As forças israelitas divulgaram hoje à noite que começaram uma "onda de ataques" contra Teerão, pouco depois de se terem ouvido novas explosões na capital iraniana.Num curto comunicado citado pela agência France-Presse (AFP), as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) referiram que iniciaram uma onda de ataques em Teerão, contra "alvos do regime terrorista iraniano".Pouco depois, as IDF divulgaram que identificaram mísseis lançados a partir do Irão em direção ao território de Israel."Os sistemas de defesa estão a operar para intercetar a ameaça", acrescentou, instando a população a "agir com responsabilidade" e a seguir as instruções das autoridades. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tinha referido hoje de manhã que Israel está a atingir o regime iraniano desde o início da ofensiva, e frisou que a campanha militar ainda não terminou.Sobre o curso da guerra contra o Irão, Netanyahu disse que a campanha está a "partir os ossos" do regime de Teerão.Na segunda-feira à noite, o Presidente dos Estados Unidos foi contraditório quanto ao fim da guerra, ameaçando atacar "com mais força" o Irão caso o país bloqueie os carregamentos de petróleo.Lusa.O presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu hoje que dez navios iranianos de colocação de minas foram destruídos no estreito de Ormuz, pouco depois de terem alertado Teerão para as consequências caso instalasse este tipo de engenhos."Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atacámos e destruímos completamente dez navios lança-minas. E mais virão", sublinhou, numa breve mensagem publicada nas suas redes sociais, sem adiantar mais detalhes sobre a localização dos navios ou se eram iranianos.Antes, o chefe de Estado norte-americano tinha avisado Teerão para as consequências sem precedentes caso o país decidisse instalar minas no estreito de Ormuz no âmbito da resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.Lusa.O Hamas acusou hoje Israel de querer "reforçar o cerco" à Faixa de Gaza, onde a passagem fronteiriça de Rafah, no sul do enclave palestiniano, continua encerrada "sob pretextos de segurança frágeis e mentirosos".O encerramento da importante passagem do enclave palestiniano para o Egito está em vigor desde que o Governo de Benjamin Netanyahu lançou uma ofensiva surpresa há onze dias juntamente com os Estados Unidos, contra o Irão, que respondeu com ataques contra os seus vizinhos do Golfo Pérsico.O porta-voz da milícia islamita palestiniana, Hazem Qassem, afirmou que o contínuo encerramento da passagem de Rafah "confirma a intenção da ocupação de reforçar o cerco imposto à Faixa de Gaza".Qassem alertou que esta decisão das autoridades israelitas "impede que dezenas de milhares de feridos viajem e recebam o seu direito natural ao tratamento" e frisou que a medida "pode causar a morte de dezenas de pessoas como consequência da privação de tratamento adequado fora" do enclave, "tendo em conta a destruição do sistema de saúde dentro dele"."O contínuo encerramento da passagem fronteiriça de Rafah pela ocupação sionista, sob pretextos de segurança frágeis e mentirosos, representa uma violação flagrante e grave do acordo de cessar-fogo e uma quebra das promessas feitas aos mediadores, especialmente aos nossos irmãos no Egito", acrescentou o movimento num comunicado publicado no jornal 'Filastín', afiliado ao grupo, e citado pela agência Europa Press.As autoridades militares israelitas decidiram, e, 28 de fevereiro, encerrar esta passagem, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, "até novo aviso", no âmbito de "ajustes de segurança" após o início da ofensiva militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irão.Após a resposta do Irão aos ataques, a passagem de Rafah ficou encerrada "até novo aviso".Lusa.O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro das Finanças, o ultranacionalista Bezalel Smotrich, aprovaram hoje um reforço bilionário e imediato do orçamento para a defesa, em plena guerra contra o Irão e no vizinho Líbano."Tivemos de embarcar nesta campanha e estamos a trabalhar ainda mais arduamente com os nossos heróis soldados e pilotos. No entanto, há um grande senão: isto custa dinheiro, muito dinheiro", justificou Netanyahu numa mensagem em vídeo divulgada pelo seu gabinete.O primeiro-ministro israelita sublinhou que o custo da ofensiva conjunta com os Estados Unidos contra o Irão, iniciada em 28 de fevereiro, implicou a aprovação de um orçamento especial de guerra para apoiar as forças armadas e as operações militares em curso.Por sua