O presidente Donald Trump reiterou este sábado (7) que quer participar na escolha do próximo líder iraniano, afirmando que não quer "voltar a cada 10 anos" a ter de intervir no país.“Não queremos ter que voltar a cada cinco ou dez anos. Queremos escolher um presidente que não vá levar o país para uma guerra”, acrescentou Trump a bordo do Air Force One, citado pela CNN..Israel começou a atacar depósitos de petróleo no Irão como parte da próxima fase da guerra, avançou fonte citada pela CNN.“Este é um ataque significativo que constitui um passo adicional no aprofundamento dos danos à infraestrutura militar do regime terrorista iraniano”, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF) em comunicado.Imagens da Reuters também mostraram chamas e fumo a sair da refinaria de petróleo de Shahran, em Teerão..Trump rejeitou recentes notícias de que os curdos iranianos e iraquianos estariam a considerar juntar-se à guerra de EUA e Israel contra o Irão. Segundo cita o jornal El País, o presidente americano declarou que “eles estariam dispostos, mas a guerra já está complicada o suficiente”. “Eu disse aos líderes deles que não quero que se envolvam”, afirmou Trump, a bordo do Air Force One. .Questionado, a bordo do Air Force One, sobre o ataque que destruiu uma escola primária na cidade iraniana de Minab, perto do Estreito de Ormuz, vitimando pelo menos 175 pessoas - a maioria estudantes entre 7 e 12 anos e funcionários da escola -, Donald Trump culpou este sábado os iranianos. “Pelo que vi, acreditamos que o Irão foi o responsável. Eles são muito imprecisos com as suas munições, como vocês sabem”, afirmou, citado pelo El País. Ao seu lado, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, lembrou que há uma investigação em curso, mas reiterou: “Eles [iranianos] são os únicos que atacam civis”.Na sexta-feira, a agência Reuters revelou a existência de um relatório militar preliminar do Pentágono que analisa o ataque como tendo sido da responsabilidade dos Estados Unidos..Donald Trump afirmou que os Estados Unidos já não precisam de apoio militar britânico no Médio Oriente, depois de surgirem notícias de que o Reino Unido poderá enviar dois porta-aviões para a região.Numa mensagem publicada na sua rede Truth Social dirigida ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente norte-americano escreveu: “O Reino Unido está finalmente a pensar seriamente em enviar dois porta-aviões para o Médio Oriente, mas já não precisamos deles.”Trump acrescentou ainda: “Não precisamos de pessoas que entram nas guerras depois de já as termos vencido.”As declarações surgem depois de relatos de que Londres acelerou a prontidão do porta-aviões HMS Prince of Wales, o que permitiria mobilizar o navio mais rapidamente caso seja tomada a decisão de o enviar para a região, no contexto da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.Trump participou numa cerimónia de receção dos corpos de seis militares norte-americanos mortos nesse conflito: “São grandes heróis do nosso país e vamos manter isso assim.”Os seis soldados morreram no domingo, depois de um ataque com drone atingir um porto no Kuwait..Com a guerra com o Irão a entrar na segunda semana, Benjamin Netanyahu apareceu na televisão israelita para afirmar que o seu país tem "um plano organizado com muitas surpresas" para a próxima fase da guerra.Numa mensagem diretamente dirigida à Guarda Revolucionária do Irão, afirmou: "Vocês também estão na nossa mira". E aconselhou os guardas iranianos a depor armas. "A quem depuser a arma, nenhum mal lhe acontecerá. Quem não fizer isso, terá o sangue por sua conta", disse, citado pela Sky News.Netanyahu disse que "o momento da verdade está a aproximar-se" e insistiu que Israel "não está a tentar dividir o Irão", mas sim "a tentar libertar o Irão"..A Guarda Revolucionária do Irãoinforma em comunicado que a base das forças militares americanas em Dubai Marina foi "alvo de um ataque bem-sucedido".Também refinaria na cidade israelita de Haifa foi alvo de um ataque após um atentado contra uma refinaria na capital iraniana, Teerão.A Guarda Revolucionária também já tinha informado este sábado que as forças americanas na base de Jufair, no Bahrein, também foram alvos de ataques iranianos..O ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, publicou uma longa mensagem nas redes sociais em que acusa o presidente norte-americano de querer uma escalada de guerra na região e assegura a continuidade dos ataques da República Islâmica em resposta à ofensiva dos EUA e de Israel. "Se Trump procura uma escalada, é para isso que as nossas poderosas Forças Armadas estão preparadas; é isso que ele receberá", advertiu, citado pelo jronal espanhol El País.Araghchi referiu-se às declarações do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que se desculpou e prometeu que não atacaria mais os países vizinhos do Golfo Pérsico na manhã deste sábado e culpou Trump por frustrar as esperanças de desescalada. "A responsabilidade por qualquer escalada [do conflito] recairá exclusivamente sobre o governo dos EUA.".O embaixador da Rússia no Reino Unido disse este sábado que o país "não é neutro" na guerra contra o Irão, desencadeada pela operação conjunta de Estados Unidos e Israel.Em entrevista à Sky News, Andrey Kelin disse que a Rússia "apoia o Irão" e que Moscovo lamenta o que está a acontecer no Médio Oriente. "A lógica atual dos países ocidentais é culpar o Irão por tudo", considerou o diplomata. "Mas ninguém está a dizer que os EUA e Israel iniciaram um ataque contra o Irão. E o Irão está apenas a responder a esse ataque. Isto é simplesmente injusto", argumentou o embaixador russo, que defendeu o fim imediato das hostilidades, o regresso às negociações e uma solução pacífica e diplomática. .As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, indicaram este sábado que os estilhaços causados pela interceção de projéteis do Irão fizeram uma vítima mortal no Dubai, segundo a Associated Press (AP). Inicialmente, tinham sido reportados danos menores na fachada de uma torre na marina do Dubai.Os destroços de uma interceção aérea caíram sobre um veículo na zona de Barsha e mataram um "motorista asiático", referiram as autoridades locais. De acordo com AP subiu, assim, para quatro o número de pessoas mortas nos Emirados Árabes Unidos desde o início da guerra contra o Irão.Antes, a CNN noticiou que edifícios na marina do Dubai tinham sido evacuados. Entre as pessoas que foram retiradas, estavam funcionários da cadeia televisiva norte-americana. .A Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) disse ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, como resposta a um alegado bombardeamento dos EUA contra a central de dessalinização iraniana de Qeshm, no Golfo Pérsico."Em resposta à agressão dos terroristas americanos da base de Juffair contra a central de dessalinização de Qeshm, esta base americana foi imediatamente atacada por mísseis de combustível sólido e líquido guiados com precisão da Guarda Revolucionária Islâmica", afirmou a IRGC.Já antes o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, tinha acusado hoje os Estados Unidos de terem atacado a instalação de dessalinização numa ilha do Golfo Pérsico. Com este ataque, os EUA abriram um “precedente”, afirmou o governante.“Os Estados Unidos cometeram um crime flagrante e desesperado", declarou Araghchi. O ministro iraniano disse que “o abastecimento de água de 30 aldeias foi afetado”."Atacar as infraestruturas do Irão é uma medida perigosa com consequências graves. Foram os Estados Unidos que criaram este precedente, não o Irão”, alertou o ministro..Donald Trump disse este sábado que os EUA destruíram 42 navios do Irão em três dias, no âmbito da operação Fúria Épica lançada contra Teerão. Durante a participação da cimeira "Shield of the Americas", em Miami, o presidente dos EUA, afirmou que foram destruídos 42 embarcações da Marinha iraniana, "alguns deles muito grandes, em três dias". "Foi o fim da Marinha", assegurou, tendo referido que as forças norte-americanas destruíram a Força Aérea do Irão. .O Governo de Keir Starmer informou este sábado que as forças norte-americanas começaram a usar as bases britânicas para ações "defensivas", no âmbito da operação Fúria Épica contra o Irão. O Ministério da Defesa britânico anunciou que os EUA começaram a usar as instalações militares do Reino Unido para "operações defensivas específicas destinadas a impedir o Irão de lançar mísseis na região". .A companhia petrolífera nacional do Kuwait anunciou hoje ter reduzido “preventivamente” a produção de petróleo devido aos ataques iranianos e às ameaças que pairam sobre o estreito de Ormuz, ponto de passagem fundamental para os hidrocarbonetos do Golfo.