Trump disse que os ataques na última noite os EUA atacaram a ilha iraniana de Kharg, mas que deu ordens para que as infraestruturas petrolíferas não fossem visadas."Eu disse: 'Não toquem no petróleo', porque podemos tomar a Ilha de Kharg. Não há nada que eles possam fazer quanto a isso", afirmou o presidente norte-americano. "Eu disse: 'Não ataquem os oleodutos, ataquem tudo o resto'. E atacaram", prosseguiu Trump, adiantando que a ilha iraniana poderá ser, esta noite, novamente alvo das forças norte-americanas..Donald Trump admitiu que a questão do programa nuclear iraniano pode ser resolvida "sem acordo", referindo que Teerão viola o acordo de cessar-fogo com os EUA "todos os dias"."Eles mentem, enganam, matam pessoas", afirmou o presidente dos EUA, em Ancara, na Turquia, sobre os dirigentes do regime de Teerão.Na conferência de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Donald Trump voltou a criticar o acordo nuclear com o Irão assinado pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama". "Uma das piores tragédias", classificou."O nosso acordo é uma barreira à arma nuclear. O acordo dele [Obama] era um caminho para a arma nuclear", realçou Donald Trump.Reafirmou que o Irão nunca irá construir uma arma nuclear ao abrigo de um acordo com a atual administração. "Mas não sei se vamos chegar a um acordo. Podemos simplesmente fazê-lo sem acordo". .O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em Ancara, na Turquia, palco da cimeira da NATO, que os EUA preparam um novo ataque contra o Irão. "Eles lançaram alguns drones e um míssil contra navios porque se encontravam no estreito, onde têm todo o direito de estar. Por isso, atacámo-los com toda a força ontem à noite", começou por dizer."Provavelmente vamos atacá-los com força novamente esta noite. Vou dar-lhes um pequeno aviso: Vamos atacá-los com força esta noite. Mas vamos ver como tudo se desenrola", disse Trump durante a conferência de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.O presidente dos EUA vincou que a "linha vermelha" é muito simples: "Eles não podem ter uma arma nuclear".Sobre o facto de que Portugal vai atingir os 3,1% do PIB em investimento em Defesa, até ao final deste ano, o primeiro-ministro reforçou que se trata do agregado do investimento feito exclusivamente em Defesa e do investimento em infraestruturas de energias, de comunicações, de várias áreas setoriais do Governo. "Investimentos que também são contabilizados para podermos atingir o objetivo que está determinado desde a cimeira de Haia dos 5%", disse. "São 3,5% no investimento exclusivo em capacidade militares e 1,5% nas demais", disse. Em relação aos 3,1% que se pretende atingir ainda este ano, disse tratar-se de 2,1% em investimento exclusivo na área da Defesa, a que acresce cerca de 1%, “talvez um pouco menos ainda", na componente de infraestruturas que têm dupla utilização..Montenegro anuncia que Portugal atingirá 3,1% do PIB em Defesa até ao final do ano."A cimeira foi também uma oportunidade para demonstrarmos a nossa trajetória de investimento [na Defesa] e a sua credibilidade", salientou o primeiro-ministro português."Fomos alvo de um comentário positivo, muito positivo, diria mesmo elogioso, por parte do secretário-geral da NATO, relativamente à fiabilidade do compromisso que assumimos e da sua concretização”, relatou Montenegro, referindo que, em 2025, Portugal superou “a meta dos 2% de investimento na Defesa”. "O que significa de um acréscimo de 38% face ao ano anterior", disse.Montenegro afirmou que o Governo tem desenhado para este ano de 2026 "um reforço desse investimento, quer na componente exclusivamente ligada à Defesa quer na componente de utilização dual". O primeiro-ministro partilhou a "estimativa e expectativa" do Governo de que, no final deste ano, "o agregado destas duas componentes signifique cerca de 3,1% do nosso PIB, já em 2026".Falou ainda na concretização do investimento na dimensão "industrial, na criação de emprego, de desenvolvimento tecnológico", exemplificou."No âmbito do apoio à Ucrânia, pude reafirmar o nosso compromisso de reeditarmos, em 2026, o apoio militar e financeiro que realizamos nos dois anos anteriores". Adiciona-se ainda o "apoio à defesa antiaérea da Ucrânia num montante que andará à volta dos 60 milhões de dólares, cerca de 50 milhões de euros", referiu na conferência de imprensa. .Em