Irão diz ter atingido navio de guerra dos EUA. Trump desvaloriza ataques iranianos contra Emirados
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Irão diz ter atingido navio de guerra dos EUA. Trump desvaloriza ataques iranianos contra Emirados

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão nesta segunda-feira (4 de maio).
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Trump desvaloriza últimos ataques iranianos contra Emirados Árabes Unidos

O presidente norte-americano Donald Trump desvalorizou hoje os 19 projéteis lançados pelo Irão contra os Emirados Árabes Unidos (EAU), realçando que não causaram danos significativos.

"A maioria foi abatida. Um passou. Não houve danos significativos", apontou Trump durante um evento da Semana das Pequenas Empresas realizado na Casa Branca.

O campo petrolífero de Fujairah, um dos poucos acessíveis na região sem passar pelo estreito de Ormuz, foi hoje alvo de um drone, que provocou um incêndio, no primeiro dia de uma operação norte-americana destinada a restabelecer o tráfego marítimo nesta via navegável estratégica, que está bloqueada por Teerão desde o início do conflito no Médio Oriente.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ainda que foram alvo de quatro mísseis de cruzeiro "lançados a partir do Irão", três dos quais "foram intercetados sobre águas territoriais" e "um caiu ao mar".

O republicado voltou, no entanto, a instar a Coreia do Sul a "tomar medidas" em relação ao ataque a um dos seus navios mercantes.

Trump desvalorizou o conflito armado em si: "Digo que é uma mini-guerra porque é isso que eles são. Já não têm marinha. Pensem bem. Tinham 159 navios. Quantos lhes restam?".

O governante norte-americano comparou o conflito à duração de outras guerras, como a Guerra da Coreia ou a Segunda Guerra Mundial.

"Se a pessoa errada estivesse aqui [na Casa Branca], teríamos a Terceira Guerra Mundial", alertou.

Trump referiu-se ainda ao teste cognitivo que afirma ter passado e rejeitou a ideia de que é velho.

"Obviamente, não sou velho. Sou muito mais novo do que velho. A sério. Sinto-me como me sentia há 50 anos", garantiu.

Sobre a sua queda de popularidade nas sondagens, afirmou que as sondagens "são uma completa mentira" e defendeu que, se 32% não gostam de Trump, é porque 32% acreditam que é aceitável que o Irão tenha armas nucleares.

Sugeriu ainda que deixará o cargo "daqui a oito ou nove anos", para alegria da assistência.

Sobre a China, Trump afirmou que os EUA estão à frente na inteligência artificial e que espera reunir-se com o Presidente chinês Xi Jinping dentro de duas semanas.

"Vou dizer-lhe. Estamos a ganhar. Temos uma competição muito amigável", comentou.

Lusa

Emirados Árabes Unidos condenam ataques iranianos "renovados e traiçoeiros"

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) condenaram o que chamaram de "renovada agressão iraniana traiçoeira" contra alvos civis, que fez três feridos, e exigiram o fim imediato dos ataques.

"Estes ataques representam uma escalada perigosa e uma violação inaceitável", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EUA em comunicado.

Os EUA disseram que as suas defesas aéreas estavam a combater ameaças de mísseis e drones na noite de segunda-feira, enquanto os bombeiros combatiam um incêndio numa importante zona da indústria petrolífera após um ataque com recurso a drones, que, segundo as autoridades, teve origem no Irão.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU afirmou que os ataques representam uma ameaça direta à segurança nacional, acrescentando que o país se reserva ao seu "direito pleno e legítimo" de responder.

Trump anuncia abate de "sete pequenos barcos"

Donald Trump anunciou na rede social Truth Social que os Estados Unidos abateram "sete pequenos barcos" e que não existe "qualquer dano" na travessia do Estreito de Ormuz.

"O Irão fez alguns ataques a nações não relacionadas em relação à movimentação de navios, o Projeto Liberdade, incluindo um navio cargueiro sul-coreano. Talvez esteja na hora da Coreia do Sul se juntar à missão! Abatemos sete pequenas embarcações ou, como eles gostam de lhes chamar, lanchas 'rápidas'. É tudo o que lhes resta. Além do navio sul-coreano, até ao momento não houve danos na travessia do Estreito. O Secretário da Guerra, Pete Hegseth, e o Chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, vão realizar uma conferência de imprensa amanhã de manhã. Obrigado pela atenção a este assunto!", escreveu o presidente norte-americano.

O exército americano havia adiantado anteriormente que todas as ameaças no estreito tinham sido neutralizadas, enquanto se preparava para reabrir a via navegável.

