Irão desafia EUA e Israel com nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo
EPA/HANDOUT

Irão desafia EUA e Israel com nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo

No nono dia da guerra com Israel e Estados Unidos, comité de clérigos iranianos elegeu o filho do líder morto para suceder ao pai. Trump avisa que, sem aprovação dos EUA, "não durará muito tempo".
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Mojtaba Khamenei sucede ao pai como novo líder supremo do Irão

O Irão nomeou Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo do país, como sucessor do seu pai, Ali Khamenei, segundo um comunicado de clérigos divulgado pelos media estatais, avançam vários meios internacionais. A ascensão de Mojtaba, de 56 anos, segundo filho mais velho de Ali, sinaliza o desejo de manter uma linha de continuidade no poder em Teerão, enquanto o Irão enfrenta ataques crescentes dos Estados Unidos e de Israel, nove dias após o início da guerra, aponta o The New York Times.

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi nomeado por um comité de clérigos xiitas de alto escalão após o ayatollah Ali Khamenei, a maior autoridade do país durante mais de três décadas, ter sido morto num ataque aéreo durante o ataque inicial da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Mojtaba terá também sofrido ferimentos no ataque israelo-americano, segundo informações não confirmadas, e viu ainda a mãe, esposa e filha serem mortas.

O novo líder supremo foi escolhido pela "assembleia de especialistas", um corpo de 88 estudiosos islâmicos selecionados pela sua lealdade ao regime.

"O nome de Khamenei continuará", dissera já este domingo o ayatollah Hosseinali Eshkevari, membro do conselho clerical encarregado de eleger um novo líder, em vídeo publicado nos media iranianos ainda antes do anúncio oficial.

Segundo a Sky News, Mojtaba Khamenei manteve um perfil discreto ao longo dos anos, raramente falando em público ou participando das orações de sexta-feira. "É considerado um conservador de linha dura que serviu no Batalhão Habib da Guarda Revolucionária durante a Guerra Irão-Iraque na década de 1980", escreve a estação britânica, acrescentando que Mojtaba "tem sido associado à violenta repressão de protestos no Irão". "A sua passagem pela Guarda Revolucionária ajudou-o a construir conexões influentes com homens que hoje ocupam altos cargos no país".

A Sky News lembra ainda que Khamenei "está sujeito a sanções dos EUA, mas, segundo relatos, acumulou um valioso império de propriedades em todo o mundo, inclusive em Londres."

A escolha não deve ser bem acolhida por EUA e Israel. "O filho de Khamenei é inaceitável para mim", dissera já o presidente norte-americano, Donald Trump, perante essa possibilidade. "Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irão", referiu Trump, que neste domingo disse à estação televisiva ABC que quer ter voz na escolha de quem assumirá o poder quando a guerra terminar e que um novo líder "não vai durar muito" sem a sua aprovação.

61 passageiros chegam segunda-feira a Lisboa em voo de repatriamento

Um grupo de 61 passageiros — 54 portugueses e sete estrangeiros — chega na madrugada de segunda-feira a Lisboa, num voo de repatriamento a partir da Arábia Saudita, disse o secretário de Estado das Comunidades, que não prevê novos voos.

A operação de retirada de portugueses do Médio Oriente envolve o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Força Aérea, estando previsto que o avião C130H chegue ao aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, por volta das 05:00.

Irão desafia EUA e Israel com nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo
Força Aérea realiza nova operação de retirada de portugueses do Médio Oriente

Petróleo WTI ultrapassa 100 dólares por barril pela primeira vez desde 2022

O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou este domingo os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.

Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.

Israel mata substituto do chefe do Gabinete Militar do líder supremo do Irão

O Exército de Israel confirmou hoje ter matado num bombardeamento no sábado o chefe do Gabinete Militar do líder supremo do Irão, que ocupava o cargo depois de o antecessor ter sido assassinado no primeiro dia da guerra.

Morreu o sétimo militar norte-americano após ferimentos na Arábia Saudita

Um militar norte-americano morreu após ter ficado gravemente ferido num dos primeiros ataques iranianos na Arábia Saudita, elevando para sete o número de soldados norte-americanos mortos no conflito, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Em comunicado, o CENTCOM informou que o militar morreu na noite de sábado devido a ferimentos sofridos num ataque lançado pelo Irão contra tropas norte-americanas a 01 de março.

