Nicolás Maduro no momento em que foi levado para o tribunal de Nova Iorque.
Nicolás Maduro no momento em que foi levado para o tribunal de Nova Iorque.FOTO: EPA/Stringer

Maduro diz-se inocente em tribunal. Irmãos Rodríguez consolidam controlo total sobre o Estado venezuelano

Acusado de tráfico de droga e terrorismo, Nicolás Maduro deverá comparecer esta segunda-feira (5 de janeiro) perante um juiz federal em Nova Iorque, após ter sido capturado pelo EUA.
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Delcy Rodríguez já tomou posse na Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez esta tarde o juramento da tomada de posse, assumindo assim o cargo deixado vago por Nicolás Maduro, capturado pelas forças norte-americanas no sábado.

Na Venezuela... Irmãos Rodríguez consolidam controlo total sobre o Estado venezuelano

Jorge Rodríguez, irmão da atual presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, foi esta segunda-feira (5) reconduzido no cargo de presidente da Assembleia Nacional.

Esta nomeação coloca os irmãos Rodríguez no controlo efetivo de dois dos principais pilares do poder na Venezuela: o ramo executivo e o ramo legislativo.

Próxima audiência marcada para 17 de março

O juiz Alvin Hellerstein, tendo anotado as declarações de "não culpado" de Maduro e da sua mulher, marcou a próxima audiência de julgamento para o dia 17 de março.

Este prazo permite aos advogados, em especial o novo advogado de defesa do líder venezuelano, Barry Pollack -- que atualmente também representa Julian Assange, fundador do Wikileaks -- inteirar-se do caso e aceder às provas reunidas pelos procuradores, que têm de ser totalmente divulgadas à defesa.

Maduro e a mulher foram ainda informados pelo juiz que têm o direito de receber visita do representantes consulares da Venezuela nos EUA.

Maduro diz-se inocente no tribunal de Nova Iorque 

Líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, foram já presentes a juiz num tribunal de Nova Iorque e ambos afirmaram-se inocentes dos crimes de que foram acusados.

"Eu não sou culpado, sou um homem decente e sou ainda o presidente do meu país", disse, em espanhol, Maduro ao juiz Alvin Hellerstein, segundo a NBC.

Esta audiência preliminar serviu também para fixar questões processuais, como o agendamento das próximas audiências.

A "acusação substitutiva" (superseding indictment) revelada no Tribunal Distrital Sul de Nova Iorque tem no centro do processo o crime de conspiração de narcoterrorismo, no qual Maduro é acusado de liderar o chamado "Cartel de los Soles" e de utilizar o aparelho de Estado venezuelano para facilitar o tráfico de centenas de toneladas de cocaína para território norte-americano.

Segundo os procuradores federais, Maduro não só protegeu cartéis internacionais, como o de Sinaloa, e grupos guerrilheiros como as FARC, como terá utilizado a droga como uma "arma" estratégica para destabilizar a sociedade americana, enriquecendo simultaneamente a elite política e militar de Caracas.

Além do narcoterrorismo, o casal enfrenta acusações de conspiração para a importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

A acusação detalha que Maduro e Flores coordenaram o uso de armamento pesado para proteger os carregamentos de droga e manter o controlo territorial através da violência.

No caso específico de Cilia Flores, a justiça americana alega que a primeira-dama teve um papel ativo na rede criminosa, incluindo a aceitação de subornos para facilitar reuniões entre grandes traficantes e altos funcionários do governo, bem como a gestão de narcóticos confiscados pelas próprias autoridades venezuelanas para posterior revenda.

O documento judicial vai mais longe e atribui ao casal a autoria de ordens diretas para sequestros, espancamentos e assassinatos de indivíduos que interferissem nas suas operações ou devedores de dinheiro proveniente do tráfico.

Rangel defende que Edmundo González "retome as suas funções"

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, afirmou esta tarde que Portugal deve "trabalhar para uma solução governativa democrática" na Venezuela.

O governante afirmou mesmo que, na sua opinião, uma opção seria Edmundo Gonzáles -- o vencedor das eleições presidenciais de julho de 2024 não reconhecido pelo regime de Maduro -- "retome as suas funções".

"Edmundo González faz parte da solução" para a Venezuela, reforçou o ministro.

"Mas neste momento não temos dados para saber se será essa a solução", disse o governante, acrescentando: "O maior interesse de Portugal é encontrar uma solução que proteja a comunidade portuguesa".