Irão diz que não tinha planos para atacar Emirados, que admitem retaliar

As autoridades iranianas disseram hoje que não planeavam atacar os Emirados Árabes Unidos, que denunciaram uma “escalada perigosa” de Teerão e anunciaram ter o “legítimo direito a responder”.

O Irão "não tinha planos para atacar os Emirados Árabes Unidos", disse hoje a televisão estatal iraniana, citando um oficial superior não identificado.

O Ministério da Defesa dos Emirados anunciou que foi disparada uma salva iraniana de quatro mísseis de cruzeiro em direção ao país, dos quais três foram derrubados e um caiu no mar.

As autoridades do emirado de Fujairah (leste) disseram que um drone iraniano provocou um incêndio numa instalação petrolífera chave, ferindo três cidadãos indianos.

O exército britânico reportou dois navios de carga em chamas ao largo dos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados descreveram como uma "escalada perigosa" estes novos ataques iranianos, também realizados por drones, os primeiros desde o cessar-fogo entre Teerão e Washington, que surgem após o Presidente Donald Trump anunciar o lançamento de uma operação dos Estados Unidos destinada a retomar a navegação no estreito de Ormuz.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que os Emirados Árabes Unidos "reservam o direito pleno e legítimo de responder a estes ataques de forma a garantir a proteção da sua soberania, segurança nacional, integridade territorial, cidadãos, residentes e visitantes, de acordo com o direito internacional".

Lusa

Acordo de segurança com Israel deve preceder encontro com Netanyahu

O presidente libanês Joseph Aoun defendeu hoje que um acordo de segurança com Israel deve preceder qualquer encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que os Estados Unidos estão a pressioná-lo a realizar.

Aoun reiterou que “o momento não é apropriado para uma reunião” com o líder israelita, indicou a presidência do Líbano num comunicado.

“Primeiro, é preciso alcançar um acordo de segurança” e obter “o fim da agressão israelita” ao Líbano, sublinhou.

Afirmou, contudo, que a decisão de iniciar negociações com Israel - rejeitada pelo movimento xiita libanês Hezbollah – “é irreversível”, indicando que o processo visa conseguir “a retirada israelita dos territórios libaneses ocupados e o regresso dos prisioneiros” libaneses.

Uma terceira ronda de “conversações preliminares” para essas negociações deverá decorrer “nos próximos dias”, segundo o comunicado presidencial.

A embaixada dos Estados Unidos em Beirute apelou na passada quinta-feira para um encontro entre Aoun e Netanyahu, duas semanas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um cessar-fogo entre Israel e o Líbano.

Lusa

Ataque iraniano causa incêndio em campo petrolífero nos Emirados

Um ataque de drone causou hoje um incêndio no campo de petróleo de Fujairah (Fujeira) e provocou três feridos, anunciaram as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, que reportaram quatro mísseis de cruzeiro disparados a partir do Irão.

"As equipas de Defesa Civil de Fujairah responderam imediatamente ao incidente e continuam os seus esforços para controlar o incêndio", disse o gabinete de imprensa do emirado num comunicado.

O campo de Fujairah alberga um porto, um oleoduto e outras instalações petrolíferas a que é possível aceder sem atravessar o estreito de Ormuz, atualmente controlado pelo Irão.

Lusa

Explosão e incêndio atingem navio sul-coreano no estreito de Ormuz

Um navio sul-coreano ficou em chamas após uma explosão no estreito de Ormuz, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, que indicou que não há vítimas a bordo.

As autoridades sul-coreanas tinham indicado antes que estavam a averiguar um possível ataque a um navio com bandeira sul-coreana.

Coincidindo com o início de uma operação dos Estados Unidos para escoltar navios através do estreito, o Ministério dos Oceanos da Coreia do Sul referiu que o navio “HMM Namu” estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão, cerca das 20:40, hora da Coreia (12:40 em Lisboa), "no lado bombordo da casa das máquinas”.

Vaticano confirma: Papa Leão XIV recebe Marco Rubio esta quinta-feira

O Papa Leão XIV recebe esta quinta-feira o secretário de Estado norte-americano, confirmou hoje o Vaticano.

A audiência vai acontecer no Palácio Apostólico do Vaticano e está marcada para as 11h30 (10h30 em Lisboa), informou o gabinete de imprensa da Santa Sé.

Na mesma manhã, mas às 09h00, o Santo Padre vai receber o primeiro-ministro polaco Donald Tusk.

