Força Aérea realiza nova operação de retirada de portugueses do Médio Oriente
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Força Aérea realiza nova operação de retirada de portugueses do Médio Oriente

Neste voo são repatriados 61 passageiros, entre os quais 54 cidadãos portugueses e sete cidadãos estrangeiros, provenientes do Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul.
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O Governo português está a realizar mais uma operação de repatriamento de cidadãos a partir do Médio Oriente, numa missão coordenada entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e o Ministério da Defesa Nacional. A operação envolve um avião C-130H da Força Aérea Portuguesa.

Neste voo são repatriados 61 passageiros, entre os quais 54 cidadãos portugueses e sete cidadãos estrangeiros, provenientes do Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul. A missão pretende garantir a retirada em segurança de pessoas que se encontravam na região, num contexto de instabilidade.

Segundo comunicado da Força Aérea, a chegada do avião está prevista para a madrugada de segunda-feira, por volta das 5h30, no Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro, Lisboa.

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, deverá estar presente no local para receber os cidadãos repatriados.

De acordo com o comunicado oficial, a missão e o respetivo plano de segurança foram solicitados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Ministério da Defesa Nacional, que mobilizou os meios da Força Aérea para executar a operação.

Portugal já repatriou, com voos específicos ou comerciais, cerca de 500 nacionais do Médio Oriente, na sequência dos ataques ao Irão.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades adiantou que o voo saiu de Riade, capital da Arábia Saudita, às 15h40 de hoje, devendo aterrar em Creta, na Grécia, para reabastecer antes de rumar a Lisboa.

Segundo Emídio Sousa, “estas pessoas estavam quase todas no Qatar”, que tem o espaço aéreo fechado, havendo “mais cinco que estavam em Riade” e outras duas que se juntaram a partir do Barein.

“A maioria são situações de pessoas que estavam a viajar, ou de negócios ou de turismo. Neste caso também há alguns residentes, embora a maior parte dos residentes tenha optado por ficar. (…) Sentem que estão seguros, a defesa aérea é muito eficaz e eles sentem que estão seguros, estão a trabalhar, a maioria não pretende regressar”, adiantou o secretário de Estado.

com Lusa

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