De resto, o ministro dos Negócios Estrangeiros remete para o comunicado do governo emitido logo na manhã de sábado, no qual se diz que a ação militar teve o aspeto positivo de derrubar o ditador, mas que ao mesmo tempo apela à contenção e à criação de um processo democrático.

Portugal não reconhece Maduro como presidente legítimo da Venezuela.

EUA respondem: detenção de Maduro foi "operação policial"

A captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, é descrita pelos EUA como uma "operação policial", disse esta segunda-feira (5) o enviado dos Estados Unidos nas Nações Unidas, sublinhando que os EUA "não estão a ocupar um país".

Segundo Mike Waltz, a rápida intervenção militar na Venezuela para extrair Maduro e a sua mulher do país, ocorrida no sábado, foi uma "operação policial cirúrgica facilitada pelos militares dos EUA contra dois fugitivos indiciados pela justiça americana: o narcoterrorista Nicolás Maduro e (a sua esposa) Cilia Flores".

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, reunido a pedido de Caracas, Waltz afirmou que Maduro é "responsável por ataques contra o povo dos Estados Unidos, por desestabilizar o hemisfério ocidental e por reprimir ilegitimamente o povo da Venezuela".

"Não há guerra contra a Venezuela ou contra o seu povo. Não estamos a ocupar um país", declarou Waltz.

"Os Estados Unidos querem um futuro melhor para a Venezuela. Acreditamos que um futuro melhor para o povo da Venezuela e para os povos da região e do mundo passa por estabilizar a região e tornar a vizinhança em que vivemos um lugar muito melhor e mais seguro", disse ainda Waltz.

Rússia acusa EUA de "neocolonialismo" pela ação na Venezuela

O embaixador da Rússia na ONU acusou esta tarde os EUA de "hipocrisia" e de fazer regressar uma era de dominação pela força. As declarações do representante russo foram proferidas na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, reunido a pedido de Caracas.

O enviado da Rússia apelou aos EUA para que libertem o líder venezuelano, Nicolás Maduro, afirmando que a ação norte-americana que levou à sua detenção pode dar início a "nova era de colonialismo".

“O assalto contra o líder da Venezuela… tornou-se um prenúncio de um retrocesso à era da anarquia e da dominação dos EUA pela força”, disse Vasily Nebenzya, ao condenar o “ato de agressão armada dos EUA contra a Venezuela”.

“Washington está a gerar um novo fôlego para o neocolonialismo e para o imperialismo, que foram repetida e decisivamente condenados e repudiados pelos povos desta região e pelo Sul Global como um todo… O sino toca agora em toda a região, tocando para todos os países do Hemisfério Ocidental”, disse ainda Nebenzya.

O representante russo afirmou aunda que “aqueles que, noutras circunstâncias, espumam pela boca e exigem que outros respeitem a Carta da ONU", numa aparente referência às críticas que o seu próprio país é alvo perante a invasão da Ucrânia em 2022, "parecem hoje particularmente hipócritas e indecorosos”.

Maduro contrata o mesmo advogado que defende Assange

Ao contrário do que foi inicialmente noticiado, o líder venezuelano não terá defesa oficiosa nomeada pelo tribunal. Nicolás Maduro contratou o experiente advogado Barry Pollack, que atualmente também representa Julian Assange, fundador do Wikileaks e intermediou o acordo para a sua confissão de culpa que resultou na sua libertação, no verão passado.

Venezuela ordena à polícia que prenda todos os que colaboraram com os EUA

O decreto do estado de emergência emitido pelo governo da Venezuela, agora liderado por Delcy Rodríguez, ordena à polícia para encontrar e prender todos os que ajudaram os Estados Unidos na operação de captura de Nicolás Maduro.

O documento foi só divulgado hoje, apesar de ter entrado em vigor no sábado.

Esta determinação venezuelana surge depois de a imprensa norte-americana ter revelado que a CIA tinha uma fonte infiltrada no governo liderado por Maduro e que foi dessa forma que controlou os passos do presidente agora detido.

Já começou a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Guterres "preocupado"

Está a decorrer a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, para debater a intervenção militar dos EUA na Venezuela que levou à captura de Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU acontece no mesmo dia em que o líder deposto da Venezuela irá ser presente a um tribunal de Nova Iorque.