Irão diz ter atingido navio de guerra dos EUA. Trump desvaloriza ataques iranianos contra Emirados
Marco Rubio visita Vaticano após tensões entre Trump e Leão XIV

Comando Central dos EUA diz que dois navios mercantes norte-americanos cruzaram o estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) fez saber esta segunda-feira que dois navios mercantes norte-americanos "atravessaram com sucesso o estreito de Ormuz e prosseguem a sua viagem em segurança".

As forças norte-americanas "estão a apoiar ativamente os esforços para restabelecer a passagem da navegação comercial", referiu o CENTCOM, adiantando que "contratorpedeiros com mísseis guiados da Marinha dos EUA estão atualmente a operar no Golfo Árabe", no âmbito da operação Projeto Liberdade.

Donald Trump anunciou na noite de domingo que a operação Projeto Liberdade tinha início esta segunda-feira e que respondia aos pedidos de "países de todo o mundo" de ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Irão terá disparado um tiro de aviso contra navio dos EUA, diz responsável iraniano

Um alto responsável iraniano disse à Reuters que foi disparado um tiro de aviso contra um navio de guerra dos EUA, perto do estreito de Ormuz. A mesma fonte referiu que não era claro se o navio tinha sofrido danos.

Recorde-se que a agência de notícias iraniana Fars anunciou que um navio norte-americano tinha sido atingido por dois mísseis perto da ilha de Jask, após a embarcação ter ignorado os avisos de Teerão.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) garantiu que nenhum navio da Marinha norte-americana foi atingido.

Emirados Árabes Unidos afirmam que Irão disparou dois drones contra um petroleiro da companhia estatal 

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram esta segunda-feira que o Irão disparou dois drones contra um petroleiro que pertence à companhia petrolífera estatal, a ADNOC, no estreito de Ormuz, noticiou a Al Jazeera.

"Atacar a navegação comercial e utilizar o estreito de Ormuz como instrumento de coação económica ou chantagem constitui um ato de pirataria por parte da Guarda Revolucionária Iraniana", indicou o  Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, adiantando que não há registo de feridos.

"Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido", garante Comando Central das forças norte-americanas

"Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido", informou o Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM). A garantia surge depois de a agência iraniana Fars indicar que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA perto da ilha de Jask, após a embarcação ter ignorado os avisos de Teerão.

As forças norte-americanas "estão a apoiar o Projeto Liberdade e a reforçar o bloqueio naval aos portos iranianos", indicou o CENTCOM, referindo-se ao que foi anunciado pelo presidente dos EUA na noite de domingo.

Donald Trump anunciou que a operação Projeto Liberdade tem início esta segunda-feira e que responde aos pedidos de "países de todo o mundo" de ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Segundo Trump, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário".

Após Trump anunciar a escolta de navios, o Irão ameaçou atacar qualquer navio, incluindo dos Estados Unidos, que tente atravessar o estreito de Ormuz.

EUA negam que navio de guerra tenha sido atingido pelo Irão

Os Estados Unidos negaram que um dos seus navios de guerra tenha sido alvo de um ataque iraniano perto do estreito de Ormuz, avança o site Axios, que cita um alto dirigente norte-americano.

A informação é avançada após a agência de notícias iraniana Fars indicar que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA perto da ilha de Jask, depois de a embarcação ter ignorado os avisos de Teerão.

"A fragata, que navegava hoje no estreito de Ormuz, em violação das normas de navegação e segurança marítima perto do porto de Jask, foi alvo de um ataque com mísseis depois de ignorar um aviso da Marinha iraniana", noticiou a Fars, sem indicar mais informações.

Guarda Revolucionária Islâmica divulga mapa de Ormuz com a área que diz ser controlada pelo Irão

A Guarda Revolucionária Islâmica divulgou esta segunda-feira um mapa do estreito de Ormuz, no qual mostra a área que diz ser controlada pela forças do Irão.

Segundo notícia da BBC, a área que Irão diz controlar começa na linha traçada entre o Monte Mubarak, no Irão, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e por uma outra linha entre extremidade da ilha iraniana de Qeshm e Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

Irão diz ter atingido navio de guerra dos EUA com dois mísseis

Irão disse esta segunda-feira ter atingido um navio de guerra dos EUA com dois mísseis perto do Estreito de Ormuz, segundo os media estatais iranianos, noticia a Sky News.

De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, os dois mísseis atingiram o navio de guerra perto da ilha de Jask depois de a embarcação ter ignorado os avisos iranianos.

"A fragata, que navegava hoje no estreito de Ormuz, em violação das normas de navegação e segurança marítima perto do porto de Jask, foi alvo de um ataque com mísseis depois de ignorar um aviso da Marinha iraniana", noticiou a Fars, sem mais informações.

O navio norte-americano terá recuado depois de ter sido atingido, ainda segunda a agência de notícias.

