Teerão diz que "a agressão dos EUA e de Israel é a raiz da insegurança" no estreito de Ormuz

Após Trump anunciar o prolongamento do cessar-fogo com o Irão, a Casa Branca disse que não foi dado um prazo a Teerão para apresentar uma proposta. Siga aqui as notícias do conflito no Médio Oriente.
Teerão diz que "a agressão dos EUA e de Israel é a raiz da insegurança" no estreito de Ormuz
EPA/WAEL HAMZEH

Paquistão espera "progressos positivos" por parte do Irão após reunião com diplomata dos EUA

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, esteve reunido com a encarregada de negócios dos Estados Unidos, Natalie Baker, em Islamabad. Após o encontro, o governante afirmou esta quinta-feira que espera "progressos positivos" por parte do Irão, no âmbito dos esforços diplomáticos.

Segundo um comunicado do Ministério do Interior paquistanês, citado pela Associated Press (AP), Mohsin Naqvi elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, por ter prolongado o cessar-fogo com o Irão.

Já a diplomata norte-americana destacou o "papel construtivo" do Paquistão na promoção da paz, referiu a nota.

EUA intercetaram mais de 30 navios desde o início do bloqueio aos portos iranianos

O Comando Central dos EUA afirmou que as forças norte-americanas intercetaram mais 30 embarcações desde o início do bloqueio aos portos iranianos.

"As forças norte-americanas ordenaram a 31 embarcações que dessem meia-volta ou regressassem ao porto, como parte do bloqueio dos EUA contra o Irão", informou o Comando Central num balanço do bloqueio divulgado nas redes sociais.

A maioria dos navios intercetados eram petroleiros, indicaram os EUA.

Negociações entre Israel e Líbano retomadas esta quinta-feira

Israel e Líbano voltam a sentar-se esta quinta-feira à mesa das negociações. Os embaixadores dos dois países vão reunir-se em Washington depois de já ter sido realizada uma primeira ronda negocial.

O regresso das conversações acontece numa altura em que está em vigor um cessar-fogo de 10 dias. O Líbano já fez saber que vai solicitar o prolongamento da trégua temporária.

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Líbano vai pedir a Israel mais um mês de trégua

Pentágono anuncia saída do secretário da Marinha 

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou na quarta-feira a saída do secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, "com efeito imediato", numa altura em se mantém o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos.

"Em nome do secretário de Guerra e do secretário Adjunto de Guerra, agradecemos ao secretário Phelan pelos serviços prestados ao Departamento e à Marinha dos Estados Unidos. Desejamos-lhe o melhor sucesso nos seus futuros empreendimentos", lê-se numa mensagem de Parnell publicada nas redes sociais, sem apresentar as razões para esta saída.

Hung Cao, adjunto de John Phelan, irá assumir o cargo de forma interina, informou o Pentágono.

Teerão culpa EUA e Israel por insegurança no estreito de Ormuz

O chefe da diplomacia do Irão disse a um enviado especial sul-coreano que "a agressão dos EUA e de Israel é a raiz da insegurança no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz".

De acordo com uma mensagem publicada pelo Governo iraniano na rede social, o ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou na quarta-feira o que descreveu como crimes cometidos contra o Irão durante a "guerra de 40 dias".

Num encontro com o enviado sul-coreano Chang Byung-ha, em Teerão, Abbas Araghchi instou a comunidade internacional a adotar uma posição clara e firme para condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

"O Irão, enquanto Estado costeiro, tomou medidas de acordo com o direito internacional para defender a sua segurança e os seus interesses; a responsabilidade pelas consequências recai sobre os agressores", declarou Araghchi, referindo-se às tensões em torno do estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na quarta-feira a apreensão de duas embarcações no estreito de Ormuz por alegadamente operarem sem as licenças necessárias e "colocarem em risco a segurança marítima", algo que definiu como uma linha vermelha para o Irão.

Chang Byung-ha, por sua vez, enfatizou a necessidade de garantir a liberdade de navegação por esta via estratégica e solicitou uma cooperação especial do lado iraniano para proteger a segurança de todas as embarcações, incluindo as que navegam sob a bandeira sul-coreana, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Seul.

Lusa

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Irão responde pela força ao prolongamento do cessar-fogo

Líderes iniciam hoje reunião em Chipre focada na guerra no Médio Oriente

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) iniciam hoje em Chipre uma cimeira informal de dois dias, que estará essencialmente focada na guerra no Médio Oriente e incluirá um encontro com parceiros na região.

A reunião irá começar às 19h30 locais (mais duas horas em relação a Lisboa) na cidade costeira de Agia Napa, em Chipre - país que detém atualmente a presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia - com uma intervenção do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre a guerra no seu país, em curso desde fevereiro de 2022.

A intervenção de Zelensky irá ocorrer um dia depois de a Hungria e a Eslováquia terem levantado o veto ao empréstimo da UE de 90 mil milhões de euros destinado a Kiev e ao 20.º pacote de sanções à Rússia, que se encontravam bloqueados desde fevereiro.