Numa declaração dirigida ao Conselho de Segurança, António Guterres, secretário-geral da ONU, disse estar "profundamente preocupado com a possível intensificação da instabilidade" na Venezuela.

A mensagem lida na sessão de emergência da ONU por Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral para assuntos políticos, Guterres reconhece que a democracia há muito tempo estava "minada" na Venezuela, mas ainda disse ser importante respeitar os princípios da soberania e "o poder da lei".

"Acolho com satisfação e estou pronto para apoiar todos os esforços que visem ajudar os venezuelanos a encontrar um caminho pacífico para o futuro", acrescentou Guterres.

Siga em baixo a reunião do Conselho de Segurança:

Maduro será representado por advogado indicado pelo tribunal

O líder deposto da Venezuela deverá ser representado, na primeira audiência em tribunal, agendada para as 17h00 (hora em Lisboa), por um advogado nomeado pelo tribunal, avança a CNN, citando uma fonte conhecedora do processo.

De acordo com a estação de televisão, David Wikstrom é quem vai representar Nicolás Maduro no tribunal de Nova Iorque, onde vai ser presente ao juiz Alvin Hellerstein.

Presidente da Colômbia admite voltar a "pegar em armas" após os avisos de Trump

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, admitiu esta segunda-feira voltar a "pegar em armas" depois das ameaças de Donald Trump, que o acusou de "fabricar cocaína".

"Embora não tenha sido militar, conheço a guerra e as operações clandestinas. Jurei nunca mais tocar em armas depois do Acordo de Paz de 1989, mas pela Pátria voltarei a pegar em armas, armas que já não quero", afirmou Petro, que pertenceu à guerrilha urbana do M-19, numa mensagem partilhada nas redes sociais.

Antes, o presidente norte-americano disse que a Colômbia era um país "governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não vai fazer durante muito tempo". Trump chegou a avisar o líder colombiano que ele deveria "tomar cuidado".

Na mensagem publicada na rede social X, Gustavo Petro realçou os esforços que tem desenvolvido no combate ao narcotráfico. "Como comandante supremo das forças militares e sempre amparado pela Constituição, ordenei a maior apreensão de cocaína da história mundial", exemplificou.

"Se prenderem o presidente, que grande parte do meu povo quer e respeita, irão desencadear a ira popular", avisou Gustavo Petro.

Presidente do México contra ação dos EUA na Venezuela. "Rejeitamos a intervenção nos assuntos internos de outros países"

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reafirmou esta segunda-feira (5) a sua posição contra a intervenção militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

"O México reafirma um princípio que não é novo nem passível de ambiguidade: rejeitamos categoricamente a intervenção nos assuntos internos de outros países", declarou Sheinbaum, citada pela imprensa internacional.

“Só os próprios povos podem construir o seu futuro, decidir o seu caminho, exercer soberania sobre os seus recursos naturais e definir livremente a sua forma de governo", defendeu a chefe de Estado.

Estas afirmações surgem após o presidente dos EUA, Donald Trump, defender a necessidade de se "fazer alguma coisa" no México devido aos cartéis de droga no país.

A presidente mexicana reforçou que o México é um país soberano e que está a cooperar com os EUA no combate ao tráfico de droga. “Não queremos que o fentanil ou qualquer outra droga se aproxime de nenhum jovem - seja nos Estados Unidos, no México ou em qualquer outro lugar do mundo", afirmou.

Suíça congela bens associados a Maduro com "efeitos imediatos"

A Suíça decidiu "congelar", com "efeitos imediatos, quaisquer bens detidos" no país pelo líder deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e "outras pessoas a ele associadas", anunciou esta segunda-feira, 5 de janeiro, o Conselho Federal.

A medida "visa impedir a fuga de capitais" e "não afeta os membros do atual governo venezuelano". "Caso futuros processos judiciais revelem que os fundos foram adquiridos ilicitamente, a Suíça empenhar-se-á em garantir que beneficiam o povo venezuelano", refere o Conselho Federal suíço, em comunicado, dando conta que

A decisão de congelar os bens de Maduro, soma-se às sanções contra a Venezuela que estão em vigor desde 2018, recorda o Conselho Federal da Suíça, dando conta que a medida entra em vigor com "feitos imediatos" , e manter-se-á válida durante quatro anos, "até novas ordens".

