operadores de Sistemas de Transporte de Gás (ENTSOG) alertou hoje que as reservas de gás da UE, que estão preenchidas em cerca de 28%, registam o nível mais baixo em três anos.“Em 01 de abril de 2026, os níveis das reservas de gás da UE estavam em 28% - 314 TWh [terawatts-hora]/cerca de 29 bcm [mil milhões de metros cúbicos] -, abaixo dos três anos anteriores e ao mesmo nível do período pré-crise energética”, indica a ENTSOG (na sigla inglesa) num relatório hoje publicado.Num documento com perspetivas de abastecimento para os próximos meses, a rede europeia indica que, “para reabastecer o armazenamento de gás em preparação para o próximo inverno, a Europa necessitará de importações de GNL [gás natural liquefeito] superiores às observadas anteriormente, juntamente com uma maior utilização das infraestruturas de gás”.Esta quarta-feira já se tinha reunido o Grupo de Coordenação do Petróleo da UE, no qual representantes da indústria petrolífera indicaram que o fornecimento de petróleo para a EU se mantém estável, apesar das flutuações nos preços globais.Lusa.O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu afirmou ter ordenado o início das negociações diretas com o Líbano o mais rapidamente possível."As negociações vão focar-se no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações de paz entre Israel e o Líbano. Israel agradece o apelo feito hoje pelo primeiro-ministro libanês para o envio de tropas para Beirute", acrescentou o líder do Governo de Telavive..As reservas de gás da União Europeia (UE), que estão preenchidas em cerca de 28%, registam o nível mais baixo em três anos, alertou hoje a Rede Europeia dos Operadores de Sistemas de Transporte de Gás (ENTSOG).“Em 01 de abril de 2026, os níveis das reservas de gás da UE estavam em 28% - 314 TWh [terawatts-hora]/cerca de 29 bcm [mil milhões de metros cúbicos] -, abaixo dos três anos anteriores e ao mesmo nível do período pré-crise energética”, indica a ENTSOG (na sigla inglesa) num relatório hoje publicado.Num documento com perspetivas de abastecimento para os próximos meses, a rede europeia indica que, “para reabastecer o armazenamento de gás em preparação para o próximo inverno, a Europa necessitará de importações de GNL [gás natural liquefeito] superiores às observadas anteriormente, juntamente com uma maior utilização das infraestruturas de gás”.“O agravamento do conflito no Golfo Pérsico está a reduzir a disponibilidade global de GNL e a limitar a capacidade de reenchimento das reservas”, aponta a ENTSOG, numa alusão à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, que começou com uma ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão.Para os operadores de gás, “iniciar a época de injeção logo em abril e prolongá-la até novembro proporcionaria maior flexibilidade para encher os armazenamentos antes da próxima época de inverno”.“Garantir fornecimentos de GNL, coordenar calendários de manutenção e manter flexibilidade operacional na capacidade de armazenamento e importação são essenciais para evitar o risco de níveis insuficientes de armazenamento e apoiar a flexibilidade do sistema”, vinca a ENTSOG.Partindo de um nível de reservas de 28% em 01 de abril de 2026, “as capacidades de injeção e extração das instalações de armazenamento de gás são suficientes para cobrir a procura e atingir um nível de inventário superior a 30% no final do inverno em todos os países da UE, assumindo que o abastecimento de gás é garantido em níveis adequados”, refere ainda o relatório.No final de março, a Comissão Europeia pediu que os países da União Europeia façam uma preparação “coordenada e atempada” para o inverno, dada a perturbação energética no Médio Oriente e que as reservas de gás estão abaixo de 30%.Dados disponibilizados na internet pela associação que representa operadores de infraestruturas de gás na Europa (Gas Infrastructure Europe) revelam que, no domingo (informação mais recente), as reservas de gás na União Europeia (UE) estão preenchidas a 28,77%.Portugal – que é um dos 18 países comunitários com armazenamento de gás – é exceção, já que tem as reservas mais elevadas da UE, numa percentagem de 91,74%.Ainda assim, o armazenamento subterrâneo em cavidades salinas em Portugal é de pouca dimensão em comparação com o resto da Europa, de cerca de três a quatro terawatt-hora.Lusa.O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que as consequências da guerra no Médio Oriente representam um risco sério para a economia