“Vamos tentar ter uma negociação positiva", diz JD Vance. Em Islamabad já está a delegação iraniana

Siga aqui as notícias sobre o conflito do Médio Oriente. EUA e Irão concordaram com um acordo de cessar-fogo de duas semanas. Estão agendadas negociações no Paquistão nos próximos dias.
“Vamos tentar ter uma negociação positiva", diz JD Vance. Em Islamabad já está a delegação iraniana
EPA/WAEL HAMZEH

Netanyahu ataca governo de Espanha: "Não estou disposto a tolerar esta hipocrisia e esta hostilidade"

O primeiro-ministro israelita enviou hoje uma mensagem ao governo de Espanha, que se tem posicionado contra a guerra levada a cabo pelos Estados Unidos e Isarel contra o Irão, através das redes sociais. "A Espanha caluniou os nossos heróis, os soldados das Forças de Defesa de Israel, os soldados do exército mais moral do mundo. E, por isso, ordenei a expulsão dos representantes de Espanha do centro de coordenação em Kiryat Gat, depois de Espanha ter optado, por diversas vezes, por se posicionar contra Israel", escreveu Benjamin Netanyahu.

O chefe de Governo israelita disse que não permite que nenhum país trave uma guerra política sem pagar um preço imediato por isso. "Não estou disposto a tolerar esta hipocrisia e esta hostilidade", garantiu.

"Quem ataca o Estado de Israel em vez dos regimes terroristas, quem quer que o faça, não será nosso parceiro no que diz respeito ao futuro da região", disse.

O Centro de Coordenação Civil-Militar, sediado em Kiryat Gat, foi estabelecido em outubro de 2025 como um organismo multinacional encarregado de monitorizar a implementação do acordo de paz patrocinado por Donald Trump em Gaza.

Ormuz com movimento muito reduzido apesar do cessar-fogo

Pelo menos nove navios transitaram na quinta-feira pelo estreito de Ormuz, em comparação com cinco no primeiro dia do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão, afirmou hoje a plataforma de monitorização marítima MarineTraffic.

“Em 09 de abril, o número de navios que cruzaram o estreito aumentou para nove diários, face aos cinco do dia anterior, mas o tráfego mantém-se muito abaixo do que indicaria uma normalização generalizada”, disse a MarineTraffic.

O cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor na quarta-feira e estava condicionado à retoma do tráfego pelo estreito, por onde passa um quinto do petróleo e gás comercializado no mundo.

A via estratégica tem estado praticamente bloqueada pelo Irão desde o início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.

A MarineTraffic precisou que “o ambiente operacional parece praticamente inalterado” no estreito.

Registam-se “movimentos ainda limitados a passagens autorizadas sob estritas medidas de controlo, em vez de uma reabertura total impulsionada por um cessar-fogo”, referiu numa análise divulgada na internet, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Dos navios que transitaram por Ormuz na quinta-feira, cinco estavam autorizados e dois pertenciam à frota de reserva, de acordo com a MarineTraffic.

A maioria transportava carga a granel e produtos petrolíferos.

Os fluxos direcionais mantiveram-se “relativamente equilibrados, com uma ligeira tendência para os movimentos de oeste para leste” do estreito, ou seja, de saída do golfo Pérsico.

“É provável que a maioria dos participantes do mercado continue na expectativa, à espera de provas mais claras de que a passagem pelo estreito de Ormuz pode manter-se de forma segura e previsível”, considerou.

A plataforma com sede em Atenas e comprada pela belga Kpler admitiu que o recente aumento de travessias pode dever-se a “uma flexibilidade operacional seletiva”, e não a um retorno generalizado do tráfego.

Lusa

Governo afirma que Portugal “está protegido da crise de abastecimento” de energia

A ministra do Ambiente disse hoje que Portugal “está relativamente protegido da crise de abastecimento” de energia, após ser questionada sobre os alertas deixados pelo Fundo Monetário Internacional sobre as consequências da guerra no Médio Oriente.

