A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta segunda-feira, 20 de abril, que ajudou a identificar e a localizar 45 crianças ucranianas que "foram transferidas à força" para os territórios temporariamente ocupados da Ucrânia, Rússia e República da Bielorrússia.A Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ participou na operação de pesquisa em fontes abertas (OSINT – Open Source Intelligence), coordenada pela Europol e pelos Países Baixos, que envolveu a participação de 40 especialistas de 18 países, do Tribunal Penal Internacional e de parceiros não governamentais."A participação portuguesa permitiu identificar cinco pistas investigativas, nomeadamente através da análise de redes sociais, fotografias e potenciais ligações a escolas, que serão agora sujeitas a validação e cruzamento de informação pelas autoridades competentes", refere a PJ em comunicado enviado às redações.A iniciativa, segundo explica a polícia portuguesa, realizou-se nos dias 16 e 17 de abril, em Haia, nos Países Baixos e teve como objetivo "apoiar as investigações em curso das autoridades ucranianas, que apuraram o desaparecimento de 19.500 crianças de territórios ocupados pela Federação Russa ou Bielorrússia".Algumas destas crianças foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão detidas em campos de reeducação ou hospitais psiquiátricos, indica a polícia de investigação portuguesa.No âmbito desta investigação internacional, foram elaborados, no total, "45 relatórios que incluem informações fidedignas" relacionadas com a localização destas crianças. Entre as informações que constam dos documentos constam as rotas de transporte utilizadas durante as deslocações forçadas, os facilitadores (diretores de orfanatos) e pessoas recetoras, as unidades militares que auxiliaram na condução das crianças, os campos ou instalações para onde foram levadas, as plataformas que exibem fotografias destas crianças e as unidades militares russas nas quais algumas crianças poderão estar atualmente a combater, refere a nota da PJ..Apoio energético à Ucrânia chegou aos mil milhões no último inverno.Zelensky critica decisão dos EUA de prolongar suspensão de sanções ao petróleo russo