As delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos voltaram a reunir-se esta quarta-feira, 7 de janeiro, em Paris, o terceiro encontro em dois dias de conversações na capital francesa, tendo abordado os temas mais sensíveis de um potencial acordo de paz: o território ucraniano e o destino da Central Nuclear de Zaporíjia, ocupada pelos russos.“Também instruí a equipa para discutir possíveis formatos de reuniões a nível de liderança entre a Ucrânia, outros países europeus e os EUA”, adiantou nas redes sociais o presidente ucraniano, referindo que “após o dia de hoje [ontem], espero uma apresentação detalhada da nossa equipa de negociação”.Antes do encontro desta quarta-feira com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, o chefe de gabinete de Voldoymyr Zelensky, que lidera a delegação ucraniana, tinha elogiado os “resultados concretos” já obtidos em Paris sobre garantias de paz e segurança para a Ucrânia. “Nem toda a informação pode ser pública, mas já existem resultados concretos, o nosso trabalho continua”, afirmou Kyrylo Budanov no Telegram. “Os interesses nacionais ucranianos serão defendidos”.Witkoff, na terça-feira à noite, tinha adiantando que as “opções territoriais” estavam a ser discutidas e que esperava que se chegasse a um acordo. Quanto a Zaporíjia, os EUA propõem uma operação trilateral sob a gestão de um norte-americano, no entanto, Kiev prefere uma utilização conjunta ucraniana-americana da central, deixando aos EUA o poder de determinar o uso de metade da energia. Paris foi ainda palco, na terça-feira, de uma reunião da Coligação dos Dispostos, na qual foi assinada uma declaração com garantias de segurança para Kiev e que inclui o envio de tropas britânicas e francesas para a Ucrânia em caso de acordo de paz. Esta quarta-feira, o primeiro-ministro britânico afirmou que qualquer destacamento de forças do Reino Unido será votado no parlamento. “Manterei a Câmara informada à medida que a situação se desenvolve”, disse Keir Starmer aos deputados, adiantando que o número de tropas será determinado pelos planos que Londres está a elaborar.Do lado francês, Emmanuel Macron revelou na terça-feira à noite que Paris está a trabalhar para estabelecer um diálogo com Vladimir Putin “nas próximas semanas”. “Sabe qual é o nosso objetivo? A paz. Mas não queremos que essa paz signifique a capitulação da Ucrânia”, disse o presidente francês..Coligação dos Dispostos sela acordo para dar garantias de segurança à Ucrânia