O Papa Leão XIII sugeriu esta sexta-feira, 13 de março, que os líderes políticos cristãos que iniciam guerras devem confessar-se e avaliar se estão a seguir os ensinamentos de Jesus."Será que estes cristãos que têm uma grave responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazer um sério exame de consciência e de se confessar?", perguntou o Papa num discurso aos sacerdotes, sem mencionar nenhum líder ou conflito específico.“A dinâmica da unidade com Deus, com a Igreja e dentro de nós mesmos é um pressuposto para a paz entre os povos”, prosseguiu o líder da igreja católica. “Só uma pessoa reconciliada é capaz de viver desarmada e sem conflitos!”Apesar de não ter referido nomes ou conflitos, Leão XIV falou por várias vezes nos últimos dias do conflito no Irão. No último domingo, por exemplo, durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, apelou ao fim da violência no Irão e no Médio Oriente e à renovação dos esforços para o diálogo."Juntamente com os episódios de violência e devastação e o clima generalizado de ódio e medo, há também uma preocupação crescente de que o conflito se possa alastrar e que outros países da região, incluindo o querido Líbano, possam voltar a mergulhar na instabilidade", afirmou o norte-americano. Também o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, numa entrevista dada ao Vatican News no início do mês, alertou que os ataques de Estados Unidos e Israel enfraqueceram o direito internacional. “A força substituiu a justiça; a força da lei foi substituída pela lei da força”, afirmou, alertando que permitir que aos países que iniciem uma “guerra preventiva” de acordo com os seus próprios critérios corre o risco de “incendiar o mundo inteiro”..“Não é possível compreender o papa Leão XIV sem compreender o seu tempo no Peru”.Irão sacode pressão para os EUA em mensagem atribuída ao novo líder