“Portugal está relativamente protegido da crise, não da crise dos preços, porque essas são globais, o preço é global, mas da crise de abastecimento”, afirmou aos jornalistas a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Na quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que as consequências da guerra no Médio Oriente representam um risco sério para a economia internacional, que enfrenta um choque de oferta "amplo, global e assimétrico".

“Vamos tentar ter uma negociação positiva", diz JD Vance. Em Islamabad já está a delegação iraniana
FMI. Mesmo que a guerra acabe, custo de vida, energia e turismo ficam pior e haverá mais fome no mundo

A ministra do ambiente considerou hoje que do ponto de vista de eletricidade, mais de 80% é renovável, evitando que o gás condicione o preço da eletricidade.

“Mais de 80% é renovável, o que nos protege muito e faz uma barreira para que raramente seja o gás a ditar o preço da eletricidade”, disse Maria da Graça Carvalho.

Em relação ao fornecimento de gás e de petróleo, a ministra disse que Portugal tem vários fornecedores fora da zona do conflito, dando o exemplo de países como: Estados Unidos, Brasil, Nigéria e a Argélia.

Maria da Graça Carvalho referiu que a Península Ibérica tem muitos pontos de entrada de portos com capacidade para o gás natural, “o que leva a uma também maior capacidade de resistir há crise de abastecimento”, ao contrário de outros países da Europa, dando o exemplo da Itália que dependia muito do gás do Qatar, no Médio Oriente.

“Temos reservas e temos uma refinaria que trabalha bem”, acrescentou Maria da Graça Carvalho.

Em relação aos impostos sobre os lucros extraordinários das energéticas, um pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação, ao nível da União Europeia (UE), a ministra do ambiente disse que o Governo irá aguardar a decisão da União Europeia.

“Será uma medida que vai ser tomada a nível europeu, portanto vamos aguardar para saber a decisão da União Europeia. Vamos também aguardar a evolução da situação internacional”, disse Maria da Graça Carvalho, indicando que há um Conselho Europeu nos dias 23 e 24 de abril.

Lusa

“Vamos tentar ter uma negociação positiva", diz JD Vance. Em Islamabad já está a delegação iraniana
Governo afirma que Portugal “está protegido da crise de abastecimento” de energia

“Vamos tentar ter uma negociação positiva", diz JD Vance

Antes de iniciar a viagem até ao Paquistão, palco de negociações sobre o cessar fogo entre Irão e EUA, o vice-presidente norte-americano disse estar entusiasmado com o início das conversações.

“Estamos entusiasmados pela negociação. Penso que será positiva”, disse Vance aos jornalistas. “Como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, estaremos certamente dispostos a estender-lhes a mão. Se tentarem enganar-nos, vão descobrir que a equipa de negociação não é tão recetiva”, afirmou, em tom de aviso.

“Vamos tentar ter uma negociação positiva. O presidente deu-nos algumas orientações bastante claras e veremos o que acontece”, adiantou Vance.

PM britânico fala com Trump sobre um "plano prático" para o estreito de Ormuz. Discutidas opções militares

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, falou com o presidente norte-americano sobre um "plano prático" para que seja reposta a circulação no estreito de Ormuz.

Depois de se reunir com líderes de países do Golfo, Starmer revelou que teve uma conversa com Donald Trump, tendo transmitido a posição dos países da região. "Estes Estados do Golfo são vizinhos do Irão e, por isso, para que o cessar-fogo se mantenha, é necessário envolvê-los", afirmou o primeiro-ministro britânico no Qatar. Estes países do Golfo "têm opiniões muito firmes sobre o estreito de Ormuz", disse.

"Passámos a maior parte do tempo da conversa a discutir o plano prático que será necessário para garantir a navegação pelo estreito e o papel que o Reino Unido está a desempenhar", acrescentou, citado pela imprensa britânica.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na sexta-feira que discutiu as capacidades militares e a logística da passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz quando conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, um dia antes.

De acordo com a Reuters, foram discutidas opções militares em relação à estratégica rota marítima.

