Trump garante que Estados Unidos destruíram 28 navios lança-minas iranianos
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Trump garante que Estados Unidos destruíram 28 navios lança-minas iranianos

Leia aqui os principais acontecimentos sobre o conflito no Médio Oriente desta quarta-feira, 11 de março.
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Trump diz que vai usar a reserva estratégica de petróleo para reduzir preços

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que a sua administração vai utilizar a reserva estratégica de petróleo do país para tentar reduzir os preços da gasolina, que subiram devido à guerra com o Irão.

Durante uma entrevista na quarta-feira à emissora WKRC Local 12, em Cincinnati, Trump foi questionado sobre o uso da reserva e respondeu: "Bem, vamos fazê-lo e depois voltamos a enchê-la".

"Agora vamos reduzir um pouco, e isso fará com que os preços baixem", acrescentou, sem especificar quantos barris de petróleo os EUA vão libertar.

Trump criticou frequentemente a administração de Joe Biden por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.

O republicano garantiu também hoje que as consequências económicas do conflito no Irão, com a forte flutuação dos preços do petróleo, não vão durar muito tempo e assegurou que os mercados foram menos afetados do que tinha previsto.

"Pensei que nos iria afetar um pouco, mas provavelmente afetou-nos menos do que pensava. E voltaremos ao normal muito em breve. Os preços estão a cair consideravelmente", frisou o Presidente norte-americano em declarações divulgadas pela Fox News, acrescentando que "o preço do petróleo vai cair, é apenas uma questão de guerra".

Trump enfatizou que o preço do crude "vai cair mais do que qualquer um imagina", afirmando ainda que os mercados estão a "manter-se bem".

Lusa

Trump garante que EUA destruíram 28 navios lança-minas iranianos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que Washington destruiu “28 navios lança-minas” iranianos, encarregados de colocar explosivos no Estreito de Ormuz.

”Atacámos 28 navios lança-minas até agora”, disse Trump à imprensa no estado do Ohio, descrevendo novamente a ofensiva israelo-americana contra o Irão como uma “excursão” e garantindo que estava “muito adiantada” em relação ao calendário previsto.

”Desmantelámos quase todos os seus navios lança-minas numa noite”, disse Trump momentos antes ainda na Casa Branca (sede da presidência), sugerindo que até 60 navios iranianos tinham sido atingidos desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

"Já chegámos ao navio número 60. Não sabia que tinham uma Marinha tão grande. Diria que era grande e ineficaz”, adiantou.

“Praticamente toda a sua Marinha desapareceu", insistiu.

Por seu lado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou na terça-feira ter destruído “vários navios de guerra iranianos” perto do Estreito de Ormuz, citando 16 navios que acusam de ter ameaçado “a liberdade de navegação”.

A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial e uma quantidade importante de minerais estratégicos, alterou o mercado internacional de petróleo e gás depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter ameaçado atacar qualquer navio que o atravessasse.

Trump garantiu que a navegação no Estreito de Ormuz é segura e incentivou as petrolíferas a utilizar essa rota marítima, ao mesmo tempo que renovou as suas ameaças ao Irão.

“Poderia ser muito pior (...). Nós atingimo-los mais forte do que qualquer outro país na história, e ainda não terminámos”, advertiu.

“Neste momento, perderam a sua Marinha, perderam a sua Força Aérea, não têm antiterrorismo. Não têm radar, os seus líderes desapareceram e poderíamos ser muito piores”, acrescentou o Presidente republicano.

Fontes anónimas citadas pela estação norte-americana CNN afirmaram que, por enquanto, o Irão colocou apenas algumas dezenas de minas, mas que poderia aumentar o número para centenas com a frota que ainda mantém.

A agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que três navios foram atingidos hoje por projéteis perto do Estreito de Ormuz e na própria via.

Por seu lado, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, reivindicou o ataque contra um navio de propriedade de Israel e com bandeira da Libéria, o “Express Rome”.

Teerão garantiu ainda que não permitirá que “nem um litro de petróleo” atravesse o Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos (EUA), Israel ou seus parceiros.

O Irão também ameaçou hoje atacar “todos os portos e centros económicos da região” caso se concretizem eventuais ataques dos Estados Unidos contra instalações portuárias iranianas.

O CENTCOM afirmou que o Irão está a utilizar portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o tráfego marítimo.

O CENTCOM avisou ainda que infraestruturas civis usadas para fins militares “perdem o seu estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos ao abrigo do direito internacional”.

Lusa

Conselho de Segurança da ONU exige que Irão cesse ataques a países do Golfo

O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje uma resolução proposta pelo Bahrein que exige a cessação imediata de todos os ataques do Irão contra os países do Golfo.

A resolução, apoiada por dezenas de países, incluindo Portugal, obteve 13 votos a favor e duas abstenções: Rússia e China.