O soldado tinha ficado “seriamente ferido” durante os ataques iniciais atribuídos ao regime iraniano em vários pontos do Médio Oriente, acrescentou o comando militar norte-americano.

“Este é o sétimo membro no ativo que morreu em ação durante a Operação Fúria Épica. Grandes operações de combate continuam”, refere a nota.

A identidade do militar não será divulgada nas próximas 24 horas, aguardando a notificação oficial da família.

A morte foi anunciada poucos dias após a chegada aos Estados Unidos dos corpos de seis militares norte-americanos mortos no Kuwait num ataque com drone atribuído ao Irão.

Trump afirma que novo líder iraniano precisa da aprovação dos EUA ou "não durará muito tempo"

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o futuro líder supremo do Irão "não durará muito tempo" no cargo sem a aprovação da administração americana e insistiu que as operações militares contra Teerão estão a prosseguir conforme o planeado. "Ele [novo líder iraniano] terá que obter a nossa aprovação", declarou em entrevista à ABC News, citada pelo El País, acrescentando que "se ele não a obtiver, não durará muito tempo".

Filho de Khamenei será o novo líder supremo do Irão

O Irão indicou este domingo (9) que escolheu Mojtaba, filho do ayatollah Ali Khamenei, como o seu sucessor, avança a agência Reuters.

"O nome de Khamenei continuará", disse o ayatollah Hosseinali Eshkevari, membro do conselho clerical encarregado de eleger um novo líder, em vídeo publicado nos media iranianos.

"A votação já foi realizada e o resultado será anunciado em breve", disse Eshkevari, citado pela Reuters, sem fornecer mais detalhes.

Mojtaba, de 58 anos, é o segundo filho mais velho de Ali Khamenei, o líder supremo morto recentemente pelos ataques conjuntos de Israel e EUA.

Trump diz ser "pequeno contratempo" o aumento dos combustíveis provocado pela guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou este domingo (8) o aumento dos preços dos combustíveis na sequência do conflito com o Irão, classificando-o como um “pequeno contratempo”.

“É um pequeno contratempo. Tivemos que fazer este desvio. Eu sabia exatamente o que ia acontecer", afirmou Donald Trump numa entrevista à ABC News, ao ser questionado sobre o impacto económico da guerra.

Desde o início dos combates, há uma semana, o preço da gasolina nos EUA subiu 16% (0,47 dólares), sendo a média de preços atualmente praticada de 3,45 dólares por galão (um galão são cerca de 3,78 litros).

Trump optou por desviar a atenção para as conquistas militares, garantindo que as forças americanas já destruíram toda a Marinha iraniana: “O bom é que afundámos 44 dos seus navios, que é toda a sua frota”, observou o líder republicano citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Por outro lado, também o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, garantiu hoje que o país não planeia atacar a indústria petrolífera ou a infraestrutura energética do Irão, distanciando-se assim da recente ofensiva de Israel contra depósitos de combustível em território iraniano.

Estados Unidos descartam ataques a indústria petrolífera iraniana. "São ataques de Israel"

Os Estados Unidos não planeiam atacar a indústria petrolífera e de gás natural do Irão, garantiu o secretário de Estado da Energia norte-americano, imputando a Israel os ataques ao setor energético iraniano.

"Não há planos para atacar a indústria do petróleo, do gás natural ou qualquer outra componente do setor energético [do Irão]. Estes são ataques israelitas", afirmou Chris Wright em entrevista à cadeia televisiva CNN, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O secretário de Estado desvalorizou ainda os relatos de asfixia em Teerão causada por uma deterioração da qualidade do ar decorrente dos bombardeamentos à capital iraniana.

"Uns poucos dias de menor qualidade do ar em Teerão não são nada comparados com o que o povo iraniano sofreu sob o regime", defendeu.

O Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khameini, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países árabes da região do Golfo Pérsico.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

Lusa

Ministro diz que cabe ao "povo iraniano" e não a Trump escolher novo líder

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que "cabe ao povo iraniano escolher o seu novo líder" e "a mais ninguém", numa entrevista à NBC, três dias depois de Trump ter alegado estar "envolvido" no processo de seleção.