vez, Smotrich indicou que o aumento do orçamento militar, que estimou, sem precisar valores, em "dezenas de milhares de milhões de shekels", deve ser entendido "não como uma despesa, mas como um investimento".Para facilitar a aprovação do orçamento no Knesset (parlamento), o executivo vai suspender algumas iniciativas consideradas controversas e que merecem a oposição de partidos que apoiam a coligação governamental, incluindo a lei sobre o recrutamento de judeus ultraortodoxos e outras reformas sem amplo consenso político, embora Smotrich não as tenha identificado.Segundo a imprensa israelita, em causa poderá estar o reforço da despesa em Defesa na ordem de cerca de oito mil milhões de euros, a somar aos mais de 30 mil milhões de euros já previstos na versão do Orçamento do Estado aprovada na primeira das três leituras no Knesset, em janeiro.Lusa.O secretário de Energia dos Estados Unidos apagou hoje uma publicação nas redes sociais em que anunciava que a Marinha norte-americana tinha escoltado um petroleiro através do Estreito de Ormuz, num momento de elevada tensão com o Irão.Momentos antes, Chris Wright tinha divulgado na sua conta na rede social LinkedIn um vídeo no qual afirmava que a Marinha dos Estados Unidos (EUA) tinha escoltado “com sucesso um petroleiro pelo Estreito de Ormuz para garantir que o petróleo continua a fluir para os mercados globais”.Na mensagem que acompanhava o vídeo, o responsável acrescentava que um “grande petroleiro” tinha atravessado o estreito cerca de 36 horas antes e que Washington esperava ver mais travessias nos dias seguintes.A publicação, que incluía um excerto de uma reportagem televisiva, foi entretanto removida, sem explicação pública.O anúncio inicial contribuiu para tranquilizar os mercados energéticos, com os preços do petróleo Brent e do West Texas Intermediate a aprofundarem as quedas registadas desde o início das negociações, recuando mais de 15%.A remoção da mensagem não provocou, para já, nova reação significativa nos mercados.Lusa.A Agência Internacional de Energia (AIE) realizou uma reunião extraordinária para discutir a possibilidade de usar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços devido à guerra no Médio Oriente, mas terminou o encontro sem qualquer anúncio.Esta reunião, convocada na sede da AIE, em Paris, hoje, tinha como objetivo “avaliar a segurança do abastecimento e as condições do mercado”, afirmou Fatih Birol, diretor executivo.Permitiria “esclarecer uma decisão posterior” sobre “a eventual disponibilização das reservas de emergência dos países membros da AIE no mercado”, precisou o chefe da Agência de Energia da OCDE, antes do início da reunião, citado pela agência AFP.“Pedimos à Agência Internacional de Energia que comece a trabalhar em cenários” e dados sobre as reservas, a fim de eventualmente “começar a trabalhar nas quantidades [de petróleo que poderiam ser libertadas”, tinha indicado anteriormente o ministro da Economia francês, Roland Lescure.O ministro falou após uma reunião em Paris dos ministros da Energia do G7. Essa reunião permitiu examinar “a situação internacional e, naturalmente, as dificuldades que surgem com o encerramento do estreito de Ormuz”, indicou o ministro italiano do Ambiente e da Segurança Energética, Gilberto Pichetto Fratin.Acrescentou que “os países se comprometeram a demonstrar solidariedade, utilizando as reservas de armazenamento para compensar a falta de disponibilidade a nível mundial”.Na véspera, os ministros das Finanças do G7, sob a presidência francesa, chegaram a acordo “sobre o princípio de utilizar todos os instrumentos" à sua disposição para "estabilizar os mercados, incluindo a utilização de reservas estratégicas”, segundo Roland Lescure.Questionado à margem da cimeira sobre energia nuclear civil, que decorria ao mesmo tempo nos arredores da capital francesa, Roland Lescure garantiu que não há problemas de abastecimento na América do Norte e na Europa, ao contrário da Ásia, muito exposta ao petróleo proveniente do estreito de Ormuz.De acordo com a AIE, a situação nos mercados petrolíferos “deteriorou-se nos últimos dias”, com as dificuldades de trânsito no estreito de Ormuz e uma parte significativa da produção petrolífera a ser reduzida.Em 2025, as reservas mundiais observadas atingiram mais de 8,2 mil milhões de barris, constituindo uma “importante almofada de segurança face a eventuais perturbações”, segundo a AIE. O planeta consome cerca de 100 milhões de barris de petróleo por dia.Os preços do petróleo bruto sofreram fortes flutuações devido às perturbações no abastecimento, subindo na segunda-feira 30% para quase 120 dólares por barril, antes de recuarem após uma declaração de Donald Trump afirmando que a guerra com o Irão estava “quase” terminada.Mas os riscos persistem. Teerão disse hoje que nenhuma gota de petróleo sairia do Médio Oriente “até nova ordem”.Lusa.Um petroleiro atravessou o estreito de Ormuz sob escolta da Marinha norte-americana, anunciou hoje o secretário de Energia dos Estados Unidos, garantindo que Washington vai assegurar o fluxo de petróleo para os mercados globais.