O texto foi apresentado pelo Bahrein em nome dos Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que inclui Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU), assim como da Jordânia.

A resolução condena os ataques da República Islâmica do Irão contra os países vizinhos do Golfo e determina que tais atos constituem uma violação do direito internacional e uma grave ameaça à paz e segurança internacionais.

Lusa

Comissão Europeia diz que apoios energéticos "não são normalmente" despesas pontuais

A Comissão Europeia esclareceu hoje que os apoios no setor energético, face ao impacto do conflito no Médio oriente, não são, normalmente, considerados extraordinários, como o Governo português defendeu.

“As medidas de apoio à energia, como, por exemplo, a redução dos impostos especiais de consumo sobre produtos energéticos, não são normalmente consideradas extraordinárias”, precisou fonte oficial da Comissão Europeia, em resposta à Lusa.

Na terça-feira, o Governo defendeu que os apoios públicos devido ao impacto do conflito no Médio Oriente, como no setor energético, contem como despesas pontuais para não afetarem o cumprimento das regras orçamentais da União Europeia (UE).

Bruxelas explicou que, muitas vezes, estas medidas acabam por tornar-se permanentes, daí não serem consideradas extraordinárias.

A Comissão Europeia lembrou que as medidas de apoio à energia face ao aumento dos preços, em 2021, não foram classificadas como extraordinárias. O mesmo aconteceu com a resposta à pandemia de covid-19.

Por outro lado, precisou que os Estados-membros não têm de fazer um pedido formal para a classificação de uma determinada medida como extraordinária.

A mesma fonte disse ainda que está a ser analisada, do ponto de vista técnico, a natureza e os custos associados à resposta do Governo à tempestade Kristin, assim como a “eventual classificação das diferentes medidas como pontuais”.

Já o impacto fiscal destas medidas será avaliado no próximo pacote semestral europeu.

Lusa

Pelo menos 634 mortos e mais de 800 mil deslocados em dez dias de guerra no Líbano

A guerra entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah fez 634 mortos e 1.586 feridos em dez dias no Líbano, anunciou hoje o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine, numa conferência de imprensa.

Entre os mortos, contam-se 91 mulheres e 47 crianças, precisou o ministro.

O número total de deslocados registados junto das autoridades atingiu os 816 mil, 126 mil dos quais estão alojados em centros de acolhimento, indicou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, na mesma conferência de imprensa.

O Exército israelita prosseguiu hoje o bombardeamento dos subúrbios do sul de Beirute, um bastião do Hezbollah, visando um bairro densamente povoado no coração da capital libanesa, no 10.º dia de uma guerra sem fim à vista.

O Líbano foi a 02 de março arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro pelo início de uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o movimento xiita libanês Hezbollah, pró-Irão, lançou um ataque a Israel, que desde então tem realizado uma campanha aérea em grande escala contra o país.

Ao longo do dia, a aviação militar israelita efetuou ataques após ataques à periferia sul de Beirute, cujos habitantes, na maioria, já fugiram.

Ao amanhecer, um ataque direcionado atingiu o bairro de Aïsha Bakkar, em Beirute, onde o sétimo e o oitavo andares de um edifício ficaram destruídos.

“Acordámos em pânico (…). Eu corri pela casa como um louco, à procura dos meus três filhos”, relatou Mohammad, proprietário de um estabelecimento de produtos alimentares que reside num prédio vizinho do atingido.

O bairro está agora cheio de pessoas desalojadas, salientou: “Em vez de acolher uma família, cada apartamento alberga agora dez”.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, quatro pessoas ficaram feridas.

“Tudo o que queremos é viver em paz”, lamentou uma mulher cujo primo ficou ferido no ataque.

Várias horas após o bombardeamento, ainda havia moradores de pijama junto ao edifício parcialmente destruído, na rua coberta de escombros situada perto da sede da mais alta autoridade da comunidade muçulmana sunita, a Dar al-Fatwa.

Lusa

Bombardeamento de escola resultou de erro do Exército dos EUA

Um erro do Exército norte-americano nas coordenadas do alvo originou o bombardeamento de uma escola no Irão, que fez mais de 150 mortos, a 28 de fevereiro, noticiou hoje o diário The New York Times.

O jornal nova-iorquino cita conclusões preliminares de uma investigação militar interna.

Segundo as autoridades iranianas, a explosão em Minab, no sul do país, ocorreu no primeiro dia da ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, 28 de fevereiro, e matou mais de 150 pessoas – não tendo até agora sido possível verificar de forma independente o número de mortos e as circunstâncias do incidente.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha negado qualquer envolvimento dos Estados Unidos (EUA) e atribuído a culpa ao próprio Irão, antes de recuar parcialmente e afirmar que “aceitaria” o resultado da investigação.