Ancara, na Turquia, o primeiro-ministro fala sobre a cimeira da NATO. "Foi confirmada a unidade entre toda a Aliança, a força do lado transantlântico, o compromisso assumido pelos parceiros europeus e pelo Canadá e também pelos EUA de que é no interesse de ambos os lados que o incremento do nosso investimento na Defesa se está, neste momento, a materializar", informou Luís Montenegro. Este investimento, prosseguiu, "serve como pano de fundo para que estejamos mais capacitados para podermos não só estarmos aptos a garantir a nossa segurança e defesa, como também o apoio nos teatros onde ele é mais necessário" e no caso concreto do apoio à Ucrânia..A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) prolongou hoje a recomendação às companhias aéreas europeias para evitarem sobrevoar o espaço aéreo do Irão, do Líbano e Iraque até 31 de agosto.Num relatório sobre o Irão, a EASA reiterou que "as tensões continuam elevadas" na região, mas não mencionou a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, em Ancara, de que está a terminar o acordo de cessar-fogo com a República Islâmica após os ataques de Teerão a navios comerciais, aos quais os EUA responderam com ataques de retaliação.Considerou que "os repetidos ataques iranianos a navios comerciais e os esforços para controlar o estreito de Ormuz criam riscos não só para o espaço aéreo circundante, mas também aumentam a probabilidade de ações de retaliação que podem afetar diretamente o espaço aéreo iraniano".A agência europeia concluiu que "eventos militares imprevisíveis, combinados com a presença e potencial utilização de uma vasta gama de armas e sistemas de defesa aérea, criam um elevado risco para os voos da aviação civil a todas as altitudes e níveis de voo".Em relação ao Líbano, a EASA referiu que, embora o cessar-fogo entre Israel e o Líbano tenha contribuído para uma redução geral da intensidade das operações militares, foram observadas violações recorrentes, principalmente no sul do Líbano, mas também na região metropolitana de Beirute, onde as operações militares estavam a acontecer até recentemente.Além disso, o Estado libanês "não demonstrou capacidade para lidar" com "um risco elevado para as aeronaves civis em todas as altitudes e níveis de oo", alertou a agência europeia.Em relação ao Iraque, a EASA considerou que o conflito militar no Irão "gerou elevados riscos não só para o espaço aéreo iraniano, mas também para o dos Estados vizinhos que albergam bases militares norte-americanas ou que são afetados por hostilidades e atividades militares associadas, incluindo interceções".A AESA afirmou que as autoridades iraquianas tomaram medidas para lidar com os riscos no espaço aéreo através de encerramentos e restrições temporárias. No entanto, o organismo referiu que “devido à natureza imprevisível dos ataques iranianos com mísseis balísticos e drones, não se pode confiar que tais medidas sejam implementadas de forma atempada e eficaz.""Além disso, a capacidade do Iraque para garantir o controlo eficaz do seu espaço aéreo é limitada por mecanismos de coordenação insuficientes e por um ambiente de segurança fragmentado", afirmou a EASA..O presidente iraniano comparou a postura dos EUA como coanfitrião do Campeonato do Mundo de futebol à forma como aborda a política externa. "Distorcer as regras, intimidar rivais, criar obstáculos e fazer batota", enumera Masoud Pezeshkian.Considera que esta postura reflete o "manual de estratégias 'MAGA' [Make America Great Again)". "O Irão rejeita esses jogos. Defendemos firmemente os nossos direitos", assegurou numa mensagem partilhada nas redes sociais, já depois de Donald Trump ter considerado que o cessar-fogo acabou..Pete Hegseth, secretário da Defesa norte-americano, cancelou a viagem a Israel em plena escalada das tensões entre Washington e Teerão, com a mais recente troca de ataques e com Donald Trump, presidente dos EUA, a considerar que o cessar-fogo terminou. A informação foi avançada pela CNN International, dando conta que a viagem foi cancelada esta manhã, apesar dos preparativos estarem em curso. Segundo o canal de notícias, esta seria a primeira visita de Hegseth a Israel como secretário da Defesa. Estava previsto reunir-se com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com o ministro da Defesa, Israel Katz, e tinha na agenda a visita a bases da Força Aérea israelita, segundo indicaram fontes à CNN..Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), usou as redes sociais para afirmar que a mais recente " troca de ataques entre os EUA e o Irão complica ainda mais as já tensas negociações para acabar com a guerra". "Os ataques do Irão contra o Bahrein e o Kuwait são inaceitáveis", considerou a alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança. Para Kallas, nos termos do memorando de entendimento, "Teerão comprometeu-se a reabrir o estreito de Ormuz", pelo que "os recentes ataques a navios nas proximidades do estreito violam esse compromisso e ameaçam comprometer o restabelecimento do abastecimento energético". "A liberdade de navegação deve ser garantida sem entraves", defendeu na mensagem divulgada na rede social X. .O Governo espanhol garantiu hoje que recebe com “calma e normalidade” as novas acusações do Presidente norte-americano que, durante a cimeira da NATO, afirmou que o país “é um caso perdido” e ameaçou cortar todas as relações comerciais. (ver mais abaixo)Após estas declarações, feitas por Donald Trump em Ancara, onde se realiza a cimeira da Aliança Atlântica, fontes do Governo espanhol sublinharam que a Espanha mantém uma excelente relação social, cultural e económica com os Estados Unidos e não tem qualquer intenção de a alterar.Além disso, salientaram que a União Europeia é uma união comercial na qual nenhum Estado-membro pode ser discriminado, como a Comissão Europeia já deixou claro em diversas ocasiões.Esta é a mesma resposta que o Governo deu há alguns meses à ameaça de Trump de cortar relações comerciais com Espanha, depois de o país ter sido o único membro da NATO a recusar-se a aumentar as suas despesas de defesa para 5% do PIB.O Governo espanhol sublinhou ainda que os Estados Unidos têm um excedente comercial com Espanha, o que significa que beneficiam desta relação, e lembrou que os laços económicos são forjados por empresas privadas, e não por governos..Donald Trump voltou a abordar hoje a questão da Gronelândia, assumindo que é um “grande problema”, que é “muito importante para os Estados Unidos e não é importante para a Dinamarca”.O Presidente dos Estados Unidos alegou que, quando a Dinamarca foi “atropelada pelos nazis em menos de um dia” durante a Segunda Guerra Mundial, pediu aos Estados Unidos para “tomarem conta da Gronelândia”.“E nós ficámos com a Gronelândia e depois, estupidamente, devolvemo-la, porque nós é que precisamos da Gronelândia. Nós precisamos da Gronelândia para proteger o mundo, não apenas os Estados Unidos”, afirmou, acrescentando que nunca teria devolvido a Gronelândia à Dinamarca.“E também não teria devolvido o canal do Panamá”, acrescentou.Descontente com a NATODonald Trump voltou ainda a afirmar que está “muito descontente” com a NATO devido à postura que países como a França, Alemanha, Itália ou Reino Unido adotaram perante a guerra no Irão, ao recusarem ceder bases militares às Forças Armadas norte-americanas.“Ninguém quis ajudar, a não ser alguns países mais pequenos, porque são mais vulneráveis. Foi a única razão pela qual quiseram ajudar”, considerou.Trump assegurou que irá transmitir aos restantes líderes os seus “problemas”, apesar de reiterar que gosta dos chefes de Estado e de Governo europeus.“Acho que não trataram bem os Estados Unidos durante muitos anos, mas pronto, são pessoas sãs, racionais e boas pessoas, pelo menos a maior parte”, disse..O Presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que vai cortar “todas as relações comerciais” com a Espanha, considerando que é um “parceiro terrível” da NATO e um país governado por “pessoas más”.Em declarações aos jornalistas num evento com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à margem da cimeira da Aliança Atlântica, em Ancara, Donald Trump renovou as críticas à Espanha, que acusou de ser um “parceiro terrível”.“Não participam [na NATO], não pagam. Eu não quero ter nada a ver com a Espanha. Corta todas as relações com a Espanha, se faz favor, incluindo visitas, ok?”, disse Trump, dirigindo-se ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.O Presidente dos Estados Unidos considerou que, quando essas restrições forem impostas, a Espanha vai “voltar a correr” para os braços dos norte-americanos e reiterou que quer cortar “qualquer relação comercial” com aquele país.