A Rússia quer controlar funcionamento da central nuclear de Zaporíjia quando for seguro fazê-lo, mas diz estar disponível para discutir a venda de electricidade à Ucrânia, afirmou esta sexta-feira, 13 de março, o Rosatom, Alexei Likhachev.De recordar que Zaporíjia, a maior central nuclear da Europa, é ucraniana, tendo sido capturada pelas tropas russas nas primeiras semanas da guerra em 2022, sendo o seu destino um dos pontos em discussão nas negociações de paz entre Kiev e Moscovo mediadas pelos Estados Unidos. "Estamos prontos para retomar os trabalhos, o equipamento necessário está pronto", disse Likhachev após uma reunião com Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). "Assim que surgir a oportunidade, começaremos a iniciar e a operar a central sob a supervisão da AIEA", prosseguiu este responsável russo, acrescentando que "sob certas condições, poderia haver discussão sobre o fornecimento de eletricidade, incluindo para a Ucrânia".Em dezembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os Estados Unidos haviam proposto uma operação trilateral conjunta da central, com um gestor-chefe norte-americano, mas que Kiev, por seu turno, propunha o uso da central pela Ucrânia e pelos EUA, com Washington como utilizar 50% da energia produzida. .Ucrânia e EUA continuam a negociar com território e Zaporíjia em cima da mesa.Zaporíjia foi alvo de “um dos maiores ataques com drones”, dizem autoridades ucranianas