De acordo com o The New York Times, que cita responsáveis norte-americanos e fontes próximas do inquérito, o míssil Tomahawk foi mesmo disparado pelo Exército norte-americano.

“O ataque de 28 de fevereiro ao edifício da Escola Primária Shajarah Tayyebeh resultou de um erro de direcionamento por parte das Forças Armadas dos EUA, que estavam a atacar uma base iraniana adjacente, da qual o edifício da escola outrora fizera parte, segundo as conclusões preliminares da investigação”, escreveu o diário nova-iorquino.

“Os oficiais do Comando Central norte-americano criaram as coordenadas do alvo para o ataque utilizando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Informações da Defesa, de acordo com pessoas familiarizadas com a investigação”, acrescentou.

O jornal sublinhou que estas conclusões são apenas preliminares e que há ainda dúvidas, em especial sobre a razão pela qual as informações obsoletas não foram novamente verificadas.

Lusa

Montenegro anuncia que Portugal vai disponibilizar 10% das reservas de petróleo

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que Portugal vai disponibilizar “em princípio” 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.

“Vamos partilhar com vários parceiros à escala internacional aquela que foi uma das conclusões da reunião do G7 e vamos disponibilizar uma parte importante, em princípio 10%, das nossas reservas estratégicas para poder haver mais oferta e maior contenção no preços dos combustíveis”, anunciou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas.

Portugal associa-se assim ao acordo dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) que decidiram hoje libertar no conjunto nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

À saída das jornadas parlamentares do PSD, que terminaram hoje em Caminha, Viana do Castelo, Montenegro, líder do partido, sublinhou que o governo português “está alinhado com aquilo que está a acontecer no âmbito da União Europeia e de outros países”.

A este propósito, adiantou que na última reunião com os parceiros europeus em que o ministro das Finanças participou foi pedido que o governo português explicasse “o mecanismo de desconto no ISP para eventualmente se poder aplicar também” noutros países.

“É sabido que a Grécia e a Croácia já também tomaram decisões do ponto de vista da contenção do aumento dos preços. E nós estamos a partilhar exatamente aquilo que cada um está a fazer para poder conformar uma estratégia comum que possa de alguma maneira conter os efeitos sobre as famílias e sobre as empresas”, disse.

Segundo o diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, vão ser disponibilizados para o mercado 400 milhões de barris de petróleo, devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.

Esta é a sexta vez que a AIE coordena a liberação de reservas estratégicas de petróleo.

Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.

Lusa

Exército israelita alerta população para evacuar o sul de Beitute

As Forças Armadas de Israel emitiram esta tarde uma ordem de evacuação para os cidadãos que vivem nos subúrbios do sul de Beirute, capital do Líbano.

O comunicado pede para que não regressem àquela zona até nova comunicação.

Israel tem estado a atacar o sul da cidade, conhecido reduto do Hezbollah.

Guarda Revolucionária ameaça com "guerra de desgaste" e destruição da economia global

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou hoje os Estados Unidos e Israel com uma "guerra de desgaste" e a destruição da economia global, 12 dias após o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.

"Eles [Estados Unidos e Israel] devem considerar a possibilidade de estarem envolvidos numa guerra de desgaste a longo prazo que destruirá toda a economia americana, bem como a economia global, e levará à erosão de todas as suas capacidades militares até à sua destruição total", declarou Ali Fadavi, conselheiro do comandante da Guarda Revolucionária, à televisão estatal.

A força ideológica do Irão reivindicou hoje a autoria de vários ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e realçou que "os agressores americanos e os seus parceiros não têm o direito de passar" por esta via navegável de importância estratégica.

No dia em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que já “não resta muito mais para bombardear no Irão”, o exército iraniano avisou pelo seu lado que não permitirá que “um único litro de petróleo” passe pelo Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou dos seus parceiros, e que qualquer embarcação ligada a estes países será um alvo legítimo.

Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central em Khatam al-Anbia, que coordena as ações do exército regular com a Guarda Revolucionária, afirmou que os ataques contra alvos norte-americanos nos países do Médio Oriente vão continuar.

“O truque de esconder o seu exército cobarde em locais públicos e infraestruturas nos países da região não os salvará do atoleiro em que se meteram”, advertiu o porta-voz militar, citado pela agência iraniana Tasnim.

Lusa

PR francês pede ao G7 apelo a fim de restrições a exportações de petróleo

O presidente francês Emmanuel Macron sugeriu hoje ao G7 um apelo aos outros países para que se abstenham de restrições às exportações de petróleo e gás que possam desestabilizar os mercados, face à guerra no Médio Oriente.

Emmanuel Macron exortou também o Presidente norte-americano, Donald Trump, e restantes líderes do G7, reunidos em videoconferência, a coordenarem-se para restabelecer “o mais depressa possível” a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, segundo a agência francesa AFP.