Maduro transferido para o tribunal de Nova Iorque 

Algemado, o líder deposto da Venezuela foi transferido do Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn para o tribunal de Nova Iorque - juntamente com a mulher, Cilia Flores. O casal deverá ser presente ao juiz Alvin Hellerstein, esta segunda-feira, às 17h00.

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram capturados no sábado numa operação levada a cabo pelos EUA em Caracas. O antigo presidente venezuelano está acusado de tráfico de droga, terrorismo e posse de armas. Arrisca uma pena entre os 30 anos e a prisão perpétua.

A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, tornou pública a acusação, que, segundo avançou a Associated Press, imputa a Maduro a liderança de um “governo corrupto e ilegítimo que, durante décadas, utilizou o poder governamental para proteger e promover atividades ilegais, incluindo o tráfico de droga".

A acusação alega ainda que os esforços de combate ao narcotráfico “enriqueceram e consolidaram a elite política e militar da Venezuela”.

Segundo o documento, de 25 páginas, a acusação estende-se à mulher de Maduro, Cilia Flores, e ao filho mais velho, Nicolás Ernesto Maduro Guerra - referido como O Príncipe ou Nicolasito. "Este tráfico de droga em larga escala também concentrou poder e riqueza às mãos da família de Maduro Moros, incluindo a sua mulher, a alegada primeira-dama da Venezuela, Cilia Adela Flores de Maduro, a arguida, e o filho de Maduro Moros, membro da Assembleia Nacional da Venezuela, Nicolas Ernesto Maduro Guerra, também conhecido por 'Nicolasito” ou 'O Príncipe', o réu", lê-se.

As autoridades norte-americanas acusam Maduro de se ter associado a “alguns dos narcotraficantes e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo”

Nicolás Maduro no momento em que foi levado para o tribunal de Nova Iorque.
Estados Unidos querem julgar Nicolás Maduro por tráfico de droga e terrorismo

França "não aprova" o "método usado" pelos EUA para capturar Maduro, diz Macron

O "método usado" que foi usado pelos Estados Unidos para capturar Nicolás Maduro "não foi aprovado por França", disse esta segunda-feira (5 de janeiro) o presidente francês.

"Defendemos o direito internacional e a liberdade dos povos", disse Emmanuel Macron durante uma reunião do gabinete presidencial, de acordo com Le Monde.

Para o presidente francês, Maduro é "um ditador" e a sua saída da liderança da Venezuela é "uma boa notícia para os venezuelanos. "Ele é um ditador que confiscou a liberdade do povo venezuelano e que roubou as eleições de 2024", acrescentou.

Segundo as declarações divulgadas pelo porta-voz de Macron, o presidente francês defende que o vencedor das eleições de 2024 "deverá desempenhar um papel central” na transição do poder na Venezuela, referindo-se a Edmundo González Urrutia.

Kamala Harris critica Trump. "Está a colocar as tropas em risco, a gastar milhares de milhões e a desestabilizar uma região"

"Não se trata de drogas ou de democracia. Trata-se de petróleo e do desejo de Donald Trump de se fazer de homem forte da região". A afirmação é de Kamala Harris, que tece duras criticas ao presidente norte-americano e à operação militar na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

Para a ex-vice-presidente dos EUA, Donald Trump "está a colocar as tropas em risco, a gastar milhares de milhões, a desestabilizar uma região e a não oferecer qualquer autoridade legal, nenhum plano de saída e nenhum benefício para o país".

Kamala Harris, que perdeu as últimas eleições para Donald Trump, considera que a ação na Venezuela não torna "os Estados Unidos mais seguros" e "mais fortes".

"O facto de Maduro ser um ditador brutal e ilegítimo não altera o facto de esta ação ter sido ilegal e imprudente", considera Harris, numa mensagem partilhada nas redes sociais.

"Já vimos este filme antes. Guerras por mudança de regime ou de petróleo, vendidas como demonstração de força, mas que se transformam em caos, e as famílias americanas pagam o preço", lamenta Kamala Harris. "O povo americano não quer isso e está cansado de ser enganado", sublinha.

"Precisamos da Gronelândia", reafirma Trump e promete falar sobre o território "dentro de 20 dias"

O presidente norte-americano reafirmou o interesse na Gronelândia, o território autónomo da Dinamarca, um dia após o ataque dos EUA à Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

"Precisamos da Gronelância de um ponto de vista da segurança nacional e a Dinamarca não vai conseguir fazer isso", realçou Donald Trump, no domingo, a bordo do Air Force One.