“A Marinha dos EUA escoltou com sucesso um petroleiro pelo estreito de Ormuz para garantir que o petróleo continua a fluir para os mercados globais”, afirmou Chris Wright, num vídeo divulgado numa rede social.O governante norte-americano indicou que o navio realizou a travessia cerca de 36 horas depois de Washington ter anunciado que ia garantir a passagem segura de petroleiros na zona.Wright acrescentou que os EUA esperam que mais navios sigam o mesmo percurso nos próximos dias.Depois deste anúncio, os preços do petróleo ampliaram as quedas registadas desde o início das negociações, com o Brent e o West Texas Intermediate a recuarem mais de 15%.Lusa.A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo, suspendeu hoje a sua produção, depois de ter sido atacada por drones, de acordo com fontes próximas citadas pela agência France-Presse (AFP).Desde a guerra iniciada com os ataques de Estados Unidos da América e Israel em 28 de fevereiro que o Irão tem respondido com ofensivas contra interesses americanos na região, mas também junto de infraestruturas civis, como energéticas e aeroportuárias.A Ruwais, operada pela estatal Adnoc, interrompeu a sua atividade por precaução, segundo informações recolhidas pela AFP junto de fontes próximas.Na origem esteve um incêndio na zona, sem que tenha sido especificado que parte foi afetada.“Quando estávamos prestes a partir, vimos chamas a subir pelo complexo, acompanhadas de fortes ruídos, semelhantes a explosões”, contou, sob anonimato, um motorista que transportava pessoal a ser retirado da refinaria.Lusa. Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que especialistas militares da Ucrânia estão a caminho do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita para ajudar a combater ataques com drones de fabrico iraniano.Numa mensagem áudio enviada a jornalistas, Volodymyr Zelensky indicou que as três equipas de especialistas deverão chegar aos respetivos destinos ainda esta semana, no âmbito de acordos de cooperação firmados com estes Estados do Golfo.Segundo Zelensky, os três países estão entre os primeiros que solicitaram apoio da Ucrânia nesta matéria, uma vez que Kiev adquiriu ampla experiência na interceção de drones iranianos utilizados pela Rússia na guerra iniciada com a invasão de fevereiro de 2022.O líder ucraniano revelou na segunda-feira que, ao todo, 11 países — incluindo os Estados Unidos e vários países europeus — pediram assistência a Kiev para lidar com ataques de drones Shahed, armamento também utilizado pelo Irão em operações recentes no Médio Oriente.A Ucrânia enfrenta quase diariamente ataques com drones Shahed de longo alcance lançados pela Rússia, que produz estes aparelhos em grande escala sob a designação Gueran-2.Zelensky afirmou que, perante ataques em larga escala com este tipo de drones, “só a experiência ucraniana pode realmente ajudar hoje”, segundo outra mensagem enviada aos jornalistas.Em contrapartida pela assistência prestada, Kiev pediu aos aliados norte-americanos no Golfo que contribuam para suprir a escassez de mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot nas Forças Armadas ucranianas.O Presidente ucraniano destacou que a obtenção de mísseis PAC-2 e PAC-3 é uma prioridade para a Ucrânia, que necessita destes sistemas para intercetar mísseis balísticos russos.Zelensky recordou ainda ter proposto há mais de um ano aos Estados Unidos um acordo de cooperação na produção de drones e sistemas de interceção, iniciativa que, segundo afirmou, não avançou por falta de interesse da administração norte-americana.Lusa.Cerca de 700 cidadãos portugueses já regressaram ao país vindos da região em conflito no Médio Oriente, e hoje chega mais uma centena num voo da Emirates, estimou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas."Houve três voos fretados pelo Estado português: dois pela Força Aérea e um voo pela TAP", começou por contextualizar Emídio Sousa, por telefone, à agência Lusa. "No primeiro voo chegaram 24 cidadãos portugueses entre 