Lusa

EUA alertam civis iranianos para evitarem "imediatamente" os portos do estreito de Ormuz

O Comando Central dos EUA alertou os civis iranianos para "evitarem imediatamente" a área junto ao longo do estreito de Ormuz, depois de a Marinha do Irão ter posicionado os seus navios junto aos portos, que para os norte-americanos passam a ser "alvos legítimos".

Os Estados Unidos garante que o Irão está a usar os portos "para as suas operações militares que ameaçam a navegação internacional". "Essa ação coloca em risco a vida de pessoas inocentes. Os portos civis usados ​​para fins militares perdem o estatuto de proteção e tornam-se alvos militares legítimos de acordo com o direito internacional", avisou o Comando Central dos EUA, acrescentando que "os trabalhadores portuários, o pessoal administrativo e as tripulações de embarcações comerciais iranianas devem evitar os navios de guerra e os equipamentos militares iranianos" naquela área, uma vez que "não pode garantir a segurança dos civis".

Países da Agência Internacional de Energia libertam 400 milhões barris de petróleo das reservas estratégicas

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram “por unanimidade” hoje libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

“Os países da AIE vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo (...) ao mercado para compensar a perda de abastecimento devido ao encerramento efetivo do estreito” de Ormuz, anunciou o diretor executivo da agência, Fatih Birol, numa declaração em vídeo.

Lusa

Espanha retira embaixadora de Israel de forma definitiva

Espanha tornou definitiva a retirada da embaixadora que tinha em Israel, Ana María Salomon, optando por passar a uma encarregada de negócios a chefia da representação diplomática espanhola em Telavive, segundo uma decisão do Governo publicada hoje.

A embaixadora Ana María Salomon já estava fora de Israel desde setembro de 2025, quando foi chamada a Madrid pelo Governo “para consultas”, sem data prevista para o regresso.

A retirada da embaixadora, em setembro, foi a resposta de Espanha a declarações de membros do executivo israelita, que chamaram antissemita ao Governo espanhol, liderado pelo socialista Pedro Sánchez.

Sánchez tem sido um dos dirigentes internacionais mais críticos da operação militar de Telavive no território palestiniano da Faixa de Gaza, em resposta aos ataques do grupo radical islâmico Hamas de outubro de 2023, e o Governo de Espanha reconheceu a Palestina como Estado em maio de 2024.

Nos últimos dias, Sánchez tem sido também das vozes europeias mais frontais nas críticas aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, aos quais Teerão respondeu, desencadeando uma nova guerra no Médio Oriente.

Além de críticas reiteradas ao Governo espanhol, Israel retirou também de Espanha, em maio de 2024, a embaixadora que tinha em Madrid, quando Sánchez anunciou a intenção de reconhecer o Estado da Palestina.

Desde então, Israel mantém em Espanha uma representação diplomática liderada por uma encarregada de negócios.

Com a decisão publicada hoje no jornal oficial do Estado espanhol, a embaixada de Espanha em Telavive passa a ser também chefiada oficialmente por uma encarregada de negócios, “ao mesmo nível” da embaixada de Israel em Madrid, realçaram fontes do executivo de Pedro Sánchez.

Quando Espanha retirou provisoriamente a embaixadora de Telavive, em setembro do ano passado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, justificou a manutenção de relações diplomáticas com Israel por o Governo espanhol defender a designada "solução dos dois Estados" (palestiniano e israelita).

Lusa

Trump diz que guerra no Irão vai acabar "em breve" e que "praticamente não há mais nada para atacar"

O presidente dos EUA disse esta quarta-feira que a guerra no Irão vai terminar "em breve" e que "praticamente não há mais nada para atacar".

Numa curta entrevista, por telefone, ao site de notícias Axios, Donald Trump afirmou: "Quando eu quiser que acabe, vai acabar".

Guerra vai continuar "sem limite de tempo", diz ministro da Defesa de Israel

O ministro da Defesa israelita disse esta quarta-feira que a guerra, lançada em conjunto com os EUA, a 28 de fevereiro, contra o Irão vai continuar "sem limite de tempo".

De acordo com The Guardian, Israel Katz afirmou que os ataques contra Teerão vão continuar "enquanto for necessário", referindo que a ofensiva militar está a infligir pesadas baixas nas forças iranianas.

"Esta operação continuará sem limite de tempo, enquanto for necessário, até atingirmos todos os objetivos e decidirmos o resultado da campanha", adiantou o ministro israelita.

Katz disse ainda que “a liderança iraniana que sobreviveu foge como ratos em túneis, exatamente como a liderança do [movimento islamita palestiniano] Hamas em Gaza”.

Roménia aceita receber meios militares dos EUA para apoiar ataques

A Roménia vai aceitar o envio de equipamento e tropas militares dos Estados Unidos para apoiar os ataques aéreos contra o Irão, anunciou hoje o presidente romeno, Nicusor Dan.