“São um caso perdido, são más pessoas. Todos estão a pagar e a trabalhar, mas Espanha é abertamente hostil. Vamos ver se continuam a ser hostis quando ligarem a dizer ‘por favor, por favor, queremos fazer comércio convosco, senhor’. Ganham tanto dinheiro connosco e vamos garantir que passam a ganhar muito menos”, afirmou.No ano passado, durante a cimeira de Haia, o Presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado cortar as relações comerciais com Espanha, após o presidente do executivo espanhol, Pedro Sánchez, ter recusado cumprir a meta de dedicar 5% do PIB à Defesa..O preço do barril de Brent, referência para a Europa, voltou hoje a ultrapassar os 78,5 dólares, subindo acima de 5,92%, após o anúncio do fim do cessar-fogo entre EUA e Irão, pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.Cerca das 09:45 em Lisboa, o barril de Brent do Mar do Norte era negociado a 78,55 dólares, numa subida de 5,92% face à véspera e mais 4,39 dólares.Já o WTI para entrega em agosto, referência para os EUA, subia 5,32%, para 74,19 dólares.Donald Trump, afirmou hoje que o cessar-fogo com o Irão acabou e apelidou os líderes iranianos de “escumalha” e mentirosos..O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que a Rússia "não tem qualquer possibilidade" de vencer a guerra contra a Ucrânia, durante a cimeira da NATO, que se realiza em Ancara."A Rússia não tem qualquer hipótese de vencer esta guerra. Não alcançarão os seus objetivos nesta guerra e quanto mais cedo esta terminar, melhor para a Europa, melhor para a Rússia e melhor para a paz mundial", afirmou Merz, à chegada ao Complexo Presidencial de Beştepe para o segundo dia da cimeira da NATO."O fim da guerra depende da Rússia", enfatizou o chanceler alemão, sublinhando que o encontro em Ancara enviará uma mensagem clara a Moscovo.O chanceler alemão reafirmou o apoio da Aliança Atlântica à Ucrânia, numa altura em que Berlim promove uma iniciativa europeia para auxiliar Kiev com 70 mil milhões de euros este ano e no próximo.Merz disse ainda esperar que a cimeira de Ancara fomente um "espírito que fortaleça" a NATO.O líder alemão sublinhou que os parceiros da Aliança cumpriram os acordos alcançados no ano passado em Haia."Na sua maioria, entre os Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO, melhorámos significativamente os nossos esforços. Vamos discutir isso hoje. Vamos tornar a NATO mais europeia para que possa manter-se transatlântica", enfatizou.O chanceler alemão citou como exemplo destes esforços a decisão do Canadá de adquirir 12 submarinos avançados Tipo 212 CD à empresa alemã TKMS, desenvolvidos em cooperação com a Noruega, no âmbito de um programa de modernização da força naval avaliado em até 30,75 mil milhões de euros..O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu hoje que a NATO deve demonstrar “unidade e força” no atual contexto internacional, considerando que a cimeira que hoje se realiza em Ancara é “muito importante” perante os conflitos mundiais.“É muito importante que nós, enquanto líderes, mostremos a unidade e a força da NATO num momento como este. E é isso que faremos nesta cimeira”, afirmou Keir Starmer em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da NATO, em Ancara, naquela que é a sua última participação numa reunião da Aliança Atlântica enquanto primeiro-ministro britânico, após ter anunciado a sua demissão em 22 de junho.“Há muitas questões importantes para discutirmos e concordarmos na cimeira”, afirmou, numa breve declaração sem respostas a jornalistas..A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reuniu-se hoje com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky e confirmou que Itália continuará a prestar assistência ao povo ucraniano."Durante a reunião, a Itália reiterou seu firme compromisso com a Ucrânia e com um processo que leve a uma paz justa e duradoura", disse o governo italiano, em comunicado.Meloni confirmou a Zelensky "que Itália continuará a prestar assistência ao povo ucraniano, “com especial atenção às medidas destinadas a fortalecer a resiliência da infraestrutura energética, que foi severamente danificada pelos ataques russos", referiu a nota..Donald Trump assegura que, na sua opinião, o cessar-fogo com o Irão está “acabado”."Para mim, acabou. Falo com os meus negociadores, eles querem negociar com gente boa", disse esta manhã em Ancara, onde decorre a cimeira da NATO, acrescentado