39 cidadãos resgatados da região. No segundo, que foi o voo da TAP, vieram 139 portugueses e, no terceiro, que foi o de ontem [segunda-feira], chegaram mais 54 cidadãos portugueses", acrescentou o governante.Emídio Sousa estimou que, se se acrescentarem os dados dos voos comerciais, como os das companhias Emirates e Etihad, já devem ter regressado a Portugal cerca de 700 portugueses.Hoje está ainda prevista a chegada de mais uma centena de portugueses vindos num voo comercial da Emirates, indicou.Segundo o 'site' do aeroporto de Lisboa, o voo, que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, tem chegada prevista por volta das 20:00.O secretário de Estado salientou que o Governo tem acompanhado a situação na região e tem proporcionado, inclusive, transporte terrestre para que os cidadãos portugueses consigam apanhar voos, mesmo que comerciais, para regressarem ao país.Por outro lado, reiterou que, por agora, não estão previstos mais voos de repatriamento pelo Estado português - até porque no voo que chegou segunda-feira existiam ainda lugares disponíveis que não foram solicitados - e que os voos comerciais estão, mesmo que mais lentamente, a começar a dar resposta às pessoas.Lusa.O governo espanhol vai disponibilizar nove milhões de euros (cerca de 10,4 milhões de dólares) de ajuda humanitária ao Líbano. Segundo a agência AP, o pacote inclui uma ajuda inicial de emergência de 2,4 milhões de euros para alimentos, água, saneamento e cuidados de saúde básicos. O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol em conferência de imprensa. José Manuel Albares adiantou que parte da ajuda será canalizada através de organizações espanholas no terreno. .O Irão não teme as “ameaças vazias” de Donald Trump, declarou hoje o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, após o presidente norte-americano ter prometido atingir “com mais força” caso Teerão bloqueie o transporte de petróleo.“O Irão não tem medo das suas ameaças vazias. Pessoas mais poderosas do que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Tenha cuidado para não ser eliminado você próprio!”, escreveu Ali Larijani na rede social X. Na segunda-feira, Trump, ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente."Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu o presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida."Se querem jogar este jogo [...] é melhor que não o joguem", acrescentou Trump. O republicano insistiu que a guerra no Irão "terminará em breve", classificando-a como uma operação "bastante avançada em relação ao calendário"."Ela terminará em breve e, se recomeçar, eles serão atingidos com ainda mais força", destacou o presidente norte-americano.Lusa.O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, afirmou que as forças norte-americanas afundaram mais de 50 navios de guerra do Irão.No ponto de situação da operação Fúria Épica, o responsável militar informou que os EUA já atingiram mais de cinco mil alvos desde o início da ofensiva..O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, disse esta terça-feira que "o Irão está sozinho e a perder" e que a operação contra Teerão só irá terminar quando os EUA assim o entenderem. No mais recente ponto da situação, Hegseth afirmou que o regime iraniano está na corrida para construir uma bomba nuclear, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, "não vai permitir". "Estamos a ganhar com um foco esmagador e inabalável nos nossos objetivos", assegurou o secretário de Defesa, indicando que hoje é o "dia mais intenso de ataques contra o Irão". Afirmou que os objetivos da operação Fúria Épica estão a ser executados "com precisão implacável", referindo-se à ambição de "destruir" os "arsenais de mísseis, lançadores de mísseis e a base industrial de defesa" iraniana. "Destruir a marinha" iraniana e "impedir permanentemente o Irão de ter armas nucleares" são os outros objetivos da guerra enumerados por Hegseth. .O número de mortos no Irão desde o início da operação conjunta dos EUA e de Israel subiu para 1332, de acordo com as autoridades iranianas, citadas pela BBC.Entre as vítimas mortais, 206 serão mulheres e crianças.Segundo a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, que dezenas de centros de saúde foram alvo de ataques. .Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas devido aos bombardeamentos israelitas no Líbano, totalizando mais de 667 mil já afetadas pelo conflito, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).No Líbano, que está a ser alvo de intensos bombardeamentos israelitas desde segunda-feira, "mais de 667 mil pessoas registaram-se como deslocadas na plataforma online do Governo, um aumento de 100 mil num só dia", disse hoje a representante do ACNUR, Karolina Lindholm Billing, aos jornalistas em Genebra."O número de deslocados continua a aumentar neste momento (…). Cerca de 120 mil pessoas deslocadas estão alojadas em locais coletivos designados pelo Governo, mas muitas outras estão hospedadas com familiares ou amigos, ou ainda procuram alojamento. Vemos carros alinhados nas ruas com pessoas a dormir dentro deles, assim como nos passeios”, disse Lindholm Billing.“Muitas pessoas deslocadas estão nesta situação pela segunda vez desde o início das hostilidades em 2024 e a maioria fugiu apressadamente, quase sem nada, procurando refúgio em Beirute, no Monte Líbano, na região norte do Líbano e em partes do Vale do Bekaa”, explicou a representante do ACNUR.O ACNUR, cuja operação no Líbano tem atualmente apenas 14% do financiamento necessário, está a apoiar o Governo libanês e as autoridades locais na resposta humanitária à crise, segundo um comunicado da organização.Até ao momento, o ACNUR distribuiu aproximadamente 168 mil artigos de ajuda humanitária a mais de 63 mil pessoas deslocadas em mais de 270 abrigos coletivos designados pelas autoridades libanesas. Estes artigos incluem colchões, cobertores, sacos-cama, lâmpadas solares e garrafões de água."Estamos também a observar um aumento dos fluxos migratórios em direção à Síria, de acordo com as autoridades sírias", disse Lindholm Billing."Mais de 78.000 sírios entraram na Síria vindos do Líbano desde o início da escalada das tensões, além de mais de 7.700 libaneses", explicou.As equipas do ACNUR estão presentes nas passagens fronteiriças sírias, trabalhando em conjunto com as autoridades e os seus parceiros para prestar assistência humanitária de emergência às pessoas que chegam à Síria."Uma solidariedade internacional rápida e sustentada é fundamental para nos permitir apoiar o governo e as autoridades libanesas na resposta às necessidades emergentes. A cada dia que este conflito continua, mais sofrimento é infligido a centenas de milhares de civis, enquanto o Líbano e a região se tornam ainda mais instáveis", disse a representante do ACNUR.Lusa.O exército israelita lançou esta terça-feira uma nova vaga de ataques contra a capital do Irão, Teerão.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram que estes novos ataques têm como objetivo atingir "alvos do regime terrorista iraniano". As IDF também alertaram, entretanto, para um novo ataque contra o país lançado a partir do Irão..O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje que a visão global da União Europeia (UE) é um trunfo num mundo polarizado.“Em tempos de polarização e fragmentação no mundo, a visão global da Europa é um verdadeiro trunfo estratégico”, disse, falando na conferência anual de embaixadores da UE.“Conhecemos a nova realidade: uma realidade em que a Rússia viola a paz, a China perturba o comércio e os Estados Unidos desafiam a ordem internacional baseada em regras”, referiu ainda.Perante esta “nova realidade”, considerou, é preciso “defender a ordem internacional baseada em regras”, sublinhando ainda que as violações do direito internacional não podem ser admitidas “seja na Ucrânia, Gronelândia, América Latina, África, em Gaza ou no Médio Oriente”.António Costa salientou ainda que “as violações dos direitos humanos não podem ser toleradas – seja no Irão, no Sudão ou no Afeganistão”.Referindo que a guerra no Médio Oriente é a principal preocupação, o líder do Conselho Europeu apontou responsabilidades ao Irão pelas causas da situação e referiu que os ataques de Teerão e dos seus ‘proxies’, como o grupo xiita libanês Hezbollah, a países vizinhos têm de acabar.Costa salientou ainda que o conflito no Médio Oriente favorece a Rússia, nomeadamente com o aumento dos preços da energia que ajudam a economia deste país exportador de petróleo e a redução da atenção internacional à guerra na Ucrânia.Lusa.A Índia anunciou hoje uma distribuição prioritária de gás natural para consumo doméstico e transportes, numa altura em que as perturbações no abastecimento devido à guerra no Médio Oriente preocupam vários setores da economia.O país mais populoso do planeta, com cerca de 1,5 mil milhões de habitantes, é o quarto maior importador mundial de gás natural liquefeito (GNL).Uma grande parte do GNL consumido na Índia é proveniente do Qatar, cujas unidades de produção foram atacadas pelo Irão desde o início da ofensiva israelo-americana contra Teerão, em 28 de fevereiro.