Nicusor Dan afirmou que o equipamento inclui aeronaves de reabastecimento em voo, sistemas de seguimento e instalações de comunicação por satélite, que deverão ser instalados no país no âmbito do sistema de defesa antimíssil de Deveselu, no sul da Roménia.

De acordo com a imprensa romena, Washington pediu também o envio de forças adicionais, incluindo aviões de combate e outros equipamentos, para a base aérea da NATO de Mihail Kogalniceanu, situada perto da costa do mar Negro.

A decisão romena, adotada pelo Conselho Supremo de Defesa Nacional, órgão que reúne o presidente, o primeiro-ministro e vários ministros, terá ainda de ser ratificada pelo Parlamento romeno.

“Estes dispositivos são defensivos e não estão equipados com armamento propriamente dito. Em termos técnicos, são chamados de dispositivos não cinéticos”, disse Nicusor Dan aos jornalistas.

O chefe de Estado romeno acrescentou que o envio do equipamento baseia-se no acordo de parceria estratégica entre a Roménia e os Estados Unidos.

“Trata-se de uma colaboração entre a Roménia e os Estados Unidos semelhante à que outros países da NATO estão a realizar”, disse Dan.

A Roménia integra a NATO desde 2004.

Lusa

Ministro do Desporto do Irão diz que país não pode, "em circunstância alguma", participar no Mundial de futebol

O Irão afastou esta quarta-feira a participação do país no Mundial de futebol, competição que acontece este verão e que tem como um dos anfitriões os EUA, tendo em conta a guerra entre os dois países.

A posição foi transmitida pelo ministro do Desporto iraniano, Ahmad Donyamali, à televisão estatal.

"Considerando que este regime corrupto assassinou o nosso líder, em circunstância alguma podemos participar no Mundial", afirmou, citado pela imprensa internacional.

Também esta quarta-feira, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, revelou ter recebido garantias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a seleção do Irão será autorizada a entrar no país para disputar o Mundial de 2026.

Hamas felicita novo líder supremo e deseja-lhe êxito contra Israel e EUA

O porta-voz do grupo islamista palestiniano Hamas, Hazem Qasem, felicitou hoje a eleição de Mojtaba Khamenei para suceder ao pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irão, desejando-lhe êxito contra Israel e Estados Unidos.

"Expressamos as nossas sinceras felicitações aos nossos irmãos na República Islâmica do Irão pela eleição de Sua Eminência, o ‘ayatollah’ Mukhtaba Khamenei, como líder da Revolução Islâmica", disse o responsável do grupo que controlava a Faixa de Gaza.

O Hamas, movimento de resistência islâmica na Palestina, foi o autor do ataque de 07 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou uma ofensiva israelita na Faixa de Gaza que se prolongou por dois anos até ter sido decretado um cessar-fogo em outubro passado.

Qasem afirmou que o Hamas deseja a Khamenei “êxito na hora de concretizar a esperança do povo iraniano contra a agressão israelo-americana e evitar que as forças da arrogância mundial imponham a sua vontade ao Irão", lê-se no jornal diário palestiniano Filastin.

Mojtaba foi nomeado domingo, após a morte do pai, em 28 de fevereiro, quando começou a nova ofensiva militar conjunta de EUA e Israel contra o Irão, já depois da guerra de 12 dias de junho.

Lusa

UE anuncia novas sanções a 19 pessoas e entidades do regime iraniano

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou hoje a imposição de novas sanções a 19 pessoas e entidades do regime iraniano responsáveis por “violações graves dos direitos humanos”.

“A União Europeia (UE) continua a responsabilizar o Irão. Hoje, os embaixadores dos Estados-membros aprovaram novas sanções contra 19 responsáveis e entidades do regime [iraniano] responsáveis por violações graves dos direitos humanos”, anunciou a alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros numa publicação na rede social X.

Kallas garante que, “enquanto a guerra no Irão continua, a UE protegerá os seus interesses e perseguirá os responsáveis pela repressão interna”.

“Isto também envia uma mensagem a Teerão de que o futuro do Irão não pode ser construído sobre a repressão”, afirma.

Em 29 de janeiro, a UE já tinha anunciado a imposição de sanções a 15 pessoas e seis entidades por “graves violações dos direitos humanos”, numa lista que incluía o ministro do Interior e chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Eskandar Momeni, o procurador-geral, Mohammad Movahedi-Azad, oficiais de alta patente das forças de manutenção da ordem e comandantes do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica.

No mesmo dia, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram também classificar a Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista.

Lusa

Teerão declara como "alvos legítimos" navios dos EUA, Israel e aliados

O exército iraniano declarou hoje como “alvos legítimos” todos os navios norte-americanos, israelitas e dos aliados dos dois países no estreito de Ormuz.

