O Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono) excluiu fotojornalistas de pelo menos duas conferências de imprensa sobre o desenrolar da guerra com o Irão, depois de os media terem publicado imagens consideradas 'desfavoráveis' do secretário Pete Hegseth.O jornal The Washington Post noticiou na quarta-feira que as fotografias que causaram desconforto na equipa de Hegseth terão sido tiradas em 02 de março, durante a primeira aparição pública do chefe do Pentágono e do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, após os ataques lançados contra a República Islâmica, juntamente com Israel, em 28 de fevereiro.Após a publicação das fotos, a equipa do secretário da Guerra informou os seus colegas que não gostou da aparência do chefe do Pentágono e, consequentemente, decidiu excluir os fotojornalistas das conferências de imprensa seguintes, realizadas em 04 e 10 de março, segundo duas fontes anónimas ligadas ao processo.A conferência de imprensa de 02 de março marcou a primeira vez que Hegseth compareceu perante os jornalistas no Pentágono desde junho, após o bombardeamento de Washington às instalações nucleares iranianas.Agências de notícias internacionais como a Associated Press, a Reuters, a Agência Europeia de Proteção de Dados (EPA) e a Getty enviaram repórteres para a conferência.A porta-voz do Departamento de Guerra, Kingsley Wilson, explicou em comunicado que estão a permitir apenas um representante por meio de comunicação sem credenciais permanentes para "utilizar o espaço de forma eficiente na sala de imprensa do Pentágono"."As fotos oficiais das conferências de imprensa são imediatamente publicadas online para uso do público e da imprensa. Se isso prejudica o modelo de negócio de certos órgãos de comunicação social, então devem considerar solicitar credenciais de imprensa ao Pentágono", frisou a mesma fonte.Desde que regressou ao poder, em janeiro, o Presidente Donald Trump tem intensificado os seus ataques à imprensa, recorrendo frequentemente a insultos contra repórteres que colocam questões que considera ofensivas.Membros da sua administração, incluindo Hegseth, também adotaram posturas semelhantes.Consequentemente, o recém-renomeado Departamento de Guerra — o maior beneficiário de financiamento federal — deixou de realizar as suas habituais conferências de imprensa semanais e de fornecer informações detalhadas sobre operações militares de interesse público, como o ataque a embarcações alegadamente utilizadas para o tráfico de droga nas Caraíbas e no Pacífico.Em outubro, o Pentágono revogou as credenciais da grande maioria dos órgãos de comunicação social que trabalham no icónico edifício nos arredores de Washington, depois de estes se terem recusado a aceitar novas regras que estabelecem limitações rigorosas ao acesso às instalações e à utilização de fontes..Jornalistas recusam novas regras do Pentágono e entregam crendenciais