"Temos estado a reunir uma coligação de países... a trabalhar num plano político e diplomático, mas também a analisar as capacidades militares e... a logística da movimentação de navios através do Estreito", disse Starmer.

“Vamos tentar ter uma negociação positiva", diz JD Vance. Em Islamabad já está a delegação iraniana
Aeroportos da UE alertam para crise sistémica se estreito de Ormuz não reabrir em três semanas

Grupo francês TotalEnergies anuncia paralisação de refinaria saudita devido a ataques

O grupo empresarial petrolífero francês TotalEnergies anunciou hoje a paralisação da sua refinaria em Satorp, na Arábia Saudita, devido a danos provocados nas instalações por ataques militares.

"Como medida de segurança", as unidades da plataforma, de propriedade conjunta da empresa saudita Aramco (62,5%) e da TotalEnergies (37,5%), "foram paralisadas" após "incidentes ocorridos durante a noite de 7 para 8 de abril, que danificaram uma das duas linhas de processamento da refinaria", lê-se.

Os responsáveis pelo conglomerado energético francês esclareceram que "não houve vítimas" resultantes das ofensivas sofridas no complexo industrial, junto à margem do golfo Pérsico.

Quinta-feira, o ministério da Energia saudita tinha relatado "múltiplos ataques" contra "importantes instalações de energia no Reino", incluindo a referida refinaria do grupo francês.

Lusa

Quase 600 crianças mortas ou feridas no Líbano, diz Unicef

Dados divulgados hoje pela Unicef indicam que, desde 2 de março, quase 600 crianças foram mortas ou ficaram feridas no Líbano pelas forças de Israel.

Só na última quarta-feira, mais de 30 crianças foram mortas e quase 150 ficaram feridas devido aos ataques israelitas, afirmou a UNICEF.

"A Unicef está a receber relatos de crianças a serem retiradas dos escombros, enquanto outras continuam desaparecidas e separadas das suas famílias. Muitas estão a sofrer traumas, tendo perdido familiares, as suas casas e qualquer sensação de segurança", alerta a agência da ONU, dando conta que, em todo o país, "mais de um milhão de pessoas foram desalojadas, incluindo cerca de 390.000 crianças".

A Unicef recorda: "O direito internacional humanitário é claro: os civis, incluindo as crianças, devem ser protegidos em todas as circunstâncias".

Delegação do Irão já chegou a Islamabad. JD Vance lidera comitiva dos EUA

Em Islamabad, no Paquistão, ultimam-se os pormenores para receber as negociações entre EUA e Irão, previstas para este sábado, após ter sido anunciado um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os países.

De acordo com o Wall Street Journal a delegação iraniana já chegou à capital paquistanesa.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera a delegação norte-americana, deverá viajar hoje para o Paquistão. Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também integram a comitiva dos EUA.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, deverão participar nas negociações.

IDF dizem que forças israelitas estão em "estado de guerra"

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram que as tropas israelitas estão em "estado de guerra, não em cessar-fogo" com o Hezbollah. A afirmação é do chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, citado pela imprensa internacional.

"As Forças de Defesa de Israel estão em estado de guerra; não estamos em cessar-fogo na frente norte", afirmou.

Já sobre o Irão, o responsável militar deixou um aviso: "Estamos em cessar-fogo, mas podemos retomar as operações a qualquer momento, e com grande intensidade".

Hezbollah lançou ataques contra cidade israelita e o sul do Líbano

O movimento xiita libanês Hezbollah reivindicou a autoria dos ataques lançados na manhã desta sexta-feira contra soldados israelitas no sul do Líbano, segundo notícia da CNN.

Em comunicado, o Hezbollah disse ter lançado um ataque contra as forças de Israel em  Wata Al-Khiam, no sul do Líbano, às primeiras horas desta manhã.

O Hezbollah afirmou ainda que atacou a cidade israelita de Kiryat Shmona, na fronteira, em resposta à "violação do acordo de cessar-fogo pelo inimigo".