“Qualquer navio cuja carga de petróleo ou o próprio navio pertença aos Estados Unidos, ao regime sionista [Israel] ou aos seus aliados hostis será considerado um alvo legítimo”, declarou o comando central das operações militares.

O exército iraniano não permitirá “a exportação de um único litro de petróleo” através do estreito, disse o comando num comunicado divulgado pela televisão estatal, citado pela agência francesa AFP.

Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, que coordena o exército regular com a Guarda Revolucionária, assegurou que os ataques contra alvos norte-americanos nos países do Médio Oriente vão continuar.

“O truque de esconder o exército cobarde em locais públicos e em infraestruturas dos países da região não poderá salvá-los do pântano em que ficaram presos”, advertiu num vídeo publicado pela agência Tasnim e citado pela espanhola EFE.

Lusa

Companhia aérea KLM cancela todos os voos para o Dubai até 28 de março

A companhia aérea holandesa KLM anunciou esta quarta-feira que cancelou todos os voos para o Dubai até 28 de março, na sequência do conflito no Médio Oriente, em curso há já 12 dias.

"Devido aos distúrbios persistentes no Médio Oriente, a KLM decidiu cancelar todos os voos com destino ao Dubai até 28 de março, inclusive", lê-se num comunicado da empresa.

"A segurança dos nossos passageiros e tripulações continua a ser a nossa prioridade absoluta", informou a KLM, na nota, referindo que a empresa continua disponível para ajudar no repatriamento dos passageiros retidos, estando a acompanhar a situação de perto e a manter contactos com as autoridades competentes.

Navio tailandês atingido no estreito de Ormuz. Três tripulantes estão desaparecidos

Um navio tailandês foi esta quarta-feira atingido por projéteis no estreito de Ormuz, informou o Ministério dos Transportes da Tailândia, citado pela CNN.

Foi ainda referido que vinte elementos da tripulação que seguiam na embarcação foram resgatados, mas três estão desaparecidos.

A tripulação do Mayuree Naree, com bandeira tailandesa, deixou a embarcação através de um bote salva-vidas, tendo sido resgatada pela Marinha de Omã, explicaram as autoridades da Tailândia.

Desde o início da operação militar dos EUA e de Israel contra o Irão, a agência marítima UKMTO registou 14 incidentes que afetaram navios no Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e no golfo de Omã.

Meloni acusa EUA e Israel de terem violado direito internacional

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou hoje que os Estados Unidos e Israel violaram o direito internacional ao atacar o Irão acrescentando que a atual crise no Médio Oriente é a mais complexa das últimas décadas.

Na apresentação perante o Parlamento de Roma de um relatório sobre a guerra no Irão, a chefe do executivo disse que existe uma conjuntura de crise do sistema internacional, em que as ameaças se tornaram "assustadoras".

Meloni sublinhou que se multiplicaram ações unilaterais conduzidas fora do âmbito do direito internacional assinalando, neste contexto, a "intervenção" norte-americana e israelita contra o regime iraniano.

Por outro lado, Meloni disse que pretende dialogar com os partidos políticos sobre como lidar com a crise no Médio Oriente, que considerou ser uma das mais complexas das últimas décadas, e que exige, frisou, ações sérias.

"Não temos aqui um governo cúmplice das decisões dos outros, muito menos um governo isolado na Europa ou culpado pelas consequências económicas que a crise possa ter nos cidadãos e nas empresas", declarou a primeira-ministra.

Giorgia Meloni apelou a um "espírito construtivo de coesão" para enfrentar a crise, salientando que o governo de Itália não estava a tentar esquivar-se ao escrutínio parlamentar.

Lusa

Erdogan pede o fim da guerra "antes que se agrave e incendeie a região"

O presidente da Turquia apelou esta quarta-feira ao fim da guerra "antes que se agrave e incendeie completamente a região".

Recep Tayyip Erdogan pediu uma solução diplomática para terminar com este conflito no Médio Oriente. "Se a diplomacia tiver uma oportunidade, isso é perfeitamente possível", sublinhou o presidente turco, citado pela AFP.

Em Ancara, Erdogan referiu que Teerão teve "uma experiência muito amarga nas negociações com os americanos" e reiterou que a Turquia está determinada em encontrar uma solução diplomática.

Emirados Árabes Unidos respondem a nova onda de ataques do Irão

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos indicou esta quarta-feira que os sistemas de defesa antiaérea do país estão a responder a novos ataques com mísseis e drones, lançados a partir do Irão, segundo a BBC.

Antes, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos informaram que dois drones vindos do Irão atingiram hoje uma área próxima do Aeroporto Internacional do Dubai, ferindo quatro pessoas.

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Pelo menos 17 mortos em novos ataques israelitas contra o Líbano

Nos mais recentes ataques israelitas contra o Líbano, pelo menos 17 pessoas morreram, de acordo com as autoridades locais, noticia o Times of Israel.