"Não permitiremos que ninguém interfira nos nossos assuntos internos. Cabe ao povo iraniano escolher o seu novo líder. (...) Esta é uma questão que diz apenas respeito ao povo iraniano, e a mais ninguém", declarou Araghchi, acrescentando que "é Donald Trump que deve pedir desculpa" pela guerra no Médio Oriente.

"É óbvio que os nossos mísseis não podem atingir o território americano", referiu o ministro.

"O que podemos fazer é atacar as bases e instalações americanas à nossa volta", acrescentou.

Na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha afirmado que queria ser envolvido na escolha do sucessor de Ali Khamenei como líder supremo do Irão, e rejeitou que o seu filho, Mojtaba Khamenei, possa ser uma opção.

O Irão anunciou hoje que a Assembleia de Peritos nomeou o novo líder supremo iraniano para suceder ao ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, sem revelar o nome do eleito.

DN/Lusa

Comando Central dos EUA acusa Irão de "flagrante desrespeito pela segurança de pessoas inocentes"

O Comando Central dos EUA denunciou hoje o "flagrante desrespeito do regime terrorista iraniano pela segurança de pessoas inocentes" no seu próprio país.

Num alerta de segurança aos civis no Irão, afirma que o Irão está a utilizar áreas com elevada densidade populacional civil para operações militares, incluindo lançamentos de drones e mísseis balísticos.

“Esta decisão perigosa coloca em risco a vida de todos os civis no Irão, uma vez que os locais utilizados para fins militares perdem o estatuto de proteção e podem tornar-se alvos militares legítimos ao abrigo do direito internacional”, diz um comunicado.

"O regime iraniano está a colocar vidas inocentes em risco de forma consciente", defende, recomendando aos civis que permaneçam em casa.

O Comando Central afirma que as forças armadas dos EUA “tomam todas as precauções possíveis para minimizar os danos a civis, mas não podem garantir a segurança dos civis dentro ou perto de instalações utilizadas pelo regime iraniano para fins militares”.

Países árabes condenam ataques iranianos

Os ministros dos Negócios Estrangeiros árabes condenaram veementemente os ataques do Irão contra os seus vizinhos árabes, considerando que se trata de uma “grave ameaça à paz e à segurança internacionais”.

Num comunicado divulgado depois de uma reunião virtual, os ministros manifestaram apoio aos Estados do Golfo, juntamente com a Jordânia e o Iraque, nas “medidas que tomam para travar e responder a estas agressões”.

O Irão afirmou que os seus ataques contra alvos americanos em países árabes são uma resposta aos ataques dos EUA e de Israel que desencadearam a guerra a 28 de Fevereiro. No entanto, os ataques iranianos atingiram instalações civis em todos os países do Golfo.

Os ministros exigiram ao Irão que pare imediatamente os seus ataques e “atos provocatórios ou ameaças a países vizinhos”.

Exortaram ainda o Conselho de Segurança da ONU a condenar o Irão e a obrigá-lo a “cessar imediata e incondicionalmente os seus ataques” contra os países árabes.

O comunicado não faz referência aos ataques dos EUA e de Israel, que desencadearam a guerra.

Papa pede fim da guerra

O papa Leão XIV apelou hoje ao fim da guerra no Médio Oriente, Numa mensagem na Praça de São Pedro após a oração do Angelus dominical.

Leão XIV manifestou “profunda consternação” pelas notícias que chegam do Irão e do Médio Oriente e lamentou que “aos episódios de violência e clima generalizado de ódio e medo se acrescente o receio de que o conflito se alargue” e outros países da região “voltem a afundar-se na instabilidade”, entre os quais “o querido Líbano”.

“Que cesse o barulho das bombas, que se calem as armas e se abra um espaço de diálogo no qual se possa escutar a voz dos povos”, pediu.

117 iranianos retirados de Beirute em avião russo

Mais de uma centena de iranianos foram retirados de Beirute, no Líbano, na última noite a bordo de um avião russo.

De acordo com a AFP, desse grupo de iranianos, nuj total de 117 pessoas, fazem parte alguns diplomatas e funcionários da embaixada.