"Vamos preocupar-nos com a Gronelândia daqui a uns dois meses... vamos falar da Gronelândia daqui a 20 dias", completou Trump aos jornalistas, repetindo que o território é estratégico para os EUA. "A UE precisa que nós a tenhamos - e sabem disso”, sublinhou.

Trump diz que é preciso "fazer alguma coisa" no México 

Além dos avisos à Colômbia e a Cuba, o presidente dos EUA defendeu ser necessário "fazer alguma coisa" no México.

"Tem que se organizar, porque eles [traficantes de droga] estão a invadir o México, e nós vamos ter que fazer alguma coisa", disse Donald Trump aos jornalistas. "Gostaríamos que o México o fizesse. Eles são capazes de o fazer, mas, infelizmente, os cartéis de droga são muito fortes no México", considerou Trump, citado pela imprensa internacional.

A bordo do avião presidencial, o presidente norte-americano disse que ofereceu, várias vezes, à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, a ajuda das Forças Armadas dos EUA, mas, na sua opinião, a chefe de Estado do país vizinho "está um pouco receosa".

PM italiana falou com María Corina Machado e "ficou acordado que saída de Maduro abre novo capítulo de esperança" 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, falou, no domingo, por telefone, com María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz, sobre "as perspectivas de uma transição pacífica e democrática na Venezuela", após os EUA capturarem Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores.

"Ficou acordado que a saída de Maduro abre um novo capítulo de esperança para o povo venezuelano, que poderá voltar a desfrutar dos princípios básicos da democracia e do Estado de Direito", lê-se no comunicado do governo italiano. 

China manifesta "profunda preocupação" e alerta para risco de instabilidade na América Latina

A China voltou esta segunda-feira (5 de janeiro) a reclamar a “libertação imediata” do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, capturado no sábado por forças dos Estados Unidos durante uma operação militar em Caracas, e alertou para o risco de instabilidade na América Latina.

“O uso da força pelos EUA viola claramente o direito internacional e os princípios fundamentais das relações internacionais”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, durante uma conferência de imprensa em Pequim.

Lin manifestou “profunda preocupação” com a detenção de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, e instou Washington a “garantir a sua segurança pessoal” enquanto permanecerem fora da Venezuela, além de exigir a sua libertação.

O porta-voz denunciou o “uso descarado da força” contra um país soberano, acusando os EUA de “ameaçar a paz e a estabilidade na América Latina e nas Caraíbas”, região que a China considera uma “zona de paz”.

Pequim reiterou a sua oposição ao uso ou ameaça de uso da força nas relações internacionais e às práticas de “assédio hegemónico”.

Lin apelou à resolução da crise na Venezuela através do diálogo e negociação, e manifestou apoio à convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Questionado sobre contactos com Caracas, Lin afirmou que a China “respeita a soberania e independência da Venezuela” e acredita que o país “lidará com os seus assuntos internos de acordo com a Constituição e as leis”, sem confirmar se houve conversações com a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o cargo de chefe do Executivo.

Sobre a cooperação bilateral, o porta-voz sublinhou que os projetos energéticos entre os dois países “são entre Estados soberanos” e estão protegidos pelo direito internacional. Acrescentou que, “independentemente das mudanças na situação interna venezuelana”, a disposição da China para aprofundar a cooperação com Caracas “não se alterará” e que os “interesses legítimos” de Pequim “continuarão a ser salvaguardados”.

Lin rejeitou ainda que a China procure estabelecer “esferas de influência” na América Latina, frisando que a sua política para a região é “coerente e estável”, baseada na não ingerência, igualdade e benefício mútuo, sem alinhamentos ideológicos.

“A China continuará a ser um bom amigo e parceiro” dos países da região, afirmou, acrescentando que está pronta para cooperar com eles na defesa da Carta da ONU e da justiça internacional, bem como para responder às tensões decorrentes da situação na Venezuela.

Lusa

Juiz que vai julgar Maduro tem 92 anos e esteve nas ações de indemnização pelo ataque às Torres Gémeas

Alvin Hellerstein, um juiz judeu ortodoxo de 92 anos, vai presidir ao julgamento de Nicolás Maduro e da sua mulher Cilia Flores, que serão hoje presentes a tribunal em Nova Iorque.