que do lado do Irão o que encontra é "escumalha", "pessoas doentes, cruéis e violentas que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam”.Para o presidente dos Estados Unidos, os negocadores podem manter conversações mas, na sua opinião, trata-se de "uma perda de tempo negociar com mentirosos”..O primeiro-ministro, Luís Montenegro, realçou hoje que Portugal está numa “trajetória de cumprimento” dos objetivos assumidos na NATO, esperando que os seus interesses no âmbito da “segurança marítima” do Atlântico sejam acautelados pelos restantes aliados.. “Portugal está à altura da sua responsabilidade enquanto parceiro e, naturalmente, também espera que, no âmbito da Aliança, os nossos interesses possam ser acautelados, nomeadamente no que diz respeito à segurança marítima, que é uma área na qual temos redobrado empenho na defesa do nosso território, e também na defesa do interesse de toda a Aliança Atlântica”, realçou Luís Montenegro, à chegada à cimeira da NATO, que decorre em Ancara, capital da Turquia.Na opinião do primeiro-ministro, esta reunião de chefes de Estado e de Governo dará “sequência ao reforço do pilar europeu dentro da NATO e dos compromissos de investimento de todos os países da Europa, no âmbito do qual Portugal tem vindo a assumir também a sua responsabilidade”.O governante realçou que Portugal terminou o ano de 2025 cumprindo o objetivo de ter um investimento em Defesa superior a 2%, que se fixou nos 2,01%, salientando que tal só foi possível “através de um esforço adicional”.“Estamos numa trajetória de cumprimento, o que acontece pela primeira vez desde 2014. Isso significa que, a par daquilo que são as nossas missões e a integração em muitas operações no âmbito da NATO, como acontece hoje na Roménia, na Eslováquia, na Lituânia”, enumerou..Portugal registou em 2025 maior aumento anual da despesa em Defesa da última década.Nuno Melo afirma que Portugal parte para cimeira da NATO com 2,01% do PIB em Defesa.O primeiro-ministro português manifestou-se hoje convicto de que a integridade territorial da Dinamarca não “está em causa”, apesar das ameaças de Donald Trump sobre a Gronelândia, e rejeitou que o Presidente dos Estados Unidos tenha rancor com a Aliança.Em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira dos chefes de Estado e de Governo da NATO, em Ancara, Luís Montenegro frisou que, se a Aliança tem um compromisso de “garantir a integralidade territorial de todos os Estados-membros da NATO face a países externos e terceiros”, isso também se deve aplicar a casos internos.“E creio que, independentemente das declarações e do contexto em que elas foram proferidas, não estará em causa, de maneira nenhuma, a integralidade territorial de nenhum Estado-membro da NATO, incluindo, naturalmente, a Dinamarca”, afirmou.Questionado se manifesta assim solidariedade com Copenhaga, após Donald Trump ter esta terça-feira, à chegada a Ancara, novamente insistido que a Gronelândia deve pertencer aos Estados Unidos, Montenegro respondeu: “Solidariedade com Copenhaga, solidariedade com o princípio de salvaguarda da integralidade territorial de todos os Estados-membros”.“Repito, se o fazemos com um contexto externo, é óbvio que, em primeiro lugar, devemos salvaguardá-lo também no contexto interno”, reforçou.Interrogado se acha que existe efetivamente algum rancor de Donald Trump para com a NATO, o primeiro-ministro respondeu: “Creio que não”.“Naquilo que eu já me pude aperceber dos trabalhos até ao momento, não me parece que haja razão para dizer isso”, afirmou..A primeira-ministra da Dinamarca reiterou hoje que a Gronelândia “não está à venda”, após novas ameaças do Presidente dos Estados Unidos da América, e disse estar preparada para defender “cada centímetro” da NATO, incluindo a Gronelândia.À chegada ao segundo dia da cimeira da NATO, a governante dinamarquesa foi questionada pela imprensa sobre o facto de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter voltado a insistir, no primeiro dia da reunião, que a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, deveria ser controlado por Washington, sugerindo novamente que pode retirar “todas as tropas” da Europa.Mette Frederiksen reiterou que a Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca, “não está à venda” e disse esperar que “todos os aliados respeitem o direito do povo gronelandês à autodeterminação”.