EUA devem abandonar "exigências excessivas", diz Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão foi questionado esta segunda-feira sobre a resposta dos EUA à proposta de Teerão de 14 pontos, tendo afirmado que Washington é responsável pela lentidão nos esforços diplomáticos para terminar com o conflito.

"Os EUA não vão abdicar facilmente do seu hábito de maximalismo e de exigências irracionais", afirmou Esmaeil Baghaei, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão estatal iraniana, sem referir detalhes sobre uma contraproposta da administração Trump para acabar com a guerra.

"Neste momento, a nossa prioridade é acabar com a guerra", disse. "O outro lado deve comprometer-se com uma abordagem razoável e abandonar as suas exigências excessivas em relação ao Irão", considerou.

Segundo a Al Jazeera, Esmaeil Baghaei afirmou que o Irão estava a analisar a contraproposta norte-americana. "A mensagem dos EUA foi recebida através do Paquistão, e não vou discutir os detalhes das questões levantadas neste momento, porque estas questões ainda estão a ser analisadas", disse.

EUA retiram 22 membros da tripulação de navio iraniano apreendido, informa o Paquistão

Os EUA retiraram 22 tripulantes que estavam a bordo de um navio porta-contentores iraniano para o Paquistão. Deverão ser entregues às autoridades iranianas esta segunda-feira, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês, segundo a Reuters, que descreveu a ação dos EUA com uma "medida de confiança".

O navio MV Touska foi apreendido pelas forças norte-americanas no mês passado, ao largo da costa do porto iraniano de Chabahar, no Golfo de Omã.

Paquistão informou ainda que o navio será devolvido aos seus proprietários após as reparações necessárias.

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Teerão executou mais três alegados manifestantes dos protestos de janeiro

O Irão executou hoje três pessoas, que tinham sido detidas durante os protestos de janeiro na cidade de Mashhad, no nordeste do país.

Os três cidadãos iranianos tinham sido acusados de colaborar com Israel e com os Estados Unidos e de liderar tumultos que resultaram na morte de vários membros das forças de segurança.

A agência de notícias Mizan, meio oficial do poder judicial iraniano, indicou hoje que após a ratificação da sentença pelo Supremo Tribunal, "Ebrahim Dolatabadi, Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri foram enforcados" hoje.

De acordo com a versão oficial, Rasouli e Miri foram considerados "agentes da Mossad", serviços de informações de Israel, durante os protestos antigovernamentais de janeiro e foram acusados de participação direta na morte de Hamidreza Youssefjad, membro das forças de segurança.

O poder judicial afirmou que ambos participaram em "atos violentos, destruição de propriedade pública e privada, pilhagens, uso de engenhos incendiários e armas brancas".

Por sua vez, Dolatabadi foi apresentado pelas autoridades como um dos principais líderes dos distúrbios na zona de Tabarsi, em Mashhad, e terá liderado um grupo de 300 manifestantes armados com catanas para atacar o gabinete do governador e a sede provincial da televisão estatal.

O tribunal rejeitou a defesa dos três arguidos.

Com estas três execuções, o Irão já enforcou 12 pessoas condenadas por participarem nos protestos de janeiro, que exigiam o fim da República Islâmica.

A repressão policial provocou a morte de 3117 pessoas, segundo a contagem oficial.

No entanto, as organizações de defesa dos direitos humanos, como o grupo de oposição HRANA, sediado nos Estados Unidos, elevaram o número para mais de sete mil e continuam a verificar outros 11 mil casos, estimando que 53 mil pessoas tenham sido detidas.

Lusa

Macron defendeu a reabertura coordenada do estreito de Ormuz

O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje à reabertura do estreito de Ormuz, coordenada entre o Irão e os Estados Unidos e demonstrou ceticismo quanto à última proposta dos Estados Unidos.

À chegada à Arménia para a Cimeira da Comunidade Política Europeia, Macron manifestou ceticismo face à nova operação lançada pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, para desbloquear a navegação no estreito de Ormuz, criticando um quadro que considerou "pouco claro".

Donald Trump anunciou uma operação para libertar navios bloqueados há dois meses no Golfo Pérsico.

Teerão respondeu que qualquer intervenção dos Estados Unidos no estreito de Ormuz seria considerada uma violação do cessar-fogo.

Por outro lado, o presidente francês afirmou ser essencial que o cessar-fogo seja respeitado no Líbano, depois de novos ataques aéreos israelitas terem feito uma vítima mortal no sul do país.

Macron, exigindo o cessar-fogo no Líbano frisou que é preciso respeitar a soberania e independência do Líbano e proteger da população civil.