internacional, que enfrenta um choque de oferta "amplo, global e assimétrico".Estas declarações, da diretora-geral do FMI, ocorrem poucos dias antes do início das reuniões de primavera da organização internacional e do Banco Mundial, que já anunciaram a revisão em baixa das projeções de crescimento.Com uma redução de 13% no fluxo diário de petróleo e de até 20% no fluxo de gás natural liquefeito (GNL), os efeitos da crise causarão graves perturbações na economia global. Contudo, essas perturbações afetarão desproporcionalmente os países próximos às zonas de conflito e aqueles dependentes de importações de energia.Assim, em todos os cenários considerados pelo FMI, o impacto comprometerá seriamente as expectativas de crescimento para este ano."Mesmo o nosso cenário mais otimista implica uma revisão em baixa do crescimento", afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, no discurso de abertura das reuniões de primavera."Quando recebermos os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais nas reuniões de primavera na próxima semana, vamos focar em como melhor lidar com este último choque e mitigar o sofrimento das economias e das pessoas", disse.O desenvolvimento do conflito, com o atual cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão, determinará a extensão das consequências económicas, mas o FMI já alertou que as economias sofrerão aumentos de preços em produtos relacionados com a energia, incerteza nas expectativas de inflação e efeitos sobre as condições do mercado financeiro.As projeções de inflação tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos já foram revistas em alta no curto prazo, embora ainda mantenham as previsões de longo prazo."Sabemos que, com o tempo, uma parte significativa do impacto se vai dissipar, deixando-nos num novo equilíbrio", salientou.A responsável alertou também que a comunidade global não conseguirá superar a atual crise macroeconómica causada pela guerra contra o Irão "sem sofrer alguns danos" e instou os governos a coordenarem medidas.Lusa.O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou hoje que mais de 200 operacionais do Hezbollah foram mortos na onda de ataques de ontem em todo o Líbano e que o grupo terrorista está a "implorar por um cessar-fogo".De acordo com declarações citadas pelo The Times of Isreal, Katz afirmou num vídeo que o Hezbollah ficou "atordoado e confuso com a profundidade da penetração e a escala do ataque". O ministro acrrescentou que o Hezbollah está a “implorar por um cessar-fogo, e os seus patrocinadores iranianos também estão a pressionar e a fazer ameaças, devido à séria preocupação de que Israel esmague o Hezbollah”."Mais de 200 terroristas foram eliminados ontem, elevando o número de eliminados nesta campanha para mais de 1.400, mais do dobro do número na Segunda Guerra do Líbano", garantiu, afiançando que as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão preparadas e prontas para agir com força caso o Irão ataque Israel..O Irão não irá permitir a passagem de mais de 15 navios por dia pelo estreito de Ormuz, indicou um responsável iraniano, citado pela agência de notícias russa TASS, avançou esta quinta-feira a Reuters.Este limite de embarcações é imposto pelo regime de Teerão ao abrigo do acordo de cessar-fogo com os EUA, informou a mesma fonte iraniana.Os constrangimentos no estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, têm provocado impactos no mercado energético, tendo como consequência o aumento do preço dos combustíveis. .Apesar de vários países condenarem os ataques contra o Líbano, o exército israelita emitiu esta quinta-feira novas nova ordem de evacuação para o Líbano, mais concretamente para subúrbios a sul do país. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) "continuam as suas operações e ataques à infraestrutura militar do Hezbollah em toda a região sul dos subúrbios", lê-se no aviso. "Para a vossa segurança, devem evacuar imediatamente", alertou o porta-voz das Forças Armadas das IDF, Avichay Adraee, na rede social X. .O ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, pediu hoje a abertura incondicional do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, estimando que 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar.“O estreito deve estar aberto, plena, incondicionalmente e sem restrições. A segurança energética e a estabilidade económica mundial dependem disso. A militarização desta via marítima vital, sob qualquer forma, é inaceitável”, denunciou Al Jaber nas redes sociais.O também diretor executivo da Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi lamentou que Ormuz não estivesse aberto e que o acesso estivesse “condicionado e controlado”.Al Jaber referiu que a passagem estava “sujeita a permissões, condições e pressão política” por parte do Irão, que bloqueou o estreito desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.“Isso não é liberdade de navegação. Isso é coerção”, criticou na mensagem, citada pela agência de notícias espanhola EFE.Al Jaber recordou que o estreito é uma passagem natural regida pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, que garante o trânsito como um direito, e não um privilégio “que se possa conceder, negar ou utilizar como arma”.Segundo o ministro dos emirados, “230 navios encontram-se carregados de petróleo e prontos para zarpar”, mas estão impedidos de o fazer devido ao bloqueio do estreito, por onde passa 20% do comércio mundial de energia.Al Jaber exigiu que todas as embarcações tenham liberdade de navegar pelo corredor sem restrições, porque “nenhum país tem direito legítimo a determinar quem pode passar e sob que condições”.Exigiu ainda que os produtores de energia “possam restabelecer a produção em larga escala de forma rápida e segura”.Anunciou que a companhia nacional de Abu Dhabi pela qual é responsável carregou petróleo e vai aumentar a produção “dentro das limitações impostas pelos danos sofridos” pelos ataques iranianos.Al Jaber alertou para a “encruzilhada crítica” em que se encontram os mercados, uma vez que os últimos carregamentos que transitaram pelo Estreito de Ormuz antes da guerra só estão agora a chegar aos destinos.“É aqui que os mercados financeiros enfrentam a realidade física, e o hiato de 40 dias nos fluxos energéticos mundiais fica claramente exposto”, afirmou Al Jaber, insistindo na necessidade de restabelecer o fluxo da energia que transita por Ormuz.O objetivo é “reequilibrar os mercados, aliviar a pressão sobre os preços e o custo de vida”, algo especialmente urgente para a Ásia, que depende em 80% dos carregamentos da região e onde reside metade da população mundial.“A estabilidade depende agora do restabelecimento de fluxos reais. Não de um acesso parcial, nem de medidas temporárias, nem de uma passagem controlada, mas de um fornecimento pleno e fiável”, acrescentou.Lusa.Brent pode superar 100 dólares por barril caso Estreito de Ormuz permaneça fechado outro mês.Os ministros das Finanças do G7 reúnem-se na próxima quarta-feira, em Washington (EUA), para coordenar a resposta ao impacto económico da crise no Médio Oriente, disse hoje o ministro da Economia francês.Numa entrevista à France Info, Roland Lescure informou que viajará na próxima semana para Washington, onde presidirá a uma reunião do G7 de ministros das Finanças na próxima quarta-feira, para reforçar a cooperação entre os membros: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Japão.Segundo o ministro, este encontro visa "coordenar, trocar informações, avaliar os diagnósticos e agir" face à volatilidade dos mercados energéticos.“Estamos perante uma situação extremamente volátil que exige coordenação internacional”, sublinhou.Roland Lescure considerou que esta reunião permitirá analisar as consequências económicas do conflito, incluindo o abastecimento energético, mas também a inflação e a estabilidade dos mercados.Além disso, espera que os ministros das Finanças do G7 avaliem medidas para atenuar o impacto sobre os consumidores e as empresas.Lusa.Para o presidente do Irão, os ataques israelitas contra o Líbano violam o cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerão. A "agressão" de Israel contra o Líbano "viola de forma flagrante o cessar-fogo", considera Masoud Pezeshkian numa mensagem partilhada nas redes sociais. "Tais ações demonstram engano e incumprimento, tornando as negociações sem sentido", afirmou."Mantemos o dedo no gatilho. O Irão nunca abandonará os seus irmãos e irmãs libaneses", escreveu o chefe de Estado iraniano..Os ataques israelitas que visaram o Líbano na quarta-feira fizeram pelo menos 203 mortos, indicou o Ministério da Saúde libanês, tendo sido registados mais de mil feridos.Segundo a Associated Press, o número de mortos desta quarta-feira foi o mais elevado registado num só dia no Líbano desde o início da ofensiva militar israelita contra alvos do Hezbollah no país. O presidente do Líbano, Josef Aoun, já classificou os ataques como "bárbaros". O