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Zelensky elogia aprovação de empréstimo europeu para a Ucrânia

Os líderes vão abordar depois a guerra no Médio Oriente, o tema principal desta cimeira e que tem particular simbolismo por acontecer em Chipre, o único Estado-membro da UE que foi alvo de ataques atribuídos ao Irão desde o início da guerra naquele país, em 28 de fevereiro.

No início de março, Chipre foi alvo de ataques de drones atribuídos ao Irão, que visaram uma base militar britânica instalada em território cipriota.

Além de discutirem a situação securitária na região e a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, os chefes de Estado e de Governo dos 27 do bloco europeu vão também trocar pontos de vista sobre os esforços que a UE pode empreender para procurar reduzir as tensões e promover a diplomacia.

Estarão igualmente em cima da mesa as propostas apresentadas na quarta-feira pela Comissão Europeia para responder ao aumento dos preços da energia, assim como uma discussão sobre como deve funcionar na prática o princípio de defesa mútua da UE em caso de ataque a um Estado-membro, que está consagrado no artigo 42.7º dos tratados.

Lusa

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P&R. O que esperar da última reunião dos 27 de Orbán (na qual não estará presente)?

Guterres pede fim dos ataques contra a força da paz no Líbano

EPA/JUSTIN LANE

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o fim dos ataques contra a missão de manutenção da paz no Líbano, a FINUL, e lamentou a morte de um segundo militar francês.

Numa mensagem publicada nas redes sociais na quarta-feira, o português condenou os "múltiplos incidentes" nas "últimas semanas" que "resultaram na morte e em ferimentos graves de soldados de paz" e enfatizou que "estes ataques devem cessar".

Horas antes, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a morte do cabo Anicet Girardin, “em consequência de ferimentos” infligidos no sábado pelo movimento xiita libanês Hezbollah.

Macron disse que Girardin tinha sido ferido na “mesma emboscada” em que “combatentes do Hezbollah” mataram o primeiro, o suboficial Florian Montorio.

"Lamento profundamente saber que um segundo membro francês da FINUL morreu na sequência dos ferimentos sofridos num recente ataque perpetrado por atores não estatais, alegadamente o Hezbollah, no sul do Líbano", disse Guterres.

O secretário-geral sublinhou que o ataque aconteceu quando os 'capacetes azuis' "investigavam a suspeita presença de dispositivos explosivos improvisados na área de operações da FINUL no sul do Líbano".

Guterres reiterou o apelo para que "todas as partes" cumpram "as suas obrigações" perante o direito internacional e "garantam em todos os momentos a segurança do pessoal das Nações Unidas", bem como a proteção dos "bens e ativos da organização".

Lusa

Abertura dos mercados asiáticos. Preços do petróleo disparam 4% face à incerteza entre Teerão e Washington

 Os preços do petróleo dispararam mais de 4% na abertura dos mercados asiáticos, face à incerteza sobre as negociações entre o Irão e os Estados Unidos e sobre a paralisação no estreito de Ormuz.

Por volta da 00h25 (hora de Lisboa), o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano, subia 4,06% para 96,73 dólares (82,22 euros), com o valor do Brent do Mar do Norte, referência mundial, a aumentar 3,62% para 105,63 dólares (89,79 euros).

No entanto, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, abriu a sessão de hoje a ultrapassar pela primeira vez os 60 mil pontos, graças ao bom desempenho das ações de empresas de tecnologia, apesar da incerteza causada pela guerra no Irão.

Lusa

Teerão condiciona "negociações genuínas" com EUA ao fim do bloqueio aos portos

O presidente iraniano defendeu na quarta-feira o compromisso com o diálogo, depois de o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, ter decidido prolongar o cessar-fogo, mas reiterou que o bloqueio aos portos iranianos é um dos principais obstáculos a "negociações genuínas".

"A República Islâmica do Irão acolheu favoravelmente o diálogo e o acordo, e continua a fazê-lo. O incumprimento dos compromissos, o bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas", realçou, numa mensagem através das suas redes sociais.

Pezeshkian reagiu ao anúncio de Trump sobre a prorrogação do cessar-fogo destacando que "o mundo está a testemunhar" a "retórica hipócrita sem fim" e a contradição entre as palavras e ações do governante norte-americano.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, manifestou sentimentos semelhantes, declarando que "um cessar-fogo completo só faz sentido quando não é violado por um bloqueio naval, quando a economia global não é mantida refém e quando a beligerância sionista cessa em todas as frentes".

"A abertura do Estreito de Ormuz não é possível com uma violação flagrante do cessar-fogo", vincou nas redes sociais, antes de sublinhar que os Estados Unidos e Israel não alcançarão os seus objetivos "através da intimidação".

"A única forma é aceitar os direitos do povo iraniano", acrescentou.

Lusa

Acompanhe aqui as notícias sobre o conflito no Médio Oriente

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente. Depois de Donald Trump ter anunciado um prolongamento do cessar-fogo com o Irão, a Casa Branca garantiu que não foi dado um prazo a Teerão para que apresente uma proposta de acordo.

Teerão diz que "a agressão dos EUA e de Israel é a raiz da insegurança" no estreito de Ormuz
Casa Branca diz que não há prazo para acordo com Irão. Erdogan avisa que guerra começa a enfraquecer a Europa
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