O presidente ucraniano afirmou esta quarta-feira, 3 de junho, que, na última noite, "instalações importantes em território russo foram atingidas". Ataques com recurso a drones atingiram o terminal petrolífero de São Petersburgo, segundo Volodymyr Zelensky.Os ataques ocorreram no dia em que arranca o Fórum Económico Internacional, precisamente na cidade portuária russa. Um evento anual, apelidado de "Davos da Rússia", que tem a duração de três dias."A distância entre a fronteira estatal da Ucrânia e esta instalação da indústria petrolífera russa, que apoia a guerra, é de cerca de 1100 quilómetros. Foram também atingidos alvos puramente militares na base de Kronstadt", informou o presidente da Ucrânia.Na mensagem divulgada nas redes sociais, Zelensky adiantou que outro alvo da ofensiva ucraniana "foi uma empresa na região de Tambov envolvida na produção de armas russas", que está localizada quase a 600 quilómetros da linha da frente. "O plano da Ucrânia para sanções de longo alcance está a ser implementado exatamente como necessário para aproximar a paz", considerou.. Alexander Beglov, governador de São Petersburgo, indicou que "diversas" instalações foram danificadas e que não havia vítimas mortais a registar.De acordo com a AFP, os ataques obrigaram o principal aeroporto de São Petersburgo a encerrar as operações durante horas."O fórum de São Petersburgo está a começar com uma bela coluna de fumo negro em segundo plano após os ataques ucranianos", afirmou Sergiy Sternenko, assessor do ministro da Defesa ucraniano, citado pela agência de notícias.Jornalistas da AFP testemunharam fumo visível do local onde vai ser realizado o Fórum Económico Internacional, quando os participantes se reuniam para as primeiras sessões. Um evento onde estão previstas as intervenções do presidente russo, Vladimir Putin, e do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Estes ataques ucranianos com drones ocorreram um dia depois da ofensiva russa em larga escala contra várias cidades ucranianas, entre as quais a capital, Kiev. Há a registar pelo menos 23 mortos e mais de 100 feridos, segundo o balanço mais recente. .Zelensky acusa países que ajudam a Rússia de “cumplicidade nos assassinatos” de ucranianos.“Finlândia nunca interrompeu a preparação após a II Guerra Mundial. Mas invasão da Ucrânia foi um alerta”