Forças ucranianas abateram drones Shahed durante a guerra contra o Irão, diz Zelensky

Volodymyr Zelensky afirmou que as forças ucranianas abateram drones Shahed em vários países durante o conflito no Médio Oriente. A informação foi dada a conhecer pelo presidente ucraniano numa publicação nas redes sociais.

"Demonstramos a alguns países como operar intercetores. Destruímos os drones iranianos? Sim, destruímos. Fizemos isso em apenas um país? Não, em vários. E, na minha opinião, isso é um sucesso", lê-se na mensagem que publicou no X. "Não se tratava de uma missão de treinamento ou exercícios, mas sim de apoio na construção de um sistema moderno de defesa aérea que realmente funcione", afirmou.

Zelensky disse que, em alguns casos, os soldados ucranianos partilharam experiência "em defesa real".

A revelação de Zelensky sobre estas operações internacionais foi feita na quarta-feira, em declarações à imprensa que estiveram sob embargo até hoje de manhã.

Zelensky pediu a reposição de sanções sobre o petróleo russo

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a eventual reabertura do Estreito de Ormuz deve conduzir à reposição das sanções petrolíferas contra a Rússia, suspensas por Washington para reduzir o impacto da guerra no mercado de crude.

Washington pretende alcançar - no eventual acordo de cessar-fogo com Teerão - a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais vias marítimas para o transporte de petróleo do Médio Oriente. 

O presidente da Ucrânia referiu-se à empresa russa Lukoil para afirmar que suspeita que o levantamento das sanções reforçou a convicção de que se tratou de uma manobra da Rússia. 

A petrolífera russa foi sancionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em outubro.

O chefe de Estado ucraniano confirmou ainda, sem especificar os países em causa, que alguns dos parceiros da Ucrânia pediram, através de canais militares e políticos, que se abstivesse de atacar as infraestruturas petrolíferas russas durante a guerra com o Irão para evitar maiores distorções no mercado internacional.

Zelensky acrescentou que "pelo menos na Europa", a Rússia está impedida de lucrar com os ativos petrolíferos ou de os vender devido ao regime de sanções.

Lusa

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FMI. Mesmo que a guerra acabe, custo de vida, energia e turismo ficam pior e haverá mais fome no mundo

Coreia do Sul envia representante especial a Irão por incertezas em Ormuz

A Coreia do Sul vai enviar um representante especial ao Irão, face à incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, em condições semelhantes às anteriores da guerra, apesar do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Hyun, acordou na quinta-feira à noite, num telefonema com o homólogo iraniano, Abbas Aragchi, o envio de um funcionário especial a Teerão "para tratar da situação no Médio Oriente e dos assuntos bilaterais" entre os países, de acordo com um comunicado ministerial.

De acordo com Seul, Aragchi "acolheu favoravelmente a iniciativa" das autoridades sul-coreanas e defendeu a necessidade de manter uma comunicação fluida, além de explicar a posição iraniana relativamente à "situação atual" na região, incluindo Ormuz.

Durante a conversa, Cho saudou o acordo de cessar-fogo, que "abriu caminho para o reinício da navegação no Estreito de Ormuz", e manifestou esperança de que as negociações entre as partes sejam concluídas com sucesso.

Neste sentido, o ministro sul-coreano salientou a necessidade de retomar "de forma rápida e segura" a livre navegação por Ormuz de todos os navios, incluindo os sul-coreanos, e instou Aragchi a "continuar a zelar pela segurança dos cidadãos coreanos no Irão".

O chefe da diplomacia iraniana esclareceu que a navegação pelo estreito de Ormuz "será possível, em coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em conta as limitações técnicas existentes", desde que "a outra parte cumpra os compromissos durante o período de cessar-fogo".

No entanto, Aragchi salientou que a "base para o fim total da guerra em todas as frentes" passa pelo facto de "todas as partes respeitarem" o pacto de trégua, "tal como" referiu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito.