“Somos um povo soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial”, acrescentou.Interrogada sobre se a Dinamarca está preparada para defender militarmente a Gronelândia caso tal seja necessário, a governante respondeu: “Estamos preparados para defender cada centímetro da NATO, incluindo o nosso território”.Mette Frederiksen lembrou que uma das razões pelas quais a Aliança Atlântica foi construída foi porque “se algo acontecer a um de nós, todos devem defender os restantes”, tal como está estabelecido no artigo 5.º do Tratado da organização.A primeira-ministra salientou que o artigo 5.º aplica-se ao flanco leste da NATO, com a guerra que é travada na Ucrânia, serviu para os EUA nos ataques terroristas do 11 de setembro e servirá para a Gronelândia “se algo acontecer”.Sobre se acha que os EUA estão comprometidos com o artigo 5.º, Frederiksen respondeu: “Não ouvi que os EUA não estejam comprometidos”.“Eu não seria capaz de assegurar o meu povo sem a NATO e acho que o mesmo serve para os EUA. É por causa da NATO que o nosso povo transatlântico pode estar em segurança e isso vai manter-se no futuro”, acrescentou.Frederiksen começou a sua declaração por salientar que o mundo se tornou “mais inseguro” e é necessária uma NATO “mais forte”.A governante considerou prioritário “rearmar a Europa”, ter uma “base industrial mais forte na Europa e transatlântica nos EUA” e reforçar o apoio à Ucrânia.“Penso que todos sabemos que são tempos difíceis e, por isso, a nossa união neste mundo é mais importante do que nunca”, salientou.Antes, também à chegada, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, considerou que se está a assistir a uma alteração nas responsabilidades na Aliança, com um reforço por parte de europeus e do Canadá.O governante salientou que esta mudança nos encargos assumidos no âmbito da NATO, com uma redução do investimento por parte dos EUA, também era defendida por Barack Obama e “é apropriado”.Sobre os ataques norte-americanos a alvos iranianos, Carney apontou que o Irão tem agido de forma irresponsável e houve uma "resposta apropriada"..O secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, considerou hoje os últimos ataques norte-americanos no Irão como "absolutamente necessários"."Penso que foi absolutamente necessário (...). Penso que é absolutamente crucial que os Estados Unidos reajam com firmeza", afirmou holandês à comunicação social em Ancara, no ínício do segundo dia da cimeira da NATO.O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) confirmou na terça-feira ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução Islâmica do iranianas foram atacadas "para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional"..EUA lançam novos ataques contra alvos iranianos. Irão ameaça retaliar "de forma decisiva" . O secretário-geral afirmou ainda que espera que os Aliados da NATO reafirmem "que o Irão não deve, em caso algum, adquirir capacidade nuclear".A afirmação, segundo diplomatas da Aliança, que a AFP não identificou, corresponde ao conteúdo da declaração final da cimeira da NATO, que deverá ser aprovada na quinta-feira, no segundo e último dia da cimeira."O princípio da liberdade de navegação deve ser respeitado, para que o Estreito de Ormuz volte a estar totalmente aberto", acrescentou Rutte..Oo investimento em Defesa, o reforço da produção industrial e o apoio à Ucrânia são os assuntos a discutir até quarta-feira no Palácio Presidencial de Ancara, na Turquia, na cimeira da NATO. Um encontro que decorre numa altura de tensão entre a Europa e os EUA, com a administração norte-americana liderada pelo republicano Donald Trump a recuar no seu investimento no âmbito da Aliança Atlântica e depois de as forças armadas norte-americanas terem lançado uma nova série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por a República Islâmica ter atingido três navios mercantes em águas próximas de Omã.As autoridades do Bahrein e do Kuwait denunciaram hoje ataques com mísseis iranianos na mesma altura em que a Guarda Revolucionária do Irão confirmava o disparo de mísseis contra instalações norte-americanas nos dois estados.No Bahrein está baseada a 5.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e no Kuwait as forças norte-americanas mantêm bases e instalações militares. .Trump chega a Ancara “muito desapontado com a NATO” e com ameaças à Europa