“O atual conflito no Médio Oriente está a perturbar o transporte de cargas de gás natural liquefeito através do estreito de Ormuz”, justificou o Ministério do Petróleo num comunicado.Para garantir uma “distribuição equitativa” de GNL, o ministério vai privilegiar setores essenciais, como o doméstico, para cozinhar, e os transportes, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).Os restantes clientes habituais, incluindo fábricas de fertilizantes e indústrias de chá, passarão a receber apenas 70% a 80% “do consumo médio de gás dos últimos seis meses”, anunciou o ministério.A distribuição de GNL a unidades petroquímicas e centrais térmicas será reduzida ou, em alguns casos, totalmente interrompida.Lusa.A companhia lowcost easyJet decidiu manter suspensos os voos de e para o Aeroporto Ben Gurion, em Telavive, até ao inverno."Tomamos a decisão de não operar voos de e para Telavive neste verão como parte da revisão contínua da nossa programação de voo", lê-se num comunicado da easyJet enviado por email e citado pelo Times of Israel.De acordo com o jornal israelita, a companhia aérea deveria retomar a rota para Telavive a 29 de março, depois de vários adiamentos, mas agora decidiu anunciar manter a suspensão dos voos até ao inverno. "Continuamos a acompanhar de perto a situação, com vista a retomar os voos neste inverno", diz a empresa. "Todos os clientes afetados com reservas de viagens foram notificados com antecedência e receberam as suas opções, que incluem um reembolso total ou um voo alternativo", refere a nota da companhia aérea..Bolsas recuperam e petróleo cai a pique após Trump prometer fim da guerra "muito em breve".A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, foi duramente criticada pelo Irão, pela voz do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.Reagindo às declarações de Von der Leyen de que o “povo iraniano merece liberdade, dignidade e o direito de decidir o seu próprio futuro”, Esmaeil Baqaei afirmou: "Por favor, poupe a hipocrisia”."Construiu uma carreira a ficar do lado errado da história - dando luz verde à ocupação, ao genocídio e às atrocidades, e agora a lavar dinheiro dos crimes de agressão e dos crimes de guerra dos EUA/Israel contra iranianos”, escreveu Baqaei numa mensagem publicada nas redes sociais.O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros declarou ainda “o silêncio perante a ilegalidade e a atrocidade não é mais do que cumplicidade”, referindo a um ataque que atingiu uma escola iraniana, que fez mais de 100 mortos.“Onde estava a sua voz quando mais de 165 anjinhos iranianos inocentes foram massacrados na cidade de Minab? Porque é que não diz nada quando hospitais, sítios históricos, instalações petrolíferas, a sede da polícia diplomática, estações de bombeiros e bairros residenciais são alvos cruéis?", questionou Baqaei na mensagem. .O Governo do Egito aumentou hoje os preços dos combustíveis até 30% devido a pressões excecionais nos mercados mundiais de energia causadas pela guerra no Médio Oriente, anunciou o Ministério do Petróleo.O conflito “provocou uma subida significativa dos custos de importação e da produção nacional”, explicou o ministério num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).O Governo justificou a decisão com as “circunstâncias excecionais que afetam atualmente os mercados mundiais de energia”.Evocou as “perturbações nas cadeias de abastecimento, o aumento dos riscos e a subida dos custos de transporte e de seguro”.Os aumentos de preços entraram em vigor hoje às 03:00 locais (01:00 em Lisboa).O gás natural para veículos registou a subida mais acentuada, com um aumento de 30% para 13 libras egípcias por metro cúbico.O gasóleo, um dos combustíveis mais utilizados no Egito, subiu três libras egípcias, cerca de 17%, para 20,50 libras (0,34 cêntimos de euro, ao câmbio atual) por litro, face às 17,50 libras anteriores.Lusa.Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, avisou esta terça-feira que a guerra contra o Irão ainda não acabou e que os objetivos passam por "libertar" o povo iraniano da "tirania" do regime no poder. "Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos a 'partir-lhe os ossos' - e ainda não acabámos", afirmou o primeiro-ministro de Israel, durante uma visita a um centro de emergência coordenado pelo Ministério da Saúde."Aspiramos a conduzir o povo iraniano a se libertar do jugo da tirania. Em última análise, isso depende deles", disse ainda o primeiro-ministro de Israel..As forças armadas da Turquia anunciaram hoje a instalação de uma bateria de mísseis de defesa aérea ‘Patriot’, de fabrico norte-americano, no centro do país, um dia depois da segunda interceção de um míssil alegadamente disparado do Irão."Foi instalado um sistema ‘Patriot’ para reforçar a proteção do nosso espaço aéreo, em Malatya", província a leste de Anatólia, informou o ministério da Defesa turco em comunicado.Naquela região está instalada a base militar norte-americana de Kurecik, que possui um radar de alerta antecipado capaz de detetar lançamentos de mísseis inimigos.A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) confirmou na segunda-feira o abate de um míssil destinado à Turquia, sem especificar a sua origem, e afirmou estar preparada para “defender todos os aliados contra qualquer ameaça”.“A NATO voltou a intercetar um míssil destinado à Turquia. A NATO mantém-se firme na sua prontidão para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, indicou a porta-voz da Aliança Atlântica, Allison Hart, em resposta à agência Lusa.Segundo o governo da Turquia “fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]”, mas “o incidente não causou vítimas nem feridos”.Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 04 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta de Estados Unidos da América (EUA) e Israel contra o Irão.A Turquia é membro da NATO, organização da qual Portugal é um dos membros fundadores e que conta atualmente com 32 membros.Lusa.Trump promete que preço do petróleo vai descer em breve .A Guarda Revolucionária iraniana disse hoje que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.Teerão retaliou com ataques de drones e mísseis contra interesses israelitas e norte-americanos em toda a região e atacou repetidamente petroleiros que utilizam a rota marítima.Os preços do petróleo aumentaram, ultrapassando os 100 dólares por barril, o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as operações militares no Irão vão terminar "em breve" revertendo a tendência de subida do preço do petróleo."Os esforços [de Donald Trump] para reduzir e controlar os preços do petróleo e do gás são de curta duração e inúteis. Em tempos de guerra, o comércio depende da segurança regional", disse Ali Mohammad Naini.Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz."Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.Lusa.Sarmento duvida de plano global para travar crude, mas confia que Bruxelas aprovará apoio do ISP.O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou que vários países, incluindo a China, a Rússia e a França, contactaram Teerão para discutir um possível cessar-fogo."A nossa primeira condição para um cessar-fogo é que a agressão não se repita", declarou ainda Gharibabadi, durante uma entrevista divulgada hoje pela agência de notícias persa ISNA."Não iniciámos a agressão nem a guerra", disse o diplomata, em resposta aos apelos para um cessar-fogo, acrescentando que o país está a defender-se.As declarações surgem depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, ter rejeitado, na segunda-feira, negociações de paz com os Estados Unidos (EUA)."Estamos prontos para continuar a atacá-los com mísseis durante o tempo que for necessário e sempre que for necessário", disse o chefe da diplomacia iraniana à emissora norte-americana PBS News.Araqchi acrescentou que as negociações com Washington "já não estão na agenda" e que o Irão está preparado para lutar "pelo tempo que for necessário".No domingo, o ministro já tinha rejeitado apelos para um cessar-fogo imediato, durante uma entrevista com uma outra emissora norte-americana, a NBC.Lusa.O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje um cessar-fogo imediato e diálogo para resolver a crise no Médio Oriente, em conversas telefónicas com os homólogos do Kuwait e do Bahrein.Wang indicou na conversa com o homólogo do Kuwait, Yarrah Yaber al Ahmad al Sabah, que o conflito atual “constitui uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes”, de acordo com um comunicado publicado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.O diplomata chinês sublinhou que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e enquanto as negociações entre Washington e Teerão ainda estavam em andamento, o que constitui uma “violação do direito internacional”.Wang afirmou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos países do Golfo devem ser plenamente respeitadas, ao mesmo tempo que sublinhou que qualquer ataque contra civis ou alvos não militares “deve ser condenado”.