“À luz da agressão contínua da República Islâmica do Irão contra o Estado do Kuwait, incluindo as ameaças iranianas à segurança da passagem de navios no estreito de Ormuz, a Kuwait Petroleum Company (KPC) implementou uma redução preventiva da produção de petróleo bruto e da capacidade de refinação", precisou em comunicado a empresa.Na nota de imprensa, a empresa salienta ainda que esta medida será "reavaliada em função da evolução da situação".Lusa.Ataques israelitas que visaram território do Líbano fizeram 41 mortos, informou este sábado o governo de Beirute. A ofensiva israelita atingiu a "cidade de Nabi Sheet e cidades vizinhas no distrito de Baalbek resultou num total de 41 cidadãos mortos e 40 feridos", indicou, em comunicado, o Ministério da Saúde do Líbano.Israel tem realizado vários ataques contra posições do Hezbollah no Líbano, em sequência da operação conjunta com os EUA contra o Irão. Entretanto, o Hezbollah lançou um aviso aos residentes de uma cidade no norte de Israel, próxima à fronteira com o Líbano, para que deixem o local e sigam para o sul, segundo a Sky News..A Jordânia acusou hoje o Irão de ter atacado diretamente instalações estratégicas no reino, disparando 119 mísseis e drones na semana seguinte aos ataques israelo-norte-americano que desencadearam uma guerra regional.Numa conferência de imprensa, o porta-voz do exército jordano, general de brigada Mustafa al-Hayari, disse que o exército conseguiu intercetar 108 dos projéteis.“Estes mísseis e drones visavam instalações vitais dentro da Jordânia e não estavam simplesmente a atravessar o nosso território”, afirmou.Al-Hayari salientou que o Irão disparou um total de 60 mísseis e 59 drones contra “instalações vitais” na Jordânia desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram um ataque contra a República Islâmica há precisamente uma semana, dos quais apenas 11 não foram intercetados.O porta-voz do exército jordano salientou que os ataques provocaram 19 feridos, todos já dados como recuperados, resultantes da queda de destroços ou restos de projéteis após terem sido intercetados.Segundo a agência oficial jordana Petra, nenhum dos mísseis disparados contra o país árabe era do tipo de cruzeiro.Al-Hayari sublinhou que estes ataques ao território jordano ocorreram “apesar de o Reino ter informado todas as partes de que não se tornaria num campo de batalha nem de que o seu território seria usado como plataforma de lançamento para qualquer ataque”.Em todo o caso, al-Hayari afirmou que as Forças Armadas jordanas aumentaram o nível de alerta e de preparação antes do conflito, equipando os militares no terreno com “dispositivos, equipamentos e armas necessários para fazer face a circunstâncias excecionais”, além de terem ativado “os sistemas de defesa aérea ao seu alcance” e “intensificado a vigilância do espaço aéreo com aeronaves e radares”.Neste sentido, indicou que o país ativou “acordos de cooperação militar e de defesa com vários exércitos aliados e amigos para fornecer cobertura aérea”, com o objetivo de reforçar a proteção do espaço aéreo do reino.“A Jordânia procurou, desde o início da escalada, evitar a guerra na região por meios diplomáticos. A principal preocupação do Reino é preservar a sua segurança e a dos seus cidadãos. Os ataques com mísseis e drones que sofreu constituem um ataque à sua soberania”, afirmou.Lusa.As autoridades de Lisboa já repatriaram, com voos específicos ou comerciais, cerca de 500 nacionais do Médio Oriente, na sequência dos ataques ao Irão, e os 73 portugueses que estavam num cruzeiro no Dubai começaram também a partir hoje.Os passageiros do cruzeiro estiveram retidos no navio durante uma semana e só agora estão a sair do território, com voos comerciais assegurados pela companhia de navegação, um processo que tem sido acompanhado pelo Governo português, apesar de algumas queixas de falta de contacto das autoridades portuguesas.Leia mais clicando em baixo:.Portugal já retirou 500 portugueses do Médio Oriente. Passageiros de cruzeiro também já começaram a partir.O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos anunciou que foram este sábado intercetados 15 mísseis balísticos e 119 drones."Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos detetaram hoje, sábado, 7 de março de 2026, 16 mísseis balísticos, dos quais 15 foram interceptados e destruídos, enquanto um míssil balístico caiu no mar", indica o comunicado do Ministério da Defesa, citado pela imprensa internacional.Na nota divulgada foi ainda referido que os "sistemas de defesa aérea também detetaram 121 drones, "dos quais 119 foram interceptados, enquanto dois caíram no território" dos Emirados Árabes Unidos. .O presidente dos EUA garantiu que o Irão vai ser fortemente atacado este sábado, dia em que faz uma semana que começou a operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão. Numa mensagem divulgada na Truth Social, Donald Trump salientou o pedido de desculpa do presidente do Irão pelos ataques aos países vizinhos, recusando, no entanto, a rendição incondicional. "O Irão, que está a ser duramente atacado, pediu desculpa e rendeu-se aos seus vizinhos do Médio Oriente, prometendo que não dispara mais sobre eles. Esta promessa só foi feita por causa do implacável ataque dos EUA e de Israel. Procuravam dominar e governar o Médio Oriente. É a primeira vez em milhares de anos que o Irão perde para os países vizinhos do Médio Oriente", destacou o presidente norte-americano. Trump considerou que "o Irão já não é o 'bully do Médio Oriente', mas sim 'o perdedor do Médio Oriente'", e continuará a sê-lo durante muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!", afirmou.Na rede social, Trump avisou para o intensificar da ofensiva. "Hoje, o Irão será duramente atingido! Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irão", declarou..A seguir a um choque petrolífero pode vir um choque alimentar por causa dos adubos.Irão recusa pedido de rendição incondicional mas promete parar ataques a países vizinhos.O presidente do Irão recusou este sábado, 7 de março, o pedido de rendição incondicional feito pelo presidente norte-americano Donald Trump, considerando-o um “sonho que devem levar para o túmulo”, mas pediu desculpa aos países vizinhos pelos ataques dos últimos dias garantindo que iria suspender esses ataques.Desde o início do conflito, o Irão atingiu ataques a infraestruturas no Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, nalguns casos com danos civis.Numa mensagem transmitida na televisão estatal, o chefe de Estado iraniano pediu desculpa pelos ataques a alvos não militares nos países da região, sugerindo que foram causados por falhas de comunicação, e rspondeu ao apelo de rendição de Trump: "Trata-se de um “sonho que eles devem levar para o túmulo”, afirmou Masoud Pezeshkian.Ao mesmo tempo, através da agência de notícias Tasnin, as autoridades iranianas disseram que atacaram um petroleiro no Golfo Pérsico, no oitavo dia da guerra com Israel e os Estados Unidos.“Esta manhã, o petroleiro chamado Prima foi atingido por um drone explosivo, depois de ter ignorado repetidos avisos do exército dos Guardas da Revolução sobre a proibição do tráfego e a insegurança do estreito de Ormuz”, indicou a Guarda da Revolução em comunicado.Do lado dos EUA, o Presidente, Donald Trump aprovou novas vendas de armas a Israel e avisou para novos bombardeamentos mais intensos.Em resposta, o embaixador do Irão na ONU disse que o país “tomaria todas as medidas necessárias” para se defender.Um vídeo da agência de notícias Associated Press mostrou explosões e fumo a subir sobre o oeste de Teerão, enquanto Israel afirmava ter iniciado uma ampla onda de ataques.Também hoje, ouviram-se fortes estrondos em Jerusalém e os mísseis lançados pelo Irão levaram as pessoas a dirigirem-se para abrigos antiaéreos em todo o território israelita.Os EUA e Israel atacaram o Irão com bombardeamentos, visando as suas capacidades militares, liderança e programa nuclear.Os objetivos e prazos invocados para a guerra mudaram repetidamente, já que os EUA sugeriram, por vezes, que pretendem derrubar o governo do Irão ou elevar uma nova liderança interna.DN/Lusa.Montenegro diz que EUA são “aliado incontornável” mas critica ameaças de Trump