A guerra na Ucrânia está quase a completar o seu quarto aniversário.
A guerra na Ucrânia está quase a completar o seu quarto aniversário. EPA / 24TH MECHANIZED BRIGADE PRESS SERVICE HANDOUT

Relatório indica que vítimas da guerra na Ucrânia podem chegar em breve aos dois milhões

Rússia está perto de sofrer mais perdas do que qualquer outra grande potência em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial.
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Um relatório divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) mostra que o número de soldados mortos, feridos ou desaparecidos em ambos os lados da guerra na Ucrânia é atualmente de 1,8 milhões e pode chegar aos dois milhões até à primavera, com a Rússia a sofrer quase 1,2 milhões de baixas – incluindo até 325.000 mortes de militares, entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2025 –, mais perdas do que qualquer outra grande potência em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial.

“Apesar das alegações de ganho de influência no campo de batalha na Ucrânia, os dados mostram que a Rússia está a pagar um preço extraordinário por ganhos mínimos e está em declínio como grande potência”, pode ler-se no relatório do CSIS, assinado por Seth G. Jones, presidente do Departamento de Defesa e Segurança deste think tank, e Riley McCabe, do Programa de Guerra, Ameaças Irregulares e Terrorismo.

O documento aponta ainda que a Ucrânia, tendo um exército mais pequeno e uma população menor, tenha sofrido entre 500.000 e 600.000 baixas militares, incluindo até 140.000 mortes.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou esta quarta-feira, 28 de janeiro, que esta estimativa não pode ser considerada “informação fidedigna” e que apenas o Ministério da Defesa russo está autorizado a fornecer informações sobre perdas militares. 

Os dados do CSIS foram compilados através da análise do CSIS, dados publicados pelo site de notícias independente russo Mediazona em parceria com a BBC, estimativas do governo britânico e entrevistas com funcionários governamentais.

Estes números surgem a menos de um mês do quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia  e numa altura em que decorrem negociações para a paz entre EUA, Rússia e Ucrânia, enquanto prosseguem os combates no terreno. 

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O Kremlin manifestou esta quarta-feira abertura para organizar uma reunião entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, desde que o encontro tenha lugar em Moscovo, garantindo condições de segurança para Volodymyr Zelensky. Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andry Sibiga, já havia afirmado que Zelensky está disponível para se reunir com Putin, com o objetivo de desbloquear os principais pontos das negociações de paz.

Esta quarta-feira também, o presidente ucraniano disse ter identificado áreas que precisam de ser analisadas com mais profundidade no acordo com os EUA sobre a recuperação pós-guerra. “O trabalho com o lado americano está a progredir ativamente e, do lado ucraniano, estamos a trabalhar com a máxima eficiência”, escreveu Zelensky no X.

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