O presidente deposto da Venezuela vai responder pelas acusações de narcoterrorismo e posse de armas, tendo pela frente um veterano magistrado nomeado por Bill Clinton em 1998 para o tribunal federal.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, Hellerstein deverá decretar que o casal fique em prisão preventiva, mesmo que ambos se declarem inocentes, pelo que o caso deve arrastar-se durante meses ou mesmo para além de um ano, uma vez que tem de ser formado um júri para avaliar as provas.

Este juiz, nascido em Nova Iorque em 1933, foi advogado do Exército dos EUA e ao longo da sua carreira esteve em alguns casos mais importantes dos Estados Unidos, como por exemplo as ações de indemnização pelos danos causados pelos ataques às Torres Gémeas de 11 de setembro, bem como o caso de assédio sexual contra o ex-produtor de cinema Harvey Weinstein.

Já esteve em casos envolvendo Donald Trump, tendo já decidido contra o presidente norte-americano.

Filho de Nicolás Maduro pede mobilização para libertação do pai. "Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo"

O filho do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro apelou esta segunda-feira (5 de janeiro) à população para se mobilizar contra o ataque realizado no sábado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a prisão do seu pai pelas forças norte-americanas.

“Estamos bem, estamos calmos. Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo”, disse Nicolás Ernesto Maduro.

O filho de Maduro sublinhou que a mobilização popular deve centrar-se em “erguer as bandeiras da dignidade” e rejeitar qualquer perceção de fraqueza.

“Não nos verão fracos”, afirmou o filho de Maduro.

“Vamos erguer as bandeiras do [antigo Presidente venezuelano Hugo] Chávez e trabalhar para trazer Nicolás Maduro para casa são e salvo”, disse, segundo a Rádio Miraflores.

“Estamos firmes (…). Estamos a avançar”, sublinhou, numa mensagem dirigida aos membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, partido de Maduro) e aos movimentos sociais.

Nicolás Ernesto Maduro convocou a participação nas manifestações organizadas nos últimos dias para denunciar a operação norte-americana na Venezuela.

Lusa

Irão pede libertação de Nicolás Maduro. “O presidente de um país e a sua esposa foram raptados. É um ato ilegal"

O Irão, que mantém laços estreitos com a Venezuela, apelou esta segunda-feira, 5 de janeiro, à libertação do presidente Nicolás Maduro, levado para os Estados Unidos após uma intervenção militar americana em Caracas.

“O presidente de um país e a sua esposa foram raptados. Não há motivo para [Donald Trump] se orgulhar, é um ato ilegal”, disse o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï.

Na conferência de imprensa semanal, o responsável acrescentou: ”Como salientou o povo venezuelano, o seu presidente deve ser libertado".

O Irão considera ainda que as suas relações com a Venezuela permanecem inalteradas, apesar da saída de Maduro.

Lusa

Operação dos EUA para capturar Maduro matou 32 cubanos, diz Havana

O governo de Cuba afirmou que a operação dos EUA para capturar Nicolás Maduro matou 32 cubanos, membros das Forças Armadas e de agências de inteligência do país, e anunciou dois dias de luto nacional.

"Os nossos compatriotas cumpriram o seu dever com dignidade e heroísmo e caíram, após resistência feroz, em combate direto contra os agressores ou como resultado de bombardeamentos em instalações", refere Havana, em comunicado divulgado no domingo.

Os dois países são aliados de longa data, com Cuba a fornecer segurança a Nicolás Maduro desde que este tomou posse, como recorda o The Guardian.

A Venezuela não revelou o número de mortos que resultou do ataque norte-americano contra Caracas. O New York Times avançou, no entanto, que pelo menos 80 pessoas, civis e soldados, morreram no ataque .

Nicolás Maduro no momento em que foi levado para o tribunal de Nova Iorque.
"Basta!" Governo da Gronelândia condena pressões de Trump sobre a anexação do território pelos EUA

Edmundo González pede libertação de presos políticos e faz apelo "sereno e claro" às Forças Armadas da Venezuela 

O dirigente da oposição venezuelana Edmundo González apelou às Forças Armadas do país para reconhecerem o resultado das eleições presidenciais no país de julho 2024, de que se diz vencedor, e à libertação de todos os presos políticos.

"A normalização real do país só será possível quando se respeitar sem ambiguidades a vontade maioritária expressa pelo povo venezuelano” em 28 de julho de 2024 e quando "se libertarem todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas", disse Edmundo González, que encabeçou a lista da oposição ao regime de Nicolás Maduro nas eleições de 2024.