Foram também registados dezenas de feridos na sequência dos ataques desta quarta-feira das forças israelitas contra o sul e o leste do Líbano.

Forças iranianas vão atacar bancos e centros financeiros na região

As forças armadas do Irão vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano, anunciou hoje o comando conjunto iraniano.

O aviso foi divulgado pelo quartel-general al-Anbiya, em Teerão, sede do comando conjunto das forças armadas da República Islâmica do Irão, segundo a agência de notícias norte-americana The Associated Press (AP).

Seguiu-se a relatos dos meios de comunicação iranianos sobre a morte de funcionários de um banco em Teerão durante ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos, no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro.

A ameaça coloca em risco particular o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe inúmeras instituições financeiras internacionais, bem como os reinos da Arábia Saudita e do Bahrein, segundo a AP.

Lusa

Drones causam quatro feridos perto do aeroporto de Dubai sem suspender voos

Dois drones vindos do Irão atingiram hoje uma área próxima do Aeroporto Internacional do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ferindo quatro pessoas, embora os voos continuem a operar, informaram as autoridades.

O Gabinete de Imprensa do Dubai, que emite comunicados em nome do Governo da cidade-estado, afirmou que o ataque causou “ferimentos ligeiros em dois cidadãos ganeses e num cidadão do Bangladesh, e ferimentos moderados num cidadão indiano”.

O comunicado sublinhou ainda que os voos continuam a operar.

O Aeroporto Internacional do Dubai, sede da companhia aérea Emirates, que opera voos de longo curso, é o mais movimentado do mundo em termos de viagens internacionais.

As autoridades de Dubai têm tentado aumentar a programação de voos, apesar de o aeroporto ter sido alvo de ataques durante a guerra.

Lusa

Novo líder supremo Mojtaba Khamenei está "são e salvo" apesar de ferido

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está "são e salvo" apesar dos ferimentos, afirmou hoje o filho do presidente iraniano, na plataforma de mensagens Telegram.

"Ouvi relatos de que o senhor Mojtaba Khamenei tinha sido ferido", escreveu Yousef Pezeshkian, filho de Masoud Pezeshkian.

"Perguntei a alguns amigos que têm contactos com ele. Disseram-me que, graças a Deus, está são e salvo", acrescentou Yousef, que também é conselheiro do Governo.

Mojtaba Khamenei, líder religioso do Irão, terá sido ferido durante o ataque que matou o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva israelo-norte-americana, a 28 de fevereiro.

Mas os detalhes sobre a gravidade dos ferimentos de Mojtaba Khamenei são desconhecidos, e o novo líder supremo não apareceu em público desde então.

Lusa

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Navio porta-contentores atingido por projétil perto do Estreito de Ormuz

A agência de segurança marítima UKMTO, que vigia a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, disse que um navio porta-contentores foi atingido por um projétil perto do estreito de Ormuz.

De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o capitão informou que a embarcação foi danificada, mas que todos os tripulantes estão em segurança.

O navio foi atingido por um "projétil não identificado" a 25 milhas náuticas (46 quilómetros) a noroeste de Ras Al Khaimah, na costa dos Emirados Árabes Unidos.

O local encontra-se ainda dentro do Golfo Pérsico, mas próximo de Ormuz, um estreito crucial para o transporte de petróleo, que se encontra atualmente em alerta máximo devido ao conflito em curso entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

A UKMTO registou 14 incidentes que afetaram navios no Golfo Pérsico, no estreito de Ormuz e no golfo de Omã entre 28 de fevereiro, quando o conflito começou, e terça-feira.

Destes incidentes, quatro são relatos de "atividade suspeita", como ouvir ou ver explosões, e dez são ataques que atingiram uma embarcação. A agência refere que estes ataques deixaram sete marinheiros mortos.

Lusa

Guarda Revolucionária diz ter atacado base norte-americana no Kuwait

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje que lançou mísseis contra uma base militar norte-americana no Kuwait, informaram as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.

"A base norte-americana de Arifjan foi atingida por dois mísseis disparados" pela Guarda Revolucionária, afirmaram as agências de notícias iranianas, embora o Kuwait não tenha confirmado oficialmente o ataque.

Localizada a sul da Cidade do Kuwait, a base de Arifjan alberga o quartel-general avançado da componente terrestre do Comando Central do exército dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), responsável pelo Médio Oriente.

Horas antes, as autoridades da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Kuwait anunciaram a deteção de mísseis disparados do Irão, alguns dos quais que tinham como alvo bases militares dos Estados Unidos.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou a interceção de sete mísseis balísticos disparados pelo Irão, seis dos quais tinham como alvo a Base Aérea Príncipe Sultan, que alberga tropas norte-americanas perto de Riade.