Lusa

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Trump mantém impasse no Irão e abre frente de batalha com a NATO

Irão avisa que qualquer interferência americana no Estreito de Ormuz violará cessar-fogo

Teerão considerará qualquer "interferência americana" no Estreito de Ormuz uma violação do cessar-fogo, disse na noite de domingo um alto responsável iraniano, depois do anúncio de Donald Trump sobre uma operação para escoltar navios retidos no Golfo.

"Qualquer interferência americana no novo regime marítimo do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo", disse Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do parlamento, na rede social X.

Lusa

Von der Leyen quer Europa independente de terceiros na energia, defesa e abastecimento

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje, na Arménia, uma “Europa independente” da importação de combustíveis fósseis e de capacidades militares e com “cadeias de abastecimento fiáveis” através de parceiros “amigos que partilham os mesmos valores”.

“Vamos discutir principalmente o tema de uma Europa independente. Temos de reduzir as nossas dependências excessivas em três áreas específicas”, sendo a primeira das quais a energia já que “dependemos demasiado de combustíveis fósseis importados e, por isso, estamos sempre dependentes dos mercados globais”, disse Ursula von der Leyen.

Falando à chegada da oitava cimeira da Comunidade Política Europeia, que decorre hoje na capital arménia, Erevan, a líder do executivo comunitário apelou a mais “recursos dentro da Europa”.

“Esses são as energias renováveis e a energia nuclear porque são produzidas localmente, são mais baratas e são fiáveis”, elencou, numa altura de elevados preços energéticos devido ao conflito no Médio Oriente, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.

Para Ursula von der Leyen, urge também “mais independência na defesa e na segurança.

“Temos de reforçar as nossas capacidades militares para sermos capazes de nos defender e proteger”, afirmou.

Ursula von der Leyen defendeu ainda “cadeias de abastecimento fiáveis”, nomeadamente após a aplicação provisória do acordo comercial UE-Mercosul e numa altura de novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

A presidente da Comissão Europeia adiantou que, “com amigos que partilham os mesmos valores temos cadeias de abastecimento estáveis e fiáveis, e a Europa tem a maior rede de acordos de comércio livre”.

Lusa

Teerão ameaça atacar qualquer navio que tente atravessar estreito de Ormuz

O Irão ameaçou hoje atacar qualquer navio, incluindo dos Estados Unidos, que tente atravessar o estreito de Ormuz, depois do presidente norte-americano Donald Trump anunciar a escolta dos navios pelas forças de Washington.

"Advertimos que qualquer força armada estrangeira, especialmente o agressivo exército norte-americano, será alvo dos nossos ataques, se tentar aproximar-se ou entrar no estreito de Ormuz", declarou o general Ali Abdollahi, chefe do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya do exército do Irão, citado pela televisão estatal iraniana na plataforma de mensagens Telegram.

Donald Trump anunciou no domingo na rede social que lhe pertence, Truth Social, o início, hoje, da operação "Projeto Liberdade", que responde aos pedidos de "países de todo o mundo" de ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

A operação, segundo o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", justificou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.

Lusa

Segundo navio atacado no Estreito de Ormuz em menos de 24 horas

A agência britânica de Operações Marítimas Comerciais (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, registou hoje um ataque contra um petroleiro no estreito de Ormuz, o segundo em menos de 24 horas.

O petroleiro, de bandeira não identificada, foi atingido às 20h40 de domingo (hora de Lisboa) "por um projétil desconhecido", sem causar feridos entre a tripulação nem impacto ambiental.

O incidente ocorreu a 78 milhas náuticas (cerca de 144 quilómetros) a norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a agência britânica, que pediu aos navios que transitam pela zona para redobrarem as precauções e informarem a agência de qualquer atividade suspeita.

Horas antes, às 12h30 (hora de Lisboa), a UKMTO informou que várias embarcações de pequeno porte atacaram um graneleiro que navegava ao largo da costa da cidade de Sirik, no sudoeste do Irão, com destino ao norte do estreito de Ormuz.

Três semanas após o início do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, as partes continuam a manter um bloqueio seletivo do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o comércio global de petróleo e gás, pela qual, em tempos de paz, circula cerca de 20% das energias fósseis mundiais.

Lusa

Irão diz ter atingido navio de guerra dos EUA. Trump desvaloriza ataques iranianos contra Emirados
Subida do crude rende mais de 2 mil milhões à Rússia

EUA mobilizam mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz

A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

A missão, denominada, segundo Donald Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social que detém, Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Segundo o presidente, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário", no qual instam o Irão a participar.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, informou que na operação participarão "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.

Lusa

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