Edmundo González Urrutia fez estas declarações num vídeo publicado na rede social X no domingo à noite, nas suas primeiras palavras públicas após a captura do Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pelos EUA, em Caracas, no sábado.

"Este momento é um passo importante, mas não suficiente", disse Edmundo González sobre a queda de Maduro.

O dirigente político venezuelano insistiu em que só com o reconhecimento do resultado eleitoral real de julho de 2024 e a libertação “imediata e sem condições” dos presos políticos civis e militares poderá iniciar-se "de maneira séria e responsável" um "verdadeiro processo de transição" na Venezuela.

Edmundo González, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" às forças armadas e aos corpos de segurança do Estado, sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024".

"Como chefe supremo [das Forças Armadas] lembro-lhes que a sua lealdade é com a Constituição, com o povo e com a República", disse, afirmando assim que se considera o vencedor das últimas eleições venezuelanas e o presidente eleito e legítimo do país.

Edmundo González encabeçou a lista da oposição venezuelana e do movimento da hoje Nobel da Paz Maria Corina Machado nas eleições de 2024, cujos resultados oficiais - que deram nova vitória a Maduro - não foram reconhecidos também por toda a comunidade internacional, incluindo a União Europeia ou os EUA.

"Quem usurpou o poder já não se encontra no país e enfrenta a justiça", o que "configura um novo cenário político", mas "não substitui as tarefas fundamentais" que os venezuelanos têm de pela frente, disse Edmundo González no vídeo publicado no X.

O dirigente venezuelano insistiu em que o movimento político que integra tem hoje uma legitimidade que "provém do mandato popular e do apoio claro de milhões de venezuelanos" nas eleições de 2024.

"Esse apoio é profundo, maioritário e sustentável e jamais será traído". acrescentou.

Lusa

China rejeita papel dos EUA como "juiz do mundo" e exige a “libertação imediata” de Maduro

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou esta segunda-feira, 5 de janeiro, que a China “não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo”, após a detenção do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, numa operação norte-americana.

“Nunca considerámos que algum país possa agir como ‘polícia do mundo’, nem aceitaremos que se autoproclame ‘juiz do mundo’”, declarou Wang, numa reunião em Pequim com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar.

“O panorama internacional está cada vez mais turbulento e complexo”, disse Wang Yi, denunciando o que classificou como fenómenos de “unilateralismo” e “abuso hegemónico” nas relações internacionais.

Pequim reiterou que se opõe “de forma consistente” ao uso ou ameaça do uso da força, bem como à imposição da vontade de um Estado sobre outros.

Wang acrescentou que a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional, “incluindo o Paquistão”, para defender a Carta das Nações Unidas, “salvaguardar a linha mínima da moral internacional” e promover a construção de uma “comunidade de destino comum da humanidade”.

Horas antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China já havia manifestado “grave preocupação” com a detenção de Maduro e exigido a sua “libertação imediata”.

A diplomacia chinesa apelou ainda para que os EUA garantam a segurança pessoal do casal venezuelano e defendeu que a crise venezuelana deve ser resolvida através de “diálogo e negociação”, sem anunciar medidas adicionais.

Pequim mantém estreitos laços diplomáticos e económicos com Caracas, reforçados durante os mandatos dos líderes dos dois países Xi Jinping e Maduro, e tem defendido sistematicamente os princípios de soberania e não ingerência nos assuntos domésticos de outras nações.

Lusa

Presidente da Colômbia critica EUA por ser primeiro país a bombardear uma capital sul-americana. "Nem Salazar o fez"

O presidente da Colômbia criticou os Estados Unidos por serem o primeiro país a bombardear uma capital sul-americana, após o ataque de sábado a Caracas, dizendo que nem Netanyahu, Hitler, Franco ou Salazar o fizeram.

"Os EUA são o primeiro país do mundo a bombardear uma capital sul-americana em toda a história da humanidade. Nem Netanyahu o fez, nem Hitler, nem Franco, nem Salazar. Que medalha terrível essa, porque os sul-americanos não a esquecerão durante as próximas gerações", escreveu no domingo Gustavo Petro, na rede social X.

Para o presidente colombiano, "a ferida fica aberta durante muito tempo", mas "a vingança não deve existir" porque "mata o coração".