Lusa

Japão vai colocar no mercado 20 dias de reservas estratégicas de petróleo

As autoridades japonesas vão colocar no mercado o equivalente a vinte dias de abastecimento das reservas estratégicas de petróleo bruto para fazer face às interrupções no abastecimento decorrentes da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

A libertação, confirmada esta sexta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, com início no início de maio, visa garantir que o arquipélago mantenha um abastecimento estável, segundo explicou a chefe do Governo numa reunião do Conselho de Ministros, avançou a estação japonesa de televisão NHK.

A agência pública sul-coreana Kyodo tinha já revelado na quinta-feira que as autoridades estavam a planear uma libertação adicional de barris de petróleo bruto, atendendo à manutenção das incertezas relativamente à navegação pelo Estreito de Ormuz, apesar do cessar-fogo de duas semanas anunciado por Washington e Teerão.

Na terça-feira, antes de se saber da notícia do cessar-fogo, a primeira-ministra japonesa disse aos meios de comunicação que o seu país tem o abastecimento de petróleo garantido até ao próximo ano, "mantendo a libertação de reservas ao mínimo", em virtude de ter ampliado o abastecimento a partir de fontes alternativas, como os Estados Unidos.

O Japão importa cerca de 90% do petróleo bruto que consome do Médio Oriente, e o encerramento do Estreito de Ormuz na sequência da guerra obrigou o país a libertar milhões de barris das suas reservas estratégicas e a subsidiar as petrolíferas para reduzir os preços dos combustíveis, entre outras medidas.

Lusa

Portugal e mais oito países do sul da UE pedem trégua efetiva no Líbano e toda a região

Os Estados-membros do sul da União Europeia (MED9), entre os quais Portugal, congratularam-se na quinta-feira com o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão e apelaram ao cumprimento do mesmo em todo o Médio Oriente, incluindo no Líbano. 

Num comunicado conjunto, os países MED9 apelam a "uma desescalada sustentada" e ao cumprimento da trégua em toda a região, incluindo no Líbano, para se poder "avançar nas negociações rumo a uma paz duradoura e sustentável". 

"Preocupa-nos profundamente que, infelizmente, a violência continue em grande escala", acrescentaram os nove países (Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta e Portugal).  

Os ministros dos Negócios Estrangeiros ou seus representantes dos MED9 reuniram-se durante o dia em Split, na Croácia, na presença da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, para abordar a situação de instabilidade na região mediterrânica e debater questões de segurança marítima, económica e energética.  

O conflito, refere o comunicado final, é "inaceitável" e "pode deteriorar-se ainda mais, com repercussões importantes para a paz e a segurança regionais e mundiais”.

Lusa

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Israel aceita falar de paz com o Líbano após ataques que ameaçam diálogo entre EUA e Irão

Trump insta Teerão a "parar já" cobrança de portagens no Estreito de Ormuz

O presidente norte-americano, Donald Trump, instou na última noite o Irão a "parar já" se estiver a cobrar portagens a navios na passagem do Estreito de Ormuz, após criticar media e comentadores conservadores que questionaram a operação militar norte-americana na região. 

“Há relatos de que o Irão está a cobrar taxas aos petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz — É melhor que não o estejam a fazer e, se o estiverem, é melhor que parem já!”, publicou Trump na rede social Truth, no segundo dia do frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Teerão.  

"O Irão está a agir de forma muito deficiente — alguns diriam que desonrosa — para permitir que o petróleo passe pelo Estreito de Ormuz. Não é esse o acordo que temos!", afirmou Trump.

Lusa

Acompanhe aqui as notícias sobre o conflito do Médio Oriente

Bom dia,

Siga aqui as principais notícias sobre o conflito do Médio Oriente. Após ameaças de aniquilação feitas por Donald Trump, o Irão concordou com um acordo de cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e as partes têm negociações agendadas no Paquistão nos próximos dias. 

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Zelensky diz que EUA ignoraram provas de apoio russo ao Irão por "confiarem" em Putin
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