Ucrânia ataca uma das maiores refinarias russas e uma fábrica de mísseis
Depois de durante manhã as autoridades ucranianas terem confirmado um ataque durante a noite contra a refinaria de petróleo Lukoil, em Kstovo, a 400 quilómetros a leste de Moscovo, foi o próprio presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quem anunciou à tarde que a Ucrânia atacou com sucesso a fábrica de Kamensky, na Rússia, uma unidade de produção de mísseis situada na região de Rostov.
O Estado-Maior ucraniano informou que no sábado fora levado a cabo um ataque à fábrica, com drones e mísseis de cruzeiro, segundo o Kyiv Independent. A fábrica de Kamensky foi alvo de sanções por parte da União Europeia, Reino Unido e EUA, devido ao seu papel na guerra da Rússia contra a Ucrânia. Localizada a cerca de 15 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, a fábrica produz propulsante sólido para uma variedade de rockets, mísseis e armamento aéreo russos.
Na sexta-feira, as autoridades russas tinham indicado que a Ucrânia retomara os ataques às refinarias russas, após uma “pausa” de vários dias. O vice-ministro da Energia da Rússia, Alexandre Novak, declarou então que três refinarias tinham sido alvo de ataques nesse dia. O ataque na noite de sábado para domingo contra Kstovo, visou uma das maiores refinarias da Rússia, com uma capacidade de produção de cerca de 17 milhões de toneladas de petróleo por ano, o que equivale a cerca de 340 000 barris por dia.
A Rússia, por seu lado, continua a atacar a infraestrutura energética ucraniana, mas também os seus centros de controlo ferroviário, como de Konotop, no oblast de Soumy, norte do país.
Entretanto, em Oleshky, devia chegar este domingo ao fim o cessar-fogo que permitiu distribuir ajuda alimentar e medicamentos e retirar civis daquela cidade ucraniana ocupada pela Rússia desde a invasão em 2022. O cessar-fogo, mediado pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, foi acompanhado por um cessar-fogo local, que teve início na madrugada de terça-feira na região de Kherson.
Com bandeiras ucranianas sobre os ombros, muitos moradores desta cidade chegaram nos últimos dias a território controlado pela Ucrânia e foram recebidos por familiares num local mantido em sigilo por motivos de segurança. A evacuação da cidade implicou viajarem de autocarro e avião passando pela Rússia e Bielorrússia, na sequência de um acordo entre Kiev e Moscovo.
Segundo a provedora de Justiça russa, Yana Lantratova, a Rússia e a Ucrânia concordaram em coordenar periodicamente novas missões humanitárias na cidade ocupada de Oleshky.