país decretou esta quinta-feira um dia de luto nacional. .Segurança aérea europeia prolonga restrições ao espaço aéreo do Médio Oriente.O presidente do parlamento iraniano deixou um aviso nas redes sociais sobre as violações do cessar-fogo acordado com os EUA. De acordo com a Associated Press, Mohammad Bagher Qalibaf afirmou que os ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano têm consequências, uma vez que, considera, o cessar-fogo de duas semanas abrange o Líbano."As violações do cessar-fogo acarretam respostas explícitas e fortes", escreveu na rede social X..O número de mortos nos ataques israelo-americanos desde 28 de fevereiro ascende a mais de três mil, anunciaram as autoridades iranianas, no dia seguinte ao cessar-fogo intermediado pelo Paquistão.“Registámos mais de 3000 mártires dos ataques inimigos em todo o país”, disse o diretor do instituto de medicina legal do Irão, Abbas Masjedi Arani, frisando que "quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento usado pelo inimigo".O mesmo responsável destacou que a entidade que dirige já está a notificar as famílias das vítimas e a trabalhar para entregar os cadáveres "o mais rápido possível".Lusa.O primeiro-ministro israelita afirmou esta quinta-feira que o país vai continuar com os ataques visando alvos do Hezbollah no Líbano. A garantia de Benjamin Netanyahu acontece numa altura em que vários países defendem que o cessar-fogo entre Irão e EUA deve incluir o Líbano. "Continuamos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", assegura Netanyahu, que destacou a morte de Ali Youssef Harshi, sobrinho e secretário do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem. Nas redes sociais, Netanyahu disse que nos ataques da última noite no sul do Líbano foram atingidas "infraestruturas terroristas", como "passagens de fronteira usadas para o transporte de milhares de armas, rockets e lançadores, bem como depósitos de armas, lançadores e quartéis-generais do Hezbollah". Os últimos ataques israelitas no Líbano fizeram mais de 180 mortos. "A nossa mensagem é clara: quem agir contra os cidadãos de Israel sofrerá as consequências. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário", prometeu..A Air France prolongou a suspensão dos voos com origem e destino em Dubai, Riade, Beirute e Telavive até ao dia 03 de maio, anunciou hoje a companhia aérea francesa em comunicado. “Devido à situação de segurança no destino e ao encerramento contínuo do espaço aéreo aos voos comerciais, a companhia vê-se obrigada a prolongar a suspensão dos seus voos: com origem ou destino em Telavive [Israel], Beirute [Líbano], Dubai [Emirados Árabes Unidos] e Riade [Arábia Saudita] até 3 de maio de 2026, inclusive (ou seja, até 4 de maio de 2026 para os voos com partida de Dubai)”, indicou a Air France num comunicado.A filial ‘low-cost’ Transavia, que habitualmente opera voos para Telavive e Beirute, mantém a suspensão dos serviços até 5 de julho, alegando que a atual situação geopolítica não permite qualquer alternativa.A Air France começou a suspender os voos para o Médio Oriente a partir de 28 de fevereiro, perante a escalada militar dos Estados Unidos e de Israel no Irão.Em 1 de março, a companhia tinha anunciado a suspensão dos serviços para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 3 de março, com mais de 500 voos cancelados nos primeiros dias devido ao encerramento de vários espaços aéreos na região.Lusa.Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), defende que o cessar-fogo entre EUA e Irão deve abranger também o Líbano."O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra, mas o direito de Israel se defender não justifica infligir tamanha destruição", começou por defender numa mensagem divulgada nas redes sociais.Kallas referiu-se aos ataques israelitas que "mataram centenas de pessoas na noite passada", o que torna "difícil argumentar que tais ações brutais se enquadram na legítima defesa"."As ações israelitas estão a colocar o cessar-fogo entre os EUA e o Irão sob forte pressão. A trégua com o Irão deverá estender-se ao Líbano", defende a chefe da diplomacia europeia.Kaja Kallas defende ainda que o "Hezbollah deve desarmar-se, como aceitou fazer"..O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, condenou esta quinta-feira reabertura da embaixada de Espanha em Teerão. "De mãos dadas" com o regime iraniano, "sem qualquer vergonha" e "para vergonha do mundo inteiro", escreveu Gideon Saar numa nota partilhada numa mensagem nas redes sociais. .Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, e do Irão, Abbas Araghchi, tiveram uma conversa telefónica naquele foi o primeiro contacto oficial entre os dois países desde o início da guerra, segundo a AFP. "A conversa centrou-se na análise da evolução da situação e nas formas de abrandar o ritmo das tensões, de modo a ajudar a restaurar a segurança e a estabilidade na região", de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita..As principais bolsas europeias abriram hoje sem tendência definida e o petróleo voltou a subir, devido à incerteza criada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou novas ofensivas no Irão se o cessar-fogo falhar.Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,17%, para 612,48 pontos.As bolsas de Londres e Milão subiam 0,18% e 0,05%, enquanto as de Paris, Frankfurt e Madrid recuavam 0,55%, 0,61% e 0,10%, respetivamente.A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,47%, para 9.496,53 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.O euro também subia, 0,02% para 1,1665 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1663 dólares na quarta-feira.O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, avançava 2,63%, para 97,24 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, de referência nos EUA, subia 3,07%, para 90,44 dólares.Lusa.Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão atendendo ao cessar-fogo de duas semanas no Médio Oriente e ao início de negociações, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.Segundo o ministro, Espanha quer juntar-se "a esse esforço pela paz" e vai reabrir a embaixada em Teerão, que fechou temporariamente em 7 de março, na sequência do início da guerra, desencadeada com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão."São duas semanas que temos pela frente, durante as quais esperemos que todos apostem pela negociação, como faz Espanha desde o primeiro dia", acrescentou Albares, que falava a jornalistas, em Madrid.Lusa.Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC."Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo”, esperando que “os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".Lusa.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram esta quinta-feira a morte Ali Yusuf Harshi, sobrinho do líder do Hezbollah, Naim Qassem, num ataque contra Beirute na última madrugada. "Eliminado. Harshi era um colaborador próximo e conselheiro pessoal do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, e desempenhava um papel central na gestão e segurança do seu gabinete", afirmaram as IDF, citadas pela Sky News.Nos ataques ao sul do Líbano, cerca de 10 armazéns de armas, lançadores e centros de comando foram também atingidos, segundo o exército israelita..O primeiro-ministro britânico já se encontra nos Emirados Árabes Unidos, depois de ter estado na Arábia Saudita.Keir Starmer tem estado a reunir-se com os líderes de países aliados do Reino Unido no Golfo, numa altura em que foi anunciado um acordo de cessar-fogo entre Irão e EUA.Na quarta-feira, o chefe de Governo reuniu-se com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, e visitou uma base aérea, segundo a imprensa britânica. .A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu hoje o alargamento do cessar-fogo entre Washington e Teerão ao Líbano demonstrando preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel. Cooper disse estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira por Israel contra o Líbano."Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano", afirmou a chefe da diplomacia britânica à estação de televisão Sky News.Os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e provocaram ferimentos a mais de mil pessoas, segundo as autoridades libanesas.Nas últimas 24 horas, a diplomacia de Paris defendeu igualmente a extensão do cessar-fogo ao Líbano.Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês reiterou a posição considerando intoleráveis os ataques israelitas.Jean-Noel Barrot disse hoje à rádio France Inter que Paris já demonstrou total solidariedade com Beirute.O Governo do Líbano decretou hoje luto nacional.Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a navegação em águas internacionais é um bem comum que não deve ser impedido por qualquer obstáculo ou direito de passagem."Ninguém aceitaria isto, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios", acrescentou Jean-Noel Barrot. Lusa.Cessar-fogo em risco: EUA e Irão clamam vitória, mas Israel expande ataques ao Líbano e Ormuz volta a fechar.O presidente dos Estados Unidos advertiu nas redes sociais que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário.Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais."Existe um único conjunto de 'pontos” significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o presidente na Truth Social.Lusa.Tóquio está a ponderar uma libertação adicional de reservas de petróleo estratégicas, perante a incerteza quanto à aplicação do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão e à reabertura do Estreito de Ormuz.O Governo japonês está a considerar libertar o equivalente a cerca de 20 dias de reservas nacionais a partir de maio, uma vez que, considera o Executivo de Sanae Takaichi, a retoma segura da navegação pelo estratégico estreito "continua a ser incerta" após o acordo de tréguas, avançou hoje a agência noticiosa japonesa Kyodo.As autoridades japonesas têm como objetivo estabilizar o abastecimento de petróleo com esta libertação adicional, considerando que o arquipélago, que está a ser afetado pelo bloqueio seletivo de Ormuz, importa do Médio Oriente cerca de 90% do crude que consome.Nos últimos dias, a primeira-ministra Takaichi garantiu que o Japão tem assegurado o abastecimento de petróleo para oito meses, ou seja, até ao final do ano; e acrescentou que a aquisição a fornecedores alternativos "avança de forma constante".Lusa.Os ataques israelitas ao Líbano representam um "grave perigo" para o cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, alertou hoje o porta-voz de António Guterres, secretário-geral da ONU."A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres, que reitera os apelos para um fim imediato das hostilidades.O Governo israelita anunciou que concordou com a interrupção dos ataques conjuntos com os Estados Unidos desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.Também o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, entretanto, que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha reiterado que o acordo engloba o território libanês.Os ataques israelitas ao Líbano causaram 182 mortos na quarta-feira.Lusa.Aisha Farooqui: “Os Estados Unidos e o Irão confiaram no Paquistão pela sua capacidade de facilitar o diálogo”.A Guarda Revolucionária Iraniana partilhou hoje um mapa com rotas alternativas para a navegação no Estreito de Ormuz, após o presidente norte-americano aceitar o plano apresentado por Teerão e ter-se iniciado um cessar-fogo.Devido à guerra, que começou no passado dia 28 de fevereiro, e "face à presença de diversos tipos de minas antinavio" na zona, a agência Tasnim, ligada ao corpo de elite das forças armadas iranianas, indicou que os navios que transitarem pelo estreito "devem coordenar-se com a CGRI [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica] e, até nova ordem, utilizar as rotas alternativas para a travessia" por esta via estratégica.De acordo com meios de comunicação social persas, será estabelecida uma rota de entrada e outra de saída: a primeira irá do mar de Omã para norte, até à ilha de Larak, e daí para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá o percurso inverso, ambas de acordo com um mapa que a Tasnim partilhou na plataforma de mensagens Telegram.Após registar quedas drásticas no tráfego de até 97%, após o início da guerra, o movimento no Estreito de Ormuz foi sendo retomado com cautela na quarta-feira, depois de EUA e Irão terem acordado uma trégua de duas semanas que permitirá a "passagem segura" pela via.No entanto, ainda na quarta-feira, Teerão anunciou a interrupção da navegação de petroleiros em resposta aos bombardeamentos surpresa em grande escala que Israel lançou contra o Líbano, informação que foi desmentida pela Casa Branca.Horas antes do acordo, Teerão assegurou que o plano de dez pontos estipula um "protocolo de segurança" para garantir o controlo iraniano desta passagem estratégico, pela qual, antes da guerra, circulavam cerca de 20% das energias fósseis mundiais.A reabertura de Ormuz tem sido uma exigência da comunidade internacional e o principal trunfo estratégico de Teerão na guerra.Lusa.Bom dia,Siga aqui as principais notícias sobre a guerra no Irão, numa altura em que Washington e Teerão se preparam para o regresso à mesa das negociações, após ter sido anunciado um cessar-fogo de duas semanas. .Macron diz que cessar-fogo deve incluir Líbano para ser “credível e duradouro”