Emirados dizem que Irão lançou 16 mísseis balísticos e 117 drones

Os Emirados Árabes Unidos dizem que o Irão lançou 16 mísseis balísticos e 117 drones em novos ataques. Segundo o Ministério da Defesa, os 16 mísseis foram intercetados um 17.º caiu ao mar. Também a maioria dos drones foram intercetados, mas quarro caíram no território.

De acordo com a agència noticiosa Associated Pess, o ministério afirma estar pronto para "enfrentar firmemente" as ameaças.

Aeroporto de Telavive reabre parcialmente

Após mais de uma semana de guerra com o Irão, saíram hoje os primeiros voos comerciais do aeroporto de Ben Gurión, nos arredores de Telavive, centro de Israel, reaberto de forma parcial.

A informação foi confirmada à EFE por uma porta-voz da Autoridade de Aeroportos nacional.

As companhias aéreas que estão a operar a saída de voos comerciais são as israelitas El Al, Israir e Arkia.

Segundo o jornal The Times of Israel, hoje as autoridades de aviação israelitas aprovaram um aumento do contingente de passageiros permitido nos voos de saída de 70 a 100 - em função da companhia aérea e do tamanho do avião – e também lhes será permitido faturar bagagem.

Além disso, os cidadãos israelitas que queiram sair nestes voos devem assinar previamente um formulário declarando que não regressarão ao país num prazo de pelo menos 30 dias a contar da data da partida.

Lusa

Teerão raciona abastecimento de combustível após ataques

A distribuição de combustível em Teerão foi “temporariamente interrompida” após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

As autoridades iranianas passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina a cada pessoa, após os ataques desta madrugada contra instalações petrolíferas na capital que causaram uma nuvem tóxica sobre a capital iraniana.

“Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida”, disse o governador de Teerão, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna.

A situação está “a ser resolvida”, acrescentou.

Segundo o dirigente, o racionamento constitui uma medida provisória após os ataques da noite passada

No Irão, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da zona.

Israel atacou ontem à noite quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerão e Alborz, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

Exército israelita diz que perseguirá todos os sucessores do líder supremo do Irão

O exército israelita avisou este domingo, numa publicação nas redes sociais, que "continuará a perseguir todos os sucessores" do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, morto em ataques conjuntos entre os EUA e Israel no primeiro dia da guerra.

"Avisamos todos aqueles que pretendem participar na reunião de seleção do sucessor que não hesitaremos em atacá-los também", disseram as FDI.

Alcançado consenso sobre novo líder supremo

A Assembleia de Peritos nomeou o novo líder supremo iraniano para suceder ao ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, anunciou hoje a instituição, sem revelar o nome do eleito.

O ayatollah Ali Khamenei foi morto em ataques conjuntos entre os EUA e Israel no primeiro dia da guerra.

“O candidato mais adequado, aprovado pela maioria da Assembleia de Peritos, foi designado”, declarou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestan naquele órgão clerical xiita, segundo a agência de notícias Irna.

Outro membro do órgão, Mohammad Mehdi Mirbagheri, confirmou, num vídeo divulgado pela agência Fars, que “uma decisão firme, refletindo a posição maioritária, foi tomada”.

O 'ayatalloh' escolhido não será apenas o líder político mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Até à nomeação de um novo líder, o Conselho de Liderança Iraniano assume a direção o país.

DN/Lusa

Irão desafia EUA e Israel com nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo
Khamenei está morto. Quem vai mandar agora no Irão?

Presidente do Irão ameaça com mais ataques contra alvos norte-americanos

O presidente do Irão ameaçou intensificar os ataques contra alvos americanos em todo o Médio Oriente.

“Quando somos atacados, não temos outra escolha senão responder. Quanto mais pressão exercerem sobre nós, mais forte será naturalmente a nossa resposta”, disse o Presidente Masoud Pezeshkian. “O nosso Irão, o nosso país, não se curvará facilmente perante a intimidação, a opressão ou a agressão. E nunca se curvou”, acrescentou

Pezeshkian afirmou que o Irão não procura uma guerra contra os países árabes vizinhos, muitos dos quais albergam bases militares norte-americanas. “São nossos irmãos”, disse, acusando os EUA de tentarem colocar os países da região uns contra os outros.

Estação de dessalinização de água no Bahrein danificada por drone iraniano

Uma estação de dessalinização de água do mar no Bahrein foi danificada hoje por um ataque com drone iraniano, anunciaram as autoridades do pequeno arquipélago do Golfo.

