Russos têm intensificado ataques sobre Kiev
Russos têm intensificado ataques sobre KievEPA SERGEY DOLZHENKO

Ucrânia: Ataque russo com mísseis balísticos mata nove pessoas em Kiev

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.
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Um ataque russo com mísseis balísticos contra Kiev durante a noite de sexta-feira e madrugada deste sábado (1 de agosto) causou pelo menos nove mortos, anunciaram os serviços de emergência ucranianos, revendo em alta um primeiro balanço de quatro mortos.

"Nove pessoas foram mortas e outras 23 ficaram feridas na sequência de um ataque russo com mísseis balísticos", escreveram os serviços de emergência da Ucrânia na rede de mensagens Telegram.

Segundo a administração militar de Kiev, "na sequência do ataque, deflagrou-se um incêndio num edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev". "A ameaça de utilização de mísseis balísticos continua elevada. Exortamos todos a permanecerem nos abrigos até que o alerta aéreo seja levantado", precisou ainda a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis membros de uma mesma família, perto de Kryvyi Rig. E outras duas pessoas morreram em bombardeamentos em Kiev e em Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de abater.

A escassez de mísseis intercetores PAC-3, necessários para estes sistemas, agravou-se desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em fevereiro, mas a Ucrânia espera poder produzi-los no seu território, após ter recebido a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou no início da semana a Casa Branca para tratar do assunto, mas esta sexta-feira, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump disse que "gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk" para em seguida acrescentar que nada estava ainda decidido.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", disse Trump, garantindo: "Ainda não demos o nosso consentimento. Estamos a discutir o assunto".

No dia anterior, o inquilino da Casa Branca tinha declarado ao Financial Times que "não tinha a certeza" de dar 'luz verde' a Kiev para a produção dos intercetores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.

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