Príncipe Harry de visita a Kiev pede a Putin para "parar" com a guerra

Príncipe Harry de visita a Kiev pede a Putin para "parar" com a guerra

"É bom estar de volta", disse o príncipe Harry, que chegou esta quinta-feira (23) a Kiev para uma visita de dois dias.
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“Presidente Putin, nenhuma nação beneficia da contínua perda de vidas a que estamos a assistir", afirmou esta quinta-feira, 23 de abril, o príncipe Harry durante uma visita não anunciada a Kiev.

O filho mais novo do rei Carlos III do Reino Unido proferiu esta declaração durante a intervenção que fez durante uma conferência de segurança na capital ucraniana, na qual pediu ao presidente russo para "parar com a guerra".

"Ainda há um momento - agora - para parar esta guerra, para evitar mais sofrimento tanto para os ucranianos como para os russos, e para escolher um caminho diferente", afirmou, citado pelos media britânicos, como o jornal Independent, durante o seu discurso no Fórum de Segurança de Kiev.

A visita não anunciada de dois dias pretende "lembrar" ao mundo o que a Ucrânia está a enfrentar na guerra contra a Rússia, em curso há mais de quatro anos. O mundo "não deve habituar-se" ou "ficar insensível" ao conflito, sublinhou o duque de Sussex.

"É bom estar de volta à Ucrânia, um país que está a defender corajosamente e com sucesso o flanco oriental da Europa. É importante que não percamos de vista a importância disso", disse, anteriormente, ao The Sun, durante a viagem de comboio até Kiev.

Esta é a terceira vez que Harry está em território ucraniano desde o início da guerra. O britânico pretende "apoiar o povo e os parceiros que realizam um trabalho extraordinário a cada hora de cada dia em condições incrivelmente difíceis”.

Durante a sua intervenção no Fórum de Segurança de Kiev, Harry afirmou que não estava ali como "político". "Estou aqui como um soldado que compreende o que é servir, como um humanitário que viu o custo humano do conflito e como um amigo da Ucrânia que acredita que o mundo não se deve habituar a esta guerra nem insensibilizar as suas consequências", declarou o príncipe britânico que serviu no exército do Reino Unido e esteve em duas missões no sul do Afeganistão.

Harry elogiou a resistência ucraniana contra as forças de Moscovo e afirmou que “o que está a acontecer não é simplesmente uma guerra por território". "É uma guerra por valores, por soberania, sobre se os princípios que sustentam a nossa democracia partilhada ainda têm significado”, considerou.

Em Kiev, o príncipe defendeu que este era um "momento para os Estados Unidos mostrarem que podem honrar as suas obrigações de tratados internacionais", uma vez que o país liderado por Donald Trump tem um papel "singular". De acordo com o Independent, Harry recordou que "quando a Ucrânia renunciou às armas nucleares, os EUA fizeram parte da garantia de que a soberania e as fronteiras da Ucrânia seriam respeitadas".

"Este é um momento para a liderança americana, um momento para os Estados Unidos mostrarem que podem honrar as suas obrigações de tratados internacionais. Não por caridade, mas pelo seu papel duradouro na segurança global e na estabilidade estratégica", defendeu Harry.

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