"Os parceiros comerciais têm de mudar e a América Latina tem de se unir ou será tratada como um servo e escravo e não como o centro vital do mundo. Uma América Latina com capacidade para compreender, negociar e unir-se a todo o mundo. Não olhamos apenas para o norte, mas em todas as direções", escreveu o dirigente, numa longa mensagem.

Pedro disse que pediu ao homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que procure uma aliança - "antes de tudo deve ser a própria América Latina, que está sendo bombardeada" -, após observar que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), da qual a Colômbia detém a presidência temporária, não é um fórum com capacidade de atuação.

"A CELAC atualmente não nos serve de nada por causa da sua regra de consenso absoluto, o que não falta é um ou uma presidente que prefere continuar a ser escravo de governos estrangeiros, que anseia ajoelhar-se perante o rei", afirmou, referindo-se a uma reunião virtual de ministros dos Negócios Estrangeiros convocada pela Colômbia para lidar com a situação na Venezuela, na qual não se chegou, no domingo, a qualquer acordo.

Trump ameaça presidente da Colômbia, país "governado por um homem doente"

Horas antes da publicação da mensagem, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Petro, a quem acusou de "fabricar cocaína", com o envio para a Colômbia de uma missão norte-americana como a que atacou vários pontos da Venezuela e capturou Maduro.

Trump disse aos jornalistas a bordo do avião presidencial que, tal como a Venezuela, "a Colômbia também está muito doente", acrescentando que o país é "governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não vai fazer durante muito tempo".

A este respeito, Petro disse: "Rejeito profundamente que Trump fale sem saber, o meu nome em 50 anos não aparece nos ficheiros judiciais sobre tráfico de droga, nem antes nem agora. Pare de me caluniar, senhor Trump".

"Não lê a história da Colômbia e é por isso que falha quando nos critica. Só deve reunir-se com os seus funcionários especializados em investigações sobre drogas na Colômbia a quem eu ajudei com as minhas próprias investigações como senador da República de esquerda da Colômbia e do seu povo", acrescentou o presidente do país andino.

Numa outra conferência de imprensa realizada no sábado, na Florida, após a operação na Venezuela, Trump aproveitou para enviar advertências mais duras a Petro, com quem tem tido vários desentendimentos e a quem acusou diretamente de estar envolvido no tráfico de droga regional.

No evento de sábado, Trump avisou o líder colombiano que ele deveria "tomar cuidado".

Lusa

Nicolás Maduro no momento em que foi levado para o tribunal de Nova Iorque.
Francisco Pereira Coutinho: “Foi um ato de agressão e uma ingerência ilegítima” na Venezuela

Maduro deve comparecer esta segunda-feira num tribunal de Nova Iorque

Acusado de tráfico de drogas e terrorismo, o líder deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, está detido numa prisão de Nova Iorque e deve comparecer esta segunda-feira, 5 de janeiro, perante um juiz federal num tribunal da cidade.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

Lusa

Nicolás Maduro no momento em que foi levado para o tribunal de Nova Iorque.
Venezuela. Trump deixa dúvidas sobre a mudança de regime, expõe planos para a exploração de petróleo e avisa outros países da região

Presidente interina da Venezuela cria comissão para libertação de Maduro e diz estar disponível para colaborar com os EUA

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, criou no domingo (4 de janeiro) uma comissão para a libertação do líder deposto, Nicolás Maduro, e da mulher do dirigente, Cilia Flores, capturados e levados para os Estados Unidos.

Uma comissão "de alto nível" foi apresentada pelo ministro da Informação, Freddy Ñáñez, que fará parte da mesma, e que vai ser liderada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Iván Gil.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Rodríguez defendeu no domingo relações "equilibradas e respeitosas" com os Estados Unidos, "baseadas na igualdade soberana e na não interferência".

"Convidamos o governo dos Estados Unidos a colaborar conosco numa agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento partilhado, dentro do quadro do direito internacional", declarou a presidente interina da Venezuela.

Dirigindo-se a Trump, afirmou: "os nossos povos e a nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esta sempre foi a mensagem do presidente Nicolás Maduro e é a mensagem de toda a Venezuela neste momento".

A presidente interina também juntou no domingo o primeiro Conselho de Ministros, um dia após assumir o cargo, com o apoio do Supremo Tribunal da Venezuela e das forças militares.

DN/Lusa

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Os sete atores-chave, do regime e da oposição, no futuro da Venezuela

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