“A prioridade imediata é parar as operações militares e evitar que o conflito se alastre ainda mais”, acrescentou o ministro.O chefe da diplomacia chinesa afirmou ainda que vários países do Golfo têm defendido a resolução das tensões através do diálogo, uma posição que Pequim aprecia, e reiterou que a China continuará a promover esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região.Wang indicou que o enviado especial do Governo chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, já se encontra na região para realizar esforços de mediação e que manterá contactos com os países envolvidos.O ministro chinês lamentou, em conversa com o homólogo do Bahrein, Abdulatif bin Rashid al Zayani, que “a situação no Golfo se tenha deteriorado drasticamente” e que a segurança do país insular “tenha sido comprometida”, uma conjuntura que “preocupa profundamente” Pequim.Wang indicou a Al Zayani que o enviado especial chinês visitará o Bahrein durante a viagem pela região, que já o levou no domingo a reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, em Riade.O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein declarou que o país “sempre defendeu a paz” e “não deve ser afetado por ataques ilegais”, de acordo com o comunicado chinês.O ministro do Kuwait afirmou a Wang que o país “não faz parte” da guerra, embora “tenha sido afetado” pelas repercussões, e sublinhou que os Estados do Golfo “continuam empenhados na resolução de disputas através do diálogo”, embora “não renunciem ao seu direito legítimo à autodefesa”.Os diplomatas garantiram a Wang que continuarão a tomar medidas para garantir a segurança das instituições e cidadãos chinesas nos seus territórios, depois de o Irão ter respondido aos bombardeamentos por parte de Israel e dos Estados Unidos com ataques a países da região, entre os quais o Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador de petróleo, condenou repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por “violarem a soberania” do país persa.As autoridades chinesas têm também defendido nos últimos dias a “manutenção da segurança das rotas marítimas”, tendo em conta que 45% do petróleo importado pela China chega através do Estreito de Ormuz.Lusa.O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou que a guerra com o Irão começou porque o país estava a iniciar a construção de um novo local para o desenvolvimento de material para armas nucleares.Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Trump diz que o Irão tinha um novo local para desenvolver armas nucleares protegido por granito, para substituir as instalações bombardeadas no ano passado pelos EUA.“Mas estavam a começar a trabalhar noutro local, um local diferente, um tipo diferente de local — e esse estava protegido por granito”, disse Trump.O presidente acrescentou que o Irão queria utilizar a “ameaça crescente dos mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear”.Trump garantiu ainda que o Irão teria sido capaz de dominar o Médio Oriente se os EUA e Israel não tivessem lançado a atual campanha de ataques aéreos."Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam primeiro os nossos aliados. Acredito nisso com base em informações", disse o Presidente, antes de acrescentar: "Eles iriam tomar conta do Médio Oriente".O republicano disse aos jornalistas estava desapontado com a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão, suceder ao pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos EUA e de Israel.A escolha de Mojtaba Khamenei levaria a "mais do mesmo" para um país que Trump procura mudar, lamentou o chefe de Estado.Ainda assim, o Presidente disse que "não seria correto" dizer se o novo líder do Irão seria alvo de um ataque letal, como aconteceu com o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei.Trump disse que gostou da ideia de um líder interino, escolhido a partir de um grupo de candidatos locais, afirmando que este processo "funcionou bem" com a nova líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas."Acho que mostrámos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está a fazer um grande trabalho", disse o republicano.O presidente dos EUA elevou ainda as expectativas ao dizer que gostaria de um candidato no Irão que fosse "interno e eterno".Trump também falou por telefone na segunda-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a guerra e outros assuntos.O Kremlin avançou que os dois líderes tiveram uma conversa "franca e objetiva" que durou cerca de uma hora.Lusa.Irão dá sinal de reforço da linha dura, mas Trump diz que a guerra está a caminho do fim