"Seis mísseis balísticos disparados em direção à Base Aérea Príncipe Sultan foram intercetados e destruídos", anunciou o ministério, acrescentando que um míssil balístico que tinha como alvo a região leste do país também foi intercetado.

Lusa

Mais dois membros da seleção feminina de futebol pedem asilo na Austrália

Mais dois membros da seleção feminina de futebol do Irão obtiveram asilo na Austrália antes da delegação deixar o país, anunciou hoje o ministro australiano dos Assuntos Internos, Tony Burke.

Com estas duas concessões, sobe para sete o número de mulheres que receberam vistos humanitários na Austrália, depois de cinco jogadoras iranianas terem pedido asilo anteriormente, disse Burke, em conferência de imprensa em Camberra.

Uma era jogadora e a outra membro da equipa técnica, sendo que ambas solicitaram asilo antes de as restantes colegas serem transportadas para o aeroporto.

A partida do resto da equipa de Sydney para regressar ao Irão ocorreu apesar de protestos no hotel que acolhia que delegação e no aeroporto.

Iranianos residentes na Austrália tentaram impedir que as mulheres deixassem o país, invocando receios pela sua segurança no Irão. O voo partiu na noite de terça-feira.

A equipa tinha chegado à Austrália para disputar a Taça Asiática antes de a guerra no Irão começar, a 28 de fevereiro. A equipa foi eliminada do torneio no fim de semana e enfrentava a perspetiva de regressar a um país sob bombardeamento.

O Governo australiano revelou hoje as últimas tentativas para garantir que cada membro da equipa pudesse considerar uma oferta de asilo.

Burke explicou que, ao passarem pelo controlo fronteiriço, as jogadoras foram chamadas individualmente para falar com funcionários australianos e intérpretes, sem acompanhantes presentes.

“A Austrália fez esta oferta porque estamos profundamente impressionados com estas mulheres como indivíduos”, disse.

“A escolha que a Austrália deu, a escolha de ter funcionários do Governo à sua frente a dizer que depende de ti, é uma escolha a que cada pessoa deveria ter direito”, acrescentou

Algumas das jogadoras contactaram as famílias no Irão para discutir a proposta, acrescentou Burke, mas nenhum outro membro da delegação decidiu permanecer na Austrália.

“Tudo se centrou em garantir a dignidade dessas pessoas para poderem escolher”, afirmou.

“Não podíamos retirar a pressão do contexto em que se encontravam, do que lhes poderia ter sido dito antes, das pressões que poderiam sentir sobre outros familiares”, explicou.

As que pediram asilo receberam vistos humanitários temporários, que conduzirão à residência permanente na Austrália, disse Burke.

O ministro acrescentou que alguns elementos da delegação não receberam vistos por terem ligações à Guarda Revolucionária paramilitar iraniana.

Lusa

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China “não apoia a expansão do alcance dos ataques”

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, assegurou hoje que a China “não apoia a expansão do alcance dos ataques” no Médio Oriente, durante uma conversa telefónica com o homólogo do Qatar, Mohamed bin Abdulrahman.

Wang indicou que o país “tem defendido sistematicamente os princípios e advogado pela justiça nas questões internacionais”, de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

O diplomata chinês afirmou que “o uso da força contra o Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel – sem a autorização do Conselho de Segurança – constitui uma clara violação dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, bem como das normas básicas que regem as relações internacionais”.

Wang afirmou, porém, que Pequim “não apoia a expansão do alcance dos ataques e condena os ataques indiscriminados contra civis e alvos não militares”, ao mesmo tempo que pediu respeito pela “soberania, segurança e integridade territorial dos Estados árabes da região do Golfo”, que sofreram ataques por parte do Irão nas últimas semanas.

“Uma guerra prolongada não tem qualquer propósito útil e só traz prejuízos; apenas resultaria em perdas ainda maiores para todas as partes envolvidas”, acrescentou o ministro chinês, que reiterou o pedido de um cessar-fogo, tal como nas conversações nos últimos dias com outros diplomatas da região.

Bin Abdulrahman declarou que “o Qatar se vê obrigado a exercer a legítima defesa necessária, intensificando simultaneamente os esforços diplomáticos para conter a propagação e a escalada da crise”, de acordo com o comunicado.

Segundo o texto, o diplomata “manifestou a sua esperança de que a China desempenhe um papel mais proeminente na facilitação de um cessar-fogo e no fim das hostilidades”.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e o maior comprador de petróleo iraniano, condenou repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por “violarem a soberania” do país persa.

Nos últimos dias, Wang reiterou que este é um conflito “que não deveria ter começado”.

Lusa

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Operação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão dura há 12 dias 

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, lançada a 28 de fevereiro. Em resposta, Teerão lançou ataques de retaliação contra território israelita, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

Veja como foi o dia de ontem (clique no link abaixo):

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