"A agressão iraniana atacou indiscriminadamente alvos civis e causou danos materiais a uma fábrica de dessalinização de água na sequência de um ataque com drones", indicou o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado divulgado na rede social X.

No sábado, o Irão afirmou ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, alegando que esta tinha sido usada anteriormente para lançar um ataque contra uma fábrica de dessalinização iraniana.

Um ataque norte-americano atingiu uma fábrica de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Irão, interrompendo o abastecimento de água em 30 aldeias, sublinhou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, citado pela agência Iran International.

"Atacar a infraestrutura do Irão é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irão", disse o responsável numa publicação na rede social X, classificando a ação como um "crime flagrante e desesperado".

A maioria dos países do Golfo depende em grande parte, da água dessalinizada para o consumo dos residentes, sublinhou a emissora Al Jazeera.

Chefe da diplomacia chinesa diz que guerra "nunca devia ter eclodido" e pede cessar-fogo

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e pediu o "cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão da guerra".

"A China, mantendo uma postura objetiva e imparcial, esclareceu repetidamente os seus princípios, que podem ser resumidos numa única frase: um cessar-fogo", afirmou o chefe da diplomacia chinesa em relação ao conflito, que começou no passado dia 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel sobre Teerão e várias cidades e locais no Irão, resultando, logo no primeiro dia, na morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, assim como de vários elementos da cúpula militar e política da República Islâmica.

As declarações de Wang foram feitas durante a conferência de imprensa anual do ministro dos Negócios Estrangeiros, realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN, Legislativo), o principal evento político do país a cada ano.

O ministro defendeu que "esta é uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", e sublinhou que "a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas".

Wang afirmou que "o respeito pela soberania nacional é a pedra angular da ordem internacional atual" e que "a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irão e de outros países da região do Golfo devem ser respeitadas e invioláveis".

"O abuso da força é inaceitável", acrescentou o ministro, que indicou ainda que "o mundo não pode voltar à lei da selva".

Wang advertiu ainda que "planear revoluções coloridas e mudanças de regime é impopular" e acrescentou que "todas as partes devem voltar à mesa de negociações o mais rápido possível".

Lusa

Países do Golfo Pérsico condenam "ataques nefastos" ao Kuwait e Bahrein

No novo dia de conflito, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aliança dos seis Estados mais ricos da Península Arábica, condenou este domingo, 8 de março, os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, no âmbito da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

O secretário-geral da organização, Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou, em comunicado, "os nefastos ataques iranianos contra infraestruturas" do Kuwait e do Bahrein, acrescentando que refletem a "escalada de violência" seguida por Teerão para "desestabilizar a segurança e a estabilidade na região".

Integrado por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Bahrein, além da Arábia Saudita, o CCG afirmou ainda que os ataques contra "instalações vitais e infraestruturas civis" são uma violação das normas internacionais.

As Forças Armadas do Kuwait denunciaram que hoje uma onda de drones entrou no espaço aéreo do país e atacou infraestruturas críticas, como o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O Ministério da Informação do Kuwait afirmou na rede social X que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar incêndios no aeroporto e na sede da Instituição Pública de Segurança Social.

Além disso, o Ministério do Interior indicou num comunicado que dois militares morreram "enquanto cumpriam o seu dever nacional no âmbito das tarefas de segurança", embora não tenha fornecido detalhes sobre o que aconteceu nem mencionado o Irão.

O Bahrein, por sua vez, deu conta de ataques iranianos perto de uma base militar norte-americana. "A agressão iraniana tem como alvo uma instalação perto de Mina Salman", porto que abriga uma base militar norte-americana, disse o Ministério do Interior do Bahrein também na rede social X.

"A Defesa Civil está a tomar medidas para controlar o incêndio", acrescentaram as autoridades.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre o lançamento de uma nova onda de ataques contra Israel e ativos norte-americanos no Médio Oriente.

A base norte-americana localizada em Arifjan, no Kuwait, foi atingida por mísseis de precisão, acrescentou o meio de comunicação.

Lusa

Irão desafia EUA e Israel com nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo
Trump quer escolher próximo líder do Irão. Israel diz ter "muitas surpresas" para a próxima fase da guerra
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